❌

Normal view

Há mais empresas na zona euro a prever pedidos de maiores aumentos salariais, diz BCE

30 October 2026 at 13:58

Quatro em cada 10 das maiores empresas da zona euro preveem que o aumento da inflação provocará, ou corre o risco de provocar, pedidos de maiores aumentos salariais, contra 20% na pesquisa anterior do BCE.

Esta é uma das principais conclusões da pesquisa que o BCE (Banco Central Europeu) realizou recentemente com representantes de 64 grandes empresas não financeiras da zona euro, publicados esta sexta-feira, 30 de outubro.

A pesquisa ocorreu, na sua maior parte, entre 28 de setembro e 7 de outubro de 2026.

O BCE diz que as expectativas de uma desaceleração no crescimento salarial moderaram-se ligeiramente.

O crescimento dos salários desacelerará, passando de 3,2% em 2025 para 3,0% em 2026 e para 2,9% em 2027, segundo dados fornecidos pela pesquisa.

“Trata-se de uma desaceleração mais leve do que a observada em inquéritos anteriores”, acrescenta o BCE.

No entanto, a maioria das empresas não prevê um impacto significativo no crescimento dos salários, devido à fraqueza das condições económicas e às perspetivas de emprego.

As empresas consideram que a transferência para os preços finais dos aumentos de custos derivados do conflito no Médio Oriente é “cada vez mais complexa”, segundo o BCE.

A transferência para os preços do aumento dos custos revelou-se especialmente difícil nos setores orientados para o consumidor devido à fraqueza da procura e às pressões competitivas.

Por isso, as empresas preveem que “o crescimento dos preços de venda se moderará um pouco nos próximos meses”, segundo o BCE.

Muitas empresas preveem que continuarão a sentir a pressão dos custos até 2027.

Rankings. Ministro alerta para “competição desigual” entre escolas públicas e privadas

By: Lusa
30 October 2026 at 13:43

O ministro da Educação opôs-se a leituras simplistas do ranking das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.

Fernando Alexandre falava de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.

“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.

“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem [os resultados das duas] para desvalorizar o que é feito na escola pública — trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.

O ranking indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias. A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandra argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.

“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua — temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.

Reconhecendo que Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.

Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.

“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram — porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.

Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.

Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.

“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.

Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.

Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.

Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.

"Eu sempre defendi os rankings, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço.”

Peça do Teatro Gíria nomeada para prémio no Uruguai

30 October 2026 at 13:41
Monólogo inspira-se na figura de Sebastian Bosse, o estudante responsável por uma tentativa de massacre escolar nos EUA, em 2006. Peça passará pela Dinamarca, Espanha, Grécia, Argentina e Portugal.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A peça de teatro estará em cena, em setembro de 2027, no Teatro da Comuna, em Lisboa

Novo sistema de consultas e cirurgias arranca em janeiro

30 October 2026 at 13:40
O novo sistema, o SINACC, vai avançar em janeiro do próximo ano, com a ministra da Saúde a garantir que o que "não estiver bem, nas portarias ou nos despachos, muda-se".

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Ana Paula Martins falou junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, durante a cerimónia onde se assinou o protocolo de partilha de meios com o INEM

IP inicia obras na EN2 em Abrantes

30 October 2026 at 13:40
Empreitada tem um prazo de execução de 90 dias e deverá estar concluída até 26 de janeiro de 2027. IP tem duas outras obras de reabilitação rodoviária no concelho de Abrantes.

© Getty Images

A intervenção responde aos danos provocados pelas intempéries do início do ano, que originaram deslizamentos de terras e obrigaram ao encerramento temporário daquele troço da EN2

Hugo Gonçalves vence Prémio Literário San Clemente

30 October 2026 at 13:36
"Revolução" acompanha a história da família Storm entre o fim da ditadura e os primeiros anos da democracia portuguesa, cruzando os conflitos familiares com os problemas da sociedade na altura.

© RUI CARTAXO RODRIGUES

O Prémio Literário San Clemente, que vai na 30.ª edição, já distinguiu escritores como José Saramago, Javier Marías, Mario Vargas Llosa, Paul Auster, Julian Barnes, Milan Kundera

Retirada de máquina da mina em Boticas aplaudida

30 October 2026 at 13:35
Durante três dias, entre terça e quinta-feira, várias pessoas juntaram-se perto de um local de prospeção, em terreno baldio, com o objetivo de bloquear os trabalhos da Savannah.

© PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

O CEO da empresa de exploração afirmou que vê "no dia a dia a cada vez maior aceitação do projeto por todos aqueles que acolheram a via do diálogo"
❌