Pagamentos em falta de consultas com cheque psicólogo

© FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVADOR

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VTM
Desde então, as duas unidades têm vindo a crescer, acompanhando uma procura que, segundo Catarina Fontes, se mantém constante. A primeira clínica surgiu depois de alguns anos de experiência profissional na área da medicina dentária.
Apesar de ser natural e residente em Vila Real, Catarina Fontes já trabalhava em Peso da Régua e decidiu avançar com a abertura do espaço no concelho. A ideia de chegar à cidade de origem manteve-se, concretizando-se em 2023. Atualmente, as duas clínicas contam com cerca de 18 profissionais, entre funcionários e prestadores de serviços.
A medicina dentária continua a ser a principal área de intervenção, mas a oferta foi sendo alargada a outras valências, nomeadamente psicologia, fisioterapia e medicina estética. Em Vila Real existem ainda serviços de massagens e uma componente terapêutica.
A aposta noutras áreas surgiu também da perceção de necessidades existentes na população. Em Peso da Régua, Catarina Fontes identificou a existência de uma procura por serviços que obrigavam muitas pessoas a deslocarem-se a Vila Real, enquanto na segunda clínica encontrou igualmente espaço para complementar a oferta existente. “Eu noto muito que as pessoas têm de se deslocar para muito longe para conseguir ter essas consultas”, explica a responsável, referindo-se sobretudo à psicologia e à medicina estética.
Entre as duas clínicas, a equipa já acompanhou cerca de quatro mil pacientes. A unidade de Peso da Régua, por ser a mais antiga, continua a apresentar maior fluxo. O crescimento entretanto alcançado levou ao aumento da equipa e a uma necessidade permanente de recrutamento e formação.
“Há um grande esforço de muita gente para ajudar os filhos ou para fazer um tratamento”
CATARINA FONTES
A responsável reconhece que continua a ser um desafio encontrar profissionais com formação ou experiência na área. Muitos dos elementos que integram a equipa foram formados internamente. A relação com os pacientes é, aliás, uma das componentes que Catarina Fontes considera diferenciadoras do projeto. A aposta passa não apenas pela qualidade dos profissionais de saúde, mas também pelo atendimento desde o primeiro contacto com a clínica.
A responsável assume-se exigente com a formação da equipa, defendendo que toda a experiência do paciente deve seguir os mesmos princípios. “Não vale a pena estar um dentista ou um médico muito bom lá dentro se a rececionista não fizer o mesmo papel quando as pessoas entram”, sublinha. A imagem dos espaços também foi pensada para afastar o ambiente tradicionalmente associado às clínicas dentárias. Os espaços são descritos como modernos e acolhedores, numa tentativa de reduzir o receio que muitas pessoas ainda sentem quando têm de recorrer ao dentista.
Na medicina dentária, uma das áreas com maior procura é a ortodontia através de alinhadores. A clínica afirma ter alcançado, desde os primeiros anos de atividade, níveis elevados de utilização deste tipo de tratamento, sendo atualmente a unidade com maior número de casos de alinhadores no distrito de Vila Real, segundo a responsável.
Ainda assim, os motivos mais frequentes que levam os pacientes às consultas continuam a ser tratamentos de rotina, como avaliações e limpezas, mas também situações de dor ou necessidade de extração dentária.
Apesar das diferenças entre as populações de Peso da Régua e de Vila Real, Catarina Fontes considera que existe uma preocupação crescente com a saúde oral, embora reconheça que os cuidados preventivos ainda não sejam iguais para todos. Destaca, em particular, o esforço de muitas famílias para garantir acompanhamento dentário aos filhos, mesmo quando existem limitações financeiras. “Há um grande esforço de muita gente para ajudar os filhos ou para fazer um tratamento”, afirma.
Com as agendas preenchidas e uma equipa em crescimento, a responsável aponta agora como prioridade consolidar a área de medicina dentária e reforçar a capacidade da unidade de Vila Real, onde considera existir ainda margem significativa para crescimento.
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Hoje, sábado, 10 de outubro, o ator e escritor João Mota vai estar na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, para a apresentação do seu primeiro livro. Mas antes, irá promover uma oficina de escrita criativa.
Das 14h00 às 17h00, o mote vai ser “ESCREVER-ME – Escrever o que sinto, para sentir de uma forma mais livre e plena”, numa sessão para jovens dos 13 aos 20 anos.
A escrita criativa é uma ferramenta de expressão pessoal e autoconhecimento, especialmente durante a adolescência, uma fase marcada por intensas transformações. Nesta oficina, os adolescentes serão convidados a explorar e expressar as suas emoções através da escrita.
A atividade inclui exercícios de aquecimento que estimulam a criatividade e a liberdade de expressão, seguidos de propostas específicas que incentivam os participantes a refletirem sobre as suas experiências e sentimentos. Os adolescentes terão a oportunidade de expressar-se através de textos que variam desde poemas até narrativas curtas, permitindo que explorem o seu mundo interno, num ambiente seguro e de aceitação incondicional positiva.
A oficina pretende promover a escrita como ferramenta de suporte para a catarse emocional, melhoria da autoestima e do bem-estar emocional, ajudando os jovens a entender e aceitar os seus sentimentos e emoções de uma forma mais plena e livre.
Para participar nesta atividade, é necessária inscrição prévia para biblioteca@cm-loule.pt As vagas são limitadas e a participação gratuita. Confere-se diploma de participação.
Pelas 18h30, será apresentado “Tudo o que nunca te disse, meu Amor”. «Queria-te com esse teu cheiro, com defeitos, com aquela vulnerabilidade que só existe quando duas pessoas se aproximam o suficiente para se magoarem. Queria-te num mundo onde ainda se sente vergonha, e ciúme, e desejo, e medo. Queria-te onde se ouve o som da respiração e onde o silêncio tem peso. Um lugar sem Wi-Fi, sem ghosting, sem o botão de desligar a conversa.»
A vertigem da paixão, a dor da perda, a reconciliação e o medo do fim prendem-nos numa história envolvente que nos leva a mergulhar no mundo emocional de um homem intenso que não deixa ninguém indiferente.
Em “Tudo o que nunca te disse, meu Amor”, a Contraponto revela o talento de João Mota, uma nova voz na literatura romântica, capaz de tocar pessoas de todas as idades e de fazê-las acreditar que o amor pode mesmo salvar os dias.
No final haverá banca de livros e sessão de autógrafos
João Mota é natural de Albufeira. É licenciado em Psicologia e Gestão de Empresas e encontra-se a terminar o mestrado em Psicologia Clínica e de Aconselhamento. Trabalha como ator desde 2014, em teatro, cinema e televisão. Concluiu diferentes formações na área da expressão dramática em Portugal e no Brasil.
Escreve poesia desde os 12 anos. Desde então, a escrita tem sido uma ferramenta que o acompanha e ajuda a organizar o pensamento e as emoções, ou simplesmente a apreciar um momento contemplativo.
Após reconhecer, à escrita, características catárticas, procurou a validação científica do impacto positivo que a escrita tinha em si próprio. Nesse sentido, ao longo do seu percurso académico, foi dando estrutura teórica e científica às suas ideias, o que lhe permitiu criar projetos que associam a escrita ao bem-estar emocional. A experiência artística permitiu-lhe um contacto diferenciado com o mundo das emoções, que, aliado a uma paixão pela escrita e à formação académica na área da Psicologia, levaram-no a desenvolver, nos últimos dois anos, atividades junto do público adolescente.
Em 2023, fundou o Clube de Poesia na Universidade Autónoma de Lisboa, dando início a um percurso de encontros de escrita criativa e expressão artística por todo o país.
Investire nell’educazione montessoriana permetterebbe di formare generazioni di persone più preparate e più empatiche. E proprio mentre le guerre si riaccendono, fa ben sperare la scoperta che le scuole Montessori sono molto diffuse in Cina e Usa.
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A día de hoy, se habla constantemente de amor propio, independencia emocional, autosuficiencia, libertad… puede surgir una pregunta: si una persona está realmente bien consigo misma, ¿para qué necesita a los demás? Hace casi dos mil años, el filósofo romano Séneca ya reflexionó sobre esta aparente contradicción y llegó a una conclusión que sigue teniendo plena vigencia: sentirse completo no significa renunciar a la amistad.
En sus "Cartas a Lucilio", el pensador estoico sostiene una idea que, a primera vista, puede parecer paradójica: "El sabio, por más contento que esté consigo mismo, quiere sin embargo tener amigos". Para Séneca, una persona sabia no depende de los demás para ser feliz. Su bienestar nace de su propia forma de afrontar la vida y no de circunstancias externas, como el éxito, el dinero o la aprobación ajena. Sin embargo, eso no significa que deba vivir aislada. La amistad, lejos de ser una necesidad derivada de la carencia, es una elección que enriquece la existencia.
Esta visión rompe con la idea, bastante extendida hoy, de que quien disfruta de la soledad no necesita establecer vínculos profundos. El filósofo defendía precisamente lo contrario: una persona que se siente bien consigo misma está en mejores condiciones para construir relaciones auténticas, porque no busca en ellas llenar vacíos emocionales. Es decir, sus relaciones son más que sanas porque no hay un interés específico más allá de estar cerca de personas que aporten y sumen.
Séneca explica esta diferencia con otra reflexión especialmente significativa: "El sabio está contento consigo mismo, no porque no quiera tener amigos, sino porque le basta poder tenerlos". La clave está en distinguir entre necesitar y desear. Necesitar implica depender de otra persona para mantener el equilibrio emocional; desear, en cambio, supone elegir compartir la vida desde la libertad. Según el estoicismo, la amistad más sólida nace precisamente cuando ninguno de los dos amigos espera que el otro resuelva sus inseguridades o carencias.
Este planteamiento resulta especialmente interesante en una sociedad donde la soledad suele interpretarse como un fracaso personal. Muchas personas sienten ansiedad ante la posibilidad de quedarse sin pareja o de perder determinadas amistades porque asocian esos vínculos con su propia estabilidad emocional. Séneca proponía un enfoque diferente: aprender primero a sostenerse a uno mismo para poder relacionarse con los demás desde la serenidad y no desde el miedo.
Eso no significa restar importancia a la amistad. Al contrario. El filósofo la consideraba uno de los bienes más valiosos de la vida, siempre que estuviera basada en la confianza, la honestidad y la virtud. De hecho, criticaba las relaciones interesadas, aquellas que solo existen mientras proporcionan algún beneficio. En otra de sus enseñanzas afirma: "Ama si quieres que te amen", una frase con la que resume que la amistad no puede construirse desde el cálculo o la conveniencia, sino desde la generosidad y la reciprocidad.
La filosofía estoica tampoco niega el dolor que puede provocar perder una amistad. Lo que propone es no convertir ese sufrimiento en una dependencia que impida seguir adelante. El sabio aprecia profundamente a sus amigos, pero sabe que su paz interior no puede quedar completamente en manos de factores externos. Dos mil años después, el mensaje de Séneca continúa ofreciendo una perspectiva sorprendentemente actual. Estar bien con uno mismo no significa prescindir de los demás; significa poder elegir compartir la vida con ellos desde la libertad y no desde la necesidad.

