❌

Normal view

TSE cobra explicações sobre falta de ônibus na Bahia durante votação

25 October 2026 at 20:57

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e a Procuradoria Eleitoral se manifestassem, em até 30 minutos, sobre falhas no transporte público de eleitores durante o segundo turno das eleições neste domingo (25).

A determinação ocorreu após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedir que a votação não fosse encerrada às 17h em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Os três municípios baianos registraram relatos de redução ou ausência de ônibus em circulação.

O documento assinado pelo presidente do TSE entrou no sistema do tribunal às 16h06. Às 16h25, foi publicada a intimação que formalizou o prazo para manifestação da Procuradoria Eleitoral. Até a última atualização das informações disponíveis, não havia resposta dos órgãos na consulta pública dos processos.

Em decisão separada, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país.

Campanha aponta redução da frota

No pedido encaminhado ao TSE, a federação formada por PT, PCdoB e PV afirmou que o transporte coletivo nos três municípios baianos havia sido “suprimido ou drasticamente reduzido”. A representação mencionou ônibus fora de circulação, terminais e pontos lotados e longos períodos de espera, apesar de anúncios de operação com frota de dia útil e gratuidade.

O caso também mobilizou o corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou ao TRE-BA o envio de informações sobre as ocorrências. O tribunal regional deverá relatar a situação do transporte coletivo nas três cidades e informar se foi cumprida a decisão que ordenou o restabelecimento imediato da frota de Salvador, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.

Secretário está na França

Mais cedo, o TRE-BA determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após pedido do PT relacionado à falta de ônibus na capital baiana durante a votação.

A Prefeitura de Salvador informou que Souza está em Paris, na França, em missão oficial a convite do governo francês. Segundo a administração municipal, ele retorna nesta segunda-feira (26) e vai se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos.

Transporte preocupa campanhas

O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte para eleitores em oito estados durante o segundo turno. Além da Bahia, o levantamento inclui São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba.

As informações foram reunidas pelo setor de inteligência do ministério com base em dados de órgãos públicos locais, como Ministério Público Eleitoral, agências reguladoras estaduais e gestores do transporte.

A disponibilidade de transporte público ganhou relevância na disputa eleitoral diante da preocupação das campanhas com a participação dos eleitores. A equipe de Lula pediu a ampliação do horário de votação para permitir que pessoas afetadas pelos problemas de deslocamento tivessem mais tempo para chegar às seções eleitorais.

The post TSE cobra explicações sobre falta de ônibus na Bahia durante votação appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Apuração pode ter viradas e mudar liderança entre Flávio Bolsonaro e Lula

25 October 2026 at 18:52

A apuração do segundo turno da eleição presidencial começa às 17h deste domingo (25), no horário de Brasília, após o encerramento da votação. Em uma disputa acirrada, a divulgação dos primeiros resultados pode colocar um candidato na liderança e, ao longo da contagem, mostrar uma mudança de posição conforme os votos de diferentes regiões são contabilizados.

A ordem de processamento dos boletins de urna varia a cada eleição. Por isso, a liderança inicial não significa necessariamente vitória, já que o resultado parcial depende das localidades cujas urnas já foram apuradas.

No primeiro turno deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assumiu a dianteira logo no início da apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até as 19h, quando quase metade das urnas havia sido contabilizada, ele mantinha uma vantagem de nove pontos percentuais sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A diferença diminuiu à medida que os votos do Nordeste, especialmente da Bahia e do Ceará, entraram na contagem. Ao final, Flávio registrou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Viradas marcaram a eleição de 2022

A apuração do primeiro turno de 2022 também teve mudanças na liderança. Lula começou à frente, mas foi ultrapassado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) às 17h13. Bolsonaro ampliou sua participação até alcançar 48,98% dos votos válidos às 18h09.

A segunda virada ocorreu às 20h02, quando cerca de 70% das urnas já haviam sido apuradas. Lula ultrapassou Bolsonaro e passou a ampliar a vantagem até o encerramento da contagem. O petista terminou aquela etapa com 48,4% dos votos válidos, contra 43,2% do adversário.

No segundo turno de 2022, Lula também começou atrás de Bolsonaro na apuração. O petista assumiu a liderança às 18h44, quando aproximadamente 67% das urnas haviam sido contabilizadas. Por volta das 19h, o Datafolha projetou a vitória de Lula.

Como funciona a apuração

A totalização dos votos é realizada de forma automatizada pela Justiça Eleitoral. Os dados registrados nas urnas são transmitidos por uma rede própria, com mecanismos de segurança, para os sistemas responsáveis pela consolidação dos resultados.

A transmissão dos boletins de urna ocorre por canais seguros, e os equipamentos de votação não ficam conectados à internet durante a votação. O processamento segue os procedimentos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

A divulgação dos resultados parciais permite acompanhar a evolução da contagem, mas a posição dos candidatos pode mudar até que os votos de todas as localidades sejam contabilizados.

The post Apuração pode ter viradas e mudar liderança entre Flávio Bolsonaro e Lula appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Lula vence Flávio Bolsonaro com 70,5% dos votos na China continental

25 October 2026 at 18:46

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno da eleição presidencial entre os brasileiros que votaram na China continental, neste domingo (25), com 70,5% dos votos totais. O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 25,2%. A votação ocorreu em Pequim, Xangai e Cantão, sem incluir Hong Kong.

Lula recebeu 375 votos, enquanto Flávio somou 134. Também foram registrados dois votos em branco e 21 nulos, que representam 4,3% do total. Ao todo, 532 brasileiros compareceram às urnas, cerca de 23% a mais do que no primeiro turno, quando 432 eleitores votaram.

O comparecimento aumentou apesar da abstenção continuar elevada. Dos 1.503 eleitores aptos nas três cidades, 64,6% não votaram, ante 71% na primeira rodada.

Resultado por cidade

Em Xangai, cidade com o maior eleitorado brasileiro na China continental, Lula recebeu 182 votos, equivalentes a 68,9% do total. Flávio teve 66 votos, ou 25%. Dos 740 eleitores aptos, 264 compareceram às urnas.

Em Pequim, Lula alcançou sua maior vantagem proporcional, com 126 votos, ou 84,6%. Flávio recebeu 22 votos, equivalentes a 14,8%. A capital chinesa registrou o maior comparecimento proporcional entre as três cidades, com 149 dos 344 eleitores aptos, o equivalente a 43,3%.

Em Cantão, Flávio obteve seu melhor resultado, com 46 votos, ou 38,7%. Lula recebeu 67 votos, correspondentes a 56,3%. Dos 419 eleitores aptos, 119 participaram da votação, com comparecimento de 28,4%.

Os resultados foram apurados a partir dos boletins de urna das três cidades e abrangem exclusivamente a China continental.

Comparação com o primeiro turno

Na primeira rodada, Lula também venceu na China continental, com 62% dos votos totais, contra 23% de Flávio. O petista recebeu 268 votos, enquanto o senador somou 98.

Na ocasião, 432 brasileiros votaram nas três cidades, em um universo de aproximadamente 1.500 eleitores aptos. A abstenção chegou a 71%.

A comparação indica crescimento da votação de Lula e de Flávio em números absolutos, além do aumento da participação dos eleitores brasileiros na segunda rodada.

Voto no exterior

A votação para presidente e vice-presidente da República no exterior foi organizada pela rede diplomática brasileira. Na China, as urnas foram abertas às 8h de domingo (25), no horário local, equivalente às 21h de sábado (24), em Brasília.

Os brasileiros com domicílio eleitoral no país puderam votar em Pequim, Xangai e Cantão, além de Hong Kong, região administrativa especial chinesa.

A China reúne 2.189 eleitores brasileiros cadastrados, segundo os dados apresentados no levantamento. Desse total, 55% são homens. Eleitores com ensino superior completo representam 49%, e a faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, seguida pela de 25 a 29 anos.

Em todo o exterior, 918,9 mil brasileiros estavam aptos a votar. O eleitorado brasileiro fora do país supera o número de eleitores de Roraima, Amapá e Acre. Nessas localidades, o voto no exterior é permitido apenas para os cargos de presidente e vice-presidente.

Os Estados Unidos concentram o maior número de eleitores brasileiros no exterior, com 265,4 mil, seguidos por Portugal, com 134,8 mil, e Japão, com 88,4 mil.

The post Lula vence Flávio Bolsonaro com 70,5% dos votos na China continental appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Alckmin vota em SP e diz estar confiante na defesa da democracia

O vice-presidente e candidato à reeleição junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin, chegou para votar em um colégio em Morumbi, na zona Sul de São Paulo, às 12:10 deste domingo (25).

Ele veio acompanhado de sua esposa, Lu Alckmin, do candidato ao governo de São Paulo derrotado nas urnas, Fernando Haddad, e de Simone Tebet, Tabata Amaral e Marina Silva.

Após a votação, Alckmin disse que está “muito confiante devido ao movimento que viu nos últimos dias”.

“Mulheres, homens, a melhor idade impressionante a presença de todos nas ruas. Ficamos muito confiantes, animadíssimos, pois cresceram as redes cresceram as ruas e nós vamos garantir a democracia que é onde o povo é ouvido” disse aos jornalistas no colégio Santo Américo.

Alckmin destaca participação dos jovens

Alckmin citou que dia 25 de outubro é o dia Nacional da Juventude e também o dia Nacional da Democracia, e elogiou a presença jovem no segundo pleito.

“O futuro começa hoje, e ele se chama juventude. Os jovens geram um grande exemplo, ocupando as ruas de maneira espontânea, alegre, dando um exemplo de amor ao próximo”, disse.

Segundo ele, as eleições estão com um sentimento semelhante ao do movimento Diretas Já, no final dos anos 1980, quando milhares foram às ruas em defesa da democracia. “Nesse segundo turno vimos no Brasil inteiro cidades pequenas no interior e capitais, todo mundo nas ruas defendendo a democracia que é interpretada hoje, pelo presidente Lula.”

Vice-presidente repudia ataques a apoiadores de Lula

Ele também repudiou os ataques violentos contra apoiadores do presidente Lula ontem, em que a vereadora de Montes Claros do PT Iara Pimentel, e o engenheiro Marcelo Rocha, em Santos, foram agredidos.

“Foi um ataque covarde apenas por manifestarem sua opinião política”, disse. (Ana Bottallo/FOLHAPRESS)

The post Alckmin vota em SP e diz estar confiante na defesa da democracia appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Elezioni Brasile, lancio di oggetti al comizio: ferita consigliera pro-Lula. Il presidente: “E’ la violenza dei bolsonaristi”

25 October 2026 at 15:46

Forse a centrarla in pieno volto è stato un mattone, forse una bottiglia di vetro. Cambia poco. Nelle ore in cui il Brasile è chiamato al voto per eleggere il nuovo capo dello Stato tra l’uscente Luis Ignacio “Lula” da Silva e Flavio Bolsonaro, la consigliera comunale Iara Pimentel, esponente del Partito dei lavoratori (Pt), è stata colpita al viso e ferita durante un’aggressione contro una manifestazione elettorale a sostegno del presidente e candidato della sinistra, sabato sera a Montes Claros, nello Stato di Minas Gerais.

Alcuni video pubblicati sui social media mostrano un gruppo di manifestanti che indossano le maglie della nazionale di calcio brasiliana mentre lanciano oggetti contro il camion con l’impianto audio sul quale sfilava Pimentel insieme ad altri politici. In un altro filmato, la donna appare priva di sensi, con una ferita vicino all’occhio. In sottofondo, un uomo non identificato condanna gli attacchi e dichiara che verranno chiamate le forze dell’ordine. La consigliere ha perso conoscenza ed è stata trasportata d’urgenza in ospedale dove è stata sottoposta a esami e tenuta in osservazione.

Anche il deputato federale Paulo Guedes presente alla manifestazione, è stato bersaglio del lancio di oggetti. Immagini pubblicate sui social network e rilanciate dai media locali mostrano il momento dell’aggressione. Il Partito dei lavoratori di Minas Gerais e altri esponenti politici hanno condannato l’attacco e chiesto che i responsabili siano identificati e perseguiti. Insegnante, Pimentel è stata eletta consigliera comunale nel 2020 e rieletta nel 2024. Si occupa della tutela dei lavoratori dell’istruzione e delle donne vittime di violenza domestica.

“A Montes Claros un gruppo di sostenitori di Bolsonaro che si trovavano in un bar ha lanciato un mattone contro una nostra consigliera – ha commentato Lula uscendo dalla scuola di Sao Bernardo do Campo, nello Stato di San Paolo, dove ha votato -. C’è un’altra notizia di un decesso avvenuto a Corumbá. Una dimostrazione di violenza contro chi vuole la democrazia”, ha concluso Lula. “Non ho mai visto così tante donne, così tanti uomini, così tanti giovani piangere e invocare la democrazia. Il rovescio della medaglia è la violenza che dalla parte del bolsonarismo si sta imponendo alla nazione brasiliana”, ha detto ancora il presidente uscente.

L'articolo Elezioni Brasile, lancio di oggetti al comizio: ferita consigliera pro-Lula. Il presidente: “E’ la violenza dei bolsonaristi” proviene da Il Fatto Quotidiano.

Lula vota e enaltece mobilização popular: "nunca vi nada igual"

Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição nas eleições de 2026, votou na manhã deste domingo (25) na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Lula chegou ao colégio às 10h acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e dos ex-ministros Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad.

Notícias relacionadas:

O presidente posou segurando a bandeira do Brasil, inicialmente sozinho e, depois, ao lado dos políticos que o acompanharam até o local de votação.

Antes de chegar ao local de votação, o presidente conversou com apoiadores e jornalistas na saída de sua casa. Ele destacou a participação população neste segundo turno lembrando que está com 80 anos e que participa da vida política há cinco décadas.

“Participei da campanha das Diretas e, de 1989 para cá, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual ao que vi neste segundo turno. Na Bahia, no Pará, em Minas Gerais, em Copacabana. Ontem, em São Paulo, na Avenida Paulista, eu confesso uma coisa para vocês: acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato político como aquele. Nunca, nunca."

"Então, eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tem como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor, e eu serei eternamente grato ao comportamento do povo. Eu nunca vi, sinceramente. Não acredito que alguém um dia tenha sido tratado com o carinho com que fui tratado neste segundo turno”.

Flávio Bolsonaro vota no Rio, fala em mudança e é alvo de protestos

25 October 2026 at 12:43

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou às 8h15 deste domingo (25), em uma escola municipal de Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro, e do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o senador foi recebido por apoiadores e também ouviu manifestações contrárias.

Cerca de 20 apoiadores saudaram Flávio na rua Almirante João Cândido Brasil. Em sentido contrário, funcionários de uma loja próxima gritaram o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo também mencionou Ana Clara, menina morta em um caso envolvendo um policial que, segundo as informações divulgadas, é defendido por Flávio.

Após votar, o candidato afirmou estar satisfeito com a campanha do segundo turno e classificou a disputa como limpa.

“Muito feliz com a campanha dessa segundo turno, uma campanha alegre e limpa. Chegou a hora da mudança, o Brasil não aguenta mais, a vida de todo mundo piorou”, declarou.

Em um discurso de aproximadamente um minuto, sem responder a perguntas dos jornalistas, Flávio voltou a explorar os temas do endividamento das famílias e da segurança pública, em críticas ao governo Lula.

“A esperança virou medo, de andar à noite na rua, ter o celular, a moto roubados, medo da geladeira vazia, de não pagar as contas. A gente tem toda condição de montar um grande time. Quero pedir que faça chuva ou faça sol, saiam de casa para votar”, afirmou.

Flávio deve acompanhar a apuração dos votos em Brasília.

The post Flávio Bolsonaro vota no Rio, fala em mudança e é alvo de protestos appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

The Other Bolsonaro Who Could Become Brazil’s Next President

24 October 2026 at 10:03
Flávio Bolsonaro, the son of the former president who was jailed over a coup plot, could be on the cusp of winning Brazil’s presidency.

© Silvio Avila/Agence France-Presse — Getty Images

Flávio Bolsonaro during a campaign event this month in Porto Alegre, Brazil.

Could Lula Be on the Brink of Defeat in Brazil’s Election?

26 October 2026 at 04:45
Brazil’s President Luiz Inácio Lula da Silva, a leftist, staged a remarkable comeback on Sunday, winning re-election and stopping a right-wing wave.

© Victor Moriyama for The New York Times

President Luiz Inácio Lula da Silva during the launch of his re-election campaign in São Paulo in August.

Perché il “presidenzialismo imperiale” brasiliano rende determinante il ballottaggio Lula-Bolsonaro: iniziativa legislativa, più poteri e intervento nell’economia

25 October 2026 at 08:03

Domenica 25 ottobre in Brasile si vota al secondo turno delle elezioni presidenziali. Il ballottaggio è tra Lula, candidato del Partido dos Trabalhadores (Partito dei Lavoratori) e Flávio Bolsonaro, candidato con il Partido Liberal, figlio dell’ex presidente Jair Bolsonaro, condannato nel 2025 a oltre 27 anni di carcere per il tentato colpo di Stato del 2023. Se l’elezione del Presidente è già di per sé un evento centrale in ogni democrazia, lo è ancor di più all’interno di un Paese la cui forma di Stato, per una serie di combinazioni storico-sociali, viene definita “presidenzialismo imperiale“. “Questa espressione evidenzia la particolare concentrazione di poteri nella figura del Presidente della Repubblica. In Brasile il Presidente non è soltanto il capo del Governo, ma anche il capo dello Stato, il vertice dell’amministrazione federale e il comandante supremo delle Forze armate”, spiega Rolando Tarchi, professore di diritto costituzionale comparato all’Università di Pisa. “Si tratta di una presidenza molto forte, a cui sono attribuiti importanti poteri di direzione politica, iniziativa legislativa e intervento nell’economia”.

Tuttavia, un presidente forte non ha un potere illimitato: la stessa Costituzione prevede pesi e contrappesi per limitarne la centralità. Dunque, indipendentemente da chi sarà, chi vincerà dovrà fare i conti con una serie di enti e istituzioni che ne controbilanceranno il potere. Primo tra tutti il potere giudiziario: in Brasile negli ultimi anni le pronunce del Supremo Tribunal Federal stanno acquisendo la tendenza a uscire dal mero controllo di costituzionalità delle leggi e a incidere sul funzionamento delle istituzioni. Accanto a esso opera il Tribunale superiore elettorale, che non si limita ad amministrare le elezioni ma giudica anche gli abusi commessi in campagna elettorale. “Le vicende seguite alle elezioni del 2022, culminate nell’assalto alle sedi delle istituzioni a Brasília l’8 gennaio 2023 e nella successiva condanna di Jair Bolsonaro, hanno mostrato quanto il potere giudiziario sia diventato centrale nella difesa dell’ordine costituzionale” spiega il professore. Nonostante la burrascosa storia democratica del Brasile, fatta di colpi di Stato e cambi repentini di regime, è la prima volta che un ex Presidente brasiliano viene condannato per un attentato all’ordine democratico.

Oltre ai rapporti con gli altri poteri dello Stato – tra cui, ovviamente, anche quello legislativo, rappresentato dal Congresso -, il Presidente brasiliano deve relazionarsi con una pluralità di centri territoriali di potere sparsi nel Paese. Il Brasile, infatti, è una federazione composta da 26 Stati, dal Distretto federale e dai Comuni, riconosciuti dalla Costituzione come enti federativi a pieno titolo: molto delle opportunità politiche di governo passa dal rapporto con queste realtà locali. “Il federalismo brasiliano, come in genere quelli latinoamericani, è stato a lungo debole, schiacciato dal centralismo dei regimi autoritari e dalla dipendenza finanziaria degli Stati dal centro” precisa Tarchi, “ma ha recuperato importanza durante la pandemia di Covid-19. Di fronte al negazionismo imposto dalla presidenza Bolsonaro, che minimizzava la gravità del virus e osteggiava le misure di contenimento, governatori e sindaci hanno adottato autonomamente restrizioni e misure sanitarie, e nell’aprile 2020 il Supremo Tribunal Federal ha stabilito che potessero agire in autonomia, senza aspettare il governo federale. Lo Stato di San Paolo, attraverso l’Istituto Butantan, ha avviato la produzione di vaccini e ha spinto il governo federale ad avviare la campagna vaccinale nazionale. In quella fase il federalismo ha funzionato come un vero contrappeso alla Presidenza”.

Ancora più interessante è, però, il sistema dei partiti che funge da contrappeso al potere del Presidente: “Gli studiosi definiscono il modello brasiliano presidencialismo de coalizão, ossia ‘presidenzialismo di coalizione‘. È una formula apparentemente contraddittoria. Il Presidente è eletto per governare personalmente, ma per governare concretamente deve comportarsi, almeno in parte, come il capo di una coalizione parlamentare“. Il motivo di questo modus operandi particolare del presidente brasiliano risiede nella frammentazione del sistema dei partiti – differenza evidente con il caso americano, dove i partiti che si scontrano alle elezioni sono di fatto due, Repubblicani e Democratici. Alla forza giuridica della Presidenza prevista a livello teorico dalla costituzione brasiliana, si contrappone una debolezza politica di fatto, riconducibile proprio alla frammentazione dei partiti: il Presidente deve costruirsi una maggioranza (il più possibile ampia e solida) che gli permetta di governare. Di nuovo Tarchi: “Qui emerge il paradosso. La legittimazione diretta e i forti poteri costituzionali non assicurano una maggioranza politica stabile. Il Presidente può dipendere da accordi mutevoli, concessioni programmatiche, distribuzione di incarichi e negoziati sulle risorse di bilancio. Ne può derivare una minore trasparenza della responsabilità politica: agli elettori non è sempre chiaro quali decisioni dipendano dal Presidente e quali siano il risultato di compromessi imposti dai suoi alleati”.

Nell’ultimo mandato di Jair Bolsonaro (2019-2022) si è visto bene questo meccanismo: pur volendosi presentare come l’uomo fuori dal sistema, come il presidente che si sarebbe tenuto fuori dai meccanismi politici tradizionali, “dovette negoziare con i partiti del Centrão per la formazione delle maggioranze. Nel 2021 affidò a uno dei loro leader la Casa Civil, il cuore politico del governo” racconta Tarchi. Va detto che in Brasile le appartenenze parlamentari sono fluide: “I partiti del Centrão, come la federazione União Progressista, il PSD, i Republicanos o l’MDB, hanno partecipato negli ultimi anni anche al governo Lula. Più che dal voto, le maggioranze sono determinate dalle trattative che seguono il voto” prosegue il professore.

Per questi motivi, le elezioni di domenica prossima si rivelano cruciali per il futuro della vita politica del Brasile. Due gli scenari individuati da Tarchi: “Se il ballottaggio fosse vinto da Lula, si determinerebbe una situazione assimilabile al governo diviso: un Presidente privo di una maggioranza parlamentare omogenea, costretto a negoziare ogni provvedimento con un Congresso in cui i partiti a lui ostili sono maggioritari in entrambe le Camere, con il rischio di paralisi e di un conflitto permanente sul bilancio e sulle nomine. Se invece vincesse Flávio Bolsonaro, la Presidenza potrebbe contare su una maggioranza ampia e politicamente omogenea, vicina, soprattutto al Senato, alle soglie necessarie per modificare la Costituzione“.

L'articolo Perché il “presidenzialismo imperiale” brasiliano rende determinante il ballottaggio Lula-Bolsonaro: iniziativa legislativa, più poteri e intervento nell’economia proviene da Il Fatto Quotidiano.

Brasile, ballottaggio sul filo di lana tra Lula e Flavio Bolsonaro: decisivi gli oltre 33 milioni di astenuti al primo turno

25 October 2026 at 08:03

Al primo turno il senatore Flavio Bolsonaro, esponente della destra e figlio dell’ex capo dello Stato Jair, ha ottenuto il 47,03% dei voti validi, contro il 45,16% del leader progressista e presidente uscente Luiz Inacio Lula da Silva, pari a uno scarto di circa 2,2 milioni di preferenze. E oggi 25 ottobre i due candidati vanno al ballottaggio che deciderà il nuovo presidente del Brasile. Sono 158,7 milioni gli elettori chiamati alle urne per scegliere il capo dello Stato per i prossimi quattro anni: i seggi saranno aperti dalle 8 alle 17, ora di Brasilia, dalle 12 e alle 21 in Italia. Lo scrutinio inizierà subito dopo la chiusura e i primi dati saranno diffusi dalle 17, le 21 in Italia. La legge vieta di diffondere i risultati degli exit poll fino alla chiusura dei seggi. Considerate le urne elettroniche e il fatto che si voti solo per la presidenza a livello nazionale e per i governatori in cinque Stati e nel distretto federale, i primi dati ufficiali, utili a delineare una tendenza, arriveranno ai centri di raccolta dati statali e saranno poi trasmessi a Brasilia nel giro di pochi minuti.

Tuttavia, con una sfida attesa sul filo di lana, alla luce del pareggio indicato dai sondaggi più autorevoli, potrebbe essere necessario attendere i risultati delle ultime sezioni. Per conoscere l’esito bisognerà quindi aspettare i dati ufficiali dello spoglio. Nel 2022, Lula fu dato per matematicamente eletto alle 19.56 locali (le 23.56 in Italia), quasi tre ore dopo la chiusura delle urne. A rendere decisivo il voto saranno anche gli indecisi e gli elettori che non si sono presentati al primo turno: gli astenuti sono stati 33,47 milioni, pari al 21,08% degli aventi diritto. Peseranno inoltre le scelte di chi aveva votato per gli altri candidati, in gran parte di destra, che avevano raccolto complessivamente circa 9,3 milioni di voti. In ballo, dalle elezioni di domenica, c’è il futuro politico del più grande Paese dell’America Latina, ovvero se si unirà alla destra regionale sostenuta dal presidente statunitense Donald Trump oppure rimarrà una roccaforte della sinistra. Un sondaggio dell’istituto Datafolha mostra i due candidati in parità con il 50% delle intenzioni di voto ciascuno, rispetto al vantaggio di quattro punti percentuali di Bolsonaro nei sondaggi pubblicati due settimane fa.

I due rivali – Luiz Inacio Lula da Silva, attuale presidente e icona della sinistra latinoamericana, si gioca tutto. Approdato in politica dal mondo operaio dopo anni di sindacalismo, a 80 anni cerca uno storico quarto mandato non consecutivo. In quelli precedenti al timone del Brasile ha provato a lavorare contro povertà e analfabetismo, per esempio con l’introduzione del programma ‘Bolsa Familia’. Una sua sconfitta di fine carriera implicherebbe anche certificare il passaggio dell’intera America Latina in mano alla destra, con l’eccezione del piccolo Uruguay. Una vittoria di Flavio Bolsonaro, invece, inserirebbe la più grande economia del Sud America nell’ondata di estrema destra che ha già investito il resto del continente, in linea con l’Argentina di Javier Milei, il Cile di Antonio Kast e la Colombia del neo-presidente Abelardo de la Espriella. Bolsonaro Jr., 45 anni, ha un curriculum totalmente diverso da quello dell’avversario. Proviene dalla ‘dinastia’ politica dei Bolsonaro, con il padre Jair che è stato presidente del Brasile dal 2019 al 2022 ed è agli arresti con una condanna a 27 anni per il tentato golpe con cui si tentò di impedire proprio l’insediamento di Lula. La scelta del Brasile avrà impatto, oltre che sulla gestione interna, sulle politiche per l’Amazzonia e sul posizionamento geopolitico del Paese. Flavio Bolsonaro è alleato degli Usa di Donald Trump, mentre Lula si è più volte espresso contro l’ingerenza Usa e ha rafforzato i rapporti con la Cina. La chiave per il ballottaggio sono gli oltre 33 milioni di persone che il 4 ottobre a votare non ci sono andate: si tratta del 21% degli elettori, il più alto tasso di astensione al primo turno dal 1998, ed è su di loro che hanno puntato da subito entrambi i candidati.

Una mossa politica di cui il presidente in carica potrebbe raccogliere i frutti al ballottaggio è il via libera del Senato alla riduzione della settimana lavorativa da 44 a 40 ore, una proposta spinta proprio da Lula e approvata la settimana scorsa. Fra il primo e il secondo turno ha anche denunciato Meta, accusando i suoi algoritmi di favorire Bolsonaro e ottenendo un pronunciamento del tribunale in suo favore. Manifestazioni oceaniche per Lula da una parte e per Bolsonaro dall’altra si sono tenute il 18 ottobre in diverse città del Brasile. Per Lula c’è stata una massiccia discesa in campo di artisti. Oltre all’appoggio di Bad Bunny, che prima del 4 ottobre ha dato l’ok a usare la sua ‘Lo que le pasò a Hawaii’ per un video della campagna di Lula, per il presidente si sono impegnati numerosi musicisti brasiliani. A Rio la spiaggia di Copacabana si è riempita di migliaia di persone per quello che è stato soprannominato ‘Atto per la democrazia’, con il sostegno di cantautori come Caetano Veloso e Chico Buarque. Mentre un’altra icona della musica brasiliana, Gilberto Gil, era sul palco di un altro evento simile a Salvador de Bahía. Dall’altra parte Bolsonaro Jr. e i suoi sostenitori si sono radunati sull’arteria principale di San Paolo, l’Avenida Paulista, con alleati chiave, fra le ripetute richieste di rilascio di Jair Bolsonaro.

L'articolo Brasile, ballottaggio sul filo di lana tra Lula e Flavio Bolsonaro: decisivi gli oltre 33 milioni di astenuti al primo turno proviene da Il Fatto Quotidiano.

Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos às vésperas do 2º turno

24 October 2026 at 23:55

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo levantamento do Datafolha divulgado neste sábado (24/10), véspera do segundo turno presidencial. A diferença de dois pontos percentuais mantém os candidatos em empate técnico, dentro da margem de erro da pesquisa.

Na contagem dos votos totais, Flávio Bolsonaro registra 48% das intenções de voto, enquanto Lula soma 47%. Brancos e nulos representam 3% dos entrevistados, e outros 2% ainda não decidiram em quem votar. Os números indicam uma disputa apertada antes da votação.

Na pesquisa anterior, publicada na quinta-feira (22/10), Flávio Bolsonaro alcançou 50,54% dos votos válidos, ante 49,46% de Lula. O novo levantamento apresenta uma diferença numérica maior entre os candidatos, embora ambos permaneçam dentro da margem de erro. O instituto ouviu 4.050 brasileiros. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09540/2026.

The post Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos às vésperas do 2º turno appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

❌