❌

Normal view

Ativo do dia. Intel afunda 30% e vai a caminho da pior sessão de sempre

30 October 2026 at 15:20

O ativo

Intel. Tem sido uma semana trágica para o setor tecnológico perante a catadupa de resultados desapontantes. Esta quinta-feira foi a vez de a fabricante de chips para computadores desiludir os investidores com previsões que ficaram aquém do esperado.

Todo o setor tecnológico está a ser contagiado por causa dos receios em relação aos pesados investimentos na Inteligência Artificial.

O marco

As ações da Intel derrapam 29% para cerca de 66,3 dólares no arranque da sessão em Wall Street e vão a caminho da pior sessão da história da empresa. O mau desempenho está a contagiar as outros fabricantes de chips como a AMD, Qualcomm, Broadcom, que cedem entre 2% e 10%.

O índice tecnológico Nasdaq cai mais de 2% em novo dia de pressão vendedora, depois do tombo de 500 mil milhões de dólares da Alphabet na véspera.

A causa

Os investidores já estavam escaldados com as contas que a dona da Google tinha apresentado na quarta-feira: pela segunda vez desde que se estreou na bolsa em 2004 registou um fluxo de caixa negativo e as pesquisas em ‘modo IA’ começam a canibalizar o negócio de publicidade do mais popular motor de busca.

Esta quinta-feira foi a vez da Intel. Embora o lucro e as receitas tenham superado as estimativas dos analistas, a empresa apresentou perspetivas de evolução do negócio desapontantes para o quarto trimestre, com a retração no mercado de computadores pessoais a criar dúvidas sobre a capacidade de investimento em IA.

A Intel prevê receitas para o quarto trimestre entre 15 mil milhões e 16 mil milhões de dólares, abaixo da estimativa média dos analistas de 17,07 mil milhões de dólares, segundo dados compilados pela LSEG.

O diretor financeiro, David Zinsner, afirmou ainda que a Intel não espera um cash flow positivo este ano. “Vemos a desaceleração dos PCs continuando pelo menos até o primeiro semestre do próximo ano”, assumiu aos analistas.

Várias casas de investimento já cortaram o preço-alvo do título.

O que esperar a seguir

“O mercado está num clima de ‘vender primeiro, perguntar depois’, e o alerta da Intel deu aos investidores uma desculpa fácil para realizar lucros em ações de empresas de semicondutores”, resume Matt Britzman, analista sénior de ações da Hargreaves Lansdown, citado pela Reuters.

A temporada de resultados tem sido fraca e ainda vai a meio. A próxima semana poderá ajudar a definir o sentimento dos investidores, com Apple e Palantir a apresentarem contas logo na segunda-feira, seguindo-se a AMD na terça e Qualcomm na quarta.

A Nvidia, fabricante-rei dos chips e maior empresa cotada do mundo, só anunciará os resultados no dia 17.

A frase

Acreditamos que o mercado está a punir o problema certo com o horizonte temporal errado. Os PCs vão recuperar. O crescimento de 78% nos centros de dados e de 58% nas fundições são o futuro desta empresa. Uma queda de 20% é a má notícia. Não está a precificar a recuperação.

Nicholas Mugalli

Analista da World Trade Securities

“Non, je ne regrette rien”: sete anos de Lagarde no BCE entre pandemia, guerras e inflação

30 October 2026 at 14:23

A antiga ministra das Finanças francesa e líder do Fundo Monetário Intercional (FMI) chegou a Frankfurt em 2019 sem grande experiência em política monetária e em bancos centrais – o que rapidamente levou o mercado a desconfiar da sua capacidade. Sabia tão pouco da instituição que mais tarde chegou a confessar que aceitou o cargo pensando que a presidência do Banco Central Europeu (BCE) era de cinco anos, e não de oito.

Se havia dúvidas sobre a sua liderança, pouco meses depois de ter entrado em funções no dia 1 de novembro, substituindo Mario Draghi, Christine Lagarde, agora com 70 anos, teve o primeiro…

Este artigo é exclusivo para assinantes

Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.

Assinar ECO Premium e continuar a ler

Já é assinante? Iniciar sessão

Ver todos os planos

Euribor cede mas prestação da casa volta a subir em novembro

30 October 2026 at 06:37

As taxas Euribor cederam ligeiramente em outubro. Ainda assim, não será o suficiente para fazer a prestação da casa cair. Os encargos com o crédito à habitação vão voltar a subir no próximo mês. Os aumentos devem chegar aos 90 euros para um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos.

As famílias estão a ser pressionadas com o aumento do custo de vida praticamente desde o início do ano. A taxa de inflação avançou para os 3,6% em setembro, com os preços a serem fortemente impulsionados pela energia e pela guerra sem fim à vista no Irão. Mas, além da subida dos preços dos bens que consumimos no dia-a-dia, outro fator tem condicionado cada vez mais o orçamento familiar: a casa.

Outubro trouxe uma relativa estabilização das Euribor, depois da forte subida registada em setembro. A média mensal destas taxas interbancárias desceu mesmo a três e 12 meses – no prazo mais curto marcou-se inclusivamente primeira descida desde janeiro, antes do conflito no Médio Oriente.

Boas notícias para quem tem crédito da casa? Sim. Mas os contratos cujas condições forem revistas em novembro ainda vão sofrer agravamentos nas prestações por conta da evolução das Euribor nos últimos meses e, essas sim, acumulam subidas face à última vez que os contratos foram atualizados.

Vamos às contas. Para um crédito de 150 mil euros a 30 anos e com um spread de 1%:

  • Euribor a três meses: a prestação a pagar nos próximos três meses subirá 17,39 euros (2,6%) para mais de 684,7 euros;
  • Euribor a seis meses: a prestação que vai pagar nos próximos seis meses deverá superar os 713,9 euros, uma subida de 44,17 euros em relação à prestação que pagava desde maio;
  • Euribor a 12 meses: a prestação que vai pagar nos próximos 12 meses ascenderá a 736,6 euros, mais 89 euros face à prestação que pagou no último ano.

Para o ajudar a calcular a prestação do seu crédito à habitação, o ECO preparou um simulador. Faça as contas para o seu caso.

Tenho um crédito à habitação no valor de euros, contratualizado por um prazo de anos, indexado à Euribor a 12 meses (que há um ano estava nos % ), com um spread de %. A prestação da casa que pago atualmente é de 308 euros, mas caso a Euribor a 12 meses passe para %, a prestação passa para 432 euros. (Mude os campos sublinhados para descobrir os números mais próximos da sua previsão.)

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para ver o simulador.

As Euribor acompanham as expectativas dos mercados relativamente às taxas oficiais do Banco Central Europeu (BCE) que, esta quinta-feira decidiu, sem surpresas, fez uma pausa. Os investidores estão a antecipar que o final do ano traga mais uma subida, com a taxa de depósito a chegar a 31 de dezembro nos 2,75%.

E já há apostas para a evolução da política monetária do BCE no arranque do próximo ano: a reunião de março, que já não contará com Christine Lagarde no comando do “navio”, deverá voltar a agravar os juros em 25 pontos base.

Ativo do dia. Dona da Google perde 500 mil milhões em bolsa

29 October 2026 at 16:09

O ativo

Alphabet. As ações da dona da Google, o mais popular motor de pesquisas online do mundo, estão sob forte pressão vendedora esta quinta-feira, na sequência dos resultados apresentados na quarta à noite.

Com a forte aposta na IA, a Alphabet registou um fluxo de caixa negativo no terceiro trimestre, o que aconteceu pela segunda vez desde que foi para a bolsa há mais de duas décadas. Mas não é o único sinal de preocupação. Também revelou que as pesquisas em “modo IA” estão a canabalizar as receitas do seu principal negócio de publicidade.

O marco

As ações da Alphabet estiveram a deslizar quase 13% no arranque da sessão em Wall Street. Cerca das 15h30 recuavam ‘apenas’ 11,6% para 284,72 dólares.

Em poucos momentos, a tecnológica perdeu 500 mil milhões de euros em capitalização de mercado. Só a Nvidia havia perdido mais numa só sessão, em janeiro de 2025.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A causa

Pela segunda vez desde que foi para a bolsa, em 2004, a Alphabet registou um fluxo de caixa negativo. Atingiu os -9,1 mil milhões de dólares no terceiro trimestre, período durante o qual elevou os gastos com IA para mais de 50 mil milhões, uma altura em que os investidores estão cada vez mais cautelosos em relação ao retorno dos pesados investimentos em IA.

O investimento de capital (Capex) cresceu para 51,3 mil milhões de dólares no trimestre, face aos 44,9 mil milhões do trimestre anterior. O Capex poderá atingir os 205 mil milhões este ano.

As contas revelaram ainda fragilidades no principal negócio de publicidade no motor de busca. A receita da maior divisão da Alphabet subiu 12% para 62,4 mil milhões de dólares, abaixo das estimativas de 64,9 mil milhões e marcado um forte abrandamento em relação à taxa de crescimento anual de quase 20% registada no início do ano.

O diretor de negócio da Google justificou o desempenho com as pesquisas em “modo IA” — que fornecem respostas em texto conversacional em vez de uma lista de links — e que estão a ter impacto nas pesquisas tradicionais a e levar a uma menor monetização através dos anúncios.

“Os pessimistas argumentarão que este é o primeiro trimestre em que a IA está a começar a prejudicar seriamente os seus negócios de pesquisa“, disse Jeffrey Wlodarczak, CEO da Pivotal Research.

O resultado líquido caiu 25% para 26,2 mil mihões de dólares, contra os 37,3 mil milhões de previsão dos analistas.

O que esperar a seguir

A queda vertiginosa das ações da Alphabet está a contagiar o setor tecnológico. O índice Nasdaq perde mais de 1%.

A Microsoft recua 1,5% depois de ter reportado lucros acima do esperado e receitas de 92,3 mil milhões de dólares.

Esta quinta-feira é a vez de Amazon e Apple darem continuidade à temporada de resultados do setor.

Em relação à Amazon, as ações estão a ceder mais de 2%. Os analistas estarão de olho no crescimento da AWS. O mercado antecipa um lucro por ação de 1,97 dólares em receitas de 202,25 mil milhões. A AWS deverá ter faturado 45,68 mil milhões, mais 38% face ao terceiro trimestre de 2025.

A frase

A Alphabet e a Microsoft foram a noite e o dia. O trimestre da Microsoft apresentou um crescimento muito disciplinado, enquanto a Google está com queima de dinheiro e o seu negócio principal ficou aquém das expectativas.

Melissa Otto

Diretora de research da S&P Global Visible Alpha

Banco de Portugal prevê investir 225 milhões de euros na nova sede

29 October 2026 at 12:31

O Banco de Portugal assinou esta semana com a Fidelidade o aditamento ao contrato de compra e venda do edifício que será a nova sede e em relação à qual estima um investimento global de 225 milhões de euros, cerca de menos 35 milhões em relação ao projeto inicial do tempo de Mário Centeno. A mudança só deverá acontecer em 2030.

Tal como anunciado em julho pelo governador Álvaro Santos Pereira no Parlamento, a nova sede vai passar a ocupar apenas um edifício (A1) em vez de dois (A2 e A3) no mega-projeto imobiliário que está a ser desenvolvido pela seguradora nos antigos terrenos da Feira Popular, em Entrecampos.

O edifício vai custar 160,09 milhões de euros no projeto core & shell, que deverá estar pronto até junho de 2028. São menos 32 milhões em relação ao que iam custar os dois edifícios que estavam projetados no contrato assinado em maio de 2024.

Além disso, o banco liderado por Álvaro Santos Pereira prevê ainda gastar aproximadamente 65 milhões de euros na fase do fit out, de capacitação técnica do edifício, e que deverá demorar outros dois anos. Valor baixa em relação aos 72 milhões previstos inicialmente.

Apesar da redução de 5 mil metros quadrados (m2) do projeto inicial para o novo projeto, o banco assegura que o novo edifício, com 27 mil metros quadrados, terá lugar atribuído para os 1.400 trabalhadores que estão neste momento dispersos por quatro localizações – embora o banco tenha avançado com uma política de mobilidade regional que permite aos funcionários trabalharem em agência regionais. Num primeiro momento, 35 trabalhadores já se candidataram ao programa, mas está previsto mais períodos de candidatura no futuro.

O Banco de Portugal estima que a mudança para um único edifício traga poupanças na ordem dos 10 milhões de euros por ano em termos de custos correntes. Sobretudo por conta de rendas que paga atualmente nos edifícios localizados na Rua do Castilho e na Avenida da República, mas também outros aspetos relacionados com segurança e limpeza, entre outros.

A nova versão do contrato prevê ainda a aquisição dos espaços comerciais do edifício A3, que fica ao lado da nova sede, e onde será construído o auditório (que também estava previsto na solução inicial).

Em comunicado, o Banco de Portugal adianta que “parte significativa” do investimento na nova sede “será financiada com o resultado da alienação de património imobiliário”, nomeadamente o edifício da Almirante Reis (que deverá ser colocado no mercado nos próximos meses) e outros imóveis, com o terreno da Bensaúde, nas Laranjeiras.

Em relação à sede histórica, localizada na Baixa lisboeta, manterá o Museu do Dinheiro e os serviços de tesouraria e atendimento ao público, com o banco a salientar que pretende reforçar a aproximação daquelas instalações à comunidade.

Estes depósitos batem os certificados e um deles supera a inflação

29 October 2026 at 06:37

Os Certificados de Aforro continuam a captar uma boa parte das poupanças das famílias portuguesas. Uma das razões da popularidade destes títulos de dívida da República é a remuneração, bem acima da que um depositante consegue obter junto dos bancos. Mas há três dezenas de depósitos a oferecerem mais do que o produto concorrente do Estado. E um deles supera mesmo a inflação.

Desde o início do ano, os Certificados de Aforro já atraíram 5,2 mil milhões de euros (em termos líquidos de resgates). A procura tem vindo a intensificar-se sobretudo nos meses mais recentes,…

Este artigo é exclusivo para assinantes

Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.

Assinar ECO Premium e continuar a ler

Já é assinante? Iniciar sessão

Ver todos os planos

BCP “está pronto para ajudar” na crise da habitação e aponta a projetos com custo acessível

28 October 2026 at 18:33

O BCP “está pronto para ajudar” e “fortemente empenhado” na resolução da crise da habitação e já tem um alvo perfeitamente identificado: projetos de promoção imobiliária a custos acessíveis, adiantou esta quarta-feira o CEO, Miguel Maya.

Em declarações aos jornalistas, na apresentação de resultados relativos aos primeiros nove meses do ano, o líder do BCP considerou que se trata de um “tema complexo”. “Mas o que não podemos fazer é não fazer nada”, salientou.

Nas últimas semanas, os manifestantes têm saído às ruas sobretudo em Lisboa e no Porto em protesto contra a falta de soluções para resolver a falta de casas e a escalada dos preços das habitações e rendas. Em alguns casos os protestos têm resultado em confronto e violência da polícia por causa das chamadas acampadas.

Esta quarta-feira, Miguel Maya revelou que o banco quer fazer a sua parte e adiantou que fez ajustamentos à unidade de promoção imobiliária porque identificou as áreas onde acredita que haverá uma maior procura no futuro: “O nosso foco e a nossa capacidade está muito colocada no apoio a projetos para a classe média e média baixa, projetos de habitação com custos controlados”.

“Estamos a reorganizar essa parte porque é a nossa leitura do que vai ser a procura por estas tipologias”, afirmou.

Miguel Maya assumiu que quer ser “protagonista na transformação da procura” e adiantou que já está a analisar propostas para apoiar cooperativas e também para entrar em operações que têm câmaras municipais por trás em parceria com privados.

Relativamente à linha de garantia pública para os jovens, voltou a destacar que a medida não vai resolver o problema da falta de habitação, mas tem sido importante para ajudar uma boa parte dos clientes a comprar casa. O peso da garantia pública na nova produção de crédito ronda os 44%.

O BCP anunciou esta terça-feira uma subida de quase 13% dos lucros para 873,7 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

(notícia atualizada às 18h39)

Polónia e margem impulsionam lucro do BCP para 873,7 milhões até setembro

28 October 2026 at 17:05

O BCP registou lucros de 873,7 milhões de euros até setembro, mais 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado, com o resultado a ser impulsionado pela atividade internacional e pelo crescimento da margem financeira (à boleia do crédito). Um desempenho que levou o banco a ser mais ambicioso em relação ao plano estratégico.

“Foram nove meses bastante difíceis”, declarou o CEO Miguel Maya no início da conferência de imprensa de apresentação dos resultados. “Às vezes até parece que são normais, mas vivemos tempos excecionais“, acrescentou.

Em Portugal, o banco lucrou 727,9 milhões, mais 11,2% em termos homólogos. Mas foi o negócio fora de portas onde o resultado mais subiu: cresceu 21,8% para 281 milhões de euros, um desempenho para o qual foi decisivo do Bank Millennium na Polónia, detido em cerca de 50,1% pelo banco português e cujo lucro disparou quase 30% para 259,7 milhões, perante a redução dos problemas com o tema dos créditos em francos suíços.

O BCP tem como maiores acionistas da Fosun e a Sonangol, com cerca de 20% cada, sendo que os restantes 60% estão dispersos na bolsa. Nos últimos meses cresceram os rumores de uma potencial saída do grupo chinês, que poderia ser colmatada com a entrada o Estado português, da seguradora Ageas e até por um reforço da petrolífera estatal angolana.

Sobre este tema, Miguel Maya sublinhou que ambos acionistas estão satisfeitos com a evolução do banco e que está mais preocupado em garantir que “o BCP é um bom investimento para pequenos acionistas e grandes acionistas”.

Crédito acelera 8% à boleia da garantia pública

Em termos de negócio, a margem financeira, que corresponde à diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos, cresceu 5,8% para 2,3 mil milhões de euros.

Miguel Maya salientou que a evolução da margem assentou em grande medida no incremento da base de recursos e de crédito. A carteira de empréstimos acelerou 7,8% para 66,2 mil milhões de euros, adianta o banco, dos quais 45,9 mil milhões correspondem à atividade nacional.

Em Portugal, o crédito à habitação subiu mais de 10% para 23,2 mil milhões, “devido a uma crescente procura, impulsionada sobretudo pelos incentivos estatais dirigidos aos jovens, e também ao aumento do montante médio de empréstimos, acompanhando a subida dos preços no mercado imobiliário.”

No que toca aos recursos de clientes, cresceram 7,1% para 116,3 mil milhões a nível de todo o grupo, sendo que 77,2 mil milhões corresponde ao negócio doméstico.

As comissões em Portugal subiram 4,1% para 484,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, impulsionadas pelas operações de mercados (títulos e fundos de investimento).

Os custos subiram quase 6% para 2,3 mil milhões de euros a nível do grupo — em Portugal aceleraram quase 14% para 1,13 mil milhões.

Estimativas do plano revistas com ROE a subir para 17,5%

O BCP chegou a setembro com uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de perto de 15%, acima da meta definida no plano estratégico até 2028. Mas Miguel Maya anunciou uma nova ambição para o retorno aos acionistas: aponta agora para um ROE igual ou superior a 17,5% neste prazo.

A subida da rentabilidade deve-se ao crescimento do volume de negócios, com o banco a apontar agora para 200 mil milhões de euros, mais 10 mil milhões em relação ao plano inicial.

Em relação à distribuição de resultados, Miguel Maya reafirmou o rácio de payout de 90% através de dividendos e recompras de ações, meta que já havia sido revista.

(notícia atualizada pela última vez às 18h54 com mais informação)

❌