Comunidades. Voto eletrónico testado nas elieções do CCP

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) reagiu às críticas do deputado estadual eleito Leonardo Grandini (PT-SP), que pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a apreensão de seu passaporte. O petista alegou risco de fuga do país e mencionou supostas investigações contra o parlamentar.
Em vídeo, Pavanato afirmou que não responde a investigação criminal. Ele declarou que foi alvo de uma denúncia recebida pelo Ministério Público em uma ação de natureza civil, e não criminal. O deputado também acusou setores da esquerda de perseguirem políticos conservadores.
Ao comentar a possibilidade de ter o passaporte apreendido, Pavanato afirmou que pode deixar o país quando quiser. No fim da gravação, provocou Grandini com a frase: “Não usem drogas”.
The post Pavanato reage a pedido de apreensão de passaporte e provoca petista; veja vídeo appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.
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Não sei se todos vocês sabem, mas a Pública tem um podcast sobre a emergência climática que chama “Bom Dia, Fim do Mundo”. Somos três em volta da mesa — o escritor Ricardo Terto, a jornalista Isabel Seta e eu — dirigidos por Sofia Amaral, nossa coordenadora de audiovisual, e com uma coluna em áudio de uma economista do NoVe — Novas Vozes Econômicas, um grupo que busca abrir e qualificar o debate sobre o tema na imprensa.
Conversamos durante 30 minutos, todas as semanas, com realismo e bom humor, sobre os fatos relevantes para o futuro do país e do mundo, em momento em que a própria existência da humanidade depende da possibilidade de criar uma nova maneira de viver. Como disse o sociólogo Miguel Lago na Piauí: “o clima tornou-se a condição a partir da qual todas as demais questões devem ser pensadas”.
Por isso a gravação do último episódio foi tão emocionante. Depois de alertas e denúncias durante toda a campanha, celebramos a democracia, o diálogo, o debate e o engajamento público que decolaram na reta final da campanha e afastaram a extrema direita do poder. Comemoramos o resgate de nossa identidade e soberania, ameaçadas por gente que ostenta a bandeira — e o míssil — dos Estados Unidos e de Israel em manifestação de rua.
Não há como engajar os governos e as sociedades para cumprir uma tarefa global, a luta pela emergência climática, sem respeito à autodeterminação dos povos e à soberania das nações, sem espaço para o diálogo e o debate, atravancados pela guerra, pela miséria, por governos autoritários, e atravessados por pensamentos mórbidos de quem considera o fim do mundo inevitável (o que está por trás do negacionismo propositalmente fomentado por aqueles que pensam estar acima do sofrimento global).
Por isso, o mundo comemorou a vitória brasileira contra a extrema direita, forjada por gente que aprendeu a força que detém valores como a vida, a liberdade, a fraternidade, a luta para que todos vivam melhor. Sem ingenuidade, mas com sinceridade, fé no diálogo, e na capacidade de persuasão ancorada em fatos e inspirada por afetos.
Das redes às ruas, as lições do Exército de Lula são agora armas para resistir, junto com o governo democraticamente eleito pelo povo de um país soberano, mas também para ir além, exigindo transparência e urgência em ações e decisões e cobrando a abertura de canais para a participação política. Não há como imaginar possibilidades e agir na direção da mudança, sem entender o significado, a forma e a intensidade que tomou a mobilização eleitoral que levou à vitória da democracia em condições inéditas.
A imagem de Lula com a Constituição de 1988 nas mãos, cercado da multidão com o verde-amarelo da nação e o vermelho da resistência, é para mim um símbolo dessas eleições, e um guia para a construção coletiva desse futuro. Começando pelo presente, com ações eficazes para cumprir o que está determinado na Constituição Cidadã, o que tem sido tarefa sobretudo de organizações e movimentos sociais, indígenas, negros, pessoas trans e mulheres que frequentemente são alvo da violação de direitos fundamentais.
O “povo da luta” pode contar agora também com a mobilização de todos que se aliaram pela democracia, pela soberania e pela defesa das conquistas sociais nas eleições e forçar a implementação dos princípios e garantias determinados pela Constituição, incluindo o direito à informação e à participação política, para construir um futuro mais justo e inovador.
Neste episódio do Bom Dia, Fim do Mundo, em que também falamos dos desafios internos e externos que temos pela frente, lembramos de um artigo da Constituição, pouco utilizado, que traz grandes possibilidades para os que desejam uma nova forma de governar, como disse o presidente Lula no discurso da vitória.
“A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I- plebiscito, II – referendo; III – iniciativa popular”, enuncia o artigo 14. Até hoje tivemos um único plebiscito (em 1993, para decidir sobre sistema e forma de governo) e um referendo (em 2005, para decidir se a comercialização de armas continuaria a ser permitida).
O terceiro instrumento, a iniciativa popular, é ainda menos lembrado, embora crucial para o aprofundamento da democracia. Ele permite a proposição direta feita pelo cidadão de um projeto de lei ao Congresso, desde que subscrito por 1% do eleitorado, o que favorece a mobilização da sociedade perante o parlamento, assim como outros instrumentos permitem a representação popular na Justiça. Foi assim que foi criada a Lei da Ficha Limpa, em 2010, com a assinatura de 1,6 milhão de eleitores.
Imagine as possibilidades que temos pela frente para utilizar esses mecanismos da democracia direta com todas as lições que aprendemos nessa campanha que uniu sociedade e imprensa independente para qualificar o debate público. Também é a oportunidade de renovar instrumentos como os conselhos populares, as audiências públicas e intervenções de movimentos sociais junto ao STF para cobrar a aplicação das leis, o que é especialmente importante para manter o Senado dentro do campo delimitado por elas.
Com a Constituição nas mãos e as informações na cabeça, podemos ampliar as vozes e a intensidade da participação política no governo nestes quatro anos decisivos para o planeta e para o futuro da democracia. O ano-marco de 2030, que vai definir se conseguimos ou não conter o aquecimento global a 1,5 grau, está logo ali e “a gente combinamos de não morrer”, lembram? O jornalismo independente está à disposição da sociedade.
PS. Estarei em férias pós-eleitorais na próxima semana, volto a encontrá-los no dia 13 de novembro.

A Comissão Eleitoral Central de Israel publicou, nesta sexta-feira (30), os resultados definitivos da formação do Knesset, o Parlamento israelense, com 120 cadeiras. Para formar governo, é necessário ter, no mínimo, 61 parlamentares.
Do outro lado, os partidos que fazem oposição somaram 67 cadeiras, porém, 19 desses acentos ficaram com partidos árabes, o Raam e a Lista Conjunta, formados por palestinos-israelenses, grupo que soma cerca de 21% da população de Israel.
Já os partidos de judeus israelenses que são oposição à Netanyahu ficaram com 48 deputados. O problema é que os partidos de oposição mais votados, o Yashar, do Gadi Eisenkot, com 21 cadeiras, e o B’Yachad, com 12 deputados, vinham se manifestando contra a formação de governo com participação dos palestinos que vivem em Israel.
O impasse favorece Netanyahu, que fica no poder enquanto não houver um acordo para formação de maioria, segundo explicou o pesquisador do Grupo de Estudos sobre Conflitos (GECI) da PUC de São Paulo, Shajar Goldwaser.
“Alguma promessa vai ter que ser descumprida para sair desse imbróglio porque a oposição prometeu duas coisas: que não iria fazer governo com Netanyahu e que não iria fazer governo com os partidos árabes”, comentou à Agência Brasil.
Para o mestrando do Instituto San Tiago Dantas de Relações Internacionais, ligado a Unesp, Unicamp e PUC-SP, existe uma concepção “racista” nos partidos de judeus israelenses que tem impedido a formação de coalizões com os árabes.
“Eles não querem, por exemplo, ter um ministro da educação palestino. Formar um governo com esses partidos seria uma vitória para os palestinos, que teriam a sensação de que o voto importa. Esse é o medo dos israelenses: que os palestinos achem que eles têm poder e podem influenciar a política israelense”, avalia Shajar.
A emissora N12 News de Israel tem divulgado que um dos partidos da oposição, o Yisrael Beytenu, liderado pelo Avigdor Liberman, já estaria propondo um governo de “unidade nacional” com Netanyahu para impedir a formação de uma coalizão com os partidos de palestinos-israelenses.
O partido de Liberman conquistou sete cadeiras no Knesset. Caso ele se una a Netanyahu, faltaria apenas uma cadeira para o atual primeiro-ministro permanecer no poder.
Netanyahu tem alegado, sem provas, que a Turquia e o Catar teriam influenciado na votação dos palestinos-israelenses, que tiveram uma presença de mais de 80% nas urnas, a maior já registrada.
Por isso, o primeiro ministro acusa o pleito de “fraude” e tem defendido que é “proibido formar governo com eles”, se referindo aos partidos palestinos.
O líder do partido da oposição mais votado, Gadi Eisenkot, acusou o Likud e Netanyahu de colocar em marcha uma campanha organizada para deslegitimar os resultados eleitorais.
“Eles fazem isso porque perderam. Carecem de maioria”, disse Eisenkot, reiterando a promessa de criar uma comissão para investigar o ataque do Hamas em 7 de outubro uma vez que a oposição acusa Netanyahu de ter tido conhecimento prévio do plano do Hamas e não ter adotado medidas para impedir o ataque.
O especialista em política israelense Shajar Goldwaser destacou que a imprensa israelense vem divulgando ainda a possibilidade de Netanyahu recomeçar a guerra contra o Irã para permanecer no poder.
“Uma guerra contra o Irã agora é muito propícia a formar um governo de união nacional. Netanyahu já fez isso no passado fez. Ele é famoso por fazer guerras para interesses eleitorais”, finalizou.
Com 7,3 milhões de eleitores, Israel foi às urnas nesta semana pela primeira vez desde o 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou vilas ao sul do país causando a morte de 1,2 mil pessoas e fazendo outras cerca de 200 de reféns.
Em resposta a esse ataque, Israel lançou uma operação militar de grandes proporções em Gaza que levou à destruição de quase toda a infraestrutura civil do território, levando à morte de mais de 75 mil pessoas.
A operação em Gaza vem sendo apontada por países e especialistas como um genocídio. Ministros do governo Netanyahu têm defendido a emigração dos palestinos da região e a colonização israelense do território.
Nos últimos três anos, o país ainda se envolveu em guerras no Líbano, ataques na Síria e uma agressão contra o Irã em parceria com os Estados Unidos (EUA).
Na Cisjordânia, a política de assentamentos ilegais ganhou novo impulso nos últimos anos.


© Getty Images

A coalizão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não conseguiu conquistar a maioria das cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense, nas eleições gerais do país.
O bloco formado por partidos de direita e ultraortodoxos obteve 53 dos 120 assentos, oito a menos que os 61 necessários para governar.
Apesar de ter liderado a disputa individualmente, o Likud, partido de Netanyahu, conquistou 27 cadeiras e não conseguiu reunir apoio parlamentar suficiente para garantir a continuidade do governo.
Os resultados finais foram divulgados pela Comissão Central de Eleições de Israel.
O Yashar, do ex-chefe militar Gadi Eisenkot, principal adversário do premiê, ficou em segundo lugar, com 21 assentos. O Juntos, do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, conquistou 12 cadeiras, enquanto a Lista Conjunta, formada por partidos árabes, ficou com 11.
Os Democratas e o Ra’am terão oito representantes cada. Yisrael Beiteinu, Otzma Yehudit e Judaísmo Unido da Torá conquistaram sete cadeiras cada. Já Shas e Sionismo Religioso ficaram com seis assentos cada.
Ao todo, 11 listas de candidatos superaram a cláusula de barreira, de 3,25% dos votos, e terão representantes no Parlamento. O comparecimento às urnas foi de 77,9%, segundo a Comissão Central de Eleições.
As eleições terminaram sem que nenhum dos principais blocos conquistasse a maioria necessária para governar. Com isso, o resultado abre uma nova etapa de negociações políticas, nas quais partidos menores poderão desempenhar um papel decisivo.
Após a certificação dos resultados, o processo de formação do governo passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.
Herzog deve realizar uma rodada de consultas em Jerusalém, durante a qual cada partido eleito poderá recomendar um nome para o cargo de primeiro-ministro.
Com base nas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos de tentar formar um governo. A escolha não precisa recair necessariamente sobre o líder do partido que conquistou mais cadeiras, mas sobre aquele que, na avaliação do presidente, apresentar melhores condições de reunir apoio parlamentar suficiente.
O candidato designado terá 28 dias para negociar a formação de uma coalizão. O prazo poderá ser prorrogado por mais 14 dias.
Durante esse período, as legendas negociarão a distribuição de cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos políticos para a composição do novo governo.
Caso o primeiro candidato não consiga formar uma coalizão, Herzog poderá encarregar outro parlamentar da tarefa. A segunda tentativa também terá um prazo de quatro semanas.
Se as negociações fracassarem novamente, o Parlamento terá um período para apresentar outro nome. Caso não consiga, Israel poderá ser convocado a realizar novas eleições.
Diante do impasse, uma das possibilidades seria a formação de um governo de união nacional, reunindo os dois maiores partidos, o Likud e o Yashar.
Herzog poderá tentar aproximar Netanyahu e Eisenkot para viabilizar um acordo entre as duas forças políticas. No entanto, a possibilidade enfrenta obstáculos.
Eisenkot já descartou integrar um governo liderado pelo atual primeiro-ministro. Além disso, Netanyahu tem um histórico de rompimentos de acordos políticos com antigos parceiros de governo, o que pode dificultar a construção de um entendimento.
Sem uma maioria definida, as negociações entre os partidos serão determinantes para estabelecer quem comandará o próximo governo israelense.
(Com informações de Tal Shalev, da CNN e Maayan Lubell, da Reuters)
Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terminou as eleições legislativas com o partido mais votado em número de cadeiras, mas sem apoio suficiente para garantir a maioria no Parlamento. O Likud conquistou 27 das 120 vagas do Knesset, enquanto o bloco governista ficou com 53 assentos, oito a menos que os 61 necessários para formar um governo.
A oposição elegeu 48 parlamentares, e os partidos árabes, outros 19. O resultado ainda é provisório, com certificação oficial prevista para 4 de novembro. Diante do impasse, lideranças oposicionistas começaram a negociar uma alternativa ao governo de Netanyahu.
Nesta quinta-feira (29), Gadi Eisenkot, cujo partido Yashar conquistou 21 cadeiras, reuniu-se com o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, do Beyahad, que elegeu 12 parlamentares. Os dois afirmaram ter discutido formas de estabelecer uma nova administração, mas ainda não anunciaram um acordo de coalizão.
A formação de uma maioria contrária a Netanyahu depende, matematicamente, dos partidos árabes, que somam 19 cadeiras. A possibilidade de aliança, porém, enfrenta resistência de parte da oposição. Eisenkot e Bennett fizeram campanha contra a participação dessas legendas em um eventual governo.
O líder do partido Democratas, Yair Golan, que conquistou oito cadeiras, defendeu publicamente a aproximação com os partidos árabes e se reuniu com Mansour Abbas, do Ra'am. Outra possibilidade seria obter apoio parlamentar dessas siglas sem incluí-las formalmente na coalizão.
A eleição também foi marcada por acusações de fraude e suspeitas de interferência estrangeira. As denúncias levantadas por Netanyahu e seus aliados não foram acompanhadas de provas de fraude generalizada. A polícia israelense afirmou não ter elementos que sustentassem a alegação de que o pleito havia sido roubado, enquanto o Qatar negou envolvimento na votação.
Após a confirmação dos resultados, prevista para 4 de novembro, o presidente Isaac Herzog deverá consultar as lideranças partidárias e indicar quem terá a primeira oportunidade de formar governo. A posse dos novos parlamentares está prevista para 10 de novembro.
Netanyahu permanecerá como primeiro-ministro enquanto as negociações estiverem em andamento. Se as tentativas de formar uma coalizão fracassarem, Israel poderá realizar novas eleições no início de 2027.


© OHAD ZWIGENBERG/ASSOCIATED PRESS/EST. CONTEÚDO
O Comitê Central de Eleições de Israel divulgou nesta quinta-feira (29) o resultado final da votação para o Parlamento do país. Ele ainda será certificado em 4 de novembro e está sujeito a “pequenas alterações”, segundo as autoridades.
O partido Likud, de Benjamin Netanyahu, continua sendo a maior legenda no Parlamento, tendo conquistado 27 cadeiras. O Yashar, de Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro, ficará com 21.
O bloco do premiê conquistou um total de 53 cadeiras, mas ficou aquém de assegurar a maioria, que seria de 61 cadeiras — o Knesset tem, ao todo, 120 lugares.
Por sua vez, a oposição também falhou na tentativa de conquistar maioria: o bloco assegurou 48 assentos.
Os partidos árabes, agrupados na Lista Conjunta e no Ra’am, conseguiram um resultado expressivo, com 19 cadeiras. Assim, podem ser importantes para as alianças de formação de novo governo.
Veja como ficará a distribuição do Parlamento de Israel:
Ao todo, 5.716.665 votos foram contabilizados. Destes, 5.690.778 foram considerados válidos, enquanto 25.887 votos foram invalidados.
O comparecimento de eleitores às urnas foi o mais alto em décadas, com 77,9%.
Likud, partido de Netanyahu, lidera com 1.167.458 votos válidos (20,52%)
Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 913.502 votos (16,05%)
Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 531.414 votos (9,34%)
Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 500.147 votos (8,79%)
Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 366.352 votos (6,44%)
Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 326.624 votos (5,74%)
Judaísmo Unido da Torá, com 312.604 votos (5,49%)
Shas, partido religioso sefardita, com 299.506 votos (5,26%)
Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 290.451 votos (5,10%)
Depois que os resultados forem certificados, o processo eleitoral passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.
Em uma série de reuniões em Jerusalém, Herzog iniciará uma rodada de consultas durante a qual cada partido eleito recomendará seu candidato ao cargo de primeiro-ministro.
Com base nessas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos com a tarefa de tentar formar um governo.
Depois de receber a incumbência, o candidato iniciará semanas de negociações políticas sobre cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governo.
Essa pessoa designada pelo presidente terá um prazo de 28 dias — provavelmente prorrogável por mais 14 dias — para formar um governo.
Se não conseguir, o presidente israelense passará a incumbência a outro candidato, que terá mais quatro semanas.
Se essa segunda tentativa também fracassar, o Parlamento terá um curto prazo para apresentar outro candidato. Caso isso não aconteça, o país irá automaticamente a novas eleições.
A coalizão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não conseguiu obter maioria no Knesset, o Parlamento de Israel, nas eleições gerais do país.
O bloco formado por partidos de direita e ultraortodoxos obteve 53 cadeiras, abaixo das 61 necessárias para formar a maioria.
Os resultados finais foram divulgados pela Comissão Central de Eleições de Israel, após a conclusão da contagem dos votos e a revisão dos dados.
Já Likud, partido do primeiro-ministro, liderou a disputa, conquistando 27 das 120 cadeiras do Knesset.
O partido foi o mais votado, seguido pelo Yashar, do ex-chefe militar e principal rival de Netanyahu, Gadi Eisenkot, que garantiu 21 assentos. O Juntos, do ex-premiê, Naftali Bennett, por sua vez, conquistou 12 cadeiras, enquanto a Lista Conjunta, da aliança de partidos árabes, ficou com 11.
Os Democratas e o Ra’am terão oito representantes cada. Já o Yisrael Beytenu, o Otzma Yehudit e o Judaísmo Unido da Torá conquistaram sete cadeiras cada. O Shas e o Sionismo Religioso ficaram com seis assentos cada.
Ao todo, 11 listas de candidatos conseguiram superar a cláusula de barreira (de 3,25% dos votos) e terão representantes no Parlamento israelense. As demais candidaturas não atingiram o percentual mínimo exigido para conquistar cadeiras.
Segundo a Comissão Central de Eleições, o comparecimento às urnas foi de 77,9%. Foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos e 25.887, inválidos.
Likud, partido de Netanyahu, lidera com 1.167.458 votos válidos (20,52%)
Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 913.502 votos (16,05%)
Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 531.414 votos (9,34%)
Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 500.147 votos (8,79%)
Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 366.352 votos (6,44%)
Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 326.624 votos (5,74%)
Judaísmo Unido da Torá, com 312.604 votos (5,49%)
Shas, partido religioso sefardita, com 299.506 votos (5,26%)
Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 290.451 votos (5,10%)
As autoridades israelenses têm até o dia 4 de novembro para certificar os resultados. Enquanto isso, o presidente israelense, Isaac Herzog, realizará uma rodada de consultas com todos os principais líderes partidários.
Na sequência, ele convidará os líderes que, em sua avaliação, possuem as maiores chances de formar um governo. Esse processo pode levar semanas.
O primeiro líder designado tem 28 dias para formar um governo, com a possibilidade de uma prorrogação de 14 dias caso não consiga fazê-lo.
Se o primeiro candidato não obtiver sucesso, o presidente pode transferir a incumbência para um segundo candidato, que terá 28 dias para formar um governo.
Caso a segunda tentativa também fracasse, a maioria dos membros do Knesset pode solicitar ao presidente que encarregue um terceiro candidato, que terá, então, 14 dias para montar uma coalizão.
Se tudo isso falhar, haverá uma nova eleição.
(Com informações de Kara Fox e Tal Shalev, da CNN)
Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel
No pleito deste ano, os eleitores que gostariam de anular os votos no segundo turno poderiam votar em qualquer número que não pertencesse aos partidos do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputavam o Palácio do Planalto.
Conforme levantamento da CNN Brasil com base nos dados divulgados pelo TSE, o número mais utilizado para anular os votos foi “00”, que não pertence a nenhum partido e representou 54,5% dos votos nulos.
As eleições em Israel nesta semana terminaram sem que um bloco político conseguisse garantir clara maioria no Parlamento, o que deve gerar negociações delicadas para formação de um novo governo.
Benjamin Netanyahu permanecerá no cargo como primeiro-ministro interino, mas enfrenta um Parlamento com maioria da oposição que busca destituí-lo.
Aqui estão alguns cenários que podem acontecer nos próximos dias e meses.
Após a divulgação dos resultados finais oficiais das eleições — o que deve ocorrer na próxima semana –, o presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciará consultas com representantes dos partidos e, em seguida, indicará o candidato que considerar ter as melhores chances de formar um governo.
Se o candidato não conseguir formar um governo, outro poderá tentar e, caso esse também falhe, o Knesset poderá indicar outro. Há um prazo de cerca de 100 dias para esse processo.
Se ninguém tiver sucesso, será realizada outra eleição.
Herzog afirmou na quarta-feira (28) que tudo deve ser feito para evitar uma nova eleição e pediu aos partidos que participarem das consultas com ele com a mente aberta.
O partido Likud, de Netanyahu, que ainda deve conseguir a maior quantidade de assentos no Knesset, poderia formar uma coalizão com partidos de oposição de centro e de direita, como o Yashar, de Gadi Eisenkot — o segundo maior partido —, o “Israel, Nosso Lar”, de Avigdor Lieberman, e a facção “Juntos”, de Naftali Bennett.
Esse agrupamento garantiria 66 cadeiras, uma maioria no Parlamento de 120 cadeiras.
No entanto, essa opção parece remota neste momento, pois significaria que Netanyahu provavelmente teria que abandonar seus aliados políticos “naturais”: os partidos de ultradireita e os judeus ultraortodoxos.
Além disso, os partidos da oposição teriam que quebrar sua principal promessa aos eleitores, que era destituir Netanyahu.
Ainda assim, se nenhum dos lados conseguir formar um governo ao final de semanas de negociações prolongadas, um governo de unidade poderá surgir como última opção.
A retomada dos confrontos com o Irã, ou com outros atores, também poderia aproximar os lados.
Se Herzog escolher Eisenkot primeiro, ele poderia tentar formar um governo com os aliados “naturais” do Yashar — Juntos, Os Democratas e Israel, Nosso Lar — apoiado pelos dois partidos árabes de Israel, mesmo que eles não sejam integrantes desse governo: Ra’am e a Lista Conjunta.
A coalizão de Eisenkot somaria 48 cadeiras, de acordo com a última apuração de votos, com os partidos árabes somando 19 cadeiras, o que, juntos, alcançaria uma maioria de 67 cadeiras.
Mas, mesmo que Eisenkot volte atrás em sua promessa de campanha de não incluir partidos árabes no governo e aceite o apoio deles, seria difícil convencer muitos israelenses, cujas atitudes em relação à minoria árabe de Israel se endureceram ainda mais desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Netanyahu concentrou sua campanha em deslegitimar o apoio dos partidos árabes, que alcançaram níveis recordes nas eleições.
Por enquanto, apenas o partido “Os Democratas”, de centro-esquerda, se manifestou publicamente pedindo a inclusão desses partidos.
Ambos os partidos árabes sinalizaram que estão dispostos a cooperar com a chapa de Eisenkot.
O Ra’am integrou-se ao governo de Naftali Bennett em 2021, a primeira vez que um partido árabe independente entrou em uma coalizão israelense. Esse governo caiu após 18 meses.
A coalizão de Netanyahu deve sair das 64 cadeiras que detém no Parlamento para 53, de acordo com os últimos resultados eleitorais.
Mas o líder mais longevo de Israel é visto como um dos políticos mais habilidosos do país e poderia dividir a oposição ao atrair integrantes de seus partidos para o seu lado.
Ele já conseguiu fazer isso antes, inclusive como líder da oposição na corrida para as eleições de 2022, das quais saiu vitorioso. Mas a coalizão contra a qual ele lutava na época tinha uma vantagem muito menor e ele não precisou de muitos desertores para desestabilizar seus rivais políticos.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou a apuração mais rápida da história recente da Justiça Eleitoral no segundo turno das eleições de 2026, realizado no domingo (25), mesmo com a votação prorrogada até as19h. Os dados constam em nota do tribunal e foram divulgados nesta quinta-feira (29).
A totalização de 100% das urnas foi concluída às 23h26, 52 minutos antes do segundo turno de 2022, quando o processo terminou à 0h18 de segunda-feira. Considerando o encerramento da votação às 17h, o procedimento levou 6 horas e 26 minutos, contra 7 horas e 18 minutos do pleito geral anterior.
O resultado matemático da eleição presidencial deste ano foi definido às 21h09, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu o percentual irreversível para a vitória. Ao final, Lula foi reeleito para o quarto mandato, com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o TSE, a velocidade não se deve apenas à capacidade de processamento dos sistemas, mas também à agilidade dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) no envio dos dados a Brasília.
Por volta das 19h, quase todos os boletins de urna do país já tinham chegado aos servidores centrais do tribunal. Por isso, a avaliação é que a prorrogação em seções com filas teve impacto mínimo no tempo final. Em eleições anteriores, a demora costumava estar ligada ao envio de boletins de locais de difícil acesso ou com problemas de conexão, e não à soma dos votos.
A votação foi estendida por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), depois das campanhas de Lula e Flávio relatarem dificuldades no transporte público. A totalização só passou a ser feita oficialmente pelo TSE após as 19h, em razão da decisão.
Em levantamento divulgado na terça-feira (27), o TSE informou que 34.393 votos foram registrados depois das 17h. Desse total, 32.399 foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. O número equivale a cerca de 0,03% do total de votos e é muito inferior à diferença de 4.430.191 votos entre os dois candidatos.
Das 497.333 seções do país, 437.065 encerraram os trabalhos até as 17h10. Outras 24.268 funcionaram depois desse horário e registraram 8.673 dos votos computados após as 17h.
O segundo turno teve a participação de 128,2 milhões de eleitores, entre os mais de 158 milhões aptos a votar. A abstenção foi de 19,2%, abaixo dos 21,08% do primeiro turno.
O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, emitiu uma notificação nesta quinta-feira (29) com orientações para que usuários realizem denúncias de casos de assédio eleitoral sofridos.
“Você sofreu ameaça de demissão ou discriminação política no trabalho? O Ministério do Trabalho e Emprego existe para te proteger, denuncie o assédio eleitoral no trabalho aqui em https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/”, orienta a mensagem.
A mensagem surge após uma série de movimentações nas redes sociais de políticos e empresários incentivando a prática com o resultado do segundo turno das eleições, que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além da prática contra trabalhadores, conteúdos online estão promovendo boicotes a estabelecimentos de comerciantes que tenham declarado apoio à reeleição do atual mandatário. As denúncias são analisadas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), que tem adotado medidas, como o envio de ações cíveis ou orientações de retratações a publicações feitas.
Segundo dados do órgão, até às 13h desta quinta, foram registradas 3.529 denúncias de assédio eleitoral ao longo do ano até esta quarta-feira (28). O ente ainda aponta que, desse total, 2,7 mil foram registradas apenas no mês de outubro.
O número já ultrapassa o montante de queixas da última eleição geral, em 2022, quando ocorreram 3.373 durante todo o ano. Ademais, o MPT demonstra que, antes do primeiro turno, foram recebidas 991 denúncias e que, entre as duas etapas do pleito, houve o registro de mais 946.

Como mostrou a CNN, o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros parlamentares apresentaram à PGR (Procuradoria-Geral da República), à PF (Polícia Federal) e ao MPT uma notícia de fato pedindo uma investigação de âmbito nacional. O documento reúne episódios registrados em ao menos oito unidades da Federação.
Os parlamentares querem saber se a circulação quase simultânea e a semelhança entre as listas indicam algum tipo de articulação. Pedem que sejam comparados textos, imagens e metadados para identificar uma possível origem comum, os primeiros responsáveis pela divulgação e eventuais administradores compartilhados entre grupos.
A representação também pede a apuração de eventual participação ou financiamento de estruturas político-eleitorais. O documento ressalva que, até agora, os elementos reunidos não permitem atribuir responsabilidade a uma pessoa ou grupo específico.
De acordo com o TST (Tribunal Superior do Trabalho), o assédio eleitoral é caracterizado por qualquer conduta que constranja, induza, influencie, restrinja, discrimine ou retalie o trabalhador em razão de seus direitos ou escolhas políticas.
O crime pode ocorrer de forma vertical (quando praticado por um superior hierárquico) ou horizontal, entre colegas do mesmo nível na empresa. Um exemplo típico é quando um empregador afirma que a empresa poderá fechar caso determinado candidato não seja eleito.
Entre as modalidades identificadas pelo MPT, destacam-se o assédio eleitoral documental, praticado por meio de memorandos e circulares, e o assédio eleitoral econômico, relacionado a benefícios como bônus e promoções.
A Constituição Federal garante a liberdade de consciência e o sigilo do voto. A Lei nº 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias para acesso ou manutenção da relação de trabalho. A depender das circunstâncias, a conduta também pode caracterizar assédio eleitoral.
O MPT orienta que as denúncias podem ser feitas de forma sigilosa ou anônima pelo site da instituição, ou ainda por meio das ouvidorias do Tribunal Regional do Trabalho. Além da plataforma do MPT, também é possível fazer queixas pelo site divulgado pelo MTE nesta quinta-feira.
O voto é secreto e livre, e nenhum empregador ou colega tem o direito de interferir na escolha política do trabalhador.
O jurista Ives Gandra, que votou em Flávio Bolsonaro (PL) para chefiar o Palácio do Planalto, defendeu o resultado das urnas eletrônicas após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas disse à CNN Brasil que o STF (Supremo Tribunal Eleitoral) interferiu nas eleições.
Na avaliação do advogado, a Corte tomou decisões monocráticas que cabiam ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, com isso, violou a Constituição de 1988.
Uma das decisões diz respeito ao despacho do ministro Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação das 17h para as 19h, após relatos de dificuldade no transporte público em capitais como São Paulo e Salvador.
“Houve uma interferência do Supremo Tribunal Federal […] quase sempre de forma monocrática e não colegiada, e, com essa interferência, não se sabe avaliar qual foi o impacto em relação às eleições”, afirmou à CNN Brasil.
Gandra ainda afirmou que Flávio Bolsonaro errou ao se autodeclarar presidente do Brasil após a derrota nas urnas. “Ele [Flávio] fez um erro em dizer que era o presidente eleito. […] O povo votou no presidente Lula, mas de rigor, depois ele corrigiu, o que fez bem”, completou.
Para o jurista, Flávio “acertou no sentido de sair do Brasil“, porque “vai continuar com a liberdade de poder dizer o que pensa sobre o que está acontecendo”.
Gandra, que é um opositor histórico do PT (Partido dos Trabalhadores) e foi um dos principais nomes a elaborar o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, também criticou o gasto das contas públicas de Lula.
“Resta saber se ele vai ou não encontrar um excepcional ministro da Fazenda que consiga corrigir todos os erros praticados durante [os últimos] quatro anos, ou esfrangalhar as contas públicas brasileiras”, concluiu.
O ex-candidato Flávio Bolsonaro fugiu do país após perder o segundo turno da eleição presidencial contra Lula. O senador foi para Miami, nos Estados Unidos, com a esposa, Fernanda, e as duas filhas na última terça-feira (27).
O sumiço de Flávio ocorreu depois de a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira (26). O filho de Jair Bolsonaro (PL) teria até as 11h para fornecer os documentos à corporação, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o que não ocorreu.
Com isso, a PF cancelou tanto o passaporte comum quanto o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.
Mesmo assim, a apuração da CNN Brasil indica que Flávio entrou nos EUA com o passaporte diplomático que a PF cancelou. Na Argentina, ele teria entrado com a cidadania italiana.
A medida da PF se baseou no receio de fuga de Flávio do Brasil em meio ao inquérito contra o senador por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A abordagem também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse numa entrevista apoiar a saída de Flávio do Brasil caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).
Flávio chegou aos EUA na quarta-feira (28), em um voo que saiu da Argentina e fez um pouso no Equador. Depois disso, o ex-candidato publicou uma carta com teor golpista, na qual se autodeclarava presidente do Brasil e questionava o resultado das eleições no país.

O MPT (Ministério Público do Trabalho) entrou, nesta quinta-feira (29), com uma ação civil pública contra a Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, na qual cobra que a big tech tome medidas contra episódios de assédio eleitoral que vêm sendo registrados após o segundo turno das Eleições 2026, no domingo (25).
No documento, o MPT pede que sejam excluídas, em até 24 horas, publicações que incentivem a vigilância, exposição e demissão de funcionários por posicionamento político divergente. Pede, ainda, R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos.
Segundo o órgão, foram registradas cerca de 1.459 denúncias de assédio eleitoral até às 12h desta quinta-feira (29), pouco mais de três dias após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Desde a confirmação da reeleição de Lula à Presidência da República, circulam nas redes sociais diversas publicações que incentivam empresários e donos de empresas a vasculharem as redes sociais de funcionários para descobrir em quem eles votaram e, se houver divergência política, pede que eles sejam demitidos.
“Apenas quatro publicações de um único perfil, com selo de verificação e 3,8 milhões de seguidores, somavam mais de 2 milhões de curtidas”, diz o MPT.
O órgão pede também urgência para que a Meta remova, em até 24 horas, as publicações de assédio eleitoral, sob multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido, e exiba um aviso de que não compactua com manifestações que incentivam a discriminação, retaliação ou punição de empregados por orientação política.
O MPT também requer a notificação dos perfis responsáveis por esses conteúdos e suspensão por 30 dias para aqueles que voltarem a publicar manifestações relacionadas.
Para o MPT, a big tech permitiu a publicação e compartilhamento de “conteúdos ilegais” durante dias e ampliou o alcance de postagens do tipo ao recomendá-los por meio da aba “explorar” e “reels”.
“Se não os emprega para identificar a incitação à discriminação de trabalhadores por convicção política, é por escolha, e não por impossibilidade técnica”, afirmam os procuradores que assinam a ação.
A medida pede que a empresa crie uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, mude regras de uso para proibir conteúdos relacionados, reforce a moderação em períodos eleitorais e preste contas periodicamente à Justiça.
A ação é assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, além dos procuradores Igor Gonçalves, Luciana Coutinho, Tatiana Amormino, Diego Jimenez e Marcos Cutrim.
A CNN Brasil pediu um posicionamento da Meta, mas ainda não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
A deputada federal Erika Hilton afirmou nesta quarta-feira (28/10) que Flávio Bolsonaro estaria tentando articular um golpe após a derrota nas eleições presidenciais. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela também criticou a ida do senador aos Estados Unidos.
Erika acusou Flávio de tentar deslegitimar o processo eleitoral por não aceitar o resultado das urnas. “O que Flávio Bolsonaro quer é arquitetar um golpe, é confundir o processo eleitoral”, declarou. As afirmações são da deputada e não constituem, por si só, comprovação de uma tentativa de golpe.
Ao final do vídeo, a parlamentar pediu que seus apoiadores evitem interagir com publicações de aliados do bolsonarismo e incentivou a mobilização em grupos ligados a ela e ao deputado André Janones. Erika também defendeu denúncias contra conteúdos que considera falsos ou ameaçadores.
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