Les États-Unis sanctionnent le ministère rwandais de la Défense pour son soutien au M23 en RDC
Cristiano Ronaldo ha ganado el BOAT, el nuevo premio que ha creado la revista France Football para premiar al mejor Balón de Oro de la historia. El delantero portugués ha sido resultado como vencedor tras imponerse por la edición de 2008, que obtuvo cuando militaba en el Manchester United, una temporada en la que también se coronó en la Champions League.

© GERARD JULIEN (AFP)




Um estudo publicado na revista científica Nature identificou um mecanismo molecular que pode abrir caminho para novas estratégias de tratamento da anemia falciforme e da beta-talassemia, doenças genéticas que afetam o sangue.
Os pesquisadores descobriram que a proteína BACH2 atua como um “freio” na produção de hemoglobina fetal, e que reduzir sua atividade pode aumentar a produção dessa proteína nas células sanguíneas.
A pesquisa, publicada em 30 de setembro, analisou dados genéticos de mais de 28 mil pessoas de diferentes ancestralidades e investigou como variações genéticas influenciam os níveis de hemoglobina fetal, uma forma da proteína responsável pelo transporte de oxigênio que é produzida principalmente durante o desenvolvimento antes do nascimento.
Os resultados indicam que a inibição da BACH2 pode ativar uma via molecular que favorece a produção de hemoglobina fetal.
A descoberta oferece uma possível nova abordagem para o desenvolvimento de tratamentos, mas ainda são necessários estudos para avaliar a segurança e a eficácia dessa estratégia em pacientes.
A hemoglobina é uma proteína presente nos glóbulos vermelhos, responsáveis por transportar oxigênio pelo organismo.
Durante o desenvolvimento fetal, o corpo produz principalmente hemoglobina fetal. Após o nascimento, essa produção diminui gradualmente e dá lugar à hemoglobina adulta.
Na anemia falciforme, uma alteração genética leva à produção de uma hemoglobina anormal, que pode fazer com que os glóbulos vermelhos adquiram formato semelhante ao de uma foice.
Essas células podem se romper mais facilmente ou obstruir vasos sanguíneos, provocando anemia, dores e outras complicações.
A hemoglobina fetal pode reduzir os efeitos da hemoglobina alterada e, por isso, aumentar sua produção é uma das estratégias estudadas para tratar a doença.
No novo estudo, os pesquisadores identificaram a participação da proteína BACH2 na regulação desse processo. Os experimentos indicaram que a BACH2 reduz a atividade de outro fator, chamado NRF2, que atua na ativação de genes relacionados à produção de hemoglobina fetal.
Quando a atividade da BACH2 é reduzida, o NRF2 consegue atuar com maior intensidade, favorecendo a ativação desses genes e aumentando a produção de hemoglobina fetal nas células analisadas.
Para identificar o mecanismo, a equipe analisou informações genéticas de mais de 28 mil pessoas, com diferentes origens ancestrais, e investigou associações entre variações genéticas e os níveis de hemoglobina fetal.
Em seguida, os pesquisadores realizaram experimentos em células sanguíneas humanas cultivadas em laboratório.
Os resultados mostraram que aumentar os níveis de BACH2 reduzia a produção de hemoglobina fetal. Em contrapartida, diminuir a atividade da proteína elevava os níveis dessa hemoglobina.
Os cientistas também observaram que a via BACH2-NRF2 atua de maneira independente da BCL11A, um gene já conhecido por participar da regulação da produção de hemoglobina fetal.
Essa diferença é importante porque sugere a existência de outra via molecular que poderá ser explorada no desenvolvimento de terapias. No futuro, a possibilidade de atuar sobre mais de um mecanismo poderá ser investigada para ampliar a produção de hemoglobina fetal.
Apesar dos resultados promissores, a pesquisa não demonstra que bloquear a BACH2 seja seguro ou eficaz para tratar pessoas com anemia falciforme ou beta-talassemia.
Os experimentos apresentados são uma etapa inicial da investigação de um possível alvo terapêutico.
A descoberta amplia o conhecimento sobre os mecanismos que controlam a produção de hemoglobina fetal e identifica uma nova possibilidade de pesquisa para doenças hereditárias do sangue.
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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

© Owen C. Shaw/Getty Images
Os Houthis do Iêmen atacaram o aeroporto de Aden nesta quarta-feira (28), informaram autoridades governamentais, depois que o grupo — alinhado ao Irã — alertou a população para se retirar do local, em meio a uma escalada dos combates no país, que se encontra inserido no conflito mais amplo do Oriente Médio.
Moradores da cidade portuária, situada no sul — onde está sediado o governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita —, relataram ter ouvido uma explosão nas proximidades do aeroporto, que serve como uma via vital para a ajuda humanitária e é a principal porta de entrada para o sul do Iêmen.
O tráfego aéreo foi interrompido após o ataque, disseram à agência de notícias Reuters dois funcionários do Ministério dos Transportes.
Uma fonte ligada a organizações humanitárias afirmou que alguns funcionários da ONU deixaram o aeroporto pouco antes do ataque, e não houve feridos.
O porta-voz dos Houthis, Yahya Saree, declarou em uma publicação na rede social X que o aviso de retirada foi motivado, segundo ele, pela presença de uma aeronave de carga militar saudita que estaria entregando armas.
Não houve, de imediato, qualquer comentário por parte das autoridades sauditas.
Os Houthis, que controlam a capital, Sanaa, e a maior parte do noroeste do Iêmen, já atacaram o aeroporto de Aden em diversas ocasiões anteriores.
Moradores relataram que, antes da emissão do alerta, também foram ouvidas explosões em outras partes da cidade.
A Organização Internacional para as Migrações informou que sua equipe, que passava por Aden, está em segurança e que todos os seus integrantes foram localizados após os relatos do ataque.
O ataque ocorre em um momento em que os combates entre os Houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita — que apoia o governo do Iêmen — intensificaram-se nas últimas semanas, abrindo uma nova e volátil frente no conflito mais amplo entre EUA, Israel e o Irã.
No mês passado, as forças Houthis avançaram em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais estrategicamente importantes do mundo, situada no lado oposto ao Estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.
Desde então, as forças governamentais têm buscado retomar territórios na costa do Mar Vermelho, em uma manobra que poderia enfraquecer o controle dos Houthis sobre esse ponto de passagem crucial.
Paralelamente, a coalizão intensificou os ataques contra posições Houthis, em resposta à escalada de ofensivas do grupo contra a Arábia Saudita.
Na terça-feira (27), a organização humanitária MSF (Médicos Sem Fronteiras) informou que uma de suas aeronaves estava prestes a decolar do aeroporto de Aden, dias atrás, quando as equipes humanitárias foram orientadas a buscar abrigo devido à queda de um míssil nas proximidades.
“O aeroporto de Aden é o principal ponto de entrada para trabalhadores humanitários, suprimentos e equipamentos médicos destinados ao sul do Iêmen; portanto, garantir um acesso seguro a ele é fundamental”, declarou a organização em um comunicado.
A emissora Al Masirah, controlada pelos Houthis, relatou que 14 pessoas morreram e 15 ficaram feridas no que descreveu como um ataque saudita à região de Jawf, no norte do Iêmen.
A retomada dos combates pôs fim a uma trégua mediada pela ONU em 2022, que havia conseguido conter, em grande parte, os ataques de maior escala no conflito — iniciado após os Houthis expulsarem o governo de Sanaa, em 2014.
Agências de ajuda humanitária alertam que essa nova onda de violência está agravando rapidamente as condições em um país que já enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo.
Entenda impactos do bloqueio dos Houthis à Arábia Saudita no Mar Vermelho