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Relembre aliados e familiares de Bolsonaro que também fugiram do Brasil

27 October 2026 at 22:48

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil nesta terça-feira (27), após derrota na eleição presidencial, retoma uma sequência de episódios envolvendo familiares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que também saíram do país após perderem nas urnas. Entre os nomes, estão Carla Zambelli, Alexandre Ramagem, Eduardo Bolsonaro e Oswaldo Eustáquio.

Flávio chegou aos Estados Unidos com a mulher e as filhas nesta terça-feira (27), segundo fontes ligadas ao governo americano ouvidas pela CNN Brasil. A viagem ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para entregar seus passaportes.

Confira os principais casos desde 2022 e, como antecedente, a saída de Allan dos Santos, ocorrida ainda em 2020.

Flávio Bolsonaro – Estados Unidos, em 2026

O senador deixou o país nesta terça, após ser intimado a entregar seus documentos de viagem. O prazo terminou às 11h desta terça-feira, sem cumprimento da ordem, e a Polícia Federal cancelou seus passaportes. Na segunda-feira (26), ele havia afirmado que não pretendia sair do Brasil.

Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um inquérito que também envolve o advogado Willer Tomaz. Ao comentar a ordem judicial, o senador afirmou que entregaria os documentos e classificou a medida como uma tentativa de intimidação.

Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro (PL) em discurso após derrota no 2º turno das eleições presidencias • CNN Brasil

Carla Zambelli – Itália, em 2025

A ex-deputada federal deixou o Brasil após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão no processo sobre a invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em junho de 2025, anunciou que estava no exterior e alegou buscar tratamento médico. Posteriormente, foi presa na Itália, onde tem cidadania.

Zambelli atualmente aguarda em liberdade decisões sobre sua extradição. Nesta terça-feira (27), a Corte de Apelação de Roma adiou para 24 de novembro a análise do pedido relacionado à condenação por perseguir um homem com arma em punho, em 2022. A defesa alegou não ter tido acesso a documentos enviados pelo Brasil.

Ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) • Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Eduardo Bolsonaro – Estados Unidos, em 2025

O ex-deputado federal se estabeleceu nos Estados Unidos em 2025 e pediu licença do mandato em março daquele ano. Alegando perseguição política, passou a aturar junto ao governo americano em defesa do pai. Sua saída ocorreu antes da condenação criminal que receberia posteriormente.

Em junho de 2026, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A Corte concluiu que ele buscou interferir no julgamento da tentativa de golpe mediante pressão sobre autoridades brasileiras. A defesa negou a configuração de coação. A condenação tornou-se definitiva em outubro, quando foi determinado o início do cumprimento da pena.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro • CNN Brasil

Alexandre Ramagem – Estados Unidos, em 2025

Ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) “paralela” no governo Bolsonaro, Ramagem deixou o país mesmo proibido pelo STF. Segundo investigação da PF, atravessou a fronteira de Roraima com a Guiana e entrou nos Estados Unidos com passaporte diplomático.

Ele foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. Em entrevista à CNN Brasil, em julho, afirmou que aguardava a análise de um pedido de asilo e negou as acusações. Ramagem chegou a ser detido pelo serviço de imigração americano em abril, mas foi liberado dois dias depois.

Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin • 17 de junho de 2020 REUTERS/Adriano Machado

Oswaldo Eustáquio – Espanha, desde 2023

O blogueiro bolsonarista passou pelo Paraguai antes de se estabelecer na Espanha, em 2023. Com mandados de prisão expedidos no Brasil, foi considerado foragido pelas autoridades brasileiras. A Justiça espanhola rejeitou um pedido de extradição, apontando motivação política na investigação.

Neste mês, a Primeira Turma do STF o tornou réu por associação criminosa relacionada aos atos de 8 de Janeiro. A denúncia atribui a Eustáqui participação na mobilização contra o resultado da eleição de 2022. O recebimento da acusação abre a ação penal e ainda não representa condenação.

O blogueiro Oswaldo Eustáquio
O blogueiro Oswaldo Eustáquio • Reprodução/Facebook

Silvinei Vasques – capturado no Paraguai, em 2025

O ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi preso em Assunção, no Paraguai, em 26 de dezembro de 2025. Segundo a PF, Silvinei Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica, saiu de Santa Catarina de carro e tentou embarcar para El Salvador usando um passaporte falso.

Silvinei havia sido condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Após ser detido pelas autoridades paraguaias, foi entregue às autoridades brasileiras.

Allan dos Santos – saída anterior a 2022

O caso de Allan dos Santos antecede o recorte desta lista: o blogueiro deixou o Brasil em 2020 e foi para os Estados Unidos. Em 2021, Moraes determinou sua prisão preventiva no contexto das investigações sobre milícias digitais, e o governo brasileiro passou a buscar sua extradição. Allan alegava sofrer perseguição.

Em uma apuração distinta, Moraes acolheu em 2026 um pedido da PGR e arquivou uma investigação envolvendo Allan, Oswaldo Eustáquio, Marcos do Val e outro influenciador. A Procuradoria considerou insuficientes as provas para denunciar o grupo por obstrução de investigação e incitação ao crime naquele caso.

PT, PV e PCdoB anunciam apoio à reeleição de Hugo na presidência da Câmara

27 October 2026 at 22:29

A federação formada por PT, PV e PCdoB anunciou, nesta terça-feira (27), apoio à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados. A decisão foi comunicada em coletiva de imprensa na Casa, dois dias após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com isso, as siglas se somam ao blocão do centrão que já tinha oficializado o apoio a Hugo, em uma articulação para isolar movimentos do PL (Partido Liberal) para tentar chegar à presidência da casa.

O bloco inclui siglas como União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade. No papel, Motta já tem maioria para ser reeleito. A eleição para a Câmara e Senado será em 1 de fevereiro de 2027.

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Frente ampla

Segundo os parlamentares, o apoio integra a construção de um bloco entre o campo da esquerda e o centro, com o objetivo de garantir governabilidade ao governo Lula e dar prioridade à pauta do Executivo na Câmara. Eles afirmaram que o acordo vale para os próximos quatro anos.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), disse que o primeiro motivo da decisão é o resultado das urnas. Para ele, a aliança servirá para avançar a pauta do governo e as demandas “que o Brasil pediu nas ruas”.

“Essa composição é estratégica para os próximos quatro anos, para dar governabilidade ao governo do presidente Lula e avançar a pauta das nossas três bancadas”, afirmou.

O parlamentar também disse que o bloco com o centro é compatível com o que foi decidido pelo eleitor no domingo, mas não com a direita. Segundo ele, a ideia é mostrar à sociedade que quem foi derrotado nas urnas também não deve vencer na Câmara.

Movimento para isolar o PL

Em 2025, o grupo articulou um apoio maciço ao deputado paraibano, que resultou em 444 votos em uma coalizão de 17 partidos – entre eles, o PT e PL.

Para 2027, no entanto, o PL tem pretensão de disputar o comando da Casa diante da expressiva bancada de 121 parlamentares eleitos. Hugo Motta foi um aliado fiel ao presidente Lula durante toda a eleição e atuou para aprovar medidas do pacote eleitoral do governo.

Aliados de Hugo veem o deputado como uma peça-chave para Lula governar e apontam a característica de perfil moderado do parlamentar e a interlocução com os dois lados para aprovar matérias de interesse do Planalto.

Ajuste fiscal

Questionados sobre o tema, os parlamentares afirmaram que a federação não discute ajuste fiscal. A pergunta citou declaração do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, de que o assunto não estava em debate no governo nem na bancada, enquanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem defendido o envio de um projeto para equilibrar as contas.

Uczai disse que a prioridade da federação é ampliar direitos e responder às demandas da sociedade, com participação popular na definição do orçamento. Ele também afirmou que o governo já demonstrou responsabilidade fiscal nos últimos quatro anos.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) disse que a agenda apresentada por Lula, que inclui soberania digital, reindustrialização, ensino em tempo integral, tarifa zero e a criação do Ministério da Segurança Pública, é “incompatível” com os cortes. Segundo ela, há pressão do “capital financeiro” por redução de despesas, e parte do que é tratado como custo é, na verdade, investimento.

 

PT se mobiliza para EUA reconhecerem resultado das eleições

27 October 2026 at 22:25

O PT marcou uma reunião da Executiva Nacional para a quinta-feira (29) com o objetivo de definir uma estratégia de mobilização, exigindo que os Estados Unidos reconheçam o resultado das eleições no Brasil. A iniciativa tem como mote central a defesa da soberania nacional e a rejeição a interferências externas.

Segundo apuração do analista de política Pedro Venceslau, o movimento petista busca aproveitar o contexto gerado pela ausência de reconhecimento formal por parte de Donald Trump à vitória de Lula.

“Donald Trump não reconheceu a eleição no Brasil, fez uma declaração ali meio dúbia, elogiando Lula, mas sem reconhecer a eleição”, explicou Venceslau durante o CNN 360º desta terça-feira (27).

Mobilização digital e presença nas ruas

O pano de fundo da estratégia petista vai além da questão diplomática. As manifestações em defesa de Lula durante o segundo turno surpreenderam o próprio Partido dos Trabalhadores, que agora busca maneiras de manter e direcionar essa energia para pautas e agendas favoráveis ao governo, sobretudo no Congresso Nacional.

Entre as iniciativas discutidas, estaria a retomada de uma estrutura de produção de conteúdo digital, com a possível inserção do deputado André Janones (Rede-MG) em algum órgão oficial do governo ligado a essa área. “Que não seria a Secretaria de Comunicação (Secom)”, acrescentou Venceslau.

O partido avalia, reservadamente, que o governo Lula pode enfrentar uma forte oposição, especialmente diante da possibilidade de adotar medidas de ajuste fiscal e outras agendas consideradas impopulares.

Para garantir uma retaguarda popular, os petistas entendem que é necessário encontrar motivações concretas para levar apoiadores às ruas.

“A eleição já acabou e Flávio Bolsonaro já foi derrotado, portanto o antibolsonarismo já não é mais um combustível para manter as ruas ocupadas”, destacou o analista.

O formato das possíveis manifestações ainda não está definido. Segundo a apuração, discute-se entre um grande ato concentrado em local específico, como próximo a uma embaixada, ou manifestações pulverizadas em diversas capitais do país.

O presidente do PT, Edinho Silva, é uma das vozes que têm defendido publicamente essa mobilização. A reunião de quinta-feira deve ser o momento em que o partido fechará questão sobre o tema.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Alckmin diz que fuga de Flávio para os EUA é “ininteligível”

27 October 2026 at 22:24

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta terça-feira (27) que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos é algo “ininteligível”.

“Nunca vi isso. Quem perde eleições agradece os eleitores, cumprimenta o adversário. E vida que segue, é a democracia. Ininteligível”, afirmou.

A fala a jornalistas aconteceu no Palácio da Alvorada, após celebração do aniversário de 81 anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na celebração, o petista também criticou Flávio e disse que a fuga do senador é algo “vergonhoso”.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse ainda que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Moraes diz que polícia prende usuários de maconha como traficantes

27 October 2026 at 22:17

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (27) que policiais estão descumprindo a decisão da Corte sobre porte de maconha para uso pessoal e prendendo usuários como se fossem traficantes.

A declaração foi feita durante o julgamento de um recurso na Primeira Turma. A associação autora do pedido queria autorização judicial para cultivar cannabis e distribuir derivados da planta a associados para fins medicinais. Segundo Moraes, ele levou o tema ao colegiado para alertar sobre situações que passaram a ocorrer depois que o STF fixou critérios para diferenciar usuário e traficante.

“A polícia vem ignorando a decisão do STF. Se o STF disse que não é crime, naquelas condições específicas, a pessoa não pode ser conduzida à delegacia, não pode ser presa em flagrante, para depois conseguir um habeas corpus”, disse o ministro.

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O que o STF decidiu

Em 2024, no julgamento do Tema 506 da repercussão geral, o Supremo decidiu que não comete infração penal quem adquire, guarda, transporta ou porta cannabis para consumo próprio. A conduta continua sendo ilícita, mas não gera consequências criminais.

A Corte também estabeleceu a presunção de uso pessoal para quem for flagrado com até 40 gramas de maconha ou seis plantas-fêmeas.

A presunção, no entanto, não é absoluta. A polícia pode prender por tráfico mesmo com quantidade menor, desde que haja elementos concretos de comercialização, como a forma de acondicionamento da droga, a apreensão de balança ou registros de vendas.

Durante a sessão, Moraes relembrou um levantamento apresentado por ele no julgamento do tema, que apontava diferenças no enquadramento conforme idade, raça e escolaridade.

“A pessoa até 22 anos, preta, só com ensino fundamental, ela com 10 gramas era traficante, enquanto a pessoa com mais de 35 anos, branca e com curso universitário, não era considerada traficante”, declarou.

Cultivo medicinal

O ministro também manifestou preocupação com prisões ligadas ao cultivo de cannabis para fins medicinais. Segundo ele, médicos e integrantes de associações têm sido enquadrados como traficantes e, em alguns casos, permanecem presos por dias até que a Justiça decida sobre o caso.

O recurso analisado pela Primeira Turma foi apresentado pelo Instituto de Articulação de Tecnologias Sociais e Ações Formativas, que pedia salvo-conduto para cultivar cannabis e fornecer derivados a associados em tratamentos de saúde. A autorização havia sido concedida em primeira instância, mas foi cassada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Os ministros negaram o recurso por unanimidade. O relator, Flávio Dino, entendeu que o STF não poderia examinar o pedido, porque isso exigiria reanalisar fatos e provas e interpretar legislação infraconstitucional. Com isso, a Turma não julgou o mérito do cultivo e da distribuição de cannabis medicinal pela entidade. Moraes, apesar das ressalvas feitas durante a sessão, acompanhou o voto do relator.

Brasil só dará visto livre a indicado embaixador se EUA liberar para Viotti

27 October 2026 at 21:56

A área internacional do Palácio do Planalto sugere que o governo brasileiro deve condicionar a autorização de visto com livre trânsito a Daniel Perez, indicado pelos Estados Unidos a embaixador no Brasil, ao mesmo tratamento dado pela Casa Branca à embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.

Em agosto, Viotti teve o visto de entradas múltiplas em território norte-americano, prerrogativa de um embaixador, revogado. A medida foi tomada pelo Departamento de Estado norte-americano, que equivale ao Ministério de Relações Exteriores no Brasil.

Na época, o secretário de Estado, Marco Rubio, alegou reciprocidade em razão de o governo brasileiro ainda não ter autorizado o novo embaixador americano no país. Lula havia suspenso até as eleições a concessão de agrément, que dá o aval diplomático, a indicados embaixadores. Encerrado o pleito, o Planalto irá retomar os processos ainda neste ano.

Segundo a equipe diplomática do Palácio do Planalto, o Itamaraty não identificou até o momento nenhum indicativo que impeça o nome escolhido por Donald Trump para exercer a função de embaixador no Brasil.

No entanto, caso Perez receba as cartas credenciais, assessores de Lula defendem que a análise sobre qual tipo de visto diplomático concedido, se de livre trânsito ou não, seja condicionado ao mesmo tratamento dado à embaixadora brasileira.

Presidente da Câmara de Representantes do estado da Flórida, e alinhado a Donald Trump, Daniel Perez foi anunciado como indicado embaixador pelos EUA em junho deste ano. A divulgação pública gerou críticas internas na diplomacia brasileira, já que o processo de análise e aceitação de agrément é sigiloso, com o nome do indicado informado inicialmente ao país que irá receber o embaixador, antes de ser anunciado.

Em agosto, a nomeação foi aprovada pelo Senado norte-americano em um placar apertado, com 51 votos a favor e 47 contrários.

O Brasil não tem embaixador dos Estados Unidos desde janeiro de 2025. Quem representa o governo norte-americano em território brasileiro é Gabriel Escobar, encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA.

Em entrevista a uma emissora local de Miami, concedida em agosto, Daniel Perez foi questionado sobre qual prioridade deverá ter se assumir o cargo de embaixador e disse: “O primeiro objetivo será sempre a segurança e a proteção dos americanos que estão no Brasil”.

Imprensa internacional repercute fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

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Páginas na internet de jornais de diversos países repercutiram nesta terça-feira (27) a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. O embarque escondido para os Estados Unidos, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, foi noticiado pela agência Reuters.

>> Flávio responde a dois processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF); saiba mais

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Um dos primeiros veículos a noticiar a fuga foi o Infobae, da Argentina, que disse haver uma suspeita de que o senador teria embarcado com a família em um jato particular, em Puerto Iguazú, com destino aos Estados Unidos. A versão, porém, não foi confirmada pelo governo da Argentina.  

O La Nación, também da Argentina, destaca que fontes próximas ao senador afirmaram que os Estados Unidos estariam diretamente envolvidos na fuga.

O periódico diz ainda que, sob o governo de Donald Trump, o país norte-americano tem se tornado o refúgio do clã Bolsonaro e lembra que Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, também está nos EUA.

O jornal New York Times destacou que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil depois de perder as eleições e após a Justiça determinar a apreensão de seu passaporte.

O espanhol El País lembrou que o senador se recusou a aceitar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva logo após a apuração. O jornal relembra que, em 2022, Jair Bolsonaro também não reconheceu a derrota e que viajou aos Estados Unidos antes da posse de Lula, mas acabou voltando ao Brasil.

O inglês The Guardian afirma que Flávio Bolsonaro estaria a caminho dos Estados Unidos e que sua fuga pode selar o destino da extrema-direita brasileira.

O jornal cita que, além de Flávio, seu irmão Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos, foragido da Justiça brasileira, por tentar interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. E que o ex-presidente está preso, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Paradeiro segue incerto

A fuga de Flávio Bolsonaro começou a ser noticiada pela manhã, por jornais argentinos. O coordenador de campanha do senador, Rogério Marinho, chegou a negar a informação.

Depois, Marinho disse que não tinha notícias de Flávio Bolsonaro desde às 8h e que o senador teria dito que “queria dar um tempo”.

Nas redes sociais, o investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, compartilhou que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos (EUA), em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
 

Lincoln Gakiya diz que aceitaria ser ministro da Segurança Pública de Lula

27 October 2026 at 21:44

O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya diz que aceitaria fazer parte de um eventual Ministério da Segurança Pública do próximo governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Claro, se fosse convidado aceitaria, sim”, disse Gakiya à CNN Brasil nesta terça-feira (27). O promotor pontuou, no entanto, que não recebeu um convite formal até o momento.

Gakiya ficou reconhecido por ser um dos principais investigadores de facções criminosas no país, principalmente do PCC (Primeiro Comando da Capital) — pelo qual é considerado inimigo e “jurado” de morte.

O nome do promotor já havia sido vinculado ao cargo durante a campanha eleitoral de Ronaldo Caiado (PSD). Em agosto, o ex-presidenciável afirmou que estendeu um convite ao promotor, caso fosse eleito.

A promessa de Lula para o novo ministério pode ficar apenas para 2027, conforme mostrou a CNN.

O governo projeta que pode até recriar a pasta ainda neste ano como aceno ao cumprimento da proposta em uma área que desafiou Lula durante a eleição. O pleno funcionamento da pasta, todavia, pode ficar para o ano que vem por questões orçamentárias.

Gakiya defende uma maior integração das forças de segurança pública estaduais e federais para o combate ao crime organizado, além de ser contra a denominação de PCC e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, afirmando que as facções atuam como máfias.

Em 2025, o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, participou da elaboração do texto do PL (Projeto de Lei) Antifacção, que originou a Lei Antifacção, no último mês de março.

Inquéritos contra Flávio podem continuar no STF mesmo com perda de foro

27 October 2026 at 21:33

A partir de fevereiro do ano que vem, quando terminar seu mandato no Senado Federal, Flávio Bolsonaro (PL) perderá seu foro privilegiado pela primeira vez em 24 anos. Ainda assim, os três inquéritos aos quais ele responde e tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) devem continuar sendo julgados pela Suprema Corte.

Os casos dizem respeito a calúnia contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), suspeitas envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse“; e associação com Willer Tomaz por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O foro parlamentar garante que deputados e senadores sejam julgados por tribunais superiores, como o STF, por crimes cometidos durante e em razão do mandato. Seu objetivo é preservar a independência do Poder Legislativo contra perseguições políticas, e não criar impunidade.

Caso fosse eleito à Presidência da República no último domingo (25), todos os inquéritos que dizem respeito ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro seriam travados em razão da lei de imunidade presidencial.

A Constituição Federal de 1988 estabelece prerrogativas e imunidades específicas para o Chefe do Poder Executivo. Essas regras servem para garantir independência e a estabilidade do exercício da Presidência da República.

Segundo a legislação, “o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções“.

Especialistas ouvidos pela CNN explicam no entanto que, mesmo que Flávio não tenha sido eleito e perderá seu mandato como senador a partir do ano que vem, os três inquéritos relacionados a ele poderão continuar em tramitação na Suprema Corte.

Segundo José Paes Neto, especialista em Direito Eleitoral e Político, com o fim do mandato, o parlamentar perde o cargo, mas não necessariamente o foro uma vez que o STF passou a entender que crimes praticados no cargo em razão das funções continuam sendo julgados pelo próprio STF.

“A discussão será, portanto, se os fatos investigados têm relação com o exercício do mandato de senador“, complementou.

A professora de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Luisa Ferreira explica: “Se a investigação é relacionada ao mandato, permanece o foro por prerrogativa de função”.

“Isso até para evitar algumas mudanças de foro no caso e evitar algum tipo de influência indevida e até evitar que o próprio parlamentar escolha perder, ou sair do cargo para manipular o foro por prerrogativa de função“, acrescenta.

Calúnia contra Lula

Em junho deste ano, a PF (Polícia Federal), concluiu que Flávio Bolsonaro cometeu o crime de calúnia contra Lula em um inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes que diz respeito a uma associação que o senador fez entre o petista e o líder venezuelano Nicolás Maduro.

Com o envio do relatório ao Supremo, o caso será analisado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que poderá oferecer denúncia, solicitar novas diligências ou defender o arquivamento da investigação.

Financiamento de “Dark Horse”

O senador passou a ser formalmente investigado em julho deste ano no caso que apura o financiamento do filme “Dark Horse“, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o ministro André Mendonça autorizou a PF a investigar os repasses ao filme.

A decisão do magistrado significa que a PF vai apurar os repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a obra a pedido do senador Flávio Bolsonaro para saber se todo o montante foi para onde as notas fiscais apontam.

Lavagem de dinheiro

Em outubro, a PF abriu inquérito para apurar supostos crimes financeiros na relação entre Flávio e o advogado e empresário Willer Tomaz. A investigação tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.

Ele apura a atuação do advogado em relação a eventuais indícios de favorecimento a empresa de apostas esportivas e fraude na licitação da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro).

A análise é focada na atuação do advogado e aponta “movimentações bancárias de elevada materialidade” e “circulação antecipada de documentos relacionados a processos judiciais”.

Lula critica fuga de Flávio para os EUA e diz que “quem não deve, não teme”

27 October 2026 at 21:26

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, após perder as eleições.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse, em celebração do seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

Planalto vê em fuga de Flávio impacto na relação com os EUA

27 October 2026 at 21:20

A área internacional do Palácio do Planalto admite que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil para os Estados Unidos nesta terça-feira (27) pode desgastar ainda mais a relação com o governo norte-americano.

Por outro lado, assessores diplomáticos afirmam que o episódio não é razão para que o governo brasileiro chegue ao ponto de romper vínculos com a Casa Branca. Pelo contrário, um dos principais desafios da política externa brasileira no novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reestabelecer uma relação pragmática com o governo dos Estados Unidos, independentemente da preseça da família Bolsonaro no país.

Estão incluídos no plano do Brasil nas negociações futuras com o governo norte-americano, as relações comerciais entre os dois países, que ainda dependem de um acordo sobre o tarifaço imposto pelos EUA aos produtos nacionais; e a segurança pública, envolvendo as recentes medidas da Casa Branca sobre o crime organizado internacional.

Embora admita que a fuga de Flávio poderá impactar na relação com os EUA, o Palácio do Planalto vê que o problema maior foi criado entre o senador e os mais de 60 milhôes de eleitores que votaram nele. Esse será o discurso usado pelos integrantes e aliados do governo, que o opositor de Lula derrotado nas urnas desrespeitou seus eleitores ao deixar o país.

Além disso, na avaliação desses assessores, romper com os Estados Unidos seria atender a uma expectativa da ala mais ideológica em Washington e da extrema direita no Brasil.

Para o Planalto, a vitória de Lula representou uma derrota para o Departamento de Estado americano, que esperava eliminar o governo progressista na América Latina, e que isso irá criar uma disputa interna em Washington entre a ala mais ideológica e os mais pragmáticos.

O governo brasileiro também entende que a relação com os EUA tende a melhorar ainda mais após as eleições de meio de mandato no país, com expectativa de que se forme maioria democrática nas duas Casas do parlamento.

Segundo interlocutores da Casa Branca, Flávio já teria aterrisado em território norte-americano.

Nesta terça-feira (26), Trump voltou a sugerir, sem apresentar provas, que a votação para a Presidência do Brasil teria sido fraudada. Na véspera, ele fez a mesma acusação, mas destacou que gosta de Lula e que se dá bem com o petista.

O governo Lula decidiu não se manifestar oficialmente sobre a declaração do republicano.

PT articula migração de Janones, Erika Hilton e Boulos após eleição

27 October 2026 at 21:14

O Partido dos Trabalhadores articula a migração de três nomes de destaque da esquerda brasileira para suas fileiras: André Janones (Rede-MG), Guilherme Boulos e Erika Hilton (ambos do PSOL-SP).

A estratégia foi desenhada ainda antes do segundo turno das eleições. “Quando ninguém no PT achava, de fato, que o presidente Lula venceria a eleição”, afirmou o analista de Política Pedro Venceslau durante o CNN 360º desta terça-feira (27).

Segundo Venceslau, o PT estava olhando 2027 como um momento de “sentar no divã” e rediscutir o futuro da esquerda.

A ideia inicial era promover uma grande federação entre PT, PCdoB, PV e PSOL caso o resultado das urnas fosse desfavorável ao campo progressista no segundo turno.

Cláusula de barreira

O PSOL e a Rede Sustentabilidade, mesmo coligados em federação, não superaram a cláusula de barreira. Com isso, as duas siglas perderam o direito ao fundo eleitoral, ao fundo partidário e ao tempo de TV e rádio no horário eleitoral.

“Para o PSOL e para a Rede, a oportunidade que eles têm para continuarem sendo partidos representativos no Congresso Nacional é fazer uma federação ou uma fusão com outras legendas”, afirmou Venceslau.

O analista destacou que a possibilidade de migração de Boulos e Erika Hilton para o PT já era discutida antes mesmo do primeiro turno. Os dois fazem parte de uma corrente interna do PSOL que defendia o apoio integral a Lula e a formação de uma federação com o PT.

“Eles acabaram perdendo esse debate na correlação de forças internas e o PSOL decidiu permanecer federado com a Rede, justamente para que os partidos não se tornassem ‘satélites’ do PT”, explicou Venceslau.

Ninguém no partido, no entanto, esperava que a sigla ficasse abaixo da cláusula de desempenho, especialmente com nomes de grande apelo eleitoral como Erika Hilton, Samia Bofim (PSOL-SP) e Rick Azevedo (PSOL-RJ).

Infidelidade partidária

Para que a transferência ocorra sem riscos jurídicos, é necessário que as próprias siglas autorizem a saída dos parlamentares. Caso contrário, os mandatos de Janones, Boulos e Erika Hilton poderiam ser cassados por infidelidade partidária, conforme prevê a Justiça Eleitoral.

“Ou o partido autoriza ou eles teriam que esperar até a janela de transferência partidária próxima da eleição de 2028 ou de 2030”, esclareceu o analista.

Os três nomes são vistos pelo PT como apostas para disputar eleições municipais.

Boulos já concorreu à prefeitura de São Paulo em 2024, chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Ricardo Nunes. Após a derrota, ele tornou-se ministro de Lula, continuou com bastante projeção e é apontado como aposta para um novo pleito na capital paulista.

Já André Janones é visto como possível candidato à prefeitura de Belo Horizonte.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Marinho fala em “surpresa” e nega ter sido comunicado sobre saída de Flávio

27 October 2026 at 21:13

O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição no Senado, disse nesta terça-feira (27) que o núcleo duro da campanha presidencial não foi comunicada sobre a fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Marinho, que coordenou a campanha de Flávio ao Palácio do Planalto, afirmou estar “surpreso” com a notícia.

Marinho disse que pessoalmente não tem informações sobre o paradeiro do senador e que só soube de movimentações por notícias da imprensa. Ele afirma que se encontrou com Flávio na tarde da última segunda-feira (27) para “agradecer” a votação recebida no segundo turno da disputa presidencial. O candidato do PL foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por cerca de 4,4 milhões de votos.

“Nós não tivemos notícia ainda por parte do Flávio e advogados do que de fato aconteceu. Tentamos contactar o Flávio após as informações. Recebi uma mensagem de texto dizendo que iria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco, por volta das 8h da manhã. Estamos surpresos porque conversamos ontem sobre a necessidade para que Flávio assumisse esse papel de liderança da oposição”, disse Marinho.

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A fala do senador ocorreu após reunião de emergência do PL convocada pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. O encontro reuniu lideranças estaduais da legenda para afinar o discurso e definir os rumos da sigla diante da fuga de Flávio.

Marinho também menciona uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de cancelar os passaportes do senador derrotado nas urnas minutos após a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral): “Uma coincidência que precisa ser analisada pela sociedade. Numa democracia é muito estranho que um candidato à Presidência da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de medida cautelar, no inquérito em que o principal motivo caiu por terra, para a retenção dos seus passaportes. Me parece a preparação para uma coisa mais persecutória.”

Fuga de Flávio

O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos com sua mulher e filhas nesta terça-feira (27). A informação foi confirmada por fontes ligadas ao governo americano.

Flávio repetiu a decisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que viajou aos EUA dois meses depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022.

O senador deixou o país após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar que ele entregasse seus passaportes comum e diplomático à PF (Polícia Federal).

Segundo relatos feitos à CNN Brasil, o parlamentar demonstrou irritação com a determinação e Moraes. Alvo de inquéritos no STF, o senador temia ser preso.

Apesar de ter afirmado que corria risco de prisão, aliados de Flávio o aconselharam a não deixar o país, durante uma reunião na segunda-feira (26) com os principais nomes de sua campanha no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília. Foi a última vez que Flávio falou com a maioria deles.

O senador ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2027, pela primeira vez em 24 anos.

 

Assédio eleitoral: saiba como denunciar crime mesmo após eleições

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Mesmo com o fim das eleições, ainda é possível denunciar casos de assédio eleitoral. Nesta segunda-feira (26), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que a Justiça continuará combatendo esse tipo de prática e que todas as denúncias serão julgadas. 

Até o dia 26, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já havia recebido 1.937 denúncias de assédio eleitoral. 

O que é o assédio eleitoral

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Assédio eleitoral é quando um chefe ou superiores hierárquicos pressionam o trabalhador a votar ou deixar de votar em um determinado candidato.

Essa conduta ocorre, por exemplo, quando o chefe ameaça demitir o funcionário ou fechar a empresa caso um dos candidatos perca a eleição ou pede ao funcionário para gravar vídeo de apoio político.

Coações sutis, como promessas de vantagens para induzir o voto, também são passíveis de punição. 

A prática é considerada crime eleitoral e pode dar pena de reclusão e multa. As vítimas podem ser trabalhadores celetistas, terceirizados, estagiários e servidores. 

Como denunciar

Quem sofrer assédio eleitoral pode fazer denúncia ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e pelos canais próprios do Ministério Público (MPT) e Ministério Público Eleitoral (MPE).

Outra opção é o site No Meu Voto Mando Eu, que faz parte da campanha da Justiça do Trabalho para combater o assédio eleitoral. 

Casos concretos

Um dos casos mais emblemáticos do segundo turno diz respeito ao empresário Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás.

Ele publicou um vídeo nas redes sociais ofertando viagem para a cidade turística de Caldas Novas (GO), com todas as despesas pagas, para 1 mil apoiadores do então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo seria que eles não fossem votar.

A Justiça do Trabalho acabou concedendo uma liminar para barrar a iniciativa, sob pena de multa de R$ 100 mil por trabalhador encontrado na situação.

Ex-autarca declara que dinheiro era para apoiar famílias carenciadas

27 October 2026 at 18:27

A ex-presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita, e o ex-deputado António Gameiro, começaram a ser julgados, na passada segunda feira, no Tribunal de Faro, acusados de corrupção passiva. A ex-autarca admitiu ter recebido dinheiro de um empresário local, como empréstimo, para apoiar as famílias carenciadas do concelho.

A ex-autarca, que abandonou o cargo após buscas da Judiciária, em 2021, disse ao coletivo que o empresário lhe entregava dez mil euros por mês, em notas, como empréstimo, a partir do momento em que o município já não podia apoiar as famílias necessitadas, devido ao resgate financeiro a que estava sujeito desde 2016.

Conceição Cabrita, também acusada de falsificação de documentos, prevaricação e abuso de poder, declarou em tribunal que recorreu a pedido de empréstimo ao empresário Paulo Calvinho, quando o seu salário já não dava para ajudar quem precisava. A ex-autarca que contraiu uma dívida de cerca de 200 mil euros, ao longo de ano e meio, acabou por enumerar cerca de dez famílias a quem entregava seiscentos euros mensais.

Questionada sobre a razão que a motivou respondeu: “Olhe, porque sou parva. Tenho este impulso de ajudar quem está em dificuldades. Sei que é difícil de acreditar, mas a verdade é que sempre fui assim”.

Sem mostrar consciência do valor total da dívida contraída, afirmou nunca ter beneficiado com adjudicações o referido empresário, tal como é acusada pelo Ministério Público.

Terreno em Monte Gordo

Sobre as alegadas luvas recebidas na venda do terreno frente ao Hotel Vasco da Gama, em Monte Gordo, o Ministério Público avança que António Gameiro, consultor da empresa compradora e assessor jurídico do município no negócio, terá sido veículo para o pagamento de 300.000 euros para viabilizar a compra e o projeto – compra que entretanto foi revertida – a quem a autarca teria dado indicações para que um terço desse valor fosse depositado diretamente na conta do empresário, como forma de pagamento da dívida que foi contraindo para
ajudar nos casos de emergência social.

Oposição alega “perseguição” contra Flávio e governistas criticam fuga

27 October 2026 at 20:48

Parlamentares governistas e de oposição repercutiram nesta terça-feira (27) a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de fugir para os Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais de domingo (25).

Na tribuna da Câmara dos Deputados durante a primeira sessão após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parlamentares de oposição minimizaram a fuga do senador e parabenizaram a atitude em razão de uma suposta “perseguição” por parte de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em especial, o ministro Alexandre de Moraes.

O deputado Junio Amaral (PL-MG) subiu na tribuna e parabenizou Flávio “pela inteligência para evitar a perseguição do Judiciário”. Segundo ele, até os próprios parlamentares estão sofrendo com o que chamou de uma “ditadura”, portanto, o ex-candidato teria maior poder de mobilização política em território estrangeiro: “Não é possível liderar uma oposição dentro de um território dominado. Ele fez certo”.

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Em seu perfil no X, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), reforçou que Flávio tem “apoio total” da bancada parlamentar. Ele afirma que o senador não possui qualquer condenação ou julgamento em curso e que a decisão do ministro Moraes de cancelar os passaportes do parlamentar logo após o resultado do segundo turno se classifica como “perseguição”: “Quase 60 milhões de brasileiros votaram nele. Em qualquer democracia, isso se chama oposição. Aqui, se chama alvo. Um pai que protege a família desse sistema não é fugitivo. É perseguido“.

Do lado governista, parlamentares afirmam que a fuga de Flávio se justifica por “medo” de investigações da PF (Polícia Federal) e futuras condenações do Supremo.

“Ele não tem segurança na sua defesa? Ou ele sabe que tem empresas em paraíso fiscal, jatinho do Vorcaro. Ele foge e confessa que tem culpa do cartório. O bandido não pode esconder, ele foge“, disse o deputado federal Bohn Gass (PT-RS) em plenário.

“Flávio disse que era o candidato da mudança. Mas só não disse que era da mudança de país. Nada novo sobre o sol, já que Eduardo fugiu para lá também, o pai só não conseguiu por incapacidade de seu plano de fuga. Brasil, alguns de seus filhos fogem à luta sim”, disse a também deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) em vídeo no Instagram.

Fuga de Flávio

Um funcionário do governo americano disse inicialmente à CNN que Flávio estava a caminho da Flórida, mas depois afirmou que o destino exato dele nos Estados Unidos não estava claro.

Uma fonte brasileira próxima a Bolsonaro disse que o político temia ser preso no Brasil, onde é investigado pela mais alta corte do país por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Bolsonaro nega qualquer irregularidade.

As especulações sobre seu paradeiro aumentaram depois que o veículo de imprensa argentino Infobae noticiou que Flávio havia deixado o Brasil pela Argentina após perder o segundo turno da eleição presidencial de domingo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em comunicado, o governo argentino afirmou que “não há registro de entrada de Flávio Bolsonaro” no país.

Na segunda-feira, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro entregasse os passaportes em até 24 horas. A Polícia Federal cancelou os passaportes do senador nesta terça-feira, depois que ele não os entregou até as 11h, fim do prazo estipulado por Moraes.

*Sob supervisão de João Ker

 

Dilma receberá indenização mensal de R$ 17 mil por perseguição na ditadura

27 October 2026 at 20:36

O MDH (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) determinou um pagamento indenizatório mensal à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de R$ 17.562,80 mensais, decorrente de perseguição sofrida durante a ditadura militar. A decisão assinada pela ministra Janine Mello foi publicada na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (27).

A publicação retifica a Portaria nº 1.424, de 19 de agosto de 2025, que havia reconhecido oficialmente Dilma como anistiada política e determinou o pagamento único de R$ 100 mil como indenização pela atuação do governo brasileiro no período.

Para o cálculo do valor, foi considerado o salário médio para o cargo do Plano de Cargos e Salários dos funcionários da antiga FEE (Fundação de Economia e Estatística) do Rio Grande do Sul, ente em que a ex-presidente trabalhou entre 1975 e 1977, quando foi exonerada ao ser incluída em uma lista de “comunistas infiltrados no governo”.

Após sair da prisão e se mudar para o Rio Grande do Sul, a ex-presidente continuou a ser monitorada pelo SNI (Serviço Nacional de Informações) até o final de 1988 — fim da ditadura.

Além da nova resolução sobre como será dado o pagamento do valor indenizatório, também é mencionado o embolso de R$ 6.616.492,19 à política referentes a valores retroativos desde 21 de outubro de 1997. No entanto, é ressaltado que quaisquer valores já pagos anteriormente devem ser descontados desse montante.

Dilma na ditadura

Dilma Rousseff dedicou sua juventude à militância da esquerda, tendo participado, na década de 60, da Polop (Organização Revolucionária Marxista Política Operária), do Colina (Comando de Libertação Nacional) e da Var-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).

Em 1970, ela foi presa sob acusação do crime de “subversão” ao participar de grupos de militância de esquerda que se opunham ao regime. Dilma passou por sessões de tortura em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, ficando presa por cerca de três anos.

Em maio de 2025, conselheiros da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania julgaram um requerimento protocolado em 21 de outubro de 2002, que foi indeferido em 28 de abril de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

A ex-presidente, então, entrou com recurso, que foi analisado na data pelo ente que reconheceu a condição de anistiada política. A decisão daquela data foi o documento retificado nesta terça-feira.

*Sob supervisão de Renata Souza

Moro diz que “Flávio deixar o país é compreensível”

27 October 2026 at 20:33

O governador eleito no Paraná, Sergio Moro (PL), disse na tarde desta terça-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência, ter deixado o país é “compreensível”. Moro ainda questionou a intimação da PF (Polícia Federal) para que Flávio entregasse seus passaportes.

“Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição? O Brasil segue longe da normalidade institucional. No contexto, Flávio deixar o país é compreensível”, escreveu nas redes sociais.

Como mostrou a CNN, aliados de Flávio afirmaram mais cedo que o político saiu do país com a família em direção aos Estados Unidos. A informação também foi confirmada por autoridades americanas à agência de notícias Reuters.

A decisão do senador teria ocorrido após a PF (Polícia Federal) solicitar que ele entregasse seus passaportes sob determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Além de estabelecer a entrega dos documentos em até 24 horas, o magistrado também proibiu que Flávio deixasse o país e que mantivesse qualquer tipo de contato com o advogado Willer Tomaz.

Como apurou a CNN, o candidato do PL (partido Liberal) não entregou os documentos dentro do prazo, que se encerrou às 11h desta terça. Desta forma, a PF cancelou os passaportes do senador.

A fuga de Flávio do Brasil provocou surpresa e insatisfação entre seus aliados políticos, segundo apuração da CNN. Integrantes do entorno do ex-candidato afirmaram não compreender a decisão, e um deles chegou a dizer que a saída do país é “inaceitável”.

Outros aliados, no entanto, como o vice na chapa de Flávio, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), disseram que o senador sofre uma “perseguição implacável”.

À CNN, políticos próximos de Flávio afirmaram que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endossou o movimento dele de deixar o Brasil e sinalizou a concessão de asilo político

Flávio Bolsonaro responde a três inquéritos no STF.

Um deles é por calúnia contra o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT); outro, sobre suspeitas envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); e, por último, um relacionado à associação com o advogado Willer Tomaz por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os relatores dos casos são Alexandre de Moraes e André Mendonça, que deverão analisar se há vínculo entre os crimes investigados e o mandato parlamentar do senador. Havendo esse vínculo, os processos continuarão tramitando no STF. Caso contrário, poderão ser remetidos à primeira instância.

Um dia antes de fugir, Flávio disse que nunca pensou em deixar o país

27 October 2026 at 20:29

“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em vídeo publicado nas redes sociais na última segunda-feira (26), após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes conceder 24h para o parlamentar entregar seus passaportes.

A determinação ocorreu após a derrota do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República no último domingo (25) e diz respeito ao inquérito que apura denúncias de lavagem de dinheiro e evasão de divisas junto ao advogado Willer Tomaz.

Apesar da declaração, esta terça-feira (27) começou com rumores de que o senador teria deixado o país rumo a Argentina. O governo brasileiro chegou a acionar autoridades do país sobre um eventual risco de fuga por parte de Flávio.

Ao longo do dia, a PF (Polícia Federal) cancelou os passaportes do parlamentar, que não foram entregues dentro do prazo concedido por Moraes.

A confirmação da fuga, no entanto, veio por parte de aliados do senador, que afirmaram à CNN Brasil que ele deixou o país rumo aos Estados Unidos, de Donald Trump, junto de sua família. Ainda segundo essas pessoas próximas, o governo dos EUA teria apoiado a fuga e sinalizou asilo a Flávio. 

Ao deixar o país, o senador repete o caminho do pai, que viajou aos Estados Unidos dois meses depois de perder a eleição para Lula, em 2022. À época, Jair Bolsonaro (PL) ainda não era investigado sobre a tentativa de golpe de Estado.

Prefeito Juliano Ferro se revolta após filha ser hostilizada por apoiador do bolsonarismo. Veja vídeo

27 October 2026 at 20:29

O prefeito de Ivinhema (MS), Juliano Ferro (PL), manifestou indignação após a filha, simpatizante do Partido dos Trabalhadores (PT), sofrer hostilização em via pública por parte de um homem identificado como apoiador do bolsonarismo.

A atitude contra a jovem provocou uma reação do chefe do Executivo municipal, que saiu em defesa da filha diante do episódio marcado por divergências partidárias. O caso expôs o impacto dos confrontos ideológicos nas relações pessoais e familiares.

A ocorrência voltou a colocar em evidência os efeitos da polarização política no Brasil e a necessidade de respeito entre cidadãos com posições ideológicas distintas. O episódio ressalta a importância da convivência democrática, mesmo diante de diferenças partidárias.

Foto e Vídeo: Redes Sociais

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