El Rocío, aldeia do concelho de Almonte, recebeu o V Encontro de Jovens da Eurorregião AAA, entre 16 e 18 de outubro, com um painel de cidadãos sobre resiliência democrática e um dia dedicado à sustentabilidade no Parque Nacional de Doñana.
Os participantes desenvolveram em conjunto seis propostas que já se encontram disponíveis na Plataforma Europeia de Participação dos Cidadãos para serem consultadas e votadas, clicando em cada ligação abaixo.
50 jovens das três regiões que integram a Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (AAA) reuniram-se em El Rocío (Almonte, Huelva), de sexta-feira, 16, a domingo, 18 de outubro, para participar no V Encontro de Jovens da Eurorregião AAA. Ao longo de três dias, os participantes trabalharam em torno de uma questão central: «Como podemos, juntos, tornar as nossas democracias mais fortes e resilientes?»
O encontro decorreu na Casa Hermandad de Gines e seguiu o modelo europeu de painel de cidadãos, um método de participação que procura envolver os europeus nas políticas públicas, para que deixem de ser apenas seus destinatários. Sob o tema «Escudo para a Democracia», os participantes organizaram-se em grupos mistos, constituídos por sorteio e acompanhados por mentores que facilitaram a compreensão mútua e a participação de todos os elementos.
Durante toda a manhã de dia 17, os participantes debateram e prepararam ideias, que foram posteriormente apresentadas a todos na sessão plenária. Nesta fase, foram partilhados os projetos concebidos pelos grupos, com o objetivo de alcançar um consenso entre todos os membros do painel de cidadãos.
Os projetos foram submetidos a votação para definir as recomendações prioritárias dos participantes. Todas as recomendações acordadas foram, contudo, reunidas e publicadas na Plataforma de Participação dos Cidadãos da União Europeia, contribuindo para o debate europeu sobre a resiliência democrática. Desta forma, qualquer cidadão europeu, tenha ou não participado nos painéis, pode votar e dar prioridade tanto às propostas deste encontro como às de outros encontros já realizados.
Após a conclusão do painel, o domingo foi dedicado a um dia de convívio centrado na sustentabilidade e na Rede Natura 2000, no Parque Nacional de Doñana. A Rede Natura 2000, da qual Doñana faz parte desde 1997, é a maior rede ecológica de áreas protegidas do mundo, criada pela União Europeia para garantir a sobrevivência, a longo prazo, das espécies e dos habitats mais valiosos e ameaçados do continente.
Uma iniciativa de cooperação europeia
O encontro contou com o apoio do Interreg Espanha-Portugal e da Eurorregião AAA, através da Conselharia da Presidência, Saúde e Emergências da Junta da Andaluzia e do GIT (Gabinete de Iniciativas Trasnfronteiriças) – Algarve.
A atividade foi organizada pelo Conselho Andaluz do Movimento Europeu, uma organização europeísta que procura contribuir para o debate democrático sobre a União Europeia na sociedade andaluza, e pela Rede Europe Direct, nomeadamente pelos centros Europe Direct de Sevilha, Córdoba e Huelva, pelo Europe Direct Alto Alentejo e Alentejo Central e pelo Europe Direct Algarve, bem como pelo Centro de Documentação da Universidade de Sevilha.
A rede de centros Europe Direct é uma iniciativa da Comissão Europeia que visa aproximar as instituições da União Europeia (UE) dos cidadãos, a nível local e regional. Este encontro integrou as atividades desenvolvidas pelos centros Europe Direct de Espanha e de Portugal para assinalar os 40 anos da adesão dos dois países à União Europeia.
A Associação de Agricultores do Sul (ACOS) promove, nas suas instalações em Beja, a comemoração do Dia Nacional das Raças Autóctones que se vai assinalar no próximo dia 11 de novembro.
O evento é organizado em parceria com a Associação de Criadores do Porco Alentejano (ACPA), Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB), Associação de Criadores de Bovinos Mertolengos (ACBM), Associação de Criadores de Bovinos de Raça Alentejana (ACBRA), Associação Portuguesa de Caprinicultores da Raça Serpentina (APCRS) e Associação Nacional de Criadores de Raça Merina (ANCORME), com cofinanciamento do Projeto Pastonatur.
“Como valorizar as raças autóctones?” é o tema da Mesa Redonda que, com início às 10h30, vai ter como participantes, António Aires da AACB, em representação da Raça Bovina Garvonesa, Nuno Faustino (ACPA), Miguel Madeira (ACOS – Raça Ovina Campaniça), Carolina Maio (ACBM e Promert, Agrupamento de Produtores de Bovinos Mertolengos), António Cachatra, da APCRS e Rafael Silva da ANCORME.
A moderação da Mesa Redonda vai estar a cargo de Claudino Matos, Diretor Geral da ACOS e Secretário Técnico da Raça Ovina Campaniça e María Bastidas da ADPM (Associação de Defesa do Património de Mértola) em representação do Projeto Pastonatur.
O evento vai contar com as presenças de criadores das diferentes raças autóctones da região, deputados, representantes de organismos oficiais ligados à agropecuária, técnicos e investigadores.
A celebração do Dia Nacional das Raças Autóctones, irá culminar com um almoço convívio para degustação de produtos derivados de várias raças do Alentejo, cedidos pelas associações participantes, com confeção a cargo do Chef João Mourato.
A ACOS informa ainda que a comemoração do Dia Nacional das Raças Autóctones integra-se também nas atividades dinamizadas no âmbito do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastoralistas 2026, instituído pela FAO.
A aldeia de Lousal, no concelho de Grândola, recebe nos dias 30 e 31 de outubro e 1 de novembro, a 5.ª edição do Nature Weekend, um evento que reúne natureza, património, ciência, cultura e animação, com atividades gratuitas dirigidas a visitantes de todas as idades.
Ao longo dos três dias, o programa incluí caminhadas e percursos de descoberta do património arqueológico, atividades desportivas e náuticas, como stand up paddle, canoagem e wakeboard, bem como workshops de construção de papagaios e moinhos de vento.
A animação estará presente nas ruas da aldeia, com espetáculos de teatro-circo, comédia, música e performances. A programação integra ainda iniciativas de observação de morcegos e uma palestra, intitulada de “O Feitiço dos Bichos”, além de atividades temáticas de Halloween, entre as quais o Halloween Cluedo e o Baile de Halloween.
No último dia, o evento termina com a iniciativa “As Bruxas Voltam a Casa”, que contempla o lançamento de papagaios e a implantação de moinhos de vento na Corta da Mina.
Com atividades distribuídas por vários espaços da aldeia, nomeadamente o Centro Ciência Viva do Lousal, o Museu Mineiro, a Tapada, a Corta da Mina e o Salão do Lousal, o Nature Weekend pretende valorizar o património natural, mineiro e cultural do território, proporcionando experiências de descoberta, convívio e entretenimento. Para consultar o programa clique aqui.
Encontro transfronteiriço em Miranda do Douro reuniu as entidades parceiras para partilhar os resultados de dois anos e meio de trabalho na valorização turística e cultural dos rios que unem Portugal e Espanha.
A Odiana – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana, sedeada em Castro Marim, participou, entre os dias 19 e 21 de outubro, no encontro transfronteiriço da RED CIFT – Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços, que decorreu em Miranda do Douro. A iniciativa reuniu as entidades parceiras do projeto para partilhar os resultados alcançados e reforçar a cooperação entre os territórios ribeirinhos de Portugal e Espanha.
Um dos momentos centrais do encontro teve lugar no dia 20 de outubro, durante a Jornada de Conclusões do projeto, no Auditório de Miranda do Douro, onde foram apresentados os resultados referentes ao projeto nos cinco destinos fluviais associados aos rios Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana.
Em representação da Odiana, Catarina Cavaco, Diretora Executiva, participou na apresentação do destino Guadiana, dando a conhecer o trabalho desenvolvido em torno do Grande Rio do Sul e as rotas náutico-culturais criadas ao longo dos dois anos e meio de execução do projeto.
Esta apresentação permitiu destacar a riqueza natural, cultural e paisagística do Baixo Guadiana, bem como o potencial do rio enquanto elemento de ligação entre as duas margens e recurso estratégico para a valorização turística do território.
As rotas desenvolvidas no âmbito do RED CIFT constituem uma oportunidade para promover novas formas de descobrir o Guadiana, aproximando o património, a cultura e as experiências associadas ao rio.
O evento, organizado pela Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) com a colaboração da Câmara Municipal de Miranda do Douro, terminou a 21 de outubro com uma visita técnica à Estação Biológica Internacional (E.B.I.) em Miranda do Douro, que incluiu um cruzeiro fluvial por águas internacionais, proporcionando aos parceiros um contacto direto com a realidade de um dos territórios abrangidos pelo projeto.
A Odiana acrescenta que a RED CIFT, tem como Beneficiário Principal o Clúster Marítimo-Marinho da Andaluzia (CMMA) e reúne oito entidades parceiras portuguesas e espanholas, ligadas ao turismo, às atividades náticas e ao desenvolvimento territorial. O projeto é cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027.
O Comando Territorial de Setúbal da Guarda nacional Republicana (GNR), através do Posto Territorial de Sines e do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Santiago do Cacém, em colaboração com a Autoridade Tributária, realizou, esta segunda-feira, 26 de outubro, uma ação conjunta de fiscalização a oficinas, resíduos automóveis e veículos em fim de vida, no concelho de Sines.
No decorrer da ação, foram elaborados 50 autos de contraordenação e 15 relativos a infrações de natureza ambiental relacionadas com resíduos automóveis. A GNR adianta que esta ação teve como objetivo reforçar a fiscalização e promover o cumprimento da legislação aplicável, contribuindo para a proteção ambiental, a segurança de pessoas e bens e a preservação dos recursos naturais.
A Serra de Grândola prepara-se para receber a 11.ª edição do Ultra Trail Serra de Grândola (UTSG) já no próximo domingo, 1 de novembro, cujo evento é organizado pelo Município de Grândola e pelo Clube Amiciclo, com o apoio do movimento associativo do concelho, o evento integra três distâncias competitivas e uma caminhada, com partidas e chegadas junto ao Complexo Desportivo Municipal José Afonso.
O Trail Ultra, a distância mais longa da competição, apresenta um percurso de 46km e 2500 metros de desnível positivo (D+). Seguem-se o Trail Sprint, com 26km e 1400 metros D+, e o Mini Trail, com 14km e 600 metros D+. Paralelamente, realiza-se uma caminhada de 11km e 350 metros de desnível positivo, de caráter não competitivo.
A Serra de Grândola como cenário de competição
Maioritariamente disputados por trilhos e caminhos da Serra de Grândola, os percursos atravessam um território caracterizado pelo relevo acentuado e pela presença dominante do montado de sobro, um dos elementos mais representativos da paisagem natural do concelho.
É neste cenário que os atletas irão enfrentar sucessivas subidas e descidas, em percursos que exigem preparação física, resistência e capacidade de gestão do esforço.
Apesar da altitude relativamente moderada da serra, a acumulação de desnível ao longo dos percursos constitui um dos principais desafios da competição.
Partidas a partir das 8h00 junto ao Complexo Desportivo Municipal José Afonso
O programa tem início às 8h00, com a partida dos participantes do Trail Ultra, seguindo-se o Trail Sprint, às 8h30, o Mini Trail, às 9h30, e a Caminhada, às 9h35.
As primeiras chegadas à meta estão previstas para as 10h35, no Mini Trail, 11h15, no Trail Sprint, e 12h30, no Trail Ultra.
A cerimónia de entrega de prémios terá início a partir das 12h00, junto à meta, à medida que forem conhecidos os resultados das diferentes distâncias competitivas. Serão distinguidos os melhores classificados individuais, por escalão e por equipas, bem como a equipa com maior número de atletas a concluir o conjunto das três provas.
O secretariado do evento funcionará no Complexo Desportivo Municipal José Afonso, no sábado, 31 de outubro, entre as 15h00 e as 19h00, e no domingo, 1 de novembro, com horários diferenciados para cada distância, a partir das 6h30.
A população poderá acompanhar as partidas, as chegadas e a entrega de prémios junto ao Complexo Desportivo Municipal José Afonso, neste dia dedicado ao trail running e à descoberta do património natural da Serra de Grândola.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) promove no próximo dia 5 de novembro, às 11h05, a 14.ª edição do exercício público de sensibilização para o risco sísmico ‘A TERRA TREME’, convidando toda a população a participar nesta iniciativa nacional de preparação e prevenção.
O exercício visa sensibilizar os cidadãos para o risco sísmico e dar a conhecer os comportamentos de autoproteção a adotar antes, durante e depois de um sismo, contribuindo para uma sociedade mais informada, preparada e resiliente.
Durante um minuto, os participantes são desafiados a praticar os três gestos de autoproteção — Baixar, Proteger e Aguardar — que podem fazer a diferença na proteção da vida em caso de sismo.
A participação pode ser individual ou coletiva, envolvendo famílias, escolas, empresas, instituições públicas e privadas, associações e outras organizações da sociedade civil.
Em todo o território nacional, a ANEPC, através dos seus Comandos Regionais e Sub-regionais de Emergência e Proteção Civil, em articulação com comunidades educativas, corpos de bombeiros, serviços municipais de proteção civil e outros agentes e entidades, promoverá ações de sensibilização e iniciativas destinadas a reforçar o conhecimento sobre o risco sísmico e as medidas de autoproteção.
A iniciativa tem tido uma adesão expressiva por parte da população escolar, graças ao envolvimento do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, I.P. (EduQA) e da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I.P. (AGSE). Assim, em articulação com estes parceiros, a ANEPC promove a ação principal desta edição na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, no âmbito da mobilização nacional para a preparação face ao risco sísmico.
Para além da realização do exercício, as entidades participantes são incentivadas a promover ações de informação e sensibilização, divulgar medidas preventivas, rever os procedimentos de emergência e envolver trabalhadores, alunos, famílias e comunidades na preparação para situações de emergência.
A participação no exercício ‘A TERRA TREME’ é gratuita e pode ser registada na página oficial www.aterratreme.pt. A inscrição não é obrigatória, mas permite acompanhar a adesão à iniciativa e avaliar a evolução da participação ao longo das sucessivas edições. O portal disponibiliza também materiais de divulgação e informação de apoio à participação.
A ANEPC apela à participação de todos os cidadãos e entidades, sublinhando que conhecer e praticar antecipadamente os comportamentos de autoproteção é fundamental para reduzir a vulnerabilidade e aumentar a segurança em caso de sismo.
No dia 5 de novembro, às 11h05, pare um minuto e pratique os três gestos: BAIXAR, PROTEGER E AGUARDAR.
A cidade de Serpa vai receber, de 18 a 20 de dezembro de 2026, a 52.ª Exposição Nacional e XXII Ibérica de Columbofilia, que reunirá os melhores pombos-correio e columbófilos de Portugal e Espanha, no Pavilhão de Feiras e Exposições, cujo programa já está disponível e inclui avaliação dos pombos-correio por juízes classificadores, entrega de prémios, atividades com escolas, um colóquio e momentos de convívio e descoberta da cidade.
Promovido pela Federação Portuguesa de Columbofilia (FPC), com o apoio da Câmara Municipal de Serpa e do Instituto Português do Desporto e Juventude, o encontro alia a vertente desportiva à partilha de conhecimentos e à divulgação da modalidade junto de novos públicos. A realização conjunta da Exposição Nacional e da Exposição Ibérica reforça também os laços entre as comunidades columbófilas dos dois países.
O programa contempla, na sexta-feira, 18 de dezembro, a avaliação dos pombos da categoria Standard e a visita de escolas, sob o mote “Pequenos Exploradores, Grandes Voadores”, proporcionando aos mais novos um contacto próximo com os pombos-correio. O dia termina com o Jantar da Amizade.
A abertura ao público está marcada para sábado, 19 de dezembro, às 10h00, seguindo-se a receção às entidades oficiais, às 11h30. Durante a tarde, realizam-se a entrega de prémios de Valência Nacional e Barcelona Nacional, uma visita guiada a Serpa e um colóquio dedicado à categoria Standard com foco nas Olimpíadas 2028.
Na noite de sábado, o Jantar de Gala será dedicado à celebração dos resultados e ao reconhecimento dos protagonistas da modalidade, com a entrega de prémios dos Campeonatos Nacionais, a Homenagem Mérito e Carreira e a distinção Fair Play “Pena Branca”.
No domingo, 20 de dezembro, a caminhada “Voar por Serpa” abre o programa às 09h00. O recinto volta a receber visitantes a partir das 10h00, seguindo-se, às 11h00, a entrega de prémios da Exposição Nacional e Ibérica. O encerramento está previsto para as 13h00.
A exposição será uma oportunidade para conhecer de perto os pombos-correio, contactar com os praticantes e descobrir o trabalho de preparação e dedicação que está na base da competição columbófila.
O programa completo bem como mais informações sobre o evento podem ser acompanhadas no website oficial clicando aqui.
Natural de Elvas, Ana Travanca mudou-se para Faro aos 18 anos, para estudar e acabou por ficar, sendo hoje o Algarve a região onde vive e trabalha. Depois de uma primeira participação no programa da RTP1, em 2023, integrada na Real Tuna Infantina, Ana regressa agora a solo.
Aos 26 anos, Ana Carolina Travanca prepara-se para participar, pela segunda vez, no programa ‘Estrelas ao Sábado’, da RTP1, no próximo dia 31 de outubro. Embora natural de Elvas, foi no Algarve que construiu grande parte do seu percurso pessoal e musical.
A música acompanha Ana desde muito jovem, mas a entrada na universidade marcou uma etapa importante no seu percurso. Foi nessa altura que integrou a Real Tuna Infantina – Tuna Académica Mista da Universidade do Algarve, experiência que considera ter sido fundamental para o seu crescimento musical e pessoal. A participação na tuna permitiu-lhe desenvolver capacidades, ganhar experiência em palco e adquirir ferramentas que continua a levar consigo no seu percurso musical.
Real Tuna Infantina
Foi precisamente enquanto elemento da Real Tuna Infantina que Ana participou pela primeira vez no “Estrelas ao Sábado”, em 2023. Agora, regressa ao formato numa experiência diferente, assumindo individualmente o desafio de mostrar o seu trabalho e a evolução que tem vindo a construir ao longo dos últimos anos.
Esta segunda participação representa uma oportunidade para continuar a crescer enquanto artista, definir com mais clareza a sua identidade musical e dar à música um lugar cada vez mais importante na sua vida.
Apoio do público
A participação de Ana Travanca poderá ser acompanhada no dia 31 de outubro, entre as 14h00 e as 19h00, na RTP1.
A passagem às fases seguintes depende da votação do público, que poderá ser feita através do número de telefone associado à votação, disponibilizado durante a emissão do programa.
Nesta nova etapa, Ana espera poder contar com o apoio de todos os que acompanham o seu percurso e levar um pouco do Algarve consigo.
O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, foi entronizado no VI Capítulo da Confraria dos Amigos da Guia e do Frango da Freguesia, realizado no dia 24 de outubro, tendo no dia seguinte, participado, na qualidade de Confrade de Honra, no X Capítulo da Confraria do Bacchus de Albufeira. Os dois encontros reuniram confrarias de várias regiões do país e ficaram marcadas pela valorização das tradições e pela homenagem a personalidades ligadas à comunidade.
A entronização de Rui Cristina, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, constitui um dos momentos de destaque do VI Capítulo da Confraria dos Frangos da Guia, realizado no Polidesportivo da Guia, com representantes de 47 confrarias. Na sua intervenção, o autarca manifestou o orgulho em integrar uma instituição dedicada à promoção de um dos símbolos gastronómicos mais conhecidos do país.
“Ser entronizado nesta confraria é uma honra que recebo com muito orgulho, porque o frango da Guia é mais do que uma especialidade gastronómica. É a nossa história, a nossa identidade e, sobretudo, as nossas gentes”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira.
Rui Cristina destacou o contributo de José Monteiro, que escolheu Albufeira para viver e trabalhar, e de Joaquim Vieira, ligado à criação da confraria e à divulgação do frango da guia. Sublinhou a dedicação de ambos à comunidade e dirigiu uma palavra de reconhecimento às suas famílias.
“Uma terra que não sabe agradecer a quem tanto fez por ela começa a esquecer a sua história”, salientou o autarca, que terminou a intervenção com uma homenagem a José Monteiro. A sua memória esteve presente ao longo do encontro, tendo sido igualmente evocada por Paulo Freitas na abertura da sessão.
O programa incluiu a distinção do Guia Futebol Clube como Confrade de Mérito, a entronização de novos confrades efetivos e de honra e um desfile pelas ruas da localidade. O cortejo seguiu em direção à igreja e regressou ao Polidesportivo, com os moradores a acompanharem a passagem dos trajes e símbolos confrádicos às janelas e nas ruas.
No dia seguinte, 25 de outubro, Rui Cristina participou IX Capítulo da Confraria do Bacchus de Albufeira, na qualidade de Confrade de Honra. A cerimónia decorreu na Igreja Matriz de Ferreiras e reuniu 96 confrades da instituição e representantes de 33 confrarias, num encontro que ficou também marcado pela entronização de 29 novos membros.
A homenagem aos confrades falecidos assumiu particular significado com a transmissão das vestes de José Carlos Rolo e de Alfredo Gomes Machado aos respetivos filhos, Marlene Rolo e Nuno Machado, ambos atualmente confrades. O gesto simbolizou a continuidade da ligação das duas famílias à instituição e a preservação da memória e do legado dos seus pais.
Após a cerimónia religiosa, os participantes desfilaram pelas ruas de Ferreiras, num cortejo acompanhado por moradores e famílias.
Estiveram presentes representantes da Comissão Vitivinícola do Algarve e da Federação das Confrarias Báquicas de Portugal, bem como o presidente e o vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, vereadores e presidentes de juntas de freguesia.
Durante o almoço, Rui Cristina reconheceu o trabalho desenvolvido por Carlos Oliveira na presidência da Confraria do Bacchus de Albufeira, entregando-lhe uma lembrança em nome da Câmara Municipal de Albufeira, como forma de agradecimento pela sua dedicação. O autarca manifestou ainda a intenção de acompanhar de perto a atividade da instituição e o seu contributo para a valorização da cultura vitivinícola e das tradições locais.
Uma noite de Halloween dedicada à ciência e à descoberta vai decorrer no Centro Ciência Viva de Tavira, no próximo sábado, 31 de outubro, entre as 18:00 e as 22:00. A iniciativa inclui experiências científicas, atividades de cozinha molecular e uma exposição preparada especialmente para a ocasião, num programa destinado a famílias e visitantes de todas as idades.
O evento pretende associar o ambiente misterioso característico do Halloween à exploração de fenómenos científicos, proporcionando aos participantes a oportunidade de aprender através da experimentação e da observação.
Ao longo da noite, os visitantes poderão explorar a exposição do Centro Ciência Viva de Tavira e participar em diferentes atividades, desafios e experiências, num ambiente especialmente preparado para a celebração.
Cozinha molecular transforma alimentos em experiências científicas
Um dos principais destaques da programação será a atividade “Cozinha Molecular: Laboratório dos Cientistas Loucos”, que propõe uma abordagem à ciência através da preparação e transformação de alimentos.
Durante a experiência, os participantes terão a oportunidade de conhecer técnicas de cozinha molecular e explorar fenómenos científicos associados aos ingredientes utilizados, descobrindo como a ciência pode estar presente na gastronomia.
A atividade incluirá experiências e propostas gastronómicas inspiradas no Halloween, procurando despertar a curiosidade dos participantes através da observação e da experimentação.
De acordo com a organização, as sessões de cozinha molecular decorrerão em três horários específicos, sendo necessária inscrição prévia para garantir a participação.
Exposição e restantes atividades com acesso livre
Além das sessões de cozinha molecular, o Centro Ciência Viva de Tavira disponibilizará outras atividades científicas e uma exposição especialmente preparada para a noite de Halloween.
O acesso à exposição e às restantes atividades será livre, permitindo que os visitantes descubram diferentes experiências ao longo do período de funcionamento do evento.
A programação procura aproximar a ciência do público através de uma abordagem participativa, em que os visitantes são convidados a observar, experimentar e explorar fenómenos científicos num ambiente descontraído.
A iniciativa decorre no sábado, 31 de outubro, entre as 18:00 e as 22:00, no Centro Ciência Viva de Tavira.
A participação nas sessões de “Cozinha Molecular: Laboratório dos Cientistas Loucos” exige inscrição prévia, enquanto as restantes atividades e a exposição poderão ser visitadas livremente durante a celebração.
O julgamento da ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita, prosseguiu esta terça-feira, 27 de outubro, no Tribunal de Faro, com quatro dos 12 arguidos a optarem por prestar declarações num processo que envolve suspeitas de corrupção, abuso de poderes, prevaricação e falsificação de documentos.
Durante a segunda sessão, o antigo funcionário municipal João Faustino rejeitou qualquer envolvimento em negócios ilícitos, afirmando que nunca participou “em qualquer situação ou acordo matreiro” de que pudesse retirar benefícios pessoais ou que prejudicasse financeiramente a autarquia algarvia.
O ex-funcionário, que se reformou depois de ter sido detido no âmbito da investigação, responde pela alegada participação num crime de corrupção passiva de titular de cargo político, relacionado com a venda de um terreno municipal situado em Monte Gordo.
De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), o negócio previa a alienação do terreno à sociedade Saint Germain para a construção de um empreendimento imobiliário, mediante um alegado acordo destinado a favorecer os compradores no preço de venda, no licenciamento e nos encargos urbanísticos, em troca de 300 mil euros.
Ex-autarca admite recebimento de 10 mil euros mensais e apresenta justificação
Além do negócio da venda do terreno, está a ser julgado o alegado favorecimento de empresas de Paulo Calvinho na adjudicação de serviços municipais, em contrapartida de entregas de dinheiro a Conceição Cabrita que, segundo a acusação, ascendiam a pelo menos 200 mil euros em 2020.
A antiga autarca admitiu na segunda-feira em tribunal que recebia mensalmente do empresário 10 mil euros em dinheiro, em envelopes ou sacos de plástico, mas alegou que a verba servia para ajudar as pessoas carenciadas após a suspensão dos apoios sociais devido aos problemas financeiros da autarquia.
Além da ex-autarca, eleita pelo PSD em 2017, e do ex-funcionário da autarquia, foram ainda ouvidos pelo coletivo de juízes o engenheiro civil Mário Castro e o advogado João Moraes Vaz, sendo que os restantes optaram por ficar em silêncio.
Conceição Cabrita acusada de seis crimes na Operação Triângulo
Em 2023, o Ministério Público (MP) acusou 11 pessoas singulares e uma pessoa coletiva de vários crimes, entre os quais corrupção passiva e ativa de titular de cargo político, abuso de poderes, prevaricação e falsificação de documentos.
A ex-presidente da autarquia está acusada de dois crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, um crime de abuso de poderes e dois de prevaricação, além de um crime de falsificação de documentos.
Entre os arguidos da Operação Triângulo estão empresários dos setores da construção e do imobiliário, um funcionário do município algarvio e um antigo deputado socialista, António Gameiro.
Investigação envolveu buscas, escutas e vigilância policial
A investigação incidiu sobre a atividade da ex-autarca entre 2019 e 2021. Segundo o MP, Conceição Cabrita terá atuado no exercício e em abuso das suas funções públicas, intervindo em matérias da competência da autarquia para obter vantagens em benefício próprio e de terceiros.
A investigação incluiu buscas e apreensões no Algarve, em Lisboa, Leiria e Santarém, análise e apreensão de material informático, inquirição de dezenas de testemunhas, escutas de comunicações e ações de vigilância com recolha de imagens.
Conceição Cabrita foi detida em abril de 2021 e renunciou ao cargo na sequência da operação policial.
Portugal prepara uma das mais importantes reformas da administração local das últimas décadas: o Código do poder Local, mas há uma questão que não podemos evitar: vamos dar mais autonomia às autarquias ou apenas organizar melhor a burocracia que já existe?
E, apesar de tanta legislação, continuamos a assistir a uma realidade contraditória: nem sempre é claro quem tem a responsabilidade, quem dispõe dos recursos e quem deve responder perante os cidadãos.
É neste contexto que surge a iniciativa do Governo de criar um Código do Poder Local, reunindo num único diploma a legislação atualmente dispersa sobre a administração autárquica. A constituição, no passado dia 23 de outubro, de um Grupo de Trabalho presidido por Maria José Castanheira Neves, com representantes das CCDR, da ANMP, da ANAFRE e de outras entidades, representa o início de um processo que merece uma discussão pública séria.
O grupo terá oito meses para preparar um anteprojeto, com um relatório intercalar previsto ao fim de três meses. Mas não podemos confundir a criação de um Código com uma verdadeira reforma do poder local.
Se o resultado for apenas juntar dezenas de leis num único documento, teremos uma legislação mais organizada, mas não necessariamente um poder local mais forte. E Portugal precisa de muito mais do que isso.
O problema não é apenas a quantidade de leis. É a forma como o poder está distribuído.
A Constituição da República Portuguesa reconhece a autonomia das autarquias locais. No entanto, entre o princípio constitucional e a realidade administrativa existe uma distância que importa reduzir. Ao longo dos anos, foram sendo aprovados diplomas sobre competências, transferência de atribuições, financiamento, organização dos órgãos autárquicos e estatuto dos eleitos locais.
O resultado é um sistema juridicamente complexo, com diferentes níveis de responsabilidade e mecanismos de articulação nem sempre suficientemente claros.
É frequente existirem competências próprias, competências transferidas, competências delegadas e acordos de execução que tornam difícil perceber onde começa e termina a responsabilidade de cada entidade.
Esta realidade é particularmente sensível na relação entre municípios e freguesias. As freguesias são autarquias locais constitucionalmente reconhecidas, com órgãos democraticamente eleitos e legitimidade própria. Não são departamentos municipais, nem devem ser tratadas como estruturas administrativas subordinadas aos municípios.
A cooperação institucional é indispensável, mas não pode confundir-se com dependência política, administrativa ou financeira.
O novo Código deve responder a uma questão essencial: queremos freguesias com verdadeira autonomia de decisão ou apenas entidades de proximidade encarregadas de executar tarefas definidas por outros?
A revisão do quadro jurídico do poder local não pode ser desligada da revisão da Lei das Finanças Locais, que o Governo também pretende concretizar.
Não existe autonomia efetiva quando uma autarquia tem responsabilidades permanentes, mas não dispõe de recursos previsíveis e adequados para as cumprir. O financiamento deve corresponder às competências exercidas, à dimensão dos serviços prestados e às características dos territórios.
Uma fórmula excessivamente dependente da população residente não consegue representar integralmente realidades tão diferentes como os territórios de baixa densidade, as áreas metropolitanas ou as regiões sujeitas a elevada sazonalidade turística.
No Algarve, por exemplo, a pressão sobre os serviços e infraestruturas públicas aumenta significativamente durante determinados períodos do ano, sem que essa realidade seja necessariamente refletida de forma proporcional no financiamento das autarquias e freguesias.
O Código e a legislação financeira que o acompanhe devem abrir caminho a critérios mais objetivos, transparentes e ajustados à utilização efetiva dos serviços públicos.
Também importa clarificar os mecanismos de financiamento associados à transferência e delegação de competências, evitando que a sua execução fique excessivamente dependente de negociações pontuais.
A simplificação legislativa é necessária. Mas importa perceber em que direção será feita. Um Código do Poder Local deve permitir que qualquer autarca, trabalhador ou cidadão compreenda, com maior facilidade, como funciona a administração local, quais são as competências de cada órgão e quais os mecanismos de decisão e fiscalização.
Deve eliminar ambiguidades, reduzir redundâncias e harmonizar procedimentos. Mas também deve respeitar a diversidade e a autonomia das autarquias.
Não podemos aproveitar a simplificação para criar novas formas de tutela administrativa ou reduzir a liberdade de organização e gestão local.
Pelo contrário, deveríamos discutir uma maior proporcionalidade das exigências administrativas, mecanismos de cooperação técnica, interoperabilidade digital e instrumentos de gestão adaptados às diferentes dimensões das autarquias.
Cinquenta anos depois, que poder local queremos?
Em dezembro de 2026 assinalam-se cinquenta anos das primeiras eleições autárquicas democráticas em Portugal. Durante este período, o poder local foi determinante para transformar o país, aproximar a democracia dos cidadãos e promover o desenvolvimento territorial. Mas a realidade de hoje já não é a de 1976.
As autarquias enfrentam desafios de habitação, alterações climáticas, envelhecimento populacional, mobilidade, transformação digital e novas exigências sociais. Precisam, por isso, de um enquadramento jurídico preparado para o futuro, e não de uma simples compilação das soluções do passado.
A participação da ANAFRE, da ANMP, das CCDR e das restantes entidades no processo de elaboração do Código deve assegurar uma reflexão que vá além da harmonização técnica dos diplomas. É fundamental ouvir os eleitos locais, os trabalhadores das autarquias, os especialistas e as próprias comunidades.
E aproveitar esta oportunidade para discutir, sem preconceitos, aquilo que realmente deve mudar: a distribuição de competências, a sustentabilidade financeira, a autonomia de gestão e o equilíbrio institucional entre os diferentes níveis do poder local.
O Governo deu o primeiro passo ao constituir o Grupo de Trabalho. O verdadeiro desafio será transformar esse trabalho técnico numa reforma com consequências práticas. A reforma será avaliada não pelo número de diplomas reunidos, mas pela autonomia efetiva, pela clareza das responsabilidades e pela capacidade de resposta que proporcionar às autarquias. O poder local não precisa só de um novo Código. Precisa de mais capacidade para decidir, mais meios para executar e mais responsabilidade perante os cidadãos.
Se não for para isso, arriscamo-nos a mudar as leis sem mudar verdadeiramente o poder.
Sobre o autor do artigo:Bruno Miguel Alves é presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, no mandato 2025–2029, e membro suplente do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE). Licenciado em Gestão pela Universidade do Algarve e pós-graduado em Inovação e Empreendedorismo pela Nova School of Business and Economics, desenvolve atividade profissional nas áreas da Gestão, Marketing e Comunicação. Integra a rede europeia «Construir a Europa com os Eleitos Locais», promovida pela União Europeia. A sua intervenção institucional centra-se na valorização e modernização do poder local, na inovação, na transformação digital da administração pública e no desenvolvimento sustentável e coesão territorial.
Pela primeira vez desde a criação do Comité Internacional de Turismo Cultural (ICTC) do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), em 1969, uma portuguesa foi eleita para a sua presidência. A distinção coube a Sofia Fonseca, arqueóloga, investigadora e doutoranda da Universidade do Algarve, eleita a 20 de outubro, durante a reunião anual do organismo, realizada em Kuching, na Malásia.
A eleição coloca a investigadora do Centro Interdisciplinar em Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) à frente de uma estrutura internacional dedicada à relação entre o turismo, a conservação do património e o desenvolvimento sustentável das comunidades.
O reconhecimento surge numa altura em que a Universidade do Algarve prepara o arranque do UAlgTec Heritage (UTH), um novo Centro de Excelência europeu dedicado às tecnologias do património, previsto para janeiro de 2027 e com um financiamento global de 31,5 milhões de euros.
Mais de 25 anos de experiência em arqueologia e património
Sofia Fonseca integra o ICTC desde 2019, tendo participado na equipa responsável pela revisão da Carta Internacional para o Turismo do Património Cultural, adotada em 2022.
Em 2023, foi eleita para o Bureau do comité e, desde dezembro de 2024 até à recente eleição, exerceu as funções de secretária-geral.
Licenciada em Arqueologia pela Universidade de Coimbra e mestre em Egiptologia pela Universitat Autònoma de Barcelona, a investigadora conta com mais de 25 anos de experiência internacional nas áreas da arqueologia, do património e do turismo sustentável.
Ao longo do seu percurso, dirigiu os trabalhos de campo da primeira missão arqueológica portuguesa no Egito e trabalhou em sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO, no Egito e na Mauritânia.
É também fundadora da consultora Teiduma e responsável pelo lançamento, no Algarve, do projeto NO ALgarbage, dedicado à redução do desperdício no setor do turismo.
A nova presidente do ICTC pretende dar especial atenção à participação das comunidades locais nas decisões relacionadas com a conservação e a valorização do património.
“Assumo esta presidência com um enorme sentido de responsabilidade e com o orgulho de ser a primeira portuguesa a liderar este Comité. Acredito profundamente no potencial do turismo cultural como força positiva para a conservação do património, para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar das comunidades. Mas, para isso, é fundamental que as comunidades não sejam apenas beneficiárias, mas verdadeiras protagonistas das decisões sobre o seu património e o seu futuro. Nos próximos anos, uma das minhas prioridades será contribuir para transformar os princípios da Carta Internacional de 2022 em ações concretas, reforçando a colaboração entre especialistas, instituições e comunidades à escala internacional.”, afirma Sofia Fonseca.
Comité internacional aconselha organizações como a UNESCO
O ICOMOS é uma das três organizações consultivas do Comité do Património Mundial da UNESCO, juntamente com a IUCN e o ICCROM, desempenhando funções relacionadas com a avaliação, conservação e proteção do património cultural.
O Comité Internacional de Turismo Cultural reúne especialistas de diferentes países e presta aconselhamento a organizações como a UNESCO, a ONU Turismo e a IUCN.
Entre as suas responsabilidades encontra-se a elaboração de cartas internacionais sobre turismo cultural, destinadas a orientar a relação entre a atividade turística, a preservação patrimonial e o desenvolvimento das comunidades.
A Carta Internacional para o Turismo do Património Cultural, adotada em 2022, defende um modelo turístico que respeite o património e coloque as populações locais no centro dos processos de decisão.
Sofia Fonseca pretende contribuir para a aplicação prática destes princípios, promovendo uma maior articulação entre especialistas, instituições e comunidades à escala internacional.
Universidade do Algarve prepara investimento de 31,5 milhões de euros no património
A eleição da investigadora coincide com a preparação do UAlgTec Heritage, um Centro de Excelência europeu dedicado às tecnologias do património, cuja atividade deverá começar em janeiro de 2027.
O projeto dispõe de um financiamento total de 31,5 milhões de euros, proveniente da Comissão Europeia, através do programa Horizonte Europa, do Governo português e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.
O UTH reúne a Universidade do Algarve, a Universidade de Kiel, na Alemanha, a ERA Arqueologia e a Zartis, tendo como base científica o ICArEHB.
O centro pretende desenvolver e aplicar inteligência artificial, tecnologias imersivas e investigação arqueológica à valorização do património, à inovação, à criação de emprego e ao desenvolvimento de novas experiências turísticas.
Entre as soluções previstas encontram-se experiências de realidade virtual e aumentada, gémeos digitais e ferramentas de interpretação do património acessíveis e disponíveis em diferentes línguas.
O projeto contempla igualmente o desenvolvimento de modelos de turismo de base comunitária, procurando responder às necessidades dos territórios, reduzir a sazonalidade e contribuir para que uma maior parte dos benefícios económicos permaneça nas comunidades locais.
Este trabalho será desenvolvido em colaboração com autoridades de turismo e património, municípios, parques arqueológicos, museus, empresas criativas e associações do setor hoteleiro.
Uma parte das atividades ficará concentrada no laboratório de Património Digital e Imersivo, um dos quatro laboratórios que integrarão o novo centro.
Para Sofia Fonseca, os objetivos do UAlgTec Heritage estão alinhados com a visão que pretende promover enquanto presidente do Comité Internacional de Turismo Cultural.
“É particularmente gratificante saber que, no Algarve, o UTH irá desenvolver trabalho alinhado com esta visão, aproximando a investigação, a inovação tecnológica e o turismo das necessidades reais dos territórios”, afirma.
Diretor do ICArEHB destaca projeção internacional da investigação algarvia
João Cascalheira, diretor do ICArEHB e coordenador do UAlgTec Heritage, considera que a eleição representa um reconhecimento do percurso científico e profissional de Sofia Fonseca, bem como uma oportunidade para reforçar a ligação da Universidade do Algarve às redes internacionais dedicadas à valorização do património.
“A eleição da Sofia é o reconhecimento internacional de um percurso notável e uma excelente notícia para a UAlg. O Algarve vive do turismo e tem um património extraordinário, mas os dois nem sempre se encontram da melhor forma. Com o UTH, queremos criar tecnologias e modelos que permitam valorizar esse património, melhorar a experiência de quem nos visita, reduzir a sazonalidade e garantir que uma parte maior dos benefícios fica no território. Ter uma investigadora do nosso centro a liderar este debate a nível internacional dá-nos também uma ligação privilegiada às melhores práticas e redes mundiais”, sublinha João Cascalheira.
O ICArEHB é um centro de investigação da Universidade do Algarve dedicado ao estudo da evolução do comportamento humano, com uma forte componente de investigação arqueológica e de aplicação do conhecimento científico ao património.
A eleição de Sofia Fonseca e o arranque previsto do UAlgTec Heritage representam dois desenvolvimentos para a Universidade do Algarve nas áreas da investigação arqueológica, da inovação tecnológica e do turismo cultural, reforçando a ligação entre o conhecimento científico produzido na região e as redes internacionais de conservação e valorização do património.
Uma nova máquina elétrica de limpeza de praias vai reforçar a manutenção sustentável do areal da Terra Estreita, na freguesia de Santa Luzia, em Tavira, depois de a empresa ABEV – Evolução, Lda., responsável pela concessão do apoio balnear, ter vencido o concurso Areia Viva 2026. O equipamento permite recolher diferentes tipos de resíduos, com baixas emissões e reduzida poluição sonora.
A iniciativa, promovida conjuntamente pelo Programa Bandeira Azul e pela empresa Boomlift, pretende incentivar a adoção de práticas ambientalmente responsáveis na manutenção dos areais, promovendo a gestão adequada dos resíduos e os princípios da economia circular.
O Município de Tavira felicitou a empresa concessionária pela distinção, destacando a importância da iniciativa para a preservação ambiental da praia e para a melhoria das condições de utilização do espaço balnear.
Concurso distingue soluções sustentáveis para a limpeza das praias
O concurso Areia Viva 2026 foi dirigido a promotores e concessionários de praias galardoadas com Bandeira Azul, desafiando os participantes a demonstrar de que forma uma máquina elétrica de limpeza poderia contribuir para melhorar a manutenção dos respetivos areais.
As candidaturas tiveram como objetivo apresentar propostas que conjugassem a eficácia dos equipamentos com a redução do impacto ambiental das operações de limpeza.
A ABEV – Evolução, Lda., concessionária do apoio balnear da praia da Terra Estreita, foi a vencedora da edição deste ano, recebendo como prémio uma máquina elétrica de limpeza de praias, modelo Baby Tapiro 100 Elétrica.
O equipamento distingue-se pelas baixas emissões e pela reduzida poluição sonora, características que permitem realizar operações de manutenção dos areais com menor impacto ambiental.
Equipamento elétrico permite recolher plástico, vidro e outros resíduos
A máquina atribuída à empresa concessionária permite recolher detritos de diferentes dimensões, desde pequenos resíduos até materiais de maior volume, como pedras, paus e fragmentos de vidro e plástico.
A utilização deste equipamento pretende contribuir para a segurança dos banhistas, através da remoção de objetos potencialmente perigosos, e para a preservação da vida marinha, reduzindo a presença de resíduos no ambiente costeiro.
Segundo a informação divulgada pelo Município de Tavira, o desempenho ambiental da máquina poderá ser reforçado caso o carregamento elétrico seja efetuado através de painéis fotovoltaicos.
Esta possibilidade permitiria associar a utilização do equipamento à produção de energia solar, contribuindo para reduzir o impacto ambiental das operações de limpeza.
Com a distinção atribuída no concurso Areia Viva 2026, a praia da Terra Estreita passa a contar com um equipamento destinado a promover uma manutenção mais sustentável do areal, conciliando a limpeza do espaço balnear com a proteção ambiental.
Portimão is gearing up for the third edition of the Granfondo Portimão, with around 1,500 cyclists from 30 countries expected to take part on November 7 and 8. The main
A cerimónia do VI Capítulo da Confraria dos Amigos da Guia e do Frango da Freguesia, realizada no sábado, 24 de outubro, no Polidesportivo da Guia, ficou marcada pela entronização do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina. O encontro reuniu representantes de 47 confrarias de várias regiões do país, num programa dedicado à valorização das tradições gastronómicas e à homenagem de personalidades ligadas à comunidade.
A cerimónia integrou o programa do VI Capítulo da Confraria dos Frangos da Guia, que incluiu a admissão de novos confrades efetivos e de honra, o reconhecimento de entidades locais e um desfile pelas ruas da freguesia.
No dia seguinte, 25 de outubro, Rui Cristina participou também, na qualidade de Confrade de Honra, no IX Capítulo da Confraria do Bacchus de Albufeira, realizado em Ferreiras.
Autarca destaca importância do frango da Guia para a identidade local
A entronização de Rui Cristina constituiu um dos momentos centrais do encontro realizado na Guia, que reuniu representantes de 47 confrarias.
Durante a cerimónia, o presidente da autarquia destacou a importância da confraria na preservação e divulgação de uma das especialidades gastronómicas mais conhecidas do concelho.
“Ser entronizado nesta confraria é uma honra que recebo com muito orgulho, porque na Guia o frango da Guia é mais do que uma especialidade gastronómica. É a nossa história, a nossa identidade e, sobretudo, as nossas gentes”, afirmou Rui Cristina.
Na sua intervenção, o autarca prestou igualmente homenagem a José Monteiro, que escolheu Albufeira para viver e trabalhar, e a Joaquim Vieira, ligado à criação da confraria e à divulgação do frango da Guia.
Rui Cristina salientou o contributo de ambos para a comunidade, dirigindo também palavras de reconhecimento às respetivas famílias.
“Uma terra que não sabe agradecer a quem tanto fez por ela começa a esquecer a sua história”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira.
A memória de José Monteiro esteve presente ao longo da cerimónia, tendo sido igualmente evocada por Paulo Freitas na abertura da sessão.
O programa incluiu ainda a distinção do Guia Futebol Clube como Confrade de Mérito e a entronização de novos membros efetivos e de honra.
As celebrações contemplaram também um desfile pelas ruas da Guia, com um cortejo que seguiu em direção à igreja e regressou ao Polidesportivo, acompanhado por moradores que assistiram à passagem dos trajes e símbolos das confrarias.
Confraria do Bacchus reúne 33 confrarias em Ferreiras
As iniciativas de valorização das tradições locais prosseguiram no domingo, 25 de outubro, com a realização do IX Capítulo da Confraria do Bacchus de Albufeira, na Igreja Matriz de Ferreiras.
O encontro reuniu 96 confrades da instituição e representantes de 33 confrarias, ficando marcado pela entronização de 29 novos membros.
Rui Cristina participou na cerimónia enquanto Confrade de Honra, acompanhado por outros representantes autárquicos.
O programa incluiu uma homenagem a confrades falecidos, assinalada pela transmissão das vestes de José Carlos Rolo e de Alfredo Gomes Machado aos respetivos filhos, Marlene Rolo e Nuno Machado, ambos atualmente confrades.
O gesto simbolizou a continuidade da ligação das duas famílias à instituição e a preservação da memória dos antigos membros.
Após a cerimónia religiosa, os participantes desfilaram pelas ruas de Ferreiras, num cortejo acompanhado por moradores e famílias.
O encontro contou ainda com representantes da Comissão Vitivinícola do Algarve e da Federação das Confrarias Báquicas de Portugal, além de membros do executivo municipal e presidentes de juntas de freguesia.
Durante o almoço, Rui Cristina reconheceu o trabalho desenvolvido por Carlos Oliveira na presidência da Confraria do Bacchus de Albufeira, entregando-lhe uma lembrança em nome da Câmara Municipal.
O autarca manifestou também a intenção de acompanhar a atividade da instituição e o seu contributo para a valorização da cultura vitivinícola e das tradições locais.
As duas cerimónias reuniram confrarias de diferentes regiões do país, associando a preservação das tradições gastronómicas e culturais de Albufeira ao reconhecimento de personalidades e instituições ligadas à comunidade.
À primeira vista, parece uma torre sineira semelhante às de muitas igrejas portuguesas, mas a sua origem remonta a uma época em que o Algarve ainda se encontrava sob domínio muçulmano. A estrutura, que atualmente alberga os sinos de um templo católico, terá desempenhado anteriormente uma função religiosa completamente diferente, constituindo um dos raros testemunhos deste género preservados em Portugal.
Esta particularidade encontra-se na Igreja de São Clemente, em Loulé, cuja torre sineira terá sido originalmente o minarete da principal mesquita da cidade islâmica de al-Ulya. Segundo o Visit Portugal, o portal oficial do Turismo de Portugal, a estrutura foi adaptada pelos cristãos depois da conquista da localidade, mantendo elementos arquitetónicos que permitem identificar a sua origem.
Torre que terá servido para chamar os muçulmanos à oração
Durante o período islâmico, os minaretes eram torres associadas às mesquitas, utilizadas tradicionalmente para anunciar os momentos de oração. No caso de Loulé, a estrutura que atualmente integra a Igreja de São Clemente terá pertencido à mesquita maior da antiga cidade, desempenhando uma função central na vida religiosa da comunidade muçulmana.
Segundo a mesma fonte, trata-se de um dos poucos minaretes que ainda subsistem em Portugal, embora a construção tenha sofrido alterações ao longo dos séculos. A torre apresenta uma planta quadrangular e conserva características da arquitetura islâmica, apesar das intervenções posteriores que a transformaram num campanário cristão.
Conquista cristã mudou a utilização do edifício
A transformação religiosa da cidade ocorreu no século XIII, quando Loulé passou para o domínio cristão. Em 1249, durante o reinado de D. Afonso III, a localidade foi conquistada pelas tropas portuguesas, iniciando-se uma nova fase da sua história. A antiga mesquita deu lugar à igreja matriz, dedicada a São Clemente, cuja configuração viria a refletir diferentes períodos arquitetónicos.
De acordo com o portal Património Cultural, a igreja foi construída sobre o local ocupado anteriormente pela mesquita de al-Ulya. A estrutura conserva características do estilo gótico, nomeadamente na organização das três naves e no desenho do portal principal. No entanto, a torre sineira constitui um testemunho de uma fase anterior à construção do templo cristão.
Há pormenores arquitetónicos que revelam a origem islâmica
A identificação da torre como antigo minarete não depende apenas da tradição local. Segundo o projeto Património Islâmico em Portugal, da Universidade Lusófona, a sua planta quadrada, a disposição dos blocos de pedra na base e a localização relativamente à igreja constituem alguns dos elementos que sustentam esta interpretação histórica.
A mesma fonte acrescenta que a escadaria interior, que se desenvolve para a esquerda, também apresenta características associadas à construção islâmica. A estrutura é atribuída aos séculos XI e XII, tendo aproximadamente 22,7 metros de altura e 4,2 metros de lado. Contudo, uma parte significativa da construção atual e o seu remate superior resultam de intervenções posteriores.
Loulé conserva muralhas da antiga cidade muçulmana
A torre sineira não é o único vestígio da presença islâmica que permanece visível em Loulé. O centro histórico conserva também partes da antiga cerca urbana e do castelo, estruturas que testemunham a importância da localidade durante a Idade Média. As muralhas da antiga medina apresentam vários torreões construídos em taipa e troços que acabaram por ficar integrados em edifícios habitacionais.
A muralha delimitava uma área urbana de aproximadamente cinco hectares, dimensão significativa para uma cidade medieval algarvia. Nos séculos XIV e XV, o castelo foi adaptado para funcionar como residência do governador, passando posteriormente a acolher espaços culturais. Atualmente, parte das antigas estruturas integra o Museu Municipal de Loulé.
Cidade também conserva banhos públicos com cerca de 900 anos
Outro testemunho da presença muçulmana são os Banhos Islâmicos de Loulé, construídos provavelmente no século XII e descobertos durante trabalhos arqueológicos em 2006. Estas estruturas incluem espaços destinados a banhos de diferentes temperaturas, nomeadamente uma sala fria, uma sala tépida e uma sala quente, além de outras áreas necessárias ao funcionamento do complexo.
A importância deste património levou à classificação dos banhos como monumento nacional em julho de 2023. De acordo com o Decreto n.º 17/2023, publicado em Diário da República, trata-se dos primeiros e, até à data da classificação, únicos edifícios desta tipologia arqueologicamente documentados em Portugal. Juntamente com a antiga torre da Igreja de São Clemente e as muralhas medievais, constituem testemunhos da história islâmica que permanece presente no centro de Loulé.