Ministra convida pensionistas da CGA afetados por corte a processar o Estado


A secretária de Estado da Segurança Social anunciou esta segunda-feira que o tempo médio de atribuição das pensões unificadas — que resultam de contribuições feitas para a Segurança Social e para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) — diminuiu quase 400% em apenas dois anos. Neste momento, ronda os 25 dias, quando, em 2024, demorava 122 dias, adiantou Susana Filipa Lima.
“Fruto da interoperabilidade com a CGA, tivemos uma redução no tempo de atribuição das pensões unificadas cujo último regime é a CGA de 122 dias em 2024 para 25 dias em 2026“, indicou a responsável, numa audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027.
Na primavera, o presidente do Instituto Informático da Segurança Social, Luís Farrajota, adiantou ao ECO que a atribuição destas pensões continuava a ser complexa, demorando vários meses. Na altura, o responsável assegurou que os procedimentos seriam acelerados, o que agora ficou confirmado com os dados revelados pela secretária de Estado.
“Para 2027, as nossas prioridades passarão por ter uma Segurança Social mais proativa, que seja capaz de antecipar as necessidades e simplificar a vida das pessoas, através da automatização e antecipação de direitos, redução dos tempos de espera e simplificação de procedimentos, reforço da qualidade de informação, entrada em funcionamento do nosso ciclo contributo e de uma aposta numa maior integração dos sistemas da Administração Pública, em particular com a Saúde e a Autoridade Tributária”, adiantou Susana Filipa Lima, na audição desta segunda-feira.
Já sobre o combate à fraude na Segurança Social, a responsável avançou que foram investigados mais de 7.500 casos identificados com potencial risco de fraude, relacionados, nomeadamente, com pagamentos a cidadãos já falecidos e a pensões de invalidez indevidas. “Permitiu-nos poupar só este ano 15 milhões de euros“, indicou a secretária de Estado, que projeta uma poupança acumulada futura de 110 milhões de euros por esta via.
Na audição desta segunda-feira, a equipa do Ministério do Trabalho foi também questionada sobre a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) nesta área. Coube à ministra, Maria do Rosário Palma Ramalho, responder, notando que a taxa de execução das metas era muito baixa, quando chegou à Praça de Londres. “Nalguns casos, praticamente inexpressiva. E algumas das metas eram irrealistas“, observou a governante.
“Em termos de balanço, foi necessário fazer uma reprogramação. Dentro desta, pudemos dar cumprimento na sua integralidade”, acrescentou a mesma, que esclareceu que as obras que ficaram por concluir poderão ser financiadas pelo Orçamento do Estado, pelo Portugal 2030 ou por verbas internas dos próprios organismos. “Não vai ficar nenhuma destas obras por concluir”, garantiu a ministra.
Já sobre os trabalhadores, Palma Ramalho realçou que, uma vez que a estrutura de missão do PRR teve “a sua vida prolongada até ao final de 2027, os trabalhadores afetos manterão o vínculo”. O mesmo se aplicará aos trabalhadores da Segurança Social com missões PRR.

A ministra do Trabalho assegurou esta segunda-feira que o “Governo não cortou nenhuma pensão“, justificando a correção que a Caixa Geral de Aposentações (CGA) está a fazer a quase três mil reformas com um “lapso de parametrização administrativo informático“. Numa audição parlamentar, Maria do Rosário Palma Ramalho garantiu que não deu qualquer orientação e adiantou que, todos os anos, são corrigidas cerca de 800 pensões “por uma razão ou por outra”.
“Este Governo não corta nenhuma pensão, nem aqui, neste caso, cortou alguma pensão. O que aconteceu foi um lapso de parametrização administrativo informático das pensões da CGA. Foi detetado agora porque só agora é que os trabalhadores em causa pediram a reforma ao fim dos 20 anos sobre 2006“, explicou a ministra da tutela, em resposta a uma questão colocada pelo deputado bloquista Fabian Figueiredo, no âmbito de uma audição sobre o Orçamento do Estado para 2027.
“O Governo não deu nenhuma orientação. Não cortou e não cortará nenhuma pensão. Nem sequer sabia o que se estava a passar. A CGA já reconheceu que devia ter informado o Governo”, mas achou que era “uma questão que achava que era administrativa. Todos os anos a CGA corrige 800 pensões. Vai corrigindo por uma razão ou outra“, acrescentou Palma Ramalho.
Aos deputados, a ministra do Trabalho adiantou também que, neste momento, está a decorrer o prazo de audiência prévia, findo o qual os visados terão três opções à opção: o pagamento voluntário do valor transferido em excesso, o pagamento desse montante em prestações até dezembro de 2027 ou o pagamento desse valor através da compensação nas pensões futuras.
Palma Ramalho detalhou que em causa estão pensionistas com reformas médias líquidas de 2.475 euros, sendo que o valor médio que terão de repor é de 93 euros.
Há algumas semanas, foi noticiado que a CGA vai corrigir 2.937 pensões atribuídas entre maio e agosto deste ano, depois de ter detetado um erro no cálculo que levou a que fossem fixadas acima do valor previsto na lei. O valor pago a mais terá de ser, como mencionado, devolvido.
Na semana passada, o próprio presidente do conselho diretivo da CGA, António Valente, foi ouvido no Parlamento sobre esta tema, tendo garantido que a correção não resulta de qualquer instrução do Governo, mas da necessidade de repor a legalidade.
Já o Bloco de Esquerda tem sido uma das vozes que contestam o facto de serem os pensionistas a assumir o “suposto erro” da Caixa Geral de Aposentações, pelo que entregou uma queixa à Provedora de Justiça. Por outro lado, há advogados que entendem que os pensionistas poderão recorrer aos tribunais para travar a devolução destes valores, segundo noticiou o Público.
A própria ministra do Trabalho sublinhou, esta segunda-feira, que os visados, querendo, “podem pôr uma ação contra o Estado por responsabilidade civil“. “É um direito que assiste a qualquer pessoa que se sinta lesada”, disse a também jurista.
(Notícia atualizada às 19h59)

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
A ministra do Trabalho defendeu esta segunda-feira que seria vantajoso para o país que se conseguisse um “pacto de regime” em torno da reforma da Segurança Social. Maria do Rosário Palma Ramalho argumentou que se exige um “entendimento quanto aos desafios“, mesmo que não haja, à partida, acordo sobre as soluções.
“Cumprimos o compromisso que os portugueses sufragaram: estudar a sustentabilidade da Segurança Social. E fizemo-lo através de um grupo de trabalho independente, que aprofundou o trabalho desenvolvido em governos anteriores“, começou por sublinhar a governante.
“Neste âmbito, o país ganha em caminhar para um pacto de regime, mesmo que isso não signifique, à partida, estarmos de acordo quanto às soluções. Certamente, exige-se um entendimento quanto aos desafios, porque esses são comuns a todos”, defendeu a ministra da tutela, numa audição parlamentar promovido no quadro do Orçamento do Estado para 2027.
O primeiro-ministro já tinha indicado que deseja um “entendimento nacional” na reforma da Segurança Social, mas também tem dito que não será nesta legislatura que essas mudanças profundas ao sistema terão lugar.
Em agosto, o grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a sustentabilidade da Segurança Social apresentou, como referido pela ministra do Trabalho, o seu relatório final (com várias propostas de reformas). Os próprios peritos assinalaram, nesse relatório, que é preciso um “consenso político alargado” para que as mudanças perdurem.
Em resposta ao apelo deixado por Maria do Rosário Palma Ramalho, o deputado socialista Miguel Cabrita salientou que “o PS tem um pacto de regime com as pensões e a Segurança Social há 50 anos”. “Todas as reformas que foram feitas para reforçar a sustentabilidade do sistema foram feitas pelo PS“, declarou.
Deixou, contudo, um recado: “Se por pacto de regime se entende uma espécie maioria de direita com base no alarmismo e com uma agenda privatizadora para minar a confiança e a credibilidade do sistema, não contará certamente [com o PS]“.
Questionada também pelo PS sobre que mudanças concretas estarão em cima da mesa (isto é, que propostas dos peritos pondera o Executivo acolher), a ministra do Trabalho não deu detalhes, remetendo-o para um debate com as várias partes.
Já em resposta à Iniciativa Liberal, Maria do Rosário Palma Ramalho, garantiu que o estudo apresentado em agosto “não está na gaveta”. “Está aí e está em debate“, assegurou. “Compete ao Parlamento e ao sentido de responsabilidade de todas as bancadas saber que solução podemos construir a partir daqui. O Governo está disponível para chegarmos a essa solução“, realçou.
Ainda sobre a Segurança Social, mas sobre um outro tema, a ministra da tutela adiantou que o programa de digitalização já permitiu retirar 4,2 milhões de pessoas dos balcões presenciais.
Já sobre as mudanças recentemente aprovadas pelo Parlamento às licenças parentais, a ministra do Trabalho clarificou que o Governo da AD travou a intenção da esquerda de aplicar essas mudanças às situações já em curso, porque entende que só assim se honra o princípio da segurança jurídica e porque seria “inexequível” do ponto de vista procedimental disponibilizar esse período transitório.
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Na audição desta tarde, a ministra do Trabalho anunciou também que pretende transpor a diretiva europeia relativa às plataformas digitais para a legislação portuguesa no próximo ano. A reforma laboral que o Governo esteve a discutir entre o verão de 2025 e a primeira de 2026 previa essa transposição, mas acabou chumbada, daí que seja necessário avançar agora de forma autónoma para cumprir as orientações comunitárias.
Desde maio de 2023 que do Código do Trabalho português já constam regras para o trabalho nas plataformas, prevendo-se a possibilidade de os estafetas serem considerados trabalhadores por conta de outrem das plataformas.
Na proposta de reforma laboral que esteve a discutir com os parceiros sociais e com os partidos com assento no Parlamento, o Governo de Luís Montenegro não fechava a porta a esse reconhecimento, mas queria, nomeadamente, deixar claro que só seria possível para os estafetas em situação de dependência económica, isto é, pelo menos, 80% da sua atividade ligada a apenas uma plataforma.
Esta poderá ser uma das propostas que voltará à ribalta no próximo ano, já que esta segunda-feira, numa audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho explicou que, em 2027, será tempo de transpor a diretiva europeia das plataformas digitais.
No próximo ano, o Governo pretende também transpor a diretiva europeia da transparência salarial, sinalizou Maria do Rosário Palma Ramalho, além de subir o salário mínimo nacional em 50 euros pata 970 euros, atualização as pensões e subir o valor de referência do Complemento Solidário para Idosos.
À parte destas duas diretivas europeias, o PS quis saber, durante a audição desta tarde, que outras alterações ao Código do Trabalho o Governo está a planear. A ministra da tutela não identificou mudanças, mas reforçou que “a reforma da legislação laboral vai ser inevitável“. “Não foi desta vez porque o Parlamento não quis, mas vai ser inevitável. Pode ser este Governo, pode ser outro“, afirmou, explicando que a lei, como está, está profundamente desajustada face ao mercado de trabalho da era digital.
Já o Livre aproveitou a discussão em torno da adaptação da lei do trabalho ao século XXI para questionar a ministra sobre a semana de trabalho de quatro dias, modelo que foi testado recentemente na Função Pública dos Açores, com resultados animadores.
“Nenhum empregador está impedido de implementar na sua empresa a semana de quatro dias ou três dias. O Estado não se substitui ao empregador na gestão do tempo de trabalho. Os resultados são bons? Ainda bem, mas não nos substituiremos aos empregadores“, declarou, sinalizando que este não é um tema a que o Governo de Luís Montenegro queira dar seguimento.
Já sobre o Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho salientou que “há duas formas de falhar a um país: prometer o que hipoteca o futuro e adiar o que não se pode adiar”.
“Este Orçamento recusa ambas. Não promete o que hipoteca o futuro, nem adia o que não se pode adiar. Moderação política nas promessas. Imoderação na transformação, com as duas prioridades inseparáveis deste Ministério: promover a criação de riqueza e tornar a proteção social mais eficaz. É este o compromisso que aqui reafirmo”, rematou Palma Ramalho.
(Notícia atualizada às 18h53)
A música segue se consolidando como instrumento de transformação social em Pernambuco com a inauguração oficial do quarto núcleo da Orquestra Criança Cidadã (OCC), instalado na Comunidade Obra de Maria, no distrito de Penedo, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.
A solenidade de abertura reuniu representantes das instituições parceiras, lideranças religiosas, docentes, familiares e os jovens selecionados para compor a primeira turma do projeto. A iniciativa tem como objetivo central democratizar o acesso ao ensino musical gratuito e promover a formação cidadã entre crianças e adolescentes da região.
Idealizado pelo Coordenador-Geral da OCC, João José Rocha Targino, o projeto chega à nova localidade no ano em que celebra duas décadas de atividades transformadoras. A unidade de São Lourenço da Mata passa a somar esforços aos núcleos já consolidados do Coque, no Recife, de Camela, em Ipojuca, e de Nova Cruz, em Igarassu.
Durante o evento, Targino ressaltou a importância da união entre as instituições e a trajetória construída em parceria com Gilberto Barbosa, fundador da comunidade católica, Maria Salomé Ventura, cofundadora, e cerca de 6 mil missionários e voluntários no mundo.
Ao citar o poema “O Infante”, de Fernando Pessoa, resumiu o espírito da solenidade: “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. O fundador também relembrou o diálogo que deu origem ao espaço: “Eu sempre disse a Gilberto que nós deveríamos implementar um núcleo da Orquestra Criança Cidadã na Obra de Maria”.

João Targino ainda enfatizou que o projeto ultrapassa as fronteiras do ensino técnico de instrumentos, focando no desenvolvimento humano, na autonomia e na criação de perspectivas de futuro para as famílias. “A palavra-chave do projeto Criança Cidadã não é outra que não oportunidade. Nosso compromisso é fazer o melhor, transformar essa orquestra que nasce hoje, pelas bênçãos de Deus, para ser grande”, declarou.
A proposta pedagógica da OCC alia a aprendizagem de instrumentos de cordas à disciplina e ao convívio comunitário, com rotina de aulas de segunda a sexta-feira e ensaios gerais aos sábados.

A aliança entre as duas entidades é um gesto voltado à responsabilidade social e à formação humana integral. O fundador da comunidade e vice-presidente da OCC, Gilberto Barbosa, comemorou a consolidação da iniciativa. “Estou muito feliz por conhecer o trabalho, a eficiência. Tudo o que é feito aqui é com muita eficiência, com muito zelo, com muito carisma, com muita vocação, dedicada também à causa social”.
Ao recordar o histórico da região e o impacto do projeto, Barbosa apontou o papel transformador da arte. “Eu cheguei nessa terra que dizia que era a terra de ninguém. Ninguém poderia habitar aqui. E Deus transformou. Deus tem transformado e a música transformou”, afirmou.
A programação de inauguração contou com momentos de celebração religiosa, incluindo a bênção concedida por Dom Romualdo, além de uma apresentação especial feita por músicos da Orquestra Criança Cidadã para saudar os novos estudantes.
Com o início das atividades em São Lourenço da Mata, a Orquestra Criança Cidadã reafirma a diretriz iniciada em 2006 na comunidade do Coque, expandindo oportunidades para que jovens talentos desenvolvam suas habilidades artísticas e sociais.


© Divulgação

Octubre devuelve las mangas largas y, con ellas, un detalle que en agosto daba igual: lo poco que asoma el reloj entre el puño y la mano. Asoma menos, pero cuando asoma tiene que cuadrar con el jersey, la camisa y el abrigo. Ahí el color del acero manda más que el logo. El Calvin Klein de acero negro lo resuelve por la vía discreta, y los otros dos tiran por caminos muy distintos.
Los tres son de cuarzo, de pila, de los que te pones por la mañana sin darles cuerda ni pensarlo. Lo que los separa es el acabado. El negro casi desaparece sobre la ropa oscura y el gris se deja ver algo más. El plateado con esfera azul es el de toda la vida, el que sale en las fotos de boda de media España.

Un reloj negro sobre pulsera negra se lee en la muñeca casi como una pulsera más. No pide atención, y por eso es tan fácil de llevar con ropa oscura. El acero lleva un baño negro (lo que las marcas llaman chapado iónico) y la esfera, también negra, tiene un brillo metálico que cambia con la luz.
Dentro caben tres esferas pequeñas que dan juego a la cara del reloj sin meterle ni una gota de color. La caja es grande, de 44 mm, así que en una muñeca fina se va a notar. Lo compensa el grosor: con 10 mm se cuela bajo el puño de la camisa sin hacer bulto.
Donde mejor queda es en el look oscuro de otoño: jersey de cuello alto negro, vaqueros sin lavar y chaqueta de cuero. Si encima va un abrigo camel, el contraste le sienta todavía mejor. Con un traje gris claro yo no lo pondría, porque se come el conjunto; con azul marino, sin problema. Es el más de temporada de los tres, aunque el negro sobre negro lleva años en las muñecas y no tiene pinta de irse.
Aguanta la lluvia y lavarte las manos con él puesto. Sale por menos de 130 euros, y para un reloj que vas a llevar a diario de octubre a marzo es dinero bien puesto.

Si el Calvin Klein se esconde, el Fossil Everett asoma lo justo. Su pulsera es de un gris oscuro tirando a plomo, el que en relojería llaman gunmetal, con la esfera gris a juego. No brilla como el plateado ni desaparece como el negro.
Funciona también como cronómetro y aguanta un baño en aguas poco profundas sin quitártelo. Con americana azul marino y camisa blanca está en su sitio, y el sábado con sudadera gris y vaqueros, también. Es el que mejor salta de la oficina al fin de semana, y se queda justo por debajo de los 150 euros.

Este no es de temporada ni pretende serlo. El Lotus 18670 lleva años a la venta y su receta es la que nunca falla: pulsera plateada y esfera azul. Es el reloj de quien no quiere pensar en el reloj.
Va con camisa oxford azul y chinos beige, con traje azul marino, con un jersey de pico gris y vaqueros. Cuesta encontrarle un look en el que desentone, y en un reloj de diario eso vale más que cualquier detalle. La esfera azul es la que le quita el aire de reloj de comunión: sobre una camisa blanca pone el único punto de color de los tres.
Tiene la ventanita de la fecha, que se agradece cada vez que firmas algo y no sabes ni en qué día vives. También es el que más agua aguanta de los tres. Llega en su estuche, así que como regalo de Navidad está resuelto sin buscar caja.
Se queda por debajo de los 65 euros, menos de la mitad que cualquiera de los otros dos. Si solo pudiera quedarme con uno para los próximos diez años, sería este.
Merece la pena si buscas un reloj que te dure todo el invierno sin cambiarlo según el día: el Calvin Klein para quien viste de oscuro, el Fossil para quien pasa de la americana a la sudadera sin mirar la muñeca. Y si el reloj es para otra persona y no conoces bien su armario, el Lotus es el que menos riesgo tiene de quedarse en el cajón.
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¿Qué nos empuja a buscar una explicación para cada cosa que pasa en nuestra vida? A medio camino entre la angustia de Sábato en El túnel y la lúcida renuncia de Antonio Gala —quien afirmaba que ser feliz exige darse cuenta de que nada es tan importante—, asoma la trampa de la ansiedad, que nace de la obsesión por dar respuesta a todas las preguntas. Y dominarlas. Paradójicamente, cuanto más irracionales y aciagas sean, más nos aferramos a ellas, como si ensayar el desastre nos blindara ante la tragedia.
La ansiedad puede comprenderse a través de la teoría de la intolerancia a la incertidumbre —desarrollada por Michel Dugas, Robert Ladouceur y Mark Freeston—, que define nuestra incapacidad para convivir con lo impredecible. La incomodidad ante la falta de certezas parece empezar a ganar terreno entre los jóvenes, ¿o es que se le está empezando a poner nombre a un malestar históricamente mudo? El reflejo del lastre cobra vida en los datos del Centro Reina Sofía que revelan que el 54,7% de los jóvenes que afirman haber sufrido algún problema de salud mental en el último año. Los trastornos de ansiedad figuran entre los más habituales y, además, son los únicos que continúan creciendo respecto a años anteriores. Unas cifras que permiten tomarle el pulso a una generación cuyo malestar ya no puede despacharse como algo anecdótico.
Una generación que aprende a vivir ansiosa aprende a limitar su vida
Pero ¿qué ocurre realmente en la cabeza de una persona con ansiedad? ¿Qué mecanismos convierten la incertidumbre cotidiana en una amenaza y por qué, a veces, la mente parece empeñada en imaginar precisamente aquello que más teme?
La ansiedad no es un fenómeno puramente mental, sino una reacción multidimensional que afecta todo el organismo. Vanessa Fernández, doctora en Psicología, explica que esta emoción es una ''respuesta emocional normal y natural, la tenemos todo el mundo y aparece ante situaciones que interpretamos, aunque no lo sean, como amenazantes''. En el plano físico, el cuerpo reacciona con tensión, sudoración y un incremento de las frecuencias cardíaca y respiratoria. Sin embargo, es en el plano cognitivo donde la mente empieza a tejer una red de la que es difícil escapar: cuando esta se ve desbordada, el pensamiento se enfoca de manera obsesiva en la amenaza, magnificando los errores, anticipando catástrofes y minimizando la propia capacidad para afrontar los problemas.
En palabras de la doctora Fernández, ''la persona con ansiedad va a percibir el mundo de una manera peligrosa. Entonces, al percibir una situación como hostil, aparecerá un círculo vicioso en el que el cerebro creerá todo lo que le estás diciendo y liberará más ansiedad''. Esta distorsión no solo altera la percepción de la realidad, sino que paraliza la capacidad de reacción del individuo: el ansioso se bloquea, habla de manera entrecortada y evita de manera sistemática aquellas situaciones que percibe como conflictivas.
Pero la ansiedad –esa que te impide adaptarte a lo que se escapa de tu zona de confort– domina la capacidad de amoldarse a las nuevas realidades; la patología de las nuevas generaciones ya no se circunscribe a hitos vitales concretos y delimitados en el tiempo, como podían ser los exámenes o la emancipación. Marina Díaz Marsá, psiquiatra y presidenta de la Sociedad Española de Psiquiatría y Salud Mental, señala que nos encontramos ante un malestar mucho más difuso, crónico y anticipatorio, alimentado por la exposición digital permanente, la incertidumbre y la autoexigencia multidimensional.
La doctora Díaz Marsá advierte sobre el impacto de este estado de alerta sostenido en el tiempo y afirma de manera contundente que ''una generación que aprende a vivir ansiosa aprende a limitar su vida''. Este límite se traduce clínicamente en somatizaciones tempranas, una preocupante intolerancia a la frustración y a la incertidumbre. Según la experta, esto es consecuencia directa de un modelo educativo y social que ha reducido las oportunidades para experimentar el fracaso controlado y que, en cambio, refuerza la inmediatez a través de la tecnología.
En este escenario, las redes sociales no actúan como una causa única, pero sí como un amplificador de las inseguridades y de la necesidad de aprobación externa. El cerebro adolescente, biológicamente sensible a la evaluación social, se ve expuesto a un triángulo lesivo para la autoestima: la comparación constante, la búsqueda de validación mediante likes y la exposición a vidas idealizadas; una idea apoyada por Rita, una paciente de salud mental con ansiedad crónica que cuenta a El Independiente lo frustrante que es no poder alcanzar nunca los estándares que se venden en las redes sociales: "No hablo solo de belleza, que al final es algo subjetivo. Hablo del ritmo de vida que parece llevar todo el mundo, de todos los libros que parecen tener tiempo para leer, de los sábados que salen a comer fuera, de las tres carreras y los dos másteres que tienen. De lo normalizado que está ese supuesto éxito que vemos constantemente y que, muchas veces, no es más que una fachada: una imagen de perfección que tiene poco que ver con la realidad y que esconde vidas mucho más complicadas de las que nadie habla".
Por su parte, Alberto Veira Ramos, profesor de Sociología en la UC3M, coincide en el impacto nocivo de esta hiperconexión y en cómo la pérdida de control sobre el propio tiempo libre se convierte en un caldo de cultivo para el malestar. El sociólogo reflexiona sobre las dinámicas de comparación que imperan en la actualidad y destaca que ''nos estamos continuamente comparando con la versión edulcorada que los demás suben de sí mismos a las redes. Eso no pasaba antes''. Esta tiranía de la felicidad obligatoria y del éxito empaquetado se convierte, según el experto, en una auténtica losa para el desarrollo de los jóvenes.
A pesar del incremento en las consultas, los expertos coinciden en que una mayor alfabetización en salud mental ha permitido que los jóvenes identifiquen antes el sufrimiento y dejen de padecerlo en silencio, lo cual representa un avance social significativo.
Sin embargo, la respuesta a este problema no debe limitarse a la vía farmacológica. El consumo de ansiolíticos ha aumentado, y el uso prolongado de benzodiacepinas durante más de 4 semanas genera tolerancia, dependencia e interfiere directamente en el aprendizaje a la hora de elaborar estrategias para afrontar la ansiedad desde el plano mental y no químico.
Lejos de criminalizar la medicación –siempre que haya sido prescrita– faltan herramientas de autorregulación emocional y de autoconocimiento. En su análisis, Veira sugiere volver la mirada, también, hacia disciplinas tradicionales y formativas, señalando que ''en el sistema educativo se está dejando de enseñar herramientas de los filósofos clásicos para controlar el temperamento propio, las propias emociones y gestionar nuestros propios miedos''. Cita, en este sentido, el título de una obra de Lou Marinoff, "Más Plantón y menos Prozac" y alude a corrientes como el estoicismo, que ofrecen recursos valiosos para reducir la vulnerabilidad ante las opiniones ajenas y fortalecer la confianza en uno mismo.
Aprender a gestionar el tiempo, establecer rutinas saludables, asegurar la presencia y el apoyo familiar sin caer en la sobreprotección, y aprender a poner límites en las relaciones personales se perfilan como los pilares fundamentales para desactivar la alerta constante. Solo así se permitirá que los jóvenes se desprendan, de manera saludable, de la asfixiante máscara de la perfección. Quizá la verdadera renuncia de la que hablaba Antonio Gala no sea dejar de aspirar a más, sino dejar de vivir como si nunca fuéramos suficientes.
Las protestas en Albania han transformado el céntrico bulevar Dëshmorët e Kombit de Tirana en el epicentro de las protestas en contra del gobierno. La capital albanesa vive jornadas de barricadas, gases lacrimógenos y un asedio institucional que amenaza con acabar con el gobierno del primer ministro Edi Rama. Una oleada de descontento que nace de un ambiente de tensión interna que se cruza con intereses transnacionales.
El detonante que sacó a miles de universitarios y organizaciones ciudadanas a las calles se produjo por un conflicto urbanístico en la costa jónica. A través de la firma de inversión Affinity Partners, Jared Kushner, yerno del presidente estadounidense Donald Trump, cerró con el beneplácito directo de Edi Rama un plan para urbanizar enclaves vírgenes de altísimo valor ecológico: la isla de Sazan y las inmediaciones de Zvërnec, junto a la laguna de Narta.
Esta operación, valorada en más de 1.400 millones de euros, desató lo que los colectivos ecologistas bautizaron como la "Revolución de los Flamencos", en alusión a las especies protegidas que anidan en el lugar. Para allanar el terreno al desembarco del capital estadounidense, el Parlamento albanés aprobó una controvertida reforma a la Ley de Áreas Protegidas (modificaciones a la Ley n.º 81/2017 de Áreas Protegidas), diseñada prácticamente a medida para desregular suelos preservados bajo la figura de "inversión estratégica".
Para una juventud que emigra a una escala enrome debido a la precariedad salarial y el encarecimiento de la vivienda, según las bases de datos de Euroestat, la entrega del litoral nacional a oligarquías foráneas supuso una afrenta directa hacia la ciudadanía. Las asambleas estudiantiles, que inicialmente protestaban por mejoras en la educación pública, canalizaron esa indignación contra los resorts de ultralujo que pronto acabó unificando a todas las demandas sociales.
"¿Cómo voy a permitirme alquilar un piso en una de esas torres con un sueldo de 540 euros? Comparto piso con gente que ni conozco porque mi familia ya ha emigrado. Estamos agotados", señalaba Santa, una estudiante de 22 años en una declaraciones recogidas por el medio croata Moj Kraj.
El movimiento del presidente Edi Rama obedecía a un interés por garantizarse un canal de interlocución directo y blindaje político con el entorno de Trump. Sin embargo, esta jugada ha generado incomodidad en Bruselas ya que Albania se encuentra en una fase crucial de su integración a la Unión Europea. Un proceso donde cada paso depende de la adhesión a los estándares comunitarios en medio ambiente y separación de poderes.
Los informes anuales emitidos por la Comisión Europea sobre el Estado de derecho han reiterado su preocupación por la opacidad en las adjudicaciones directas, las asociaciones público-privadas (APP) y la vulnerabilidad de las normativas medioambientales que persisten en el país balcánico. Expertos como Florian Bieber, de BIEPAG (Balkans in Europe Policy Advisory Group), explican que al acelerar concesiones a empresas americanas antes de completar los pasos a seguir para adherirse a la UE, Tirana camina por el filo de la navaja. Contentar al capital vinculado a Washington a costa de tensar los compromisos adquiridos con sus socios comunitarios.
Al caer la noche, las protestas ciudadanas suelen convertirse en choques violentos. Sectores de la oposición, se sumaron a la convocatoria transformando el malestar ecologista y estudiantil en una campaña abierta de desobediencia civil (mosbindje qytetare). Los cócteles molotov contra la sede del Consejo de Ministros y el Tribunal Supremo han recibido como réplica cañones de agua y un uso masivo de gas lacrimógeno.
Esto ha disparado las quejas por el supuesto auge de los abusos policiales hacia los manifestantes. El Defensor del Pueblo de Albania (Avokati i Popullit) ha desplegado misiones urgentes en comisarías tras denuncias de detenciones arbitrarias de manifestantes jóvenes. Mientras tanto, la Agencia de Supervisión Policial (AMP) mantiene expedientes abiertos por presuntos excesos en el empleo de proyectiles no letales en zonas residenciales de la capital.
Investigaciones documentadas por la red Balkan Investigative Reporting Network (BIRN) destacan que el descontento ha calado transversalmente en familias de clase media asfixiadas por la inflación en alimentos y servicios básicos.
Las protestas en Albania demuestran que el relato de estabilidad que el Ejecutivo de Edi Rama proyecta en las cumbres internacionales no se sostiene. Por ello, el desenlace de la crisis dependerá de la capacidad del Estado para abrir canales reales de diálogo con las universidades y frenar el desmantelamiento de sus espacios protegidos.
Era el proyecto de defensa del siglo. Al menos hasta el momento. Uno en el que participaba España. El caza de sexta generación FCAS (Future Combat Air System) de 100.000 millones de euros no encontró solución después de que Francia y Alemania tirasen lo suficiente de la cuerda como para romperla. Tras ello, Francia decidió ir por vía libre y Alemania y España siguieron un camino aparte. Entre la baraja de opciones para construir el caza de sexta generación resaltaba el GCAP británico o unirse a Suecia, mediante la gigante Saab.
Y ahora, Alemania está centrándose en la opción de construir el caza de sexta generación con Suecia, pero sin dejar de lado a España como socio principal en el proyecto del FCAS. Una evaluación del Ministerio de Defensa alemán señala que España, Alemania y Suecia cuentan con requisitos militares estrechamente alineados y posiciones de partida comparables, según ha informado Politico. Así, los funcionarios de defensa alemanes aconsejaron a Berlín de que buscara una nueva colaboración con Suecia y España, en vez de unirse al GCAP liderado por Reino Unido, Japón e Italia. Aunque esta recomendación no inclina de forma definitiva la decisión de Alemania.
Esto es porque, según consideran, la alianza germano-sueca-española es más ventajosa y prometedora que el Global Combat Air Programme (GCAP) que entrará en servicio en 2035. Este proyecto inició en 2022, cinco años después de la primera propuesta del FCAS, y ha mostrado avances, a diferencia del sepultado programa europeo tripartito. El GCAP está formado por tres gigantes de la defensa. BAE Systems, por parte de Reino Unido; Leonardo, de Italia; y Mitsubishi Industries, por parte de Japón.
Por otro lado, un portavoz de Airbus, representando a la parte alemana del proyecto, afirmó que el grupo estaba "abierta a la cooperación", siempre y cuando la industria alemana y española obtuvieran un "papel sustancial e igualitario" en el desarrollo, la producción y la operación. Y en este punto no parecen chocar, pues fue Francia, mediante Dassault, la que terminó por dinamitar un proyecto en el que cada país quería tener más papel del que le correspondía en un primer lugar. De hecho, el papel de Indra y España se vio difuminada en el trío de países y, a pesar de tener la misma propiedad del proyecto (33%), su rol ha sido menor que el de Francia y Alemania.
Esto es porque hasta el momento el papel de España en el proyecto del caza se situó casi desde la posición de un mero observador. José Vicente de los Mozos, antiguo CEO de Indra, aseguró en marzo, en medio del conflicto entre Airbus-Alemania y Dassault-Francia, ante una pregunta realizada por este medio que el papel de España sería "en función de los requerimiento de cada país y de la plataforma". Es decir, España se mantiene al margen de las disputas, en tierra de nadie, esperando a la resolución de sus socios europeos.
Además, la información del diario estadounidense llega a la vez que una entrevista en el medio alemán Handelsblatt del CEO de Airbus Espacio y Defensa, Michael Schöllhorn. El ejecutivo afirmó que Alemania no construirá el caza de sexta generación en solitario ni con un único aliado, por lo que, "además de España, necesitamos al menos un socio fuerte más". La verdadera pregunta no es si España y Alemania podrían construir su propio caza de sexta generación, sino si serían capaces de hacerlo a tiempo de las necesidades que estos tiempos requieren.
"Y no quedan muchas opciones. Podemos mirar hacia Gran Bretaña e Italia, y podemos mirar hacia Suecia. El proyecto GCAP ya está bastante avanzado, así que hay poco margen de maniobra", aseguró Schöllhorn.
La reforma del sistema de pensiones de 2023, implementada por el entonces ministro de Seguridad Social y actual gobernador del Banco de España, José Luis Escrivá, introdujo penalizaciones económicas de hasta el 30% sobre la cuantía de la pensión final para desincentivar el retiro de los trabajadores antes de la edad ordinaria de jubilación y favorecer carreras laborales más largas. El objetivo de fondo era aliviar la presión que ejercerá sobre las cuentas de la Seguridad Social la jubilación masiva de la generación del baby boom, que ya ha comenzado a retirarse. Es decir, retrasar la edad efectiva de jubilación para contener el aumento del gasto en pensiones que afrontará el sistema durante las próximas décadas.
Sin embargo, los datos acumulados de 2026 hasta agosto traen malas noticias. Las jubilaciones demoradas (aquellas en las que el trabajador sale del mercado laboral con más de 65 años si ha cotizado 38 años y 3 meses o con más de 66 años y 10 meses si ha cotizado menos de 38 años y 3 meses) representan el 12% sobre el total de personas que se han jubilado en los primeros ocho meses del año. Concretamente, casi 28.800 trabajadores optaron por esta modalidad respecto a las 247.200 altas del sistema.
Durante los años previos a la reforma, los jubilados que optaban por esta modalidad apenas representaban menos del 5% sobre el total. Sin embargo, desde que se introdujeron los desincentivos económicos, esta proporción ha ido escalando gradualmente: del 5,4% de 2022 al 8,1% en 2023, seguido del 9,3% en 2024, el 10,9% en 2025 y el 11,6% entre enero y agosto de 2026.
No obstante, estas cifras distan mucho de los cálculos estimados por el Gobierno. En 2023, el Ministerio que dirigía José Luis Ecrivá remitió a la Comisión Europea el documento con sus Proyecciones del gasto público en pensiones hasta 2050, a fin de recibir el cuarto desembolso de los fondos europeos. Pues bien, en estas proyecciones, el entonces ministro de Seguridad Social apuntó que en 2026 se registrarían alrededor de 285.000 jubilaciones demoradas sobre un total de 345.000 altas, es decir, tendrían que haber representado el 83% del total en vez de un 11,6% como finalmente ha ocurrido.
La cuestión no es solo que la estimación sea inexacta, sino también sus repercusiones económicas sobre el gasto público. El documento enviado a Bruselas calculaba que, como consecuencia del impacto de los nuevos incentivos a la jubilación demorada, se podría reducir el gasto un 0,14% sobre el PIB en 2025 y un 0,17% en 2026. En euros contantes y sonantes supondrían unos 2.300 y 2.900 millones de euros menos, respectivamente.
Sin embargo, dado que sus estimaciones no se han cumplido, este ahorro ha sido menor. Según cálculos de El Independiente, si se aplica de forma orientativa la proporción observada a las estimaciones del Gobierno, los 2.300 millones de euros que la Seguridad Social esperaba reducir del gasto en pensiones en 2025 se quedarían en unos 300 millones, mientras que los 2.900 millones proyectados para 2026 bajarían a alrededor de 400 millones.
De hecho, la desviación optimista no se limita a las jubilaciones demoradas, sino que también se ha producido sobre las previsiones globales. La reforma contemplaba más medidas, además de los desincentivos a retrasar la jubilación (como el incremento de los ingresos a través del refuerzo de las cotizaciones sociales o la elevación anual de la edad ordinaria de jubilación, entre otras), para reducir el gasto público.
Sin embargo, sus proyecciones apuntaban a que el gasto en pensiones contributivas se situaría en el 11,22% del PIB en 2025 gracias a la reforma, frente al 12,27% que habría representado sin ella. Dado que se disponen de los gastos del sistema sobre este ejercicio, las cifras revelan que el desembolso final ha sido superior incluso a la estimación del escenario previo a la reforma: casi 212.400 millones de euros, equivalentes al 12,6% del PIB.
Donald Trump ha anunciado su apoyo a Benjamín Netanyahu en las elecciones en Israel del próximo día 27. Como tantas otras decisiones del presidente de Estados Unidos el anuncio podría dar lugar a pensar que detrás hay una operación calculada y, aunque tal operación existe, nada indica que esté dando frutos.
Los enviados habituales de Trump a todos los conflictos: Steve Witkoff y su yerno Jared Kushner, a los que ha sumado el secretario de Defensa de Estados Unidos, Pete Hegseth, han mantenido en las últimas semanas discretas y tensas conversaciones con los dos principales candidatos a primer ministro de Israel, Netanyahu y Gadi Eisenkot, tras las elecciones. La propuesta de Trump es conseguir el compromiso de ambos dirigentes de que, gane quien gane (los sondeos predicen un empate), se constituya un gobierno de unidad nacional sin representantes del ala más dura de la derecha y donde el cargo de primer ministro sea rotatorio entre los dos principales candidatos, sea quien sea el vencedor.
Detrás de estas conversaciones impulsadas por Trump hay una ambiciosa obsesión y un objetivo estratégico. Su obsesión es atenuar el fracaso que le pronostican los sondeos en las elecciones de medio término a las que el presidente de EEUU tiene que enfrentarse el próximo 3 de noviembre. En nombre de aminorar ese fracaso, Trump está obligando al presidente ucraniano a aceptar un acuerdo de supuesta paz favorable a Moscú y trata de imponer al próximo primer ministro israelí un plan pensado desde los intereses más inmediatos de EEUU.
Así, Trump plantea como objetivo estratégico limitar más las acciones ofensivas de las Fuerzas de Defensa de Israel en Líbano, moderar las acciones militares en Gaza para facilitar la transición y comenzar la reconstrucción de infraestructuras en el territorio, frenar el extremismo de algunos colonos en Cisjordania y, lo más importante desde la concepción de la Administración Trump sobre la situación regional, conseguir un acuerdo público de reconocimiento entre Israel y Arabia Saudí, ahora más abonado por la ofensiva de los hutíes de Yemen aliados de Irán. Para los saudíes, oficializar un acercamiento que en parte ya existe sería más fácil de cara a las sociedades árabes si Netanyahu aparece como menos protagonista en la escena israelí.
Pero Trump ignora aparentemente que la ley electoral israelí favorece una fragmentación parlamentaria que podría dar lugar a alianzas de gobierno que hagan imposible un acuerdo de ese tipo y que limitar las acciones militares, por ejemplo en Líbano, darían un espacio de recuperación a Hizbullah así como pretender que avance el proceso en Gaza sin desarmar a Hamás es una ingenuidad peligrosa.
La propuesta de Trump es conseguir el compromiso de ambos dirigentes de que, gane quien gane se constituya un gobierno de unidad nacional sin representantes del ala más dura de la derecha"
Y así parecen haberlo entendido los dos candidatos. Gadi Eisenkot, líder de Yashar y principal candidato de la oposición en las elecciones, ha declarado que no formará parte de un gobierno liderado por el primer ministro Benjamín Netanyahu, ni siquiera bajo un acuerdo de rotación. “Prometo categóricamente que no trabajaré bajo las órdenes de Netanyahu en un acuerdo de rotación” ha precisado a medios israelíes. Añadió Eisenkot que, si bien no descarta formar gobierno con el Likud (el partido de Netanyahu), se niega a trabajar junto a este debido a la responsabilidad que tiene como primer ministro por lo sucedido el 7 de octubre de 2023.
Las presiones de Pete Hegseth, el secretario de Defensa, sobre Netanyahu han insistido en otro punto: el de no atacar, ni provocar nuevos incidentes con Irán, antes de las elecciones de noviembre en Estados Unidos. Netanyahu y sus asesores creen que los titubeos de Trump y los recovecos de las conversaciones sobre el estrecho de Ormuz ha dado un tiempo precioso a Teherán para recomponer en parte sus sistemas de defensa, comenzar a reconstruir su programa nuclear y reafirmar su discurso, falso pero efectivo, de que están ganando su pulso a EEUU e Israel. Por eso las fuerzas armadas israelíes realizaron un simulacro de ataque a Irán hace unos días para detectar el estado actual de sus capacidades de alerta y respuesta de cara a un ataque por sorpresa, esta vez real.
Según ha filtrado la oficina del primer ministro a los medios de comunicación, tras la entrevista con Hegseth, Netanyahu sostuvo una conversación telefónica de Trump en la que planteó un posible regreso a la guerra con Irán, diciéndole a Trump que tenían "un trabajo que terminar" y que lo "terminarían juntos".
Este martes Israel se enfrenta a una cita electoral que podría dar un vuelco a la política en Oriente Medio. Muchas cosas han pasado tanto a nivel interno como externo en el país durante los últimos cuatro años. Son las primeras elecciones desde el inicio de la guerra en Gaza y la ofensiva contra Irán, pero también desde la vuelta de Donald Trump a la Casa Blanca. En cambio, no son los primeros comicios a los que el primer ministro, Benjamín Netanyahu, se presenta en medio de un proceso judicial por presunta corrupción.
Más de siete millones de israelíes están llamados a las urnas este 27 de octubre. De ellos depende la continuidad del actual Ejecutivo o la apertura de un nuevo ciclo político en su país. Del resultado de las urnas saldrá la composición de la Knesset (Parlamento), que será la encargada de elegir al próximo gobierno. Sin embargo, no va a ser tarea fácil. La distancia entre el bloque oficialista y el de la oposición es muy ajustada, tanto que unos pocos escaños lo decidirán todo.
Las encuestas arrojan un panorama muy complicado para formar gobierno. Según el Canal 11 (la televisión pública israelí), la coalición de Netanyahu obtendría 50 escaños en la Knesset, mientras que el bloque opositor gana solo dos puestos más. Quedarían 18 asientos para los "no alineados" de los 120 que componen el Parlamento.
El principal rival del primer ministro es el líder de Yashar, el general Gadi Eisenkot. Ex jefe del Estado Mayor del Ejército israelí, sus críticas a los fallos estratégicos de Netanyahu tras los ataques del 7 de octubre de 2023 le han valido una gran popularidad entre los israelíes. La mayoría de las encuestas le dan entre 20 y 22 diputados, muy lejos de los 61 que confieren la mayoría absoluta. Es aquí cuando entra en acción el juego de alianzas.
Junto a Eisenkot, en el bloque de la oposición está Juntos, el partido de Yair Lapid y Naftali Bennett, ambos ex primeros ministros. Al igual que Yashar, su formación se ubica en el centroderecha liberal. A ellos se unen Los Demócratas de centroizquierda e Israel Beitenu, un partido nacionalista y laico.
El bloque oficialista lo lidera el Likud, el partido de Netanyahu. Su alianza la integran una amalgama de partidos que ven desde el judaísmo ultraortodoxo del Shas a la extrema derecha de Otzma Yehudit, la formación del polémico ministro de Seguridad Nacional, Itamar Ben Gvir. Les unen sus posiciones ultraconservadoras y sionistas.
Las encuestas de los medios más conservadores le dan la mayoría absoluta al bloque de Netanyahu. Sin embargo, el sondeo más reciente publicado por el Canal 12 –el más visto en Israel, de tendencia centrista–, revela que ninguna de las coaliciones llega a la mayoría absoluta. La oposición sacaría 56 escaños, seis más que los partidos agrupados en torno al primer ministro.
Si los cálculos del Canal 12 son ciertos, quedan otros 14 escaños a repartir y ninguno iría a los partidos integrados en las dos coaliciones. Según esta encuesta, la Lista Conjunta, una coalición de varios partidos árabes, obtendría nueve diputados. Los otros cinco restantes irían para el Ra'am (UAB), otro partido árabe. Así, todo apunta a que la gobernabilidad de Israel quedará en manos de estas dos formaciones.
Cabe recordar que el Likud, el partido de Netanyahu, intentó impedir que estas formaciones pudiesen concurrir a las elecciones, bajo la premisa de que apoyan la lucha armada de Hamás contra Israel. En un primer momento, la Corte Electoral aceptó la petición. Sin embargo, el Tribunal Supremo israelí acabó anulando esta decisión y levantó el veto contra los partidos árabes.
En Israel, forma gobierno la coalición que obtiene más "síes" que "noes" en la Knesset. En el caso de que el bloque de la oposición se hiciese con la ventaja, necesitaría que, al menos, los partidos árabes se abstuviesen durante la votación. Estos les colocará en una posición privilegiada para sacar concesiones del futuro gobierno.
Aun así, otras fuerzas podrían tener la llave del gobierno. En Israel, solo aquellos partidos partidos que logren el 3,5% de los votos entran al Parlamento. De tal manera que unas pocas papeletas pueden modificar radicalmente el reparto de escaños. Ahora mismo, hay un tercera formación no alineada con ninguna de las dos coaliciones en el umbral de acceso: Los Reservistas. Es un partido de centro-derecha, enfocado principalmente en el servicio militar universal que incluya a los ultraortodoxos, que ahora mismo están exentos. El viernes, al cierre de las encuestas, algunas lo dejaban fuera de la Knesset, pero otras lo situaban dentro del Parlamento.
"Son unas elecciones muy reñidas, una carrera muy ajustada entre dos bandos opuestos", resume Kawa Hassan, experto en Oriente Próximo y norte de África del centro de análisis Stimson. Este analista ve posible que unos comicios tan apretados terminen en "un punto muerto" de bloqueo institucional. Por eso, vaticina que el gobierno que salga de las urnas dependerá de "regateos y negociaciones" entre distintas facciones, que podrían extenderse durante varios meses.
Una victoria de la oposición implicaría la salida de Netanyahu del poder después de cuatro años al frente del gobierno. En total han sido 19 años dirigiendo el país –con periodos intermedios en la oposición–, el mandato más largo en la historia de Israel. Supondría un cambio de época. Pero también complicaría el futuro judicial del hasta ahora primer ministro israelí.
Desde 2020, Netanyahu está enfrascado en un juicio por corrupción. En total son tres causas, en las que se le acusa de soborno, fraude y abuso de confianza. Ahora mismo, el Tribunal de Distrito de Jerusalén está escuchando los testimonios de los testigos, después de que el primer ministro terminase de declarar a comienzos de verano.
Su posición como jefe del Ejecutivo no le confiere inmunidad, pero sí influencia política. Así, su salida del gobierno le complicaría la posibilidad de presionar para recibir un indulto del presidente israelí, Isaac Herzog. Varios líderes de la oposición han dejado clara su negativa a que Netanyahu sea perdonado. Si llegasen al gobierno, Bibi lo tendría complicado para esquivar la cárcel –en el caso de ser hallado culpable–. Se enfrenta a una condena de más de diez años de prisión.
A esto se suma que la oposición ha anunciado que, de llegar al poder, iniciarán una "comisión de investigación estatal" sobre los atentados del 7 de octubre. Diversas investigaciones periodísticas han revelado que Netanyahu recibió varios avisos desde países vecinos que alertaban de las intenciones de Hamás, pero el primer ministro ignoró estas advertencias. Sus rivales políticos han aprovechado estas informaciones para cargar duramente contra su papel en el peor atentado terrorista de la historia de Israel.
La elección de este martes se ve muy distinta desde dentro y fuera de Israel. En el interior del país, la devastación provocada en Gaza no preocupa especialmente. Pero, de los 7,3 millones de israelíes llamados a las urnas, 810.000 viven en el exterior, el 11% del censo. En Israel no está permitido el voto por correo, así que solo los que viajen hasta allí podrán votar este 27 de octubre. Algunos analistas creen que estas personas, expuestas a los mensajes contrarios a la política del Estado hacia los palestinos, podrían decantar la balanza a favor de la oposición.
Sin embargo, no queda claro que Eisenkot y sus aliados vayan a adoptar una postura radicalmente opuesta a la del actual gobierno. "No creo que debamos esperar ninguna diferencia fundamental", matiza Hassan. Consultado por El Independiente acerca de la visión de la oposición sobre la población palestina, el experto del Stimson Center cree que el general podría ser "algo más condescendiente" ante la presión internacional y permitir la entrada de más ayuda en la Franja de Gaza. También se podría mostrar más dispuesto a frenar "de algún modo" la violencia de los colonos en Cisjordania, para evitar más sanciones de los países occidentales.
Sin embargo, el analista recuerda que, cuando era el jefe de la Fuerzas Armadas, Eisenkot fue el creador de la "Doctrina Dahiya". Impulsada durante la guerra contra el Líbano en 2006, se trata de una estrategia basada en el uso de la fuerza desproporcionada contra de la población civil. Es la que se ha usado en Gaza estos tres últimos años.
Hassan tampoco cree que vaya a haber grandes cambios en la diplomacia regional. "Es probable que Eisenkot sea, al menos retóricamente, menos agresivo, pero en el fondo tampoco aprecio ninguna diferencia en las relaciones con Irán o con Hizbulá", sentencia.
¿Qué se juegan los israelíes en estas elecciones? El analista del Stimson Center cree que los comicios son especialmente "trascendentales" para el componente judío de la sociedad israelí, que representa cuatro quintas partes de la población. Así, a nivel interno, los votantes deberán elegir entre "dos visiones diferentes" de Estado.
Por un lado, está la derecha nacionalista ultrarreligiosa liderada por Netanyahu. Es, según Hassan, "la coalición más derechista en la historia de Israel". En el otro extremo, el bloque opositor, en sintonía con políticas laicas y que busca la rendición de cuentas de Netanyahu y todos aquellos que colaboraron en su gestión del 7 de octubre. Pero también se entremezclan otras cuestiones, como las reformar judiciales o la exención de los ultraortodoxos del servicio militar.
Desde el exterior, estas elecciones se ven como una batalla entre el centro-derecha y la extrema derecha. No obstante, tal y como subraya el experto: "En términos de las dinámicas sociopolíticas internas dentro de la sociedad judía israelí, estas elecciones son fundamentales respecto a las dos ideas diferentes sobre el futuro de Israel como Estado". Sin embargo, el reducido margen entre los dos bloques apunta a que la sociedad israelí se enfrentará a un punto muerto tras las elecciones.

Olhão foi palco do 3.º Encontro Transfronteiriço do projeto INNOVASOCIAL AAA, uma iniciativa que reuniu entidades de Portugal e Espanha e que promoveu a partilha de experiências, a cooperação e a inovação na economia social, nos dias 19 e 20 de outubro. Projeto europeu
Promovido pela Tertúlia Algarvia e pela Associação In Loco, com a colaboração do Município de Olhão, o encontro decorreu no âmbito do projeto europeu INNOVASOCIAL AAA, que procura fortalecer a economia social e promover a inclusão, a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento sustentável nos territórios do Alentejo, Algarve e Andaluzia.
O presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, deu as boas-vindas aos participantes, antecedendo aquele que foi um dos pontos altos do encontro: a valorização do movimento associativo e das instituições sociais de Olhão.
Neste âmbito, o Auditório Municipal Maria Barroso acolheu as apresentações da Associação MOJU e do projeto Moinho – Incubadora de Inovação Social do Sotavento Algarvio, seguindo-se visitas à Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão (ACASO), ao Movimento de Apoio à Problemática da SIDA (MAPS), à Santa Casa da Misericórdia de Olhão e ao Coletivo Aurora.
Estas visitas permitiram aos participantes conhecer de perto o trabalho desenvolvido por estas entidades, os seus projetos e as respostas que disponibilizam à comunidade, evidenciando exemplos de boas práticas na inclusão social e o importante contributo destas instituições para o concelho.
A iniciativa proporcionou também momentos de convívio e de valorização da identidade local, com destaque para o passeio pelo “Caminho das Lendas” de Olhão e para o jantar promovido pela Tertúlia Algarvia, nos emblemáticos Mercados Municipais de Olhão, eleitos uma das Novas 7 Maravilhas de Portugal, na categoria Século XX. A noite terminou com um espetáculo de fado.
O programa incluiu ainda um coffee break dinamizado pela ACASO, através do seu projeto “Food4All: Sabores da Inclusão”, e um almoço no Centro Infantil Maria Rufino, da Santa Casa da Misericórdia de Olhão.
A gastronomia local também esteve em evidência, com os participantes a serem presenteados com o tradicional Folar de Olhão, eleito uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal, em 2019.
Ao acolher este encontro, Olhão reforçou a sua ligação às redes de cooperação internacional, dando simultaneamente visibilidade ao trabalho desenvolvido pelas instituições locais, cujo contributo é fundamental para a construção de uma comunidade mais inclusiva, solidária e participativa.
O projeto INNOVASOCIAL AAA é cofinanciado pela União Europeia, através do Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021–2027.
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Bispos de diferentes dioceses e arquidioceses brasileiras divulgaram uma carta aberta às vésperas do segundo turno das eleições de 2026. Em vídeo, os religiosos manifestaram preocupação com propostas associadas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), sobretudo em temas como soberania nacional, direitos sociais, preservação ambiental e respeito às instituições democráticas.
O grupo defendeu que os eleitores considerem os princípios da Igreja Católica na definição do voto, com atenção especial à defesa dos mais pobres. Segundo os religiosos, o momento político exige uma posição clara diante das propostas em disputa e de seus possíveis impactos sociais.
Embora reconheçam que a candidatura adversária também merece críticas, os bispos ressaltaram o que avaliam como um histórico de compromisso com a responsabilidade social e o respeito à Constituição. Na carta, o grupo enfatizou a necessidade de uma decisão eleitoral coerente com esses valores e declarou que “não cabe hesitação” diante do cenário político.
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Em outubro, o Cineteatro Louletano reinventa-se e aposta de novo em programação de referência, cruzando música, dança, teatro, cinema e espetáculos multidisciplinares.
A 25 de outubro, domingo, às 11h30, há “Jazz para Famílias”, no Auditório do Solar da Música Nova, pelo Trio da Orquestra de Jazz do Algarve. É um concerto comentado, para uma primeira descoberta do universo do jazz, de forma descontraída e interativa. Entre interpretações ao vivo e curiosidades sobre os instrumentos, os estilos e a improvisação, as famílias são convidadas a trazer os mais novos (maiores de 10 anos).
Também a 25, mas pelas 17h00, o Cineteatro Louletano recebe, uma vez mais, o “Concerto pela Paz”, organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação. É às 17h00, e a entrada é gratuita.
E por fim, a 30 e a 31, a bailarina e coreógrafa Maria Fonseca traz a Loulé ATA, um espetáculo que trabalha o tema da morte, investigando novas formas de presença, cuidado e ritual, abrindo espaço para outras maneiras de habitar a morte como parte da vida. A sessão de dia 30, às 14h30, é reservada a lares e instituições particulares de solidariedade social (IPSS). A de dia 31, sábado, é às 17h00, dedicada ao público em geral.
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