Dois DJs portugueses ligados ao Algarve, Bruno Zarra e Sylva Drums, vão atuar no próximo sábado, 24 de outubro, no Amsterdam Dance Event (ADE), um dos principais encontros internacionais de música eletrónica, realizado em Amesterdão, nos Países Baixos.
Os artistas integram o Xpressive Showcase, que decorrerá no 50:HERTZ House & Techno Cafe, entre as 22:00 e as 04:00, num programa que reúne diferentes sonoridades e participantes internacionais.
A presença dos dois artistas portugueses acontece numa edição particularmente simbólica do Amsterdam Dance Event, que assinala este ano três décadas de existência.
O evento reúne anualmente DJs, produtores, editoras, promotores e outros profissionais da indústria musical, constituindo um espaço de divulgação artística e de contacto entre diferentes intervenientes do setor.
Bruno Zarra e Sylva Drums representam diferentes sonoridades da música eletrónica
Bruno Zarra e Sylva Drums apresentam percursos distintos dentro da música eletrónica, embora ambos desenvolvam a sua atividade para além das fronteiras portuguesas.
DJ e produtor, Bruno Zarra tem construído uma identidade musical centrada na house e na tech house, dois géneros que fazem parte do seu trabalho enquanto artista.
Sylva Drums, por sua vez, está associado às sonoridades afro house, explorando uma abordagem musical marcada por influências rítmicas características deste estilo.
A participação de ambos no Xpressive Showcase integra um alinhamento internacional dedicado à diversidade da música eletrónica, proporcionando-lhes uma oportunidade de apresentar o seu trabalho num dos principais eventos do setor.
A presença dos dois DJs representa também uma forma de dar visibilidade à produção musical portuguesa associada ao Algarve e de reforçar as ligações dos artistas da região aos circuitos internacionais.
Amsterdam Dance Event celebra 30 anos de existência
O Amsterdam Dance Event assinala, em 2026, o seu 30.º aniversário, mantendo-se como um ponto de encontro para artistas, profissionais e organizações ligadas à música eletrónica.
Ao longo das últimas três décadas, o evento tem reunido participantes de diferentes países, promovendo o contacto entre criadores, editoras, agentes e promotores musicais.
É neste contexto que Bruno Zarra e Sylva Drums vão participar no Xpressive Showcase, marcado para sábado, 24 de outubro, no 50:HERTZ House & Techno Cafe, em Amesterdão.
A Reitoria afirma que a ação de Afonso Gonçalves em Gambelas não foi autorizada e rejeita todas as formas de discurso de ódio, racismo e discriminação.
Mais de 40.000 toneladas de fruta são produzidas anualmente por uma organização algarvia que reúne dezenas de agricultores e assegura centenas de postos de trabalho na região. Com uma atividade centrada sobretudo nos citrinos, a empresa comercializa grande parte da produção em Portugal, mas também está presente em vários mercados internacionais, incluindo países fora da Europa.
Trata-se da Frusoal, sediada em Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, que reúne atualmente 65 produtores agrícolas. De acordo com o portal de notícias ECO, a organização registou um volume de negócios conjunto de 34,4 milhões de euros em 2025 e assegura 220 empregos diretos, aos quais se juntam outros 150 postos de trabalho indiretos associados às equipas de colheita.
Empresa reúne dezenas de produtores em 1.500 hectares
Fundada em 1990, a Frusoal desenvolve a sua atividade numa área agrícola de aproximadamente 1.500 hectares, apresentando-se como a maior organização de produtores de citrinos em Portugal. As laranjas, tangerinas e outros citrinos representam cerca de 80% da produção, embora a empresa tenha vindo a apostar noutras culturas para diversificar a sua oferta.
Segundo a mesma fonte, entre os produtos comercializados encontram-se também figos, dióspiros e abacates. A organização começou a desenvolver produção própria em 2007 e, dois anos depois, adquiriu a Tavifruta, uma operação que permitiu aumentar a capacidade de processamento e passar a utilizar um segundo armazém. Atualmente, a própria Frusoal é o maior produtor entre os seus associados.
Cerca de 75% da fruta é vendida em Portugal
A maior parte da produção destina-se ao mercado nacional, sobretudo através das principais cadeias de supermercados e hipermercados. Esta distribuição representa aproximadamente 75% do total comercializado, enquanto os restantes 25% seguem para mercados estrangeiros, permitindo à organização manter relações comerciais com compradores de diferentes países.
O ECO refere que Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Polónia e Suíça estão entre os destinos da fruta produzida pelos agricultores associados. Mais recentemente, a empresa começou também a vender para o Canadá e pretende alargar a presença internacional a Itália e aos países escandinavos, numa estratégia de expansão para novos mercados.
Frusoal investe mais de meio milhão de euros num laboratório
Além da produção e comercialização de fruta, a empresa decidiu reforçar a investigação agrícola através de um investimento de 515.000 euros. O montante foi destinado à criação do Laboratório Frusoal InovCitrus, apresentado esta sexta-feira, 23 de outubro, com o objetivo de desenvolver soluções para problemas que afetam os pomares algarvios.
O novo centro de investigação e desenvolvimento pretende estudar formas de combater pragas e doenças, encontrar utilizações alternativas para subprodutos agrícolas e melhorar as práticas de cultivo. João Duarte, diretor financeiro da Frusoal, explicou ao mesmo jornal que a intenção é aproximar o conhecimento científico das necessidades dos agricultores, procurando respostas que possam ser aplicadas diretamente nos terrenos de produção.
Praga detetada em Tavira será o primeiro alvo da investigação
Um dos primeiros desafios do laboratório será estudar o inseto Scirtothrips aurantii, conhecido como tripes sul-africano, que foi identificado pela primeira vez em Portugal em dezembro de 2022, no concelho de Tavira. A praga alimenta-se de partes das plantas em desenvolvimento, incluindo folhas, rebentos e frutos, podendo provocar danos que dificultam a comercialização da produção.
Segundo a publicação, em janeiro, a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária contabilizava 106 zonas demarcadas no Algarve devido à presença deste inseto. O projeto de investigação decorrerá durante três anos, até 2028, e procurará compreender o comportamento da praga em pomares de laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e limeiras. Os trabalhos contam com a colaboração do InnovPlantProtect e o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, incluindo ensaios em terrenos dos produtores associados e no Centro de Experimentação Agrária de Tavira.
Os alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, vão realizar um protesto na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 13:30, em frente ao portão do estabelecimento de ensino, para exigir mais investimento na escola pública, melhores condições de aprendizagem e o fim dos exames nacionais. A iniciativa, organizada no âmbito da semana de luta convocada pelo Movimento Voz aos Estudantes, contará com intervenções e testemunhos dos próprios estudantes.
A ação assume o formato de uma tribuna de estudantes e integra um conjunto de manifestações previstas entre 26 e 30 de outubro, em diferentes pontos do país.
De acordo com o Movimento Voz aos Estudantes, a mobilização surge num contexto de preocupação com as condições das escolas, o acesso ao ensino superior e as restrições que a organização considera existirem ao exercício dos direitos de participação e manifestação dos alunos.
Movimento contesta exames nacionais e denuncia falta de investimento na escola pública
Entre as principais reivindicações dos estudantes da Escola Secundária Tomás Cabreira está o reforço do investimento na educação, que o movimento considera insuficiente para responder às necessidades dos estabelecimentos de ensino.
A organização sustenta que ainda existem 600 escolas em Portugal a necessitar de obras, apontando este número como exemplo da degradação das condições de ensino.
O Movimento Voz aos Estudantes critica igualmente o modelo de acesso ao ensino superior, considerando que os exames nacionais contribuem para limitar as oportunidades dos alunos.
No comunicado, a organização denuncia o que classifica como um processo de “elitização do Ensino Superior a partir dos injustos Exames Nacionais”, defendendo a eliminação destas provas.
Outra das preocupações manifestadas prende-se com aquilo que o movimento descreve como a “limitação da democracia e direito à manifestação” em diversos estabelecimentos de ensino.
A organização critica ainda a “redução do investimento na educação na proposta do Orçamento de Estado de 2027”, considerando que as opções orçamentais não respondem às necessidades dos estudantes e das escolas.
Perante estas questões, os alunos vão reunir-se à entrada da Escola Secundária Tomás Cabreira para apresentar publicamente as suas reivindicações e partilhar experiências relacionadas com o quotidiano escolar.
Segundo o Movimento Voz aos Estudantes, estão previstos dezenas de protestos durante a semana de luta, entre 26 e 30 de outubro, procurando dar visibilidade às reivindicações dos alunos do ensino secundário.
A Câmara Municipal de Portimão vai manter e alargar em 2027 os apoios sociais destinados às famílias com dificuldades económicas, introduzindo a renovação automática dos subsídios e facilitando as condições de acesso às comparticipações para o pagamento da renda, da água e dos medicamentos.
As medidas abrangem atualmente mais de 1.700 agregados familiares, com destaque para o apoio ao arrendamento, que representa um investimento municipal anual superior a 2,2 milhões de euros.
Entre as principais alterações estão a redução do período mínimo de residência no concelho, de cinco para dois anos, e o aumento do limite de rendimento para acesso aos apoios, permitindo que mais famílias possam beneficiar destas medidas.
A autarquia pretende também evitar que os beneficiários percam os apoios por motivos administrativos ou por terem atingido o prazo máximo de atribuição, passando a assegurar a renovação automática dos subsídios em vigor.
Apoio ao arrendamento chega a 677 famílias e pode atingir 350 euros mensais
O Subsídio de Apoio ao Arrendamento é atualmente atribuído a 677 agregados familiares de Portimão, mais 132 do que no início de 2026.
Segundo a Câmara Municipal, esta medida representa um investimento anual de 2.257.671 euros, inteiramente suportado pelo orçamento municipal.
O valor da comparticipação mensal varia entre 275 e 350 euros, em função do rendimento de cada agregado familiar, mantendo-se os montantes de apoio atualmente praticados.
Uma das principais alterações previstas para 2027 diz respeito ao alargamento dos critérios de elegibilidade. O limite de rendimento per capita passa a corresponder a 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, permitindo o acesso de famílias que anteriormente poderiam ficar excluídas.
Também o período mínimo de residência exigido para beneficiar do subsídio será reduzido de cinco para dois anos.
A renovação do apoio passa a ser automática, incluindo nos casos em que os beneficiários atinjam o limite de três anos anteriormente previsto.
O pagamento da comparticipação continuará, no entanto, dependente da apresentação mensal do comprovativo de pagamento da renda.
Tarifa Social da Água abrange 992 agregados familiares
A Tarifa Social da Água é outra das medidas que a Câmara Municipal de Portimão decidiu prolongar e reforçar.
Atualmente, 992 agregados familiares beneficiam desta tarifa, destinada a aliviar os encargos associados ao consumo doméstico de água.
As condições de acesso serão harmonizadas com as previstas para o apoio ao arrendamento, nomeadamente através do alargamento do limite de rendimento e da redução para dois anos do período mínimo de residência no concelho.
A renovação das tarifas sociais em vigor passará igualmente a ser automática, procurando assegurar a continuidade do benefício sem necessidade de novos procedimentos administrativos de renovação.
Comparticipação para medicamentos pode chegar aos 350 euros por ano
No âmbito da Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos, a Câmara de Portimão apoia atualmente 107 agregados familiares.
O valor anual deste apoio varia entre 200 e 350 euros por agregado, consoante o respetivo escalão de rendimento.
A autarquia vai também alargar as condições de acesso a esta medida, mantendo os montantes atribuídos e introduzindo a renovação automática para os atuais beneficiários.
No conjunto, os três programas municipais abrangem mais de 1.700 famílias, procurando reduzir as despesas associadas à habitação, aos serviços essenciais e aos cuidados de saúde.
Segundo a Câmara Municipal, a decisão de prolongar estas medidas surge num contexto de dificuldades económicas, marcado pelo aumento dos custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais, bem como pela pressão exercida pelo mercado habitacional sobre os rendimentos familiares.
A autarquia associa este cenário à instabilidade internacional, nomeadamente à guerra na Ucrânia e às tensões no Médio Oriente, considerando que estes fatores continuam a afetar os orçamentos das famílias.
Álvaro Bila defende continuidade dos apoios e abertura a novas famílias
O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, considera que a manutenção dos programas municipais é necessária para responder às dificuldades económicas sentidas por muitos residentes.
“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar. Não vamos fechar a torneira a quem precisa. Por isso mantemos os apoios, garantimos a sua renovação automática e abrimos a porta a mais famílias”, afirma o autarca.
A Câmara Municipal esclarece que os três programas continuam abertos a novas candidaturas, permitindo que outros agregados familiares possam requerer os benefícios, desde que cumpram as condições estabelecidas.
Os interessados em obter informações sobre os requisitos de acesso e os prazos de candidatura podem dirigir-se ao Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou consultar o site oficial do município.
Um hotel de cinco estrelas no Algarve prepara uma festa de passagem de ano com jantar buffet, mesa de marisco, sobremesas e animação até de madrugada. A proposta destina-se a quem pretende celebrar a chegada de 2027 num restaurante, com um programa que inclui diferentes momentos de entretenimento antes e depois da meia-noite.
Trata-se do restaurante Abyad, integrado no EPIC SANA Algarve, uma unidade hoteleira situada junto à Praia da Falésia, no concelho de Albufeira. Segundo o programa divulgado pelo grupo SANA Hotels, o jantar de 31 de dezembro terá um preço de 220 euros por pessoa, fazendo parte de uma celebração intitulada EPIC Elements, inspirada nos quatro elementos da natureza.
O que inclui o buffet de passagem de ano?
O restaurante Abyad apresenta uma proposta gastronómica de inspiração portuguesa, em formato buffet, para assinalar a última noite de 2026. A oferta anunciada inclui uma mesa de marisco e sobremesas, permitindo aos participantes escolher entre diferentes opções durante o jantar, que tem início previsto para as 20 h.
O Abyad é um espaço dedicado à cozinha internacional, com destaque para produtos locais do mar e da terra. Habitualmente, o restaurante disponibiliza refeições em formato buffet e propostas preparadas ao momento, incluindo carnes e peixes grelhados. Para a passagem de ano, a unidade apresenta um programa específico, com bebidas selecionadas durante o jantar.
Restaurante Abyad, no EPIC SANA Algarve. Crédito: DR
Festa começa com cocktail e inclui espetáculo de fogo
As comemorações terão início às 19 h, com um cocktail de boas-vindas no lobby do hotel. Uma hora depois, os participantes seguem para os respetivos restaurantes, onde serão servidos os jantares temáticos. Ao longo da noite estão previstas atuações ao vivo, integradas no programa de entretenimento preparado para receber o novo ano.
Pelas 23:30 h, o programa inclui um espetáculo de fogo na zona do Espelho de Água, um dos espaços exteriores do empreendimento. Já depois da meia-noite, a partir das 00:30 h, a festa prossegue no Bluum Bar, com DJ e bar aberto de bebidas selecionadas. À 1 h está ainda prevista uma ceia volante, prolongando as comemorações pela madrugada.
Existem outras opções de jantar no mesmo hotel
Além do Abyad, o EPIC SANA Algarve disponibiliza três experiências gastronómicas alternativas para a noite de passagem de ano. O restaurante Lima apresenta um menu italiano por 260 euros por pessoa, enquanto o UDDO propõe uma experiência de inspiração japonesa e asiática, com um preço de 300 euros.
A opção mais dispendiosa é o restaurante Al Quimia, onde será servido um menu de degustação de autor por 420 euros por pessoa. Esta experiência está reservada a adultos. Conforme a informação disponibilizada pelo hotel, os participantes podem ainda usufruir do programa de animação previsto para a noite, existindo também atividades destinadas às crianças no Little Stars Kids Club.
EPIC SANA Algarve. Crédito: DR
Quanto custa reservar e quais são as condições?
O jantar de Réveillon no Abyad custa 220 euros por adulto, sendo a opção mais económica entre os quatro restaurantes anunciados. Para crianças até aos três anos, o hotel prevê entrada gratuita, enquanto as que tenham entre quatro e 12 anos beneficiam de um desconto de 50% sobre a tarifa de adulto.
As condições divulgadas pelo grupo SANA determinam o pagamento integral no momento da reserva, com possibilidade de cancelamento gratuito até sete dias antes do evento. O hotel apresenta ainda um pacote de duas noites com alojamento, pequeno-almoço e experiências gastronómicas, desde 615 euros por pessoa em quarto duplo Vista Resort. Este pacote constitui uma modalidade diferente da reserva do jantar de passagem de ano.
Hassan Ait Rahou, amigo do cidadão marroquino que morreu em março de 2024, na sequência de uma intervenção policial em Olhão, afirmou esta sexta-feira, no Tribunal de Faro, não se recordar das alegadas agressões cometidas pelos dois agentes da PSP acusados de homicídio qualificado. O homem, de 27 anos, admitiu que estava sob o efeito de medicamentos no dia dos acontecimentos e que conserva apenas algumas memórias do sucedido.
A testemunha foi ouvida na ausência dos arguidos, Jorge Sousa e Pedro Barbosa, depois de o coletivo de juízes ter deferido parcialmente um requerimento apresentado pelo advogado dos pais da vítima, por considerar que a presença dos agentes poderia condicionar o depoimento.
Os dois polícias, atualmente suspensos de funções, estão acusados pelo Ministério Público de dois crimes de sequestro agravado e um de homicídio qualificado, relacionados com a morte de Aissa Ait Aissa, que esteve internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.
Durante a audição, com recurso a tradutor, Hassan Ait Rahou afirmou que, no dia dos factos, tanto ele como o amigo estavam “drogado”, depois de terem consumido comprimidos de Rivotril, um ansiolítico que lhes teria sido fornecido por outro conhecido, com o propósito de se “esquecer” do que se passava durante algumas horas.
Testemunha recorda detenção no supermercado, mas não as alegadas agressões
Hassan Ait Rahou relatou que os dois amigos saíram de casa e se deslocaram a um supermercado, onde Aissa Ait Aissa terá “escondeu” alguns produtos na roupa, levando as funcionárias a chamar a polícia, apesar de, segundo a testemunha, se ter mostrado disponível para pagar.
O homem recordou ter sido “levado com força” para o carro-patrulha, onde ambos foram algemados “por detrás das costas”, tendo os agentes indicado que seriam conduzidos à esquadra.
Durante o trajeto, afirmou ter estado “a dormir e acordado” e que “não estava com a cabeça no sítio”, devido ao efeito dos medicamentos que tinha consumido.
Segundo o seu depoimento, “a última memória” que conserva de Aissa Ait Aissa é a de o amigo ter “pedido para alargar as algemas que estavam apertadas”.
A testemunha afirmou que apenas voltou a recordar-se dos acontecimentos quando se encontrava numa ambulância, onde recebeu assistência antes de ser transportado para o hospital.
Questionado pelo advogado dos pais da vítima sobre eventuais agressões dos agentes da PSP, Hassan Ait Rahou declarou não ter memória de tais acontecimentos.
Durante o contraditório, a defesa confrontou-o com algumas “contradições” entre o depoimento prestado em tribunal e declarações anteriores.
O homem reconheceu que uma abordagem dos mesmos agentes policiais tinha ocorrido na tarde do dia dos factos, depois de inicialmente ter situado esse episódio no dia anterior.
A testemunha apresentou também uma versão diferente sobre qual dos agentes teria pedido calma aos dois amigos durante o transporte no veículo policial. Em tribunal, identificou o passageiro, embora, numa inquirição realizada em 2024, tivesse indicado o condutor.
Agentes negam responsabilidade na morte e julgamento prossegue em novembro
De acordo com a acusação do Ministério Público, os dois agentes transportaram Hassan Ait Rahou e Aissa Ait Aissa num carro-patrulha para fora da cidade de Olhão, onde terão agredido violentamente uma das vítimas.
Aissa Ait Aissa morreu em 28 de março de 2024, depois de permanecer internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.
O Ministério Público sustenta que os arguidos “abusaram gravemente” da autoridade policial, tendo consciência de que, ao desferirem “várias pancadas na cabeça e face” da vítima, poderiam provocar-lhe a morte.
Na primeira sessão do julgamento, Jorge Sousa e Pedro Barbosa negaram qualquer responsabilidade na morte do cidadão marroquino.
Os agentes alegaram que, depois de não ter sido apresentada uma queixa relacionada com os distúrbios no supermercado, decidiram afastar os dois homens daquela zona para os levar a casa.
Segundo a versão apresentada pelos arguidos, ambos foram transportados algemados no carro-patrulha com o seu consentimento e acabaram por ser deixados, conscientes, num caminho municipal em Pechão.
O julgamento prossegue no dia 10 de novembro, às 09:15, com a audição dos pais de Aissa Ait Aissa, constituídos assistentes no processo e que reclamam uma indemnização de cerca de 1,6 milhões de euros.
Na próxima sessão está igualmente prevista a audição das duas últimas testemunhas.
A Câmara Municipal de Lagoa aprovou, em reunião de executivo no passado dia 20 de outubro, a proposta de alteração simplificada do Plano Diretor Municipal (PDM).
A Universidade do Algarve (UAlg) inaugurou, no dia 9 de outubro, um novo laboratório digital destinado a transformar informação científica complexa em conteúdos visuais acessíveis, interativos e imersivos. Denominada INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital, a infraestrutura está instalada no Campus da Penha, em Faro, e representa um investimento de 473.800 euros, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O novo espaço integra o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) e pretende criar condições para o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação que aproximem o conhecimento científico do público.
Equipado com tecnologia avançada de produção imersiva e interatividade, o INTERFACE permite a investigadores e estudantes explorar novas formas de apresentar resultados científicos, recorrendo a narrativas visuais que facilitem a compreensão de matérias complexas.
Tecnologia imersiva transforma dados científicos em conteúdos acessíveis
O INTERFACE foi concebido para funcionar como uma infraestrutura especializada na comunicação científica, utilizando recursos digitais para transformar informação técnica em experiências visuais e interativas.
Entre as áreas que poderão beneficiar desta abordagem encontram-se as ciências da saúde, cujos dados e resultados de investigação podem apresentar dificuldades de interpretação para públicos não especializados.
Segundo Bruno Mendes da Silva, coordenador do CIAC, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.
A infraestrutura pretende, assim, proporcionar novas ferramentas para a divulgação de conhecimento, permitindo que a investigação científica seja apresentada através de formatos que combinem imagem, tecnologia e interatividade.
O laboratório abre igualmente oportunidades de colaboração com as indústrias criativas, através do desenvolvimento de projetos que estabeleçam ligações entre a ciência, a comunicação e a arte digital.
O investimento de 473.800 euros foi assegurado pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.
Inteligência artificial e acessibilidade integram projeto
O INTERFACE inclui também o AI Studio, uma extensão do projeto localizada no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém, dedicada à inteligência artificial e à literacia digital.
Este espaço dispõe de equipamentos concebidos para facilitar a utilização das tecnologias digitais por pessoas com diferentes necessidades, incluindo dispositivos Braille e sistemas de comandos por voz.
A utilização destas ferramentas pretende contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas mais acessíveis, integrando a inclusão digital nas atividades de investigação e inovação.
O AI Studio complementa o trabalho desenvolvido no Campus da Penha, alargando as possibilidades de investigação relacionadas com inteligência artificial, acessibilidade e comunicação digital.
Nova infraestrutura reforça ligação entre ciência e arte digital
Com a abertura do INTERFACE, o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve reforça a capacidade de desenvolver projetos que envolvam diferentes áreas do conhecimento.
A infraestrutura procura promover a investigação transdisciplinar, articulando competências científicas, artísticas e tecnológicas para criar novas formas de comunicação e divulgação da ciência.
Através da produção de conteúdos visuais, interativos e imersivos, o laboratório pretende contribuir para que resultados de investigação possam ser compreendidos por públicos mais alargados.
O projeto constitui, deste modo, uma aposta da Universidade do Algarve na utilização de tecnologias digitais para aproximar a investigação científica da sociedade, com particular atenção à acessibilidade, à inovação e à colaboração entre a ciência e as indústrias criativas.
Mais informações sobre o CIAC podem ser consultadas no website.
A conhecida apresentadora de televisão e escritora Fátima Lopes vai estar em Tavira, na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 17:00, para uma conversa com o público na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos. A iniciativa integra a rubrica “Encontro com Autores” e a programação do Mês Sénior, que decorre ao longo de outubro no concelho.
O encontro será dedicado ao percurso literário de Fátima Lopes, que, a par da carreira na televisão e na comunicação, tem desenvolvido uma atividade na escrita, com obras nas áreas do romance e do desenvolvimento pessoal.
A sessão dará particular destaque ao livro Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, uma narrativa que aborda os sentimentos, os desafios das relações humanas e a forma como os receios podem influenciar as escolhas ao longo da vida.
Romance sobre o amor e a perda em destaque na conversa
Reconhecida pelo seu trabalho como apresentadora de televisão, Fátima Lopes tem construído também um percurso literário marcado pela reflexão sobre temas relacionados com o amor, as relações humanas, a fé, o bem-estar e as diferentes etapas da vida.
Durante a sessão em Tavira, a autora irá abordar os livros que tem publicado e partilhar aspetos do seu percurso enquanto escritora.
Entre as obras em destaque estará Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, um romance que convida os leitores a refletir sobre a complexidade dos sentimentos e os desafios emocionais associados às relações.
A narrativa explora ainda a importância de enfrentar os receios, tomar decisões e reconhecer novas oportunidades nas diferentes fases da vida.
A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos pretende proporcionar um momento de diálogo entre a escritora e os participantes, permitindo conhecer melhor os temas e as experiências que inspiram a sua produção literária.
Encontro integra programação do Mês Sénior em Tavira
A presença de Fátima Lopes está inserida na rubrica “Encontro com Autores”, promovida pela Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, que procura aproximar os escritores do público e incentivar o interesse pela leitura.
A iniciativa integra também a programação do Mês Sénior, assinalado ao longo de outubro em Tavira, associando a promoção da literatura à participação da comunidade na vida cultural do concelho.
Segundo a Câmara Municipal de Tavira, estas sessões procuram criar oportunidades de contacto direto com autores, valorizando os livros como ponto de partida para a partilha de experiências, emoções e reflexões.
A Frusoal apresentou esta sexta-feira, 23 de outubro, em Tavira, o Laboratório Frusoal InovCitrus, um investimento de 515 mil euros dedicado à investigação na cultura dos citrinos. O primeiro projeto centra-se no estudo de uma praga originária da África do Sul que ameaça os pomares algarvios.
A investigação, prevista para o triénio 2026-2028, procurará compreender o ciclo de vida e a evolução das populações de Scirtothrips aurantii, conhecido como tripes dos citrinos da África do Sul. O objetivo é produzir conhecimento que permita desenvolver estratégias de proteção mais eficazes e sustentáveis para os produtores.
“Há três anos que a citricultura algarvia convive com uma praga sobre a qual sabemos ainda muito pouco. O InovCitrus nasce para transformar essa falta de conhecimento em decisões práticas e eficazes para os nossos produtores”, afirma Tomás Magalhães, técnico responsável pelo primeiro projeto do laboratório, na nota de imprensa enviada ao POSTAL.
Crédito: POSTAL | HDF
Praga detetada pela primeira vez em Tavira
Segundo a informação divulgada pela Frusoal, o Scirtothrips aurantii foi detetado pela primeira vez em Portugal em dezembro de 2022, no concelho de Tavira, e está classificado como praga de quarentena na União Europeia.
Em janeiro de 2026, os dados da DGAV citados no comunicado apontavam para 106 zonas demarcadas no Algarve para esta espécie, cinco para Scirtothrips dorsalis e duas com a presença de ambas.
O inseto alimenta-se de tecidos jovens, incluindo rebentos, folhas e frutos em desenvolvimento, provocando cicatrizes na superfície dos frutos, junto ao pedúnculo. Embora os danos sejam essencialmente estéticos, podem impedir a sua comercialização em fresco.
A Frusoal refere prejuízos económicos que podem ultrapassar os 50%, comparando-os com valores habituais na ordem dos 20%, particularmente na lima e no limão. O comunicado não especifica a base de cálculo destas percentagens.
A identificação do inseto exige equipamentos de elevada ampliação: os ovos medem menos de 0,2 milímetros e os adultos cerca de um milímetro. A organização sublinha ainda a escassez de literatura científica sobre a espécie no contexto europeu.
Pedro Madeira, sócio-gerente da Frusoal. Crédito: Frusoal
Investigação acompanha laranja, tangerina, limão e lima
O projeto “Determinação da Fenologia e Ciclo de Vida dos Tripes em Pomares de Citrinos do Algarve” vai acompanhar a dinâmica populacional da praga em pomares de laranja, tangerina, limão e lima.
A análise terá em conta as fases de desenvolvimento das culturas, as condições do solo e do clima, as plantas infestantes presentes nos pomares e os usos dos terrenos adjacentes.
O trabalho será desenvolvido em colaboração com o InnovPlantProtect, entidade especializada em entomologia agrícola, e com o apoio do Centro de Experimentação Agrária de Tavira, da CCDR Algarve. A coordenação cabe à equipa técnica da Frusoal.
As atividades decorrerão em pomares da organização e dos seus associados, bem como em campos do Centro de Experimentação Agrária de Tavira. O conhecimento produzido será divulgado em ações a agendar ao longo dos três anos.
Laboratório pretende ir além do estudo de pragas
A investigação integra o objetivo de investigação e desenvolvimento do 9.º Programa Operacional da Frusoal, para 2026-2028, enquadrando-se nas prioridades de investimento em I&D do PEPAC, segundo a organização.
Além das pragas e doenças, o laboratório pretende estudar novos aproveitamentos para subprodutos e métodos de cultivo que contribuam para uma agricultura mais sustentável.
“Queremos um laboratório com os pés nos pomares: que trabalhe de perto com o sistema científico regional e nacional, mas sempre com uma visão prática, orientada para quem produz”, afirma João Duarte, diretor financeiro da Frusoal.
“A nossa ambição é afirmar o Frusoal InovCitrus como referência de conhecimento para a agricultura algarvia e a citricultura nacional”, acrescenta.
A Associação Música XXI apresenta a 19.ª edição do Festival Internacional de Órgão do Algarve, de 30 de outubro a 28 de novembro, nas Igrejas de Faro, Portimão, Loulé/Boliqueime, Tavira, Lagoa e Lagos. Contam com um programa recheado, trazendo como convidados a voz, a harpa, a flauta, o bandolim e os sopros de metal. São […]
Novo centro de I&D dedicado à citricultura arranca com o estudo do ciclo de vida do inseto tripes dos citrinos da África do Sul, praga que já conta com 106 zonas demarcadas no Algarve.
O Torneio de Abertura de Infantis e Cadetes decorre nas Piscinas Municipais de Olhão, nos dias 24 e 25 de outubro de 2026. A competição tem 227 nadadores inscritos, em representação de 12 clubes.
A key witness in the trial of two PSP officers accused over the death of a Moroccan man in Olhão has told Faro court that he cannot remember the alleged