A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (29), em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, um homem de 29 anos suspeito de participar do roubo de um furgão que transportava material radioativo no início de outubro.
O crime ocorreu em 1º de outubro, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, quando o veículo, que transportava Actínio-225, um material radioativo utilizado em tratamentos de câncer e avaliado em R$ 30 mil, segundo a ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear), foi roubado pelo suspeito e por outros três homens.
Oveículo foi localizado desmontado e sem o material dois dias depois, em um terreno baldio em Ferraz de Vasconcelos, cerca de 27 km de distância do local de origem.
O Actínio-225 foi encontrado com a embalagem preservada e sem risco de contaminação no dia 5 do mesmo mês, no Parque São Rafael, na zona Leste da capital. O materialficou sob tutela da Polícia Civil e foi levado em segurança para análise técnica.
As equipes suspeitam que a ação criminosa tenha tido a participação de outros integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de furgões. A polícia tenta localizar outros envolvidos.
A esposa do suspeito também foi presa na ação desta quinta. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), durante a abordagem, ela se apresentou como dona de um carro que possuía placa trocada. Os policiais confirmaram que o veículopossuía um registro de furto e era utilizado em outras ações criminosas. Não há indícios da participação da mulher no roubo do furgão.
Durante as buscas, um revólver calibre .22 também foi apreendido.
O roubo do furgão
O roubo ocorreu quando um motorista do furgão, de 58 anos, foi abordado por quatro homens armados enquanto transitava pela Via Dutra, na altura da Vila Maria, em São Paulo. Na ocasião, dois suspeitos estavam em um veículo e outros dois em uma motocicleta.
A vítima foi mantida refém até o dia seguinte e o furgão foi roubado. O caso foi registrado como roubo pelo 2º DP de Guarulhos.
Baixa radioatividade
De acordo com a ANSN na ocasião, a quantidade apresentada no material não oferecia perigo à população, até porque estava preservado do mundo externo.
O Actínio-225 é um emissor de radiação alfa, de baixo poder de penetração. Apesar disso, a orientação é não tocar, abrir ou manipular o conteúdo.
Em situações de extravio, eles precisam ser localizados, recuperados e submetidos à avaliação adequada, de forma a evitar exposições desnecessárias e garantir sua manutenção sob controle regulatório.
Seis falsos motoristas de aplicativo foram presos, nesta quarta-feira (28), suspeitos de extorquir passageiros no Terminal Rodoviário da Barra Funda, na zona Oeste de São Paulo. De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), os indivíduos cobravam pagamentos adicionais, inclusive com o impedimento das vítimas saírem dos veículos até concordarem com a exigência.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam uma ferramenta externa aos aplicativos de transporte para calcular os preços de viagem e conseguirem cobrar valores acima dos acordados inicialmente.
As seis pessoas foram presas em flagrante por suspeita de extorsão e organização criminosa, sendo que uma já era alvo de mandado de prisão temporária. Seis carros foram apreendidos pelo DTP (Departamento de Transportes Públicos), além de celulares e máquinas de cartão.
Uma das vítimas era um passageiro estrangeiro do Togo, país localizado no continente africano, que teve suas malas e seus pertences retidos por um dos falsos motoristas até que ele pagasse cerca de R$ 500 pela viagem. O caso ocorreu em março deste ano. Os policiais conseguiram localizar as bagagens da vítima.
A Polícia Civil alerta que, para não cair no golpe dos falsos motoristas de aplicativo, as pessoas prestem atenção e desconfiem de motoristas que trabalhem fora de canais oficiais de aplicativos de transporte. Outro aviso é a confirmação do valor e os dados da corrida antes de iniciar viagem.
As polícias Civil e Militar detiveram, nesta terça-feira (27), seis adultos e um menor após localizarem restos mortais dentro do porta-malas de um veículo na BR-280, na região de Marmeleiro, no Paraná. De acordo com as investigações, o caso pode ser tratado como um possível “tribunal do crime”.
Policiais teriam recebido informações sobre um possível homicídio e abordaram o carro onde estavam os restos mortais. Nele, estavam quatro dos sete suspeitos: um menor de idade, uma mulher e dois homens. Logo depois, as equipes se deslocaram até uma residência de onde o automóvel teria saído e localizaram outras três pessoas, além de vestígios de sangue espalhados pelo imóvel e sinais de limpeza recente.
Segundo os delegados do caso, Ricardo Moraes e Paula Caroline Wisniewski, as motivações do crime poderiam estar relacionadas a briga entre facções criminosas que resultaram na prática do “tribunal do crime” – termo cunhado para explicar um julgamento realizado paralelamente por facções.
O restos mortais foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) e passará por perícia, mas, em um primeiro momento, a vítima parece ser um homem de aproximadamente 25 anos, de acordo com as autoridades.
As investigações seguem pela Polícia Civil, inclusive com vestígios de fraude processual, uma vez que os suspeitos tentaram esconder características do crime.
Uma paciente identificada como Daiane dos Santos, de 38 anos, morreu nesta segunda-feira (26), e outros dois pacientes permanecem internados após complicações em exames realizados em uma clínica particular localizada no município de Ibirama, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde), o estabelecimento está interditado.
Daiane havia realizado uma colonoscopia e morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Assim como ela, a pasta informou que outras 12 pessoas deram entrada na emergência de um hospital estadual após a realização do mesmo procedimento ou de endoscopia na clínica WS Centro Clínico & Diagnósticos Ltda.
Todos os pacientes apresentavam sintomas parecidos, como dor abdominal, calafrios e vômitos, mas a maioria não precisou de internação. Os outros dois casos de internação permanecem em estado estável, de acordo com a secretaria. As causas morte da paciente ainda serão apuradas.
Diante das ocorrências, a Vigilância Sanitária municipal esteve na clínica e decidiu pela interdição cautelar do local na última sexta-feira (23). A SES também aguarda os resultados dos exames realizados no hospital onde os pacientes foram atendidos para encaminhá-los ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina.
Nesta semana, a secretaria disse que será realizada uma nova inspeção da Divs (Diretoria de Vigilância Sanitária Estadual) com a Vigilância Sanitária municipal na clínica.
A CNN Brasil entrou em contato com a Polícia Civil para saber se os casos serão investigados, mas até o momento não teve resposta. O espaço segue aberto.
Em nota publicada nas redes sociais, a clínica WS Centro Clínico & Diagnósticos Ltda lamentou a morte de Daiane e informou que os acontecimentos recente provocaram “grande preocupação”, uma vez que, segundo o estabelecimento, essa é uma “situação inédita” na história da clínica.
“Estamos cientes da importância de esclarecer os fatos e compreender as circunstâncias envolvidas. A Vigilância Sanitária já esteve em nossa clínica, e estamos tratando a situação com a seriedade e a responsabilidade necessárias, colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento do ocorrido. Reafirmamos nosso compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência e a qualidade dos serviços prestados”, concluiu.
Luto
Daiane dos Santos era atleta e fazia parte do grupo Amigas da Bola, que publicou uma homenagem para ela. “Hoje, as palavras faltam e a saudade já aperta. Ficam os momentos que compartilhamos, o seu sorriso e a alegria de ter você fazendo parte da nossa história. Cada lembrança será guardada com muito carinho por todas nós.”
À CNN Brasil, uma das amigas da vítima, que preferiu não se identificar, disse que ela teria pego uma bactéria depois derealizar o exame médico. Logo depois, ao apresentar dores na coluna e na cabeça, se dirigiu ao hospital, onde foi medicada e, posteriormente, liberada para voltar para casa.
Daiane teria piorado na sexta, quando teve um quadro de convulsão e precisou ficar internada. Já na segunda, a mulher sofreu uma parada cardíaca e veio a óbito.
Uma mulher de 33 anos foi resgatada, nesta segunda-feira (26), em condições de vulnerabilidade na cidade de Cristais Paulista, no interior de São Paulo, após ficar 18 anos isolada dentro de casa. As polícias Militar e Civil a localizaram após denúncias de isolamento social prolongado.
De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a mulher estava sem contato com o meio externo após sofrer bullying na escola aos 15 anos.
Segundo a pasta, o local onde a mulher ficava estava em condições precáriasde higiene. Ela e a mãe foram socorridas e levadas ao Pronto-Socorro. As duas passaram por atendimento médico e psiquiátrico, receberam alta e foram acolhidas por familiares.
Não foram identificados sinais de maus-tratos ou lesões. O caso foi registrado na Delegacia da cidade.
O vereador Senival Moura, da Câmara Municipal de São Paulo, foi preso novamente na manhã desta quarta-feira (28) em sua casa, em São Paulo. O parlamentar havia sido preso em junho deste ano suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte público na capital.
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), além de Senival, outras quatro pessoas também foram alvo de mandado de prisão preventiva na operação deflagrada nesta quarta, todas investigadas por organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de Transunião Transportes. Outras dois alvos dos mandados de prisão ainda não foram localizados e são procurados.
A ação foi realizada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MPSP (Ministério Público de São Paulo).
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam R$ 158,9 mil em espécie, US$ 2.417 e € 1.465, além de 10 veículos de marcas de luxo, como Porsche Macan, BMW e RAM Rampage, cerca de 40 relógios de luxo e joias. Outros 21 imóveis foram retidos, 408 veículos foram restringidos e seis embarcações bloqueadas. Valores em instituições financeiras também foram bloqueados por meio do Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário).
As prisões ocorrem após a denúncia oferecida, em outubro, pelo MPSP, que incluíram Senival e outras 20 pessoas no mesmo caso.
Em agosto, Senival publicou um vídeo nas redes sociais onde aparecia na tribuna do plenário da Câmara Municipal afirmando que havia deixado a prisãoe que era inocente. Senival era filiado ao PT, mas pediu afastamento após ser preso.
Em nota, a defesa do vereador contestou a decisão e disse que a medida “não encontra fundamentação concreta suficiente para justificar a privação de sua liberdade”.
“Senival Moura nega categoricamente qualquer envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro e, desde o início das investigações, reafirma sua inocência e sua confiança na Justiça.” (Veja nota completa ao final do texto)
Operação que prendeu o vereador
A Operação Última Parada, deflagrada em 25 de junho pelo MPSP e pela Polícia Civil, revelou detalhes de um esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio da empresa de ônibus Transunião.
Entre os alvos da investigação estavam além de Senival, Jair Ramos de Freitas e Devanil de Souza Nascimento, ambos réus pelo assassinato do ex-presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge.
Segundo as apurações, a Transunião recebeu mais de R$ 300 milhões em recursos públicos apenas em 2025 para operar linhas de ônibus na capital paulista. As investigações tiveram início em 2020, logo após o assassinato de Adauto Soares.
A partir da investigação do crime, as autoridades reuniram provas que demonstram o uso da empresa de ônibus como um instrumento estruturado para a lavagem de capitais do PCC.
Nota da defesa do vereador:
“A defesa do vereador Senival Pereira de Moura manifesta sua discordância quanto à decisão judicial que decretou sua prisão preventiva em 20 de outubro de 2026, por entender que a medida extrema não encontra fundamentação concreta suficiente para justificar a privação de sua liberdade.
A decisão, na avaliação da defesa, apoia-se essencialmente em elementos investigativos que já integram a denúncia oferecida pelo Ministério Público, sem demonstrar adequadamente a existência de fatos novos ou contemporâneos que evidenciem a necessidade atual da prisão.
É fundamental distinguir a existência de uma acusação criminal dos requisitos legais indispensáveis à decretação de uma prisão preventiva. O recebimento de uma denúncia não implica, por si só, a necessidade de encarceramento do acusado.
A defesa destaca que a decisão atribui ao parlamentar um suposto risco de continuidade das práticas investigadas, mas questiona a ausência de demonstração suficientemente individualizada de atos recentes que comprovem esse perigo.
Senival Moura nega categoricamente qualquer envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro e, desde o início das investigações, reafirma sua inocência e sua confiança na Justiça.
Cumpre recordar que, em agosto de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo já havia reconhecido a ilegalidade da manutenção de sua prisão temporária, determinando seu relaxamento por extrapolação do prazo legal. Embora se trate de modalidade distinta de prisão cautelar, aquela decisão reafirmou a importância da estrita observância das garantias constitucionais.
A prisão preventiva não pode representar antecipação de pena, tampouco decorrer automaticamente da gravidade das acusações. Sua imposição exige fundamentação concreta, individualizada e compatível com os requisitos previstos na legislação processual penal.
A defesa respeita as instituições e reconhece a legitimidade da investigação criminal. Entretanto, entende que a apuração dos fatos deve ocorrer com pleno respeito à presunção de inocência, ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.
Diante disso, serão adotadas as medidas judiciais cabíveis para questionar a necessidade e a legalidade da custódia, buscando o restabelecimento da liberdade do parlamentar.
Senival Moura permanece firme em sua declaração de inocência e confiante de que a verdade será esclarecida no curso do processo.”
A Justiça de São Paulo revogou, nesta terça-feira (27), a prisão preventiva do influenciador Gabriel Spalone no caso em que ele é suspeito de extorquir e ameaçar dois empresários com quem ele mantinha sociedade. Spalone, no entanto, deverá cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com os ofendidos.
Na decisão, o juiz Fabio Martins Marsigli considerou o argumento da defesa de Spalone de que o cliente teria se prejudicado em um “desacerto comercial” envolvendo membros das empresas Life Coin e CargoBR. Teria havido inclusive o registro de um Boletim de Ocorrência pelo influenciador em 11 de junho deste ano.
A Justiça ainda destacou a fragilização de uma condição de caráter indevido de vantagem econômica envolvendo o réu e as vítimasem investimentos de criptoativos.
As medidas cautelares foram aplicadas porque houve a confirmação de relatos de intimidação a familiares dos empresários. O juiz determinou a proibição de contato e aproximação de no mínimo 500 metros com as vítimas e os respectivos familiares, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de Spalone se ausentar da comarca de residência sem autorização judicial. Ele ainda deverá se apresentar em juízo a cada dois meses.
Em nota, o advogado de Spalone, Eduardo Maurício, informou que a decisão foi “assertiva e em sintonia com a Lei”, negando qualquer prática de extorsão por parte de seu cliente. A defesa ainda alega que tudo se trataria de uma “manobra ardilosa de terceiros [os empresários que denunciaram Spalone]”, uma vez que, segundo Eduardo Maurício, os denunciantes não queriam pagar valores lícitos ao influenciador.
Membro do PCC e extorsão
De acordo com as investigação, desde abril deste ano, as vítimas passaram a ser ameaçadas e extorquidas por Spalone, que teria dito ser membro do PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com os relatos, ele exigia pagamentos sobre o valor investido em supostas criptomoedas.
Após a apuração com base na denúncia por parte dos empresários, a Justiça expediu ummandado de prisão temporáriacontra o influenciador, que foi cumprido no dia 8 de outubro.
À época, o advogado de Spalone negou que o cliente fizesse parte do PCC.
Réu por dois crimes
Spalone já é réu por furto qualificado e associação criminosa em um esquema que desviou R$ 146,5 milhões por meio de transferências via Pix. Ele é dono das fintechs Dubai Cash e da Next Trading Dubai e foi alvo de uma operação, deflagrada em setembro do ano passado, que apurou o esquema no qual ele estava envolvido.
O grupo criminoso utilizava a credencial de uma prestadora de serviços para desviar os valores de um banco. A Polícia Civil constatou que o esquema utilizou 10 contas mantidas junto à entidade bancária para recebimento dos valores.
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Gabriel Spalone foi alvo de operação em SP • Reprodução/Redes sociais
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Influenciador e empresário dono de fintechs • Reprodução/Redes sociais
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Empresário alvo de operação • Reprodução/Redes sociais
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Influenciador ostentava vida de luxo em Dubai • Reprodução/Redes sociais
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Veículo apreendido • Reprodução/Polícia Civil
Em fevereiro, Spalone recebeu liberdade provisória, após Justiça considerar um pedido da defesa que considerou a condição de réu primário.
O ex-policial militar Edison Soares Ribeiro, de 39 anos, considerado um dos criminosos maisprocurados do Maranhão, foi preso na manhã desta terça-feira (27), no centro de São Paulo.
Segundo o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), Edison estava foragido desde 23 de abril de 2025 pelos crimes de estupro e roubo. Além dele, outros sete homens integram a lista dos mais procurados no estado.
Durante patrulhamento, a PM recebeu um alerta do sistema Muralha Paulista apontando Edison como um procurado commandado de prisão em aberto. O homem não apresentou documentos em um primeiro momento, e ainda teria tentado se passar pelo próprio irmão.
Edison foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória IV de Pinheiros, onde permanece à disposiçãoda Justiça.
Procurados no Maranhão
O MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) divulgou em dezembro de 2025, uma lista com oscriminosos mais procurados de cada estado do Brasil. À época, 216 pessoas estavam foragidas em todas as UFs (Unidades da Federação).
Além de Edilson, estão na lista do Maranhão os seguintes condenados:
Clauton Barbosa Gonçalves (Gato);
Edison Soares Ribeiro;
Gedevan Barbosa Gonçalves (GD);
João Pedro Cardozo Nascimento;
Legilson da Silva Carneiro;
Lucas do Espírito Santo Cruz da Silva (Dentinho);
Macivaldo Ramos Damassena (Xoca);
Raimundo Nonato Araúdo de Sousa (Magno).
Procurados no estado do Maranhão • Montagem CNN/MJSP
O estado de São Paulo já totaliza 13 mortes em decorrência das chuvas ocorridas entre setembro e outubro deste ano. Os últimos cinco casos ocorreram entre sábado (24) e segunda (26), nos municípios de Jundiaí, na Grande São Paulo; e Pinhalzinho e Ourinhos, no interior paulista.
Obalanço da Defesa Civilaponta que, entre 14 de janeiro, quando foi notificada a primeira morte, até 26 de outubro, 26 pessoas já morreram por causa de quedas de árvore, enxurradas, desabamentos, descargas elétricas ou deslizamentos de terra.
Segundo a pasta, desde janeiro, cinco mortes ocorreram em São Paulo, sete na Região Metropolitana de São Paulo e 14 no interior. Dessas, a maioria das mortes foi provocada por enxurradas.
Entre os municípios que registraram as mortes estão:
São Paulo;
Piracicaba;
Salto;
Taubaté;
Itapevi;
Jacareí;
Ourinhos;
Jundiaí;
Pinhalzinho;
Araçatuba;
Jaboticabal;
São Bernardo do Campo;
Natividade da Serra;
Sorocaba;
Martinópolis;
Itaquaquecetuba;
Jandira;
Indaiatuba;
Pirassununga.
Entre setembro e outubro, as ocorrências foram registradas mais no interior paulista, sendo seis dos 13 casos confirmados pela Defesa Civil.
Cinco mortes em três dias
Entre sábado e segunda, o estado de São Paulo registrou cinco mortes, sendo duas em Ourinhos, duas em Jundiaí e uma em Pinhalzinho.
Em Ourinhos, duas pessoas morreram após um raio atingir a árvore onde estavam se abrigando no sábado. Já em Jundiaí, ao tentarem atravessar um córrego, duas mulheres foram arrastadas pela correnteza e vieram a óbito.
O quinto caso foi registrado em Pinhalzinho. Uma mulher de 30 anos, que estava desaparecida desde domingo após o carro onde ela estava ser levado por um correnteza, foi localizada pelo Corpo de Bombeiros na segunda.
Chuva persiste
A chuva deve persistir ao longo da semana em diferentes partes do estado de São Paulo. Ao longo do dia, haverá variações em relação à intensidade da precipitação, com previsão tanto de pancadas de chuva e quanto de garoa.
Na capital, a previsão e de temperatura variando entre 13°C e 20°C, com chuvas no início e no fim do dia.
A instabilidade deve se intensificar a partir de quarta-feira (28), principalmente no norte e no noroeste paulista, principalmente na divisa com Minas Gerais. Isso ocorre por causa do deslocamento de um cavado meteorológico que resulta no aumento da umidade e no aquecimento do clima ao longo do dia, favorecendo a formação de nuvens carregadas na região.
Um acidente envolvendo uma van e uma caminhonete deixou seis pessoas mortase 14 feridas no km 227 da BR-230, no município de Soledade, no Agreste da Paraíba.
De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), os dois veículos colidiram frontalmente por volta das 2h30.
Todos os feridos tiveram lesões graves e foram encaminhadas ao Hospital de Trauma de Campina Grande. A CNN Brasil tenta atualizações sobre o estado de saúde das vítimas.
A PM (Polícia Militar), o Samu, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e o Departamento de Trânsito de Soledade também atenderam a ocorrência.
Será realizado um laudo pericial por parte da Polícia Civil, com base também em dados coletados pela PRF, até o dia 1º de novembro.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a terceira fase da Operação Ouro Reverso, que mira desarticular o Núcleo 3 de uma organização criminosa responsável por transformar o faturamento de itens roubados, sobretudo alianças, em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a venda de joias.
As equipes cumprem 31 mandados de busca e apreensão e a Justiça bloqueou bens e ativos no valor de mais de R$ 374 milhões.
A operação, coordenada pela DIG (Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas) e realizada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), já interditou um comércio de joias e apreendeu um imóvel. De acordo com a corporação, a quadrilha utilizou “laranjas” e diversos destinatários para circular ativos.
As apurações sobre o caso começaram em 2024, após o jogador de futebol Neymar ganhar um colar avaliado em R$ 2 milhões do influenciador “Buzeira”, investigado e condenado por integrar uma organização criminosa em outro caso.
A ação ocorre com o apoio da Receita Estadual e da Receita Municipal e da Caixa Econômica Federal.
Fases da operação
A primeira fase aconteceu em maio de 2025, quando os policiais localizaram o Núcleo 1, batizado de Obtenção (O Sangue), responsável diretamente pelos roubos violentos das joias e pela receptação desses materiais.
Na ocasião, Rony Gonçalves, apontado como um dos maiores negociadores de ouro roubado de São Paulo, foi preso. Segundo as investigações, ele integrava um esquema comandado por Suedna Barbosa Carneiro, a “Mainha do Ouro”, suspeita de chefiar o suporte financeiro e operacional para as quadrilhas que realizavam os assaltos.
Já a segunda fase ocorreu em agosto deste ano, e focou em acabar com as lojas e os laboratórios onde eram vendidas e criadas joias por meio materiais roubados, identificado como Núcleo 2 e batizado de A Fachada.
À época, foi localizado uma área no Centro de São Paulo onde eram exercidas essas atividades, chamada “Círculo do Fogo“. A fundição de novas peças e a respectiva venda ocorria nessa fase, inclusive com a aderência de empresas de fachada para a circulação desses itens advindos de ação criminosa. A polícia chegou a apreender R$ 1,6 milhão em joias e R$ 35 milhões em bens e ativos.