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Galp pede estabilidade fiscal, mas Governo prepara novo imposto

27 October 2026 at 18:41

É um irritante nas relações entre uma das maiores empresas do país e o Governo de Luís Montenegro.

Falhado o negócio entre a Galp e os espanhóis da Moeve, a companhia petrolífera pediu estabilidade fiscal para os seus negócios em Portugal.

Mas o Governo tem na calha um novo imposto que ameaça pesar nas contas da empresa.

A taxa sobre os lucros extraordinários da companhia petrolífera, derivados da subida do preço do petróleo e o disparo nos lucros, está a ser preparada pelo executivo de Luís Montenegro.

“Ao longo destas conversas com o Governo, demos ainda mais visibilidade à importância de termos um enquadramento fiscal estável e um enquadramento regulatório bem definido e transparente, que tenha também em conta os incentivos adequados. Ou seja, se quisermos alavancar ainda mais o nosso ativo para o futuro com investimentos adicionais, sem dúvida que é absolutamente essencial ter um enquadramento fiscal estável e um incentivo adequado”, disse ao JE o co-CEO da Galp João Diogo Marques da Silva.

“Caso contrário, ele vai competir com outros ativos fora de Portugal. Este assunto é tanto mais importante quando falamos de refinação, que é um setor ou uma atividade extremamente intensiva em termos de capital sujeita a ciclos bastante longos”, afirmou o gestor.

A questão de fundo para a companhia é que, apesar de a margem de refinação ter disparado para 34 dólares no terceiro trimestre, uma subida de 250%, historicamente a margem da Galp tem rondado os 5 dólares por barril, com os anos menos lucrativos a não serem qualificados como extraordinários.

Com os resultados recorde da Galp nos primeiros nove meses do ano a serem conhecidos esta semana, o Governo voltou à carga com o tema da taxa sobre os lucros extraordinários.

“É um projeto de lei que está na Assembleia da República e mostra que foi a decisão correta do Governo e vamos aguardar. Há empresas que tiveram lucros extraordinários devido à situação [da guerra no Médio Oriente]. Pensamos que, até por uma questão de justiça social, devem ser taxadas e que o ministro das Finanças, com o apoio de todo o Governo, teve essa decisão que nós aplaudimos e que agora esperamos que passe em breve na Assembleia da República”, disse a ministra do Ambiente e da Energia Maria da Graça Carvalho na segunda-feira.

A Galp anunciou que gerou mais de 90% da sua receita fora de Portugal este ano, com a operação nacional a registar até um recuo.

“O nosso resultado em Portugal regrediu 10%. E essa é uma realidade. O resultado comercial foi sobretudo alavancado nas atividades internacionais, em Espanha e em África”, segundo João Diogo Marques da Silva.

O responsável também revelou que a companhia já entregou às “famílias portuguesas mais de 35 milhões de euros em descontos, agregados ao nosso programa de fidelidade. Temos de ser muito conscientes da situação económica que o país atravessa”.

Já o segmento grossista  “beneficiou de mais de 40 milhões de euros de desconto. Portanto, estamos a falar de quase 80 milhões entre os dois” entre segmento de retalho e o grossista.

Lucros da Galp disparam mais de 50% para 1,5 mil milhões

Os lucros da Galp dispararam 54% no terceiro trimestre para 1.494 milhões de euros. Já nos primeiros nove meses subiram 68% para 682 milhões de euros.

O resultado foi impactado pela produção de petróleo e de gás no Brasil, com as exportações a triplicarem para 640 milhões de euros nos primeiros nove meses.

Já o investimento em descarbonização em projetos de hidrogénio verde e biocombustíveis avançados na refinaria de Sines atingiu 960 milhões de euros, a par da compra de centrais eólicas em Espanha.

A produção de petróleo e gás no Brasil atingiu um novo recorde: 131 mil barris diários à boleia da subida da produção no campo Bacalhau, onde o consórcio da Galp conta com a mais recente unidade flutuante de produção.

Margem de refinação da Galp dispara mais de 250% e atinge máximo histórico

A Galp registou um disparo na sua margem de refinação no terceiro trimestre deste ano para quase 34 dólares.

A subida de 255% registou-se face a período homólogo. Já o aumento face ao trimestre anterior foi de 100% relativo aos 17 dólares registados.

O aumento da margem de refinação teve lugar este ano com o disparo no preço do petróleo e combustíveis, devido às guerras no Médio Oriente e entre a Rússia e Ucrânia. Além da subida dos preços, o mercado também está a sofrer com menos petróleo e combustível disponível.

Mais. Devido ao conflito no Médio Oriente e o bloqueio dos estreitos de Ormuz e de Bab Al-Mandeb, os fretes marítimos ficaram mais caros e as viagens ficaram mais longas, obrigando os petroleiros a dar a volta a África.

O valor de quase 34 dólares por barril da margem de refinação é um novo máximo histórico, deixando para trás os 22,3 dólares por barril atingidos no segundo trimestre de 2022, influenciada para invasão russa da Ucrânia que deu origem a uma crise energética.

Historicamente, a margem de refinação da Galp tem rondado os 5 dólares por barril, mas o efeito das guerras no Médio Oriente e no Leste da Europa provocaram um disparo para 34 dólares.

O ano de 2022 foi também o que registou a melhor margem de refinação anual até agora, com um valor anual próximo dos 12 dólares por barril, seguido de 2023.

Galp rejeita que pressões políticas tenham ditado fim do negócio com espanhóis

27 October 2026 at 16:44

A Galp rejeitou que tenham sido pressões políticas a ditar o fim do negócio com os espanhóis da Moeve.

Apesar de o Governo ter imposto duas “linhas vermelhas” para não colocar entraves ao negócio, a companhia petrolífera garante que a operação só caiu por terra por não criar valor de longo prazo para os seus acionistas.

“Houve um diálogo fluido e construtivo e as preocupações do Governo foram sempre consideradas no âmbito das conversações”, disse o co-CEO da Galp João Diogo Marques da Silva ao JE.

Mas “não vamos atribuir a essas conversações qualquer tipo de influência ou responsabilidade no desfecho desta transação”.

“O desfecho da transação tem puramente a ver com os termos comerciais em que esta transação foi negociada e com a não criação de valor, do ponto de vista de longo prazo sustentável, para os nossos acionistas. E é com esses critérios de investimento que nós tomamos todas as nossas decisões de portfólio. E essa foi a razão do desfecho”, afirmou o gestor em declarações ao JE.

Apesar do Governo ter começado a falar a duas vozes sobre este tema – com a ministra do Ambiente a congratular o negócio e o ministro da Economia a mostrar reservas -, acabou por afinar o tiro na comunicação pública para passar uma mensagem de que o executivo não colocaria entraves se fossem garantidas duas “linhas vermelhas”:

“Queremos garantir duas condições. Uma, que continuemos a ter uma refinaria em solo português. Duas, que em situação de crise essa refinaria tem Portugal como principal objetivo de fornecimento. Sai um pouco das regras de mercado, mas é isso que queremos garantir. São as nossas linhas vermelhas: a localização e a situação de crise”, disse a ministra Maria da Graça Carvalho em julho no Parlamento.

Sobre a primeira ferramenta ao dispor do Governo para colocar pressão sobre a Galp e a Moeve, a governante destacou as “diretivas europeias e a legislação nacional” sobre ativos estratégicos e por se tratar de “acionistas de fora da Europa”, referindo-se aos acionistas da Moeve: Mubadala, fundo de Abu Dhabi, e Carlyle, fundo americano. “Podemos ter um poder reforçado neste diálogo”, afirmou a governante na altura.

Terminado o negócio sem sucesso, a Galp já garantiu que está preparada para retomar uma operação semelhante, mas sem prazos no horizonte.

“Não estamos, neste momento, com uma linha temporal já ativa para uma outra opção. Acreditamos na lógica industrial de uma operação com estas características. É sempre na última hora que se negoceiam os aspetos comerciais, as avaliações, a componente mais financeira, e foi neste momento que se chegou à conclusão que não conseguíamos avançar”, começou por dizer a co-CEO Maria João Carioca ao JE.

“Agora seria muito estranho se nós, de repente, deixássemos de ver mérito estratégico, que continuamos a ver e, continuando a ver, se surgir uma operação com contornos semelhantes, vamos estar disponíveis e queremos estar preparados para olhar para ela da melhor forma possível. É só isso que estamos a dizer: não mudamos de ideias, vemos mérito e queremos estar preparados para colher o valor desse mérito, desta vez não conseguimos colher o valor para avançar”, acrescentou a gestora.

Galp pede mais apoios para refinaria de Sines, Governo garante “total disponibilidade”

O executivo de Luís Montenegro considera que a refinaria de Sines tem uma “importância estratégica” para o país e garante que vai continuar a acompanhar a “evolução” da infraestrutura crucial para Portugal.

“O Governo acompanhou as negociações entre a Galp e a Moeve e continuará a acompanhar a evolução da empresa, que tem uma importância estratégica para a economia e para a segurança energética do país”, disseram hoje os ministérios do Ambiente e da Economia.

“Mantemos a total disponibilidade para criar condições que permitam à Galp continuar a investir, a gerar valor e a reforçar a competitividade da sua atividade em Portugal”, acrescentam a tutela de Maria da Graça Carvalho e de Manuel Castro Almeida.

“É positivo que a empresa reafirme o compromisso com a transformação das suas atividades industriais e comerciais e destaque os projetos de hidrogénio verde e de biocombustíveis avançados em Sines. São investimentos relevantes para a descarbonização da indústria e para a afirmação de Portugal na transição energética”, segundo os dois ministérios que acompanharam a negociação entre a Galp e a Moeve.

Na segunda-feira, a Galp já tinha defendido que este era um bom momento para o Governo apoiar o movimento de descarbonização da refinaria de Sines, para garantir a competitividade da infraestrutura. A companhia tem-se queixado nos últimos anos de apoio insuficiente à refinaria de Sines, especialmente em comparação com o apoio dado ao Governo espanhol à descarbonização nas suas refinarias.

E num momento em que o Governo prepara uma taxa extraordinária sobre o lucro das petrolíferas, a Galp pediu também estabilidade nos impostos.

“Ao longo destas conversas com o Governo, demos ainda mais visibilidade à importância de termos um enquadramento fiscal estável e um enquadramento regulatório bem definido e transparente, que tenha também em conta os incentivos adequados”, disse ao JE o co-CEO da Galp João Diogo Marques da Silva.

“Ou seja, se quisermos alavancar ainda mais o nosso ativo para futuro com investimentos adicionais, sem dúvida que é absolutamente essencial ter um enquadramento fiscal estável e um incentivo adequado. Caso contrário, [a refinaria] vai competir com outros ativos fora de Portugal. Este assunto é tanto mais importante quando falamos de refinação, que é um setor ou uma atividade extremamente intensiva em termos de capital sujeita a ciclos bastante longos”, segundo o gestor.

“Se surgir uma operação com contornos semelhantes, vamos estar disponíveis”, garante Galp

27 October 2026 at 07:00

Caiu por terra o negócio entre a Galp e os espanhóis da Moeve, mas a companhia acredita que os “méritos estratégicos” da operação continuam intactos.

“Após um longo processo de negociação não chegámos a um acordo comercial, contudo, os méritos da transação persistem, ou seja, a escala, a competitividade, o foco numa operação de retalho fazem sentido quando olhamos para o futuro destes negócios de ‘downstream’. A nossa história de investimento vai-se manter inalterada com foco no ‘upstream'”, segundo o co-CEO João Diogo Marques da Silva em declarações ao Jornal Económico.

A Galp afundou hoje quase 11% em bolsa com a ação a cair para cerca de 20,5 euros, com os investidores a reagirem negativamente à não concretização do negócio.

Apesar da intenção em avançar com nova operação, não existe nenhum prazo definido para o efeito, com a companhia a admitir a possibilidade de segregar negócios para poder gerir parcerias estratégicas de forma separada.

“Em alguns aspetos, termos os nossos negócios estruturados de uma forma que nos permita dar mais visibilidade ao valor que acrescentam cada um deles individualmente, pode vir a ser positivo”, disse, por sua vez, a co-CEO Maria João Carioca ao JE.

“Não estamos, neste momento, com uma linha temporal já ativa para uma outra opção. Acreditamos na lógica industrial de uma operação com estas características. É sempre na última hora que se negoceiam os aspetos comerciais, as avaliações, a componente mais financeira, e foi neste momento que se chegou à conclusão que não conseguíamos avançar. Agora seria muito estranho se nós, de repente, deixássemos de ver mérito estratégico, que continuamos a ver e, continuando a ver, se surgir uma operação com contornos semelhantes, vamos estar disponíveis e queremos estar preparados para olhar para ela da melhor forma possível. É só isso que estamos a dizer: não mudamos de ideias, vemos mérito e queremos estar preparados para colher o valor desse mérito, desta vez não conseguimos colher o valor para avançar”, segundo Maria João Carioca ao JE.

A questão da refinaria de Sines – que iria passar para uma sociedade controlada a 80% pelos espanhóis da Moeve e 20% pela Galp – foi sempre o tema mais sensível do negócio, especialmente depois de a refinaria ter sido absolutamente crucial para Portugal enfrentar a maior crise energética de sempre, com mais de dois terços do gasóleo e combustível para aviação consumidos em Portugal terem origem em Sines.

Mais. Este é um bom momento para o Governo apoiar o movimento de descarbonização da refinaria de Sines, para garantir a competitividade da infraestrutura.

“Ao longo destas conversas com o Governo, demos ainda mais visibilidade à importância de termos um enquadramento fiscal estável e um enquadramento regulatório bem definido e transparente, que tenha também em conta os incentivos adequados. Ou seja, se quisermos alavancar ainda mais o nosso ativo para futuro com investimentos adicionais, sem dúvida que é absolutamente essencial ter um enquadramento fiscal estável e um incentivo adequado. Caso contrário, ele vai competir com outros ativos fora de Portugal”.

Este assunto é tanto mais importante quando falamos de refinação, que é um setor ou uma atividade extremamente intensiva em termos de capital sujeita a ciclos bastante longos”, disse ao JE o co-CEO João Diogo Marques da Silva.

Questionados se a guerra no Médio Oriente e a crise energética, e o facto de o Governo ter imposto “linhas vermelhas” para não colocar entraves ao negócio, tiveram impacto na decisão de não avançar com o negócio, os gestores rejeitaram essa possibilidade.

“Nenhum negócio funciona em abstrato e portanto sim, ao longo deste período em que estivemos em conversas com a Moeve, muitas coisas evoluíram e o negócio teve um desempenho muito positivo durante este ano. Portanto, não estávamos a olhar apenas para os resultados deste ano ou dos últimos seis meses ou dos últimos três. Estávamos a olhar para o todo, para os planos de investimento futuro, para a capacidade de sustentar esses planos de investimento, para os vários negócios que tínhamos neste portefólio, para a escala que íamos trazer a esses negócios. O contexto é muito específico, mas sendo importante, não foi o determinante. Para chegarmos ao fim, precisamos de ter uma partilha de valor que assegurasse que capturávamos o valor do nosso negócio”, segundo Maria João Carioca.

No caso do Governo, João Diogo Marques da Silva destaca que “houve um diálogo fluido e construtivo e que as preocupações do Governo foram sempre consideradas no âmbito das conversações”.

Mas “não vamos atribuir a essas conversações qualquer tipo de influência ou responsabilidade no desfecho desta transação”.

O desfecho da transação tem puramente a ver com os termos comerciais em que esta transação foi negociada e com a não criação de valor, do ponto de vista de longo prazo sustentável, para os nossos acionistas. E é com esses critérios de investimento que nós tomamos todas as nossas decisões de portefólio. E essa foi a razão do desfecho”, segundo o gestor.

“Havia o receio de poder escapar ao controle nacional a única refinaria que temos”, diz Governo

O Governo disse hoje ver com “bons olhos” o compromisso da Galp com o investimento na refinaria de Sines após o fim do negócio com os espanhóis da Moeve.

“Acompanhámos muito de perto [o processo de fusão]. É importante as refinarias terem massa crítica para poderem investir na descarbonização. Mas havia o receio de poder escapar ao controle nacional a única refinaria que ainda temos”, disse a ministra do Ambiente e da Energia esta segunda-feira, 26 de outubro.

“No comunicado da Galp é dito que há uma aposta em continuar a investir em produtos verdes: hidrogénio verde, biocombustíveis, vimos isso com muitos bons olhos”, acrescentou Maria da Graça Carvalho.

“Também nos agrada que a Galp continua apostada em separar o retalho da refinaria, em criar uma empresa só para a refinaria. Pensamos que será útil, permite focar as atenções da parte do Estado na refinaria, isso continua. Iremos acompanhar os desenvolvimentos futuros”, segundo a governante em declarações à margem do encontro dos autarcas pelo Clima e Energia em Torres Vedras.

A ministra apontou que “foi uma decisão da Galp devido às negociações com a Moeve… se calhar, não terá correspondido ao que esperavam. É dito que estão abertos a outras parcerias, teremos que estar atentos a futuras parcerias”.

Questionada sobre a taxa sobre os lucros extraordinários derivados à guerra no Médio Oriente, a ministra recordou que existe um projeto-lei no Parlamento.

“Mostra que foi uma decisão correta do Governo. Há empresas que tiveram lucros extraordinários devido à situação [de guerra]. Até por uma questão de justiça social devem ser taxadas. O ministro das Finanças teve essa decisão, esperemos que passe em breve na Assembleia da República”, respondeu Maria da Graça Carvalho.

Lucros da Galp disparam mais de 50% para 1,5 mil milhões

Os lucros da Galp dispararam 54% no terceiro trimestre para 1.494 milhões de euros. Já nos primeiros nove meses subiram 68% para 682 milhões de euros, revelou a companhia na segunda-feira.

O resultado foi impactado pela produção de petróleo e de gás no Brasil, com as exportações a triplicarem para 640 milhões de euros nos primeiros nove meses.

Já o investimento em descarbonização em projetos de hidrogénio verde e biocombustíveis avançados na refinaria de Sines atingiu 960 milhões de euros, a par da compra de centrais eólicas em Espanha.

A produção de petróleo e gás no Brasil atingiu um novo recorde: 131 mil barris diários à boleia da subida da produção no campo Bacalhau, onde o consórcio da Galp conta com a mais recente unidade flutuante de produção.

Governo continuará atento a "futuras parcerias" da Galp

26 October 2026 at 19:56
Carvalho promete acompanhar futuras parcerias da Galp e defende taxação dos lucros da petrolífera, que subiu 68% no terceiro trimestre, para 682 milhões.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

"Há empresas que tiveram lucros extraordinários devido à situação e, portanto, pensamos que, até por uma questão de justiça social, devem ser taxadas", sustentou a ministra do Ambiente e Energia

Future of Sines refinery appears safe after GALP and Moeve end negotiations over potential merger

26 October 2026 at 09:56

Portuguese energy giant GALP has announced today that it has ended negotiations with Moeve over a potential merger of their refining and fuel marketing businesses after failing to reach an

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Galp lucra 1.494 milhões nos nove primeiros meses do ano

26 October 2026 at 07:26
A Galp garante que já assegurou as necessidades de importação de combustível de aviação de Portugal até ao final de 2026. A refinaria de Sines operou até setembro perto da sua capacidade máxima.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

Cruz Vermelha Portuguesa e Fundação Galp apoiam 65 pequenos negócios afetados pelas tempestades

17 October 2026 at 13:41

Cerca de 200 mil euros atribuídos a empresários afetados pelas intempéries integram o Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026, que investiu 1 milhão de euros na recuperação e preparação das comunidades para futuros eventos extremos. A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e a Fundação Galp assinalaram esta quinta-feira, no Auditório Municipal de Alcácer do Sal, a […]

Margem de refinação da Galp duplicou num trimestre

12 October 2026 at 17:47
Margem de refinação da Galp atinge 33,8 dólares por barril no terceiro trimestre. Mas custo dos fretes está a disparar porque petroleiros estão a desviar-se para rotas mais longas para evitar ataques.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

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