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Petistas falam em crime de responsabilidade após carta de Flávio

28 October 2026 at 22:45

Petistas cobram do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) responda por crime de responsabilidade após as acusações feitas ao pleito eleitoral nesta quarta-feira (28). Para esse caso, a punição inclui perda do cargo e a cassação dos direitos políticos.

Em uma carta, Flávio aponta, sem provas, que viu “estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar”. O parlamentar chegou a apresentar uma versão da carta em que se autointitulava presidente eleito do Brasil e depois corrigiu para “líder”.

“O Tribunal Superior Eleitoral precisa se pronunciar urgente e firmemente. Flávio Bolsonaro não apenas se auto-proclamou Presidente como mentiu descaradamente e contestou o resultado oficial proclamado pela Justiça Eleitoral. E ele deve responder por isso”, defendeu o secretário nacional de comunicação do PT (Partido dos Trabalhadores), Éden Valadares.

 

Eden ainda diz que a contestação do resultado das eleições é feita de maneira “coordenada” com a disseminação massiva de acusações falsas de fraude, o senador deveria ser alvo de investigações por desinformação contra a integridade do processo eleitoral e denunciação caluniosa.

O presidente do TSE, minsitro Nunes Marques, reagiu à carta de Flávio e disse que a eleição aconteceu “dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”.

A tese levantada por Flávio e por uma ala do bolsonarismo de que houve fraude na eleição não encontra qualquer margem de veracidade por dois motivos. O primeiro é que foram computados menos de 40 mil votos após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), dada pelo ministro Cristiano Zanin, para prorrogar a votação até 19h. A campanha de Flávio também pediu a prorração do prazo, após a solicitação feita pelo PT.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou seu desempenho em quase 11 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Flávio também cresceu, com 3 milhões de votos a mais. A diferença final entre os dois foi de cerca de 4,4 milhões de votos.

O segundo fator tem explicação aritmética. No primeiro turno, cerca de 9,3 milhões de votos válidos foram para outros candidatos. No segundo, a abstenção caiu de 21,08% para 19,21%, e o número de votos válidos aumentou em cerca de 4,8 milhões. Esses 14,1 milhões de votos foram divididos entre os finalistas: Lula ganhou 10,4 milhões, e Flávio, 3,7 milhões.

Vorcaro diz que indiciamento pela PF por fraude é “frágil e absurdo”

28 October 2026 at 22:44

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, classificou como “frágil e absurdo” o seu indiciamento pela PF (Polícia Federal) e pediu tanto o arquivamento do inquérito quanto a revogação da sua prisão preventiva. Nesta quarta-feira (28), a corporação enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um relatório de mais de 700 páginas, no qual acusa o ex-banqueiro de gestão fraudulenta, indução a erro, falsidade em informações ou documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Além de Vorcaro, a PF também indiciou o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, e outras 13 pessoas no inquérito que apura as fraudes entre o Master e o BRB. A corporação também pediu que o STF prorrogue a investigação por mais 60 dias para concluir perícias e diligências complementares.

Segundo a defesa de Vorcaro, o próprio pedido de prorrogação do prazo seria uma prova de que a PF “antecipa conclusões que a própria investigação admite ainda não ter alcançado”. Alega também que “não há nenhum fato novo” nem prova que sustente o indiciamento.

“No mesmo documento em que indicia, a autoridade policial pede ao Supremo Tribunal Federal mais 60 dias para prosseguir nas apurações. Reconhece que exames periciais seguem ‘em elaboração’, que parte do material apreendido não foi analisada e que pessoas relevantes sequer foram ouvidas. Indicia-se primeiro para investigar depois”, diz o texto.

O BRB comprou cerca de R$ 17,5 bilhões em ativos e carteiras de crédito do Banco Master entre julho de 2024 e outubro de 2025. Segundo a PF, ao menos R$ 12,2 bilhões desse montante correspondem a créditos comercializados sem comprovação de existência, parte central do esquema fraudulento investigado.

Para os investigadores, foram usados créditos fictícios para sustentar operações bilionárias e manter o fluxo de recursos em direção ao Master. O relatório aponta que o esquema se desenvolveu em frentes interligadas, que incluíam a compra, recompra e substituição de créditos, operações relacionadas aos aumentos de capital do BRB e a tentativa de aquisição do Banco Master pelo banco público de Brasília.

A defesa de Vorcaro alega, entretanto, que o negócio envolvendo as carteiras de da Tirreno não foi concluído.

“As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília”, afirma a nota.

Continua: “Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo: os números citados no relatório vêm da petição inicial de uma ação indenizatória movida pelo próprio BRB, que é parte interessada, e a própria Polícia Federal reconhece que não teve acesso ao resultado da auditoria sobre os ativos entregues em substituição”.

Sobre o indiciamento por lavagem de dinheiro, a defesa de Vorcaro afirma que não houve rastreamento dos recursos. “Imputa-se a ocultação de valores cujo caminho sequer foi examinado.”

Alega ainda que as relações entre o BRB e o Master tratam-se de matéria civil e não criminal e que haveria um vazamento seletivo de informações sobre o inquérito, citando um suposto “depoimento esclarecedor” à PF que nunca foi divulgado.

Por fim, pede o arquivamento do inquérito e a suspensão prisão preventiva de Vorcaro para que o ex-banqueiro responda ao inquérito em liberdade.

*Com informações de Fernanda Fonseca

Flávio aposta em Trump, mas pode acabar isolado e visto como “fujão”, avalia especialista

28 October 2026 at 22:40
A tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de se apresentar como presidente eleito do Brasil, mesmo após a derrota nas urnas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode não produzir o efeito internacional esperado pelo senador. A avaliação é do professor de Relações Internacionais Neuton Silva Neto, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e doutorando em Ciências Militares.Em carta divulgada nesta quarta-feira, 28, após deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos com a família, Flávio contestou o resultado eleitoral, alegou fraude sem apresentar provas e anunciou que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir do exterior. Na primeira versão do documento, o senador se apresentou como "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". Minutos depois, a frase foi retirada do texto republicado nas redes sociais.Para Neuton, a iniciativa não tem efeito jurídico sobre o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral brasileira. O professor também avalia que a repercussão internacional tende a ser limitada, diante do reconhecimento da vitória de Lula por mais de 100 países, conforme a análise apresentada pelo entrevistado."Ele não possui poder, é uma autodeclaração sem validade jurídica. O Brasil, dentro de sua autonomia e soberania, proclamou Lula presidente reeleito do Brasil, e isso é válido. Ele não possui autonomia ou garantia de exercício de função com essa autodeclaração. Nesse caso, é diferente de Guaidó por ter um reconhecimento maior da comunidade internacional. Mas, quando foi esvaziado, Maduro retomou o posto sem grandes problemas."Professor aponta diferenças em relação à VenezuelaA carta de Flávio faz referência a Juan Guaidó, opositor venezuelano que se declarou presidente interino da Venezuela em 2019, após contestar a reeleição de Nicolás Maduro. Na ocasião, Guaidó recebeu reconhecimento dos Estados Unidos durante o primeiro governo de Donald Trump e de dezenas de outros países, mas não conseguiu assumir o controle do Estado venezuelano.Na avaliação de Neuton Silva Neto, o cenário brasileiro apresenta diferenças importantes em relação à experiência venezuelana, sobretudo no que diz respeito ao reconhecimento internacional. O professor considera que a iniciativa do senador não deve resultar, necessariamente, na criação de uma estrutura política com legitimidade externa equivalente à que Guaidó chegou a reivindicar."Então, eu acho que, assim... questão internacional, o reconhecimento de Lula permanece e vai sendo muito estabilizado. Basicamente vai parecer mesmo que, ao invés de ele criar uma celeuma internacional, como foi o caso na época do Guaidó, ele vai ser mais um exilado, ele vai se autoproclamar um exilado, mas, para a comunidade internacional, pode parecer apenas como, sei lá, um fujão. Os próximos passos serão decisivos. Com a midterm, a gente vai poder ter algum retorno mais próprio."O professor também chama atenção para a ausência de respaldo institucional à declaração de Flávio. O resultado oficial do segundo turno atribuiu a Lula 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio, que obteve 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.Apoio de Trump pode abrir crise diplomáticaUm dos pontos considerados relevantes pelo professor é a possibilidade de Donald Trump reconhecer Flávio como presidente eleito, apesar do resultado oficial brasileiro. O presidente norte-americano confirmou que autorizou a entrada do senador e de sua família nos Estados Unidos, mas afirmou que não pretendia se envolver na controvérsia em torno da carta.Neuton avalia que um eventual reconhecimento político por parte de Washington poderia prejudicar as relações entre os dois países, criando dificuldades para a representação diplomática e para as negociações bilaterais."Caso Trump opte por esse caminho de reconhecer o Flávio, abre uma rusga diplomática com o Brasil, podendo gerar crise de representatividade diplomática e travar algumas negociações. No caso Guaidó, por exemplo, as representações diplomáticas eram indicadas pelo Guaidó, e não pelo Maduro. Contudo, enxergo que há um grande isolamento no momento, que pode não garantir que essa estratégia tenha sucesso. Imaginemos o seguinte cenário: Trump perde a maioria nas midterms, Netanyahu perde a eleição em Israel. A Argentina não tem condições econômicas de romper relações com o Brasil." Leia Também: POLÍTICA Flávio Bolsonaro pode governar o Brasil dos EUA após se declarar presidente eleito? CARTA GOLPISTA Trump evita comentar carta de Flávio e questiona eleição no Brasil "LÍDER" Flávio Bolsonaro desiste de se autoproclamar presidente e muda carta O docente considera que o cenário político interno dos Estados Unidos também precisa ser levado em conta. Segundo ele, a disputa pelas eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro, pode influenciar as decisões de Trump e limitar sua disposição para assumir um novo conflito diplomático."Então, assim, a gente vai esperar, vai ter que esperar um pouco, porque o governo Trump, ele está agora passando por uma celeuma interna bastante elevada. Está com a questão lá das eleições de meio-termo, vai ser agora em novembro. Há uma projeção de que ele vai perder a maioria tanto na Câmara quanto no Senado. Então, ele está se movimentando bastante, inclusive com os estados que sempre votaram com ele, vamos dizer assim, indo para estados democratas, perdendo a cadeira para os candidatos democratas."Carta agradece a Trump e MileiNo documento, Flávio agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente argentino, Javier Milei, pela acolhida e pelo apoio durante sua saída do Brasil. O senador também afirma que pretende continuar atuando politicamente a partir do território norte-americano.Na análise do professor, a referência aos dois presidentes explicita a importância que Flávio atribui ao apoio dos governos argentino e norte-americano para sua estratégia política no exterior."Ele deixa bem explícito que quem ajudou ele na fuga foi o Milei e o Trump, o governo Trump, o governo Milei, tanto que, desde a primeira suspeita, foi que ele tivesse fugido pela Argentina, passado pelo Equador, usado uma rota para evitar o território brasileiro, tendo em vista que o avião poderia ter sido interceptado, poderia ter sido mandado a ser pousado aqui no território brasileiro, aí, no caso, ele poderia ser pior para ele, mas o fator principal é que não vai gerar muita celeuma, mais de 100 países já haviam reconhecido a eleição, parabenizado a eleição do presidente Lula, o próprio Tribunal Superior Eleitoral também já havia reconhecido a eleição do presidente Lula, dizendo que não houve nada de fraude ou indícios de fraude, né? O Flávio Bolsonaro está se apoiando na questão do adiamento do encerramento da eleição, coisa que a própria campanha dele também solicitou."O professor também destaca que a contestação do resultado se apoia na prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi um dos argumentos utilizados por Flávio para questionar a eleição, embora a campanha do próprio senador também tenha solicitado a extensão do horário em parte do país.Os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicaram que os votos computados após as 17h representaram uma parcela muito pequena da diferença final entre os candidatos. O tribunal também reafirmou a regularidade do processo eleitoral.Reconhecimento internacional de LulaNa avaliação de Neuton, a quantidade de países que reconheceram a vitória de Lula é um fator que dificulta uma eventual tentativa de Flávio de obter legitimidade internacional como presidente eleito."Mas a base do governo Lula já contabilizou, vamos dizer assim, um reconhecimento de parabenização de mais de 100 países, de 193 países do mundo. Aí você bota assim, quem não reconheceu é o próprio, por exemplo, Israel, Estados Unidos e Argentina. Israel está passando por uma eleição agora também, que Netanyahu deve perder o posto de primeiro-ministro, então vai gerar outro tipo de celeuma interna. Então, assim, a questão é, ele se autoproclamar está dando uma ideia mais de que ele não aceitou o resultado, é um péssimo perdedor."O docente pondera que a recepção de Flávio nos Estados Unidos e o posicionamento de Trump não significam, automaticamente, o reconhecimento da reivindicação feita na carta. Para ele, a manutenção do resultado brasileiro como referência nas relações internacionais reduz a possibilidade de o senador obter representatividade institucional no exterior."Para a comunidade internacional, provavelmente não vai mudar em quase nada, porque ele vai acabar não conseguindo mandar muita coisa ou ter a representatividade de um presidente eleito. Para os Estados Unidos, que é onde ele está, ele vai criar uma pequena contenda, porque o presidente Trump está dizendo que pode ter indício de fraude, ele pode reconhecer o Bolsonaro, mas, no final das contas, ele sabe que, se ele perdesse a midterm, ele vai sofrer uma pressão interna muito forte, e aí é o tipo de briga que ele não vai querer comprar nesse exato momento, não com o Brasil, mas sim querer projetar o próximo governo."Estratégia depende dos próximos movimentosA carta também se insere em um contexto de tensão entre Flávio e instituições brasileiras. O senador questiona a atuação do Judiciário e afirma ter sido alvo de perseguição política. Além disso, deixou o país após uma determinação judicial relacionada à entrega de seus passaportes, que foram posteriormente cancelados pela Polícia Federal.O professor considera que os próximos passos da articulação política de Flávio e as decisões dos governos estrangeiros serão determinantes para avaliar os efeitos da iniciativa."A meu ver, a tendência é Flávio ficar isolado, continuar o trabalho de Eduardo junto à Casa Branca e torcer para que Trump consiga fazer sucessor."

Após carta de Flávio, Marinho nega que haja provas de fraude nas eleições

28 October 2026 at 22:35

O líder da Oposição no Senado e coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, disse nesta quarta-feira (28) que não é possível afirmar, sem provas, que as eleições foram fraudadas.

A declaração se deu após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta com teor golpista onde afirma que o pleito, no qual foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi fraudado.

“Agora é evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas e eu acabei de dizer que é um desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado”, disse o senador.

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Marinho, que coordenou a campanha de Flávio rumo ao Palácio do Planalto, também disse que não foi consultado sobre o documento divulgado pelo candidato derrotado do PL e que não sabe como o senador atuará nos Estados Unidos para coordenar a direita. Ainda voltou a dizer que não sabia que Flávio iria fugir para os Estados Unidos.

Apesar de dizer não ter provas de fraude, o senador disse que houve abuso de poder econômico por parte da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB).

“Nunca antes, me permita parafrasear o atual presidente, na história desse país, se cometeu um abuso do poder econômico dessa magnitude”, disse. Marinho citou mais de R$ 400 bilhões em gastos e mais de R$ 60 bilhões depois da apresentação da lei orçamentária, além de mensagens a milhões de brasileiros sobre perdão de dívidas e Bolsa Família.

Carta de Flávio

Flávio Bolsonaro divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, o senador republicou o texto nas redes sociais sem essa frase. Na carta, o senador confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição do exterior.

Flávio foi derrotado no segundo turno, no domingo (25), pelo presidente Lula. O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. A diferença foi de 4,4 milhões de votos.

“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu. A carta não apresenta provas de irregularidade na votação ou na apuração.

Um dos argumentos da carta é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19h. Flávio diz que a medida de Zanin, “ex-advogado do Lula”, permitiu “uma impossibilidade matemática”: Lula ter somado mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.

Os dados oficiais não sustentam a tese. Em nota divulgada na terça-feira (27), o TSE informou que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Das 497.333 seções eleitorais, 437.065 concluíram os trabalhos até as 17h10, e 24.268 funcionaram depois desse horário.

Após carta de teor golpista de Flávio, Kassio diz que eleição foi normal

28 October 2026 at 22:19

Após divulgação da carta com teor golpista do senador Flávio Bolsonaro (PL), ex-candidato à Presidência, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, disse em nota nesta quarta-feira (28) que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”.

O ministro destacou o compromisso da Justiça Eleitoral com a “vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”.

Nunes Marques mencionou “instabilidade”, mas ressaltou que, apesar disso, o resultado do pleito foi entregue com segurança.

“Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança“, escreveu em comunicado.

Ainda afirmou que todos os “questionamentos feitos dentro do devido processo legal” serão analisados e respondidos.

“Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”, prosseguiu.

Nesta tarde, Flávio divulgou uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou o texto e republicou um novo sem usar a frase.

No documento, o senador confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição no exterior. Ainda acusa “fraude eleitoral” no segundo turno das eleições, mas não apresenta provas de irregularidades no processo eleitoral.

O ex-candidato do PL (Partido Liberal) cita a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou a votação de domingo (25) até as 19h, como um dos argumentos. Ele se refere a Zanin como “ex-advogado de Lula” e afirma que o magistrado permitiu uma “impossibilidade matemática”.

Segundo a Justiça Eleitoral, Lula venceu no segundo turno com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio — uma diferença de 4,4 milhões de votos.

Como mostrou a CNN, dados oficiais divulgados pelo TSE mostram que 34.393 votos foram computados após as 17h do dia do pleito. Dessa forma, mesmo que todos os votos dados no horário extra tivessem ido para o petista, eles representariam menos de 1% da diferença final entre os candidatos.

No próprio domingo, Nunes Marques já havia declarado que a prorrogação do horário de votação não comprometeu o pleito.

“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, destacou.

Desde a divulgação dos resultados, Flávio disse não reconhecer o resultado do segundo turno e afirmou que pediria anulação das eleições. Um dia depois, porém, integrantes da campanha do ex-candidato ouvidos pela CNN disseram que ele havia desistido de questionar a validade da votação.

Na terça (27), aliados relataram à CNN que Flávio havia deixado o Brasil.

O senador chegou em Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta após passar pela fronteira da Argentina, fazer escala no Equador — onde parou para abastecer — e decolar em direção aos EUA.

 

Flávio Bolsonaro pode governar o Brasil dos EUA após se declarar presidente eleito?

28 October 2026 at 22:16
Flávio Bolsonaro (PL) quer liderar a oposição brasileira dos Estados Unidos após perder a disputa pela Presidência da República para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma carta divulgada nesta quarta-feira, 28, três dias após o segundo turno, o senador chegou a se apresentar como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", mas mudou a expressão em uma nova versão do documento.A declaração levantou uma dúvida: afinal, Flávio pode governar o Brasil mesmo estando fora do país e depois de ser derrotado nas urnas? A resposta é não. Uma carta não muda o resultado de uma eleição, não garante a posse e tampouco dá ao senador poderes para assumir o comando do Executivo.No documento, divulgado pelo jornalista Paulo Figueiredo, Flávio questionou a votação, acusou instituições brasileiras de perseguição política e agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei. O parlamentar também afirmou que pretende continuar sua atuação política em território americano.Flávio Bolsonaro pode se declarar presidente do Brasil?A declaração feita pelo senador não tem efeito sobre a escolha do presidente da República. No Brasil, o cargo depende do resultado eleitoral e do cumprimento das regras previstas na Constituição Federal, e não de uma decisão individual do candidato.O artigo 77 da Constituição estabelece os critérios para a eleição presidencial. Já o artigo 78 determina que o presidente e o vice-presidente eleitos tomem posse perante o Congresso Nacional e assumam o compromisso de cumprir a Constituição, observar as leis e promover o bem geral do povo brasileiro.Na prática, isso significa que Flávio não pode se tornar presidente apenas por afirmar que venceu a disputa. Para assumir o cargo, seria necessário cumprir os procedimentos constitucionais, o que não acontece com a publicação de uma carta. Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito após perder para Lula - Foto: Charles Vieira Por que Flávio mudou a carta?A primeira versão do documento trazia uma declaração direta: "Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil".Posteriormente, o senador divulgou uma nova versão e substituiu a expressão por "líder do Brasil". Apesar da alteração, manteve o discurso de contestação ao resultado eleitoral e a promessa de organizar a oposição a partir dos Estados Unidos.Na carta, Flávio alegou que houve fraude no segundo turno e questionou decisões relacionadas ao processo de votação. Também acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de promover perseguição política contra ele e sua família.O senador, no entanto, não apresentou no documento provas que comprovem as acusações de fraude eleitoral. As declarações representam a versão defendida por ele e não são suficientes para invalidar o resultado das urnas. Leia Também: CARTA GOLPISTA Trump evita comentar carta de Flávio e questiona eleição no Brasil "LÍDER" Flávio Bolsonaro desiste de se autoproclamar presidente e muda carta POLÍTICA Nota de Flávio Bolsonaro usa brasão antigo do "Brazil" O que Flávio pretende fazer nos Estados Unidos?Ao justificar sua saída do Brasil, Flávio afirmou que levou a família para os Estados Unidos por considerar que estaria mais seguro no país. Ele negou ter fugido e disse que pretende usar sua permanência no exterior para continuar atuando politicamente. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr Flávio Bolsonaro O senador também mencionou lideranças estrangeiras que atuaram fora de seus países em meio a disputas políticas. Entre os nomes citados está Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela em 2019, em um episódio marcado pela disputa de legitimidade em torno do governo venezuelano.A comparação, porém, não muda a situação brasileira. A atuação de Flávio nos Estados Unidos pode ter caráter político, mas não lhe dá autoridade para tomar decisões administrativas, comandar ministérios ou assinar atos como chefe do Executivo federal.Uma carta pode mudar o resultado das urnas?A contestação de uma eleição precisa seguir os mecanismos legais previstos no país. Uma declaração pública, por mais contundente que seja, não substitui a apuração oficial nem anula o resultado eleitoral.A mudança de expressão não altera, contudo, as regras para ocupar a Presidência. Flávio Bolsonaro pode tentar comandar a oposição a partir dos Estados Unidos, mas não pode governar o Brasil por autoproclamação. Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito após perder para Lula - Foto: Charles Vieira

PT vê risco de “efeito Guaidó” com Flávio Bolsonaro nos EUA

28 October 2026 at 22:09

O Partido dos Trabalhadores está receoso quanto ao tratamento político que Flávio Bolsonaro (PL) receberá nos Estados Unidos após sua chegada ao país. A avaliação interna do partido é de que a presença do senador em solo americano pode ampliar a pressão internacional sobre o Brasil.

“Eles avaliam que estão muito receosos de qual será o tratamento político dado ao Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos”, afirmou o analista de Política Pedro Venceslau, durante o CNN 360º desta quarta-feira (28).

Um dos cenários monitorados pelo PT envolve uma possível equiparação ao tratamento dado ao opositor venezuelano Juan Guaidó.

Guaidó deixou a Venezuela após um processo eleitoral conturbado em 2018, foi para os Estados Unidos e chegou a ser reconhecido como presidente legítimo do país, contextando a vitória de Nicolás Maduro e obtendo também o reconhecimento de diversas outras nações.

“Claro que essa não é a situação de Flávio Bolsonaro, mas os EUA podem dar um tratamento a ele de uma liderança política internacional e, a partir disso, impor sanções ao Brasil. Eles podem exigir contrapartidas com essa justificativa e até mesmo voltar a aplicar a Lei Magnitsky”, destacou Venceslau.

De acordo com Venceslau, ainda não está claro qual seria o plano de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. A principal possibilidade é a de que ele tente atuar como uma espécie de liderança à distância, mantendo influência no cenário político brasileiro.

Venceslau também destacou que o fato de Donald Trump, até o momento, não ter reconhecido o processo eleitoral brasileiro e tê-lo criticado, pode ser um sinal de abertura para que Flávio Bolsonaro construa uma narrativa de perseguição política.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Senado aprova aumento de adicional de fronteira; veja o que diz o texto

28 October 2026 at 22:05

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (28) o projeto de lei de conversão da medida provisória que amplia o chamado adicional de fronteira a dezenas de carreiras do serviço público federal e reajusta o valor da indenização.

O texto havia sido aprovado na terça-feira (27) pela Câmara dos Deputados. No Senado, a proposta foi aprovada em votação simbólica. Agora, segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O adicional de fronteira é um valor extra pago a servidores federais que atuam em regiões consideradas estratégicas, como cidades de fronteira ou lugares onde é difícil manter funcionários. O benefício existe desde 2013 e hoje paga R$ 91 por dia trabalhado. Pelo texto aprovado, o valor passa a R$ 191, a partir de 1º de janeiro de 2027.

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A medida foi editada pelo governo em 3 de julho e tinha alcance bem menor. Na tramitação no Congresso, ganhou novos dispositivos e se transformou num texto com quatro capítulos.

O que mudou?

O adicional já era pago a policiais federais, policiais rodoviários federais, auditores da Receita e fiscais agropecuários, que atuam no controle do que entra e sai do país.

Agora passam a ser incluídos funcionários da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), a Auditoria Federal de Finanças e Controle, os fiscais federais agropecuários, o magistério federal e os técnicos-administrativos das instituições federais de ensino, a Carreira do Seguro Social, as agências reguladoras, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).

Servidores do Sistema Penitenciário Federal em cidades da faixa de fronteira ou da Amazônia Legal também entram. Para a maior parte dessas carreiras, o benefício vale para quem está lotado nos municípios definidos como estratégicos, e não apenas para quem trabalha diretamente no combate a crimes transfronteiriços.

A lista de cidades será definida pelo Ministério da Gestão e da Inovação. Pelo texto, o servidor não precisará provar que faz trabalho de campo ou de repressão para receber. Quem estiver em teletrabalho também pode ter direito, desde que more no município ou em cidade próxima.

Os servidores do Sistema Penitenciário Federal em municípios da faixa de fronteira ou da Amazônia Legal também são contemplados. O texto ainda convalida os pagamentos feitos desde 31 de março de 2026 aos analistas técnicos do Poder Executivo que atuam na Polícia Federal, na PRF e na Receita Federal.

Outras mudanças

O projeto trata ainda de outros temas. Regulamenta o enquadramento de servidores dos ex-territórios do Amapá, de Roraima e de Rondônia, e transforma 254 cargos vagos de agente administrativo do Ministério da Fazenda em 50 cargos de inspetor federal do mercado de capitais, na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A proposta passa a exigir nível superior para ingresso no cargo de Técnico do Banco Central e amplia o uso do Fundaf, o fundo da Receita Federal, que poderá custear a assistência à saúde dos servidores do órgão.

Flávio Bolsonaro muda versão de carta e deixa de se apresentar como “presidente verdadeiro do Brasil”

By: Lusa
28 October 2026 at 22:03

Flávio Bolsonaro (PL) mudou a versão da carta, e agora se refere como “líder do Brasil”, 20 minutos após publicar nas redes sociais o pronunciamento em que se alto proclamou “verdadeiro presidente do Brasil”.

Às 17h19 minutos, horário de Brasília (21h19, em Lisboa), quebrou o silêncio após deixar o Brasil e chegar esta quarta-feira aos Estados Unidos, e publicou uma carta nas redes sociais em que agradeceu Donald Trump e Javier Milei pelo apoio.

Na sequência, acusou, sem aprovas, que houve fraude nas eleições brasileiras, disse-se vítima de uma perseguição política do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, além de se referir a si próprio, mais de uma vez como “verdadeiro presidente do Brasil”.

Cerca de 20 minutos após a primeira publicação, Flávio Bolsonaro publicou uma nova versão da “Carta à Nação Brasileira”, mas desta vez escreveu que se dirigia a comunidade nacional e internacional “como líder do Brasil”.

A fuga de Flávio Bolsonaro ocorreu um dia depois de ter sido intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz do STF Alexandre de Moraes, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, e de ter sido proibido de deixar o Brasil.

A decisão de Moraes consta de um processo em que Flávio e um amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados por branqueamento de capitais, num suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e uma plataforma de apostas.

O senador da extrema-direita brasileira é ainda alvo de uma investigação do STF por suspeita de branqueamento de capitais no financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023), que se encontra detido por tentativa fracassada de golpe de Estado.

Na segunda-feira, um dia antes de deixar o país, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que garantiu que nunca deixaria o Brasil e que entregaria os passaportes às autoridades policiais.

Na carta divulgada esta quarta-feira, porém, afirmou que decidiu sair do país para proteger a família e rejeitou a descrição de que teria fugido do Brasil.

O senador afirmou ainda que vai liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e prometeu dirigir-se regularmente aos brasileiros nos próximos dias.

“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, escreveu.

Ao contrário do seu candidato a vice na eleição, Alfredo Gaspar, e do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, o filho de Jair Bolsonaro não reconheceu a derrota para Lula da Silva no domingo passado, na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras.

Irmão de Flávio, o senador eleito Carlos Bolsonaro, publicou vídeo nas redes sociais após visitar Jair na prisão domiciliaria em Brasília, e durante conversa de duas horas que tiveram descreveu emocionado que pediu perdão: “Desculpa, pai, a gente falhou”.

Após carta com teor golpista de Flávio, Tarcísio defende respeito às urnas

28 October 2026 at 21:55

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a oposição deve respeitar o resultado das eleições e atuar dentro das instituições democráticas. Em nota, o governador disse compreender a indignação do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial, e afirmou que o sentimento é compartilhado por parte dos brasileiros.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou Tarcísio.

Segundo o governador, o momento exige “responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte”. Ele defendeu que a atuação dos oposicionistas ocorra dentro das instituições para fortalecer o sistema de freios e contrapesos da democracia.

Carta de Flávio

A manifestação de Tarcísio ocorre após Flávio divulgar, dos Estados Unidos, uma carta em que contestou o resultado da eleição presidencial e se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No documento, o senador alegou fraude eleitoral, criticou a atuação do Judiciário e afirmou que lideraria a oposição a Lula a partir do exterior.

Em uma versão posterior do texto, Flávio substituiu a expressão “verdadeiro presidente eleito” por “líder do Brasil”, mantendo a intenção de se apresentar como uma liderança política nacional. O senador deixou o Brasil acompanhado da mulher e das duas filhas, após a derrota no segundo turno.

Tarcísio amplia discurso nacional

Na terça-feira (27), Tarcísio publicou um vídeo nas redes sociais em que reconheceu o resultado eleitoral e defendeu uma oposição vigilante ao governo Lula. Na gravação, o governador afirmou que a eleição havia terminado, mas que permanecia o desejo de um governo com quadros técnicos, redução de gastos e impostos e responsabilidade fiscal.

A manifestação integra um movimento de ampliação da projeção nacional do governador. Como mostrou a CNN, aliados de Tarcísio e dirigentes partidários o consideram um dos nomes mais bem posicionados para liderar a oposição e avaliam que ele pode se tornar um candidato competitivo à Presidência em 2030.

A estratégia envolve conciliar a gestão de São Paulo com uma atuação mais presente no debate político nacional.

MTE estuda criar “lista suja” para empresas que cometem assédio eleitoral

28 October 2026 at 21:55

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (28) que a pasta avalia criar uma “lista suja” para empresas que cometeram assédio eleitoral no âmbito do trabalho, nos mesmos moldes do cadastro mantido para instituições enquadradas por práticas de trabalho análogo à escravidão.

A declaração foi feita após uma série de denúncias de demissão de funcionários, recusa de contratação de trabalhadores e boicotes a estabelecimentos associados a apoiadores de Lula veiculadas nas redes sociais nos últimos dias.

Segundo o chefe da pasta, a ideia surgiu diante do elevado número de relatos recebidos após o segundo turno. Dados do MPT (Ministério Público do Trabalho) mostram que, desde o último domingo (25), foram efetuadas 1.353 denúncias — cerca de 41% do total registrado em 2026.

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Levantamento do órgão indica que São Paulo (608) lidera em número de notificações, seguido por Minas Gerais (338), Paraná (329), Rio de Janeiro (243) e Rio Grande do Sul (210).

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, Marinho classificou como “absurdo” o volume de denúncias feitas após o período eleitoral. Segundo o ministro, o número “anormal” reflete o clima de hostilidade estimulado por lideranças políticas.

“A sociedade brasileira entrou em um período de estímulo de lideranças ao ódio, ao preconceito, e alguns empresários, levados no calor dessas lideranças, estão extrapolando em sua relação profissional”, destacou.

“Uma empresa não pode colher um calor desse e transmitir essa carga de ódio, de raiva, de preconceito, de violência contra o seu trabalhador”, complementou.

Na avaliação do presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Luiz Phelipe Vieira de Mello Filho, o alto fluxo de denúncias antes, durante e depois do período eleitoral dificulta a atuação da Justiça e obriga uma maior cooperação entre os órgãos.

Segundo a autoridade, os impactos se estendem a trabalhadores assalariados, autônomos, estabelecimentos de pequeno porte e MEIs (microempreendedores individuais).

O presidente do TST destacou também que os juízes do Tribunal seguirão de plantão até o fim de 2026, com possibilidade de extensão para os primeiros meses de 2027, para dar maior celeridade aos processos. Segundo as autoridades presentes na coletiva, os tribunais estaduais foram orientados a priorizar esses casos.

Processo legal e punições

Segundo o MTE, após as denúncias de demissão, perseguição e assédio eleitoral, a Justiça avaliará legalmente o processo, etapa seguida por reuniões com empresas, sindicatos e trabalhadores envolvidos.

Marinho afirmou que, com base na Lei nº 9.029/1995 e mediante a devida decisão judicial, a pasta notificará o BC (Banco Central) e demais instituições financeiras, que poderão proibir o acesso dessas empresas a linhas de crédito.

“Faço um alerta para quem continua nessa iniciativa: o dano econômico será elevado. Espero que repensem e não se deixem levar por opiniões políticas”, ponderou o presidente do TST.

Além do impacto financeiro, o governo anunciou que intensificará a fiscalização sobre publicações em redes sociais que incentivem práticas de assédio eleitoral no ambiente corporativo.

*Sob supervisão de João Ker

Animais acorrentados e em varandas vão ser proibidos

28 October 2026 at 21:50
PSD e CDS-PP votaram contra os dois diplomas do PAN. O Governo tem 90 dias para regulamentar as leis, que também proíbem coleiras que causem dor.

© Maria João Gala

Caberá ao Governo regulamentar a lei agora aprovada, num prazo de 90 dias após a sua publicação

Adjunto do MAI para eleições pediu para sair do cargo

28 October 2026 at 21:50
Joaquim Morgado, no cargo desde 2020, pediu cedência para organismo do Ministério da Educação. Deixa o cargo a 31 de outubro.

© MARIO CRUZ/LUSA

Joaquim Morgado desempenhava funções de secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI) para a área eleitoral desde 2020

“Filmar o corpo de um colega para o expor”: Fabian Figueiredo pede investigação após vídeo divulgado por André Ventura

28 October 2026 at 21:50

O deputado do Bloco de Esquerda pediu ao presidente da Assembleia da República a abertura de um inquérito à captação e divulgação de imagens suas nos corredores do Palácio de São Bento. Na exposição, refere ainda um comentário de um deputado do Chega numa das publicações, que considera constituir uma “apologia da violência” e uma “ameaça direta” à sua integridade física

“Filmar o corpo de um colega para o expor”: Fabian Figueiredo pede investigação após vídeo divulgado por André Ventura

28 October 2026 at 21:50

O deputado do Bloco de Esquerda pediu ao presidente da Assembleia da República a abertura de um inquérito à captação e divulgação de imagens suas nos corredores do Palácio de São Bento. Na exposição, refere ainda um comentário de um deputado do Chega numa das publicações, que considera constituir uma “apologia da violência” e uma “ameaça direta” à sua integridade física

ONU pede ao próximo Governo israelita que "mude de rumo"

28 October 2026 at 21:46
Após as primeiras eleições israelitas desde o ataque do Hamas em outubro de 2023, Volker Türk apelou ao respeito pelo direito internacional humanitário.

© SALVATORE DI NOLFI/EPA

O Alto-Comissário defendeu que a ONU continue a "monitorizar, documentar e relatar" o que se passa na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, bem como no Líbano, na Síria e noutros locais.

Trump evita comentar carta de Flávio e questiona eleição no Brasil

28 October 2026 at 21:44
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclamou “presidente eleito do Brasil” e questionou o processo eleitoral brasileiro. Em declaração a jornalistas nesta quarta-feira, 28, o republicano afirmou que não pretende se envolver no assunto, mas classificou a eleição brasileira como “muito estranha”.“Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha”, disse Trump ao ser questionado sobre o documento divulgado pelo senador.Esta é a segunda vez que o chefe de Estado questiona o resultado das urnas no Brasil. Na segunda-feira, 26, o Trump declarou que a votação "pareceu fraudada" e classificou como "muito estranha" a decisão de estender o horário de votação das 17h para as 19h.O presidente dos Estados Unidos afirmou ainda que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi tratada de forma injusta no Brasil, mas negou ter conversado com Flávio após a eleição. Leia Também: "LÍDER" Flávio Bolsonaro desiste de se autoproclamar presidente e muda carta POLÍTICA Nota de Flávio Bolsonaro usa brasão antigo do "Brazil" ELEIÇÃO CONTESTADA Aliado de Trump comenta carta de Flávio: “É apenas o começo” Nova versão da cartaMinutos após a publicação da carta original, Flávio apagou o texto das redes sociais e divulgou uma nova versão, na qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”. No documento, o senador agradeceu a Trump e ao “maravilhoso povo americano” por acolhê-lo nos Estados Unidos.Segundo o relato, Flávio chegou ao país nesta quarta-feira, após deixar o Brasil pela Argentina durante a madrugada. No documento de imigração do parlamentar, constaria uma autorização normalmente concedida a imigrantes por razões humanitárias.Democratas criticam acolhimento de FlávioDe acordo com o jornal O Globo, a chegada de Flávio aos Estados Unidos também foi alvo de críticas de parlamentares democratas. Ao longo desta quarta-feira, congressistas usaram as redes sociais para questionar a postura do governo Trump diante das investigações envolvendo Flávio e comparar o caso ao endurecimento das políticas migratórias americanas.O deputado Morgan McGarvey, que representa o Kentucky no Congresso dos EUA, criticou o que considera um tratamento privilegiado ao senador brasileiro.“A administração Trump diz que não quer criminosos entrando em nosso país. A menos que sejam tão corruptos quanto ele”, escreveu na rede social X, antigo Twitter.Já o senador Andy Kim, de Nova Jersey, afirmou que a situação exemplifica, em sua avaliação, o favorecimento de aliados políticos pelo presidente americano.“A ida do senador para o país é mais um exemplo da corrupção de Trump favorecendo aqueles que se curvam a ele”, declarou Kim.

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