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'I Did Not Flee Brazil': Flavio Bolsonaro Compares Himself to Charles de Gaulle in Letter from Miami
Sen. Flávio Bolsonaro published a letter on Wednesday night, deleted and edited twice thereafter, in which he addressed his departure from Brazil after losing Sunday's presidential election, declaring himself the victim of a "witch hunt" and insisting he had not abandoned his country.
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- Tres denuncias apuntan a Milei y su entorno por facilitar la fuga de Flávio Bolsonaro
Tres denuncias apuntan a Milei y su entorno por facilitar la fuga de Flávio Bolsonaro
How Trump’s Latin American allies helped Flávio Bolsonaro flee Brazil
The flight of far-right Brazilian politician Flávio Bolsonaro has exposed covert support from the Donald Trump administration and a network of alliances among conservative governments on the continent, encouraged by Washington, that collaborated to enable his escape. Bolsonaro’s departure for Miami — just one day after insisting he would lead the opposition to the newly re-elected Luiz Inácio Lula da Silva — demonstrates the existence of a Latin American bloc not only ideologically aligned with Trump but willing to act according to his logic, disregarding international treaties, several analysts said.

© Eva Marie Uzcategui (REUTERS)
Fuga e carta golpista ampliam isolamento de Flávio Bolsonaro
Os posicionamentos se tornaram mais enfáticos após a fuga para os Estados Unidos e a divulgação da carta golpista, na qual Flávio chegou a se autoproclamar presidente eleito, líder do Brasil e da oposição.
Partidos da base
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“O União Brasil reafirma que a democracia é, para o partido, um valor inegociável. Ela não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas”, afirma o documento.
A legenda também declara que “a eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura, e o seu resultado deve ser respeitado”.
O MDB também se manifestou sobre a legitimidade do processo eleitoral. Em publicação nas redes sociais, o partido reafirmou sua confiança no sistema eleitoral brasileiro e no resultado do pleito realizado no domingo. Parte das lideranças do MDB apoiou Flávio Bolsonaro na campanha.
“O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo”, declarou a legenda.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), também admitiu que não há provas de fraude eleitoral no segundo turno das eleições.
Nomes da direita
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi outro aliado de Flávio a se posicionar em favor do resultado das urnas. Em nota divulgada nesta quarta-feira, ele afirmou compreender a indignação do senador, mas destacou que o momento exige “responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte”.
"A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, disse Tarcísio.
Até mesmo o bispo JB Carvalho, líder da Comunidade das Nações, igreja de Brasília frequentada pelo senador, divulgou nesta quarta-feira (28) uma mensagem em defesa do resultado das urnas, que levou à eleição do presidente Lula.
"As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue!", disse o pastor nas redes sociais. "Vamos viver a vida. Pare de profetizar o caos. Deus dará a cada um segundo suas obras. E Ele terá misericórdia do Brasil".
O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) também criticou a decisão do senador de conduzir a oposição a partir do exterior e afirmou que a iniciativa não traz benefícios ao Brasil.
Para ele, Flávio tenta reproduzir o modelo de Juan Guaidó, que se apresentou como presidente interino da Venezuela, mas em um contexto diferente, no qual o Partido Liberal (PL) continua funcionando normalmente no país.
“Ele optou por não lutar aqui, e a verdade precisa ser dita: quando você acredita em algo, você luta na tua terra. Ele não quis lutar, a nossa terra não era boa o suficiente, ele vai lutar direto da Flórida”, afirmou Renan.
Renan disse não acreditar que a iniciativa represente risco institucional, mas classificou a atuação política no exterior como uma “oposição EAD”.
“Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD sendo feita lá dos Estados Unidos para atender no fundo ao interesse americano aqui. Eu estou aqui, vou lutar daqui e vou pagar as consequências das minhas ações”, declarou.
*Colaborou Luciano Nascimento.
Erika Hilton acusa Flávio Bolsonaro de articular golpe após derrota; veja vídeo
A deputada federal Erika Hilton afirmou nesta quarta-feira (28/10) que Flávio Bolsonaro estaria tentando articular um golpe após a derrota nas eleições presidenciais. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela também criticou a ida do senador aos Estados Unidos.
Erika acusou Flávio de tentar deslegitimar o processo eleitoral por não aceitar o resultado das urnas. “O que Flávio Bolsonaro quer é arquitetar um golpe, é confundir o processo eleitoral”, declarou. As afirmações são da deputada e não constituem, por si só, comprovação de uma tentativa de golpe.
Ao final do vídeo, a parlamentar pediu que seus apoiadores evitem interagir com publicações de aliados do bolsonarismo e incentivou a mobilização em grupos ligados a ela e ao deputado André Janones. Erika também defendeu denúncias contra conteúdos que considera falsos ou ameaçadores.
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Brazilians in Miami, torn over Flávio Bolsonaro’s presence: ‘I feel helpless’
The news that Flávio Bolsonaro had arrived at Opa-Locka airport Wednesday morning left Luciana Ferri in shock for several reasons. First: “What kind of political figure does Bolsonaro want to be, even for his own voters, if he’s so cowardly as to skip the country and say: ‘I will not submit to the country’s judicial system, I was only a presidential candidate’?” And second: “Many immigrants here in the United States face fear and uncertainty because of aggressive law enforcement, and suddenly someone with political connections, an ally of President Trump, shows up and is welcomed with open arms.”

© Marta Lavandier (AP Photo/Marta Lavandier)
China’s Xi Jinping Congratulates Marxist Lula on Dubious Brazil Election Win
Genocidal Chinese dictator Xi Jinping personally congratulated Luiz Inácio Lula da Silva on Tuesday after Brazil affirmed his victory in this year’s presidential election, extending his rule for a fourth term in office.
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- O Jornal Económico
- Auxílio de Milei para fuga de Flávio Bolsonaro agrava deterioração da relação do Brasil com a Argentina
Auxílio de Milei para fuga de Flávio Bolsonaro agrava deterioração da relação do Brasil com a Argentina
As revelações de que o governo de Javier Milei prestou auxílio ao plano de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) devem agravar ainda mais a deterioração da relação entre Brasil e Argentina —que já se encontra em um dos piores momentos nas últimas décadas.
Segundo reportagens da imprensa argentina, a Casa Rosada atuou para facilitar a operação que resultou no embarque de Flávio e familiares em Porto Iguaçu, na Argentina, com destino a Miami, nos Estados Unidos. O senador fugiu do Brasil após perder a eleição para o presidente Lula (PT) e ser alvo de uma ordem judicial que determinou a entrega de seus passaportes.
Meios de comunicação do país vizinho relataram que Santiago Caputo, assessor especial de Milei, estava em Iguaçu no momento da decolagem e, além disso, que teria sido colocado à disposição do senador o veículo que o levou à aeronave.
No discurso divulgado nesta quarta-feira (28), Flávio agradeceu a Milei “pela coragem, senso de justiça e legalidade”.
Para integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, a sucessão de acontecimentos corrói ainda mais a pouca confiança que existia entre autoridades dos dois países.
Havia a expectativa de que a eleição no Brasil pudesse representar uma oportunidade para restabelecer condições mínimas para um relacionamento político, mas, segundo auxiliares de Lula, as recentes ações do governo Milei apontam para o congelamento do status quo, que deve se prolongar até, pelo menos, o pleito argentino de outubro de 2027.
De acordo com esses auxiliares, o regresso dos embaixadores às respectivas capitais torna-se, no atual contexto, hipótese extremamente improvável.
Em agosto, o governo Lula orientou o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, a voltar a Buenos Aires. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto decidiu que o embaixador na Argentina, Julio Bitelli, permaneceria no Brasil.
As medidas, inéditas na relação moderna entre os países vizinhos, ocorreram em resposta a ataques de Milei contra o petista. Presente no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei se referiu a Lula como ladrão e presidiário e chamou de “lixo careca” o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Do lado brasileiro, o ministro da Economia, Dario Durigan, chamou o portenho de “palhaço”, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), classificou o argentino como “caricatura patética” e puxa-saco de Donald Trump.
Nas semanas seguintes, Milei proferiu diversas ofensas a Lula nas redes sociais.
Na madrugada desta quarta-feira (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou, no X (ex-Twitter), que Flávio, a esposa dele e as duas filhas cruzaram a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 de terça-feira (27).
“Às 23h30, a comitiva que chegava embarcou em um voo privado operado pela companhia Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo”, disse o comunicado.
Ao longo de terça, segundo integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, houve intensa comunicação com autoridades argentinas, que reiteravam que, até aquele momento, não havia qualquer registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país vizinho.
Para o lado brasileiro, a dificuldade de comunicação com autoridades argentinas no caso Flávio é vista como um reflexo do péssimo momento que a relação bilateral atravessa.
O auxílio ao senador não foi o único episódio que contribuiu para azedar o relacionamento entre Brasil e Argentina.
Também na terça, o porta-voz de Milei, Adrian Ravier, afirmou a jornalistas que o governo argentino não faria nenhum tipo de comunicado sobre a vitória eleitoral de Lula. Ele disse que, em 2023, Lula também teria ignorado a eleição de Milei. A justificativa de Ravier, porém, é falsa, uma vez que o petista parabenizou as instituições e o povo argentino pela condução do processo eleitoral.
- El País
- La huida de Flávio Bolsonaro desnuda una alineación ideológica con Trump que prevalece sobre el derecho internacional en Latinoamérica
La huida de Flávio Bolsonaro desnuda una alineación ideológica con Trump que prevalece sobre el derecho internacional en Latinoamérica
La huida del político ultraderechista brasileño, Flávio Bolsonaro, de Brasil, ha dejado en evidencia el apoyo subrepticio de la Administración estadounidense de Donald Trump y la red de alianzas del bloque de países conservadores en el continente, alentados por Washington, que han colaborado para su fuga. La salida de Bolsonaro hacia Miami —solo un día después de asegurar que lideraría la oposición a un nuevo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva—, demuestra, según analistas consultados, la existencia de un bloque latinoamericano no solo alineado ideológicamente con Trump, sino dispuesto a actuar bajo su misma lógica, sin respetar los tratados internacionales.

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Flávio Bolsonaro se refugia en EE. UU. y se autoproclama presidente de Brasil
Lula can’t decouple from China, whatever Trump may want

Luiz Inacio Lula da Silva’s re-election on October 25 may have frustrated Donald Trump’s ambitions in Latin America, but the more consequential story lies beyond the ballot box on China. Brazil’s relationship with Beijing is now so deeply embedded in its economy that even a president more sympathetic to Washington would struggle to unwind it. […]
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- Affaritaliani.it
- Bolsonaro jr rompe il silenzio da Miami: “Sono io il presidente eletto del Brasile. Un’organizzazione criminale…”
Bolsonaro jr rompe il silenzio da Miami: “Sono io il presidente eletto del Brasile. Un’organizzazione criminale…”
Flavio Bolsonaro, candidato presidenziale di destra sconfitto in Brasile, ha ribadito di essere il legittimo leader del suo Paese, dopo essere arrivato negli Stati Uniti per iniziare un esilio auto-imposto. La sfida lanciata da Bolsonaro nel fuggire in Florida preannuncia ulteriori turbolenze per il Brasile, dove domenica il presidente di sinistra Luiz Inacio Lula da Silva ha vinto un combattuto ballottaggio elettorale. “Sono io il presidente eletto; i criminali che hanno rubato le elezioni in Brasile fanno parte di un’organizzazione criminale che ha instaurato una tirannia”, ha dichiarato Bolsonaro in un comunicato pubblicato sul suo profilo X, denunciando una “frode elettorale”. “Guiderò l’opposizione da qui“, ha affermato. In una nota successiva, ha corretto la sua dichiarazione, definendosi “leader” anziché “presidente”.
Bolsonaro, 45 anni, è atterrato a bordo di un jet privato all’aeroporto Opa-Locka Executive, vicino a Miami. L’amministrazione del presidente Donald Trump ha solidi legami con Bolsonaro e con suo padre, Jair Bolsonaro – attualmente agli arresti domiciliari in Brasile per aver tentato di ribaltare l’esito delle elezioni del 2022, perse proprio contro Lula. Trump ha ribadito la sua tesi secondo cui le elezioni brasiliane sarebbero state “molto strane”, precisando tuttavia ai giornalisti che “non intende farsi coinvolgere” nella pretesa di Flavio Bolsonaro alla presidenza. Sono ancora in corso di chiarimento i dettagli su come Bolsonaro, accompagnato dalla moglie e dalle figlie, sia riuscito a raggiungere il suolo statunitense.
“Voglio condividere con voi un po’ del sentimento di un cuore di madre. Sono molto triste“, scrive Rogeria Bolsonaro, ex moglie dell’ex presidente Jair, su X. “Il mio cuore sanguina (grazie a Dio che è un cuore forte) perché un altro figlio si è visto costretto a lasciare la sua Patria amata a causa di persecuzioni ingiuste, infondate e arbitrarie. Ora sono 4 i nipoti di cui sarò privata di accompagnare da vicino la crescita, di festeggiare insieme le loro vittorie e conquiste e di confortare nelle ore difficili. Non potrò essere vicina quando avranno la febbre, per posare la mano sulle loro fronti e verificare se è forte o no. Ma il nostro Dio sa quello che fa e io confido totalmente in Lui. So che mi darà la forza per sopportare tutto questo. Avrei molto di più da dire su tutto quello che sta accadendo alla mia famiglia, ma non ci starebbe in questo spazio. Ripeto sempre che i miei figli sono la mia vita. Vi amo troppo, oltre misura. La distanza ci separa, ma l’amore ci unisce. E ora separata da un altro, mi resta solo dire un arrivederci Flavio, figlio mio caro. Dio vi benedica. Arrivederci”.
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- TSE de Brasil ratifica legitimidad electoral frente a acusaciones de Flávio Bolsonaro
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- teleSUR Español
- Líder de Frente Amplio uruguayo sobre Bolsonaro: «Se fuga quien tiene algo que esconder»
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- Funchal Notícias
- A autoproclamação de Flávio Bolsonaro: entre a contestação eleitoral e a negação do resultado [Carta de Flávio Bolsonaro]
A autoproclamação de Flávio Bolsonaro: entre a contestação eleitoral e a negação do resultado [Carta de Flávio Bolsonaro]
- Agência Pública
- Críticas do público fizeram imprensa dar nome a golpismo de Bolsonaro, diz Fabiana Moraes
Críticas do público fizeram imprensa dar nome a golpismo de Bolsonaro, diz Fabiana Moraes
Assim que foi divulgada a carta golpista na qual o candidato derrotado Flávio Bolsonaro se autoproclamou “presidente” do Brasil, muitos jornais brasileiros divulgaram a fala como se fosse mais uma notícia, em tom declaratório, sem evidenciar seu teor golpista.
“Em carta divulgada por aliados, Flávio Bolsonaro se diz presidente eleito do Brasil após chegar aos EUA fugido”, noticiou a Folha de S.Paulo. “Nos EUA, Flávio se autodeclara ‘verdadeiro presidente eleito’ e agradece a Trump e a Milei”, manchetou o Estadão. Outros veículos também fizeram títulos similares.
Depois de alguns minutos no ar, a maioria dos portais corrigiu o tom. “Flávio Bolsonaro se diz presidente eleito do Brasil em carta golpista divulgada por aliados”, reformulou a Folha. O Estadão também mudou: “Após fuga, Flávio se autodeclara ‘presidente eleito em carta golpista e agradece a Trump e a Milei”. Mais tarde, o próprio candidato derrotado postou uma nova carta, na qual se chama “líder do Brasil”.

A Agência Pública conversou com Fabiana Moraes, professora e pesquisadora do Núcleo de Design e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para quem a mudança de postura dos grandes veículos nesta ocasião pode ter sido fruto de um maior “letramento midiático” do público depois das últimas eleições, que atua de forma mais crítica ao trabalho da imprensa.
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A professora, que pesquisa a objetividade jornalística — isto é, a crença de que o jornalismo consegue ser isento de ideologias e vieses — relembra como a mídia foi alvo de muitas críticas nesta cobertura eleitoral. “Flávio almoçar com a Globo antes da entrevista no Jornal Nacional foi um escândalo”, disse, sobre a reunião do ex-senador com executivos da emissora no dia em que seria sabatinado. “Acho que essas eleições ensinaram para uma população maior algumas questões que geralmente ficariam uma conversa entre jornalistas.”
A pesquisadora aponta que parte dos veículos que, em um primeiro momento, normalizaram o discurso golpista “queriam Flávio presidente, ou sempre tiveram uma enorme antipatia por Lula”. “Eu não diria que há uma nova postura [deles], mas uma correção nesse caso específico porque rapidamente as pessoas questionaram as manchetes.”
A pesquisadora relembra que ficou evidente que os algoritmos das redes sociais não são puramente técnicos e, por isso, podem ser questionados. Do mesmo modo, o jornalismo também não é puramente técnico, no entendimento de Moraes. “Acho que há uma questão de mostrar para onde a imprensa estava indo”, aponta, citando como exemplo as relações da imprensa com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que atuava quase como um ‘editor-chefe’ de algumas redações. A Pública mostrou a interferência editorial de Vorcaro no alto escalão do grupo Globo.
Moraes também aponta que, nessas eleições, ficou mais claro o peso do jornalismo independente, além do peso de estratégias diferentes da cobertura tradicional, como o uso de humor, ficção e de influenciadores digitais.
Um dos livros de Moraes é “A pauta é uma arma de combate”, em que trata sobre como os jornalistas definem o que vai ser ou não notícia, muitas vezes reproduzindo preconceitos e hierarquias de gênero, classe social e raça.
Moraes acredita que essa eleição será importante para “riscar o chão com a faca” para pactuar novas posturas. “Por exemplo, que precisamos promover de fato o jornalismo independente e financiá-lo. Porque é isso: Lula se torna presidente em uma eleição mais do que histórica, e, no dia seguinte, os jornais estão falando sobre a Bolsa de Valores – algo que sempre acontece –, mas minimizam o tamanho dessa vitória. Quando você olha para a imprensa internacional no dia seguinte, a cobertura e o peso que se dá a essa vitória do Lula são bem diferentes”, afirma.
“A imprensa vai continuar seguindo suas apostas, como a Globo com Flávio – apostas mesmo, né? Mas acho que há uma coisa boa, que é o reconhecimento do jornalismo que olha para a democracia não como negócio, mas como um ambiente necessário para respirar.”

- teleSUR Español
- Flávio Bolsonaro se declara «verdadero presidente electo» y «líder» de Brasil desde Estados Unidos
Flávio Bolsonaro se declara «verdadero presidente electo» y «líder» de Brasil desde Estados Unidos
Coordenador de campanha do PL admite não ter prova de fraude eleitoral
Em uma primeira versão da carta golpista, divulgada na rede social X, Flávio Bolsonaro se declarava o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o documento foi apagado e uma segunda versão substituiu o termo "presidente eleito" para "líder do Brasil".
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Questionado sobre ter havido fraude na eleição brasileira, como alega sem provas o próprio Flávio na carta, Rogério Marinho reconhece que não tem provas para sustentar essa posição.
"O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido", admitiu.
Para o senador, a acusação de Flávio expressa na carta seria uma espécie de desabafo por ter decidido deixar o país. Marinho disse que Flávio seria um "exilado", apesar de o senador ter saído do país de forma voluntária, sem ordem de prisão.
Bolsonaro responde a uma série de investigações sobre lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
Em uma delas, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai. A partir do ano que vem, ele termina o mandato de senador e ficará sem o foro privilegiado e a imunidade parlamentar.
No comunicado distribuído à imprensa por sua assessoria, Flávio diz ainda que vai liderar a oposição a partir dos EUA e que correrá os riscos que os parlamentares eleitos do PL não poderão correr.
Antes de sair do país de forma clandestina em um avião de luxo fretado, que decolou da Argentina, com apoio do governo do país vizinho, Flávio tinha contra si somente uma ordem judicial para entregar os passaportes à Polícia Federal (PF). Para Rogério Marinho, no entanto, este seria um impedimento para o aliado exercer a liderança da oposição em solo brasileiro.
"Na verdade, é o que ele pode fazer. Porque aqui no Brasil é impossível, pelo menos pelos sinais que estavam sendo demonstrados, que ele pudesse exercer esse papel [de líder da oposição]", afirmou.
Rogério Marinho ainda comentou a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que "não irá se envolver" em relação à carta golpista de Flávio. Para o senador aliado, Trump tem legitimidade para opinar sobre política internacional, mas cabe ao Brasil resolver os próprios problemas, e rechaçou intervenção estrangeira.
"Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil", disse.
Acusação sem provas
Na carta publicada, o candidato derrotado afirma que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.
No 2º turno das eleições, realizado no último domingo (25), Lula obteve 64 milhões de votos. Já Flávio ficou com pouco mais de 59 milhões de votos.
As duas horas de extensão no horário de votação computaram apenas 34.393 votos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estavam aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As afirmações de Flávio, sem apresentação de qualquer prova, contrariam a apuração e o reconhecimento do pleito pelo TSE. As eleições no Brasil tiveram ainda o reconhecimento da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de líderes de diversos países de diferentes continentes.
O PL, partido de Flávio, também reconheceu a vitória de Lula nas urnas.