❌

Normal view

Kadora atribui quatro bolsas de alojamento a estudantes em Portugal e Espanha

28 October 2026 at 22:10

O grupo de residências universitárias Kadora atribuiu quatro bolsas de alojamento a estudantes do ensino superior em Portugal e Espanha para o ano académico 2026/2027, anunciou hoje a empresa em comunicado.

O programa, lançado este ano pela primeira vez, contempla três bolsas de alojamento no valor individual superior a 10.000 euros (num apoio conjunto de mais de 30.000 euros), atribuídas através de concurso interno. Uma destas bolsas destina-se à cidade do Porto e as restantes duas a residências em Espanha.

A quarta bolsa foi desenvolvida em parceria com a organização não governamental espanhola Periodistas Solidarios e assegura alojamento e alimentação completa na residência da Kadora em Sevilha durante um ano letivo.

A iniciativa surge “num contexto em que a habitação jovem volta a estar no centro da discussão pública”, numa altura em que escasseiam as soluções de alojamento acessível para estudantes universitários.

Segundo dados do Relatório sobre o Alojamento Estudantil em Portugal 2026, da consultora Cushman & Wakefield, citados pela empresa, apenas 7% dos estudantes do ensino superior no país têm acesso a camas em alojamento estudantil especializado, uma taxa que atinge os 10% no Porto.

“Não encaramos esta iniciativa como uma ação isolada, mas como uma forma concreta de colocar os estudantes no centro das nossas decisões”, salienta João Teixeira, diretor das residências Kadora Porto, citado na nota de imprensa.

No Porto, o grupo opera duas residências universitárias no polo da Asprela — Campus Street e Polo Universitário —, com uma capacidade combinada de 1.245 camas.

Com presença em Portugal, Espanha e Itália, a Kadora gere atualmente oito unidades e mais de 4.000 camas distribuídas pelas cidades do Porto, Barcelona, Granada, Sevilha, Saragoça e Turim.

Cegid e Católica Porto SBE lançam programa executivo de liderança

28 October 2026 at 22:07

A Cegid e a Católica Porto School of Business and Economics (SBE) têm candidaturas abertas para a primeira edição do programa “Liderança e Human Skills – Capacitação para Liderança”, uma formação executiva 100% online que arranca em novembro.

O programa, que resulta da primeira parceria entre a Cegid Academy e a Católica Porto SBE, é limitado a 20 vagas e será lecionado através da plataforma My Learning da Cegid Academy, com certificação conjunta das duas instituições.

Dirigido a profissionais com responsabilidades de liderança ou com potencial de progressão para funções de gestão, o curso combina competências técnicas e comportamentais e visa responder à evolução das funções, dos modelos de trabalho e das necessidades do mercado.

Os conteúdos foram desenvolvidos pela Católica Porto SBE e a componente letiva desta edição ficará a cargo do professor catedrático Arménio Rego, especialista em liderança e gestão de pessoas.

Em comunicado, a diretora da Cegid Academy na Ibéria e África, Susana Teixeira, refere que o programa está alinhado com a estratégia da academia de “contribuir para a formação e para o desenvolvimento das pessoas e das organizações”.

“Investir nas competências dos profissionais, oferecendo-lhes um mindset e ferramentas de excelência, é fundamental para a sustentabilidade dos negócios, preparando-os para responder aos seus desafios atuais e futuros”, sublinha.

O diretor de Formação Executiva da Católica Porto SBE, Carlos Vieira, considera que “num contexto empresarial em constante transformação, é essencial desenvolver soluções de formação que respondam às necessidades reais das organizações”.

“Esta parceria com a Cegid permite aproximar o conhecimento académico da prática empresarial, especialmente num setor de elevada evolução tecnológica, reforçando a nossa aposta em programas relevantes, atuais e alinhados com os desafios do tecido empresarial”, afirma.

A Cegid é um grupo europeu especializado em soluções de gestão empresarial na cloud para as áreas financeira, de recursos humanos e de retalho, e conta com mais de 5.000 colaboradores e mais de um milhão de clientes em 130 países.

Afastamentos por vício em jogos cresceram 5 vezes em três anos

28 October 2026 at 21:16

Logo Agência Brasil

O número de trabalhadores brasileiros afastados temporariamente do trabalho por causa de transtorno associado ao vício de jogo aumentou cinco vezes entre 2023 e 2025. O dado é do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A análise considerou os benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que tinham o código de doença relacionado à ludopatia, que é o comportamento compulsivo de jogar. Essa compulsão se refere a qualquer tipo de jogo, mas a maioria dos casos está relacionada às apostas online.

Notícias relacionadas:

Em 2023, 67 pessoas com a doença foram afastadas do trabalho. Em 2024, o número subiu para 157 e em 2025 alcançou 361. De acordo com os dados, a maioria desses trabalhadores era homem (71%) e na faixa etária entre 30 e 39 anos (44,1%).

Fim das bets

Nos últimos anos, o vício em jogos em plataformas de apostas online, conhecidas como bets, foi responsável por uma verdadeira epidemia de saúde pública e empobrecimento da população.

Em 25 de setembro deste ano, o governo federal proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas online no país.

*Com informações do Ministério do Trabalho em Emprego 
 

Ex-ministra Mendes Godinho vai ser diretora de emprego e assuntos sociais da OCDE

28 October 2026 at 14:36

Ana Mendes Godinho, ex-ministra do Trabalho, vai assumir a Direção de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económica (OCDE), adiantou a própria ao ECO. A ex-governante venceu um concurso internacional, no qual participaram mais de 130 candidatos de quase 30 países.

“É um desafio enorme no contexto de mudança que estamos a viver no mundo do trabalho e em que a OCDE pode ser um organismo fundamental de apoio aos países“, sublinha Ana Mendes Godinho.

“É também um orgulho, porque reflete o reconhecimento por tudo o que foi feito em Portugal, nomeadamente durante a pandemia”, acrescenta a mesma.

Mendes Godinho foi ministra do Trabalho entre 2019 e 2024, tendo sido um dos principais rostos da estratégia do Governo de António Costa em resposta ao impacto da pandemia de Covid-19 na economia nacional. Foi sob a sua liderança que se desenvolverem medidas que se viriam a tornar emblemáticas, como o lay-off simplificado, que ajudou as empresas a segurarem o emprego apesar dos confinamentos.

Foi também uma das protagonistas da Agenda do Trabalho Digno, a reforma laboral levada a cabo pelo Governo socialista, que, nomeadamente, regulou o trabalho nas plataformas digitais e criminalizou o trabalho não declarado, além de ter posto um travão ao outsourcing para as empresas que avancem com despedimentos coletivos.

Ao ECO, Mendes Godinho realça que este novo cargo “é a possibilidade de dar o meu contributo a nível internacional”. Em janeiro, passará a viver em Paris, França, onde fica a sede da OCDE. “É uma grande mudança, um grande desafio”, afirma.

A direção que passará a liderar tem intervenção na definição e acompanhamento das políticas públicas de emprego, proteção social, qualificações, migrações e saúde. É também responsável por publicações como o “OECD Employment Outlook”, que é um dos principais relatórios internacionais sobre a evolução dos mercados de trabalho e os salários.

Atualmente, Mendes Godinho está a desempenhar as funções de diretora de Estratégia de Turismo da Universidade Nova de Lisboa. Antes, protagonizou a candidatura do PS à Câmara de Sintra nas Autárquicas de 2025.

Revestimentos naturais substituem plásticos de origem fóssil em embalagens

28 October 2026 at 12:46
revestimentos

O Centro de Engenharia Biológica da UMinho (CEB) desenvolveu revestimentos naturais que melhoram a resistência do papel, permitindo criar embalagens capazes de substituir plásticos de origem fóssil.

Estas soluções melhoram o desempenho dos materiais celulósicos, tornando-os mais aptos para aplicações que exigem proteção contra humidade, gorduras ou gases.

O trabalho integrou o Projeto From Fossil to Forest, que reuniu entidades do sistema científico e tecnológico e empresas do setor para criar embalagens e produtos à base de celulose — o biopolímero natural mais abundante do planeta —, promovendo alternativas renováveis e de menor impacto ambiental.

O CEB explica que para alcançar este objetivo, foram concebidos e caracterizados diferentes revestimentos biopoliméricos, cuja aplicação foi inicialmente testada à escala laboratorial nas suas instalações. Posteriormente, as soluções mais promissoras foram validadas em escala piloto e industrial, permitindo demonstrar a sua viabilidade em contexto produtivo.

“Esta transição da investigação laboratorial para a aplicação industrial constituiu uma das etapas mais relevantes do Pacto de Inovação”, afirma a instituição, revelando também que o processo envolveu a adaptação e otimização das formulações desenvolvidas para assegurar o seu desempenho ao longo das diferentes fases de produção, incluindo em condições reais de fabrico.

As novas soluções vão contribuir para a redução da dependência de matérias-primas fósseis e ajudar a diminuir a pegada carbónica associada às embalagens, promover modelos de economia circular e reduzir a acumulação de resíduos plásticos no ambiente.

De referir ainda o alinhamento do From Fossil to Forest com os objetivos do European Green Deal, apoiando uma bioeconomia assente em recursos renováveis.

O trabalho permitiu a obtenção de protótipos funcionais e deu origem a resultados com potencial de valorização tecnológica.

Entre os avanços alcançados, destaca-se a preparação de um pedido de patente associado a uma formulação de revestimento desenvolvida pela UMinho, bem como a produção de novos conhecimentos científicos que darão origem a publicações especializadas.

A longo prazo, os resultados obtidos no âmbito do projeto poderão acelerar a adoção de soluções de embalagem mais sustentáveis em diversos setores industriais, contribuindo para reduzir a utilização de plásticos convencionais sem comprometer o desempenho dos materiais.

Que profissão ganha mais? Esta plataforma ajuda a comparar salários e perspetivas de carreira

28 October 2026 at 06:33

Depois de dois anos a acelerar a requalificação dos trabalhadores portugueses e a fazer a ponte entre estes e as vagas de emprego disponíveis no mercado, a plataforma gratuita New Career Network (NCN) entra agora numa nova fase. Passa a apoiar também a fase de reflexão sobre uma potencial mudança de carreira, disponibilizando dados que permitem comparar salários entre funções e perspetivas profissionais.

“Nos últimos dois anos, passaram pela NCN cerca de 340 mil pessoas, das quais cerca de 47 mil foram orientadas para formações de elevada empregabilidade ou oportunidade de emprego“, começa por realçar Carla Sousa, manager desta plataforma, em conversa com o ECO.

“É um número que nos orgulha bastante“, assinala a responsável. Lançada em outubro de 2024, a NCN tem tido, até aqui, duas grandes funções. Por um lado, disponibiliza um catálogo de cursos com empregabilidade mínima de 70%, ajudando a acelerar a requalificação dos portugueses. E, por outro, reúne as vagas de emprego disponíveis no mercado de trabalho.

A partir de agora, soma uma nova funcionalidade: passa a apoiar quem está “ainda na fase de reflexão”, com dados que permitem perceber se quer mesmo mudar de carreira e quais as hipóteses “são válidas” para si, salienta Carla Sousa. Isto porque a Fundação Belmiro de Azevedo decidiu juntar-se a este projeto, como parceira estratégica, trazendo consigo os dados da Brighter Future sobre salários médios, procura por profissão, número de trabalhadores, qualificações mais frequentes, presença de jovens em cada atividade e diferenças regionais.

“Os dados estão disponíveis em contínuo. Qualquer um de nós pode ir à plataforma e aceder diretamente aos dados. Permite perceber, por exemplo, quais são os setores em que a procura é grande ou reduzida, se está a aumentar ou a cair. Para que as pessoas tomem a decisão com uma perceção de risco”, explica a manager.

Temos também informação sobre salários e há surpresas. Por exemplo, o curso de técnico de redes permite um salário médio de 2.200 euros. Em comparação, um fisioterapeuta, ao qual se exige uma licenciatura, tem um ordenado médio abaixo dos 1.500 euros.

Carla Sousa

Manager da NCN

“Temos também informação sobre salários e há surpresas. Por exemplo, o curso de técnico de redes permite um salário médio de 2.200 euros. Em comparação, um fisioterapeuta, ao qual se exige uma licenciatura, tem um ordenado médio abaixo dos 1.500 euros”, destaca Carla Sousa.

A responsável avança ao ECO também que a intenção é que, até ao final do ano, a NCN tenha uma funcionalidade que permita também o acesso personalizado a essa informação, sendo que, por agora, é possível encontrar estes dados diretamente na plataforma, sem que seja necessária criar um perfil.

80 cursos e oito mil vagas de emprego

Carla Sousa é manager da New Career Network (NCN)

Quando foi lançada no outono de 2024, a NCN contava com 30 cursos de requalificação, em diferentes áreas, do digital à agricultura, passando pela indústria. Hoje, a oferta formativa é bem mais expressiva: “Temos à data de hoje mais de 80 cursos de 20 escolas parceiras“, adianta Carla Sousa.

Todos os programas, garante a mesma, são em áreas com elevada procura (da indústria à saúde) e com empregabilidade mínima de 70%. A maioria é pago, mas há também opções gratuitas (40% dos cursos).

No momento do lançamento, a NCN tinha sinalizado ao ECO a vontade de aprofundar a relação com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Carla Sousa adianta agora que a entrada da Fundação Belmiro de Azevedo servirá também para retomar esse tema.

Quanto às vagas de emprego, a plataforma registava em torno de duas dezenas de oportunidades, no momento de lançamento. Hoje, adianta a manager, há oito mil vagas registadas em empresas de referência e recrutadoras, como Adecco, Randstad, Sonae, Manpower, CUF e EDP.

Do ponto de vista do perfil, cerca de um terço dos nossos utilizadores tem licenciatura. Esse é o nível predominante. Seguem-se o ensino secundário e, depois, o doutoramento.

Carla Sousa

Manager da NCN

Por outro lado, no que diz respeito ao perfil do utilizador da NCN, Carla Sousa indica que um terço tem licenciatura. “Esse é o nível de escolaridade predominante. Seguem-se o ensino secundário e o doutoramento”, detalha.

Mais, duas em cada três pessoas que chegam a esta plataforma estão empregadas, mas a preparar o seu passo profissional seguinte. “A adesão tem superado as expectativas. Temos feito um conjunto de otimizações à ferramenta”, realça a manager, que revela que a meta é chegar às 400 mil pessoas abrangidas até março de 2027.

A NCN foi criada no âmbito da iniciativa para a requalificação de talento promovida pela European Roundtable for Industry, organização que junta 60 das maiores empresas europeias, incluindo a portuguesa Sonae. Daí que esta retalhista portuguesa tenha sido a responsável pelo investimento que permitiu o desenvolvimento desta plataforma no país.

“A New Career Network traduz o compromisso da Sonae com a educação, a requalificação profissional e a capacitação ao longo da vida. Enquanto maior empregador privado em Portugal, acreditamos que é também nossa responsabilidade contribuir para soluções que ajudem as pessoas a adaptar competências, compreender melhor o mercado de trabalho e tomar decisões de carreira mais informadas”, afirma Daniel Fonseca, diretor de marca da Sonae, citado em comunicado.

Em comparação, a implementação em Espanha foi proporcionada por um conjunto de empresas liderado pela Fundación Telefónica, em colaboração com a SAP, Iberdrola e CEOE.

A China acaba de pedir às empresas para irem com calma com a IA

By: ZAP
27 October 2026 at 21:30
Documento do Governo, com 18 medidas de orientação, antecipa possíveis cenários de desemprego em grande escala. IA já começou a afetar operadores de linhas de montagem, assistentes administrativos e contabilistas. A China pediu cautela às empresas na substituição dos trabalhadores pela inteligência artificial (IA) e propôs medidas para reduzir o impacto da tecnologia no emprego. O governo chinês propõe a introdução gradual da IA em setores que exigem grandes quantidades de mão-de-obra, a notificação prévia dos funcionários afetados e o auxílio na requalificação profissional, de acordo com as orientações do Conselho de Estado (o Executivo chinês) publicadas na sexta-feira. O

NTT Data premeia tecnologia que diagnostica infeções respiratórias em 20 minutos

27 October 2026 at 16:00

A startup portuguesa IPLEXMED desenvolveu uma plataforma portátil, baseada em grafeno e inteligência artificial, que permite identificar mais de 30 agentes patogénicos respiratórios e marcadores de resistência antimicrobiana em cerca de 20 minutos, a partir de uma amostra não invasiva de expetoração.

A tecnologia pretende disponibilizar resultados com qualidade laboratorial diretamente no local onde são prestados os cuidados de saúde, reduzindo significativamente o tempo necessário para chegar ao diagnóstico, acelerando assim a decisão clínica.

De acordo com a informação da empresa, a NEXAGUARD® encontra-se clinicamente validada ao nível de maturidade tecnológica TRL 6.

A IPLEXMED foi galardoada esta terça-feira, 27, com os eAwards Portugal 2026, iniciativa promovida pela NTT DATA Foundation que distingue projetos de empreendedorismo tecnológico com capacidade para gerar impacto positivo na sociedade. A startup recebe 10 mil euros e vai representar Portugal na final internacional dos eAwards, que este ano se realiza em Lisboa.

O anúncio foi feito no decorrer dos Entrepreneurship Awards, organizados pela Unicorn Factory Lisboa, parceira oficial dos eAwards Portugal. A concurso estiveram cinco outros projetos. ALICE4U, com uma solução de monitorização remota destinada a pessoas idosas ou dependentes. eDynamics, com uma plataforma que conjuga uma palmilha inteligente e IA para prevenção de fadiga e lesões. FinComply, que automatiza processos de conformidade regulatória para instituições financeiras. SIION, dedicada ao apoio à tomada de decisão no combate a incêndios florestais. Simpl.Care, que está a desenvolver um companheiro digital baseado em inteligência artificial para apoiar cuidadores, famílias e organizações.

 

CP alerta para perturbações nos comboios a partir de quinta-feira devido a greve

By: Lusa
27 October 2026 at 13:51

A CP – Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras.

Os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP vão cumprir a 30 de outubro um dia de greve por melhores condições de trabalho.

“Por motivo de greve convocada, pelo sindicato SFRCI, para dia 30 de outubro, preveem-se perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e no dia seguinte”, lê-se numa nota no site da CP.

Os clientes que já compraram bilhete para os serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional ou Regional podem pedir o reembolso total do mesmo ou a sua troca.

Na semana passada, Luís Bravo do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), disse à Lusa que a greve de 24 horas visa a valorização do trabalho e “dignidade das suas condições de vida”, agravada pelo aumento dos combustíveis, habitação, bens alimentares essenciais e a subida dos preços do gás e da eletricidade.

O SFRCI pede “que a CP e o Governo adotem medidas concretas e eficazes que permitam recuperar o poder de compra perdido, valorizar os trabalhadores ferroviários e garantir condições de vida dignas a quem assegura diariamente o funcionamento de um serviço público essencial ao país”.

Os trabalhadores reivindicam a valorização do subsídio de deslocação/transporte ainda durante o ano de 2026, com efeitos retroativos a julho, de forma a compensar o aumento extraordinário dos custos de mobilidade.

Por outro lado, reclamam a conclusão das negociações relativas à valorização do trabalho prestado em dias de descanso não compensado, a publicação imediata do Boletim do Trabalho e Emprego (BTE) de todos os acordos salariais e regulamentares atualmente em vigor e a abertura urgente de negociações para a revisão do Acordo de Empresa e do Regulamento de Carreiras.

Os trabalhadores exigem também a publicação em BTE dos aumentos salariais alcançado em 2025 e 2026 e dos diversos acordos bilaterais atualmente em vigor.

Denunciam igualmente que “a imagem e o profissionalismo dos seus trabalhadores perante os passageiros e opinião pública estão a ser injustamente afetados pelos sucessivos atrasos provocados por problemas na infraestrutura ferroviária”.

Por isso, o sindicato quer “a adequação dos horários dos comboios às condições reais da infraestrutura sempre que se verifique, de forma sistemática, a ocorrência de atrasos significativos, evitando a degradação da qualidade do serviço prestado e a exposição injusta de trabalhadores perante os passageiros”.

Os trabalhadores vão assegurar a prestação, durante a greve, dos serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações em todas as vertentes.

Arcos de Valdevez está a contratar 30 assistentes operacionais para as escolas

27 October 2026 at 11:34

A Câmara de Arcos de Valdevez abriu um concurso público para o recrutamento de 30 assistentes operacionais para as escolas do concelho.

Segundo o anúncio hoje publicado e consultado por O MINHO, os auxiliares de ação educativa terão como funções participar com os docentes no acompanhamento das crianças e dos jovens durante o período de funcionamento da escola, com vista a assegurar um bom ambiente educativo; exercer tarefas de atendimento e encaminhamento de utilizadores da escola e controlar entradas e saídas da escola; providenciar a limpeza, arrumação, conservação e boa utilização das instalações, bem como do material e equipamento didático e informático necessário ao desenvolvimento do processo educativo, entre várias outras.

O salário é de 934,99 euros.

É exigido pelo menos o 9.º ano de escolaridade.

As candidaturas podem ser feitas até 10 de novembro no ‘site‘ da Câmara de Arcos de Valdevez.

O conteúdo Arcos de Valdevez está a contratar 30 assistentes operacionais para as escolas aparece primeiro em O MINHO.

Chatron de Brandão ‘ilumina’ tubos solares com nova fábrica em Oliveira de Azeméis

27 October 2026 at 06:38

Especializada nas áreas da iluminação natural, ventilação, desenfumagem, eficiência energética e sustentabilidade dos edifícios, com aplicações sobretudo no setor industrial, a Chatron está a avançar com um investimento de cinco milhões de euros para a construção de uma nova fábrica em Oliveira de Azeméis, para reforçar a capacidade produtiva e industrializar as três novas soluções desenvolvidas num projeto de investigação e desenvolvimento (I&D).

O fundador e CEO Carlos Brandão adianta ao ECO que a operação nesta nova unidade com 1.350 metros quadrados (m2) vai arrancar até ao início do próximo ano e criar 15 postos de trabalho qualificados para “transformar o I&D em capacidade industrial”. Prevê que a inaugural será “suficiente durante dois anos”, mas, a projetar uma futura expansão, já reservou ao lado um lote de 3.000 m2.

Este investimento industrial é o “resultado direto” de projetos de I&D iniciados há dois anos em colaboração com o instituto de investigação Itecons, pertencente à Universidade de Coimbra. Os primeiros dois produtos (AirLight e LightVent) saídos desse projeto vão ser fabricados na unidade oliveirense, onde prevê juntar o “topo de gama” Ecotunnel — “com requisitos muito mais apertados em termos de desempenho técnico, acústico, de inteligência” — no outono de 2027.

“Temos uma expectativa muito grande de que são produtos que vamos também exportar, usando a mesma rede de parceiros do tubo solar”, sublinha o empresário nortenho, licenciado em Engenharia Eletrotécnica pela FEUP (Universidade do Porto), em referência ao principal produto da empresa. Desenvolvidos em 2009 e fabricados em Vale de Cambra, onde atualmente produz mais de 2.500 unidades por ano com 18 trabalhadores, os tubos solares da Chatron são vendidos para mais de 15 países.

Carlos Brandão, CEO da Chatron

Embora também os comercialize para casas, é para as empresas que mais vende estes tubos solares, já instalados em mais de uma centena de indústrias, como as da Nestlé, Corticeira Amorim ou Delta, em supermercados do Continente ou no novo Pavilhão Multiusos de Vila Nova de Gaia. Na Polónia tem vários instalados em lojas da Ikea ou nas fábricas do grupo alimentar Intersnack. Nos Países Baixos, só no ano passado colocou-os em mais de 15 instalações de criação de porcos, ao passo que na Grécia tem um distribuidor mais dedicados a materiais de construção.

Com mais de 60% da produção destinada à exportação, estes são os três mercados externos mais importantes para a empresa detida por Carlos Brandão e pela mulher, que este ano vai ultrapassar os dois milhões de euros de volume de negócios. Com a fábrica em Oliveira de Azeméis e os três novos produtos, o também presidente da Associação Empresarial de Vale de Cambra e Arouca aponta ao objetivo de atingir os cinco milhões de euros de faturação daqui a três anos.

1 / 2

O “grande salto” no negócio, mas que pode tardar cinco anos, será a entrada nos EUA, para que diz estar a ser “muito desafiado”. “Estamos aqui na corda bamba, mas não está ainda a decorrer por causa do Trump. Os produtos têm de ser todos certificados e homologados – temos isso para a Europa e muitos dão para o resto do mundo, mas os EUA são uma realidade à parte. Precisamos de tempo porque é preciso repetir lá alguns ensaios”, explica. Só para isso, o investimento pode ascender a 200 mil euros, além de obrigar a ter uma equipa local “bem preparada”.

Brandão chateia-se com “incómodos” fundos

O “primeiro patrão” de Carlos Brandão foi o histórico empresário Ludgero Marques, que presidiu à Associação Empresarial de Portugal (AEP) durante 23 anos e que morreu no final de agosto aos 88 anos. Trabalhou na fabricante de torneiras e de cerâmica Cifial durante três anos até passar para uma empresa de climatização para ganhar experiência nessa área. Foi nesse ramo que montou a empresa em 1998 e depois lhe mudou “um bocado o rumo, porque andava a instalar produtos de outros e queria trilhar um caminho próprio”.

Volvidas quase três décadas, mantendo a sede em Arouca de onde é originário e “onde tudo começou”, mas desde há pouco mais um ano ‘arrumada’ no chamado Grupo MercuryVision, a Chatron está a ser “muito assediados por fundos”. “A pressão é muito grande, mas não estamos muito interessados nesta fase porque temos um potencial grande para crescer e podem querer entrar por verem que a empresa é lucrativa e quererem tirar retorno a curto prazo — e não queremos isso”, indica.

Cheguei a um ponto em que me chateei mesmo. São incómodos. Acho que o dinheiro está fora dos bancos e anda para aí nos fundos, que andam a ver onde é que há potencial de lucro e fazem demasiada pressão. Para já, vou resistir.

Carlos Brandão

Fundador e CEO da Chatron

“Já tive várias reuniões, mas cheguei a um ponto em que me chateei mesmo. São incómodos. Já disse ‘não’ e eles insistem, mandam cartas… Não sei o que está a acontecer. Acho que o dinheiro está fora dos bancos e anda para aí nos fundos, que andam a ver onde é que há potencial de lucro e fazem demasiada pressão”, desabafa. “Para já, vou resistir. Se não tivesse os filhos, se calhar metia muito dinheiro ao saco e partia para outra [risos]. Mas também tenho o bichinho de fazer coisas novas. Dá-me gozo. Se não desse, também já não estava aqui”, completa.

Dos quatro filhos, dois trabalham no grupo familiar: um engenheiro eletrotécnico há três anos; e uma economista que entrou agora para ajudar a desenvolver precisamente esta unidade de Oliveira de Azeméis, após trabalhar numa multinacional. Em agosto, numa publicação feita no LinkedIn com o título “Nem todas as empresas estão à venda”, já tinha expressado o incómodo pela “frequência e, por vezes, agressividade com que empresários são abordados por investidores, intermediários ou representantes de fundos interessados em entrar no capital das suas empresas”.

“O problema começa quando uma abordagem deixa de ser uma proposta e passa a ser pressão. Emails sucessivos, telefonemas insistentes, pedidos de reunião repetidos, tentativas de obter uma resposta como se o empresário tivesse obrigação de explicar porque não está interessado. E não tem. Uma empresa não está à venda apenas porque alguém decidiu que gostaria de a comprar”, escreveu Carlos Brandão nesta rede social.

Ministra apela a pacto de regime para reforma da Segurança Social

26 October 2026 at 16:36

A ministra do Trabalho defendeu esta segunda-feira que seria vantajoso para o país que se conseguisse um “pacto de regime” em torno da reforma da Segurança Social. Maria do Rosário Palma Ramalho argumentou que se exige um “entendimento quanto aos desafios“, mesmo que não haja, à partida, acordo sobre as soluções.

“Cumprimos o compromisso que os portugueses sufragaram: estudar a sustentabilidade da Segurança Social. E fizemo-lo através de um grupo de trabalho independente, que aprofundou o trabalho desenvolvido em governos anteriores“, começou por sublinhar a governante.

“Neste âmbito, o país ganha em caminhar para um pacto de regime, mesmo que isso não signifique, à partida, estarmos de acordo quanto às soluções. Certamente, exige-se um entendimento quanto aos desafios, porque esses são comuns a todos”, defendeu a ministra da tutela, numa audição parlamentar promovido no quadro do Orçamento do Estado para 2027.

O primeiro-ministro já tinha indicado que deseja um “entendimento nacional” na reforma da Segurança Social, mas também tem dito que não será nesta legislatura que essas mudanças profundas ao sistema terão lugar.

Em agosto, o grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a sustentabilidade da Segurança Social apresentou, como referido pela ministra do Trabalho, o seu relatório final (com várias propostas de reformas). Os próprios peritos assinalaram, nesse relatório, que é preciso um “consenso político alargado” para que as mudanças perdurem.

Em resposta ao apelo deixado por Maria do Rosário Palma Ramalho, o deputado socialista Miguel Cabrita salientou que “o PS tem um pacto de regime com as pensões e a Segurança Social há 50 anos”. “Todas as reformas que foram feitas para reforçar a sustentabilidade do sistema foram feitas pelo PS“, declarou.

Deixou, contudo, um recado: “Se por pacto de regime se entende uma espécie maioria de direita com base no alarmismo e com uma agenda privatizadora para minar a confiança e a credibilidade do sistema, não contará certamente [com o PS]“.

Questionada também pelo PS sobre que mudanças concretas estarão em cima da mesa (isto é, que propostas dos peritos pondera o Executivo acolher), a ministra do Trabalho não deu detalhes, remetendo-o para um debate com as várias partes.

Já em resposta à Iniciativa Liberal, Maria do Rosário Palma Ramalho, garantiu que o estudo apresentado em agosto “não está na gaveta”. “Está aí e está em debate“, assegurou. “Compete ao Parlamento e ao sentido de responsabilidade de todas as bancadas saber que solução podemos construir a partir daqui. O Governo está disponível para chegarmos a essa solução“, realçou.

Ainda sobre a Segurança Social, mas sobre um outro tema, a ministra da tutela adiantou que o programa de digitalização já permitiu retirar 4,2 milhões de pessoas dos balcões presenciais.

Já sobre as mudanças recentemente aprovadas pelo Parlamento às licenças parentais, a ministra do Trabalho clarificou que o Governo da AD travou a intenção da esquerda de aplicar essas mudanças às situações já em curso, porque entende que só assim se honra o princípio da segurança jurídica e porque seria “inexequível” do ponto de vista procedimental disponibilizar esse período transitório.

Regras das plataformas digitais à beira da mudança

Na audição desta tarde, a ministra do Trabalho anunciou também que pretende transpor a diretiva europeia relativa às plataformas digitais para a legislação portuguesa no próximo ano. A reforma laboral que o Governo esteve a discutir entre o verão de 2025 e a primeira de 2026 previa essa transposição, mas acabou chumbada, daí que seja necessário avançar agora de forma autónoma para cumprir as orientações comunitárias.

Desde maio de 2023 que do Código do Trabalho português já constam regras para o trabalho nas plataformas, prevendo-se a possibilidade de os estafetas serem considerados trabalhadores por conta de outrem das plataformas.

Na proposta de reforma laboral que esteve a discutir com os parceiros sociais e com os partidos com assento no Parlamento, o Governo de Luís Montenegro não fechava a porta a esse reconhecimento, mas queria, nomeadamente, deixar claro que só seria possível para os estafetas em situação de dependência económica, isto é, pelo menos, 80% da sua atividade ligada a apenas uma plataforma.

Esta poderá ser uma das propostas que voltará à ribalta no próximo ano, já que esta segunda-feira, numa audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho explicou que, em 2027, será tempo de transpor a diretiva europeia das plataformas digitais.

No próximo ano, o Governo pretende também transpor a diretiva europeia da transparência salarial, sinalizou Maria do Rosário Palma Ramalho, além de subir o salário mínimo nacional em 50 euros pata 970 euros, atualização as pensões e subir o valor de referência do Complemento Solidário para Idosos.

À parte destas duas diretivas europeias, o PS quis saber, durante a audição desta tarde, que outras alterações ao Código do Trabalho o Governo está a planear. A ministra da tutela não identificou mudanças, mas reforçou que “a reforma da legislação laboral vai ser inevitável“. “Não foi desta vez porque o Parlamento não quis, mas vai ser inevitável. Pode ser este Governo, pode ser outro“, afirmou, explicando que a lei, como está, está profundamente desajustada face ao mercado de trabalho da era digital.

Já o Livre aproveitou a discussão em torno da adaptação da lei do trabalho ao século XXI para questionar a ministra sobre a semana de trabalho de quatro dias, modelo que foi testado recentemente na Função Pública dos Açores, com resultados animadores.

“Nenhum empregador está impedido de implementar na sua empresa a semana de quatro dias ou três dias. O Estado não se substitui ao empregador na gestão do tempo de trabalho. Os resultados são bons? Ainda bem, mas não nos substituiremos aos empregadores“, declarou, sinalizando que este não é um tema a que o Governo de Luís Montenegro queira dar seguimento.

Já sobre o Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho salientou que “há duas formas de falhar a um país: prometer o que hipoteca o futuro e adiar o que não se pode adiar”.

“Este Orçamento recusa ambas. Não promete o que hipoteca o futuro, nem adia o que não se pode adiar. Moderação política nas promessas. Imoderação na transformação, com as duas prioridades inseparáveis deste Ministério: promover a criação de riqueza e tornar a proteção social mais eficaz. É este o compromisso que aqui reafirmo”, rematou Palma Ramalho.

(Notícia atualizada às 18h53)

Quem ganha mais, um programador ou um mecânico? Família Azevedo entra em plataforma que permite comparar salários e carreiras

26 October 2026 at 13:42

A Plataforma NCN - New Career Network reforça oferta com a entrada da Fundação Belmiro de Azevedo como parceira estratégica. Objetivo é "criar ferramentas que aproximem as pessoas das oportunidades e facilitem escolhas mais informadas ao longo do seu percurso profissional", diz fundação

Bolsa de Empregabilidade leva Feira de Emprego do Turismo pela primeira vez à Covilhã

By: TNews
19 October 2026 at 16:54
Feira de Emprego do TurismoO evento realiza-se a 25 de novembro, no Pavilhão de Exposições e Congressos da ANIL, e integra uma iniciativa mais alargada de promoção do emprego e da retenção de talento na Região Centro, com seis meetups regionais entre 23 e 27 de novembro.
❌