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Dilma receberá indenização mensal de R$ 17 mil por perseguição na ditadura

27 October 2026 at 20:36

O MDH (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) determinou um pagamento indenizatório mensal à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de R$ 17.562,80 mensais, decorrente de perseguição sofrida durante a ditadura militar. A decisão assinada pela ministra Janine Mello foi publicada na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (27).

A publicação retifica a Portaria nº 1.424, de 19 de agosto de 2025, que havia reconhecido oficialmente Dilma como anistiada política e determinou o pagamento único de R$ 100 mil como indenização pela atuação do governo brasileiro no período.

Para o cálculo do valor, foi considerado o salário médio para o cargo do Plano de Cargos e Salários dos funcionários da antiga FEE (Fundação de Economia e Estatística) do Rio Grande do Sul, ente em que a ex-presidente trabalhou entre 1975 e 1977, quando foi exonerada ao ser incluída em uma lista de “comunistas infiltrados no governo”.

Após sair da prisão e se mudar para o Rio Grande do Sul, a ex-presidente continuou a ser monitorada pelo SNI (Serviço Nacional de Informações) até o final de 1988 — fim da ditadura.

Além da nova resolução sobre como será dado o pagamento do valor indenizatório, também é mencionado o embolso de R$ 6.616.492,19 à política referentes a valores retroativos desde 21 de outubro de 1997. No entanto, é ressaltado que quaisquer valores já pagos anteriormente devem ser descontados desse montante.

Dilma na ditadura

Dilma Rousseff dedicou sua juventude à militância da esquerda, tendo participado, na década de 60, da Polop (Organização Revolucionária Marxista Política Operária), do Colina (Comando de Libertação Nacional) e da Var-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).

Em 1970, ela foi presa sob acusação do crime de “subversão” ao participar de grupos de militância de esquerda que se opunham ao regime. Dilma passou por sessões de tortura em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, ficando presa por cerca de três anos.

Em maio de 2025, conselheiros da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania julgaram um requerimento protocolado em 21 de outubro de 2002, que foi indeferido em 28 de abril de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

A ex-presidente, então, entrou com recurso, que foi analisado na data pelo ente que reconheceu a condição de anistiada política. A decisão daquela data foi o documento retificado nesta terça-feira.

*Sob supervisão de Renata Souza

Relator de la CIDH pide a Cuba cesar el hostigamiento a creyentes en el Día de la Libertad Religiosa

Stuardo Ralón pidió al Estado "que deje de hostigar a los líderes y a las comunidades de fe y que libere a quienes están presos de conciencia, por ejercer sus derechos en paz”.

Uno de los monumentos más imponentes está en Francia: una abadía de 1.400 años

27 October 2026 at 17:00

Francia puede alardear de tener algunos de los monumentos más emblemáticos de todo el planeta, sobre todo en París, como ejemplifican a la perfección la Torre Eiffel, la Catedral de Notre Dame o el Museo del Louvre, aunque fuera de la capital gala también hay auténticas maravillas con siglos de historia que muchos en España no conocen pero que sin duda merecen ser visitados.

Una de esas joyas medievales que se ocultan a kilómetros de ‘La ciudad de la luz’ es la impresionante abadía de Jumièges, un espectacular complejo con casi 14 siglos de historia que se erige imponente a tan solo dos horas de París. A pesar de estar en un estado de conservación algo deteriorado, no ha perdido un ápice de magnificencia y mantiene un espíritu enigmático que sobrecoge a cualquiera que se acerca a él.

La abadía de Jumièges, el tesoro oculto de Normandía

La majestuosa abadía de Jumièges se fundó en el año 654, por lo que tiene casi 1.400 años, y se erige en la localidad del mismo nombre ubicada en el corazón de la fascinante región de Normandía. Es uno de los vestigios benedictinos más antiguos e importantes de Francia, pero realmente no comenzó la vida monacal hasta el año 840 debido a las continuas incursiones de los vikingos en la zona.

A lo largo de los años, este complejo religioso cobró una importancia enorme en toda Normandía, e incluso uno de sus miembros más ilustres, Roberto de Jumièges, llegó a ser arzobispo de Canterbury, aunque tras la Guerra de los Cien Años cayó en una época de declive que se consumó en el siglo XVI, y a pesar de los esfuerzos por revivirla, nunca más volvió a ser tan vital en la vida religiosa y social de Normandía.

En plena Revolución Francesa quedó en ruinas, las cuales están protegidas en la actualidad. A pesar de la devastación, aún se puede captar el marcado estilo románico que tenía y que hoy en día se puede discernir en la iglesia, con sus torres gemelas y la fachada occidental, así como en partes del claustro y de la biblioteca, que son los restos que han sobrevivido al paso del tiempo.

La abadía de Jumièges se ubica en un pintoresco parque de unas 14 hectáreas situado en la orilla del río Sena, y además se encuentra a escasa distancia de la apasionante ciudad de Ruan; está a apenas dos horas en coche de la ciudad de París, por lo que puede ser una magnífica opción para hacer una excursión si se está visitando la capital de Francia y se quiere huir durante unas horas del constante bullicio parisino.

Complainant’s cross-examination concludes in Phedonos trial

27 October 2026 at 17:09

The cross-examination of the complainant in the trial of suspended Paphos mayor Phedonas Phedonos concluded on Tuesday after three days before the Paphos criminal court.

The cross-examination followed the complainant’s earlier testimony, with proceedings held behind closed doors.

Judges and lawyers were present in the courtroom, while Phedonos remained in an adjacent room as the complainant gave evidence.

The trial is scheduled to resume on November 2 at 9am, when the prosecution’s final two witnesses are expected to testify.

One of the witnesses is a businessman whose testimony has been delayed because he was hospitalised at a private hospital in Nicosia.

It remains unclear whether he will be able to appear in person before the court.

Phedonos faces five charges: rape, indecent assault of a woman, indecent assault of a woman by another act, assault causing actual bodily harm, and administering a drug or other substance capable of intoxicating a person or overcoming their resistance.

He denies all charges.

Palestinos protestam contra deslocamentos durante eleição em Israel

27 October 2026 at 17:34

Soldados israelenses dispararam uma granada de efeito moral nesta terça-feira (27) para dispersar palestinos que se reuniram em protesto contra uma operação militar de Israel que deslocou milhares de moradores de um bairro de Hebron, na Cisjordânia ocupada por Israel.

Os distúrbios ocorreram após a morte de dois soldados israelenses, baleados por homens armados palestinos em um posto de controle na semana passada, e enquanto os israelenses votavam em uma eleição na qual a política do país para a Cisjordânia se tornou uma das principais questões políticas.

Algumas autoridades palestinas acusaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de iniciar uma repressão na Cisjordânia para coincidir com a votação, como forma de mobilizar seus apoiadores de direita. O governo afirma que a operação é uma resposta ao ataque contra os soldados israelenses.

Um grupo de homens, mulheres e crianças palestinos participou do protesto nesta terça-feira. Um idoso segurava um cartaz com a mensagem: “Não à punição coletiva, não aos bloqueios e não ao deslocamento”.

Os militares afirmaram ter disparado uma granada de efeito moral para dispersar os manifestantes e permitir a continuidade da operação.

Na segunda-feira, a ONU (Organização das Nações Unidas) informou que mais de 3 mil palestinos haviam sido obrigados a deixar suas casas devido à operação militar israelense. A ação teve como alvo bairros próximos ao posto de controle onde homens armados palestinos mataram os dois soldados israelenses na sexta-feira.

Em um comunicado divulgado no domingo, as Forças Armadas israelenses afirmaram que os soldados realizariam demolições na região. Os militares disseram que não encontraram armas durante as buscas nas casas.

Desde o ataque ao posto de controle, na sexta-feira, Israel bloqueou as entradas da maioria das cidades e localidades palestinas na Cisjordânia, restringindo severamente a liberdade de circulação dos palestinos.

Noura Nassar, uma moradora deslocada que participou do protesto, afirmou ter enfrentado dificuldades para conseguir atendimento médico por causa dos bloqueios.

Netanyahu e seu principal rival, Gadi Eisenkot, são contrários à criação de um Estado palestino independente ao lado de Israel. Moradores expulsos do bairro de Hebron disseram nesta terça-feira que a eleição israelense pouco mudaria a realidade nos territórios ocupados por Israel desde 1967.

O governo de Netanyahu supervisionou uma rápida expansão dos assentamentos israelenses, considerados ilegais por órgãos da ONU e pela maioria dos países, embora Israel conteste essa avaliação. Sob a coalizão de direita liderada por Netanyahu, também houve um aumento da violência de colonos extremistas contra palestinos.

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

Matrimonio de religiosos cubanos bajo presión para salir al exilio como condición a su excarcelamiento

El régimen cubano mantiene la presión sobre el matrimonio de opositores y presos políticos Donaida Pérez Paseiro y Loreto Hernández García para forzarlos a aceptar el exilio como condición para recuperar la libertad, denunció Jorge Luis García Pérez, ‘Antúnez’.

Henry Constantín sigue en celda de castigo y sin contacto con la familia

Constantín permanece detenido desde el 16 de septiembre y bajo prisión provisional en Kilo 7. Además de dirigir La Hora de Cuba, es vicepresidente regional para Cuba de la Comisión de Libertad de Prensa e Información de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP).

Anfíbio de 237 milhões de anos que teria sido o primeiro a viver só no mar é descoberto na China

27 October 2026 at 14:49

Uma nova espécie de anfíbio que teria vivido há cerca de 237 milhões de anos foi descoberta na China. Ele seria o primeiro e único até hoje capaz de viver somente no mar graças a adaptações no seu organismo.

Batizada de Gerrothorax maritimus, o animal possuía cerca de 75 centímetros de comprimento e corpo achatado. Dois fósseis foram encontrados na província de Guizhou, na China, segundo estudo a revista científica Nature Ecology & Evolution divulgado nesta segunda-feira (26).

Características únicas

O que torna a espécie única é a sua capacidade de sobreviver de forma permanente no mar, em água salgada, o que nenhum anfíbio consegue fazer devido as suas características fisiológicas.

Todos as espécies de anfíbios descobertos até hoje possuem uma pele macia e permeável, que permite a absorção de água e troca de gases, sem necessidade de abrir a boca para se hidratarem ou respirarem.

Como a água do mar é salgada e consequentemente mais concentrada, nessa troca de líquidos pela pele, rãs e salamandras, por exemplo, desidratam, e precisam voltar a água doce para reequilibrar os seus organismos. No caso do Gerrothorax maritimus, isso era limitado pela sua pele semelhante a uma carapaça, selando essa troca.

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Pele do Gerrothorax maritimus era similar a uma armadura óssea que protegia a água do corpo de ser sugada pela água do mar • Ryosuke Motani

Nesse sentido, outra adaptação é em relação a respiração dele. Como a pele não era permeável, o anfíbio possuía brânquias, segundo os pesquisadores, que foram perdidas ao longo da evolução das espécies atuais.

Ele vivia provavelmente a maior parte do tempo no fundo do mar, camuflado nos sedimentos, e se alimentava por sucção devido a sua boca grande com um arco branquial robusto. Esse método suga as presas, com o tubarão-tapete sendo a espécie mais próxima dele hoje.

Como descobriram que ele vivia no mar

Apesar dos fósseis terem sido encontrados no mar, os cientistas tiveram que confirmar se lá era mesmo seu habitat natural ou se o animal teria sido levado para lá ao longo dos milhões de anos.

Para isso, análises foram realizadas, e a principal prova é a composição química dos ossos, que apresentaram assinatura de estrôncio compatível ao fundo do mar. As rochas em que estavam e os sedimentos ao redor também eram compatíveis, descartando a hipótese que eles teriam sido contaminados por detritos do ambiente.

Os fósseis foram encontrados em uma local a cerca de 30 quilômetros de distância da ilha mais próxima que existia no início do período Triássico Superior, há cerca de 237 milhões de anos, reconstruído pelos pesquisadores.

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Pequenos ossos dos dedos continuaram ligados ao esqueleto, o que indica que realmente o mar era o seu habitat natural e onde o animal morreu • Ryosuke Motani

Além disso, eles estavam próximos a grandes ictiossauros, répteis completamente adaptados à vida no oceano, e os ossos dos dedos permaneciam conectados ao esqueleto, o que costuma não acontecer quando um fóssil é arrastado de um local para o outro.

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Se llamaba Beatriz: identificada 20 años después 'la momia de la Pedriza' encontrada por unos niños

27 October 2026 at 21:37
EL MUNDO pone nombre y reconstruye la historia de la joven asturiana que perdió la vida en marzo de 2006 en extrañas circunstancias, aunque su cadáver no fue hallado hasta seis meses después Leer

EL MUNDO pone nombre y reconstruye la historia de la joven asturiana que perdió la vida en marzo de 2006 en extrañas circunstancias, aunque su cadáver no fue hallado hasta seis meses después

Operação de Israel na Cisjordânia força deslocamento de quase 4 mil civis

27 October 2026 at 13:33

As forças militares de Israel continuaram, na segunda-feira (26), a intensificar as medidas militares e a isolar áreas na cidade de Hebron, na Cisjordânia, provocando o deslocamento de quase 4 mil civis palestinos, segundo a agência de notícias WAFA, que cita fontes locais.

O número de famílias afetadas pela ofensiva israelense em curso em partes de Hebron — iniciada após um ataque armado nas proximidades da cidade que resultou na morte de dois soldados da FDI (Forças de Defesa de Israel) na sexta-feira (23) — subiu para 619, informou a agência.

Acrescentou ainda que cerca de 3.971 palestinos foram deslocados à força de suas residências, enquanto outros 85 foram detidos.

As operações militares e o fechamento forçado de áreas em Hebron causaram danos a diversas instalações civis e comerciais, resultando em perdas materiais significativas, segundo a agência.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria rejeitado uma proposta do chefe do Estado-Maior das FDI, Eyal Zamir, para encerrar a operação em Hebron, informou a emissora pública Kan na segunda-feira.

Embora os militares tenham deixado claro que todos os objetivos foram alcançados, Netanyahu ordenou a continuidade da operação, segundo o relato.

Citando uma fonte militar, a Kan afirmou que a operação cumpriu seus propósitos: estabelecer dissuasão, localizar instalações ligadas a “terroristas” e coletar informações de inteligência.

As tropas revistaram 500 edifícios por toda a cidade, mas apreenderam apenas duas armas de fogo.

Além de Hebron, um bloqueio abrangente, que cobre toda a Cisjordânia ocupada, foi imposto após o ataque a tiros ocorrido na sexta-feira.

Em algumas áreas, os palestinos foram orientados a manter seus filhos em casa, sem ir à escola, enquanto muitos não conseguem ir ao trabalho, uma vez que o bloqueio deve permanecer em vigor até o dia das eleições em Israel, nesta terça-feira (27).

Em um dos terminais de ônibus nos arredores de Ramallah, todos os veículos ficaram parados; os motoristas aguardam o fim do bloqueio, já que a circulação de pessoas dentro da Cisjordânia está impedida.

“Estou falando sobre os bloqueios e fechamentos em toda a Cisjordânia, de modo geral, e na região a noroeste de Ramallah, em particular — área onde vivo e trabalho hoje. Toda a Cisjordânia está repleta de postos de controle. Esses postos controlam a vida das pessoas: a vida de estudantes, de pacientes e de trabalhadores”, relatou o motorista de ônibus Tahir Shalatwa

“A qualquer momento, o portão pode ser fechado ou aberto, causando um atraso de meia hora ou mais. Meu trajeto costumava levar poucos minutos, mas agora levo 90 minutos, pois precisei seguir por estradas de terra e caminhos nas montanhas”, completou ele.

Ministro de Israel mostra futuro centro de enforcamento para palestinos

 

Um ano depois, mortes da Operação Contenção ainda são investigadas

Logo Agência Brasil

Ainda era madrugada, em 28 de outubro de 2025, quando mais de 2,5 mil policiais civis e militares começaram a se preparar para uma operação nos complexos de favelas do Alemão e da Penha. Entre as milhares de incursões em comunidades realizadas no Rio de Janeiro nos últimos 40 anos, aquela seria a mais letal.

O que se viu ao longo do dia foram horas de confrontos armados, ônibus incendiados por criminosos nas ruas, e o avanço dos policiais pelas ruas e vielas das favelas. Em 29 de outubro, o balanço era de que 121 pessoas haviam perdido suas vidas, sendo quatro policiais. O número subiu para cinco em 22 de novembro, com a morte de um policial que estava internado.

Notícias relacionadas:

As imagens de corpos alinhados em uma rua na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, rodaram o mundo. Segundo a polícia, as 117 pessoas que não eram policiais morreram durante troca de tiros com os agentes. Moradores das comunidades e parentes de pessoas que morreram, entretanto, relataram episódios de tortura e execução.

Passado um ano, ainda não há conclusão sobre as circunstâncias das mortes e sobre os responsáveis por elas, mesmo com investigações das polícias Civil e Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

 

Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 - Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 - Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Operação Contenção

Naquele dia, a Polícia Civil divulgou que se tratava de uma “megaoperação”, com o objetivo de capturar lideranças criminosas do Rio de Janeiro e de outros estados, que estariam atuando a partir daqueles complexos de favelas, na zona norte da cidade.

A entrada das forças de segurança nos complexos era parte de uma operação iniciada meses antes, a Contenção. 

Segundo o governo do estado do Rio, a série de ações policiais buscava “ser uma ofensiva estratégica para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho” e “desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa”.

>> Sob facções e operações, população de favelas vive traumas e adoece

Investigações

Coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do MPRJ, o promotor de Justiça Fabio Correa preside o Procedimento Investigatório Criminal (PIC) aberto para apurar as mortes ocorridas durante a operação dos dias 28 e 29 de outubro de 2025.

“É uma situação sui generis, como nunca aconteceu na história da segurança pública do Rio de Janeiro, tanto que é considerada a operação mais letal da história”, destaca o promotor.

 

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo ele, o MPRJ já colheu depoimentos de 255 policiais civis e militares que participaram da operação e de 61 pessoas que foram presas na ação. Os promotores também entraram em contato com parentes de todos os mortos e conseguiram ouvir 45 deles.

O MPRJ também acompanhou as necropsias realizadas pelo Instituto Médico-Legal (IML) e ainda analisa laudos periciais e imagens das câmeras corporais usadas pelos policiais no dia da ação.

Chega a 4 mil o total de horas de imagens gravadas pelas câmeras corporais obtidas. Não foi registrada, no entanto, toda a atuação de cada agente. Segundo as autoridades de segurança pública do Rio de Janeiro, as baterias se esgotaram depois de horas de realização da operação.

 

Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Atendimento aos familiares durante o reconhecimento dos corpos dos mortos na Operação Contenção no Instituto Médico Legal. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Atendimento aos familiares durante o reconhecimento dos corpos dos mortos na Operação Contenção no Instituto Médico Legal. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Atendimento aos familiares durante o reconhecimento dos corpos dos mortos na Operação Contenção no Instituto Médico Legal. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Casos atípicos

Inicialmente, pelo menos dois casos chamaram a atenção dos peritos do MPRJ e são considerados “atípicos”. Um deles foi uma morte por disparos efetuados a curta distância. O outro foi um caso de decapitação da vítima.

“[Os dois casos] não são conclusivos e permanecem ainda em apuração no bojo dessa investigação, que apura a totalidade das mortes, não só dos civis, como também dos policiais”, ressalta Corrêa. “É um elemento de prova, um elemento que vai ser trazido aos autos junto com os demais, com as demais análises sobre depoimentos, câmeras corporais [usadas pelos policiais]”.

Ele destaca, no entanto, que não foi possível realizar a perícia no local do crime, o que dificulta o entendimento do que aconteceu nesses casos. 

“Então este é mais um elemento que entra na análise, de tudo que aconteceu”, afirma. “[Mas] o Ministério Público espera e pretende dar essas respostas definitivas sobre o que de fato aconteceu naquele dia”.

 

Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Raquel Rodrigues se emociona ao fazer reconhecimento do corpo do filho, Yago Ravel Rodrigues Rosário, encontrado decapitado, um dos mortos na Operação Contenção, no Instituto Médico Legal. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Raquel Rodrigues se emociona ao fazer reconhecimento do corpo do filho, Yago Ravel Rodrigues Rosário, encontrado decapitado, um dos mortos na Operação Contenção, no Instituto Médico Legal. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Raquel Rodrigues se emociona ao fazer reconhecimento do corpo do filho, Yago Ravel Rodrigues Rosário, encontrado decapitado, um dos mortos na Operação Contenção, no Instituto Médico Legal. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Outros crimes

Os relatos de execuções não foram os únicos excessos que teriam sido cometidos por policiais durante a operação Contenção. Algumas investigações sobre desvios de conduta, por exemplo, já foram concluídas pelo MPRJ.

Até junho deste ano, 27 policiais já tinham sido denunciados à Justiça pelo MPRJ por crimes como desvio de fuzis apreendidos, furtos de peças de carro e outros bens, invasões de domicílio e constrangimento de moradores. Apesar da interrupção de gravações por esgotamento das baterias, também foi constatado que várias câmeras foram intencionalmente desligadas ou obstruídas. 

Um levantamento do MPRJ, com base na análise de 51 equipamentos de gravação usados pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), apontou que pelo menos 17% dos equipamentos foram desligados propositalmente pelos policiais. Em 7,8%, há indícios de obstrução da lente para impedir a gravação em determinados momentos.

 

Rio de Janeiro (RJ), 06/11/2025 – Missa de sétimo dia em homenagem aos policiais civis e militares mortos na Operação Contenção, no Theatro Municipal. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 06/11/2025 – Missa de sétimo dia em homenagem aos policiais civis e militares mortos na Operação Contenção, no Theatro Municipal. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Missa de sétimo dia em homenagem aos policiais civis e militares mortos na Operação Contenção, no Theatro Municipal. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Direitos Humanos

Em março deste ano, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgou um relatório mostrando alguns problemas na condução da operação e da investigação.

O documento aponta, por exemplo, a tática de encurralar os criminosos em uma área da comunidade, com uma estratégia militar chamada de “martelo e bigorna”, “cujo objetivo seria confinar o oponente, restringir rotas de fuga e exercer pressão convergente em perímetro delimitado até sua ‘neutralização’”.

O elevado número de mortos, inicialmente 121, sobrecarregou o Instituto Médico-Legal (IML). A CIDH descreveu “relatos de armazenamento inadequado dos corpos” e demora na liberação para os familiares.

O relatório apontou ainda restrições iniciais de acesso da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro aos laudos de autópsia e relatórios periciais, “o que limitou sua capacidade de acompanhar e fiscalizar os procedimentos forenses”, em nome das famílias em situação de vulnerabilidade representadas pelo órgão. Posteriormente, a Defensoria acabou tendo acesso aos documentos e ainda não terminou de mostrá-los às famílias.

 

Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Dos 99 presos durante a ação, 17 tinham mandados de prisão expedidos contra eles. O relatório informa lesões em 17 detidos e outros 36 tiveram laudos inconclusivos para maus-tratos e tortura. Uma pessoa foi liberada da prisão sem sequer ter sido submetida a exames de corpo de delito.

A retirada dos corpos da área de mata foi feita pelos próprios moradores e, segundo o relatório, houve relatos de que alguns desses cadáveres “apresentavam marcas que poderiam ser indicativas de execução extrajudicial, tortura, maus-tratos ou lesões perfurocortantes”.

O relatório também apontou para a disparidade do número de mortos entre policiais (cinco) e não policiais (117). Para a CIDH, a desproporção acentuada suscita questionamentos quanto à finalidade dos disparos e indica a necessidade de exame rigoroso sobre se a força letal foi empregada como primeiro recurso, inclusive em situações nas quais a imobilização poderia ter sido viável. 

“Ainda que se considere a hipótese de que civis estivessem armados e vinculados à organização criminosa, o padrão observado não se coaduna com cenário típico de confronto armado regular.”

A comissão interamericana acrescenta que havia corpos com múltiplos disparos na cabeça, na boca, nas costas, nas axilas e no tórax, em posições que não seriam compatíveis com troca de tiros. 

“Foram relatados casos de pessoas vistas vivas sob custódia policial e posteriormente encontradas mortas, além de indícios de amarras, lesões perfurocortantes e disparos à queima-roupa”, descreve o relatório.

A CIDH também concluiu que “o modelo atual de investigação da violência policial no Brasil, particularmente no estado do Rio de Janeiro, apresenta deficiências estruturais que comprometem a independência, imparcialidade e eficácia das apurações”.

 

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Agentes da prefeitura limpam rua onde os corpos da chacina foram levados antes de saírem para o IML, Operação Contenção.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Agentes da prefeitura limpam rua onde os corpos da chacina foram levados antes de saírem para o IML, Operação Contenção.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Agentes da prefeitura limpam rua onde os corpos da chacina foram levados antes de saírem para o IML, Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um ano depois

Pesquisadoras ouvidas pelas equipes de reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) disseram que, apesar de todas as mortes e de o governo estadual ter apresentado a operação como bem-sucedida, não houve mudança significativa no controle territorial armado dos dois complexos de favelas.

“O que a gente percebe é o que percebemos em todas as operações violentas no Rio de Janeiro. O saldo é nulo ou negativo. A gente fala nulo porque nada mudou”,  afirma Maria Isabel Couto, do Instituto Fogo Cruzado 

“A população continua submetida às mesmas rotinas violentas do Comando Vermelho após a operação. A liderança do Comando Vermelho é a mesma, as pessoas do Comando Vermelho que morreram foram substituídas por outras pessoas”.

Segundo ela, o saldo negativo é visto quando se analisa que essas operações geram ainda mais traumas para a população local. 

“É uma população que viu seus entes queridos e pessoas conhecidas serem exterminadas. [Viram] em praça pública, os corpos enfileirados. A troco de nada, a gente vê pessoas que lidam há um ano com esse trauma, acumulado há tantos outros, de que essas vidas são entendidas pelo poder público como dispensáveis. Por quê? Porque, em nome de mudança nenhuma, pessoas são exterminadas”.

 

Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 - Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 - Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

>> Tiroteios constantes afetam desenvolvimento de crianças em comunidades

Pesquisadora do Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos (Geni), da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carolina Grillo concorda que essa operação, como tantas outras, não teve impacto significativo no cenário de segurança pública do Rio de Janeiro.

“Os moradores passaram por uma cena de filme de terror para nada. No segundo em que a polícia foi embora, o Comando Vermelho continuava controlando o território. Supostamente, essa operação era para prender o Doca [liderança criminosa local]. Segundo os moradores, todo mundo já sabia que ia ter operação e que o Doca já tinha saído na véspera”, afirma.

Carolina Grillo complementa que, além de colocar a população em risco e criar um caos na cidade, a operação foi incapaz de proteger os próprios policiais.

“A operação foi um verdadeiro desastre, que resultou em cinco policiais mortos, ou seja, sem um planejamento adequado, que pensasse em proteger seus próprios agentes”, ressalta. 

“Foi uma operação que não teve nenhum compromisso com a vida. Cerca de 60 corpos foram largados na mata, porque era tanta gente que a polícia matou que eles não eram capazes de carregar os corpos das suas vítimas”.

A Agência Brasil pediu para entrevistar representantes das polícias Civil, Militar, Federal e da Secretaria Estadual de Segurança Pública. 

A Polícia Militar respondeu que não seria possível realizar a entrevista. A Polícia Federal diz que não comenta investigações em andamento. A Polícia Civil e a Secretaria de Segurança não responderam ao pedido da reportagem.

*Repórter da TV Brasil.

Trump atinge 32% de aprovação antes das Eleições de Meio de Mandato nos EUA

26 October 2026 at 21:24

O índice de aprovação pública do presidente Donald Trump subiu ligeiramente para 32%, um aumento de um ponto percentual em relação à sua mínima histórica registrada na semana passada, às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que vão definir qual partido controlará o Congresso.

Os dados são de uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída nesta segunda-feira (26).

Os colegas de partido de Trump, os republicanos, lutam para manter as maiorias da legenda na Câmara dos Representantes e no Senado.

A pesquisa, realizada ao longo de cinco dias em todo o país, também revelou que, entre os eleitores registrados, a preferência pelos democratas supera os republicanos — 47% contra 36% —, ao serem questionados sobre em qual partido votariam (em uma pergunta de intenção de voto genérica).

Cerca de 11% afirmaram não saber em quem votariam caso a eleição fosse realizada hoje.

Essa diferença de 11 pontos percentuais entre democratas e republicanos foi 1 ponto percentual menor do que a registrada em uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada em 19 de outubro.

A pesquisa também perguntou aos eleitores indecisos para qual partido eles tendiam a pender. Ao levar em conta essas respostas, a disputa nacional pareceu um pouco mais acirrada, com os democratas à frente por 9 pontos percentuais — 50% contra 41%.

Para os republicanos, perder o controle de qualquer uma das casas legislativas poderia complicar a agenda de Trump nos dois anos finais de seu segundo mandato como presidente.

As pesquisas de intenção de voto genéricas (*generic ballot polls*) são levantamentos nacionais que oferecem uma visão geral de qual partido os entrevistados gostariam de ver no comando do Congresso. Embora essas pesquisas revelem o sentimento público em nível nacional, elas não captam as nuances das disputas estado a estado e distrito a distrito — as quais definem o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, e nas quais os republicanos detêm certas vantagens estruturais.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online, coletou respostas de 1.679 adultos norte-americanos, incluindo 1.280 eleitores registrados, e apresentou uma margem de erro de 2 pontos percentuais para o total de adultos e de 3 pontos percentuais para os eleitores registrados.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

UTAD promove integridade e cidadania junto de cerca de 800 alunos

26 October 2026 at 17:07

VTM

Promovida através da Escola de Ciências Humanas e Sociais (ECHS) e coordenada pelos professores António Dias e Patrícia Martins, do Departamento de Economia, Sociologia e Gestão, a iniciativa integrou o programa nacional «Dias da Integridade e Anticorrupção», desenvolvido em parceria com o Ministério da Justiça e o Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC).

Ao longo do projeto, foram realizadas sessões no Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião, Agrupamento de Escolas Dr. Bento da Cruz (Montalegre), Agrupamento de Escolas Dr. António Granjo (Chaves), Agrupamento de Escolas Dr. João Araújo Correia (Peso da Régua), Agrupamento de Escolas Diogo Cão (Vila Real) e Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo (Peso da Régua).

As ações procuraram sensibilizar os jovens para a importância da integridade, da responsabilidade cívica e da cidadania ativa, promovendo a reflexão sobre valores fundamentais para a construção de uma sociedade mais ética e participativa.

A iniciativa contou ainda com o envolvimento de estudantes da UTAD, proporcionando-lhes uma experiência de aprendizagem prática e o desenvolvimento de competências transversais, como comunicação, liderança, trabalho em equipa e intervenção cívica.

O acolhimento por parte das escolas foi muito positivo, sendo destacadas a qualidade das sessões, a proximidade com os alunos e o elevado nível de participação registado. Algumas das escolas participantes manifestaram já interesse em aprofundar a colaboração com a UTAD, através da realização de novas iniciativas no próximo ano letivo.

Face ao impacto alcançado, está prevista a continuidade do projeto, reforçando o compromisso da UTAD com a promoção da cidadania, da ética e da integridade junto da comunidade educativa.

«Educar para a cidadania é também educar para a integridade.» Com esta iniciativa, a UTAD reafirma o seu papel na formação de cidadãos mais conscientes, responsáveis e participativos.

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Elizabeth Holmes and Nathan Fielder mania has reached lookalike contest levels

26 October 2026 at 13:37
Elizabeth Holmes and Nathan Fielder
Dozens gathered for the Elizabeth Holmes and Nathan Fielder lookalike contest.

Getty Images

  • Dozens gathered in New York for a Nathan Fielder and Elizabeth Holmes look-alike contest.
  • A small crowd cheered on the sea of black blazers, blonde buns, and tiny headphones.
  • One of the event's winners said she got around 100 Instagram messages urging her to compete.

Washington Square Park on Sunday afternoon looked like a cross between a vigil, a corporate mixer, and a low-budget film set.

It was, in reality, an Elizabeth Holmes and Nathan Fielder lookalike contest, as fandom about the documentary "You Can See Everything" spilled onto the streets. A small crowd cheered on the gaggle of blazer-donning blondes and graying fans wearing tiny headphones. Holmes wannabes milled around, their heavily lined eyes wide and fingers forming the "okay" hand gesture associated with the Theranos founder.

Spotted in Washington Square Park https://t.co/fmyNswZWm1

— Scott Barry Kaufman ⛵ (@sbkaufman) October 25, 2026

Age was no object: One of the Holmeses appeared to be under 10 in a video on X, though she'd already mastered the founders' characteristic stare.

Maddy West, a New York-based comedian and Fielder fan, organized the event with a friend. The organizers had about a week to set up the event, from the registration to securing the guest judge, Kor Skeete, who starred in an episode of Fielder's series "The Rehearsal." West said more than 200 people responded to a registration form on the event's Partiful invitation.

The prize ultimately went to Joe Sivick and Nicole Travolta, the post on X said. Travolta, an actress and comedian, said she's been doing impressions of Holmes since 2022, and already owned the costume and wig. She said she got around 100 Instagram messages from fans urging her to participate in the contest and mainly went because she thought it would be funny.

"In the world that we're living in, everything is so heavy, and I think if you are choosing to go to something like this, you're doing it to be silly and fun," she said.

Travolta thinks her spoken impression is probably what secured her the win, since everyone looked eerily similar to Holmes. Her eyes were somewhat bloodshot on Monday morning, after keeping them wide open in the sun for hours.

The winners of the Elizabeth Holmes and Nathan Fielder look-alike contest celebrate in Washington Square Park. https://t.co/IzhuTp8Z22

— Thought Catalog (@ThoughtCatalog) October 26, 2026

WATCH: Nathan Fielder and Elizabeth Holmes Lookalike Contest Takes Over Washington Square Park Fans in turtlenecks and blonde wigs packed Washington Square Park in NYC on Sunday for a Nathan Fielder and Elizabeth Holmes lookalike contest decided right in front of the crowd. Winners Joe Sivick and Nicole Travolta and organizers Maddy West and Katherine Gehring talk about the day. Video: Ken Lopez | Licensing @FreedomNTV Desk@freedomnews.tv

— Oliya Scootercaster 🛴 (@ScooterCasterNY) October 25, 2026

Neither Sivick nor Travolta wanted the $50 cash prize, West said, opting instead to just keep a purse made by a local business.

Both West and Travolta said Sivick's impression was so convincing, they momentarily thought he was Fielder himself.

"When he showed up to the event, I saw him from a distance, and he was wearing sunglasses. At first glance, I was like, 'Oh my gosh, did Nathan Fielder actually show?" West said.

JUST IN: New Yorkers gather in Washington Square Park for an Elizabeth Holmes lookalike contest. https://t.co/ZeUIM8OvxO

— Polymarket (@Polymarket) October 25, 2026

Sunday's contestants aren't the only ones investing in the documentary duo's wardrobe. TikTokers have posted about dressing up as Holmes and Fielder — or Holmes and her "drop of blood," in at least one case — for Halloween.

Fielder's documentary has made waves in the tech and film worlds since it debuted earlier this month. The A24 movie tracks the time the comedian spent with Holmes weeks before she reported to prison for defrauding investors, among other charges. Business Insider's Callie Ahlgrim described it as "part character study, part psychological thriller, part surrealist thought experiment."

"I came out of the movie feeling like I had gone through some sort of vortex, black hole, mind-bending experience," Travolta said, having seen it a week before the contest.

"You Can See Everything" grossed $15 million in its opening weekend after opening in 855 theaters, doubling producers' expectations.

The movie is part of a string of recent releases about wealthy, hubristic tech founders — there's Mark Zuckerberg in "The Social Reckoning," Elon Musk in "Musk," Sam Altman in "Artificial," and Sam Bankman-Fried in "The Altruists." The on-screen Silicon Valley backlash has coincided with real-life discontent about the AI buildout, which is becoming a more potent issue for tech leaders and politicians alike.

This story has been updated with comments from event organizer Maddy West and winner Nicole Travolta.

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OEA acompanha denúncias de falta de ônibus no dia da eleição

Logo Agência Brasil

A Organização dos Estados Americanos (OEA) informou neste domingo (25) que acompanha as denúncias de problemas no transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. Em nota divulgada nas redes sociais, a missão de observação eleitoral afirmou que monitora relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento em diferentes regiões do país.

“A missão da OEA no Brasil está acompanhando as informações divulgadas pela imprensa e as denúncias sobre problemas no transporte público em diferentes localidades do país”, declarou a organização.

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A entidade também afirmou que seguirá atenta às decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema.

As denúncias incluem filas, demora e redução da circulação de ônibus, além de relatos de restrições em outros meios de transporte, como voos e barcas no Rio Amazonas.

Justiça acionada

Os problemas relatados levaram partidos e coligações a recorrer à Justiça Eleitoral em estados como São Paulo e Bahia. Em Sergipe, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou a recomposição da frota intermunicipal após reclamações sobre a quantidade de veículos disponíveis.

Na capital paulista, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, ligada à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou a Justiça Eleitoral e afirmou que apenas 60% da frota de ônibus estaria em circulação, apesar de uma decisão que determinava a operação de 100% dos veículos previstos para dias úteis.

A Prefeitura de São Paulo informou que recebeu a notificação judicial no sábado (24) e comunicou às empresas concessionárias a necessidade de cumprir a determinação. Em nota, a administração municipal afirmou que a ampliação da frota em prazo curto exigiu ajustes nas escalas de trabalho dos profissionais.

Situação na Bahia

Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a recomposição imediata da frota de ônibus, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.

Segundo as informações divulgadas, a decisão ocorreu após denúncias de redução superior a 50% na oferta de veículos. Durante uma fiscalização, o Procon-BA encontrou 544 ônibus parados na garagem de uma empresa de transporte, embora estivessem aptos a circular.

A Polícia Federal decretou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em meio às apurações sobre a redução do serviço. A Justiça também determinou o restabelecimento do transporte.

Relatos em outros estados

Em Sergipe, o Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária (DER-SE) informou que a gratuidade das passagens estava garantida e que a frota foi reforçada com mais 20 veículos. Segundo o órgão, a procura pelo transporte superou as expectativas, inclusive pela presença de eleitores que não votaram no primeiro turno.

Também houve relatos de dificuldades de deslocamento em outras localidades, incluindo municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Teresina, na Paraíba, em Alagoas e no Rio de Janeiro. No Pará, passageiros relataram dificuldades para embarcar em embarcações com destino à ilha de Marajó.

Papel da missão da OEA

A missão da OEA acompanha a organização e o andamento do processo eleitoral brasileiro. O grupo reúne mais de 90 observadores de 23 países, distribuídos por mais de 20 estados e pelo Distrito Federal.

Os especialistas analisam aspectos como o uso de recursos tecnológicos, o trabalho da Justiça Eleitoral, as campanhas, a cobertura da imprensa e os índices de violência relacionados ao período eleitoral. A missão é chefiada por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler do Chile.

A organização havia registrado preocupações com o deslocamento de eleitores em eleições anteriores. Em 2022, observadores relataram denúncias de atrasos em algumas regiões durante operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na ocasião, a missão destacou a importância de garantir que as forças de segurança facilitassem o exercício livre do direito ao voto.

Neste domingo, a OEA informou que continuará acompanhando as denúncias e as decisões das autoridades eleitorais brasileiras sobre os problemas no transporte público.

Governo e a imigração: Portugal é um dos últimos moderados e não se preparou para imigrantes

By: ZAP
25 October 2026 at 17:30
Secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração promete plano de integração para breve e acusa PS de ser “negacionista”. O secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração considerou que Portugal é um dos últimos países moderados Europa no que respeita à imigração, porque defende “um humanismo dos atos” e não um “humanismo de papel”. “No contexto europeu, Portugal continua a ser um país moderado. Eu diria que mesmo um dos últimos países moderados” em matérias de política migratória, afirmou Rui Armindo Freitas, em entrevista à agência Lusa, por ocasião dos três anos da criação da Agência

La SIP denuncia aumento de la represión contra la prensa independiente en Cuba

La Sociedad Interamericana de Prensa denunció que en Cuba persisten y se agravan las restricciones a la libertad de expresión y al ejercicio del periodismo, en medio de un aumento de detenciones, procesos judiciales y otras formas de presión contra periodistas, influencers y activistas.

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