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Al menos cuatro muertos al estrellarse un helicóptero militar italiano en Bosnia

29 October 2026 at 20:52

Al menos cuatro personas han muerto y otras 11 han resultado heridas este jueves al estrellarse un helicóptero del ejército de Italia en Bosnia y Herzegovina, ha informado el Ministerio de Defensa italiano.

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© klix.ba (via REUTERS)

Lugar del accidente de un helicóptero CH-47 Chinook del contingente italiano de la misión Eufor Althea de la Unión Europea, en Gorice, (Bosnia y Herzegovina), este jueves.

A realidade da IA por detrás do hype

29 October 2026 at 17:48

Uma demonstração de inteligência artificial pode ser preparada em pouco tempo e surpreender qualquer comité de direção. Ainda assim, o desafio não está em mostrar aquilo que a IA é capaz de fazer num ambiente controlado, mas em conseguir que essa capacidade funcione de forma estável, segura e útil na operação real. É precisamente na distância entre a demonstração e a fiabilidade na operação que se decide se a IA acrescenta valor ou apenas cria expectativas.

E o potencial é real: a IA generativa pode resumir documentos, classificar pedidos, localizar informação, redigir respostas ou gerar código em segundos. A dificuldade surge quando capacidades ainda em desenvolvimento são apresentadas como se já estivessem preparadas para qualquer organização.

A IA é muito mais fácil de demonstrar do que de transformar numa capacidade operacional. Basta um caso controlado para obter, em segundos, um resultado que anteriormente exigia tempo e conhecimento especializado.

Essa facilidade aumenta expectativas geradas num contexto em que os fabricantes projetam um futuro quase milagroso com os seus modelos, as redes sociais enchem-se de casos de sucesso, cursos para “desenvolver IA” em três dias e prompts apresentados como soluções universais, enquanto os fornecedores de serviços apresentam os desenvolvimentos em curso como produtos finais.

E isso leva os clientes a esperar que os seus fornecedores disponham já de capacidades prontas a melhorar a sua produtividade e a reduzir custos. A expectativa é compreensível, mas deve ser gerida com rigor: entre uma prova promissora e uma solução industrializada existe, muitas vezes, uma parte significativa do esforço, do custo e do risco do projeto.

Para compreender melhor essa distância, importa separar duas dimensões que, quando falamos de inteligência artificial, são frequentemente confundidas: a maturidade tecnológica de uma ferramenta e a profundidade com que esta é integrada no nosso trabalho quotidiano.

A primeira dimensão é a maturidade, que mede a fiabilidade tecnológica através de três situações diferentes. Num primeiro nível está aquilo que é tecnicamente possível: o modelo consegue resolver uma tarefa, mas apenas em condições muito específicas. Depois surge aquilo que foi demonstrado de forma consistente: a ferramenta já foi testada com casos reais, apresenta resultados estáveis e, sobretudo, temos claros quais são os seus limites. Finalmente, está aquilo que se encontra preparado para produção: a solução pode operar no dia a dia da empresa com segurança e controlo, sabendo gerir dados imperfeitos, exceções e o seu impacto no negócio.

A segunda dimensão é a profundidade, que define o grau de autonomia e o alcance da IA nas nossas tarefas. Na sua forma mais básica surge o copiloto de uso geral, que ajuda a redigir, resumir ou pesquisar informação, enquanto o utilizador fornece o contexto e revê o resultado final. Também pode ser aplicada a uma atividade específica, como classificar uma caixa de entrada de pedidos ou preparar o rascunho de uma resposta. Um nível superior de integração permite ligar a IA a sistemas e dados, sempre de acordo com as permissões definidas, reduzindo pesquisas manuais e etapas operacionais. Por fim, um agente com capacidade de atuação já não se limita a sugerir ou pesquisar informação: coordena diferentes ferramentas e executa ações autonomamente dentro de um fluxo de trabalho.

Estas duas dimensões podem cruzar-se de formas muito diferentes. Podemos ter uma solução com uma integração muito profunda nos nossos sistemas, mas que, do ponto de vista tecnológico, continua a ser muito imatura. Por outro lado, um simples copiloto com funcionalidades limitadas pode estar perfeitamente preparado para entrar em produção.

Também não é necessário procurar sempre o nível máximo de integração. Para muitas atividades, utilizar corretamente um copiloto básico proporciona um valor significativo quase de imediato. É uma abordagem com menor complexidade e menor risco, uma vez que funciona como um suporte inteligente para um ser humano que, supostamente, é quem fornece o critério final.

Independentemente da profundidade escolhida, uma solução de IA continua a ser software: necessita de dados, segurança, testes, operação e manutenção. No entanto, os LLM exigem avaliações adicionais.

O primeiro desafio é a veracidade: o modelo pode gerar uma resposta plausível e bem redigida sem que esta esteja efetivamente sustentada pela informação disponível. Isto obriga a controlar quais as fontes que utiliza, se estão atualizadas e se a resposta é realmente suportada por essas fontes.

O segundo desafio consiste em avaliar a qualidade quando não existe uma única resposta correta. Nestes casos, não basta superar um conjunto fechado de testes: é necessário definir critérios de aceitação, avaliar casos representativos e acompanhar o comportamento durante a operação, tendo em conta que este pode mudar quando se alteram o modelo, as fontes ou o contexto.

As exigências dependerão do caso de uso, do seu grau de autonomia e do risco associado. Num copiloto, o foco está principalmente na proteção da informação, na definição de critérios de utilização e na garantia de revisão por parte do utilizador. Quando a IA é aplicada a tarefas estruturadas, é necessário definir claramente o que recebe, o que deve devolver e como é avaliada. Se for integrada com outros sistemas, acrescentam-se a gestão de permissões, a rastreabilidade e o controlo da informação utilizada. E, se tiver capacidade para executar ações, é também necessário definir o que pode fazer autonomamente, o que requer aprovação e como reverter uma atuação incorreta.

Por exemplo, num serviço de manutenção de aplicações, uma base de conhecimento desatualizada pode deteriorar inadvertidamente as respostas. Uma recomendação incorreta também pode atrasar a identificação de uma solução ou gerar outro problema em produção.

Tudo isto obriga a passar do potencial para o caso real. Perante uma inteligência artificial em constante evolução, o nosso papel enquanto consumidores deve ser estratégico. A chave está em escolher o nível de profundidade adequado a cada necessidade do negócio, compreendendo que uma maior integração e autonomia implicam, geralmente, mais esforço de implementação, operação e controlo.

A IA não é uma solução universal. Em algumas tarefas, oferece capacidades que superam as das pessoas; noutras, complementa o seu trabalho enquanto copiloto e, em muitas, permite simplesmente fazer o mesmo de forma mais rápida ou cómoda. O verdadeiro desafio consiste em avaliar o retorno de cada caso de uso e antecipar a dependência tecnológica, incluindo uma possível subida dos custos dos fornecedores.

Halloween: fantasias, maquiagens e glitter podem desencadear crises alérgicas em crianças

27 October 2026 at 21:54

Fantasias, maquiagens, sprays coloridos e glitter fazem parte da caracterização de Halloween, mas alguns desses itens podem provocar reações alérgicas e agravar sintomas respiratórios, especialmente em crianças com rinite ou asma. A composição dos produtos, as condições de armazenamento das roupas e a forma de aplicação dos cosméticos estão entre os fatores que exigem atenção.

Segundo a alergista e imunologista Cristiane Passos, especialista em alergias respiratórias do Hospital Paulista, poeira, ácaros, mofo, fragrâncias e substâncias químicas presentes em produtos de maquiagem e acessórios podem irritar as vias respiratórias. Os sintomas variam de espirros e coriza a tosse, chiado no peito e crises de asma.

“Fantasias, maquiagens, tintas, glitter e acessórios podem funcionar como gatilhos, principalmente em crianças que já apresentam rinite ou asma. É importante observar não apenas o material utilizado, mas também o estado da fantasia e a forma como os produtos são aplicados”, explica a especialista.

Fantasias guardadas podem acumular poeira e mofo

Roupas e acessórios armazenados durante meses podem acumular poeira e ácaros. Dependendo das condições do local, também podem apresentar mofo, que pode agravar sintomas alérgicos e respiratórios.

A recomendação é lavar a fantasia antes de vestir a criança, preferencialmente com sabão neutro e sem produtos muito perfumados. Também é indicado deixar a peça arejar antes do uso. Se houver cheiro persistente de mofo, o ideal é não utilizar a roupa até que o problema seja resolvido.

Tecidos sintéticos podem causar desconforto, principalmente quando permanecem em contato direto com a pele por períodos prolongados. Uma alternativa é utilizar uma camiseta fina de algodão por baixo da fantasia, desde que isso não aumente o calor ou o desconforto.

Glitter, sprays e maquiagens exigem cuidados

Produtos usados para completar a caracterização também podem provocar irritações. O glitter solto, por exemplo, contém partículas que podem ser inaladas durante a aplicação, enquanto sprays para cabelo liberam aerossóis capazes de irritar as vias respiratórias, sobretudo em ambientes fechados.

Maquiagens e tintas faciais também merecem atenção. Fragrâncias, conservantes e determinados corantes podem causar irritação ou reações alérgicas na pele.

“Quanto mais próximo do rosto e das vias respiratórias estiver o produto, maior deve ser o cuidado. Para crianças alérgicas, é preferível escolher produtos próprios para a faixa etária, com formulações mais simples e sem fragrância, além de testar previamente em uma pequena área da pele”, orienta Cristiane Passos.

Máscaras e ambientes fechados podem agravar sintomas

Máscaras de plástico ou borracha podem provocar desconforto devido ao calor, ao cheiro dos materiais ou à dificuldade de respirar em determinados modelos. Para crianças com asma ou outros problemas respiratórios, é importante evitar acessórios que cubram completamente o nariz e a boca, além de limitar o tempo de uso.

O ambiente da festa também influencia o bem-estar das crianças. Locais fechados, com pouca ventilação, poeira ou fumaça artificial, podem concentrar partículas e substâncias irritantes, aumentando o risco de desconforto respiratório.

Crianças com rinite e asma precisam de atenção redobrada

Crianças que têm diagnóstico de rinite ou asma devem manter o tratamento prescrito pelo médico e evitar experimentar fantasias e maquiagens pela primeira vez no dia da festa. Uma medida preventiva é testar os produtos e vestir a fantasia alguns dias antes, por um período curto, para observar possíveis reações.

Coceira no nariz ou nos olhos, espirros frequentes, coriza, congestão nasal, tosse, vermelhidão nos olhos e irritação na pele podem indicar uma reação a algum componente da caracterização.

“Se a criança apresentar chiado, falta de ar ou dificuldade para respirar, é preciso retirar imediatamente a fantasia ou o produto que possa estar desencadeando a reação e procurar atendimento. Crianças com asma devem ter consigo a medicação de resgate prescrita pelo médico”, alerta a especialista.

Como prevenir reações alérgicas no Halloween

Alguns cuidados podem ajudar a reduzir a exposição a possíveis agentes irritantes durante a festa:

  • Lavar a fantasia antes do uso, especialmente se ficou guardada por meses;
  • Deixar as roupas arejarem e evitar peças com cheiro forte de mofo ou de produtos químicos;
  • Priorizar tecidos confortáveis e, quando possível, algodão em contato direto com a pele;
  • Escolher maquiagens próprias para crianças, preferencialmente sem fragrância, e testar o produto previamente;
  • Evitar a aplicação de glitter solto próximo ao rosto;
  • Utilizar sprays capilares com cautela, em locais ventilados e longe da criança durante a aplicação;
  • Evitar máscaras que cubram completamente o nariz e a boca, especialmente em crianças com problemas respiratórios;
  • Preferir ambientes bem ventilados para as comemorações;
  • Manter os tratamentos prescritos e garantir o acesso às medicações recomendadas pelo médico.

Com medidas preventivas, é possível aproveitar as fantasias e a maquiagem de Halloween com menos exposição a fatores que podem desencadear alergias e problemas respiratórios. Para crianças com rinite ou asma, a escolha dos produtos e a atenção aos primeiros sintomas são especialmente importantes.

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© Foto: Divulgação

Os sintomas variam de espirros e coriza a tosse, chiado no peito e crises de asma.

Inteligência artificial: sem formação não há competitividade

28 October 2026 at 00:06

A inteligência artificial está a redefinir a forma como as empresas competem, inovam e criam valor. Mas, no debate sobre infraestruturas, capacidade computacional e agentes autónomos, há uma dimensão que não pode ser secundarizada: a preparação das pessoas.

Foi uma das reflexões que retirei do Portugal Digital Summit, em particular da intervenção de Bernardo Correia, secretário de Estado, sobre os desafios da transformação digital em Portugal. Pessoas, infraestruturas, dados e capacidade de execução são dimensões essenciais. Contudo, é a qualificação das pessoas que permite transformar as restantes em resultados económicos.

A formação não é um complemento da transformação digital. É uma das suas principais condições de sucesso.

Os dados ajudam a compreender a dimensão do desafio. Segundo o Eurostat, em 2025, apenas 59,2% da população portuguesa entre os 16 e os 74 anos tinha competências digitais básicas ou superiores, face a cerca de 60,4% na União Europeia. Estamos, portanto, longe da meta europeia de 80% até 2030. O problema não é apenas tecnológico: é também de competências.

O Fórum Económico Mundial, no Future of Jobs Report 2025, estima que 39% das competências atuais dos trabalhadores se transformarão ou ficarão desatualizadas até 2030. Além disso, 63% dos empregadores identificam as lacunas de competências como um dos principais obstáculos à transformação das suas organizações. A resposta não pode limitar-se a contratar especialistas. Exige investimento sistemático na aprendizagem e requalificação de quem já trabalha.

Importa, porém, distinguir formar para utilizar de formar para transformar.

A inteligência artificial generativa permite produzir conteúdos, analisar informação e automatizar tarefas. Mas o seu verdadeiro potencial económico surge quando as organizações repensam processos, decisões e modelos de negócio. A evolução para agentes capazes de executar tarefas e interagir com diferentes sistemas torna esta necessidade ainda mais evidente. Precisamos de profissionais capazes de trabalhar com estas tecnologias, avaliar os seus resultados e reconhecer os limites da sua autonomia.

A OCDE reforça esta ideia: menos de 1% dos trabalhadores necessitará de competências avançadas específicas de IA, como desenvolver modelos. A maioria precisará de competências digitais, capacidade para interpretar dados e competências humanas, como pensamento crítico, criatividade e resolução de problemas. A formação em inteligência artificial tem, por isso, de chegar muito para além dos departamentos tecnológicos.

Mas qualificar pessoas não basta. É necessário criar condições para aplicar o conhecimento adquirido. Uma empresa pode formar os seus colaboradores e continuar a não gerar valor se mantiver os mesmos processos, incentivos e modelos de decisão. A liderança tem de ligar aprendizagem, experimentação e execução, definindo objetivos e medindo resultados em produtividade, qualidade e inovação.

Portugal tem aqui uma oportunidade estratégica. Universidades, empresas e decisores públicos devem trabalhar em conjunto para democratizar o acesso à formação, combinar conhecimento científico com aplicação prática e promover a aprendizagem ao longo da vida. Iniciativas europeias como a AI Skills Academy refletem esta prioridade, mas o impacto dependerá da capacidade de transformar a ambição em competências efetivas e resultados mensuráveis.

Na era da inteligência artificial, a vantagem competitiva não pertencerá necessariamente a quem tiver mais tecnologia, mais dados ou mais agentes. Pertencerá a quem souber mobilizar pessoas capazes de os transformar em valor económico. Investir na formação é investir na produtividade, na inovação e na competitividade de Portugal. A tecnologia abre possibilidades. São as pessoas preparadas que as concretizam.

Número de superendividados no Brasil cresceu 75% em cinco anos, diz BC

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O número de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho de 2026, alta de 75% em cinco anos, informou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabiliadde Financeira do Banco Central (BC).

O contingente representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Diante do avanço do problema, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas para conter ofertas agressivas de crédito ainda este ano.

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Principais números:
  • 20,3 milhões: brasileiros em situação de endividamento de risco;
  • 75%: crescimento do contingente entre junho de 2021 e junho de 2026;
  • 17%: participação dos devedores de risco no sistema financeiro;
  • 42%: comprometimento da renda com dívidas entre pessoas que ganham até dois salários mínimos;
  • 15%: parcela da renda dessa faixa comprometida com dívidas no cartão de crédito;
  • 18,6%: comprometimento total da renda entre quem ganha mais de dez salários mínimos.

BC prepara novas medidas

Segundo Galípolo, as próximas iniciativas devem priorizar consumidores que já utilizam o crédito rotativo do cartão ou apresentam atrasos significativos no pagamento das dívidas.

“Pretendemos adicionar medidas ainda este ano”, afirmou o presidente do BC. Ele destacou a preocupação com pessoas que já enfrentam juros elevados e dificuldades financeiras.

Galípolo também apontou o crescimento de modalidades de crédito sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal não consignado, mesmo em um cenário de juros elevados.

“A preocupação que existe é nessas modalidades, em que estamos assistindo crescimento de maneira pouco sensível a preço”, disse.

Quem está em risco

Para classificar um consumidor como endividado de risco, o BC considera quatro critérios. É necessário atender a pelo menos dois deles:

  • Atraso superior a 90 dias no pagamento de parcelas de crédito;
  • Comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas;
  • Uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo;
  • Renda restante, após o pagamento das dívidas, abaixo da linha de pobreza.

A classificação não significa que todos os 20,3 milhões de brasileiros estejam inadimplentes, mas indica maior vulnerabilidade financeira.

O relatório do BC mostra ainda que o comprometimento da renda com dívidas no cartão aumentou em todas as faixas salariais. Entre os que recebem até dois salários mínimos, grupo que reúne 61,2 milhões de pessoas, o comprometimento total chegou a 42% da renda em junho de 2026.

Regras para empréstimos

Na última sexta-feira (23), o Banco Central anunciou medidas para restringir ofertas inadequadas de crédito e ampliar a transparência na contratação de empréstimos.

Entre as mudanças, as instituições financeiras deverão oferecer mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de crédito. Para consumidores considerados vulneráveis ou em risco de endividamento excessivo, as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca.

Nesses casos, as propostas deverão se limitar a alternativas que melhorem as condições financeiras do cliente, como renegociação e portabilidade, sem concessão de novos recursos.

As regras de bloqueio de ofertas entram em vigor em 31 de março de 2027. Outras medidas, previstas para julho do mesmo ano, incluem painéis digitais com informações sobre dívidas e limites para ofertas de empréstimos durante transações iniciadas pelo Pix.

As iniciativas buscam reduzir a contratação de crédito inadequado e evitar o agravamento do endividamento das famílias brasileiras.

Enem 2026: mulheres representam 64% das inscrições confirmadas; jovens de 17 e 18 anos somam metade

26 October 2026 at 20:03

As mulheres representam 63,98% das inscrições confirmadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, enquanto os participantes de 17 e 18 anos correspondem a 50,7% do total. Os dados são do Painel Enem 2026, disponibilizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Com dados consolidados em setembro de 2026, a ferramenta registra 5.051.345 inscrições confirmadas em todo o país, de um total de 5.655.423 inscrições realizadas. A plataforma permite consultar informações sobre o perfil dos participantes, considerando indicadores como faixa etária, sexo, cor/raça, escolaridade, gratuidade da inscrição e atendimentos especializados. Os dados podem ser filtrados por região, estado e município.

Mulheres são maioria entre os inscritos

Do total de inscrições confirmadas, 3.232.013 são de mulheres, o equivalente a 63,98%. Os homens somam 1.819.332 inscrições, correspondentes a 36,02%.

A distribuição por faixa etária também destaca a presença de jovens entre os participantes. O grupo de 17 anos concentra 1.292.082 inscrições confirmadas, enquanto o de 18 anos reúne 1.269.907. Juntos, os dois grupos somam 2.561.989 inscrições, o equivalente a 50,7% do total.

Outras 691.633 inscrições são de participantes com até 16 anos. Entre os inscritos com 19 anos, são 463.720; na faixa dos 20 anos, o número chega a 235.457.

O exame também reúne pessoas de outras faixas etárias. Os participantes de 21 a 30 anos representam 725.118 inscrições, enquanto aqueles com idades entre 31 e 59 anos somam 359.607. Já o grupo com mais de 60 anos registra 13.821 inscrições confirmadas.

Inscrições gratuitas somam 3,4 milhões

Entre as 5.051.345 inscrições confirmadas, 3.432.111 são gratuitas, enquanto 1.619.234 tiveram o pagamento confirmado. Os números permitem acompanhar a distribuição dos participantes conforme a modalidade de inscrição, com possibilidade de consulta por unidade da Federação.

O painel também apresenta dados sobre cor/raça, incluindo as categorias parda, branca, preta, amarela, indígena e não declarada. Entre as inscrições gratuitas, a categoria parda registra 1.530.186 participantes, seguida pela branca, com 932.181, e pela preta, com 424.540.

Outras 478.309 inscrições gratuitas estão na categoria não declarada. As categorias amarela e indígena registram, respectivamente, 35.088 e 31.807 inscrições gratuitas.

Mais de 2,3 milhões estão na última série do ensino médio

Em relação à escolaridade, 2.364.868 participantes estão cursando a última série ou ano do ensino médio. Outros 1.610.522 já concluíram essa etapa da educação básica.

O levantamento registra ainda 1.015.127 inscritos que estão cursando o ensino médio, mas não devem concluí-lo no ano letivo de 2026. Já 60.828 participantes não estão cursando nem concluíram essa etapa.

Tempo adicional é o recurso especializado mais solicitado

Entre os recursos de atendimento especializado apresentados no painel, o tempo adicional registra 77.956 solicitações. A correção diferenciada aparece em seguida, com 42.379, enquanto o auxílio para leitura soma 28.042 solicitações.

A ferramenta também reúne informações sobre outros recursos de acessibilidade, como salas acessíveis, auxílio para transcrição, prova ampliada e tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Os dados permitem acompanhar os recursos solicitados pelos participantes e observar a distribuição das demandas de acessibilidade entre os inscritos no exame.

Enem

Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho dos estudantes ao término da educação básica. Desde 2009, também é utilizado como mecanismo de acesso ao ensino superior.

Os resultados podem ser utilizados em processos seletivos como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni), além de processos relacionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme as regras de cada programa.

Em 2026, o exame também passa a integrar o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), ampliando sua participação na avaliação do ensino médio brasileiro.

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© Divulgação/Valentina Guimarães/UPE

Imagem ilustrativa de estudantes fazendo prova

Comunicado ‘Ciberataque à base de dados do RNBP’

24 October 2026 at 19:27

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informa que a base de dados do Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses (RNBP) foi alvo de um ciberataque, no âmbito do qual terá sido possível copiar dados pessoais dos bombeiros nela registados. Na sequência da deteção do incidente, a ANEPC, em articulação com o Centro Nacional […]

Observatório do Poder Local apoia decisões dos municípios

22 October 2026 at 13:49

VTM

Paulo Braga, secretário-geral da ANMP, explicou que esta plataforma foi criada para concentrar, num único instrumento, dados que se encontravam dispersos por diferentes entidades. O observatório abrange áreas como a educação, a ação social, a saúde, a governação e a proteção civil, permitindo consultar indicadores relativos a cada município, à NUT III em que se insere e ao conjunto do país.

“Aquilo que pretendemos é agregar num único instrumento dados que andam dispersos por inúmeras entidades”, afirmou à VTM, sublinhando que a ferramenta permite aos utilizadores ter uma visão mais abrangente da realidade dos seus territórios e compará-la com outros níveis de análise.

Realidade

O projeto surgiu inicialmente da necessidade de acompanhar a descentralização de competências para as autarquias, tendo sido posteriormente alargado a outros domínios e áreas temáticas. O objetivo passa por disponibilizar aos municípios o máximo de informação possível sobre a sua realidade, facilitando a identificação de necessidades e a preparação de respostas adequadas.

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Habían cruzado media Persia, atravesado montañas nevadas y peleado con pueblos que les tiraban piedras desde los riscos, y lo que estuvo a punto de acabar con ellos a pocos días del mar fue un panal. Ni una emboscada ni un ejército enemigo. Un puñado de colmenas, unos soldados hambrientos y una planta de flores […]

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