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New polls suggest surprising Democratic gains in red-state Senate races

President Trump headed to Ohio to rally voters in a race that could determine control of the Senate. That stop comes after dueling rallies in another key state offered a snapshot of the divisions shaping the midterm elections. Liz Landers reports.

Where key Senate races stand in the final days of campaigning

28 October 2026 at 22:30
The race for the Senate has moved from off-the-radar a year ago to a dramatic, hard-to-predict finish where Democrats stand a chance of retaking the chamber. The contest will come down to just over a dozen races across the country. Lisa Desjardins takes a look at the map and what might happen.

Trump diz que não vai se "envolver", após carta de Flávio Bolsonaro

28 October 2026 at 22:06

Logo Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (28) que "não irá se envolver", quando perguntado sobre carta golpista divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) se declarando o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o senador deletou a primeira carta e alterou o termo para "líder do Brasil".

Trump confirmou que os Estados Unidos deram visto para Bolsonaro e sua família e voltou a citar, sem provas, desconfiança sobre o processo eleitoral no Brasil.  

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“Não vou fazer comentário sobre isso, mas eu sei que demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, disse Trump.  

Mais cedo, após fugir do Brasil para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

Após carta com teor golpista de Flávio, Tarcísio defende respeito às urnas

28 October 2026 at 21:55

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a oposição deve respeitar o resultado das eleições e atuar dentro das instituições democráticas. Em nota, o governador disse compreender a indignação do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial, e afirmou que o sentimento é compartilhado por parte dos brasileiros.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou Tarcísio.

Segundo o governador, o momento exige “responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte”. Ele defendeu que a atuação dos oposicionistas ocorra dentro das instituições para fortalecer o sistema de freios e contrapesos da democracia.

Carta de Flávio

A manifestação de Tarcísio ocorre após Flávio divulgar, dos Estados Unidos, uma carta em que contestou o resultado da eleição presidencial e se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No documento, o senador alegou fraude eleitoral, criticou a atuação do Judiciário e afirmou que lideraria a oposição a Lula a partir do exterior.

Em uma versão posterior do texto, Flávio substituiu a expressão “verdadeiro presidente eleito” por “líder do Brasil”, mantendo a intenção de se apresentar como uma liderança política nacional. O senador deixou o Brasil acompanhado da mulher e das duas filhas, após a derrota no segundo turno.

Tarcísio amplia discurso nacional

Na terça-feira (27), Tarcísio publicou um vídeo nas redes sociais em que reconheceu o resultado eleitoral e defendeu uma oposição vigilante ao governo Lula. Na gravação, o governador afirmou que a eleição havia terminado, mas que permanecia o desejo de um governo com quadros técnicos, redução de gastos e impostos e responsabilidade fiscal.

A manifestação integra um movimento de ampliação da projeção nacional do governador. Como mostrou a CNN, aliados de Tarcísio e dirigentes partidários o consideram um dos nomes mais bem posicionados para liderar a oposição e avaliam que ele pode se tornar um candidato competitivo à Presidência em 2030.

A estratégia envolve conciliar a gestão de São Paulo com uma atuação mais presente no debate político nacional.

Trump Hands Alliant Energy $5.1 Billion in Loans Ahead of Key Midterm Races in Iowa and Wisconsin

28 October 2026 at 21:35
An illustration of a power plant sitting on top of a stack of cash against a blue background | Illustration: Midjourney

On Wednesday, the Office of Energy Dominance Financing at the U.S. Department of Energy announced it had closed a $5.1 billion loan package to Alliant Energy—a utility company with over 1.5 million customers across Iowa and Wisconsin—to "lower electricity costs, expand firm power generation, and strengthen grid reliability" in the Midwestern states. 

The loan package is part of the Energy Department's response to President Donald Trump's April 2025 executive order directing the agency and its secretary, Chris Wright, to ensure the nation uses "all available power generation resources" to expand and secure America's electric grid amid growing demand. 

In a press release, Alliant said the 30-year loan package will finance 1.6 gigawatts of new natural gas generation, 240 megawatts of increased capacity at its existing natural gas facilities, and a gigawatt of energy storage. The loan package will also allow Alliant to add 2 billion cubic feet of liquefied natural gas storage. All told, these upgrades and additions will generate enough electricity to power 2 million homes annually, according to the Energy Department.

Alliant estimates the deal will result in "up to $1.2 billion in cumulative customer savings," as well as the creation of "more than 1,600 local jobs" through construction projects financed by the loans. Of course, some of the savings likely stem from Alliant receiving more favorable loan terms from the Energy Department than it would from an open-market lender. 

A report filed with the Securities and Exchange Commission outlining the deal's terms shows that the interest rate to be charged on each loan aligns with the government's borrowing costs. However, the markup on each loan will remain a fixed percentage, regardless of whether lending to Alliant becomes riskier or more expensive. Under the deal's terms, Alliant has until May 15, 2056, to repay the loan, but it is only responsible for paying interest until the first principal payment is due in 2052. 

The Energy Department said the deal is the Trump administration's 10th financial close and its "sixth and seventh utility financing completed through the Energy Dominance Financing Program." As of September 30, the department had issued $132 billion in loans and guarantees through the program, including $47.5 billion announced in conditional commitments, and disbursed $53.2 billion. 

While the Trump administration is taking credit for the deal, the loan is essentially a repackaging of a $3 billion conditional commitment offered by the Biden administration in 2025 as part of its last-ditch effort to spend as much taxpayer money on green projects as possible before Trump took office. Under the terms of the Joe Biden-era deal, Alliant would have used the loan to "finance multiple clean energy and battery energy storage system projects." Instead, the company will now receive an additional $2.1 billion in funding, without the climate goals the Biden administration stipulated.

Gregory Beard, director of the Office of Energy Dominance Financing, said the agency is "putting capital to work." The deal is perhaps better described as the Energy Department usurping a role that should be reserved for private-sector, institutional lenders. "This type of government involvement is only another example of the current Energy Department distorting the power generation market," says Tom Opdyke, director of energy and environmental policy at the R Street Institute.

The agency's meddling seems even more unnecessary given that Alliant's revenue is expected to grow 6.8 percent annually over the next three years, with its profit margins increasing from 18.4 percent to 22.2 percent, according to the stock research and portfolio-tracking platform Simply Wall St.

The timing of the announcement also raises some red flags. While an Alliant spokesperson tells Reason they spent "months reviewing the details and finalizing contracts" before the loan package "was finalized this week," the money is conveniently being directed to energy projects in two fairly competitive states in this year's midterm elections. The Cook Political Report has the Iowa Senate race as a toss-up and several incumbent House Republican seats in Iowa and Wisconsin leaning Democrat.

The loan package could be a ploy to boost Trump's and Republicans' favorability with the electorate in Iowa and Wisconsin by appearing to address a cost-of-living issue high on voters' list of concerns. "Even if that's the case, those things aren't going to happen by Election Day, and voters' opinions aren't likely to shift on the promise of future jobs and savings," says Opdyke. "So it might be too little, too late."

Trump is scheduled to speak this weekend in an Iowa-Wisconsin border town.

Whatever the reasoning, the loan package is effectively a subsidy for Alliant to expand its operations and grow its customer base at a lower cost. It's cronyism that enriches Alliant and disadvantages its competitors, at American taxpayers' expense.

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Em carta golpista, Flávio agradece Milei e Trump por apoio para fuga

Logo Agência Brasil

Após fugir do Brasil para os Estados Unidos, o candidato derrotado na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

Em uma primeira versão da carta golpista, o senador se declarava o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o termo foi alterado para "líder do Brasil".

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No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República. No pleito, realizado no último domingo (25), Lula obteve 64 milhões de votos. Já Flávio ficou com pouco mais de 59 milhões de votos. As duas horas de extensão no horário de votação computaram apenas 34.393 votos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estavam aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”, reclamou.

As afirmações de Flávio contrariam a apuração e o reconhecimento do pleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As eleições no Brasil tiveram ainda o reconhecimento da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de líderes de diversos países de diferentes continentes. O PL, partido de Flávio, também reconheceu a vitória de Lula nas urnas. 

Na carta, Flávio criticou ainda a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes pessoal e diplomático. Moraes expediu a ordem judicial de apreensão dos passaportes a pedido da Polícia Federal (PF), que apontou riscos de o senador fugir do país em meio a investigações contra ele sobre casos de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

No comunicado distribuído à imprensa por sua assessoria, Flávio diz ainda que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e que correrá os riscos que os parlamentares eleitos do PL não poderão correr.

"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", diz.

A primeira versão da carta trazia um brasão da República com a palavra "Brazil", escrita com "z", em vez de Brasil, com "s". No lugar de República Federativa do Brasil, o símbolo trazia a denominação “Estados Unidos do Brazil”, nome que deixou de ser usado em março de 1967.

O senador chegou a Miami, nos Estados Unidos, com a mulher e as duas filhas na manhã desta quarta-feira (28), após um dia de incertezas sobre o seu paradeiro. Eles cruzaram a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira (27) por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, cidade que faz fronteira com a argentina Puerto Iguazú. Às 23h30, a família embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. De lá, eles foram para os Estados Unidos. 

Irmão nos EUA

Irmão mais novo de Flávio, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março de 2025. Poucos dias antes do segundo turno, ele chegou a falar em entrevista que Flávio deveria deixar o Brasil, caso perdesse as eleições.

Eduardo foi condenado pelo STF por ter articulado o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, em julho de 2025. O intuito era impedir o julgamento do seu pai, Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado, meses mais tarde, a 27 anos de prisão por golpe de Estado.

Democratas

Na manhã de hoje (28), o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nas redes sociais, o comitê, ligado aos democratas, fez um comparativo entre a atual política migratória estadunidense aplicada a pessoas que fogem de conflitos e o tratamento concedido a Flávio e à família Bolsonaro.

“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, diz o post do comitê no X.

Flávio recua em carta com teor golpista e se diz “líder do Brasil”

28 October 2026 at 21:19

Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, o senador republicou o texto nas redes sociais sem essa frase.

Na carta, Flávio confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição do exterior.

Flávio foi derrotado no segundo turno, no domingo (25), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. A diferença foi de 4,4 milhões de votos.

“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu. A carta não apresenta provas de irregularidade na votação ou na apuração.

Um dos argumentos da carta é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19h. Flávio diz que a medida de Zanin, “ex-advogado do Lula”, permitiu “uma impossibilidade matemática”: Lula ter somado mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.

Os dados oficiais não sustentam a tese. Em nota divulgada na terça-feira (27), o TSE informou que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Das 497.333 seções eleitorais, 437.065 concluíram os trabalhos até as 17h10, e 24.268 funcionaram depois desse horário.

Ou seja, mesmo que todos os votos dados no horário extra tivessem ido para Lula, eles representariam menos de 1% da diferença final entre os dois candidatos. No primeiro turno, sem nenhuma prorrogação, 3,7 milhões de eleitores votaram depois das 17h por estarem na fila, como prevê o Código Eleitoral.

O crescimento de Lula entre os turnos também tem explicação aritmética. No primeiro turno, cerca de 9,3 milhões de votos válidos foram para outros candidatos. No segundo, a abstenção caiu de 21,08% para 19,21%, e o número de votos válidos aumentou em cerca de 4,8 milhões. Esses 14,1 milhões de votos foram divididos entre os finalistas: Lula ganhou 10,4 milhões, e Flávio, 3,7 milhões.

A prorrogação foi pedida pela coligação de Lula, depois de problemas na circulação de ônibus em várias cidades. A campanha de Flávio também havia pedido ao TSE para estender o horário em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina, alegando que as condições do tempo prejudicaram o comparecimento. A carta não menciona esse pedido.

Resultado proclamado por indicado de Jair Bolsonaro

O resultado foi proclamado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF em 2020 por Jair Bolsonaro, pai de Flávio.

“Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, afirmou o ministro após a divulgação do resultado.

Aliados de Flávio reconheceram a derrota. O PL, partido do senador, afirmou em nota assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto que reconhece o resultado proclamado pelo TSE. O candidato a vice na chapa, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), fez o mesmo na terça-feira (27), em vídeo nas redes sociais.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que fez campanha para Flávio, reconheceu a vitória de Lula em vídeo divulgado também na terça-feira. “A eleição passou”, disse, ao defender que a direita se organize para fazer oposição. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e o do União Brasil, Antonio Rueda, também cumprimentaram Lula.

Estratégia Guaidó

Na carta, ao se declarar presidente eleito do exterior, Flávio se aproximou do roteiro adotado pelo venezuelano Juan Guaidó, citado nominalmente no texto. A retirada da expressão na republicação afasta a autoproclamação formal, mas a carta mantém a tese de fraude e a promessa de liderar a oposição de fora do país.

Em janeiro de 2019, Guaidó, então presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, se proclamou presidente interino do país, alegando que a reeleição de Nicolás Maduro havia sido fraudulenta. Ele foi reconhecido pelos Estados Unidos, no primeiro governo Trump, e por dezenas de outros países. Montou uma estrutura paralela de governo, mas nunca chegou a controlar o Estado.

A própria oposição venezuelana extinguiu o “governo interino” no fim de 2022, e Guaidó deixou o país no ano seguinte.

Há diferenças entre os casos brasileiro e venezuelano. Guaidó atuava de dentro da Venezuela, apoiado em um cargo institucional e em uma eleição contestada por observadores internacionais. Flávio está fora do país, deixou para trás uma decisão judicial que o proibia de sair e contesta um resultado reconhecido pelo próprio partido e pelos principais aliados.

A carta reforça a comparação ao listar outros líderes que atuaram do exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Edmundo González e María Corina Machado. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, escreveu Flávio.

O apoio de Washington, decisivo no caso venezuelano, até agora se limitou à acolhida em território americano pelo governo Trump.

Passaportes e inquérito

A carta também ataca o ministro Alexandre de Moraes, sem citá-lo nominalmente. Flávio diz que, “sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral”, o juiz “pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime”.

Moraes determinou que o senador entregasse os passaportes à Polícia Federal, no âmbito de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Na terça-feira (27), a PF cancelou os passaportes comum e diplomático do senador, que já havia deixado o país.

“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime”, afirma Flávio no texto.

Recado aos aliados

No trecho final, Flávio se dirige a senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger e cita o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à presidência do Senado. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer”, escreveu.

Ele promete se dirigir regularmente à população e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição “por todos os meios pacíficos e legítimos”. O mandato de Flávio no Senado termina em fevereiro de 2027.

Governo reforçará investigações de violência política no segundo turno

Logo Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) que vai reforçar os processos de investigação de casos envolvendo violência política ocorridos no último fim de semana no país. Ao todo, foram contabilizados 45 episódios, incluindo 10 homicídios, atribuídos à intolerância por posição eleitoral.

As agressões foram registradas entre o último sábado (24) e a noite de domingo (25), após a proclamação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que deu vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL).

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Os detalhes foram apresentados pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e por integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta.

"Não haverá impunidade nesses casos. Isso é inadmissível. Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para o cometimento de crimes, para agressões. Não pode ser pretexto para assassinatos", afirmou Boulos.

Os casos contabilizados pelo governo federal incluem 47 vítimas:

  • 10 vítimas fatais de violência, sendo três indígenas;
  • sete de atropelamentos intencionais;
  • 14 de agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos;
  • cinco de disparos e atentados com armas de fogo;
  • cinco de violência e coação contra povos indígenas;
  • seis de abusos de autoridade e violência policial.

Todas essas denúncias, de acordo com o ministro, teriam como vítimas apoiadores do presidente Lula, e os autores seriam apoiadores e partidários do candidato derrotado Flávio Bolsonaro.

Os estados que lideram o número de ocorrências são Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.

As medidas anunciadas pelo governo para dar andamento à apuração de todos os casos incluem a abertura de inquéritos pela Polícia Federal (PF) para crimes de violência política de gênero, crimes eleitorais e violação de direitos humanos.

Também estão previstos o encaminhamento de denúncias à Procuradoria Geral da República (PGR) e o acionamento das corregedorias estaduais das Polícias Militares e Civis e dos Ministérios Públicos dos estados, quando os crimes envolvem policiais.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Públia, Ademar Borges, descreveu que as ocorrências são crimes de naturezas diversas.

"Alguns são crimes eleitorais e alguns envolvem violência política de gênero, que serão investigados pela PF. Já há dezenas de inquéritos instaurados e estamos apurando todas as denúncias. Há casos que envolvem racismo, violência comum, casos de homicídio, violência física, lesão corporal", enumerou.

A pasta também prometeu combater a violência praticada no ambiente digital, fazendo cumprir o Marco Civil da Internet. O decreto determina obrigações para que as plataformas de redes sociais retirem, por conta própria, independentemente de notificação, os conteúdos que envolvem crimes graves, como violações ao Estado Democrático de Direito, violência contra a mulher, xenofobia, discriminação e discursos de ódio.

"Esses crimes estão no rol de crimes especialmente graves, que constam do decreto presidencial, em relação aos quais as plataformas têm o dever de cuidado, de retirar de circulação e evitar falha sistêmica nesse contexto. Essas falhas geram responsabilidade civil das plataformas", acrescentou Borges.

Violência política

Entre os casos de maior repercussão, está o ataque contra a vereadora de Montes Claros (MG) Iara Pimentel (PT), atingida no rosto por um objeto durante ato político realizado na noite de sábado. Ela ficou inconsciente e teve que deixar o local em uma ambulância do Samu. Segundo o relato, o carro de som em que estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos, atirados por apoiadores de Bolsonaro.

Em outro episódio, Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, morreu na segunda-feira (26), depois de ser atropelado na noite de domingo durante as comemorações pela vitória de Lula.

Segundo a Gazeta do Paraná, que noticiou o fato, um motorista embriagado avançou contra um bloqueio policial e atingiu quatro homens. A vítima sofreu traumatismo craniano grave. O motorista foi preso e o teste do bafômetro indicou 0,67 mg de álcool por litro de ar expelido.

Ainda no Paraná, uma pesquisadora identificada como Renata Kempf foi detida na noite de domingo durante uma comemoração pró-Lula, em frente a um bar universitário no centro da cidade. Participantes denunciaram uso excessivo da força policial.

Em Santos, o engenheiro Marcelo de Oliveira da Rocha, de 30 anos, morreu no domingo, depois de ser espancado na madrugada de sábado. Ele voltava de um ato político e usava adesivo de apoio a Lula. A Polícia Civil trata o caso como latrocínio, roubo seguido de morte; a motivação política ainda não está comprovada.

Outra suspeita envolve um suposto envenenamento da água no território dos Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, após as eleições presidenciais. A denúncia foi feita pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pela deputada federal Célia Xabriabá (PSOL-MG).

Em um áudio no aplicativo WhatsApp, um dos envolvidos teria dito que é preciso “matar essas praga [sic] pela água”.

‘Marina de Portimão’ eleita Melhor Marina do Sul da Europa nos World Luxury Travel Awards 2026

28 October 2026 at 20:19

A Marina de Portimão® foi distinguida, pelo segundo ano consecutivo, como Melhor Marina do Sul da Europa nos prestigiados World Luxury Travel Awards 2026, uma das mais relevantes distinções internacionais no setor do turismo de luxo. A cerimónia de entrega dos prémios decorreu em Bucareste, na Roménia, reunindo os principais representantes da indústria mundial das […]

US ambassador suggests Trump could blame Canada if midterms don’t go his way

Pete Hoekstra, controversial US ambassador to Canada, has also accused Canadian officials of interfering in US elections

The US ambassador has suggested Canada could be blamed if Republicans perform poorly in next week’s midterm elections, the latest intervention from a controversial figure who has been accused of inflaming a bitter dispute that has angered and baffled residents of both countries.

On Wednesday, CTV news reported that Pete Hoekstra told business leaders at a closed door meeting that if a number of swing races – including Maine and Michigan – go to the Democrats, it could make things harder for Canada because Donald Trump might try to blame the loss on it.

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© Photograph: Canadian Press/Shutterstock

© Photograph: Canadian Press/Shutterstock

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Britain’s New Budget Exposes the Economic Cost of War and the Limits of Fiscal Flexibility

28 October 2026 at 20:12

Chancellor John Healey has unveiled emergency household support, higher taxes on banks and new defence commitments as the Middle East conflict puts renewed pressure on Britain’s economy. Behind the immediate relief measures lies a difficult calculation over growth, public spending and national security.

Britain’s government has attempted to reconcile rising energy prices, constrained public finances and growing defence obligations in a Budget that illustrates how international conflicts are reshaping domestic economic policy.

Presenting his first Budget on 28 October, Chancellor of the Exchequer John Healey announced a £100 energy payment for millions of households, an extension of electricity VAT relief and additional measures intended to support businesses facing rising operating costs.

The package comes as Prime Minister Andy Burnham’s administration confronts the economic consequences of the conflict in the Middle East, alongside continuing financial commitments arising from Russia’s war against Ukraine.

The central difficulty is that Britain must simultaneously protect household purchasing power, support economic growth and finance a more expensive security environment, without allowing government borrowing to expand beyond its fiscal targets.

Energy prices dictate economic policy

The most immediate measures concern energy.

Under the Treasury’s Budget proposals, up to 20 million households in England occupying properties in Council Tax bands A to D will receive a £100 payment from January 2027.

The government has allocated £2.6 billion for the programme, including corresponding funding arrangements for the devolved administrations.

The temporary reduction in VAT on domestic electricity will also remain in place until July 2027, a measure expected to reduce the annual Ofgem price cap by approximately £50 in April.

Meanwhile, the Chancellor announced plans to remove standing charges from domestic gas bills, transferring fixed costs into consumption-based charges.

Although the government estimates that the change could benefit a majority of households, its distributional effects will depend on individual consumption. Lower gas users may benefit differently from households with substantial heating requirements.

The measures demonstrate how energy prices have become a direct constraint on fiscal policymaking.

Britain’s exposure to internationally traded gas means that disruptions originating outside Europe can quickly influence domestic prices, regardless of the source of individual energy supplies.

Banks and businesses face different treatment

Rather than introduce broad increases in personal taxation, the government has chosen targeted revenue measures.

The Bank Corporation Tax Surcharge will temporarily increase from 3 to 6 per cent between January 2027 and March 2028, helping finance household energy support.

The government has also announced changes to gambling taxation intended to fund assistance for smaller businesses in retail, hospitality and leisure.

Fuel duty will remain frozen until July 2027, extending a policy intended to limit motoring and transport costs.

These decisions reflect competing pressures.

Households and smaller businesses require relief from higher costs, while the Treasury must demonstrate that its spending commitments remain consistent with fiscal discipline.

The distribution of the tax burden is therefore becoming an important political question, particularly when the government is simultaneously seeking private investment to stimulate growth.

Growth forecasts reveal limited room for manoeuvre

The latest forecasts from the Office for Budget Responsibility offer little prospect of rapid economic expansion.

According to figures published alongside the Budget, British GDP is expected to grow by 1.2 per cent in 2026 and just 1 per cent in 2027.

Inflation is forecast to peak at 3.8 per cent in the first quarter of 2027 before gradually returning towards the Bank of England’s 2 per cent target.

The Chancellor’s fiscal headroom — the margin available before the government’s borrowing rules would be breached — has narrowed to approximately £15 billion in 2029–30.

This creates an unusually difficult environment for policymaking.

Further economic disruption could reduce tax receipts or increase spending demands, leaving the Treasury with limited capacity to respond without revising its plans.

Defence spending enters the fiscal equation

The Budget also places national security increasingly within the government’s wider industrial strategy.

Britain remains committed to reaching defence spending equivalent to 3.5 per cent of GDP by 2035, with an interim target of 3 per cent in 2030.

The government has announced plans for the National Wealth Fund and British Business Bank to deploy up to £5 billion over four years into defence, dual-use technologies and other sectors supporting national security.

It has also committed an additional £500 million to support Ukrainian air defences during the coming winter.

These measures extend beyond immediate military procurement.

They seek to strengthen domestic industrial capacity, encourage private investment and establish supply chains capable of sustaining higher defence expenditure.

However, the precise financing arrangements for Britain’s longer-term NATO commitments are to be determined at the next spending review.

A European problem without a common fiscal solution

Britain’s predicament closely resembles that confronting European Union governments.

Across Europe, policymakers are attempting to finance defence modernisation and energy security while maintaining social expenditure and industrial competitiveness.

The difference lies partly in the institutional frameworks within which those decisions are made.

EU governments operate under European fiscal rules, while Britain sets its own borrowing and debt targets. Nevertheless, all face the same underlying pressures from energy markets, interest rates and international security commitments.

For British businesses trading with the European Union, the effects of energy costs and industrial investment policies on either side of the Channel will remain particularly significant.

The October Budget consequently represents more than an exercise in temporary household assistance.

It exposes the difficulty of sustaining public services, improving competitiveness and responding to geopolitical instability when economic growth is modest and available fiscal resources are limited.

Whether the measures provide lasting relief will depend less on the immediate payments announced by the Chancellor than on the course of energy prices, inflation and economic growth over the coming year.

Budget 2026: Healey hikes taxes on banks and landlords to fund £100 handouts to 20m households

Few surprises as chancellor uses low-key speech blaming ‘global economic storms’ for stoking energy prices and cost of living crisis

John Healey raised taxes on banks and landlords to fund a £100 winter handout for 20 million families as official forecasts made clear there is no end in sight for the cost of living crisis.

In his first budget, the chancellor blamed “global economic storms” for the grim outlook, as the war in Iran drives up oil and gas prices.

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© Photograph: House of Commons/AFP/Getty Images

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Câmara de SP aprova análise de impeachment contra Ricardo Nunes

28 October 2026 at 20:38

Foi aprovada nesta quarta-feira (28), na Câmara Municipal de São Paulo, a instalação de uma Comissão Especial para analisar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A denúncia foi protocolada no domingo (25) pelos vereadores Amanda Paschoal (PSOL-SP), Celso Giannazi (PSOL-SP) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL-SP) por “infrações político-administrativas e crimes de responsabilidade”.

A vereadora argumenta que Nunes descumpriu a ordem judicial da 1ª Zona Eleitoral em disponibilizar 100% da frota dos ônibus municipais para o pleito do segundo turno. Ela argumenta que 30% da frota de ônibus ficou retida nas garagens, prejudicando o deslocamento dos eleitores pela cidade.

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As denúncias se baseiam no artigo 73 da Lei Orgânica do Município e no Decreto-Lei nº 201/1967, por “antentar” contra a probidade administrativa e o cumprimento de decisões judiciais.

Paschoal também aponta para o assédio eleitoral e abuso de poder cometido pelo prefeito contra servidores comissionados da Prefeitura. Os pedidos, conforme expõe a denúncia, eram acompanhados de ameaças de exoneração para trabalharem em atos de campanha política.

À CNN Brasil, Paschoal disse que espera apoio popular para o prosseguimento da Comissão. Conforme levantamento feito pela reportagem, foram marcados três atos pedindo o impeachment de Ricardo Nunes. Um desses atos acontece ainda nesta quarta-feira, em frente à Prefeitura, enquantos os outros dois serão na Praça Roosevelt e no Largo da Batata para a próxima sexta-feira (30) e o próximo sábado (31).

“Espero que nós consigamos, através da pressão popular, da ocupação das ruas, tanto na prefeitura, ter uma melhor analise [do pedido de impeachment]”, disse Paschoal.

A comissão de sete vereadores começará os trabalhos na quinta-feira (29) e, segundo o regimento interno da Câmara dos Vereadores, o pedido de impeachment deve ser lido na sessão subsequente à denúncia e ser despachada avaliação da comissão especial, composta por Luana Alves (PSOL), Rubinho Nunes (União Brasil), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Major Palumbo (PP), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB).

O parecer de admissibilidade do pedido terá de ser expedido pela comissão em até dez dias. Caso seja admitido, precisará ser votado em plenário para avançar. Caso contrário, será arquivado.

Lula assegura a Hugo e Alcolumbre apoio à reeleição na Câmara e Senado

28 October 2026 at 20:29

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assegurou aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), que a base do governo irá apoiar suas reeleições no Congresso Nacional no ano que vem.

O aceno aconteceu, de acordo com fontes na articulação política do Palácio do Planalto, no encontro de Lula com Hugo e Davi na última segunda-feira (26).

A decisão já era esperada após a aliança entre o presidente e os parlamentares para as eleições. Lula acenou a Hugo e Alcolumbre nas disputas locais na Paraíba e Amapá; em troca, os chefes do Poder Legislativo aceleraram a tramitação de pautas de interesse do petista e de sua reeleição, como o fim da jornada 6×1.

O avanço da direita no Congresso Nacional após o primeiro turno tratou de aproximar ainda mais Lula e os presidentes das casas legislativas.

A reeleição dos presidentes na Câmara e no Senado é uma das principais apostas do governo federal para fazer frente ao avanço da oposição no Legislativo. A avaliação é de que Hugo e Alcolumbre garantiriam moderação à pauta de um Congresso de maioria conservadora.

Alcolumbre e Hugo devem enfrentar parlamentares da direita na tentativa de reeleição. No Senado, Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) acenam com candidatura; na Câmara, cogita-se na oposição o nome de Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ).

Articuladores apontam que Hugo e Alcolumbre podem congregar o apoio do governo ao Centrão e bater a direta na disputa pelas mesas diretoras.

Governo diz acompanhar 45 casos de violência política nas eleições de 2026

28 October 2026 at 20:21

O governo federal afirma que está acompanhando a investigação de 45 casos de violência política registrados desde sábado (24), véspera do segundo turno da eleição, até esta terça-feira (27). Entre os crimes investigados, estão abuso de autoridade, lesão corporal e até homicídios.

Os detalhes dos casos em investigação foram divulgados em coletiva de imprensa, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta quarta-feira (28), em que o governo federal também anunciou iniciativas para prevenir e combater a violência política no país.

As informações foram compartilhadas pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que cobrou a punição dos responsáveis. “Isso não cabe na democracia. Isso é próprio de barbárie. Isso não pode ficar impune e não ficará impune”, disse.

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De sábado até o momento, foram contabilizados 45 casos de violência e atentado, resultando em dez mortes, sendo três indígenas. Há registros de agressões físicas, ataques com objetos, disparos e atropelamento, além de episódios de abuso de autoridade e violência policial.

Os crimes suspeitos foram registrados principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Segundo o Ministério da Justiça, investigações serão concentradas em âmbito federal, com a participação da Polícia Federal nos inquéritos e apuração centralizada no Ministério Público Federal.

Denúncias no ambiente digital

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ademar Borges, citou também casos de assédio eleitoral no trabalho e violência no ambiente digital envolvendo intolerância política.

Segundo ele, o governo está monitorando o cumprimento por parte das plataformas de redes sociais das exigências definidas no Marco Civil da Internet. A legislação atual estabelece que as plataformas removam do ar postagens criminosas, sem a necessidade de serem notificadas, sob pena de serem responsabilizadas.

Sobre os casos de abubso de autoridade e abuso policial contra apoiadores de Lula, o governo afirma  que irá aguardar a conclusão das investigações internas nas corregedorias policiais responsáveis, mas que enviou ofícios aos órgaos informando que o governo federal irá acompanhar o trabalho de apuração.

Reeleição de Lula ultrapassa fronteiras e mobiliza o “L” em países europeus

28 October 2026 at 20:11

Ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no último domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou um paradigma: tornou-se o primeiro candidato ao Planalto a terminar o primeiro turno da eleição atrás de seu adversário e, ainda assim, superá-lo na segunda rodada do pleito.

Lula garantiu um inédito quarto mandato como presidente ao receber 64.256.232 de votos (51,79% dos válidos). Ao mesmo tempo, seu oponente obteve 59.826.041 (48,21% dos válidos). Na primeira etapa da eleição, no entanto, Flávio havia conquistado 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.

Para especialistas ouvidos pela CNN Brasil, o triunfo de Lula é resultado de uma mobilização civil há muito tempo não vista no campo progressista no país.

De acordo com o cientista político Rafael Cortez, em alguma medida, “a esquerda, quando encontrou a melhor maneira de se organizar, ou lidar com redes sociais e o potencial de mobilização que tem, conseguiu se mobilizar e ir para as ruas depois de um longo período em que as ruas pareciam não ser mais domínio progressista no Brasil“.

A jornalistas, o próprio presidente Lula afirmou que, no segundo turno, “a população assumiu a responsabilidade de dizer que a eleição é uma coisa de quem se preocupa com o país“. Segundo aliados do petista, ele mesmo teria se surpreendido com as mobilizações “orgânicas” que ocorreram nas últimas semanas de campanha.

A reeleição do petista vai na contramão do que acontece na América do Sul, que elegeu nomes da direita como Javier Milei, na Argentina, Santiago Peña, no Paraguai, e Rodrigo Paz, na Bolívia. Ainda segundo Cortez, por essas razões, a vitória de Lula “ultrapassa as fronteiras internacionais“.

“Isso tem a ver com esse problema em comum que as democracias contemporâneas e o setor progressista, em particular, estão enfrentando, e além do fato da vitória do Lula representar uma resistência ao trumpismo, sobretudo pensando no contexto da América do Sul e América Latina“, explica.

O cientista político Mauricio Santoro, colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha, corrobora a ideia no que diz respeito ao impacto internacional da eleição brasileira: “Diante de uma crise global da democracia, o Brasil foi um dos poucos países em que a extrema-direita foi derrotada nas urnas”.

“Neste ano, isso só aconteceu na Hungria e na Sérvia, mas que não têm a mesma expressão política e econômica do Brasil, que é uma das dez maiores economias do mundo“, emendou.

A partir das proporções que tomaram os atos públicos e manifestações realizadas no Brasil em prol de Lula e do ineditismo da virada, líderes políticos internacionais passaram a adotar o sinal do “L”, feito com as mãos e utilizado por manifestantes e eleitores para demonstrar apoio ao candidato petista.

A catalã Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona e ativista social, compartilhou nas redes sociais, pouco depois do resultado do segundo turno, um vídeo em que pede para que apoiadores “façam o L”.

Em ato na cidade espanhola, ela declarou: “Vamos levantar o braço com o L de Lula, pela esperança, Palestina livre, por Lula no Brasil, pela esperança e pela Frente Ampla no dia 29 de novembro. Vamos ganhar, companheiras!”.

Na avaliação do professor de Relações Internacionais da ESPM Gunther Rudtiz, “o gesto de ‘fazer o L’ ultrapassou seu significado original de apoio a Lula e começou a funcionar como um símbolo de identificação política internacional. Entretanto, mais importante que o símbolo, é a experiência de mobilização eleitoral brasileira”.

“A campanha mostrou a capacidade de combinar mobilização da sociedade civil, manifestações de rua e utilização intensiva das redes sociais para ampliar o engajamento político. Essa combinação despertou interesse de movimentos europeus que enfrentam desafios eleitorais semelhantes, especialmente na Espanha e na França“, completou.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, usou as redes sociais para exaltar a vitória de Lula: “Grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar!”, escreveu.

¡Gran victoria de @LulaOficial! Lo que ha pasado en Brasil, pasará en España. La remontada del progresismo global acaba de comenzar.

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 26, 2026

O presidente francês, Emmanuel Macron, seguiu os passos do colega espanhol: “A França e o Brasil têm muito a construir juntos. Diante dos grandes desafios do nosso tempo, reforcemos nossa parceria estratégica e façamos viver a amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo“, registrou.

Toutes mes félicitations @LulaOficial pour ta réélection. La France et le Brésil ont beaucoup à construire ensemble. Face aux grands défis de notre temps, renforçons notre partenariat stratégique et faisons vivre l’amitié entre nos deux pays au service d’un monde plus juste.

— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 26, 2026

Gunther ressalta também a dimensão do papel do Brasil no contexto global: “Estamos falando de uma das maiores democracias do mundo, e o resultado de uma eleição presidencial brasileira tem repercussões que ultrapassam a América Latina. A vitória de Lula ganha ainda mais significado por ocorrer em um contexto internacional de crescente polarização política“.

No entanto, ele ressalta que “cada país tem suas próprias condições políticas, econômicas e sociais”.

“O que o resultado brasileiro oferece, neste momento, é uma referência política e uma experiência de mobilização que outros movimentos podem tentar adaptar às suas realidades“, concluiu.

 

To Confuse Voters, Mary Peltola's Campaign Recruited a Second Dan Sullivan

28 October 2026 at 19:06
Mary Peltola | Tom Williams/CQ Roll Call/Newscom

Perceptive citizens of the great state of Alaska may have noticed that there are two Senate candidates on the ballot named Dan Sullivan: the incumbent, Republican Sen. Dan S. Sullivan, and Dan J. Sullivan, a completely unknown person who is not actively campaigning for the seat.

The intention seemed obvious: The false Sullivan is trying to siphon off some votes from the real Sullivan in hopes of benefiting the actual challenger, Democratic candidate Mary Peltola. But while it was clear who stood to gain from this scheme, how this had all been arranged remained unclear. Until now.

The rumors are apparently true: Political strategists working closely with the Peltola campaign and the Democratic Senatorial Campaign Committee (DSCC) explicitly recruited the other Sullivan, according to bombshell reporting by The New York Times. All deny any involvement, but the Times has them dead to rights:

The Times has found, based on interviews and text messages, along with documents prepared for a potential lawsuit against the campaign, that not only did Ms. Peltola's team work with people trying to recruit Mr. Sullivan to run for Senate, but the effort was much broader. The group worked to coax other would-be spoilers into the race, to dilute the incumbent's support and help catapult the Democrat to victory.

The campaign consulted with Jerid Kurtz, a Democratic operative, to find and recruit Sullivan, a retired teacher. Kurtz went so far as to fly to Sullivan's remote Alaskan village and personally convince him to run. Sullivan said he "didn't have any interest in being a politician," but loathed President Donald Trump and was eager to help Democrats win the Senate.

Elisa Rios, Peltola's former campaign manager, willingly admitted all this to the Times, claiming that voters deserved to know the truth; reading between the lines, it seems like she's a disgruntled former employee. However, she reconsidered before publication and asked the Times to disregard her interview. The Times quite reasonably declined. In any case, numerous other staffers confirmed her story.

Trump's Justice Department has filed suit, claiming that the other Sullivan's presence on the ballot would render the election illegitimate if Peltola wins. It seems unlikely the administration will win that argument, and these sorts of tactics are nothing new.

They are still quite contemptible, however. Peltola, who was well aware of the scheme, is trying to trick the people of Alaska into voting for the wrong person so that she's more likely to win. Maybe that's not quite so despicable as Vivek Ramaswamy's ad about Amy Acton, but it's just as dastardly—and much more likely to damage the integrity of the election. Ramaswamy's actions generated significant bipartisan backlash; will Democrats who claim that democracy itself is on the ballot speak up and denounce this?

The post To Confuse Voters, Mary Peltola's Campaign Recruited a Second Dan Sullivan appeared first on Reason Magazine.

Democrat Mary Peltola’s campaign reportedly recruited second Dan Sullivan in Alaska Senate race

28 October 2026 at 19:48

Republicans have condemned the presence of two Dan Sullivans on the ballot, calling it a ploy to split votes

Alaska Democrat Mary Peltola’s campaign was behind an effort to recruit a challenger with almost the same name as the Republican US senator Dan Sullivan, both of whom will appear on the ballot in next week’s midterm elections, the New York Times reported on Wednesday.

Republicans have condemned the presence in the race of two candidates named Dan Sullivan – one the two-term US senator, the second a retiree living in south-eastern Alaska with scant political experience – calling the newcomer a ploy by Democrats to cost the incumbent re-election by splitting his supporters.

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© Composite: AP, Bloomberg, Abaca, Getty Images

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