❌

Normal view

Israel kills six Palestinians in Gaza on eve of announcement of election results

29 October 2026 at 22:14

The Israeli military intensified its deadly attacks on Palestinians in different parts of the Gaza Strip in the last 24 hours that preceded the announcement of the Knesset election results, which are expected by the morning of Friday, October 30.

Read more: Israel’s elections: all roads lead to genocide

At least six Palestinians were killed and dozens of others wounded in Israeli strikes that targeted different areas of the war-torn enclave.

The fatalities include four government employees, who were killed in an Israeli strike on the Ministry of Economy in the Al-Mawasi area, west of the southern city of Rafah. Thirty others were wounded in the same offensive. 

The Gaza-based government media office condemned the assault in a statement published on Telegram, describing it as “a new crime and a horrific massacre that targeted a group of civilian public-sector employees.”

It added that “targeting government teams and civilian public employees is part of the organized crime that the Israeli occupation has practiced, and a malicious exposed attempt to push towards chaos and disorder by undermining the work of government crews and institutions, which seek to maintain the stability and safety of society.”

Meanwhile, two people were killed and several others were wounded when an Israeli drone struck a civilian vehicle near the entrance to the Al-Maghazi refugee camp, in the central Deir al-Balah Governorate.

The latest deaths take the toll of people killed by Israel in Gaza since the US-brokered ceasefire deal was reached in October 2025 to more than 1,574 people, with 5,867 others wounded, according to Gaza’s Health Ministry.

The ministry also reported that at least 74,570 people have been killed since Israel started its genocidal aggression on the besieged strip in October 2023.

Como Israel pode sair do impasse eleitoral e formar um novo governo?

29 October 2026 at 21:06

As eleições em Israel nesta semana terminaram sem que um bloco político conseguisse garantir clara maioria no Parlamento, o que deve gerar negociações delicadas para formação de um novo governo.

Benjamin Netanyahu permanecerá no cargo como primeiro-ministro interino, mas enfrenta um Parlamento com maioria da oposição que busca destituí-lo.

Aqui estão alguns cenários que podem acontecer nos próximos dias e meses.

Outra eleição

Após a divulgação dos resultados finais oficiais das eleições — o que deve ocorrer na próxima semana –, o presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciará consultas com representantes dos partidos e, em seguida, indicará o candidato que considerar ter as melhores chances de formar um governo.

Se o candidato não conseguir formar um governo, outro poderá tentar e, caso esse também falhe, o Knesset poderá indicar outro. Há um prazo de cerca de 100 dias para esse processo.

Se ninguém tiver sucesso, será realizada outra eleição.

Herzog afirmou na quarta-feira (28) que tudo deve ser feito para evitar uma nova eleição e pediu aos partidos que participarem das consultas com ele com a mente aberta.

Governo de unidade

O partido Likud, de Netanyahu, que ainda deve conseguir a maior quantidade de assentos no Knesset, poderia formar uma coalizão com partidos de oposição de centro e de direita, como o Yashar, de Gadi Eisenkot — o segundo maior partido —, o “Israel, Nosso Lar”, de Avigdor Lieberman, e a facção “Juntos”, de Naftali Bennett.

Esse agrupamento garantiria 66 cadeiras, uma maioria no Parlamento de 120 cadeiras.

No entanto, essa opção parece remota neste momento, pois significaria que Netanyahu provavelmente teria que abandonar seus aliados políticos “naturais”: os partidos de ultradireita e os judeus ultraortodoxos.

Além disso, os partidos da oposição teriam que quebrar sua principal promessa aos eleitores, que era destituir Netanyahu.

Ainda assim, se nenhum dos lados conseguir formar um governo ao final de semanas de negociações prolongadas, um governo de unidade poderá surgir como última opção.

A retomada dos confrontos com o Irã, ou com outros atores, também poderia aproximar os lados.

Governo de minoria de Eisenkot

Se Herzog escolher Eisenkot primeiro, ele poderia tentar formar um governo com os aliados “naturais” do Yashar — Juntos, Os Democratas e Israel, Nosso Lar — apoiado pelos dois partidos árabes de Israel, mesmo que eles não sejam integrantes desse governo: Ra’am e a Lista Conjunta.

A coalizão de Eisenkot somaria 48 cadeiras, de acordo com a última apuração de votos, com os partidos árabes somando 19 cadeiras, o que, juntos, alcançaria uma maioria de 67 cadeiras.

Mas, mesmo que Eisenkot volte atrás em sua promessa de campanha de não incluir partidos árabes no governo e aceite o apoio deles, seria difícil convencer muitos israelenses, cujas atitudes em relação à minoria árabe de Israel se endureceram ainda mais desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Netanyahu concentrou sua campanha em deslegitimar o apoio dos partidos árabes, que alcançaram níveis recordes nas eleições.

Por enquanto, apenas o partido “Os Democratas”, de centro-esquerda, se manifestou publicamente pedindo a inclusão desses partidos.

Ambos os partidos árabes sinalizaram que estão dispostos a cooperar com a chapa de Eisenkot.

O Ra’am integrou-se ao governo de Naftali Bennett em 2021, a primeira vez que um partido árabe independente entrou em uma coalizão israelense. Esse governo caiu após 18 meses.

Netanyahu com maioria para um governo de direita

A coalizão de Netanyahu deve sair das 64 cadeiras que detém no Parlamento para 53, de acordo com os últimos resultados eleitorais.

Mas o líder mais longevo de Israel é visto como um dos políticos mais habilidosos do país e poderia dividir a oposição ao atrair integrantes de seus partidos para o seu lado.

Ele já conseguiu fazer isso antes, inclusive como líder da oposição na corrida para as eleições de 2022, das quais saiu vitorioso. Mas a coalizão contra a qual ele lutava na época tinha uma vantagem muito menor e ele não precisou de muitos desertores para desestabilizar seus rivais políticos.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

La guerra contro l’Iran e il “terribile potere del denaro”

By: A A
29 October 2026 at 21:05

Netanyahu sta dicendo a Trump che ora deve portare a termine l’opera di distruzione dell’Iran

Segue nostro Telegram.

Il «Grande Progetto» volto a «mantenere [la civiltà occidentale] al vertice del mondo» (come ha affermato il Segretario di Stato statunitense Marco Rubio) richiede che gli strumenti per garantire l’obbedienza siano di due tipi: La creazione di un fervore rivoluzionario distruttivo dal basso (oggi definito «cambio di regime»); e, in secondo luogo, l’uso di ciò che Theodore Herzl, in una famosa frase, definì «il terribile potere del denaro di esercitare una pressione irresistibile sulla politica internazionale», al fine di cooptare gli strati dominanti in una rete di potere che promuovesse il «progetto» del Grande Disegno.Questo è ciò che stiamo osservando nella guerra di Trump contro l’Iran.

L’attacco israelo-americano del giugno 2025 era principalmente un attacco di decapitazione volto a neutralizzare sia la leadership politica che quella militare dell’Iran, mentre elementi armati addestrati dal Mossad, il MEK e i separatisti baluchi tra gli altri sarebbero stati infiltrati in Iran per fomentare la rivoluzione dalla base. A quel tempo, il figlio dell’ex Scià – in modo poco plausibile – veniva presentato ai media occidentali come il futuro leader dell’Iran.

Non ha funzionato. E ora Netanyahu sta sostenendo che Israele disponga di «nuove prove» del fatto che l’Iran si stia orientando verso la produzione di un componente bellico nell’ambito del proprio programma nucleare. Sta dicendo a Trump che ora deve portare a termine l’opera di distruzione dell’Iran. E per motivare ulteriormente Trump, il principale quotidiano israeliano Ma’ariv riporta che Israele ha trasmesso direttamente alla Casa Bianca i sondaggi del Likud, secondo cui Netanyahu potrebbe vincere le elezioni israeliane del 27 ottobre. Secondo l’articolo, queste informazioni del Likud (che contraddicono la maggior parte degli altri sondaggi israeliani) hanno spinto Trump a esprimere il proprio pieno sostegno elettorale a Netanyahu.

Allo stesso tempo, i miliardari filosionisti stanno esercitando il «terribile potere del denaro» su Trump: «Non accetteremo nulla di meno della sconfitta dell’Iran. Se continuerà a cercare un accordo, le ritireremo il nostro sostegno finanziario».

Alti funzionari della sicurezza israeliani, sia in carica che in pensione, confutano tuttavia la necessità di un attacco imminente all’Iran e l’affermazione di Netanyahu relativa a nuove prove che l’Iran si stia muovendo verso l’arma nucleare –il Capo di Stato Maggiore delle Forze di Difesa Israeliane (IDF) Zamir ha dichiarato al Canale 13 israeliano: «Non vediamo la necessità di attaccare l’Iran prima delle elezioni»; Il principale stratega militare israeliano Udi Evental ha messo in guardia: «Una guerra per ostacolare le elezioni e la democrazia, non per ostacolare il programma nucleare dell’Iran. Netanyahu, che si sospetta sia immerso fino al collo in considerazioni politiche e personali estranee alla questione, non è idoneo a prendere una decisione del genere. Non glielo si deve permettere».

Che esistano o meno prove del genere non ha davvero importanza. Probabilmente non esistono. L’affermazione costituisce semplicemente il pretesto con cui si sta esortando gli Stati Uniti ad agire per ‘portare a termine l’opera’ contro l’Iran. Come sempre, Netanyahu ha dichiarato negli ultimi giorni: «L’Iran sta ancora una volta cercando di sviluppare le sue armi di morte… C’è un solo modo per eliminare questa minaccia una volta per tutte: rovesciare il regime in Iran, e questa è la mia direttiva all’IDF, al Mossad e alle agenzie di sicurezza».Un alto funzionario iraniano ha dichiarato a Drop Site che l’attuale valutazione dei servizi segreti interni di Teheran indica un’elevata probabilità che possano iniziare bombardamenti su larga scala – anche prima delle elezioni israeliane di martedì.

Il punto è che all’Iran non interessa chi vincerà le elezioni di medio termine, né chi conquisterà la presidenza degli Stati Uniti nel 2028. Per la leadership iraniana è tutto uguale. Comprendono bene il concetto del «Grande Disegno» (come potrebbero non farlo?).In Iran è ben chiaro che il Paese è impegnato in una lunga guerra contro l’intero blocco atlantista: Israele, i suoi servizi di intelligence, i suoi arsenali, i suoi satelliti, la sua industria militare e la sua macchina mediatica. Non importa se alla Casa Bianca ci sia un repubblicano o un democratico. Gli alti funzionari iraniani ritengono che entrambi i partiti siano stati comprati dal terribile potere sionista del denaro.

Comprendere il «Progetto» significa comprendere che la classe dei finanziatori sionisti non si accontenterà mai di un «accordo o compromesso». Essi sostengono con certezza che l’Iran alla fine verrebbe meno a qualsiasi acconsentimento ipotizzato alle richieste statunitensi. Gli israeliani e i loro alleati della classe dei finanziatori semplicemente non credono (e lo ripetono incessantemente) che l’Iran accetterebbe mai di sottomettersi a Israele, né di accettare il dominio politico e culturale degli Stati Uniti. Potrebbero avere ragione. Perché? Semplicemente perché l’Iran possiede una civiltà profonda, che affonda le sue radici in un complesso di credenze e pratiche specificamente persiano-iraniane risalenti al secondo millennio a.C.: il mazdeismo, una cosmologia del dramma divino, rappresentata dalla lotta continua tra Luce e Oscurità.

Il rinomato studioso, il professor Henri Corbin, ha sostenuto che «l’Iran era situato in una posizione centrale… non essendo solo una nazione o un impero, ma un universo spirituale». Egli concepiva quindi l’Iran come una forza mediatrice, sia geograficamente che metafisicamente.

Per millenni, gli iraniani hanno percepito il mondo come dotato di una chiara dimensione metafisica – e di una storia. È quindi improbabile che possano essere attratti da un atteggiamento materialistico e nichilista di stampo occidentale. Gli Stati civilizzatori, siano essi l’Iran o la Russia, che abbracciano valori contrari non soccomberebbero mai al «Grande Disegno». Di conseguenza, devono essere distrutti.

Cosa significa questa storia metafisica? Significa che l’Iran si sta preparando alla guerra, non a un «accordo». Mohsen Rezaei, segretario del Consiglio Supremo di Sicurezza Nazionale iraniano e rappresentante personale della Guida Suprema, l’Ayatollah Mojtaba Khamenei, ha affermato che, «Se la domanda è se l’Iran abbia ancora la capacità di proseguire le operazioni con missili e droni [in caso di attacco], la risposta è “sì” … Gli Stati Uniti dispongono di risorse preziose nella regione. In caso di guerra, anche cavi, centri dati e strutture di intelligenza artificiale potrebbero rientrare nel raggio d’azione. Se il conflitto dovesse riprendere, avremo un piano più ampio». «Tutti devono comprendere che un’azione contro l’Iran comporta un costo».

Alti funzionari iraniani ritengono che la guerra sia imminente. L’Iran dispone di piani di ampia portata (in caso di attacco) che coinvolgono anche l’Arabia Saudita e la sua leadership, ha lasciato intendere un alto funzionario iraniano. Karl Miller (dal campo) afferma che, a questo proposito, un quarto della produzione petrolifera saudita è già stato distrutto e che i danni causati dagli attacchi di rappresaglia di AnsarAllah interessano l’intera catena produttiva saudita – «dalla testa di pozzo alla stazione di servizio» – e che l’Arabia Saudita sta colmando il deficit attingendo alle proprie riserve.

Il rapporto di Miller, citato da Larry Johnson, avverte che,«se i canali di esportazione dell’Arabia Saudita dovessero chiudersi, il suo petrolio non avrebbe altra destinazione se non le proprie raffinerie, le proprie centrali elettriche e i propri serbatoi di stoccaggio. Una volta che lo stoccaggio fosse pieno, si raggiungerebbe all’incirca il limite massimo di produzione che l’Arabia Saudita potrebbe mantenere. Se Ras Tanura e Yanbu venissero chiusi contemporaneamente, il Regno sarebbe costretto a chiudere la maggior parte dei propri giacimenti petroliferi. Questo è esattamente lo scenario che la campagna di Ansar Allah contro l’oleodotto, il Mar Rosso e i terminali del Golfo è volta a provocare». «Qualsiasi nuova campagna americana o israeliana contro l’Iran si abbatterà su un sistema energetico saudita che non dispone più di margini per assorbirla», osserva Larry Johnson.

Qualsiasi nuovo attacco all’Iran, per estensione, significherà la fine del Golfo così come lo conosciamo, la fine del petrodollaro e la fine del Golfo come principale fornitore di liquidità per Wall Street e il mondo della tecnologia.

Ciononostante, secondo quanto riferito, Trump avrebbe affermato che gli Stati Uniti non stanno attualmente negoziando con l’Iran e che qualcosa accadrà «molto presto».

Forse. (Ma con Trump tutto si riduce a speculazioni). Se però sta bluffando, non funzionerà, e la sua umiliazione sarà ancora più profonda.

Un uomo che conosce Trump meglio di molti altri (avendo scritto quattro libri su di lui), Michael Wolff, sostiene che se i Democratici vinceranno nelle elezioni di medio termine del 3 novembre –

«Cercheranno di far capire al mondo che è “un nuovo giorno”. Trump, dal canto suo, cercherà di far capire al mondo che è ancora lui a controllare la scena. Ci sarà una serie di eventi di questo tipo (come una presunta invasione di Cuba, ad esempio) di portata superiore a qualsiasi cosa possiamo immaginare. Non si mostrerà umile. Il concetto di umiltà non esiste nell’animo di Donald Trump. Pertanto, farà esattamente il contrario».

«Non ritirarsi, ma attaccare».

Eisenkot vows to advance draft law, Oct. 7 inquiry despite slim coalition prospects

29 October 2026 at 21:03
Golan meets Eisenkot, Lapid and Mansour Abbas in coalition push; Ra'am leader says minority government unlikely; Liberman keeps distance from opposition partners; opposition chiefs vow fraud probe won't delay new Knesset

Netanyahu accused of smearing Arab voters to hold on to power

Prime minister claims Arab Israeli parties used foreign backing to steal elections, in which his coalition lost its majority

Benjamin Netanyahu has been accused of using smear tactics to cling to power, after he claimed that Arab Israeli parties had used foreign backing to “steal” Tuesday’s election, in which the prime minister’s coalition lost its parliamentary majority.

Netanyahu and his allies called on the internal security service, Shin Bet, to investigate alleged vote buying and other irregularities in Palestinian communities in Israel, supposedly funded by foreign money.

Continue reading...

© Photograph: Jalaa Marey/AFP/Getty Images

© Photograph: Jalaa Marey/AFP/Getty Images

© Photograph: Jalaa Marey/AFP/Getty Images

‘Who Will Bomb Me Next?’: Palestinians in Gaza and the West Bank on Israel’s Election

As Netanyahu's hold on power hangs in the balance, there is a mixture of hope and skepticism among Palestinians. 'This is a time for caution, not celebration.' In the past, all Israeli leaders turned out to be essentially the same

Israel’s election yielded a stalemate. Which means Netanyahu won

29 October 2026 at 15:49
The anti-Netanyahu parties won a Knesset majority, but they do not have the means to translate that into even a minority government. The failure is staggering, and may echo long into Israel's future

Netanyahu intensifica ataques a partidos árabes sob risco de perder poder

29 October 2026 at 14:47

Benjamin Netanyahu alegou nesta quinta-feira (29), sem apresentar provas, que o crescimento recorde dos partidos árabes nas eleições desta semana foi impulsionado, em parte, por fraude eleitoral. Líderes árabes rejeitaram a acusação e acusaram o primeiro-ministro de incitação.

A acusação representa uma intensificação da retórica antiárabe de Netanyahu e de seus aliados de extrema direita após a alta participação da população árabe na votação nacional de terça-feira, que, na prática, impediu tanto o primeiro-ministro quanto seus principais rivais judeus de chegar facilmente ao poder.

Autoridades eleitorais israelenses afirmaram nesta quinta-feira que há uma investigação sobre as suspeitas de fraude, mas disseram que a integridade da eleição não foi “comprometida de forma sistemática”.

Analistas e críticos afirmam que, ao intensificar os ataques aos partidos árabes, Netanyahu pode estar tentando fazer com que seu principal rival, Gadi Eisenkot, se sinta impedido até mesmo de considerar a formação de um governo minoritário com apoio árabe que poderia tirá-lo do poder.

O objetivo de Netanyahu é “deslegitimar qualquer cooperação entre árabes e judeus”, afirmou Eytan Gilboa, professor de política da Universidade Reichman.

As autoridades eleitorais deveriam concluir a apuração dos votos ainda nesta quinta-feira. A eleição, marcada por uma disputa acirrada, não produziu um vencedor claro e deve ser seguida por semanas de negociações prolongadas para a formação de um novo governo.

Com quase 93% dos votos apurados, o bloco nacionalista-religioso de Netanyahu tinha uma pequena vantagem em número de cadeiras sobre o bloco de partidos de direita e centro-esquerda liderado por Eisenkot. As coalizões dos dois candidatos, porém, estavam abaixo das 61 cadeiras necessárias para conquistar a maioria no Parlamento.

Os partidos que representam a minoria árabe de Israel, que corresponde a 21% da população, deveriam conquistar um número sem precedentes de 19 cadeiras. Com isso, o bloco de Eisenkot, com 48 assentos, contra 53 do grupo de Netanyahu, não teria um caminho viável para chegar ao poder sem amplo apoio árabe — uma possibilidade que Eisenkot até agora descartou.

O grupo de Eisenkot também poderia, no entanto, tentar formar um governo minoritário com apoio externo dos partidos árabes, sem incluí-los formalmente na coalizão governista.

Netanyahu acusa partidos árabes de fraude; partidos árabes denunciam incitação

Ahmad Tibi, um dos líderes da Lista Conjunta, partido árabe, afirmou que Netanyahu conduz uma campanha coordenada e tóxica destinada a enfraquecer os resultados eleitorais.

“Esta campanha inteira é dirigida contra Eisenkot, para impedi-lo, intimidá-lo e assustá-lo, afastando-o da possibilidade de formar um governo que dependa do apoio externo da Lista Conjunta ou do Ra’am”, disse Tibi à Reuters.

Durante e após a votação de terça-feira, Netanyahu e seus aliados alertaram contra o aumento da participação dos eleitores árabes. O Likud, partido de direita do primeiro-ministro, divulgou comunicados acusando os partidos árabes de “roubar a eleição”.

A legenda exigiu que a polícia e o Shin Bet, serviço de inteligência interna de Israel, investigassem episódios suspeitos de compra de votos e intimidação em seções eleitorais de cidades árabes. O partido afirmou possuir provas dessas práticas, mas não as apresentou publicamente.

A polícia informou que pelo menos sete pessoas foram presas desde terça-feira no sul de Israel, região onde vivem muitos árabes, sob suspeita de fraude eleitoral. A emissora pública israelense Kan informou que elas eram suspeitas de tentar subornar eleitores para que votassem no Ra’am, partido de predominância árabe com raízes islâmicas.

Nesta quinta-feira, o presidente do Comitê Central Eleitoral de Israel, o juiz da Suprema Corte Noam Sohlberg, afirmou ter solicitado ao Shin Bet que investigasse suspeitas de que agentes estrangeiros não identificados tentaram interferir na eleição.

O Likud aproveitou a solicitação de Sohlberg para denunciar um ataque à democracia israelense, uma “islamização de Israel” e uma tentativa de derrubar a direita para provocar a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) e uma derrota em todas as frentes, principalmente contra o Irã.

O Likud afirmou que o Catar estava por trás da suposta interferência eleitoral. O governo catariano negou posteriormente a acusação.

Mansour Abbas, líder do Ra’am, afirmou nesta quinta-feira que seu partido não esteve envolvido nas condutas suspeitas relatadas e pediu uma investigação completa. Ele acusou Netanyahu de conduzir uma campanha de incitação contra os cidadãos árabes de Israel.

“Temos uma mensagem em resposta à campanha de incitação e deslegitimação que ele está promovendo contra os cidadãos árabes: nada resultará disso, porque não há nada que justifique essas acusações”, afirmou Abbas em comunicado.

Em uma carta enviada a um parlamentar e divulgada pelo Comitê Central Eleitoral, o órgão afirmou que “não há fundamento para alegações de que a integridade da eleição tenha sido prejudicada de forma sistemática”.

Presidente de Israel: “Não devemos macular uma comunidade inteira”

Após a conclusão da apuração, o presidente Isaac Herzog consultará os líderes dos partidos e escolherá o candidato que considerar ter as melhores chances de formar um governo.

A coalizão que derrubou Netanyahu em 2021 dependia do apoio do Ra’am, de Abbas. Mas o desempenho abaixo do esperado de Eisenkot significa que a oposição agora precisaria do apoio da Lista Conjunta, dominada por partidos árabes e que inclui uma legenda explicitamente antissionista. Desde a fundação de Israel, a maioria dos líderes judeus evita alianças formais com partidos árabes.

Eisenkot pediu uma investigação que proteja a integridade eleitoral, mas afirmou que Netanyahu está explorando as suspeitas para “espalhar o caos”.

Em comunicado, disse que o objetivo de Netanyahu é “contestar os resultados oficiais das eleições, nas quais a população israelense votou contra o governo”.

Herzog afirmou que as alegações devem ser investigadas.

“Mas, mesmo em um momento como este, não devemos macular uma comunidade inteira que buscou exercer seu direito ao voto e participar ativamente da democracia”, declarou o presidente em um comunicado.

Quem é Benjamin Netanyahu, político israelense?

Netanyahu falls short of majority as Israel faces three possible paths to a new government

29 October 2026 at 13:47

TEL AVIV, Israel - Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu's governing coalition remained well short of a parliamentary majority Thursday as newly counted ballots showed a dramatic surge in support for Arab parties, potentially giving the opposition enough votes to challenge his control of parliament.

With 93.8% of ballots counted as of 4 a.m. ET Thursday (10 a.m. local time in Israel), including votes from the double-envelope count, Netanyahu's right-wing and religious bloc was projected to win 53 seats in Israel's 120-member Knesset, compared with 48 for the opposition bloc led by former military chief Gadi Eisenkot. The two predominantly Arab parties were projected to secure a combined 19 seats, bringing the potential anti-Netanyahu parliamentary majority to 67.

The updated figures showed Netanyahu's Likud remaining the largest individual party with 26 seats, followed by Eisenkot's Yashar party with 21 and former Prime Minister Naftali Bennett's Beyachad party with 12. The figures remain preliminary.

NETANYAHU DEFIES EXIT POLLS AS VOTE SHIFTS IN HIS FAVOR, BUT MAJORITY REMAINS ELUSIVE

The results leave neither Netanyahu nor Eisenkot with the 61 seats required to form a government independently, raising the prospect of difficult coalition negotiations or another election.

The biggest shift came from Israel's Arab voters, whose turnout surged compared with previous elections, potentially reshaping the country's political balance.

Arab voter participation reached approximately 80%, compared with 53.2% in the 2022 election, according to the Israel Democracy Institute. The 2026 figure remains preliminary.

The Joint List was projected to win 11 seats, while Ra'am was projected to secure eight. Together, their 19 seats would nearly double the Arab parties' representation from the 10 seats they won in 2022.

Overall voter turnout reached 77.7% by the official 10 p.m. closing time on election night, the highest level at that hour since 1999, according to Israel's Central Elections Committee.

The increased Arab participation could prove decisive in determining the next government's composition. Although Eisenkot and several other opposition leaders ruled out including Arab parties in their governing coalition during the campaign, their parliamentary support could allow the opposition to replace Knesset Speaker Amir Ohana, a Netanyahu ally, and gain greater control over the legislative agenda even before a new government is formed.

IRAN IS TRYING TO ‘CREATE A ROT FROM WITHIN’ THROUGH ‘INFORMATION WARFARE,’ ANALYST WARNS

Qatar allegations intensify political battle

The political stakes intensified Thursday following a Channel 12 report alleging that substantial sums originating in Qatar may have been transferred to influence voter participation in Arab communities.

According to N12, some of the funds allegedly traveled through financial channels previously used to transfer money to terrorist organizations, including currency exchanges.

The allegations have not been independently substantiated, and investigators have yet to establish whether foreign financing occurred or whether election-related crimes were committed.

Channel 12 reported that Shin Bet Director David Zini presented intelligence concerning suspected foreign interference to Central Elections Committee Chairman Justice Noam Sohlberg, prompting the judge to order an investigation.

In a letter published by N12, Sohlberg instructed the domestic security agency to investigate the allegations and identify evidence that could either substantiate or disprove them. He requested findings within one week, citing the limited time available during the election count.

The judge's letter did not publicly identify Qatar as the suspected foreign actor. That identification came from N12's reporting.

Qatar strongly denied the allegations Thursday, accusing Israeli politicians of attempting to drag the Gulf nation into Israel's domestic political disputes following the election.

"We categorically deny allegations that Qatar has interfered in Israeli elections or funded any activities intended to influence their outcome," Qatari Foreign Ministry spokesperson Dr. Majed Al-Ansari wrote on X.

Al-Ansari accused Israeli politicians and their allies in the media of launching a "disinformation campaign," saying Qatar had been accused of financing Netanyahu, the Israeli left and now Arab voters.

"If these claims were to be believed, Qatar would apparently own all of Israel," he wrote. "Qatar should not be used as a scapegoat for the political failures of certain Israeli politicians," Al-Ansari added, insisting that Qatar had no involvement in Israel's electoral process and would continue its diplomatic and humanitarian efforts in the region.

Acting Central Elections Committee director general Dean Livne also rejected the allegations in a letter to Yesh Atid MK Vladimir Beliak, who sits on the committee. "The Knesset elections were conducted lawfully. The integrity of the elections at polling stations was rigorously safeguarded, and to the best of our knowledge, there is no basis for allegations of systematic violations of election integrity."

Israel's Shin Bet security agency clarified Thursday that the intelligence behind the investigation was gathered independently and did not originate from any political party. It said no one outside the agency, except Central Elections Committee Chairman Justice Noam Sohlberg, had access to the information before the election ended.

The agency stressed that the investigation remains ongoing and warned against drawing premature conclusions.

The investigation "does not cast aspersions on or accuse an entire sector that went out to vote democratically and lawfully," the Shin Bet said in a statement translated from Hebrew.

The agency also confirmed that Shin Bet Director David Zini had briefed Netanyahu, Eisenkot and opposition leader Yair Lapid on the allegations, with Sohlberg's approval.

ISRAEL HEADS INTO DEEPLY DIVIDED ELECTION AS OCT. 7 RECKONING LOOMS: WHAT TO KNOW

But the allegations have already become part of the political confrontation over whether opposition parties should cooperate with Arab lawmakers.

Netanyahu and Likud had  challenged the legitimacy of the Arab parties' electoral gains. On Wednesday, before the latest Qatari allegations emerged, Likud accused Arab parties of stealing the election through alleged voter fraud, accusations that had not been substantiated.

In a statement Thursday, Likud argued that the suspected foreign interference made cooperation with the Arab parties unacceptable.

"After it became clear that foreign actors attempted to take control of the Knesset, it is obvious that no Zionist party must cooperate with Ra'am and the Joint List, replace the Knesset speaker using votes bought with cash, or establish a government dangerous to Israel," the party said.

The assertion that parliamentary seats were obtained through purchased votes has not been established by the investigation.

Hauser Tov, a political reporter for Israel's Haaretz newspaper, argued on X that the statement revealed Likud's immediate political objective: preventing the opposition from using its potential parliamentary majority to replace the Knesset speaker.

Israeli journalist Amir Tibon wrote on X, "The main reason they want to prevent this is so that the Knesset won't vote to establish a state commission of inquiry into October 7." He argued that such an investigation could examine Qatari involvement in Gaza and Israel.

Eisenkot responded to the allegations Thursday, after meeting with Israel Security Agency (Shin Bet) Director David Zini. "Foreign involvement in Israel is unacceptable and profoundly serious, particularly when it involves a country that funds and supports Hamas," Eisenkot said. "It is serious when it occurs in the Prime Minister’s Office, and it is serious if it occurs in the electoral process."

He called on the Shin Bet to investigate the allegations thoroughly and take the strongest possible action against anyone found to have attempted to compromise the election's integrity.

Eisenkot also accused Netanyahu and his allies of conducting "an illegitimate influence operation targeting the Israeli public," claiming its purpose was to delay the publication of the results and undermine the legitimacy of the newly elected Knesset.

Israeli political commentator Amit Segal also cautioned against assuming the allegations would lead to the cancellation of election results.

"The likelihood of the entire election being invalidated is extremely slim, given the time constraints," Segal wrote on X. He suggested the developments could instead intensify discussions about a unity government or another election.

Meanwhile, Democrats party leader Yair Golan urged opposition leaders to move quickly toward forming a new government.

"The people have spoken. Sixty-seven seats demanded change," Golan wrote Thursday on X, adding that he intended to spend the day meeting with political partners and coalition negotiators. "I intend to leave no stone unturned, act in every possible way and do everything necessary to fulfill the voters' will," he added.

The comments underscored the central question emerging from the election: whether parties united in their opposition to Netanyahu can overcome their differences, particularly over cooperation with Arab lawmakers.

Could Trump help broker a unity government?

Another possibility is a national unity coalition involving Netanyahu's Likud and Eisenkot's Yashar party, potentially excluding the Arab parties and Netanyahu's far-right allies.

Such an arrangement could also align with the preferences of figures close to President Donald Trump, who publicly endorsed Netanyahu ahead of the election.

According to Ynet diplomatic correspondent Itamar Eichner, sources close to Trump said the president wants to ensure that far-right National Security Minister Itamar Ben-Gvir is excluded from the next Israeli government, with Finance Minister Bezalel Smotrich potentially excluded as well.

A separate Ynet report said Trump associates had contacted Israeli political figures to assess the prospects for a unity government and expressed a preference for a stable coalition without Ben-Gvir.

Trump himself has not publicly endorsed a specific unity arrangement.

Asked Wednesday by Axios whether he would become involved in efforts to establish a Netanyahu-led unity government, Trump said, "I will take a look."

A unity government involving Netanyahu and Eisenkot would face substantial obstacles. Eisenkot repeatedly pledged during the campaign not to join a Netanyahu-led government, while Netanyahu's far-right partners have warned against efforts to exclude them.

The ultra-Orthodox parties present another potential route to a parliamentary majority. Netanyahu's projected 53 seats include 14 held by Shas and United Torah Judaism, which have traditionally aligned with him.

Those 14 seats, combined with Eisenkot's projected 48-seat opposition bloc, would mathematically produce a 62-seat majority. But such an arrangement would face major disagreements over military conscription, as Eisenkot has pledged to expand mandatory service to ultra-Orthodox men, while the religious parties have sought to preserve exemptions for yeshiva students.

Political divisions within Eisenkot's own bloc would present additional obstacles to such a coalition.

For now, the foreign interference allegations remain under investigation, while the election results continue to show Netanyahu's existing coalition without the parliamentary majority required to govern on its own.

CLICK HERE TO DOWNLOAD THE FOX NEWS APP

Netanyahu will remain caretaker prime minister until a new government is formed, a process that could take weeks or longer.

Maioria de 61 cadeiras gera governo fraco em Israel, diz especialista

29 October 2026 at 13:47

A formação de um governo com apenas 61 cadeiras no Knesset, o Parlamento de Israel, é viável, mas resulta em uma administração extremamente frágil e suscetível a colapsos. A avaliação é de Samuel Feldberg, diretor acadêmico da StandWithUs Brasil, em entrevista à CNN.

Segundo Feldberg, a margem mínima de 61 cadeiras torna o governo vulnerável a qualquer dissidência interna. “Qualquer um que acorda com dor de barriga e decide não apoiar o governo, o governo cai”, afirmou.

Ele citou como exemplo o governo anterior, derrubado por uma discussão sobre a permissão de determinados alimentos nos hospitais durante a Páscoa Judaica. “Não foi nenhuma questão nuclear do Irã ou relação com os Estados Unidos ou entrega da Cisjordânia para os palestinos — uma questão alimentar, trivial, diária derrubou o governo”, destacou.

Fragilidade estrutural do sistema parlamentar israelense

Para Feldberg, um governo verdadeiramente estável em Israel precisaria de ao menos 65 ou 66 cadeiras. Ele também ressaltou que o presidente israelense não dispõe de instrumentos de coerção para influenciar o processo de formação de coalizão.

“O presidente tem que decidir para quem ele dá o mandato para formar a coalizão, mas ele não consegue trazer as partes para uma negociação e obrigá-los a formar um governo de coalizão”, explicou.

O especialista também mencionou a possibilidade de manobras legislativas após a posse dos novos membros do parlamento.

Segundo ele, a oposição, que inclui partidos árabes, poderia assumir o controle da presidência do parlamento — responsável por definir as pautas — e eventualmente legislar para impedir que candidatos sob investigação ou julgamento participem de processos eleitorais. “Isso eliminaria Netanyahu do processo eleitoral se houvesse novas eleições”, afirmou Feldberg.

O papel de Lieberman no cenário político israelense

Feldberg também traçou um perfil do ex-ministro da Defesa de Israel e líder do partido Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman, descrito como uma “raposa política” com longa trajetória no parlamento e no governo israelense.

De acordo com o especialista, Lieberman surgiu como representante dos imigrantes que chegaram da União Soviética após seu desmembramento, no início da década de 1990, consolidando-se posteriormente como uma figura da direita israelense — sem, contudo, ser associado à extrema direita.

“Ele não tem nada a ver com Ben-Gvir ou com Smotrich, mas tem posições muito firmes na direita israelense”, disse.

A plataforma eleitoral de Lieberman, segundo Feldberg, sempre foi historicamente radical contra a população árabe em Israel. Sua proposta mais controversa prevê a troca de territórios com os palestinos, mantendo os assentamentos na Cisjordânia, mas entregando a um eventual Estado palestino áreas israelenses habitadas predominantemente por árabes.

“Diminui a população árabe em Israel, entregando território onde vive predominantemente a população árabe”, explicou. A proposta nunca foi aprovada nem cogitada seriamente. Vale lembrar que a população árabe israelense representa cerca de 20% do total — o equivalente, em termos proporcionais, a mais de 40 milhões de eleitores no Brasil.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Israel: sem vencedor declarado, partidos discutem coligações

Logo Agência Brasil

Com a contagem de votos ainda em andamento, não há vencedor definido nas eleições em Israel. Nem o bloco do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nem o principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar maioria.

Com 85% das urnas apuradas, a coligação de Netanyahu garantia 54 dos 120 assentos no Parlamento. Já o bloco de Eisenkot somava 49 vagas. Por outro lado, os partidos árabes alcançariam a marca recorde de 17 cadeiras, o que levou o líder da coligação de esquerda maioritariamente árabe a defender a criação de "uma verdadeira aliança judaico-árabe".

Notícias relacionadas:

No entanto, a maior parte da oposição judaica em Israel descartou governar ao lado de partidos liderados por palestinos que, durante a campanha eleitoral, foram alvos de acusações racistas. Netanyahu não se cansou de retratar os cidadãos palestinos como um inimigo dentro do Estado.

Agora, o partido de Benjamin Netanyahu acusa os partidos de maioria árabe de terem "roubado" as eleições. A que se junta o apelo desesperado do ministro da extrema-direita, Ben Gvir, para prender os seus líderes.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, cita alegações infundadas de interferência estrangeira. A polícia israelense e o comitê central de eleições afirmaram que não há provas de fraude eleitoral.

A previsão é de que a contagem dos votos termine amanhã (30), e os resultados oficiais da eleição sejam formalmente publicados no dia 4 de novembro.

Os partidos vão ter que negociar e tentar chegar a uma coligação que tenha maioria no Congresso.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Israele al bivio: l’autogol dell’opposizione fa il gioco di Netanyahu. E ora l’attacco all’Iran è più vicino

29 October 2026 at 11:20

Scrivo questo post con grande rammarico, ma con una netta consapevolezza del quadro politico israeliano all’indomani di queste elezioni. Pare che una grande fetta dell’elettorato viva consapevolmente accettando la minaccia di un isolamento internazionale, di sanzioni economiche, di un conflitto perenne e di ben sei o sette fronti aperti con i paesi vicini o lontani. Altrimenti l’esito di questo voto non sarebbe spiegabile.

Benjamin Netanyahu – il principale responsabile, come primo ministro, della sciagura del 7 ottobre e del massacro compiuto da Hamas; colui che ha rifiutato qualsiasi commissione d’inchiesta; colui che a due o tre giorni dalle urne ha proposto come soluzione economica il passaggio a un’economia basata sulle criptovalute; colui che alla vigilia del voto ha diffuso un’immagine creata dall’intelligenza artificiale che mostrava Tel Aviv sotto una bomba atomica iraniana – questo leader politico non solo non ha perso il suo potere, ma ha riscosso un ampio consenso.

Che cosa possiamo dedurre da questo esito? A mio avviso, che molti israeliani non comprendono la reale posizione internazionale del proprio paese e, con il loro voto, finiscono per attirare sanzioni, minacce e guerre. Dopo il risultato di martedì notte, Netanyahu si sentirà autorizzato dal suo popolo – che è anche il mio – a sferrare all’Iran quello che definirà un “attacco preventivo”. Se a questo aggiungiamo l’incertezza del quadro politico americano, vediamo come ancora una volta il Medio Oriente rischi di incendiarsi.

L’elettorato di Netanyahu è un fenomeno peculiare. Stanotte, mentre seguivo l’evoluzione dei dati dagli exit poll fino ai risultati reali, mi è tornato in mente un evento storico traumatico che tutti i lettori conoscono bene. Netanyahu vinse le elezioni per la prima volta dopo l’assassinio di Yitzhak Rabin: si candidò contro Shimon Peres, premio Nobel e statista di caratura mondiale, riuscendo a prevalere a pochi mesi dall’uccisione di Rabin per mano di un terrorista dell’ultradestra.

Perché collego quell’evento al voto di oggi? Perché l’elettorato di Netanyahu ragiona esattamente come la tifoseria di una squadra di calcio: non c’è un’analisi razionale sull’operato del governo, sull’andamento dell’economia, sulla sicurezza reale dei cittadini, sulla qualità del sistema scolastico o sulle pensioni. Nonostante negli ultimi quattro anni tutti questi ambiti abbiano registrato fallimenti, gli elettori non valutano questi aspetti: tifano per Netanyahu a prescindere dal piano politico.

La prova è semplice: solo tre o quattro giorni fa, Netanyahu ha ammesso apertamente che Israele rischia le sanzioni e che gli Stati Uniti stanno cambiando atteggiamento, sostenendo che tali sanzioni si potrebbero aggirare con le criptovalute. Poi ha agitato la minaccia dell’atomica iraniana, dimenticando che solo sei mesi fa dichiarava che gli attacchi preventivi avevano già distrutto ogni capacità nucleare dell’Iran. La logica e la verità sono diventate del tutto opzionali per questo elettorato.

Nella giornata di giovedì terminerà lo scrutinio delle elezioni israeliane. Nel momento in cui scrivo si sta verificando l’esito delle ultime 400.000 buste, ma non è un motivo per sperare in un cambiamento per come lo avevamo immaginato. Adesso il blocco di Netanyahu ha 53% e il blocco di Eisenkot ha 48. I dati ufficiali definitivi non cambieranno questo esito: nelle campagne precedenti le “doppie buste” (il sistema per il voto a distanza o fuori sede) hanno sempre mostrato una leggera tendenza verso la destra.

La parola cambiamento è tornata molto in queste settimane. Se veramente le forze democratiche, che nella società israeliane credono in uno Stato democratico e liberale, vogliono operare un reale cambiamento, allora devono invitare i partiti arabi – che sono i grandi vincitori di quest’ultima tornata elettorale – a governare insieme con il blocco di Eisenkot. Vorrei aggiungere, come israeliano che vive fuori del suo paese, nella cosiddetta “diaspora”, che se nell’establishment occidentale qualcuno avesse osato dire sugli ebrei le cose che i partiti legittimi di governo, ma anche di opposizione, dicono degli arabi israeliani, allora tutti noi ebrei della diaspora grideremmo all’antisemitismo: è ora di finirla con questa retorica e andare verso il cambiamento perché a mio avviso è l’unica strada per il futuro di Israele. Scelte diverse porteranno a un paese boicottato, invischiato in guerre continue con i suoi vicini, senza più alcuna prospettiva di pace.

Ma c’è un’altra questione che va analizzata con pari durezza: anche il cosiddetto “blocco del cambiamento” – i partiti di Gadi Eisenkot, Naftali Bennett, Yair Lapid e Avigdor Lieberman – ha commesso un errore politico gravissimo e imperdonabile. Rifiutando a più riprese qualsiasi ipotesi di governo con i partiti arabi, hanno ceduto a pregiudizi ideologici e compiuto un autogol strategico clamoroso. Nel tentativo di escludere dall’esecutivo i rappresentanti del 20% della popolazione israeliana, hanno finito per fare il gioco di Netanyahu. Se i partiti che intendono fermarlo si alleassero con i partiti arabi israeliani, avrebbero i numeri per bloccare la formazione di un nuovo governo di destra o di estrema destra.

Il modo in cui è stata trattata la popolazione araba israeliana in questi ultimi anni è intollerabile: un clima di aperto disprezzo e ostilità. La violenza e gli omicidi all’interno di questa comunità hanno raggiunto livelli mai visti prima. E il ministro della Sicurezza Nazionale, Itamar Ben-Gvir, ha agito deliberatamente in questa direzione, considerando gli arabi israeliani come quinte colonne o collaboratori dei palestinesi. Ogni giorno si assiste a incursioni nei territori e ad azioni alimentate da frange estremiste armate.

Tutto ciò è gravissimo. I partiti arabi hanno ottenuto un’alta affluenza perché i cittadini sono usciti a votare per rispondere alle offese di Ben-Gvir. Rifiutarsi di collaborare con loro solo perché arabi è di una cecità politica inaccettabile per uno Stato che ospita una minoranza così consistente. Gli israeliani devono decidere se vogliono vivere in un paese in cui tutte le rappresentanze politiche legittime possono governare, o se intendono affermare che il 20% della popolazione ha diritto di voto ma non di governo. Agli occhi del mondo, questo è l’ennesimo segnale di una società discriminatoria con venature di apartheid — una deriva che non aiuta Israele e che, al contrario, aumenta i rischi per le comunità ebraiche in tutto il mondo.

L’atteggiamento verso la popolazione araba mi sdegna profondamente anche per un motivo molto concreto, legato al sistema sanitario: oltre il 20% dei medici e degli infermieri negli ospedali israeliani sono arabi, così come quasi il 50% dei farmacisti. Sono loro a curare i nostri anziani, i nostri genitori e i nostri figli, e lo fanno con immensa dedizione.

Una società che affida la propria salute a questi professionisti e poi nega valore politico al loro voto si macchia di un’ipocrisia inaccettabile, riducendoli a semplici servitori utili nel momento del bisogno. E così facendo, ci si consegna nuovamente nelle mani di Netanyahu e dell’estrema destra.

Tuttavia, temo che nei prossimi giorni Netanyahu possa ritenere legittimato un attacco all’Iran. E il capo di Stato Maggiore Eyal Zamir, che prima delle elezioni aveva sollevato forti perplessità evidenziando come l’azione non fosse dettata da reali esigenze di sicurezza nazionale, si troverà ora nell’impossibilità di frenarlo, poiché il voto popolare viene usato per legittimare l’ennesima escalation. A Netanyahu poco importa se l’intelligence americana conferma che non ci sono movimenti o minacce imminenti nei siti nucleari iraniani: gli basterà appagare le aspettative della sua tifoseria elettorale.

L'articolo Israele al bivio: l’autogol dell’opposizione fa il gioco di Netanyahu. E ora l’attacco all’Iran è più vicino proviene da Il Fatto Quotidiano.

Israele, dal Likud accuse di “brogli” e la Commissione chiede di indagare su presunte interferenze del Qatar. La replica delle liste arabe: “Vogliono ribaltare l’esito del voto”

29 October 2026 at 11:04

Meno di due giorni dopo la chiusura dei seggi, in Israele è il momento delle trattative e dei veleni. In un contesto ricco di incognite e di insidie. Ieri, a scrutini avanzati, il premier Benjamin Netanyahu e le forze di estrema destra avevano lanciato accuse di brogli elettorali contro i partiti arabi, vera rivelazione di queste legislative. Oggi il presidente della Commissione elettorale centrale, il giudice della Corte Suprema Noam Sohlberg, ha chiesto al capo dello Shin Bet, David Zini, di indagare su presunte interferenze straniere e corruzione elettorale.

“Sono stato informato di gravi sospetti riguardanti un’influenza indebita sulle elezioni, esercitata attraverso finanziamenti provenienti da entità straniere che agiscono contro gli interessi di Israele“, ha affermato Sohlberg, sottolineando di “non poter confermare la fondatezza di tali sospetti”. Tuttavia, ha aggiunto, “ritengo che, trattandosi di entità straniere, vi sia l’obbligo di condurre un’indagine approfondita“. I risultati dell’indagine devono essere presentati entro una settimana, ha chiesto il capo della Cec allo Shin Bet.

Secondo il quotidiano Yedioth Ahronoth, lo Shin Bet ha avviato un’indagine con il sospetto di un coinvolgimento del Qatar. Secondo i sospetti, il Qatar avrebbe trasferito “somme di denaro molto ingenti” per influenzare i risultati delle elezioni che si sono svolte martedì.

Il quadro uscito dal voto del 27 ottobre per rinnovare la Knesset è uno stallo in cui nessuna coalizione detiene i 61 seggi per governare, con il blocco di Benjamin Netanyahu in vantaggio (53 seggi) su quello dell’opposizione guidato da Gadi Eisenkot (fermo a 48). Ma il dato più rilevante è il boom delle liste arabe, che questa volta hanno abbandonato il tradizionale boicottaggio e mobilitato gli elettori nella speranza di archiviare il governo Netanyahu. Uno strategia che li ha portati a raddoppiare i seggi, conquistandone 19. Il loro appoggio consentirebbe quindi al blocco anti-Bibi di formare un esecutivo.

Questa opzione, sebbene difficile da percorrere a causa delle resistenze di alcuni esponenti della coalizione, lascerebbe fuori dai giochi l’attuale premier. Ed è per questo che l’estrema destra, con il Likud in testa, già ieri ha scatenato tutta la potenza di fuoco della sua macchina politica. Netanyahu ha parlato di un “governo pericoloso” qualora fossero state coinvolte le forze arabe. Mentre il suo partito ha accusato di “brogli” ed elezioni rubate da chi “sostiene il terrorismo”.

I media israeliani riferiscono che il Likud ha trasmesso alla Commissione elettorale centrale del materiale che, secondo il partito, comprenderebbe “registrazioni dirette di persone appartenenti alla comunità araba che avrebbero ammesso di aver corrotto elettori mediante buoni carburante e denaro contante”. Il dito viene puntato anche in questo caso su presunti finanziamenti arrivati da Turchia e Qatar. “Si tratta si tratta di un attacco alla democrazia volto a portare alla presa di controllo della Knesset da parte di potenze straniere, all’islamizzazione di Israele e al rovesciamento del governo di destra, al fine di provocare la ritirata e la sconfitta dell’Idf su tutti i fronti, in primis l’Iran” sostiene il partito guidato da Netanyahu che ha già soprannominato la vicenda Ra’amgate (dal nome del partito Ra’am).

”In Israele, la parte sconfitta costruisce una calunnia razzista e incita le forze di sicurezza a usare la forza per ribaltare il verdetto popolare” ha replicato su X Sami Abou Shahadeh, leader di Balad, uno dei partiti arabi che formano la Lista Unita. ”Non dobbiamo permettere all’estrema destra di rubare le elezioni o di trascinare il Paese verso una nuova tornata elettorale basandosi su accuse inventate e deliranti”, ha aggiunto in merito alle contestazioni del Likud sulla presunta corruzione elettorale.

Nel frattempo, sono stati arrestati 4 sospettati nell’ambito dell’inchiesta sul presunto pagamento di denaro in cambio di voti a favore del partito Ra’am, dopo i tre arresti avvenuti il 27 ottobre.

Una fonte della sicurezza interna ha specificato alla tv pubblica israeliana Kan che l’indagine per presunta corruzione elettorale era stata avviata prima delle elezioni: “Si tratta di un’indagine aperta nelle ultime due settimane sulla base di informazioni di intelligence attendibili. Sappiamo che c’è qualcosa che non va e stiamo indagando seriamente per fare piena luce sulla questione. Nei prossimi giorni la situazione si chiarirà” ha dichiarato all’emittente.

Il leader del Blocco del cambiamento, Eisenkot, ha detto di essere “in contatto con le autorità competenti” e di ricevere “aggiornamenti in merito ai sospetti di interferenze straniere nelle elezioni”. Allo stesso tempo ha messo in guardia dalla strumentalizzazione politica. “Non si deve permettere a esponenti politici di sfruttare questa situazione per influenzare la data dell’insediamento della 26ma Knesset, il Parlamento israeliano”. Sulla stessa linea il presidente israeliano Isaac Herzog che ha chiesto di “non infangare un’intera comunità che ha cercato di esercitare il proprio diritto di voto e di prendere parte attiva alla democrazia”.

Intanto, sul fronte del conteggio dei voti c’è ancora una variabile da considerare, anche se nelle previsioni non dovrebbe essere determinante: le cosiddette “doppie buste“, con le preferenze di militari, detenuti, diplomatici in servizio all’estero e ad elettori impossibilitati a votare nel seggio. Sono stimate tra le 430mila e 480mila e finora ne sono state scrutinate meno di 30mila. Tra queste schede il partito del premier è in testa, seguito dal movimento Yashar di Eisenkot. Secondo la Commissione elettorale lo spoglio dei voti potrebbe essere terminato entro questo pomeriggio.

L'articolo Israele, dal Likud accuse di “brogli” e la Commissione chiede di indagare su presunte interferenze del Qatar. La replica delle liste arabe: “Vogliono ribaltare l’esito del voto” proviene da Il Fatto Quotidiano.

❌