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Bispo português vê Macau como espaço de diálogo entre China e Vaticano

30 October 2026 at 13:52

O bispo da Diocese de Leiria-Fátima, José Ornelas, disse hoje à Lusa que Macau pode servir como espaço de diálogo entre China e Vaticano, numa altura em que vê "vontade de ambas as partes" para aprofundar o entendimento.

 

"Todos estes lugares [como Macau], até pelos vestígios históricos e documentos que têm, podem começar por parcerias de estudo das questões e de estudo também em lugares que são significativos onde essas coisas se passaram, e com esse espírito para se procurar um diálogo", disse José Ornelas, que se encontra no território semiautónomo chinês para as celebrações dos 450 anos da Diocese de Macau (1576–2026).

Em 1951, já com Mao Zedong no poder, a excomunhão dos bispos designados por Pequim pelo papa Pio XII levou a China e o Vaticano a cortarem relações diplomáticas.

A China estabeleceu então a Associação Patriótica Católica Chinesa, levando os fiéis a terem de optar entre esta, com bispos nomeados pelo regime, ou a Igreja Católica, leal ao Papa, então na clandestinidade. Nos últimos anos, deu-se uma aproximação dos dois lados, com a assinatura de um acordo para a nomeação de bispos.

José Ornelas fala em sinais de abertura: "daquilo que eu sei e que venho acompanhando, há vontade de ambas as partes", afirmou, reconhecendo "evidentemente, que há nós que é preciso desatar com cuidado".

"E podem criar-se espaços que deem, precisamente, para encontrar, do ponto de vista diplomático e da busca de caminhos. Haja pessoas interessadas e capazes de fazer esse diálogo", referiu.

Para o bispo português, mesmo aqueles em Macau "sem poder", podem ajudar a reduzir incompreensões. "Tenho conhecimento das minhas passagens por cá de pessoas que serviram de intermediários em muitas coisas destas (...) muitos dos equívocos que tantas vezes se criam é por não se conhecer as realidades e as pessoas", sustentou.

Ornelas defendeu ainda que a Universidade de São José (USJ) - estabelecimento criado em Macau pela Universidade Católica Portuguesa e a Diocese de Macau - pode contribuir para o diálogo "científico, cultural e histórico" entre diferentes realidades.

"É importante, não só a nível das grandes conversações diplomáticas ou do conhecimento, mas é trazer as pessoas juntas, que se discuta, porque a esses níveis é onde se pode abrir caminho para o verdadeiro diálogo", disse.

Macau é frequentemente apontado como uma das principais portas de entrada do catolicismo na Ásia Oriental e a diocese de Macau, fundada em 1576 por bula do Papa Gregório XIII, é a mais antiga do Extremo Oriente ainda em funcionamento – a primeira foi a Arquidiocese de Pequim, erguida em 1307, seguida da de Quanzhou, também na China, mas ambas desapareceram ao fim de pouco tempo, por falta de missionários.

Estima-se que existam cerca de 12 milhões de católicos no interior da China. Em Hong Kong, de acordo com a diocese, vivem perto de 400 mil, enquanto a Diocese de Macau aponta para uma comunidade de 30 mil fiéis na cidade.

Ao contrário da China continental, as dioceses das duas regiões administrativas especiais chinesas de Macau e Hong Kong continuam a reconhecer a liderança do Papa e os bispos são nomeados diretamente a partir do Vaticano.

O conceito 'um país, dois sistemas', originalmente proposto pelo líder chinês Deng Xiaoping e aplicado pela primeira vez com a transferência de Hong Kong e Macau prevê ao longo de 50 anos um determinado grau de autonomia para as duas regiões, com foco no respeito pelas liberdades e garantias dos cidadãos, nomeadamente liberdade religiosa.

No caso de Macau, a Lei Básica (miniconstituição), estabelece que o Governo "não interfere nos assuntos internos das organizações religiosas". 

Igreja Católica admite arrendar casas vazias a preços acessíveis

Igreja Católica admite arrendar casas vazias a preços acessíveis

A Igreja Católica está a considerar colocar no mercado de arrendamento, a preços acessíveis, imóveis vazios, como residências paroquiais, para ajudar na crise da habitação.

Lusa | 13:51 - 29/10/2026

Seguro repreende partidos: "Divergência deve ser desculpa para a inação?"

30 October 2026 at 13:45

O Presidente da República, António José Seguro, apelou hoje aos partidos para que deixem de lado a "trica partidária" e se concentrem em encontrar soluções para os problemas das pessoas, nomeadamente na habitação e na saúde.

 

O chefe de Estado lamentou que o que se veja, "muitas vezes, nos partidos é o passa-culpas, é um jogo de trica partidária que deve ser posta de lado e concentrada em resolver os problemas concretos das pessoas".

"Não é responsabilidade dos partidos políticos, do Parlamento, dos governos, de contribuírem com soluções em conjunto para resolver essa situação, sobretudo numa área em que ninguém tem a solução de criar casas de um dia para o outro? Precisamos de anos e esses anos ultrapassam legislaturas", começou por dizer António José Seguro, no discurso integrado na visita às obras de requalificação da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, em Leiria.

O chefe de Estado questionou ainda que, se os governos mudam, não têm os "partidos o dever e a obrigação de se porem de acordo em soluções que possam ajudar os portugueses, designadamente os jovens, a ter esse acesso à habitação".

"O mesmo na área da saúde: é aceitável que as pessoas queiram ter e precisem de aceder a cuidados de saúde e não o terem no tempo certo?", reforçou.

António José Seguro justificou a convocatória dos partidos para as audiências que se realizaram na quinta-feira no palácio de Belém, porque considerou que "são essenciais em democracia", apesar das suas divergências.

"Mas, a divergência deve ser uma desculpa para a inação? Para não se agir? Quando olho os resultados e vejo que em Portugal, em média, os jovens saem de casa dos pais aos 30 anos, não é só o problema de não terem uma casa para si, estão a adiar o seu futuro, o seu projeto de vida, a sua autonomia", destacou.

António José Seguro explicou que não está a solicitar aos partidos que "abdiquem de ser o que são" ou que deixem de "lutar pelas suas ideias".

"Isso é bom. Aquilo que é o dever do Presidente da República neste momento é de exigir que os partidos cumpram a sua função, se sentem, dialoguem e que sejam capazes de encontrar soluções para resolver os problemas", insistiu.

Apesar de o Presidente da República não governar, António José Seguro defendeu que o cargo deve estar "acima dos partidos" e o chefe de Estado deve ouvir e respeitar "todos por igual" e "ser exigente com os partidos políticos para que eles ponham em comum soluções para melhorar a vida das pessoas".

António José Seguro desafiou ainda os jovens a envolveram-se na política, mas "na política com 'p' grande, porque é a política que resolve os problemas das pessoas, não é a política da trica, do passa-culpas, do adiar constante".

Caso contrário, acrescentou, o país não sai "da cepa torta". "E temos um país para construir, para ajudar a ser melhor. Um país que deve crescer economicamente de uma forma sustentável. E temos de encontrar condições para o vosso talento", notou.

Para António José Seguro, os jovens devem "ter oportunidades de emprego" no país, refletindo o "nível do esforço que fizeram, das qualificações que obtiveram e da capacidade e do talento que têm" e "esse é um trabalho coletivo de todos".

Na terça-feira, o Presidente da República, António José Seguro, apelou ao diálogo sobre a habitação "e nunca à violência", afirmando que não gostou das imagens que viu, mas aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes pelo direito à habitação.

O chefe de Estado fez também um apelo para a procura de soluções com urgência para a habitação, através do diálogo, sem recurso à violência.

No dia seguinte, António José Seguro recebeu especialistas ligados ao setor da habitação no Palácio de Belém, incluindo académicos, associações de inquilinos e proprietários e representantes do setor da construção e obras públicas.

Seguro alerta para efeitos dos temporais:

Seguro alerta para efeitos dos temporais: "Esta crise ainda não terminou"

O Presidente da República disse hoje em Leiria, concelho gravemente afetado pelo mau tempo, que pediu ao Governo, autarquias e outras entidades informação atualizada sobre o processo de recuperação, para a elaboração de um relatório de acompanhamento.

Lusa | 13:32 - 30/10/2026

Novo sistema de consultas e cirurgias arranca em janeiro

30 October 2026 at 13:40
O novo sistema, o SINACC, vai avançar em janeiro do próximo ano, com a ministra da Saúde a garantir que o que "não estiver bem, nas portarias ou nos despachos, muda-se".

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Ana Paula Martins falou junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, durante a cerimónia onde se assinou o protocolo de partilha de meios com o INEM

IP inicia obras na EN2 em Abrantes

30 October 2026 at 13:40
Empreitada tem um prazo de execução de 90 dias e deverá estar concluída até 26 de janeiro de 2027. IP tem duas outras obras de reabilitação rodoviária no concelho de Abrantes.

© Getty Images

A intervenção responde aos danos provocados pelas intempéries do início do ano, que originaram deslizamentos de terras e obrigaram ao encerramento temporário daquele troço da EN2

A magia de Lukebakio pode ser “problema” para Marco Silva

30 October 2026 at 13:39
A “taça xanax” acordou. Benfica, Gil Vicente, Braga e Famalicão trouxeram emoção à prova que tinha dado para dormir nos primeiros dois jogos. Ainda o Sporting a tentar livrar-se da crise e CR985.

Governo da Madeira denuncia anos de "bullying político" à Zona Franca

30 October 2026 at 13:35

O secretário da Economia da Madeira disse hoje que o Centro Internacional de Negócios da região, também designado por Zona Franca, foi "vítima de 'bullying' político" durante anos, mas sublinhou que atualmente as perspetivas são "mais otimistas".

 

"O Centro Internacional de Negócios da Madeira [CINM] atravessa uma fase difícil, vítima do 'bullying' político a que esteve sujeito durante muitos anos por algumas correntes ideológicas, da incerteza legislativa, quer estatal, quer europeia, e da instabilidade fiscal", afirmou José Manuel Rodrigues.

O governante falava no âmbito da reunião do Conselho Consultivo de Economia, um órgão criado pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP), que decorreu no Funchal e teve como tema central a situação da Zona Franca da Madeira.

O governante considerou que, durante anos, houve "má vontade política" em relação ao CINM, o que lhe retirou competitividade face a outras praças da União Europeia, levando a uma "erosão e queda do número de empresas inscritas".

"Hoje, as perspetivas são mais otimistas", disse, apontando para uma mudança de posição da União Europeia.

"A nova estratégia anunciada pela União Europeia para as regiões ultraperiféricas tem uma visão mais acertada da que existiu no passado, em que eram vistas como ilhas de estados membros que contavam pouco. Hoje, são consideradas ativos estratégicos, sobretudo no plano da segurança e da defesa, o que nos vem dar alguma mais-valia em termos geoestratégicos e económicos", observou.

José Manuel Rodrigues afirmou que, apesar dos constrangimentos, o Centro Internacional de Negócios da Madeira tem sido uma "mola impulsionadora" da economia regional ao nível da captação de investimento externo para a região e para o país, da criação de emprego qualificado e da diversificação da base produtiva, sendo responsável por 80% das exportações da região e cerca de 13% receita de impostos gerada anualmente.

O secretário da Economia, também líder do CDS-PP regional, espera agora que o Estado aprove o novo regime fiscal da Zona Franca no final do ano.

Atualmente, está em vigor o IV regime de benefícios fiscais, que termina a 31 de dezembro, embora o prazo de aplicação da taxa reduzida de 5% para as entidades licenciadas até essa data tenha sido prorrogado até 31 de dezembro de 2033.

Na reunião do Conselho Consultivo de Economia, a vice-presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), gestora da Zona Franca, também defendeu ser urgente a aprovação do novo regime, considerando que a previsibilidade legislativa e a clareza na interpretação das regras são determinantes para captar investimento.

"Precisamos de um novo regime, eu diria para ontem, e não para janeiro de 2027", afirmou Marina Pimenta, acrescentando que as empresas necessitam também de "estabilidade interpretativa".

A vice-presidente da SDM indicou que o Centro Internacional de Negócios da Madeira contribui com mais de 4.000 postos de trabalho, na sua maioria qualificados e com remunerações superiores à média regional, e tem um peso superior a 50% no total do IRC arrecadado na região.

Marina Pimenta destacou ainda o crescimento do MAR – Registo Internacional de Navios da Madeira, um dos três setores do CINM, juntamente com os Serviços Internacionais e a Zona Franca Industrial, que conta com 1.455 embarcações e uma arqueação bruta superior a 30 milhões de toneladas, ocupando a 11.ª posição mundial e integrando os três maiores registos internacionais da União Europeia.

Já a professora Iva Guterres, especialista em Direito Fiscal e Europeu, considerou que o novo regime para a Zona Franca deve ficar assente na segurança jurídica, num horizonte temporal alargado e em requisitos claros, considerando que as sucessivas prorrogações anuais prejudicam a confiança dos investidores.

"As empresas gostam de estabilidade", afirmou a especialista, que apresentou uma comunicação subordinada ao tema "Zona Franca da Madeira como Instrumento de Desenvolvimento Económico Regional".

Afinal, Miguel Albuquerque participará na reunião do Conselho de Estado

Afinal, Miguel Albuquerque participará na reunião do Conselho de Estado

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, vai participar na reunião do Conselho de Estado sobre coesão social convocada para segunda-feira, anunciou o governo madeirense.

Lusa | 11:57 - 30/10/2026

Candidaturas a apoios à internacionalização abrem segunda

30 October 2026 at 13:32
Vão ser abrangidas iniciativas nas áreas do "património cultural, da criação artística e das atividades culturais e criativas, desde que a candidatura demonstre a relevância cultural do seu objeto".

© ESTELA SILVA/LUSA

A título de exemplo, podem ser contempladas participações em feiras, festivais, mercados, exposições, residências, encontros, apresentações de espetáculos, entre outras

Seguro alerta para efeitos dos temporais: "Esta crise ainda não terminou"

30 October 2026 at 13:32

O Presidente da República disse hoje em Leiria, concelho gravemente afetado pelo mau tempo, que pediu ao Governo, autarquias e outras entidades informação atualizada sobre o processo de recuperação, para a elaboração de um relatório de acompanhamento.

 

"O acompanhamento das consequências da tempestade Kristin não terminou com a minha Presidência Aberta. Nesse sentido, já solicitei ao Governo, às autarquias e demais entidades informação atualizada sobre o processo de recuperação, os resultados alcançados, as dificuldades que persistem e as medidas adotadas para prevenir situações de emergência", afirmou António José Seguro.

O chefe de Estado discursava na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, estabelecimento de ensino que registou danos devido à depressão Kristin, em 28 de janeiro, e que foi requalificado com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência.

O chefe de Estado adiantou que, com base na informação que receber, "será elaborado um relatório de acompanhamento que permitirá fazer um balanço do trabalho realizado, identificar o que continua por resolver e avaliar as medidas necessárias para reforçar a segurança desses territórios".

"Estive cá no dia a seguir a essa tragédia, estive cá depois, vim durante a Presidência Aberta, foi elaborado um relatório escrito, houve várias reuniões com o Governo, e agora quero avaliar como é que está a ser executado e quais foram os resultados de execução de todas as medidas, sabendo que várias delas funcionaram, estão a correr bem, outras se calhar menos bem", declarou.

Sublinhando que "esta é a responsabilidade do Presidente da República, não deixar que os assuntos relevantes que têm impacto na vida das pessoas sejam esquecidos só porque já não abrem telejornais", António José Seguro argumentou que "este trabalho é fundamental para garantir que as dificuldades vividas pelas populações não são esquecidas e que Portugal retira desta experiência os ensinamentos necessários para estar melhor preparado".

"A prevenção, a resposta dos equipamentos e a capacidade de assegurar o funcionamento dos serviços essenciais têm de continuar a ser prioridades", defendeu o Presidente da República.

No relatório da Presidência Aberta na Zona Centro do país, realizada por António José Seguro entre 06 e 10 de abril às zonas afetadas pelas tempestades, divulgado em maio, o Presidente da República considerou que as consequências do mau tempo que atingiu o país no início do ano exigem que "se acelerem apoios, se clarifiquem medidas" e se melhore a coordenação entre entidades no terreno.

No início da sua intervenção, o chefe de Estado avisou que "para muitas famílias, empresas e comunidades, esta crise ainda não terminou".

"As consequências desta crise persistem e continuarão a persistir ao longo do tempo. E também por isso deve continuar a vigilância sobre os apoios, sobre a reconstrução e sobre a capacidade do país, e em particular do Estado, para retirar deste episódio as conclusões e as lições necessárias", disse.

Ao longo da Presidência Aberta, as preocupações identificadas foram "a lentidão de alguns apoios, a persistência de situações por resolver, a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência, e a urgência de garantir que o território entra nos meses de maior risco em condições mais seguras do que aquelas em que saiu do inverno".

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.

Seguro afirma que não se consegue

Seguro afirma que não se consegue "avançar como país" sem coesão social

O Presidente da República defendeu hoje que a coesão social é essencial para o avanço do país, destacando o acesso à saúde, habitação e condições para que os sonhos das pessoas se concretizem.

Lusa | 13:01 - 30/10/2026

Esperas no aeroporto de Lisboa caíram 47% em setembro, diz Governo

30 October 2026 at 13:30

O ministro da Administração Interna disse hoje no parlamento que os tempos médios de espera no aeroporto de Lisboa foram de 68 minutos em setembro, "o valor mais baixo no período homólogo dos últimos quatro anos".

 

"No aeroporto de Lisboa, onde o crescimento face a 2025 foi de 19,2%, a média dos tempos máximos de espera em setembro foi de 68 minutos, o valor mais baixo no período homólogo dos últimos quatro anos e uma redução de 47% face a 2025", disse Luís Neves durante a audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

O ministro sublinhou que os resultados no controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais foram alcançados "graças ao reforço dos efetivos da PSP, à reorganização dos procedimentos e ao investimento em novos equipamentos".

Segundo o governante, até setembro de 2026, o movimento de entradas e saídas aumentou 15,7% face a 2025 e 23,9% face a 2023, ultrapassando os 18,6 milhões de movimentos de entrada e saída.

"É também em reconhecimento do trabalho crucial destes profissionais para a segurança do país, a economia e o turismo que apresentámos uma proposta de valorização do suplemento de serviço nas fronteiras, prevendo um valor de 160 euros já este ano e de 230 euros em 2027 para os profissionais abrangidos da PSP e da GNR", disse ainda.

Houthis reivindicam ataques a refinarias, aeroportos e bases sauditas

Houthis reivindicam ataques a refinarias, aeroportos e bases sauditas

Os rebeldes houthis do Iémen reivindicaram hoje à noite seis ataques contra refinarias, aeroportos e bases militares na Arábia Saudita.

Lusa | 23:23 - 29/10/2026

Juiz defende prazo de 18 meses para pais recuperarem filhos retirados

30 October 2026 at 13:29

O juiz desembargador Paulo Guerra defendeu hoje a definição na lei de prazos para que pais a quem foram retirados filhos se possam reorganizar, lamentando que por vezes passem anos até ao corte dos laços biológicos.

 

"Como em França e em Espanha, os juízes portugueses poderiam ter e deveriam ter na lei prazos perentórios a dar às famílias", afirmou à Lusa o magistrado, à margem de uma conferência sobre os primeiros anos de vida das crianças, que hoje decorre em Lisboa.

Tal, sustentou, permitiria que fosse "definido o mais depressa possível o projeto de vida" de uma criança retirada a familiares, seja este o regresso à família biológica, a autonomia apoiada, o apadrinhamento civil ou a adoção.

Para o especialista em direito de família e crianças, o prazo poderia ser, embora dependendo de cada caso concreto, de 18 meses, por ser já o que é mencionado na legislação a propósito do apadrinhamento civil ou das medidas de promoção e proteção de menores.

"Às vezes fazemos [o corte definitivo com a família biológica] aos 10 e 11 anos, quando já conhecemos situações de perigo desde os dois, três, quatro. Onde é que andámos? Apostando em famílias que dão sete passos em frente, dez passos para trás", desabafou Paulo Guerra.

O juiz do Tribunal da Relação de Coimbra ressalvou, contudo, que "o Estado deve ajudar as famílias naquilo que elas não conseguirem fazer sozinhas", ainda que se tenha mostrado preocupado com a "tolerância enorme" que há em relação à negligência e ao "não fazer".

"Um verdadeiro progenitor é aquele que consegue aliar a ternura à firmeza e ao bom trato. Conheço pais muito firmes, mas muito pouco ternos. Conheço pais muito ternos, mas muito pouco firmes. E também conheço pais, infelizmente, que são firmes e ternos, mas que, por exemplo, não percebem que o seu filho precisa somente, por exemplo, de vacinação", observou.

A conferência "Em Rede Pelos Primeiros Anos" é organizada pela Fundação Bom Sucesso e decorre até às 17:00 de hoje, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Tribunal nega recurso de mulher que matou família com cogumelos:

Tribunal nega recurso de mulher que matou família com cogumelos: "Frieza"

Um tribunal australiano rejeitou o recurso de Erin Patterson, conhecida como a "assassina dos cogumelos", mantendo a pena de prisão perpétua sem liberdade condicional. A mulher envenenou três familiares do ex-marido num almoço.

Márcia Guímaro Rodrigues | 08:51 - 30/10/2026

Açores querem criar 2.000 respostas habitacionais até 2034

30 October 2026 at 13:28

O Governo dos Açores pretende disponibilizar 2.000 "respostas habitacionais" até 2034, através da construção, reabilitação e disponibilização de lotes, e adiantou que existem 125 imóveis vagos no parque habitacional da região, foi hoje revelado.

 

"É intenção do Governo Regional disponibilizar, até 2034, cerca de 2.000 respostas habitacionais, através da reabilitação e construção de imóveis, bem como da disponibilização de lotes infraestruturados destinados à construção de habitação própria", adianta o executivo açoriano.

A posição surge em resposta a um requerimento do Chega/Açores, que questionou o Governo Regional em agosto sobre medidas destinadas a travar o aumento das rendas e reforçar a oferta de habitação para arrendamento nos Açores.

No documento, o executivo açoriano destaca que existem 125 imóveis vagos no parque habitacional da Direção Regional da Habitação, sendo que "muitos não dispõem de condições mínimas de habitabilidade".

"O plano para a sua colocação no mercado é determinado em função das conclusões das empreitadas e da necessidade de dar resposta às situações de grave carência habitacional, tendo em conta variáveis como, por exemplo, a adequação da tipologia do imóvel à composição do agregado", lê-se no documento.

De acordo com os dados disponibilizados, o Governo Regional, que considera "evidente que a oferta habitacional existente ainda é insuficiente", dispõe de 451 habitações em "regime de arrendamento para subarrendamento a famílias".

Quando questionado sobre o número de habitações que vão ser destinadas a arrendamento acessível até ao final de 2027, o Governo dos Açores adianta que, entre o período 2021 a 2027, vão ser disponibilizadas 738 moradias em toda a região.

Daquelas 738 habitações (que incluem construção e renovação profunda), 389 são em São Miguel, 318 na Terceira, 14 em Santa Maria, oito na Graciosa, quatro em São Jorge e cinco no Pico.

O governo açoriano realça o "alargamento, por mais cinco anos, do apoio ao Incentivo ao Arrendamento", o que permite aos beneficiários receberem aquele subsídio durante o período máximo de 20 anos.

Sobre os impactos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o executivo açoriano estima que uma "parte significativa" dos "309 agregados familiares a quem foi atribuído um imóvel em regime de arrendamento apoiado ou arrendamento com opção de compra" e das 145 famílias que receberam um lote a custo acessível "venha a libertar imóveis no mercado privado de arrendamento".

"Esta situação [da crise na habitação] resulta, em grande medida, de uma acentuada disrupção do mercado habitacional, caracterizada por uma oferta significativamente inferior à procura, com consequente pressão sobre os valores das rendas, agravada pela ausência de respostas públicas neste setor entre 2012 e 2020", defende o Governo Regional.

A 06 de agosto, Chega/Açores disse estar preocupado com o possível aumento das rendas em 2027 e pediu esclarecimentos ao Governo Regional sobre o plano para travar essa subida e reforçar a oferta de habitação para arrendamento na região.

Dormidas em alojamentos turísticos nos Açores baixam há um ano

Dormidas em alojamentos turísticos nos Açores baixam há um ano

Os Açores voltaram a registar uma descida homóloga (3,5%) no número de dormidas em alojamentos turísticos, segundo dados revelados pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).

Lusa | 12:49 - 30/10/2026

Odemira prevê alojamento para 500 trabalhadores agrícolas até 2029

30 October 2026 at 13:26

A associação representativa de empresas hortofrutícolas do Sudoeste Alentejano prevê construir até 2029 a primeira unidade de alojamento coletivo para 500 trabalhadores temporários, num investimento estimado em cerca de quatro milhões de euros.

 

O investimento surge no âmbito de um plano da Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA) que prevê a criação de quatro unidades, com capacidade para cerca de dois mil trabalhadores, ao longo dos próximos oito anos.

O projeto, designado ACTTO – Alojamentos Coletivos para Trabalhadores Temporários em Odemira, no distrito de Beja, foi apresentado esta semana num colóquio promovido pela AHSA.

"Cada unidade de alojamento coletivo albergará 500 pessoas" e, nesta fase, a associação está empenhada "em trabalhar com o Governo e com os possíveis investidores" para "construir a primeira unidade", disse hoje o presidente da AHSA, Luís Mesquita Dias.

Em declarações à agência Lusa, o responsável explicou que, para avançar com este projeto, é necessário encontrar o enquadramento legal para este tipo de unidade de alojamento coletivo.

"Com a legislação, a determinação do local exato, a construção [e] os vários licenciamentos", a primeira unidade só estará "disponível em 2029", apontou.

Para tal, sustentou, a associação está a ultimar o plano de viabilidade financeira e operacional do projeto, que pretende apresentar ao Governo a solicitar apoio público.

O Governo "terá de se debruçar sobre [a proposta] e ver que tipo de comparticipação está disponível para dar", indicou Luís Mesquita Dias, acrescentando que a AHSA pretende solicitar uma comparticipação de 50%, seguindo o modelo adotado em Espanha.

"Há 20 anos, quando a primeira unidade foi construída em Espanha, o Governo espanhol e as autonomias contribuíram com 50% do investimento. 50% é o que nós vamos pedir, seguindo o exemplo de Espanha", esclareceu.

Sem apoio público, argumentou, "o peso sobre os investidores é de tal forma elevado que é difícil ser conseguido", tendo em conta que cada unidade ronda "os quatro milhões de euros".

A intenção de criar uma residência coletiva para trabalhadores temporários na região de Odemira tinha sido anunciada pela associação em 2025, inspirada no modelo espanhol da Residência Tariquejo, em Cartaya, na província de Huelva, região da Andaluzia.

Questionado pela Lusa, Luís Mesquita Dias explicou que se trata de "uma construção definitiva" que funcionará de forma semelhante a uma unidade hoteleira.

O projeto destina-se às empresas de pequena e média dimensão que "não têm espaço, nem músculo financeiro" para construir este tipo de resposta.

Estas empresas irão pagar pela "utilização do alojamento por cada um dos seus trabalhadores", explicou.

Apesar de ainda não estar definido, o responsável estimou que seja "criada uma cooperativa de empresas agrícolas" para gerir estas unidades.

Com mais de 40 associados e mais de 20 parceiros, a AHSA estimou um volume de negócios de cerca de 500 milhões de euros em 2026.

Segundo a associação, os cerca de 6.000 hectares cultivados no sudoeste alentejano continuam a representar 15% do total das exportações nacionais de frutas, legumes e flores.

Alentejo aposta na ligação Alqueva e Santa Clara para garantir água

Alentejo aposta na ligação Alqueva e Santa Clara para garantir água

O presidente da associação das empresas hortofrutícolas do sudoeste alentejano, Luís Mesquita Dias, defendeu a interligação entre as barragens de Alqueva e Santa Clara como prioridade para reforçar a disponibilidade de água no setor agrícola.

Lusa | 12:56 - 30/10/2026

Leiria alerta para falta de apoios à reconstrução após tempestade

30 October 2026 at 13:23

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, alertou hoje para as limitações do Fundo de Emergência Municipal (FEM), defendendo que recuperar as infraestruturas danificadas pelo mau tempo exige financiamento.

 

Na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, em Leiria, um dos muitos estabelecimentos de ensino do concelho afetados pela depressão Kristin, em 28 de janeiro, Gonçalo Lopes, perante o Presidente da República, António José Seguro, lembrou que os danos na rede escolar "obrigaram a uma resposta de grande dimensão", tendo já sido realizadas "obras em 110 escolas", trabalho que vai prosseguir.

O presidente do município recordou que "os danos atingiram também outros equipamentos de serviço público", estando a autarquia "a investir na sua recuperação" com o objetivo de não apenas repor o que existia, mas torná-los "mais seguros e resilientes".

"Para concretizar este objetivo, é essencial garantir aos municípios os recursos necessários", destacou, notando, contudo, que os sinais "não são animadores, tendo em conta as limitações previstas" no FEM.

Gonçalo Lopes salientou que "reconstruir as infraestruturas atingidas exige financiamento que permita corrigir fragilidades e proteger melhor as populações".

No caso da escola secundária, os danos causados pela tempestade foram de cerca de 300 mil euros.

Sobre o investimento de 5,5 milhões de euros (ME), financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na requalificação do estabelecimento de ensino, o autarca considerou que se corrige "uma desigualdade que durou demasiado tempo".

"Durante muitos anos, a Escola Secundária Afonso Lopes Vieira cumpriu a sua missão em condições físicas inferiores às de outras escolas secundárias da cidade", admitiu, assinalando que "esta requalificação faz justiça a uma comunidade educativa que merecia, há muito, melhores condições".

O presidente da Câmara realçou ainda que esta "é a escola do concelho onde a diversidade cultural se manifesta de forma mais vincada", acolhendo "mais de mil alunos de 28 nacionalidades".

"Esta diversidade é uma riqueza e uma responsabilidade. Acolher quem chega, ensinar uma nova língua e garantir que cada aluno encontra o seu lugar exige competência e sensibilidade humana", defendeu o presidente da Câmara.

Sobre a Escola Profissional de Leiria, onde o chefe de Estado inaugurou dois centros tecnológicos especializados, Industrial e Informática, o autarca assinalou que, "desde 1989, aproxima a formação dos projetos de vida dos jovens e das necessidades da economia local".

Neste caso, o investimento foi 2,7 ME, igualmente financiado pelo PRR, sendo que a escola sofreu danos de cerca de meio milhão de euros com o mau tempo que obrigaram a intervenção municipal.

Para o presidente da Câmara, "numa região industrial como Leiria, o ensino profissional é decisivo para a qualificação dos jovens e para a competitividade das empresas".

Em 31 de julho, foi publicado em Diário da República o despacho que permite às autarquias abrangidas pela calamidade causada pelas tempestades do início do ano candidatarem-se a um apoio máximo de 60% dos estragos comprovados, através do FEM, para recuperar infraestruturas danificadas.

O despacho permite candidaturas para o "financiamento da reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos afetados pelos fenómenos meteorológicos excecionais e graves ocorridos nos territórios" abrangidos pela declaração de calamidade.

Estes apoios destinam-se aos municípios, freguesias e entidades intermunicipais e as candidaturas podem ser apresentadas até 30 de novembro.

Esta semana, Gonçalo Lopes criticou o processo "extremamente complexo" das candidaturas ao FEM, sustentando que "o formulário apresenta um nível de complexidade que faz com que praticamente paralise uma grande parte" da câmara, além de que a percentagem de apoio anunciada "é extremamente insuficiente para a dimensão dos estragos que o concelho de Leiria e os concelhos afetados tiveram".

Presidente de Leiria lança livro sobre Kristin que é

Presidente de Leiria lança livro sobre Kristin que é "espécie de catarse"

O presidente da Câmara de Leiria lança livro sobre experiência vivida durante a depressão Kristin, considerada uma "catarse".

Lusa | 11:46 - 29/10/2026

13h. Coesão Social. PR critica inação dos partidos

30 October 2026 at 13:17
Em visita hoje a escolas requalificadas em Leiria, Seguro assume estar preocupado com falta de coesão social no país. Ainda, INE avança com estimativas de crescimento da economia e taxa de inflação.

PCP acusa Governo de cortar na saúde e habitação

30 October 2026 at 13:15
Paulo Raimundo diz que "metade dos recursos disponíveis para o SNS destina-se a transferências para o setor privado". Para habitação pública propõe afetação de 1% do Produto Interno Bruto.

© RODRIGO ANTUNES/LUSA

O líder do PCP falou aos jornalistas esta sexta-feira numa ação nacional de defesa do SNS, em frente ao Hospital de São João, no Porto

Bruxelas autoriza apoio do Governo a agricultores dos Açores

30 October 2026 at 13:11
Apoio criado em abril ao abrigo do Quadro Temporário de Auxílios Estatais para a Crise do Médio Oriente e aprovado em agosto pelo Governo Regional tem o montante máximo de 50 mil euros por empresa.

© ELTON MONTEIRO/LUSA

O comunicado do Conselho de Governo dos Açores declara que "os apoios destinados a compensar o aumento dos custos dos fertilizantes são fixados em 12 euros por hectare de superfície agrícola"

Esperança de vida à nascença aumenta mais de três meses

30 October 2026 at 13:03

A esperança de vida à nascença em Portugal aumentou mais de três meses no triénio 2023-2025 em relação aos três anos anteriores, tendo passado dos 81,57 para os 81,85 anos, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Os dados do INE indicam que o aumento foi de 3,4 meses no caso dos homens e de 3,1 meses para as mulheres, sendo a esperança de vida à nascença agora de 79,22 e 84,26 anos, respetivamente.

A região Norte (NUTS II, regiões para fins estatísticos) registou nos últimos três anos a esperança de vida à nascença mais elevada, 82,31 anos - 79,83 para os homens e 84,57 para as mulheres.

"Em contrapartida, as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores foram aquelas onde se observaram valores mais baixos", respetivamente, 80,06 e 78,69 anos.

As estatísticas do INE mostram ainda que, no período 2023-2025, as maiores diferenças de longevidade entre homens e mulheres se registaram nos Açores e no Alentejo, onde estas podem esperar viver, em média, mais 6,21 e 5,97 anos, respetivamente, do que aqueles.

Já as menores diferenças de longevidade entre sexos foram observadas nas regiões Norte e Oeste e Vale do Tejo (4,74 e 4,75 anos, respetivamente).

Em termos de sub-regiões (NUTS III) "a esperança de vida à nascença mais elevada registou-se no Cávado (83,06 anos)".

Aos 65 anos, a esperança de vida foi estimada em 20,19 anos para o total da população no período 2023-2025, o que significa que os homens podiam esperar viver mais 18,49 anos e as mulheres 21,55, um aumento de 1,6 e 2,3 meses, respetivamente, em relação ao triénio 2022-2024, com a diferença entre a longevidade dos dois a situar-se nos 3,06 anos.

Também neste caso, foi na região Norte que nos últimos três anos se registou a esperança de vida aos 65 anos mais elevada para o total da população (20,49 anos), para os homens (18,93 anos) e para as mulheres (21,75 anos).

Em termos das sub-regiões, o Cávado e a Região de Coimbra registaram os valores mais elevados da esperança de vida aos 65 anos, 21,28 e 20,99 anos, respetivamente, indica o INE.

As estatísticas mostram também ter sido na Península de Setúbal e na Região Autónoma da Madeira que se registaram as maiores diferenças de longevidade aos 65 anos entre mulheres e homens e elas podiam esperar viver, em média, respetivamente, mais 3,27 e 3,30 anos do que eles, enquanto no Oeste e Vale do Tejo se verificou a menor diferença entre sexos (2,65 anos).

Leia Também: INE mantém dados para idade da reforma: Até quando vai ter de trabalhar?

Seguro afirma que não se consegue "avançar como país" sem coesão social

30 October 2026 at 13:01

O Presidente da República defendeu hoje que sem coesão social o país não avança, destacando o acesso à saúde e habitação, e sublinhando a necessidade de existirem "condições essenciais" para que os sonhos das pessoas se possam concretizar.

 

"Não conseguimos avançar como país se não tivermos coesão social entre nós. Se uma parte da nossa população, pode ser minoritária, mas é uma parte de nós, de seres humanos, não tiverem acesso à saúde a tempo e horas, não tiverem acesso à habitação, não tiverem, no fundo, as condições essenciais para que os seus sonhos se possam concretizar", disse António José Seguro, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira (ESALV), em Leiria, cuja requalificação inaugurou hoje.

Para o chefe de Estado, o "deslaçar social começa precisamente, quando as pessoas sentem que não fazem parte, que não beneficiam da riqueza e do progresso que é gerado".

Sublinhando que este é "um país de progresso, de criação de riqueza, de ambição e de gente excelente", o Presidente da República reforçou que Portugal precisa "tratar desta coesão social como de pão para a boca, para garantir que, de facto, todos" se sentem "membros de uma mesma comunidade".

António José Seguro constatou que existem "demasiados instrumentos que nos destroem e, sobretudo contribuem para nos pôr uns contra os outros".

"E fazem isso com uma rapidez enorme, sem nos dar sequer tempo para refletirmos, como se estivéssemos obrigados a ter de agir no segundo seguinte. Muitas das vezes desrespeitando os outros e, na maior parte das vezes acusamos, julgamos e sentenciamos, sem que o outro tenha a possibilidade sequer de se expressar", adiantou.

O chefe de Estado acrescentou que parece que se vive em "condomínios fechados", onde não se ouve, nem se percebe "que há uma diferença no outro", o qual se deve "ouvir" e "respeitar".

Perante uma sala com professores e alunos, entre outras entidades, o Presidente da República observou que a "escola não é apenas um conjunto de salas onde um professor tem atrás de si um quadro ou um projetor e tem na sua frente alunos que devem estar com atenção".

"A escola é um lugar de encontro, onde vão pessoas que querem aprender. É evidente que uns têm a missão de ensinar, mas verdadeiramente também aprendem. A escola tem de ser um espaço de diálogo e de encontro. Uns têm a missão de ensinar, outros têm o dever de aprender", acrescentou.

Apontando que na ESALV coabitam quase 30 nacionalidades, António José Seguro elogiou a forma como esta escola foi "capaz de encontrar soluções diferenciadoras para quem precisa dessa diferença" e "ter condições para ter as mesmas oportunidades em função das suas competências", o que é o "papel de um Estado Social" e "da escola", disse, abordando ainda o espaço dedicado a jovens com necessidades específicas.

"As pessoas que lá trabalham todos os dias com os vossos colegas têm uma coisa que não há salário nenhum que pague, que é um coração e uma disponibilidade enormes. Numa altura em que coração, amor, felicidade, empatia e fraternidade parecem uma banalidade, pois o vosso Presidente da República considera que devemos não ter vergonha de utilizar essas palavras em público", disse, dirigindo-se aos alunos.

Por outro lado, o Presidente da República deve concretizá-las "com exemplos concretos" como os que existem naquela escola, notou.

Por isso, António José Seguro frisou que aquela "escola é mais do que paredes, é mais do que cimento, é mais do que vidro, é mais do que madeira", "é coração, inteligência e, sobretudo, sensibilidade".

Reforçando que é a "coesão social que preocupa o Presidente da República nos tempos atuais", o chefe de Estado apontou que os "jovens são os melhores aliados para compreenderem o valor da solidariedade e da generosidade", porque são aqueles que verdadeiramente ainda "têm o coração mais puro, para darem esses contributos para criar um país coeso".

Seguro falará

Seguro falará "em breve" sobre habitação (após ter ouvido os partidos)

O Presidente da República disse hoje que falará em breve sobre o resultado das audiências hoje realizadas com os partidos sobre a questão da habitação.

Lusa | 18:47 - 29/10/2026

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