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Relembre aliados e familiares de Bolsonaro que também fugiram do Brasil

27 October 2026 at 22:48

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil nesta terça-feira (27), após derrota na eleição presidencial, retoma uma sequência de episódios envolvendo familiares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que também saíram do país após perderem nas urnas. Entre os nomes, estão Carla Zambelli, Alexandre Ramagem, Eduardo Bolsonaro e Oswaldo Eustáquio.

Flávio chegou aos Estados Unidos com a mulher e as filhas nesta terça-feira (27), segundo fontes ligadas ao governo americano ouvidas pela CNN Brasil. A viagem ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para entregar seus passaportes.

Confira os principais casos desde 2022 e, como antecedente, a saída de Allan dos Santos, ocorrida ainda em 2020.

Flávio Bolsonaro – Estados Unidos, em 2026

O senador deixou o país nesta terça, após ser intimado a entregar seus documentos de viagem. O prazo terminou às 11h desta terça-feira, sem cumprimento da ordem, e a Polícia Federal cancelou seus passaportes. Na segunda-feira (26), ele havia afirmado que não pretendia sair do Brasil.

Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um inquérito que também envolve o advogado Willer Tomaz. Ao comentar a ordem judicial, o senador afirmou que entregaria os documentos e classificou a medida como uma tentativa de intimidação.

Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro (PL) em discurso após derrota no 2º turno das eleições presidencias • CNN Brasil

Carla Zambelli – Itália, em 2025

A ex-deputada federal deixou o Brasil após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão no processo sobre a invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em junho de 2025, anunciou que estava no exterior e alegou buscar tratamento médico. Posteriormente, foi presa na Itália, onde tem cidadania.

Zambelli atualmente aguarda em liberdade decisões sobre sua extradição. Nesta terça-feira (27), a Corte de Apelação de Roma adiou para 24 de novembro a análise do pedido relacionado à condenação por perseguir um homem com arma em punho, em 2022. A defesa alegou não ter tido acesso a documentos enviados pelo Brasil.

Ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) • Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Eduardo Bolsonaro – Estados Unidos, em 2025

O ex-deputado federal se estabeleceu nos Estados Unidos em 2025 e pediu licença do mandato em março daquele ano. Alegando perseguição política, passou a aturar junto ao governo americano em defesa do pai. Sua saída ocorreu antes da condenação criminal que receberia posteriormente.

Em junho de 2026, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A Corte concluiu que ele buscou interferir no julgamento da tentativa de golpe mediante pressão sobre autoridades brasileiras. A defesa negou a configuração de coação. A condenação tornou-se definitiva em outubro, quando foi determinado o início do cumprimento da pena.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro • CNN Brasil

Alexandre Ramagem – Estados Unidos, em 2025

Ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) “paralela” no governo Bolsonaro, Ramagem deixou o país mesmo proibido pelo STF. Segundo investigação da PF, atravessou a fronteira de Roraima com a Guiana e entrou nos Estados Unidos com passaporte diplomático.

Ele foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. Em entrevista à CNN Brasil, em julho, afirmou que aguardava a análise de um pedido de asilo e negou as acusações. Ramagem chegou a ser detido pelo serviço de imigração americano em abril, mas foi liberado dois dias depois.

Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin • 17 de junho de 2020 REUTERS/Adriano Machado

Oswaldo Eustáquio – Espanha, desde 2023

O blogueiro bolsonarista passou pelo Paraguai antes de se estabelecer na Espanha, em 2023. Com mandados de prisão expedidos no Brasil, foi considerado foragido pelas autoridades brasileiras. A Justiça espanhola rejeitou um pedido de extradição, apontando motivação política na investigação.

Neste mês, a Primeira Turma do STF o tornou réu por associação criminosa relacionada aos atos de 8 de Janeiro. A denúncia atribui a Eustáqui participação na mobilização contra o resultado da eleição de 2022. O recebimento da acusação abre a ação penal e ainda não representa condenação.

O blogueiro Oswaldo Eustáquio
O blogueiro Oswaldo Eustáquio • Reprodução/Facebook

Silvinei Vasques – capturado no Paraguai, em 2025

O ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi preso em Assunção, no Paraguai, em 26 de dezembro de 2025. Segundo a PF, Silvinei Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica, saiu de Santa Catarina de carro e tentou embarcar para El Salvador usando um passaporte falso.

Silvinei havia sido condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Após ser detido pelas autoridades paraguaias, foi entregue às autoridades brasileiras.

Allan dos Santos – saída anterior a 2022

O caso de Allan dos Santos antecede o recorte desta lista: o blogueiro deixou o Brasil em 2020 e foi para os Estados Unidos. Em 2021, Moraes determinou sua prisão preventiva no contexto das investigações sobre milícias digitais, e o governo brasileiro passou a buscar sua extradição. Allan alegava sofrer perseguição.

Em uma apuração distinta, Moraes acolheu em 2026 um pedido da PGR e arquivou uma investigação envolvendo Allan, Oswaldo Eustáquio, Marcos do Val e outro influenciador. A Procuradoria considerou insuficientes as provas para denunciar o grupo por obstrução de investigação e incitação ao crime naquele caso.

Auto-tanque dos bombeiros forneceu água ao navio-escola “Sorlandet”

27 October 2026 at 22:43
Rui Marote Os Bombeiros Municipais Sapadores reabasteceram de água, ao início da noite, no cais norte do Porto do Funchal, o  navio veleiro-escola norueguês centenário “Sorlandet”, que deixará brevemente o porto do Funchal com destino a Sevilha. Como os navios-escola (como o NRP Sagres, que frequentemente visita o Funchal) e outras embarcações militares ou de […]

La sinistra brasiliana non ha ancora compreso il fenomeno evangelico

By: A A
27 October 2026 at 22:41

Ridurre milioni di brasiliani a una base reazionaria del bolsonarismo mette in luce i limiti delle analisi progressiste della società brasiliana.

Segue nostro Telegram.

Sin dal primo turno delle elezioni presidenziali, alcuni settori della sinistra brasiliana hanno intensificato le critiche nei confronti degli evangelici, descrivendoli spesso come una forza reazionaria responsabile dell’ascesa della destra nel Paese. Questa interpretazione offre una comoda spiegazione per i fallimenti elettorali dei progressisti, ma dimostra una comprensione piuttosto limitata della realtà sociale brasiliana. Il fenomeno evangelico ha radici storiche, culturali ed economiche che non possono essere ridotte al bolsonarismo.

Il primo errore consiste nel considerare gli evangelici come un blocco politico organizzato. Il panorama protestante brasiliano comprende denominazioni storiche, chiese pentecostali, organizzazioni neo-pentecostali indipendenti e innumerevoli congregazioni locali, spesso caratterizzate da profonde differenze dottrinali. Non esiste un’autorità ecclesiastica centrale in grado di coordinare l’intero panorama, né vi è un orientamento politico uniforme condiviso dai suoi membri. Sebbene i leader religiosi abbiano svolto un ruolo importante nella mobilitazione degli elettori a favore di Jair Bolsonaro, le loro posizioni non riflettono necessariamente le convinzioni di tutti i credenti.

Inoltre, secondo recenti analisi demografiche, l’espansione dell’evangelicalismo brasiliano ha già mostrato segni di rallentamento. Ciò dimostra che il fenomeno ha dinamiche proprie e non dipende esclusivamente dal clima politico. Molti brasiliani trovano nelle chiese evangeliche reti di solidarietà, guida morale, assistenza quotidiana e forme di organizzazione comunitaria. Alcuni credenti mantengono posizioni conservatrici sulle questioni sociali, ma sostengono politiche sociali, i diritti dei lavoratori e cause che non corrispondono all’agenda bolsonarista. Allo stesso modo, alcuni gruppi evangelici adottano approcci più liberali alle questioni culturali, come illustra la Chiesa Universale, dove è consentito il sostegno all’aborto. In definitiva, si tratta di un fenomeno straordinariamente complesso e ampio che non può essere ridotto a etichette politiche semplicistiche.

Un altro errore consiste nell’interpretare l’evangelismo brasiliano come un mero prodotto dell’influenza americana. Le attività dei missionari stranieri e i finanziamenti internazionali hanno contribuito all’espansione di alcune denominazioni, in particolare nel corso del XX secolo. Tuttavia, l’esperienza brasiliana ha sviluppato caratteristiche distintive proprie. Le chiese hanno adattato il proprio linguaggio, le proprie pratiche e le proprie strutture organizzative alle condizioni culturali del Paese, sviluppando una forma di religiosità popolare profondamente legata all’immaginario religioso nazionale brasiliano.

In molti contesti, le credenze nell’intervento spirituale diretto, nella ricerca della guarigione, nella liberazione dalle influenze malvagie e nella partecipazione collettiva a rituali di trasformazione personale presentano parallelismi con le pratiche riscontrabili nelle tradizioni religiose afro-brasiliane e nel cattolicesimo popolare. Ciò non significa che queste religioni siano equivalenti. Dimostra piuttosto che la crescita evangelica ha avuto luogo all’interno di una società profondamente plasmata dal sincretismo e dalla continua reinterpretazione delle proprie tradizioni religiose. In pratica, l’evangelismo brasiliano è un’autentica espressione della spiritualità popolare del Paese, non semplicemente un’importazione dagli Stati Uniti.

Occorre inoltre considerare la dimensione urbana di questo processo. Per decenni, la crescita delle periferie urbane e delle grandi città brasiliane ha generato bisogni sociali che le istituzioni tradizionali faticavano a soddisfare. Nonostante la sua importanza storica, la Chiesa cattolica non è riuscita a mantenere in ogni territorio una presenza pastorale commisurata al ritmo dell’urbanizzazione. Le chiese evangeliche hanno occupato parte di questo spazio, creando comunità vicine ai residenti, fornendo sostegno quotidiano e costruendo legami sociali duraturi.

Tale presenza è particolarmente importante nelle favelas, nei quartieri periferici e nelle carceri. Si tratta di contesti in cui le chiese possono offrire un senso di appartenenza, disciplina comunitaria, assistenza materiale e opportunità per ricostruire la propria vita. Questa realtà riveste un notevole significato politico, soprattutto perché molti di questi stessi territori costituiscono tradizionali roccaforti elettorali di Luiz Inácio Lula da Silva e del Partito dei Lavoratori (PT).Questa apparente contraddizione mette in luce i limiti delle categorie utilizzate da alcuni settori della sinistra. Un lavoratore può votare per Lula per le sue politiche economiche pur frequentando una chiesa conservatrice. Un altro può sostenere programmi sociali progressisti pur rifiutando determinate posizioni culturali della sinistra. Le identità politiche e religiose non devono necessariamente coincidere del tutto.

Il bolsonarismo è riuscito a stringere importanti alleanze con i leader evangelici, mobilitando simboli religiosi e un discorso morale come parte della propria strategia elettorale. Ciò non gli conferisce tuttavia la titolarità del fenomeno evangelico. Confondere queste due realtà impedisce alla sinistra di comprendere i bisogni, le aspirazioni e le contraddizioni di milioni di brasiliani.

Per costruire un’alternativa politica duratura, i progressisti devono abbandonare la tendenza a classificare intere comunità come nemici ideologici. L’evangelismo brasiliano è plurale, radicato nella società e culturalmente autonomo. Ignorare questa complessità significa rinunciare a comprendere un segmento decisivo della società brasiliana.

Alckmin diz que fuga de Flávio para os EUA é “ininteligível”

27 October 2026 at 22:24

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta terça-feira (27) que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos é algo “ininteligível”.

“Nunca vi isso. Quem perde eleições agradece os eleitores, cumprimenta o adversário. E vida que segue, é a democracia. Ininteligível”, afirmou.

A fala a jornalistas aconteceu no Palácio da Alvorada, após celebração do aniversário de 81 anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na celebração, o petista também criticou Flávio e disse que a fuga do senador é algo “vergonhoso”.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse ainda que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Piden prisión preventiva y alerta de Interpol para Flávio Bolsonaro

27 October 2026 at 22:14
«Hemos presentado una petición de prisión preventiva para Flávio Bolsonaro, que no entregó su pasaporte y habría huido a Estados Unidos (…) también hemos pedido que se active la alerta roja de la Interpol», explicó el diputado federal Lindbergh Farias.

EUA viraram “refúgio dos Bolsonaro” após fuga de Flávio, diz imprensa globa

27 October 2026 at 22:11

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos nesta terça-feira (27), após a derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), repercutiu em veículos da imprensa internacional, que questionaram o paradeiro do senador, as investigações que o envolvem e os possíveis efeitos do episódio sobre o futuro da direita brasileira.

O jornal britânico Financial Times descreveu a possível saída como uma “reviravolta dramática” na trajetória do senador, que, segundo o jornal, demonstrava confiança de que seria o próximo presidente do Brasil até pouco antes da apuração eleitoral.

“A saída de Bolsonaro, se confirmada, adicionará um elemento explosivo a um ambiente político já conturbado em Brasília após a eleição de domingo, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após uma notável virada no segundo turno“, diz o jornal.

O Financial Times ressaltou ainda que Flávio havia prometido liderar a oposição, mas que sua saída poderia custar à família Bolsonaro parte de sua autoridade sobre os partidos de direita no Congresso.

Título do jornal Financial Times sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/Financial Times

Já o britânico The Guardian afirmou que a possível fuga do senador “torna o futuro da extrema-direita após a eleição presidencial ainda mais incerto“. O jornal relembrou que Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e que Eduardo Bolsonaro tem um mandado de prisão em aberto no país.

O Guardian recuperou a trajetória política de Flávio, destacando que ele aprovou “pouquíssimas” leis durante seus 24 anos de carreira como deputado estadual e senador.

Título do jornal The Guardian sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/The Guardian

O jornal norte-americano The New York Times destacou, no título, que Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos “após a derrota eleitoral“. O  diário americano relembrou que Flávio é investigado por suas ligações com o advogado Willer Tomaz em um esquema de lavagem de US$ 1 bilhão.

“O Sr. Bolsonaro está sendo investigado por suas ligações com um advogado brasileiro acusado de lavar mais de US$ 1 bilhão por meio de um vasto esquema de fraude“, afirma.

Título do jornal The New York Times sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/The New York Times

O The Washington Post destacou no título do texto que brasileiros tentavam descobrir o paradeiro do senador. “Onde ele está?“, questionou o jornal.

“Ninguém sabe, ou está disposto a dizer, para onde foi o candidato presidencial de direita“, disse.

O Post observou que o silêncio de Flávio alimentava especulações e que as preocupações tinham “raízes na história recente” do país, relembrando que o ex-presidente Jair Bolsonaro viajou para os Estados Unidos pouco depois de perder a eleição para Lula, em 2022, quando ainda ocupava a Presidência.

Título do jornal The Washington Post sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/The Washington Post

O The Wall Street Journal também recuperou a viagem de Bolsonaro à Flórida, no fim de dezembro de 2022, dois dias antes de deixar o cargo, após se recusar a reconhecer a derrota eleitoral.

O jornal lembrou que o ex-presidente voltou ao Brasil três meses depois e passou a ser alvo de uma investigação sobre uma suposta tentativa de anular o resultado eleitoral. Também mencionou sua condenação a 27 anos de prisão e o cumprimento da pena em prisão domiciliar.

“Enquanto isso, o irmão mais novo de Flávio Bolsonaro, Eduardo, mudou-se para os EUA no início de 2025. Ele agora enfrenta uma pena de quatro anos de prisão se retornar ao Brasil, mas obteve um green card americano, que lhe permite permanecer no país permanentemente“, publicou o Wall Street Journal.

Título do jornal The Wall Street Journal sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/The Wall Street Journal

Na França, o Le Monde destacou logo no título que “Flávio Bolsonaro, isolado, abandonou os esforços para pedir a anulação da eleição após a vitória de Lula“.

O diário francês também descreveu o senador como cada vez mais fragilizado, com pouco apoio às suas acusações de fraude e aliados se distanciando. O jornal se referiu a Jair Bolsonaro como um ex-presidente “envolvido em diversos casos de corrupção“.

Título do jornal Le Monde sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/Le Monde

O Le Figaro adotou um tom mais contundente já no título: “Encurralado por escândalos, Flávio Bolsonaro foge para os Estados Unidos após derrota para Lula“.

O texto começa com a pergunta “Onde está Flávio Bolsonaro?“. O diário francês afirmou que ele era alvo de diversas investigações por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro e descreveu o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), como “uma pedra no sapato” dos apoiadores da família Bolsonaro.

Título do jornal Le Figaro sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/Le Figaro

O espanhol El País enfatizou a contradição entre a possível saída do país e as declarações anteriores do senador, que havia afirmado que, em hipótese alguma, fugiria do Brasil e que pretendia liderar a oposição a Lula.

O veículo reproduziu a declaração em que o senador prometeu entregar seus passaportes e se defender do que chamou de “farsa” e tentativa de intimidação.

Título do jornal El País sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/El País

Na Argentina, o La Nación apresentou os Estados Unidos como um “refúgio do clã” Bolsonaro e mencionou alegações de que o governo de Donald Trump teria participado da saída do senador e poderia conceder-lhe asilo.

O jornal começou o texto relembrando que a última viagem de Flávio aos Estados Unidos havia ocorrido no fim de maio e que seu retorno agora é como um possível foragido.

“Mas o senador do Partido Liberal (PL), surpreendentemente derrotado no segundo turno das eleições de domingo, certamente jamais imaginou que seu retorno a este país aconteceria após fugir do Brasil em flagrante desrespeito a uma ordem judicial de proibição de viagem e com um possível pedido de asilo político ao governo republicano“, publicou o La Nación.

Título do jornal La Nación sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/La Nación

Boa Safra aprova programa para recomprar até 2,9 milhões de ações

27 October 2026 at 22:10

A Boa Safra Sementes aprovou um novo programa de recompra de ações que poderá abranger até 2,89 milhões de papéis ordinários da companhia. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração nesta terça-feira (27), com início das operações previsto para 15 de novembro de 2026.

Segundo comunicado, a quantidade máxima autorizada corresponde a 2,04% das ações totais emitidas pela empresa e a 5% dos papéis em circulação no mercado.

O quinto programa de recompra da companhia terá duração de até 12 meses, com prazo para liquidação das operações até 15 de novembro de 2027. As aquisições serão realizadas na B3, a preços de mercado, com intermediação da XP Investimentos.

Segundo a Boa Safra, a recompra poderá contribuir para aumentar o retorno dos acionistas por meio de dividendos e juros sobre capital próprio por ação, uma vez que os papéis mantidos em tesouraria não têm direito ao recebimento desses proventos.

A empresa também aponta a possibilidade de aumento da participação percentual dos acionistas caso as ações recompradas sejam posteriormente canceladas. O objetivo é maximizar a geração de valor para os acionistas por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital.

As ações adquiridas poderão ser mantidas em tesouraria para posterior cancelamento, alienação ou utilização em programas de remuneração baseada em ações destinadas a administradores, entre outras finalidades permitidas pela legislação.

El Niño pode mudar cenário da produção de leite e pressionar preços

"Não temos medo": Faro junta-se aos protestos pela habitação

27 October 2026 at 21:59
Protestos em Faro mantêm-se sem montagem de tendas. Manifestantes entoaram palavras de ordem e apelaram à mobilização de amigos e familiares nas próximas ações da Plataforma Algarve em Resistência.

© LUÍS FORRA/LUSA

Para quarta-feira está prevista uma assembleia popular às 17h00, no mesmo local, em Faro, e a constituição de grupos de trabalho para a definição de propostas

Imprensa internacional repercute fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

Logo Agência Brasil

Páginas na internet de jornais de diversos países repercutiram nesta terça-feira (27) a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. O embarque escondido para os Estados Unidos, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, foi noticiado pela agência Reuters.

>> Flávio responde a dois processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF); saiba mais

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Um dos primeiros veículos a noticiar a fuga foi o Infobae, da Argentina, que disse haver uma suspeita de que o senador teria embarcado com a família em um jato particular, em Puerto Iguazú, com destino aos Estados Unidos. A versão, porém, não foi confirmada pelo governo da Argentina.  

O La Nación, também da Argentina, destaca que fontes próximas ao senador afirmaram que os Estados Unidos estariam diretamente envolvidos na fuga.

O periódico diz ainda que, sob o governo de Donald Trump, o país norte-americano tem se tornado o refúgio do clã Bolsonaro e lembra que Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, também está nos EUA.

O jornal New York Times destacou que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil depois de perder as eleições e após a Justiça determinar a apreensão de seu passaporte.

O espanhol El País lembrou que o senador se recusou a aceitar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva logo após a apuração. O jornal relembra que, em 2022, Jair Bolsonaro também não reconheceu a derrota e que viajou aos Estados Unidos antes da posse de Lula, mas acabou voltando ao Brasil.

O inglês The Guardian afirma que Flávio Bolsonaro estaria a caminho dos Estados Unidos e que sua fuga pode selar o destino da extrema-direita brasileira.

O jornal cita que, além de Flávio, seu irmão Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos, foragido da Justiça brasileira, por tentar interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. E que o ex-presidente está preso, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Paradeiro segue incerto

A fuga de Flávio Bolsonaro começou a ser noticiada pela manhã, por jornais argentinos. O coordenador de campanha do senador, Rogério Marinho, chegou a negar a informação.

Depois, Marinho disse que não tinha notícias de Flávio Bolsonaro desde às 8h e que o senador teria dito que “queria dar um tempo”.

Nas redes sociais, o investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, compartilhou que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos (EUA), em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
 

Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

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Principais números
  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters

“Não surpreende”, diz democrata da Flórida à CNN sobre fuga de Flávio

27 October 2026 at 21:44

A fuga aos Estados Unidos do senador e candidato derrotado a presidente Flávio Bolsonaro (PL) aos poucos começa a repercutir no meio político americano.

Aliados de Flávio relataram ao analista de Política da CNN Brasil Caio Junqueira que Flávio deve desembarcar no estado da Flórida nesta terça-feira (27), depois de ter recebido endosso do governo Trump para a viagem e uma sinalização para um potencial asilo político.

À CNN Brasil, a deputada estadual da Flórida Anna Eskamani disse que a fuga de Flávio não a surpreende.

“Não tenho nenhuma informação direta, mas, sabendo que o pai dele buscou refúgio aqui, isso não me surpreende”, disse a política democrata.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viajou para a Flórida no penúltimo dia de seu mandato presidencial, em 2022, depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Lincoln Gakiya diz que aceitaria ser ministro da Segurança Pública de Lula

27 October 2026 at 21:44

O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya diz que aceitaria fazer parte de um eventual Ministério da Segurança Pública do próximo governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Claro, se fosse convidado aceitaria, sim”, disse Gakiya à CNN Brasil nesta terça-feira (27). O promotor pontuou, no entanto, que não recebeu um convite formal até o momento.

Gakiya ficou reconhecido por ser um dos principais investigadores de facções criminosas no país, principalmente do PCC (Primeiro Comando da Capital) — pelo qual é considerado inimigo e “jurado” de morte.

O nome do promotor já havia sido vinculado ao cargo durante a campanha eleitoral de Ronaldo Caiado (PSD). Em agosto, o ex-presidenciável afirmou que estendeu um convite ao promotor, caso fosse eleito.

A promessa de Lula para o novo ministério pode ficar apenas para 2027, conforme mostrou a CNN.

O governo projeta que pode até recriar a pasta ainda neste ano como aceno ao cumprimento da proposta em uma área que desafiou Lula durante a eleição. O pleno funcionamento da pasta, todavia, pode ficar para o ano que vem por questões orçamentárias.

Gakiya defende uma maior integração das forças de segurança pública estaduais e federais para o combate ao crime organizado, além de ser contra a denominação de PCC e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, afirmando que as facções atuam como máfias.

Em 2025, o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, participou da elaboração do texto do PL (Projeto de Lei) Antifacção, que originou a Lei Antifacção, no último mês de março.

Visa registra lucro de US$ 6 bi no 4° trimestre, alta de 18%

27 October 2026 at 21:43

A Visa registrou um lucro líquido de US$ 6 bilhões em seu quarto trimestre fiscal de 2026, informou a empresa nesta terça-feira (27). O valor foi 18% maior do que no mesmo período do ano anterior, e o lucro ajustado por ação foi de US$ 3,48, acima dos US$ 3,44 esperados pelos analistas da FactSet.

A receita da gigante de serviços de cartões de pagamento foi de US$ 12,1 bilhões, uma alta de 13% ante o mesmo período de 2025 e levemente acima das expectativas dos analistas, de US$ 12,09 bilhões.

“A Visa teve um ano marcante. Alcançamos uma receita líquida recorde de US$ 46 bilhões, um aumento de 15%, o crescimento mais forte em mais de 15 anos, excluindo a recuperação pós-pandemia e aquisições”, disse o CEO Ryan McInerney.

“Em 2026, também demonstramos que sempre que a tecnologia muda o comércio, nós acompanhamos, antecipamos o que vem a seguir e possibilitamos o crescimento de pagamentos globalmente”.

Segundo a companhia, o total de transações processadas foi de 74,2 bilhões nos três meses encerrados em 30 de setembro. Esse aumento impulsionou o crescimento da receita da Visa durante o trimestre, disse a empresa.

Às 17h31 (de Brasília), as ações da Visa caíam 2,19% no after hours de Nova York.

Uruguai suspende importação de aves de todo o Brasil após caso de Newcastle

27 October 2026 at 21:39

O Uruguai suspendeu temporariamente a entrada de carne de aves e outros produtos avícolas provenientes de todo o Brasil após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Santa Catarina. A medida foi comunicada nesta segunda-feira (26) pelo Mapa (Ministério da Agricultura) a exportadores brasileiros.

A determinação vale para todos os animais suscetíveis à doença, além de produtos e subprodutos elaborados após 6 de setembro.

A informação consta em minuta de ofício do Ministério, atualizada em 27 de outubro, que reúne as restrições sanitárias impostas por parceiros comerciais do Brasil. A CNN Agro também confirmou a medida com representantes da indústria.

O Uruguai se soma ao México, que já havia anunciado a suspensão da importação de determinados produtos avícolas de todo o território brasileiro.

A restrição mexicana abrange carne de aves, miúdos, ovos férteis, pintinhos de até três dias, aves ornamentais e outras categorias, além de matérias-primas avícolas destinadas à fabricação de alimentos para animais de companhia.

Já o Uruguai prevê exceções para produtos submetidos a tratamentos capazes de inativar o vírus, desde que atendidas as exigências sanitárias e de certificação.

O caso da doença de Newcastle foi confirmado em 18 de outubro pelo Ministério da Agricultura, em uma granja comercial de perus localizada em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. A propriedade abrigava aproximadamente 6 mil aves.

Outros países suspendem exportações

Além de Uruguai e México, outros parceiros comerciais impuseram restrições após a confirmação do foco em Santa Catarina. As medidas, porém, não têm o mesmo alcance.

Suspensão nacional

– México: suspendeu a entrada de determinadas categorias de aves vivas e produtos avícolas de todo o Brasil.
– Uruguai: suspendeu temporariamente o ingresso e o trânsito de animais suscetíveis à doença e de produtos e subprodutos brasileiros elaborados após 6 de setembro.

Restrições regionalizadas
Concentradas em Santa Catarina ou em áreas específicas

– Chile: restringiu a entrada de produtos como carne fresca de aves, ovos férteis, pintinhos de um dia e ovos destinados ao consumo humano provenientes de Santa Catarina. A data de referência estabelecida para as categorias abrangidas é 31 de agosto.

– China: suspendeu a aceitação de declarações de importação de carne e produtos cárneos de aves de Santa Catarina para embarques a partir de 20 de outubro.

– Paraguai: proibiu temporariamente a importação de aves vivas, ovos, produtos avícolas e material genético provenientes de Santa Catarina, com exceções para produtos submetidos a tratamentos específicos e autorizados pela autoridade sanitária.

– Peru: desabilitou estabelecimentos catarinenses para exportação de carnes e miúdos comestíveis de aves e determinados materiais genéticos avícolas.

– Turquia: proibiu a importação e o trânsito de diversas categorias de produtos de origem animal, com restrições aplicáveis a Santa Catarina e exceções para produtos submetidos a tratamentos específicos.

– Cazaquistão: tem restrições para carne, matérias-primas de carne e miúdos de aves provenientes de Santa Catarina.

– Malásia: há exigências sanitárias que afetam categorias de produtos avícolas, incluindo ovo em pó de Santa Catarina. Para carne de aves, o reconhecimento da regionalização ainda estava em avaliação no documento do MAPA.

– Argentina: aplica o acordo de regionalização e restringe produtos avícolas provenientes do foco e da área de 10 quilômetros ao redor, mantendo autorizadas as importações das demais zonas livres.

 De Brasília, Cristiane Noberto*

Cruzeiro votou contra final do Mineiro em dois jogos, revela diretor

27 October 2026 at 21:37

O Conselho Técnico da Federação Mineira de Futebol (FMF), realizado nesta terça-feira (27) em Belo Horizonte (MG), definiu a volta da final em jogos de ida e volta para o Campeonato Mineiro de 2027.

O Cruzeiro votou contra a medida, conforme revelado pelo diretor administrativo Bruno Spindel.

Em entrevista coletiva após o evento, o dirigente afirmou que o clube desejava a manutenção da decisão única e das 11 datas no calendário. A votação, que incluiu as 12 equipes participantes, estabeleceu não apenas a final em dois jogos, mas também 12 datas dedicadas ao estadual.

Spindel enfatizou o posicionamento do clube: “Deixar claro que a posição do Cruzeiro foi pela manutenção do regulamento do ano passado, principalmente quanto à manutenção das 11 datas e da final em jogo único”.

Ele acrescentou que a equipe celeste respeita as decisões democráticas e buscará defender o título conquistado no ano anterior.

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Em 2026, o Cruzeiro utilizou um time alternativo, composto majoritariamente por jovens da base, nas duas primeiras rodadas do Campeonato Mineiro. Questionado sobre a estratégia para a próxima temporada, Bruno Spindel informou que o planejamento ainda será definido.

“Claro que afeta o planejamento, mas a gente vai lidar com isso agora que a gente tomou conhecimento das regras”, disse Spindel sobre o impacto da mudança. Ele reforçou que o clube terá tempo para planejar com calma, com foco em terminar a temporada atual e buscar os objetivos.

Paulinho reforça diretoria do Cruzeiro após deixar o Mirassol

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

Inquéritos contra Flávio podem continuar no STF mesmo com perda de foro

27 October 2026 at 21:33

A partir de fevereiro do ano que vem, quando terminar seu mandato no Senado Federal, Flávio Bolsonaro (PL) perderá seu foro privilegiado pela primeira vez em 24 anos. Ainda assim, os três inquéritos aos quais ele responde e tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) devem continuar sendo julgados pela Suprema Corte.

Os casos dizem respeito a calúnia contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), suspeitas envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse“; e associação com Willer Tomaz por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O foro parlamentar garante que deputados e senadores sejam julgados por tribunais superiores, como o STF, por crimes cometidos durante e em razão do mandato. Seu objetivo é preservar a independência do Poder Legislativo contra perseguições políticas, e não criar impunidade.

Caso fosse eleito à Presidência da República no último domingo (25), todos os inquéritos que dizem respeito ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro seriam travados em razão da lei de imunidade presidencial.

A Constituição Federal de 1988 estabelece prerrogativas e imunidades específicas para o Chefe do Poder Executivo. Essas regras servem para garantir independência e a estabilidade do exercício da Presidência da República.

Segundo a legislação, “o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções“.

Especialistas ouvidos pela CNN explicam no entanto que, mesmo que Flávio não tenha sido eleito e perderá seu mandato como senador a partir do ano que vem, os três inquéritos relacionados a ele poderão continuar em tramitação na Suprema Corte.

Segundo José Paes Neto, especialista em Direito Eleitoral e Político, com o fim do mandato, o parlamentar perde o cargo, mas não necessariamente o foro uma vez que o STF passou a entender que crimes praticados no cargo em razão das funções continuam sendo julgados pelo próprio STF.

“A discussão será, portanto, se os fatos investigados têm relação com o exercício do mandato de senador“, complementou.

A professora de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Luisa Ferreira explica: “Se a investigação é relacionada ao mandato, permanece o foro por prerrogativa de função”.

“Isso até para evitar algumas mudanças de foro no caso e evitar algum tipo de influência indevida e até evitar que o próprio parlamentar escolha perder, ou sair do cargo para manipular o foro por prerrogativa de função“, acrescenta.

Calúnia contra Lula

Em junho deste ano, a PF (Polícia Federal), concluiu que Flávio Bolsonaro cometeu o crime de calúnia contra Lula em um inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes que diz respeito a uma associação que o senador fez entre o petista e o líder venezuelano Nicolás Maduro.

Com o envio do relatório ao Supremo, o caso será analisado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que poderá oferecer denúncia, solicitar novas diligências ou defender o arquivamento da investigação.

Financiamento de “Dark Horse”

O senador passou a ser formalmente investigado em julho deste ano no caso que apura o financiamento do filme “Dark Horse“, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o ministro André Mendonça autorizou a PF a investigar os repasses ao filme.

A decisão do magistrado significa que a PF vai apurar os repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a obra a pedido do senador Flávio Bolsonaro para saber se todo o montante foi para onde as notas fiscais apontam.

Lavagem de dinheiro

Em outubro, a PF abriu inquérito para apurar supostos crimes financeiros na relação entre Flávio e o advogado e empresário Willer Tomaz. A investigação tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.

Ele apura a atuação do advogado em relação a eventuais indícios de favorecimento a empresa de apostas esportivas e fraude na licitação da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro).

A análise é focada na atuação do advogado e aponta “movimentações bancárias de elevada materialidade” e “circulação antecipada de documentos relacionados a processos judiciais”.

Lula critica fuga de Flávio para os EUA e diz que “quem não deve, não teme”

27 October 2026 at 21:26

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, após perder as eleições.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse, em celebração do seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

Derrite reconhece derrota de Flávio, critica TSE e evita falar sobre fraude

27 October 2026 at 21:24

O senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP), um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (27) em que reconhece a derrota do candidato à Presidência da República para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na gravação, Derrite critica a condução da campanha eleitoral, questiona a atuação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e defende a reorganização da oposição no Congresso Nacional.

O senador eleito não comentou a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, que provocou surpresa e insatisfação entre aliados políticos do candidato derrotado.

“Não foi o resultado que a gente queria, não foi o resultado para o qual nós trabalhamos”, afirmou Derrite, ao agradecer aos eleitores que apoiaram a candidatura de Flávio.

Apesar de reconhecer o resultado, Derrite fez críticas à campanha adversária e acusou o grupo político de Lula de disseminar informações falsas para influenciar o eleitorado.

“O nosso adversário usou uma máquina de disparo de fake news e a Justiça Eleitoral e a Justiça brasileira parece que nada fizeram, ou o que poderia ter sido feito não foi feito”, declarou.

Segundo Derrite, a campanha de Lula teria espalhado medo entre os eleitores com informações de que Flávio acabaria com programas sociais e direitos previdenciários. O senador eleito não apresentou provas das acusações no vídeo.

Derrite também comentou a circulação de vídeos que levantam suspeitas de fraude nas eleições, mas afirmou não ter elementos para sustentar essas alegações.

“Vi muitos vídeos de pessoas que acreditam que teve fraude. É difícil a gente falar alguma coisa sem ter como provar”, disse.

O senador eleito acrescentou que fazer afirmações sem provas poderia trazer consequências jurídicas. “Qualquer coisa fora disso eu acabo me incriminando, aliás já vimos esse filme anteriormente”, afirmou.

Atuação da oposição

Derrite afirmou que pretende concentrar sua atuação no Senado Federal, especialmente em pautas relacionadas à segurança pública e à fiscalização dos demais Poderes.

“Nosso trabalho vai continuar, ainda mais lá no Senado Federal. Temos a responsabilidade de proteger nosso país e não permitir que abusos sejam cometidos por quaisquer Poderes”, declarou.

O senador eleito também defendeu que a oposição utilize sua representação no Congresso e a presença de governadores aliados para atuar de maneira estratégica durante o próximo mandato de Lula.

“Serão quatro anos difíceis, mas vamos resistir, trabalhar”, afirmou.

Derrite citou ainda a redução da maioridade penal como uma das pautas que pretende acompanhar e cobrou que Lula cumpra posições defendidas durante a campanha eleitoral.

Ao final da gravação, agradeceu aos mais de 13 milhões de eleitores que, segundo ele, apoiaram sua candidatura ao Senado por São Paulo e reafirmou o compromisso de combater o crime organizado.

Planalto vê em fuga de Flávio impacto na relação com os EUA

27 October 2026 at 21:20

A área internacional do Palácio do Planalto admite que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil para os Estados Unidos nesta terça-feira (27) pode desgastar ainda mais a relação com o governo norte-americano.

Por outro lado, assessores diplomáticos afirmam que o episódio não é razão para que o governo brasileiro chegue ao ponto de romper vínculos com a Casa Branca. Pelo contrário, um dos principais desafios da política externa brasileira no novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reestabelecer uma relação pragmática com o governo dos Estados Unidos, independentemente da preseça da família Bolsonaro no país.

Estão incluídos no plano do Brasil nas negociações futuras com o governo norte-americano, as relações comerciais entre os dois países, que ainda dependem de um acordo sobre o tarifaço imposto pelos EUA aos produtos nacionais; e a segurança pública, envolvendo as recentes medidas da Casa Branca sobre o crime organizado internacional.

Embora admita que a fuga de Flávio poderá impactar na relação com os EUA, o Palácio do Planalto vê que o problema maior foi criado entre o senador e os mais de 60 milhôes de eleitores que votaram nele. Esse será o discurso usado pelos integrantes e aliados do governo, que o opositor de Lula derrotado nas urnas desrespeitou seus eleitores ao deixar o país.

Além disso, na avaliação desses assessores, romper com os Estados Unidos seria atender a uma expectativa da ala mais ideológica em Washington e da extrema direita no Brasil.

Para o Planalto, a vitória de Lula representou uma derrota para o Departamento de Estado americano, que esperava eliminar o governo progressista na América Latina, e que isso irá criar uma disputa interna em Washington entre a ala mais ideológica e os mais pragmáticos.

O governo brasileiro também entende que a relação com os EUA tende a melhorar ainda mais após as eleições de meio de mandato no país, com expectativa de que se forme maioria democrática nas duas Casas do parlamento.

Segundo interlocutores da Casa Branca, Flávio já teria aterrisado em território norte-americano.

Nesta terça-feira (26), Trump voltou a sugerir, sem apresentar provas, que a votação para a Presidência do Brasil teria sido fraudada. Na véspera, ele fez a mesma acusação, mas destacou que gosta de Lula e que se dá bem com o petista.

O governo Lula decidiu não se manifestar oficialmente sobre a declaração do republicano.

Marinho fala em “surpresa” e nega ter sido comunicado sobre saída de Flávio

27 October 2026 at 21:13

O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição no Senado, disse nesta terça-feira (27) que o núcleo duro da campanha presidencial não foi comunicada sobre a fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Marinho, que coordenou a campanha de Flávio ao Palácio do Planalto, afirmou estar “surpreso” com a notícia.

Marinho disse que pessoalmente não tem informações sobre o paradeiro do senador e que só soube de movimentações por notícias da imprensa. Ele afirma que se encontrou com Flávio na tarde da última segunda-feira (27) para “agradecer” a votação recebida no segundo turno da disputa presidencial. O candidato do PL foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por cerca de 4,4 milhões de votos.

“Nós não tivemos notícia ainda por parte do Flávio e advogados do que de fato aconteceu. Tentamos contactar o Flávio após as informações. Recebi uma mensagem de texto dizendo que iria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco, por volta das 8h da manhã. Estamos surpresos porque conversamos ontem sobre a necessidade para que Flávio assumisse esse papel de liderança da oposição”, disse Marinho.

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A fala do senador ocorreu após reunião de emergência do PL convocada pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. O encontro reuniu lideranças estaduais da legenda para afinar o discurso e definir os rumos da sigla diante da fuga de Flávio.

Marinho também menciona uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de cancelar os passaportes do senador derrotado nas urnas minutos após a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral): “Uma coincidência que precisa ser analisada pela sociedade. Numa democracia é muito estranho que um candidato à Presidência da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de medida cautelar, no inquérito em que o principal motivo caiu por terra, para a retenção dos seus passaportes. Me parece a preparação para uma coisa mais persecutória.”

Fuga de Flávio

O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos com sua mulher e filhas nesta terça-feira (27). A informação foi confirmada por fontes ligadas ao governo americano.

Flávio repetiu a decisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que viajou aos EUA dois meses depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022.

O senador deixou o país após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar que ele entregasse seus passaportes comum e diplomático à PF (Polícia Federal).

Segundo relatos feitos à CNN Brasil, o parlamentar demonstrou irritação com a determinação e Moraes. Alvo de inquéritos no STF, o senador temia ser preso.

Apesar de ter afirmado que corria risco de prisão, aliados de Flávio o aconselharam a não deixar o país, durante uma reunião na segunda-feira (26) com os principais nomes de sua campanha no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília. Foi a última vez que Flávio falou com a maioria deles.

O senador ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2027, pela primeira vez em 24 anos.

 

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