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Empresário Mário Ferreira inaugura investimento de 2,2 milhões em Famalicão

26 October 2026 at 20:46

O empresário Mário Ferreira inaugurou, esta segunda-feira, o novo centro de escritórios Regus, após um investimento de 2,2 milhões de euros, em Ribeirão, Famalicão.

A cargo do Grupo Pluris Investments, de Mário Ferreira, o projeto contemplou a requalificação de um edifício de cinco andares no antigo Lago Discount, atualmente denominado Famalicão Central Park.

O espaço de ‘coworking’ será gerido pelo International Workplace Group (IWG) que se assume como “líder mundial” em soluções de trabalho híbrido e tem escritórios em mais de 120 países. Com mais de 2.000 m² e capacidade para 400 postos de trabalho, vai acolher empresas estabelecidas e ‘startups’ de diferentes setores de atividade, incluindo a indústria automóvel, têxtil, eletrónica, engenharia mecânica e o setor agroalimentar.

Empresário Mário Ferreira inaugura investimento de 2,2 milhões em Famalicão
Foto: Mário Ferreira / Facebook
Empresário Mário Ferreira inaugura investimento de 2,2 milhões em Famalicão
Foto: Mário Ferreira / Facebook
Empresário Mário Ferreira inaugura investimento de 2,2 milhões em Famalicão
Foto: Mário Ferreira / Facebook

“Mais do que a abertura de um novo centro empresarial, esta inauguração traduz a concretização de uma visão estratégica: recuperar um empreendimento degradado e transformá-lo num complexo multiusos, moderno, sustentável e gerador de valor para a região”, referiu hoje Mário Ferreira, numa publicação nas redes sociais.

Com a intervenção da RProperties, o Famalicão Central Park contará com várias valências como 80 novos apartamentos T1 para arrendar, lares de idosos ou um infantário.

“A nossa ambição é que o Famalicão Central Park seja muito mais do que um parque empresarial. Queremos criar um verdadeiro ecossistema onde empresas, famílias e diferentes gerações possam trabalhar, viver e crescer. Tudo isto privilegiando a reabilitação do património existente, a sustentabilidade e a criação de novas oportunidades económicas e sociais”, refere o empresário.

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Festival Literário Utopia está de regresso a Braga para a 4.ª edição

26 October 2026 at 17:38

O Festival Literário Utopia realiza-se a partir de 13 de novembro, em Braga, com uma programação dedicada à literatura, ao pensamento e ao encontro entre diferentes linguagens artísticas, foi hoje anunciado.

Esta 4.ª edição do festival prevê uma sessão extra em Guimarães, no dia 23 de novembro, com o escritor e ator brasileiro Lázaro Ramos e o músico Dino d’Santiago, numa conversa sobre língua, identidade e memória.

A programação inclui ações de formação, “iniciativas que promovem o pensamento crítico”, numa parceria com a Associação Portuguesa de Ética e Filosofia, “conversas, apresentações de livros, jantares literários, [e] sessões de literacia financeira”, segundo comunicado da organização enviado à agência Lusa.

O festival é organizado pela consultora editorial The Book Company em parceria com a Câmara de Braga, e, este ano, realça “um crescimento de atividades para os mais novos”, sendo todos os eventos gratuitos exceto os jantares literários, no dia 18, com Fernando Ribeiro e, no dia 20, com João Tordo.

Este ano, o festival prevê organizar 45 eventos na programação infantil, incluindo sessões de histórias, leituras musicadas, apresentações de livros e oficinas criativas. O Utopia conta com o espetáculo conjunto de Sofia Vieira, do projeto Aqui Há Gato, e Rute Cancela, “que procura despertar a curiosidade, estimular a criatividade e cultivar, desde cedo, o gosto pelos livros”.

A abertura oficial está prevista para 13 de novembro, às 21:00, no Auditório do Espaço Vita, o palco central do certame, sendo antecedida por uma conversa na Livraria Centésima Página sobre três títulos de teatro: “Macbeth”, de Shakespeare, “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett, e “Casa de Bonecas”.

No dia seguinte, o Muzeu recebe o escritor Onésimo Teotónio Almeida para uma “reflexão livre sobre o ano que passou”, no âmbito do projeto “O que fica do que passa”.

A literacia financeira é uma das novidades da edição deste ano, que a organização apresenta como “a maior de sempre”, reunindo nomes da literatura, do humor e de outras áreas artísticas, entre eles, Teolinda Gersão, Valter Hugo Mãe, Ricardo Araújo Pereira, Maria do Rosário Pedreira ou Salvador Martinha.

Entre outras iniciativas, no dia 21 de novembro realiza-se uma conversa entre os escritores Francisco José Viegas e José Eduardo Agualusa, que parte de uma seleção de entrevistas do arquivo da revista Ler “para revisitar vozes da literatura”, a que se segue outra conversa segundo o mote “A importância de ler mulheres”, com as escritoras Déa Paulino, Maria do Rosário Pedreira e Teolinda Gersão, moderada pela apresentadora televisiva Ana Daniela Soares.

Ainda no dia 21 é apresentado o novo livro de Frederico Lourenço, “A Bíblia para Jovens”, que conta com a participação de Ricardo Araújo Pereira e dos sacerdotes Paulo Terroso e Rui Santiago.

À tarde, a escritora Patrícia Reis entrevista Valter Hugo Mãe, tendo como fio condutor “fotografias pessoais e de arquivo”, revisitando o percurso do autor de “O Século dos Imbecis”, saído este ano. A jornada encerra com um concerto de Manuel Cruz, no Theatro Circo, às 21:00.

No dia 22, às 14:30, no Auditório do Espaço Vita, a jornalista Maria João Costa entrevista o ator, escritor e apresentador brasileiro Lázaro Ramos.

Neste dia está ainda agendada a conversa “Língua geral do esquecimento”, entre os escritores José Eduardo Agualusa, João Tordo e o músico Dino d’Santiago, “para refletir sobre a língua portuguesa enquanto território comum entre diferentes geografias, identidades e memórias”.

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Grupo de Guimarães vence prémio internacional de excelência no setor energético

26 October 2026 at 13:49

O Petrotec Group, de Guimarães, fabricante de equipamentos para postos de abastecimento, foi distinguido com o prémio World’s Best Established Brand, nos CHARGE Awards 2026, que tiveram como palco a cidade italiana de Florença.

O grupo português venceu uma categoria em que também eram finalistas a EDP e a britânica Octopus Energy, sendo a única empresa industrial B2B entre os três nomeados.

Em comunicado, a empresa salienta que a distinção reconhece a transformação estratégica do Petrotec Group, fundado em 1983, que tem vindo a alargar a sua atividade dos equipamentos tradicionais de abastecimento para soluções integradas de mobilidade, incluindo carregamento elétrico, abastecimento de hidrogénio, sistemas de pagamento e automação.

“Sob o conceito Opening Mobility, o grupo aposta no desenvolvimento de tecnologias que respondem às diferentes necessidades de mobilidade e à evolução do setor energético. Esta estratégia tem sido acompanhada pelo reforço da capacidade industrial, nomeadamente com uma nova fábrica de carregadores elétricos em Portugal”, salienta o comunicado.

“Este reconhecimento reflete o trabalho que temos vindo a desenvolver para moldar o futuro da mobilidade, assente em mais de quatro décadas de engenharia europeia. É um reconhecimento que pertence às nossas pessoas, cujo conhecimento e dedicação tornam este progresso possível, e aos clientes e parceiros que depositam em nós a sua confiança. Estamos orgulhosos deste marco, mas mantemos o nosso foco no que está por vir”, afirma Nuno Cabral, CEO do Petrotec Group, citado no comunicado.

O júri internacional dos CHARGE Awards destacou a diferenciação do grupo português e a integração entre a estratégia de marca e a estratégia de negócio, considerando-o uma das candidaturas com melhor pontuação global da edição de 2026.

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Guimarães: Eis o novo diretor artístico do Centro Cultural Vila Flor

26 October 2026 at 13:14

O encenador Bruno dos Reis é o novo diretor artístico do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, anunciou hoje a cooperativa A Oficina, revelando ainda que a programadora Cristina Planas Leitão vai dirigir o GUIdance.

Em comunicado, a cooperativa que gere aquele espaço em Guimarães e organiza o Festival Internacional de Dança Contemporânea revelou que a antiga diretora do Teatro Municipal do Porto vai também ser consultora artística do CCVF na programação de dança, enquanto Paulo Dumas vai ficar com a programação musical.

A equipa hoje revelada ocupa o espaço deixado pela saída de Rui Torrinha da direção artística do CCVF e do GUIdance.

“A nomeação dá continuidade ao trabalho de Bruno dos Reis n’A Oficina, onde assumiu a direção artística do Teatro Oficina em 2025. Nas novas funções, será responsável pelo projeto artístico do CCVF e assegurará a transição para a nova direção artística do Teatro Oficina que será operada durante o próximo ano”, pode ler-se no documento da cooperativa.

Bruno dos Reis classifica, no comunicado, o CCVF como um “equipamento que transformou vidas”, dada a sua relevância no contexto artístico português.

No comunicado, são indicadas as “algumas das linhas de trabalho” para o CCVF: “promover a regularidade e a clareza da programação ao longo do ano; explorar diferentes formatos de apresentação e de encontro entre artistas, obras e públicos; criar espaços de pensamento crítico e questionamento, incluindo sobre o papel da própria instituição; refletir sobre as estratégias de apoio à formação e ao desenvolvimento do território; e aprofundar as relações com as gerações mais jovens e com os circuitos artísticos nacionais e internacionais.”

No mesmo texto, a até aqui diretora da Materiais Diversos Planas Leitão refere-se já ao próximo GUIdance “como uma edição de viragem: o início de um processo progressivo, que começa já a apontar novas direções e a construir solidamente as bases para os seus desdobramentos”.

Segundo A Oficina, “a relação com Guimarães será central neste novo ciclo, com desenvolvimento gradual e maior expressão a partir de 2028”, propondo a nova diretora um “festival que percorra a cidade, trabalhe diferentes escalas e reforce progressivamente a coprodução, a circulação e as relações continuadas com artistas e estruturas nacionais e internacionais”.

Citado no mesmo comunicado, o presidente executivo de A Oficina, Esser Jorge Silva, afirmou que Bruno dos Reis “tem demonstrado uma visão abrangente da criação artística, aliada à capacidade de mobilizar equipas e concretizar projetos”.

“É inquieto por natureza, alguém que questiona, experimenta, concretiza, com uma exigência que o leva a desafiar as suas próprias ideias. Reconhecemos-lhe a capacidade de desenvolver um projeto artístico singular para o CCVF, abrindo novas possibilidades de criação e programação e reforçando a sua relevância nacional e internacional”, acrescentou aquele dirigente.

Esser Jorge Silva acrescentou: “A nossa responsabilidade é assegurar as condições para que desenvolva esse trabalho com liberdade de criação e de programação, abertura à diversidade de expressões artísticas e responsabilidade perante os artistas e os públicos. A confiança que depositamos nesta equipa traduz-se no respeito pelas suas escolhas artísticas”.

Rui Torrinha estava desde 2018 na direção artística do Centro Cultural Vila Flor, ao abrigo de uma comissão de serviço que terminava apenas em meados de 2027.

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Vitória-Braga na Taça de Portugal

26 October 2026 at 12:07

O Vitória SC vai receber o SC Braga nos 16 avos da Taça de Portugal, acabou de ditar o sorteio.

O dérbi do Minho foi a primeira partida a ser sorteada.

O Gil Vicente vai receber o Olhanense, único representante dos distritais.

O Vianense, da Liga 3, vai receber o Rio Ave, da I Liga.

Os jogos dos 16 avos de final vão ser disputados no fim de semana de 21 e 22 de novembro.

Jogos dos 16 avos

Vitória SC – SC Braga

Torreense – Benfica

FC Porto – Paredes

Sporting – União da Serra

Atlético – Casa Pia

Gil Vicente – Olhanense

Vianense – Rio Ave

Farense – Fátima

Mafra – Arouca

Vitória de Sernache –  Lusitânia de Lourosa 

União de Leiria – Leça

Marítimo – Chaves

Sanjoanense – Académica de Coimbra

Estoril Praia – Felgueiras

AVS – Tondela

Estrela da Amadora – Portimonense

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Braga bate recorde de peregrinos para Santiago

26 October 2026 at 11:09

O número de peregrinos que partiu este ano de Braga para Santiago é o mais elevado desde que há estatísticas divulgadas pelo Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, em grande parte devido ao Caminho da Geira e dos Arrieiros.

Apesar de ainda faltarem dois meses para terminar o ano, no sábado, foi atribuída a Compostela 1.259 a um peregrino que partiu da Sé de Braga, mais uma do que as registadas em todo o ano de 2022, que detinha o número mais elevado até agora.

Segundo os dados do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, seis em cada dez Compostelas (770), os certificados que comprovam o caminho feito, foram entregues a pessoas que escolheram o Caminho da Geira e dos Arrieiros, um percurso que cresceu 35,8% face a todo o ano passado e é o principal responsável pelo recorde.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros soma mais 203 peregrinos face ao total de 2025, enquanto o Caminho Central Português, na variante por Braga, perdeu 101 (menos 18,4%). “Este saldo explica grande parte do aumento de 10,4% em relação aos 1.140 peregrinos de todo o ano passado”, salienta a entidade responsável pela promoção do Caminho da Geira e dos Arrieiros em comunicado hoje enviado a O MINHO.

A maior parte (61,2%) das partidas de Braga destina-se ao Caminho da Geira e dos Arrieiros, contra 35,7% do Caminho Central Português, na variante por Braga, uma diferença de 25,5 pontos percentuais. O caminho Miñoto Ribeiro e “outros itinerários” repartem a restante percentagem.

Os portugueses são a esmagadora maioria, com 889 peregrinos (70,6%). Seguem-se os espanhóis (10,8%) e os eslovacos, que passaram de cinco para 46 nos últimos dois anos, uma subida de 820%. Completam os primeiros lugares os peregrinos de Itália (30), do Brasil (24), da Polónia (17) e da Alemanha (15).

A lista inclui este ano mais de 40 nacionalidades de seis continentes. Entre as mais improváveis e distantes estão dois neozelandeses e peregrinos da Austrália, do Japão, da Coreia, do Irão e do Afeganistão. Há ainda três sul-africanos, quatro cabo-verdianos, quatro colombianos e peregrinos do México, da Venezuela, da Argentina e da Ucrânia.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros tem 239 quilómetros e começa na Sé de Braga. Atravessa os municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço e entra na Galiza pela Portela do Homem. É um dos poucos traçados que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

O itinerário foi apresentado em 2017, em Ribadavia (Galiza) e em Braga, e reconhecido pela Igreja em 2019. Foi depois referido em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021). Está agora incluído na lista de caminhos culturais que o Governo da Galiza prevê homologar este ano.

Segundo as associações que promovem o percurso, já o fizeram 9.136 peregrinos (1.351 só no ano passado), dos quais 4.049 receberam a Compostela, oriundos de meia centena de países.

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Semana começa com sol e máximas de 24 graus no Minho

26 October 2026 at 08:54

A semana começa com céu limpo (após dissipada a neblina matinal) e máximas de 24 graus Celsius em Braga, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em Viana do Castelo, a máxima hoje será de 19ºC.

Braga

Previsão do tempo para Braga nos próximos cinco dias
Hoje, 26Ter, 27Qua, 28Qui, 29Sex, 30
Tempo
Pouco nublado

Chuvisco

Pouco nublado

Nuvens altas

Nuvens altas
Máx./mín.24° 8°21° 10°22° 11°26° 8°27° 8°
Chuva0%76%0%0%0%
VentoSO, fracoS, fracoSO, fracoNE, fracoNE, fraco

Viana do Castelo

Previsão do tempo para Viana do Castelo nos próximos cinco dias
Hoje, 26Ter, 27Qua, 28Qui, 29Sex, 30
Tempo
Parc. nublado

Chuvisco

Parc. nublado

Nuvens altas

Nuvens altas
Máx./mín.19° 11°17° 12°18° 10°22° 10°24° 11°
Chuva0%80%0%0%0%
VentoE, fracoS, fracoE, fracoE, fracoE, fraco
Fonte: IPMA. Previsão atualizada a 26/10 às 08:31.

Para amanhã, o IPMA prevê alguns períodos de chuviscos durante o dia, mas até ao final da semana não há mais previsão de precipitação.

A quarta-feira será de céu pouco nublado, enquanto a quinta e sexta-feira serão marcadas por céu nublado por nuvens altas.

As mínimas vão andar entre os 8ºC e os 11ºC em Braga e entre os 10ºC e os 12ºC em Viana do Castelo.

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Ex-deputado de Guimarães do PSD diz que cargas policiais estão a ser “desnecessárias”

25 October 2026 at 20:21

André Coelho Lima, ex-deputado e vice-presidente do PSD, natural de Guimarães, deixou críticas à atuação da PSP durante as ‘acampadas’ realizadas em Lisboa e no Porto contra os preços altos das habitações, apelidando a intervenção policial como uma medida “pouco inteligente”.

“A intervenção das forças de segurança orienta-se pelo cumprimento dos princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação. A primeira intervenção na Praça D. João I, no Porto, havia sido totalmente desnecessária, desproporcionada e desadequada. Pelos vistos não comoveu os espíritos nacionais. A de ontem, na Praça do Rossio, foi igualmente desnecessária, desproporcionada e desadequada face aos critérios de segurança que se visa salvaguardar”, escreveu André Coelho Lima esta noite na rede social X (ex-Twitter).

“Estou em total oposição com uma intervenção que, numa palavra, é pouco inteligente. Mas também o estive quando ela sucedeu no Porto – e até com maior violência – embora na altura não obtivesse tanta comoção nacional”, acrescentou o também candidato pelo PSD em Guimarães nas autárquicas de 2013 e de 2017.

1( A intervenção das forças de segurança orienta-se pelo cumprimento dos princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação.
A primeira intervenção na Praça D. João I, no Porto, havia sido totalmente desnecessária, desproporcionada e desaquada.

— André Coelho Lima (@coelho_lima1) October 25, 2026

A Praça D. João I, no Porto, voltou esta tarde a encher-se com populares, que ao som de músicas de resistência espanhola e brasileira a ecoarem de colunas, aguardavam pelo início da assembleia popular agendada para esta noite.

Pelas 18:30, a agência Lusa constatou no local milhares de pessoas concentradas na Praça D. João I, onde esta madrugada se repetiram episódios de violência contra os manifestantes.

As tendas, os tapetes e as mantas que no sábado estavam arrumadas e guardadas por secções desapareceram e não estão visíveis.

Na rede social Instagram, na página “Acampada Porto”, pode ler-se no mural que “o fascismo acordou, mas a resistência também” ou “Mais uma vez perdemos tudo o que tínhamos construído, todos os nossos bens materiais, pessoais e comunitários, mas não perdemos a esperança. O sangue dos nossos camaradas não será em vão. Voltaremos”.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

A polícia interveio depois de os manifestantes não terem acatado as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 manifestantes feridos, 27 dos quais em Lisboa e seis no Porto.

Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

A Amnistia Internacional – Portugal disse hoje estar “profundamente preocupada com o uso excessivo e desproporcionado” da força policial para dispersar as acampadas de Lisboa e Porto que aconteceram durante a madrugada.

“Estamos profundamente preocupados com o facto de o uso da força pela polícia ter sido excessivo e indiscriminado e de a operação policial – e, em especial, o uso excessivo e desproporcionado de bastões e outro equipamento por parte da polícia – ter resultado em dezenas de feridos”, afirmou o diretor executivo da Amnistia Internacional – Portugal, João Godinho Martins.

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SC Braga perde na Madeira

25 October 2026 at 20:10

O Nacional, ainda sob o comando técnico do interino Bruno Abreu, venceu hoje o SC Braga, por 1-0, num jogo da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol em que os madeirenses souberam sofrer.

Un golo de Miguel Baeza, aos 19 minutos, decidiu a partida a favor do emblema insular, que vinha de seis derrotas consecutivas para o campeonato, sendo que os minhotos tiveram muita bola, mas criaram poucos lances de perigo, em partida disputada no Estádio da Madeira, no Funchal.

Com este triunfo, o Nacional ascendeu ao 15.º lugar e ‘respira’ melhor na classificação, fora da zona de despromoção, com sete pontos, tantos como o Casa Pia, 16.º, em zona de disputa de play-off de manutenção, e do Rio Ave, 17.º, em zona de descida direta. 

Por sua vez, o conjunto minhoto, sem vencer há quatro jogos para a Liga, com três derrotas e um empate, segue na nona posição, com 11 pontos, mais longe dos lugares ‘europeus’.

O SC Braga teve sempre mais posse de bola praticamente desde início, contudo, com pouca objetividade, sobretudo nos primeiros 45 minutos, diante de um Nacional sempre confortável a jogar em bloco baixo.

A estratégia teve os efeitos pretendidos e, após um primeiro quarto de hora sem ocasiões a registar, os madeirenses chegaram mesmo à vantagem, na melhor jogada coletiva do primeiro tempo.

Após um lance bem trabalhado pela esquerda, Son Min-kyu encontrou Miguel Baeza solto de marcação à entrada da área, com o espanhol a rematar sem hipóteses para Bernardo Fontes, ao minuto 19.

Em desvantagem, a toada manteve-se e o SC Braga apenas criou uma oportunidade flagrante até ao intervalo, na sequência de um cruzamento bem medida de Gabriel Silva, com Pau Victor, em excelente posição na área, a cabecear ligeiramente ao lado, aos 34.

Após o descanso, Franclim Carvalho procedeu a uma tripla alteração, fazendo entrar João Moutinho, Dorgeles e Gabri Martinez, por Tommy Marquês, Gorby e Gabriel Silva, em claro descontentamento com o desempenho na primeira parte.

As trocas não surtiram o efeito pretendido e demorou até que o SC Braga conseguisse imprimir maior dinâmica num desafio que correu quase sempre de feição para os insulares.

A primeira oportunidade no segundo tempo até surgiu de bola parada, pelo recém-entrado Moutinho, que assumiu a cobrança de um livre direto e ‘atirou’ perto do poste da baliza à guarda de Renato Marín, aos 52.

Empolgados pelo público, os jogadores do Nacional começaram a acreditar cada vez mais e quase fizeram o 2-0, pouco depois, por Stavros Gavriel, num lance de contra-ataque em que Bernardo Fontes foi obrigado a defesa apertada.

Por volta do minuto 70 e numa fase em que os bracarenses praticamente só recorriam a cruzamentos, quase todos sem sucesso, Fran Navarro cabeceou à barra, na melhor oportunidade dos minhotos na etapa complementar.

Os bracarenses foram perdendo discernimento, ao passo que os jogadores ‘alvinegros’ conseguiram gerir as incidências sem problemas de maior, até que o árbitro apitou para o fim, provocando uma enorme ‘explosão’ da alegria nas bancadas, com o regresso do Nacional aos triunfos, seis jogos depois.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio da Madeira, no Funchal.

Nacional – SC Braga, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcador

1-0, Miguel Baeza, 19 minutos.

Equipas

– Nacional: Renato Marin, José Vítor, William Kokolo, Francisco Gonçalves, Matheus Dias, Markus Jensen (Deivison Souza, 68), Chiheb Labidi (Danel Dongmo, 77), Miguel Baeza (Daniel Júnior, 86), Stavros Gavriel, Song Min-kyu (Matchoi Djaló, 68) e Njoya Abdel (Pablo Ruan, 77).

(Suplentes: João Gonçalves, Daniel de la Cruz, Deivison, Ivanildo Fernandes, José Gomes, Matchoi Djaló, Danel Dongmo, Joel Silva, Fernando Nava, Pablo Ruan, Daniel Júnior e Allen Obando).

Treinador: Bruno Abreu.

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Bright Arrey-Mbi (Denis Huseinbasic, 76), Sergio Barcia, Gustaf Lagerbielke, Tommy Marqués (João Moutinho, 46), Gorby Baptiste (Mario Dorgeles, 46), Pau Victor, Gabriel Silva (Gabri Martinez, 46), Ricardo Horta e Jovan Milosevic (Fran Navarro, 62).

(Suplentes: João Carvalho, Diogo Travassos, Vítor Carvalho, Adrian Bajrami, Adrian Barisic, João Moutinho, Demir Tiknaz, Denis Huseinbasic, Diego Rodrigues, Mario Dorgeles, Fran Navarro e Gabri Martínez).

Treinador: Franclim Carvalho.

Árbitro: José Bessa (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Francisco Gonçalves (33), Sergio Barcia (79), Stavros Gavriel (86) e Gustaf Lagerbielke (90+4).

Assistência: 2.071 espetadores.

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Famalicão sacode crise com goleada em Vila do Conde

25 October 2026 at 20:03

O Famalicão goleou hoje o Rio Ave 4-0, na nona jornada da I Liga de futebol, numa estreia vitoriosa do interino Ricardo Silva, perante uma equipa vila-condense sem reação.

Beney (48 minutos), Pedro Santos (81) e Aranda (85 e 90+5), o último de grande penalidade, marcaram os golos dos minhotos, hoje com uma exibição pragmática, que quebrou uma série de duas derrotas consecutivas em todas as competições.

Orientados interinamente por Ricardo Silva, antigo adjunto de Carlos Carvalhal, que deixou o clube após a eliminação da Taça de Portugal, os famalicenses apresentaram-se mais perigosos na primeira parte, apesar do equilíbrio inicial.

A superioridade famalicense traduziu-se nas oportunidades de Mathias de Amorim, que rematou por cima aos 21 minutos, e, sobretudo, nas intervenções de Vítor Hugo, que negou o golo a Szucs e Léo Realpe, aos 23 e 24, respetivamente.

Do lado vila-condense, a produção ofensiva resumiu-se praticamente a um cabeceamento de Jalen Blesa, aos 30 minutos, defendido sem dificuldades por Carevic, mantendo-se o empate sem golos até ao intervalo.

A igualdade foi desfeita logo no arranque da segunda parte, com Beney a aproveitar espaço na direita e, com um belo remate de fora da área, inaugurou o marcador, aos 48, num ‘tiro’ sem possibilidade de defesa.

Em desvantagem, o Rio Ave procurou assumir maior iniciativa, mas continuou a revelar dificuldades na criação de oportunidades, tendo, aos 73 minutos, desperdiçado a melhor ocasião, quando Blesa, isolado, rematou para uma defesa de Carevic, que desviou a bola para o poste.

O lance marcou o último momento de verdadeira ameaça dos vila-condenses, que perderam consistência na reta final e permitiram ao Famalicão transformar uma vantagem mínima numa goleada, com dois ‘trunfos’ vindos do banco.

Aos 81 minutos, Pedro Santos concluiu de primeira uma jogada construída por Sorriso, ampliando a diferença, antes de assistir Óscar Aranda, que, quatro minutos depois, finalizou em esforço, regressando aos golos mais de um ano e meio depois de ter sofrido uma lesão grave.

Já nos descontos, uma falta de Petrasso sobre Mathias de Amorim dentro da área permitiu a Óscar Aranda elevar-se a figura da noite e ‘bisar’, na conversão de uma grande penalidade, fixando o resultado final em 4-0.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio do Rio Ave Futebol Clube, em Vila do Conde.

Rio Ave – Famalicão, 0-4.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores

0-1, Beney, 48 minutos.

0-2, Pedro Santos, 81.

0-3, Aranda, 85.

0-4, Aranda, 90+5 (grande penalidade).

Equipas

– Rio Ave: Vítor Hugo, João Tomé (Zé Carlos, 66), Petrasso, Ntoi, Vrousai, Liavas (Spikic, 82), Diogo Nascimento, Clemmensen (Sellouki, 66), Miguel Patrício (Galcik, 77), Diogo Bezerra (Tamble Monteiro, 82) e Jalen Blesa.

(Suplentes: Van der Gouw, Simon Garcia, Gustavo Mancha, Zé Carlos, Nikitscher, Sellouki, Ryan Guilherme, Antoine, Galcik, Spikic e Tamble Monteiro).

Treinador: Vasco Seabra.

– Famalicão: Carevic, Victor Rofino, Léo Realpe, Gustavo Garcia, Rodrigo Pinheiro, Szucs (Pedro Santos, 60), Tom van de Looi (Marcos Peña, 83), Beney (Paulo Moreira, 66), Mathias de Amorim, Sorriso (Aranda, 83) e Koutsias (Patrício Salas, 60).

(Suplentes: Zlobin, Gabriel Cabral, Van Breemen, Serafimovic, Jangeal, Paulo Moreira, Pedro Santos, Marcos Peña, Patricio Salas, Aranda e Abubakar).

Treinador: Ricardo Silva.

Árbitro: Hélder Carvalho (AF Santarém).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Vasco Seabra (40), Miguel Patrício (42), Zé Carlos (80) e Petrasso (90+3).

Assistência: 3.024 espectadores.

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Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP

25 October 2026 at 18:23

O ministro da Administração Interna disse hoje que as intervenções policiais em Lisboa e no Porto foram decisões da PSP, sublinhando que, sempre que exista violação da lei, é “desejável que tudo se faça” para repor a ordem pública.

“Nenhuma força de segurança precisa de indicações para cumprir a lei. Cada força de segurança tem a sua autonomia técnica, tática e operacional. Naturalmente, estamos a falar do cumprimento da lei, nunca na História foi preciso que uma força precisasse de qualquer indicação para a fazer cumprir”, afirmou Luís Neves.

Em declarações aos jornalistas, em Celorico de Basto, onde marcou presença na cerimónia comemorativa do Dia Distrital dos Bombeiros de Braga, o governante assumiu que não deu qualquer ordem à PSP, acrescentando que a atuação desta força de segurança visou repor a ordem pública.

Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
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Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
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Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
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Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
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“Quando existe uma violação da lei, é normal, é aceitável, é desejável que tudo se faça para que essa ordem pública seja reposta. Portanto, sempre que haja uma situação de ilegalidade, estamos a falar da ocupação do espaço público, o espaço público que é de todos, tem de ser usufruído por todos, esse espaço tem de ser restituído à liberdade e foi isso que as forças de segurança fizeram”, salientou Luís Neves.

A polícia dispersou esta madrugada, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas, para retirarem as tendas montadas pelos manifestantes pelo direito à habitação.

Questionado sobre se a atuação policial foi desproporcional, o ministro da Administração Interna refutou e falou em “força física”.

“Eu acompanhei a ação [policial]. Só vi, uma única vez, face a uma manifesta oposição, a que um bastão tenha sido utilizado. O que eu vi e acho que vimos todos foi força física para fazer cumprir a lei e o estado de direito”, respondeu o governante.

Num esclarecimento enviado às redações posteriormente, o Ministério da Administração Interna explica que a referência do ministro “à utilização de ‘um bastão’ na operação da PSP no Rossio, não pretendia enumerar exaustivamente a quantidade utilizada”.

“Mas apenas, como é, aliás, testemunhado pelas inúmeras imagens publicadas, que foram usados bastões apenas numa situação específica no Rossio. Pretendia com isso, contrariar a tese de que a polícia tinha dispersado os manifestantes ‘à bastonada’, como tem vindo a ser erradamente repetido”, diz o ministério.

Para o ministro da Administração Interna a atuação da PSP foi “verdadeiramente legitimada”.

“Estamos a falar de um ambiente: temos polícias agredidos, temos material apreendido que não devia ser utilizado, e por isso há todo aqui um conjunto de circunstâncias que leva a que as forças de segurança, neste caso a Polícia de Segurança Pública, de acordo com os critérios que tem, de adequação, de proporcionalidade, e necessidade de repor a ordem. É isto que está aqui em causa”, frisou.

Luís Neves assumiu que nem ele nem ninguém fica satisfeito “com uma ocorrência mais musculada”, mas deixou um aviso.

“Será sempre desta forma: a força será a última razão da ação, mas terá de ser utilizada, de acordo com os critérios que já aqui elenquei, sempre que entendemos que nenhum espaço fique capturado por uma pequena percentagem de manifestantes”, advertiu o governante.

Questionado também sobre os vários feridos na sequência da ação policial, Luís Neves respondeu que também “ninguém fica satisfeito com a existência de qualquer ferido”.

“Nem a população, nem os manifestantes, nem as polícias, nem o Governo, [nem] eu próprio, ninguém fica satisfeito. É uma decorrência da ação”, declarou o ministro.

Luís Neves compreende e respeita as manifestações pela habitação, mas reiterou a que decorram dentro do cumprimento da lei.

“Faço um profundo apelo aos manifestantes: que se manifestem de uma forma ordeira, cumprindo a lei. É isso que está aqui absolutamente em causa. Deixo este apelo, é a terceira ou quarta vez que o faço, e fá-lo-ei sempre, com toda a calma, com toda a tranquilidade. Uma ação leva sempre a uma reação e nada disto, depois, é aceitável”, afirmou o ministro da Administração Interna.

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Moreirense regressa às vitórias na visita ao Estoril Praia

25 October 2026 at 17:32

O Moreirense venceu hoje por 3-1 na visita ao Estoril Praia, na nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, e regressou aos triunfos no campeonato, enquanto os ‘canarinhos’ continuam sem ganhar.

No Estádio António Coimbra da Mota, a formação de Moreira de Cónegos adiantou-se no marcador com um golo de Manuel Mendonça, aos 12 minutos, e ampliou a vantagem com tentos de Tiago Andrade, aos 15, e Nile John, aos 28, com a equipa da casa a reduzir por Peixinho, aos 90+4.

Com este resultado, o Moreirense regressa aos triunfos, depois de dois jogos sem vencer, e passa a somar 11 pontos, no 10.º posto da I Liga, enquanto o Estoril Praia, orientado pelo interino Sérgio Raimundo depois da saída de Vasco Matos, averbou a quarta derrota seguida e é a única equipa sem vitórias, estando no 18.º e último lugar, com apenas dois pontos.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.

Estoril Praia – Moreirense, 1-3.

Marcadores

0-1, Manuel Mendonça, 12 minutos.

0-2, Tiago Andrade, 15.

0-3, Nile John, 28.

1-3, Peixinho, 90+4.

Equipas

– Estoril Praia: Joel Robles, Ricard Sánchez (Pedro Carvalho, 46), Xavi, Ferro, Jurišić, Tsoungui (Xeka, 69), Holsgrove, João Carvalho (Peixinho, 58), Guitane, Omerovic (Lacximicant, 46) e Camblan (Medrano, 58).

(Suplentes: Martin Turk, Pedro Carvalho, Samuel Amissah, Jordan Arnolin, Stelios Andreou, Ismael Sierra, Medrano, Tiago Parente, Robin, Xeka, Lacximicant e Peixinho).

Treinador: Sérgio Raimundo.

– Moreirense: André Ferreira, Dinis Pinto, Kevyn, Gilberto Batista, Francisco Domingues, Guilherme Liberato, Manuel Mendonça (Rodrigo Alonso, 58), Nile John (Landerson, 69), Kiko Bondoso (Stjepanović, 69), Vonić (Lincon, 80) e Tiago Andrade (Álvaro Martínez, 80).

(Suplentes: Francisco Barbosa, Aranha, Leandro Santos, Janderson, Álvaro Martínez, Stjepanović, Afonso Assis, Chipyoka Songa, Rodrigo Alonso, Lincon e Landerson).

Treinador: Vasco Botelho da Costa.

Árbitro: Carlos Macedo (AF Braga).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Omerovic (23), Tsoungui (26), Gilberto Batista (90) e Lacximicant (90+2).

Assistência: 2.184 espetadores.

(em atualização)

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São de Ponte de Lima e acabam de se sagrar campeões mundiais de maratonas

25 October 2026 at 16:58

Os canoístas portugueses Rui Lacerda e Ricardo Coelho sagraram-se campeões de C2 nos Mundiais de maratona, dando o segundo título sénior a Portugal em Gualeguaychú, na Argentina.

A dupla portuguesa completou o percurso em 1:39.38,61 horas, à frente dos espanhóis Jaime Duro e Manuel Garrido (1:40.13,32) e dos polacos Mateusz Borgiel e Mateusz Zuchora (1:40.34,33).

Este foi o segundo título mundial de seniores para Portugal nos Mundiais de maratona e o segundo para Ricardo Coelho, que, no sábado, venceu a corrida de C1.

No K2 feminino, Mariana Morais e Andreia Duarte foram sétimas, em 1:56.50,82, numa corrida ganha pelas espanholas Tania Fernandez e Tania Alvarez (1:55.12,60), seguida das húngaras Panna Sinko e Panna Csepe (1:55.13,69) e das sul-africanas Georgia Singe e Jade Wilson (1:56.18,66).

Portugal já tinha outras duas medalhas de ouro nos Mundiais, no C2 júnior, por Duarte Cunha e Gabriel Fernandes, que ainda venceu os C1 juniores.

Além dos títulos, Portugal tem ainda as pratas de Ricardo Coelho (prova curta de C1) e Leonardo Barbosa (C1 sub-23), e os bronzes de Maria Sousa (C1 júnior), Fernando Pimenta (prova curta de K1) e Martim Conceição (prova curta de K1 júnior).

Nas duas últimas provas do programa dos Mundiais, Nuno Barros e Martim Conceição disputam o K2 júnior, enquanto Fernando Pimenta e José Ramalho defendem o título mundial no K2 sénior.

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Ex-ministro de Famalicão classifica carga policial nas ‘acampadas’ como “tremendo erro dos decisores”

25 October 2026 at 11:42

Jorge Moreira da Silva, ex-ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia entre 2013 e 2015, durante o governo de Pedro Passos Coelho, deixou críticas às cargas policiais ocorridas esta madrugada nas ‘acampadas’ de Lisboa e Porto, durante os protestos contra os preços das habitações.

Para o político natural de Famalicão, os protestos são pacíficos e a carga policial não se justifica, apontando como um erro do Ministério da Administração Interna a autorização para o uso da força.

“Esta carga policial contra protestos pacíficos de jovens em Lisboa e no Porto, além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores. É disto que se alimenta o populismo, a radicalização e a descrença na política”, escreveu Moreira da Silva esta manhã na rede social X (ex-Twitter).

Esta carga policial contra protestos pacíficos de jovens em Lisboa e no Porto, além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores. É disto que se alimenta o populismo, a radicalização e a descrença na política.

— Jorge Moreira da Silva (@jmoreiradasilva) October 25, 2026

A Praça D. João I, no Porto, amanheceu hoje vazia e com um polícia na esquina, após a intervenção policial que desmontou a acampada contra os custos da habitação e causou oito feridos, segundo dados da PSP.

Sem tendas, sem manifestantes, sem cartazes pendurados, sem nada, vazia. Numa das esquinas um polícia em vigia. É este o retrato da Praça D. João I pelas 07:00, após uma madrugada “agitada e violenta” que terminou com oito detidos, entretanto já libertados e com números contraditórios quanto aos feridos.

Se a PSP reconheceu que a intervenção desta madrugada, pelas 02:00, causou oito feridos, a organização do movimento pela habitação no Porto apontou para a existência de 37 feridos, dos quais sete em estado grave.

“Foi feio, foi feio. Estava tudo pacífico, em clima de paz, mas a protestar, temos que protestar, e a polícia chegou e levou tudo à frente”, descreveu à Lusa Toni, um “habitante da rua”, que estava abrigado, com a tenda desmontada, na arcada de um prédio em frente àquela praça no centro do Porto.

O relógio batia as 02:02. Após algumas horas de tensão, a Unidade Especial de Polícia da PSP começou a desmobilizar os manifestantes na Praça D. João I, que recusaram desmontar as tendas.

“Ora bem, a polícia foi ali falar com eles [os manifestantes], eles disseram que não saíam e eu comecei a ver que isto ia dar molho. Fiquei aqui, eu já estou habituado a dormir na rua, também tenho a minha tenda, não abri para não ser confundido e ficar sem ela”, explicou Toni.

Os oito detidos, levados para a esquadra do Heroísmo, foram libertos pelas 06:00 serão presentes a tribunal na segunda-feira, segundo confirmou o advogado do movimento que tem promovido os protestos, Tiago Machado.

Pelas 07:00, a tenda de Toni era, de facto, a única tenda armada naquela zona da cidade. Na esquina em frente, um agente da PSP saltitava de pé em pé, olhando para a praça, para Toni e para os carros que circulavam na zona.

“As carrinhas foram embora, mas vão passando aqui carros da PSP, estão à coca de alguma coisa”, vaticinou Toni.

Pelas ruas que circundam a praça já não há vestígios da acampada, que chegou a ter mais de 50 tendas.

A decisão de voltar a montar as tendas foi tomada, mais uma vez, numa assembleia popular ao final da tarde de sábado, que reuniu centenas de pessoas.

Durante a tarde de sábado, milhares de pessoas marcharam da Praça da Batalha até à Praça D. João I, de forma pacífica e sem incidentes registados, contra os custos da habitação.

No final da marcha, permaneceram na praça, cantaram, gritaram palavras de ordem e prometeram que ninguém os cala: “Podem tentar silenciar-nos, mas nós vamos sempre voltar”, avisaram.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de participantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa e a outras cidades do país, dias depois de a aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

Com Lusa.

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Minho acordou com chuva

25 October 2026 at 08:30

O Minho acordou esta manhã sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca ou chuvisco, devendo manter-se assim até meio do dia, de acordo com o boletim meteorológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O céu apresenta-se pouco nublado na generalidade do país, mas muito nublado no Norte e Centro até ao fim da manhã, com a nebulosidade a persistir ao longo do dia no litoral, especialmente a norte do Cabo Mondego. No Grande Porto, o céu mantém-se em geral muito nublado, com períodos de chuva fraca ou chuvisco até ao meio da tarde.

Braga

Previsão do tempo para Braga nos próximos cinco dias
Hoje, 25Seg, 26Ter, 27Qua, 28Qui, 29
Tempo
Nublado

Pouco nublado

Chuva

Parc. nublado

Parc. nublado
Máx./mín.19° 11°24° 8°19° 12°22° 11°21° 10°
Chuva43%0%76%2%2%
VentoE, fracoSO, fracoS, fracoSE, fracoSO, fraco

Viana do Castelo

Previsão do tempo para Viana do Castelo nos próximos cinco dias
Hoje, 25Seg, 26Ter, 27Qua, 28Qui, 29
Tempo
Chuvisco

Pouco nublado

Aguaceiros

Nublado

Parc. nublado
Máx./mín.17° 13°20° 10°17° 13°19° 12°19° 11°
Chuva67%0%76%2%2%
VentoE, fracoE, fracoS, fracoO, fracoE, fraco
Fonte: IPMA. Previsão atualizada a 25/10 às 07:31.

Há ainda possibilidade de formação de neblina ou nevoeiro no litoral Norte e Centro até ao final da manhã e novamente para o fim do dia.

O vento sopra em geral fraco de vários rumos. No litoral oeste a sul do Cabo Carvoeiro, a partir da tarde, torna-se moderado (15 a 25 km/h) do quadrante norte. Nas terras altas do Centro e Sul, pode soprar por vezes forte (até 40 km/h) até ao fim da manhã.

As temperaturas registam uma pequena subida, em especial das mínimas.

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Gil Vicente perde com o FC Porto em Barcelos

24 October 2026 at 22:35

O FC Porto venceu hoje no terreno do Gil Vicente por 1-0, com o golo decisivo a ser apontado por Borja Sainz, que premiou uma exibição de domínio, ainda que pouco inspirado.

Com a formação de Barcelos, que ficou reduzida a 10 jogadores, aos 81 minutos, por cartão vermelho direto mostrado a Marvin Elimbi, a mostrar uma postura mais resguardada, o golo do extremo espanhol, aos 63 minutos, materializou o domínio portista. 

Com este resultado, os ‘dragões’ chegam a um pleno de nove vitórias no campeonato (27 pontos), que é já o melhor arranque do clube desde 1939/40, quando conseguiu um registo imaculado nas 13 rondas inaugurais.

O conjunto ‘azul e branco’ pressiona os rivais Benfica e Sporting, que completam o pódio e ainda não entraram em campo na jornada nove, ficando a oito e nove pontos de distância, provisoriamente.

Por sua vez, os barcelenses veem interrompido um ciclo de três vitórias seguidas, entre I Liga e Taça de Portugal, mantendo os 14 pontos, de momento na sétima posição. 

Do lado gilista, Luís Pinto fez entrar Joelson e Walace França para os lugares de Gil Martins e Kaba, numa linha de continuidade em relação ao triunfo em Braga (2-1), da última ronda, na segunda-feira.

O campeão nacional apenas apresentou duas trocas face à derrota frente ao PSV Eindhoven (1-0), na terça-feira, para a Liga dos Campeões, com André Silva a render Samu e Borja Sainz a substituir Pietuszewski, após o polaco, que estava previsto iniciar, ter sentido um desconforto na coxa esquerda durante o aquecimento.

Logo ao sexto minuto, o perigo surgiu nos dois sentidos, primeiro na área portista, com Santi García a permitir o corte de Alberto Costa no momento decisivo e, no contra-ataque dos visitantes, o guarda-redes Lucão negou a Borja Sainz um golo praticamente certo.

Já em cima do intervalo, Jan Bednarek testou os melhores reflexos do guardião gilista, em cabeceamento na sequência de um pontapé de canto.

Na metade complementar, o FC Porto intensificou a sua pressão sobre a linha defensiva contrária e acabou por chegar à vantagem.

Aos 63 minutos, Froholdt cruzou pelo corredor direito para Samu, que não conseguiu captar a bola e viu-a sobrar para Sainz, que, ao segundo poste, recebeu com o peito e, sem deixar o esférico, atirou para o fundo das redes.

Após chegarem à vantagem, os líderes do campeonato permitiram ao Gil Vicente uma boa ocasião de golo, aos 80 minutos, quando Murilo obrigou Diogo Costa a uma intervenção muito apertada, a partir de um remate de meia-distância.

Logo a seguir, Elimbi foi expulso, de forma direta, num lance em que entrou de forma perigosa sobre Pepê, quando este lhe escapou em velocidade e ganhava uma posição muito vantajosa rumo à baliza.

Com a vantagem numérica, o FC Porto teve facilidades em ‘congelar’ a vantagem mínima até final e impôs um fim à sequência de duas derrotas consecutivas, ambas na Liga dos Campeões, a pior desde que Francesco Farioli assumiu o comando técnico.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio Cidade de Barcelos, em Barcelos.

Gil Vicente – FC Porto, 0-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador

0-1, Borja Sainz, 63 minutos.

Equipas

– Gil Vicente: Lucão, Ricardo Esgaio, Jonathan Buatu, Marvin Elimbi, David Moreira, Santi García (Guilherme Gomes, 75), Andreas Lausen (Zé Carlos, 60), Diogo Prioste (Tidjany Touré, 75), Murilo Souza, Walace França (Mohamed Kaba, 60) e Joelson Fernandes (Gil Martins, 60).

(Suplentes: André Picornell, Samuel Portugal, José Silva, Antonio Espigares, Zé Carlos, Tidjany Touré,  Guilherme Gomes, Gil Martins, Agustín Moreira, Gonçalo Maia, Mohamed Kaba e Martín Fernández).

Treinador: Luís Pinto.

– FC Porto: Diogo Costa, Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Zaidu Sanusi, Pablo Rosario (Alan Varela, 72), Gabri Veiga (Hwang In-Beom, 46), Victor Froholdt, Pepê, André Silva (Samu, 59) e Borja Sainz (Santiago Gimenez, 72).

(Suplentes: Cláudio Ramos, Chris Smalling, Samu, Hwang In-Beom, Nehuén Pérez, Alan Varela, Santiago Gimenez, Gabriel Mec, Seko Fofana, Martim Fernandes e Francisco Moura).

Treinador: Francesco Farioli.

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Pablo Rosario (55). Cartão vermelho direto para Marvin Elimbi (81).

Assistência: 10.520 espetadores.

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Declarações de Benjamim Pereira atiçam ‘manif’ contra custos da habitação em Braga

24 October 2026 at 20:32

As recentes declarações do presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) sobre a capacidade de sacrifício dos jovens serviram de rastilho à manifestação que hoje começou pelas 15:00, em Braga, em defesa de um teto para todos.

“Não sabemos o que é sacrifício? Ter dois trabalhos para pagar a renda e comer não é sacrifício?”, insurgiu-se Juliana Oliveira, porta-voz dos manifestantes, no arranque dos protestos, junto ao coreto da Avenida Central, que tem servido de teto a pessoas em situação de sem-abrigo na cidade.

Surfando a onda dos sacrifícios, Juliana Oliveira perguntou ainda se ser obrigado a pensar duas vezes antes de ir ao médico ou ao dentista ou de deixar de estudar por falta de recursos não são sacrifícios.

“E essas pessoas sabem o que é sacrifício? Acham que sacrifício é ser convidado para um jantar de família e terem de comer camarão tigre em vez de lagosta?”, acrescentou.

Numa sessão sobre a proposta do Plano Diretor Municipal de Gaia, na quinta-feira, o presidente do IHRU, Benjamim Pereira, disse não saber se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício da anterior, recordando que os próprios avós e o pai emigraram para ter uma casa.

No dia seguinte, Benjamim Pereira admitiu que as expressões que utilizou sobre a capacidade de sacrifício dos jovens foram infelizes, esclarecendo que não teve intenção de desvalorizar as dificuldades na habitação ou sugerir a emigração.

As declarações de Benjamim Pereira deram mais força à manifestação de hoje em Braga por mais e melhor habitação, que contou, no arranque, com cerca de duas centenas de pessoas.

Juliana Oliveira frisou que se trata de uma manifestação pacífica e que os presentes não se deixarão levar por eventuais ondas mais violentas.

“Não somos arruaceiros”, afirmou, pedindo também “algum cuidado com as beatas” e com o consumo de drogas e álcool, enquanto estiver a decorrer a manifestação.

A manifestação de hoje mete música, assembleia popular e jantar volante, confecionado numa cantina improvisada e com o que os participantes levarem.

Gente para cuidar das crianças, médicos e enfermeiros para eventuais primeiros socorros e mediadores para possíveis conflitos também fazem parte do “cardápio” da manifestação.

“Não é só a habitação que aqui está em causa. É também o custo de vida, é também a educação, é também a paz, é toda uma série de questões que fazem de nós, jovens de hoje, uma geração de muitos sacrifícios”, disse ainda Juliana Oliveira.

Gestora de projetos, com 25 anos, Juliana partilha casa com outras duas pessoas, sublinhando que, atualmente, é “impensável” comprar habitação própria.

No entanto, não desiste de lutar por dias melhores.

“Quando se é de esquerda, tem-se sempre esperança”, atirou.

Duas semanas após o início, no Porto, os protestos pelo direito à habitação prosseguem um pouco por todo o país, cumprindo, assim, a promessa de continuar nas ruas até que o Governo deixe cair a nova lei das rendas e adote medidas como o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, a proibição de compra de habitação por parte de fundos imobiliários, o aumento de habitação pública, a aplicação de tetos às rendas e a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais.

A proposta de lei do Governo para alterar o regime de arrendamento urbano foi aprovada na generalidade em 30 de setembro, contando com os votos a favor de PSD, IL e CDS-PP, a abstenção do Chega e os votos contra da esquerda, estando agora a ser discutida na especialidade, na comissão parlamentar de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.

De acordo com os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados na sexta-feira, o preço das casas no país subiu 18% para 2.445 euros/m2 no 2.º trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, e aumentou 4,6% comparativamente aos primeiros três meses deste ano.

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Canoísta de Ponte de Lima Ricardo Coelho é campeão mundial C1 de maratonas

24 October 2026 at 18:39

O canoísta Ricardo Coelho, de Ponte de Lima, sagrou-se hoje campeão mundial C1 de maratona, dando o primeiro título sénior a Portugal em Gualeguaychú, na Argentina.

Ricardo Coelho terminou os cerca de 30 quilómetros em 1:45.10,54 horas, menos 5,95 segundos do que o húngaro Mihaly Pluzsik e 42,16 do que o polaco Mateusz Borgiel, segundo e terceiro respetivamente.

No K2 júnior, Joana Peixoto e Beatriz Sá foram quartas, com Mariana Morais a ser 13.ª no K1 sénior, a mesma posição que Nuno Morais conseguiu no K1 júnior.

Portugal já tinha duas medalhas de ouro nos Mundiais de maratonas, no C2 júnior, por Duarte Cunha e Gabriel Fernandes, que ainda venceu os C1 juniores.

Além dos títulos, Portugal tem ainda o bronze de Maria Sousa nas provas de C1 júnior, a prata de Ricardo Coelho na prova curta de C1, os bronzes de Fernando Pimenta, na prova curta de K1, e Martim Conceição, na prova curta de K1 júnior, e a prata de Leonardo Barbosa em C1 sub-23.

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Avic recorre de decisão que retira sobrecompensação por transportes em Viana do Castelo

24 October 2026 at 18:10

O grupo Avic anunciou hoje que vai recorrer da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal que julgou “totalmente improcedente” a ação contra a Câmara de Viana do Castelo, relativa às compensações por Obrigações de Serviço Público (OSP) de transportes.

“A empresa não concorda com a decisão e, como tal, vai interpor o competente recurso no prazo legal”, refere um comunicado enviado hoje às redações.

A empresa António dos Prazeres da Silva & Filho, Lda., que faz parte do grupo Avic, adianta ter tomado conhecimento da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, de 23 de outubro de 2026, no processo que moveu contra o Município de Viana do Castelo.

“Nesse processo, a empresa pede a compensação do défice de exploração do serviço público de transporte na carreira Braga – Viana do Castelo, entre 2021 e 2024”, explica a transportadora.

Na sexta-feira, a Câmara de Viana do Castelo revelou que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga julgou “totalmente improcedente” a ação apresentada pelo grupo Avic contra a Câmara de Viana do Castelo, relativa às compensações por Obrigações de Serviço Público (OSP) de transportes.

Até 2023, o valor das compensações por OSP foi de 250 euros, por dia, até 150 quilómetros percorridos.

Em 2024, a proposta da Câmara de Viana do Castelo foi de 285 euros, por dia, por 125 quilómetros, tendo sido rejeitada pela transportadora que reclamou uma compensação adicional de 268.573,54 euros, acrescida de juros de mora, também reclamados pela empresa, relativa à prestação de serviços de transporte público entre 2021 e 2024.

O impasse levou a que, em junho de 2024, a empresa António dos Prazeres da Silva & Filho decidisse suspender o serviço público de transporte de passageiros (SPTP) em oito carreiras de transporte público urbano e interurbano, assim como em vários horários em diversas linhas, por gerarem “receitas de bilhética de apenas 86,20 euros, por dia, por viatura, valor insuficiente para cobrir sequer os custos do motorista”.

O acórdão do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga, de 23 de outubro, a que a agência Lusa teve hoje acesso, julgou “a ação totalmente improcedente e, em consequência, absolveu” a Câmara de Viana do Castelo.

A “empresa não demonstrou ter direito a receber valores superiores aos previstos nos protocolos celebrados com o município para aqueles anos, conforme exigia”.

O tribunal “dá relevância aos protocolos assinados com o município, considerando que a legislação relativa ao serviço público de transporte não conferia, por si só, à operadora o direito de exigir valores adicionais aos que tinham sido acordados”.

Segundo o tribunal, a empresa “age em abuso de direito, ao reclamar valores superiores aos dos protocolos que voluntariamente subscreveu”.

“O valor de referência de 2020 foi proposto pela própria Autora, e esta nunca demonstrou, com elementos contabilísticos, que a compensação fosse deficitária ou que os custos invocados decorressem do cumprimento das obrigações de serviço público”, lê-se no acórdão com 33 páginas.

Quanto aos pareceres então emitidos pela AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), o tribunal considera que “não vinculavam o município de Viana do Castelo ao pagamento dos montantes exigidos”.

“Os relatórios da AMT limitam-se a concluir pela inexistência de sobrecompensação, o que não equivale à existência de compensação deficitária”, adianta o tribunal.

Para a autarquia, a decisão do tribunal “considera que não ficou demonstrada a violação de um dever legal que obrigasse o município a rever as compensações acordadas, determinando totalmente improcedente a ação da empresa, absolvendo o Município”.

O tribunal aponta que “a compensação devida à empresa pelo cumprimento das obrigações de serviço público relativas à carreira Braga – Viana do Castelo, nos anos de 2021 a 2024, é a que resulta dos protocolos celebrados com o município, que este pagou”.

“Nem a lei, nem os protocolos, nem as pronúncias da AMT conferem à empresa o direito a receber da autarquia a diferença entre os gastos da exploração, acrescidos de lucro razoável, e os rendimentos obtidos. E não se verificam os pressupostos da responsabilidade civil extracontratual nem do enriquecimento sem causa (…). A demonstração dos montantes dos gastos, dos rendimentos e do défice alegados pela empresa em nada alteraria a solução, o que confirma a desnecessidade das diligências de prova requeridas”, lê-se no documento.

O tribunal atribuiu à empresa a responsabilidade pelas custas processuais.

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Sócios do SC Braga aprovam contas do clube por esmagadora maioria

24 October 2026 at 16:38

Os sócios do SC Braga aprovaram hoje, em assembleia geral (AG), o relatório e contas do clube de 2025/26 e o orçamento desta época por esmagadora maioria.

Segundo nota no seu sítio oficial, 98,3 por cento dos 390 associados presentes na reunião magna dos ‘arsenalistas’ aprovaram o exercício líquido positivo de 6,2 milhões (zero votos contra e 1,7 por cento abstiveram-se).

Os sócios do SC Braga aprovaram ainda o orçamento da presente temporada, tendo-se registado 96,2 por cento de votos a favor, 3,3 por cento abstiveram-se e 0,5 por cento votaram contra.

Quanto à aplicação dos resultados, a votação foi praticamente unânime: 99,7 por cento votaram a favor e apenas 0,3 por cento abstiveram-se (zero votos contra).

Há cerca de uma semana, os acionistas da sociedade anónima desportiva (SAD) do SC Braga aprovaram por unanimidade, em assembleia geral, o relatório e contas de 2025/26, que apresentou um resultado líquido de 17,3 ME e o orçamento da presente temporada.

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