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President Seguro urged to “make his voice heard”

25 October 2026 at 19:43
President Seguro

As television stations refer to thousands of people flooding the squares of Lisbon and Porto this evening, in a show of strength against police actions in the early hours of

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Still no word from PM on police actions against right to housing demonstrators

25 October 2026 at 19:25

As darkness fell on a day that saw police charge protesters in Lisbon and Porto, there has still been no word from the prime minister – in spite of calls

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Governo anuncia apoios a empresas privadas de transporte de doentes

25 October 2026 at 18:51

O Governo vai incluir as empresas de transporte não urgente de doentes no âmbito do Decreto-Lei n.º 199/2026, que estabelece um pacote de apoios financeiros extraordinários e temporários para mitigar o aumento dos custos com combustíveis e AdBlue.

Em comunicado, três dias após as empresas privadas de transporte de doentes não urgentes terem ameaçado parar se não forem incluídas nos apoios do Governo por causa do aumento dos combustíveis, assim como terem equacionado uma marcha lenta em Lisboa, o Ministério da Saúde disse reconhecer a importância destas empresas. 

“Esta decisão reconhece a importância destas empresas para assegurar o acesso dos utentes aos cuidados de saúde e traduz a preocupação do Governo com o impacto do aumento dos custos de exploração na sustentabilidade da sua atividade e na continuidade de um serviço essencial à população”, lê-se no comunicado de dois parágrafos.

Na quinta-feira, o jornal Público revelou que estas empresas, que há meses reclamam ser incluídas nos apoios extraordinários que têm sido concedidos a diversos setores de atividade, dizem-se discriminadas e lembram que, sem os transportes que garantem, alguns tratamentos podem ficar em risco.

Para chamar a atenção para as dificuldades criadas pelo aumento do preço dos combustíveis, as empresas distribuíram panfletos pelos passageiros, depois de todas as tentativas de contacto com o Governo terem saído frustradas e o último decreto-lei sobre os apoios os ter deixado de fora.

“Da parte do Governo há um silêncio absoluto. Só o gabinete da presidência da República nos recebeu”, lamentou o presidente da Liga Portuguesa de Ambulâncias (LPA), Álvaro Gil, citado pelo Público.

O responsável explicou que o transporte de doentes não urgentes segue preços tabelados em 2023, pelo que as empresas não podem refletir o aumento dos custos no cliente, ou seja, no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Lembrou ainda que o aumento dos preços dos combustíveis, no contexto da crise no Médio Oriente, está também a fazer subir os preços da manutenção dos veículos e dos consumíveis, como é o caso do oxigénio.

Em 2025, o SNS registou mais de quatro milhões de transportes a doentes não urgentes, dos quais cerca de metade feitos por empresas privadas, que concorrem aos concursos abertos pelas unidades de saúde.

A maioria dos transportes são para tratamentos oncológicos ou de hemodiálise, sessões de fisioterapia e consultas, mas estes serviços incluem também transferências entre hospitais e altas clínicas, serviços que podem ficar em causa se estas empresas pararem.

Como forma de pressão, estas empresas admitem fazer uma marcha lenta na próxima semana em Lisboa, se o Governo não abrir uma via de diálogo.

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IL diz que “repressão não é aceitável nem resolve nada”

25 October 2026 at 18:25

A líder da Iniciativa Liberal considerou hoje que a resposta ao “falhanço nas políticas públicas de habitação” não pode passar pelo uso de “força repressiva sob a forma de cassetete”, numa crítica à intervenção policial nas manifestações pela habitação.

Numa publicação na rede social X, Mariana Leitão escreveu que a “repressão não é aceitável nem resolve nada”.

“A única solução de um Estado que falha em quase tudo, perante quem protesta o falhanço nas políticas públicas de habitação, não pode ser usar a sua força repressiva sob a forma de cassetete”, defendeu.

A líder liberal considerou que os protestos terminarão quando os problemas estiverem resolvidos e que isso implica o fim “das políticas incompetentes de políticos de gestão de situação, sem coragem, que rejeitam as propostas para aplicar soluções comprovadas”.

Mariana Leitão afirmou também que os manifestantes “têm a razão do seu lado”, porque “quem governou o país até aqui falhou de forma clamorosa, não soube aplicar as medidas que permitiram mais construção, mais casas no mercado para arrendar, preços mais baixos”.

“A crise da habitação em Portugal é gravíssima e exige medidas de emergência”, defendeu, indicando que a Iniciativa Liberal “luta há anos a explicar e a propor medidas para resolver o problema da Habitação, sem sucesso de implementação até agora”.

A líder da IL lembrou que propôs uma reunião conjunta entre todos os líderes dos partidos com assento parlamentar, destinada a encontrar consensos para responder à crise da habitação, mas esse encontro acabou por não acontecer.

Mariana Leitão acusou os restantes partidos de preferirem “continuar a fazer o seu jogo partidário” e considerou que “os resultados da irresponsabilidade dos restantes partidos estão à vista: polarização, confronto, tensão crescente, nem uma solução”.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 11 feridos, cinco em Lisboa e seis no Porto, e 31 detidos por desobediência (25 em Lisboa e seis no Porto). Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

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Portuguese police with dogs and batons dismantle housing protest camps

More than 30 people arrested as officers clear at least 100 tents in central Lisbon and about 50 in Porto

Police in Portugal have dismantled housing protest camps in Lisbon and Porto, baton-charging campaigners in the early hours of Sunday and arresting more than 30 people.

The raids were the latest incident in days of clashes between police and campaigners who – inspired by similar camps in Spain – had sought to pitch tents in central squares to protest against the country’s deepening housing crisis.

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© Photograph: José Sena Goulão/EPA

© Photograph: José Sena Goulão/EPA

© Photograph: José Sena Goulão/EPA

Livre propõe audição urgente de Luís Neves e do diretor da PSP

25 October 2026 at 15:08

O Livre propôs hoje a audição urgente no Parlamento do ministro da Administração Interna e do diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) para prestarem esclarecimentos sobre a intervenção policial nas manifestações pela habitação.

No requerimento, endereçado à presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Paula Cardoso (PSD), e divulgado pelo partido, o Livre solicita a audição, com caráter de urgência, de Luís Neves e Pedro Moura “sobre a ofensiva policial nas manifestações pelo direito à habitação, em Lisboa e no Porto”.

O Livre sustenta o pedido com a “relevância desta matéria para o interesse público” e a “necessidade de esclarecer os factos hoje tornados públicos” e quer saber “os meios utilizados nas intervenções policiais em Lisboa e no Porto, os critérios que determinaram a sua utilização e as garantias de respeito pelos direitos fundamentais dos manifestantes”.

“Perante os relatos divulgados sobre a utilização de bastonadas, cães e balas de borracha contra manifestantes que participavam nas manifestações em Lisboa e no Porto, importa esclarecer as circunstâncias em que ocorreram as cargas policiais e a necessidade e proporcionalidade dos meios utilizados”, referem os deputados do Livre.

Assinalando que “estas intervenções tiveram lugar no contexto de protestos pelo direito à habitação, numa altura em que a crise da habitação constitui um problema que afeta toda a sociedade”, o partido considera que “importa garantir que a atuação das forças de segurança respeita os direitos fundamentais, nomeadamente o direito de reunião e manifestação, e que os meios utilizados são compatíveis com os princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade”.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) dispersou hoje de madrugada as manifestações pelo direito à habitação, à bastonada e com recurso a balas de borracha e cães, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para a dispersão e a retirada das tendas montadas pelos manifestantes, que não as acataram alegando que o direito à manifestação está protegido pela Constituição.

De acordo com a PSP, em Lisboa há a registar sete feridos e 31 detidos por desobediência, mas, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos.

“Na madrugada de hoje, 25 de outubro, dezenas de manifestantes foram brutalmente agredidos pela polícia de intervenção. Destes, mais de 20 foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada”, lê-se na publicação da Acampada de Lisboa na rede social Instagram.

No Porto, e ainda de acordo com a PSP, a intervenção causou oito feridos, número que a Acampada sobe para 37, dos quais sete em estado grave.

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Portuguese Police Violently Evict Housing Rights Camps in Lisbon and Oporto

25 October 2026 at 14:58

Police operations left 31 people detained and more than 20 injured, prompting parties to criticize PM Montenegro.

Early Sunday morning, Portuguese police violently evicted housing rights encampments that had been taking place in Lisbon and Oporto. The police operations left 31 people detained and more than 20 people injured.

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The police action prompted reactions from most opposition parties, which criticized Prime Minister Luis Montenegro and his convenient silence in the face of the events.

Socialist Party (PS) leader Jose Luis Carneiro demanded a “comprehensive explanation” from the Montenegro administration regarding the police action at the encampments. He emphasized that the solution to the housing problem “is political, never police-related.”

“Montenegro cannot, through his silence, continue to pit the police against citizens and citizens against the police,” the Socialist leader said.

Although the government has not yet commented on the police operation, one of the parties in the governing coalition, the Social Democratic Party (PSD), has spoken out.

Its spokesman, Sebastiao Bugalho, defended the “proportionality” of the police action, which took place “within the legal framework that is supposed to apply to protect the right to demonstrate.”

🇵🇹 Manifestação pacífica pelo direito à habitação, foi violentamente desmobilizada pela polícia de intervenção, no centro de Lisboa. O governo de direita português mandou evacuar a praça do Rossio durante a madrugada. Houve 31 detenções. pic.twitter.com/CgJBaD9cyU

— geopol•pt (@GeopolPt) October 25, 2026

The text reads, “A peaceful demonstration for the Right to Housing was violently dispersed by riot police in downtown Lisbon. The right-wing Portuguese government ordered the evacuation of Rossio Square in the early hours of the morning. There were 31 arrests.”

Meanwhile, far-right politician Andre Ventura, founder and leader of the Enough! party (Chega), defended the eviction, asserting that “the police have been very patient with these people camping out in the squares. Too patient, even!”

Nevertheless, even Ventura criticized the stance adopted by Montenegro and the Social Democratic Party, accusing the prime minister of hiding from problems and failing to come out publicly in support of the police.

In recent weeks, police violence against Portuguese citizens has drawn criticism from international humanitarian organizations such as SOS Racismo and from European left-wing parties, which have denounced the excessive use of force.

The housing movement has called for demonstrations in Lisbon and Oporto on Sunday to reject police violence, as well as another protest on Tuesday outside Parliament, where debate will begin on the 2027 state budget.

teleSUR/ JF

Source: EFE

PSD defende atuação da polícia e acusa PS de irresponsabilidade e hipocrisia

25 October 2026 at 14:28

O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, defendeu hoje que existiu proporcionalidade na resposta policial às manifestações desta madrugada pelo direito à habitação e acusou o secretário-geral do PS de irresponsabilidade e hipocrisia.

Em declarações aos jornalistas transmitidas pelas televisões a partir de Aveiro, Sebastião Bugalho afirmou que o PSD recusa “uma falsa clivagem” entre a autoridade dos polícias e a liberdade de expressão dos manifestantes, dizendo que houve arremesso de objetos por parte dos segundos contra a polícia e a comunicação social. 

“É importante transmitir da parte do PSD uma palavra de tranquilidade e serenidade. A polícia, na nossa perspetiva, atuou com proporcionalidade e no enquadramento legal que se presume que aconteça para proteger o direito à manifestação, que obviamente nós respeitamos. Mas têm de se respeitar as regras da manifestação e, a dado momento, isso não estava, infelizmente, a acontecer.”

Em reação às críticas de José Luís Carneiro, que exigiu hoje esclarecimentos ao primeiro-ministro, o porta-voz do PSD disse que Luís Montenegro “não entra em torneios de conferências de imprensa” com deputados ou líderes partidários.

“O primeiro-ministro não ficou nem cego, nem surdo, nem mudo na última semana”, afirmou o também vice-presidente do PSD.

“O que é que muda mais a vida daqueles que querem ter habitação pública em Portugal? Foram as 30 mil casas de habitação pública que nós entregámos no prazo do PRR? Foram os 130 mil jovens cujas políticas de habitação deste Governo ajudaram a comprar a sua primeira casa? (…) Ou as conferências de imprensa do dr. José Luís Carneiro, que estava sentado no Conselho de Ministros, que deixou a habitação desfinanciada, com pouco orçamento para construir?”, contrapôs.

Bugalho considerou “preocupante e até chocante” a reação do líder do PS, lembrando que foi ministro da Administração Interna do último Governo do PS.

“Revelou hoje total incapacidade para alguém que aspira a desempenhar, no futuro, funções de chefia de governo. Com a sua declaração oportunista e irresponsável, José Luís Carneiro não condenou de forma inequívoca o arremesso de objetos contra a polícia, nem condenou, de forma inequívoca, atos de desordem que põem em causa a autoridade do Estado e as regras de funcionamento da democracia”, disse.

Bugalho acusou ainda o PS de “hipocrisia gritante”, dizendo que o problema da habitação “ficou por resolver” após oito anos de executivos socialista.

Bugalho referiu que os apoios às rendas criados pelos executivos socialistas foram, em oito anos, metade dos do atual Governo PSD/CDS-PP em dois, e acusou José Luís Carneiro de ter “votado quatro vezes contra as medidas de habitação jovem”, que considera já estarem a dar resultados.

“Eu compreendo que a crise da habitação é uma prioridade e é uma prioridade do Governo desde o primeiro dia que assumiu funções e que é uma prioridade de todos nós que estamos preocupados com o país e com os portugueses”, assegurou.

O porta-voz do PSD apelou a que outros partidos não caiam na tentação – como considera ter acontecido com o PS – “de fabricar uma clivagem entre liberdade e autoridade, entre aqueles que querem mais casas e aqueles que defendem as forças de segurança e integridade das nossas forças policiais”.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 11 feridos, cinco em Lisboa e seis no Porto, e 31 detidos por desobediência (25 em Lisboa e seis no Porto). Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

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Right to housing encampments return to squares of Lisbon and Porto

25 October 2026 at 13:17

Anyone imagining that this morning’s scenes of violence were an end to ‘right to housing protests’ will be thinking again following news that protesters are set to return to the

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Ventura diz que o “Estado não se pode acobardar” e critica silêncio de Montenegro

25 October 2026 at 13:07

O Chega defendeu hoje a intervenção da polícia na última madrugada sobre os manifestantes pela habitação, sustentando que “o Estado se não podia acobardar”, e voltou a criticar o silêncio do primeiro-ministro, acusando-o de se esconder.

Num vídeo enviado aos jornalistas, André Ventura diz que a ação da polícia na última madrugada “para a reposição da ordem pública” não podia “deixar de acontecer”.

“O país, os seus centros urbanos, não podem ficar à mercê da desobediência de um conjunto muito minoritário de vândalos e provocadores sobre os moradores, sobre as forças da ordem, sobre as instituições do país. A polícia não tinha outro caminho se não fazer o que fez, repor a legalidade e repor a ordem”, defende.

O líder do Chega considera que “uma minoria, sobretudo infiltrados pela extrema-esquerda e por alguns arruaceiros internacionais e nacionais, estavam a provocar deliberadamente, de forma intencional, as autoridades para que este momento chegasse”.

“Este é um daqueles momentos em que as autoridades não se podiam nem deviam a acobardar, em que o Estado não podia nem devia acobardar”, sustenta, dizendo estar “incondicionalmente ao lado” da polícia. 

O líder do Chega volta a criticar o silêncio do primeiro-ministro e acusou Luís Montenegro e o PSD de andarem escondidos, instando-o a “dar a cara” perante “um país que anda completamente à deriva nestas últimas semanas”.

Ventura indica igualmente que o Chega vai “trabalhar no parlamento para resolver o problema da habitação, com medidas concretas e reais para as pessoas, não para o mercado, para as pessoas”.

“A causa da habitação é uma causa que tem que ser de todos e pela qual o Chega tem lutado muito, evitando rendas a subir descontroladamente, evitando e obrigando o Governo a não avançar com cauções ilimitadas, garantindo a proteção daqueles que são mais velhos e têm que ter uma casa. Tudo isso é o que tem que ser feito, é o que nós estamos a fazer, mas não é ocupando, destruindo monumentos, insultando as instituições, dizendo que se quer roubar os tribunais, destruindo o património e agredindo a polícia”, defende.

Nesta posição em vídeo, o presidente do Chega critica também a esquerda por apoiar as manifestações e acusou o PS de irresponsabilidade, argumentando que “esses partidos estão a fazer um enorme dano à democracia, às instituições e à segurança”.

“Quem se coloca hoje ao lado daqueles provocadores está a colocar-se contra a ordem, contra o Estado de Direito, contra o país. O Chega nunca aceitará fazer isso”, afirma.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) dispersou hoje de madrugada as manifestações pelo direito à habitação, à bastonada e com recurso a balas de borracha e cães, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para a dispersão e a retirada das tendas montadas pelos manifestantes, que não as acataram alegando que o direito à manifestação está protegido pela Constituição.

De acordo com a PSP, em Lisboa há a registar sete feridos e 31 detidos por desobediência, mas, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos.

“Na madrugada de hoje, 25 de outubro, dezenas de manifestantes foram brutalmente agredidos pela polícia de intervenção. Destes, mais de 20 foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada”, lê-se na publicação da Acampada de Lisboa na rede social Instagram.

No Porto, e ainda de acordo com a PSP, a intervenção causou oito feridos, número que a Acampada sobe para 37, dos quais sete em estado grave.

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Prime minister accused of “failing to lead or show his face”

25 October 2026 at 13:03
Expresso's choice of image for this story suggests the new rules promoting transparency may not be to everyone's liking. Photo: José Coelho/ Lusa

Politicians of all colours are reacting in a form of stampede to the scenes of violence in Lisbon and Porto last night – but the overall focus is on the

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Bernardo Rocha de Quarteira e Rita Xufre de Setúbal sagram-se Campeões Nacionais de Pump Track

25 October 2026 at 13:06

A Póvoa de Santa Iria recebeu este sábado, 24 de outubro, o Campeonato Nacional de Pump Track, numa jornada que reuniu atletas oriundos do BMX, do BTT e do Freestyle na luta pelas camisolas de Campeão Nacional, tendo no final de uma tarde de competição intensa, Bernardo Rocha (Team BMX Quarteira) e Rita Xufre (Núcleo Bicross de Setúbal / VSPu) se sagrado Campeões Nacionais na categoria Elite.

A competição decorreu na pista asfaltada da Póvoa de Santa Iria, uma das principais infraestruturas nacionais dedicadas à modalidade. Após os treinos realizados durante a manhã, os participantes disputaram duas mangas cronometradas em formato “Flying Lap”, contando para a classificação final o melhor tempo obtido por cada atleta.

Na categoria Elite masculina, Bernardo Rocha foi o mais rápido do dia, ao completar o percurso em 16,177 segundos, superando o colega de equipa Leonardo Carmo, segundo classificado, e Manuel Magalhães (Linda a Pastora Sporting Clube), que completou o pódio. Já na Elite feminina, Rita Xufre conquistou o título nacional diante de Hannah Heyse (Team BMX Quarteira).

Bernardo Rocha (Foto: João Calado / FPC)

Nos escalões de formação, Gustavo Pereira (Clube Bicross de Portimão) venceu entre os Sub-15 masculinos, enquanto Mafalda Piedade (Team BMX Quarteira) triunfou em Sub-15 femininos. Em Sub-17, os títulos ficaram entregues a Martim Reis (Linda a Pastora Sporting Clube) e a Maria Pinto (Casa do Povo do Alqueidão), a atleta com o melhor tempo absoluto feminino.

Quanto aos mais jovens, Lourenço Bento (Linda a Pastora Sporting Clube) foi o vencedor em Sub-7 e em Sub-9 foi o colega de equipa Vicente Cardoso o mais rápido. Já nas Sub-9 femininas, Luna Alves (Team BMX Quarteira) foi a vencedora.

Na categoria Sub-11, Francisco Gil (Clube Bicross de Portimão) conquistou a vitória e nas femininas foi Maria Rebelo (Núcleo Bicross de Setúbal / VSPu) a vencedora do dia. Tomás Cardoso (Linda a Pastora Sporting Clube) triunfou em Sub-13 masculinos e Ema Emídio (Team BMX Quarteira) nas femininas.

Entre os veteranos, Fábio Jorge (Núcleo Bicross de Setúbal / VSPu) conquistou o título nacional de Master 30 masculino, Fábio Piloto (Casa do Povo do Alqueidão) venceu em Master 40 masculino, o colega de equipa Manuel Mendes triunfou em Master 50 masculino e também da Casa do Povo do Alqueidão, Alexandra Loureiro foi a mais forte na categoria Master feminina.

O Campeonato Nacional de Pump Track voltou assim a afirmar o crescimento da disciplina em Portugal, reunindo cerca de uma centena de praticantes de diferentes vertentes do ciclismo, num evento que uniu a fluidez técnica, a velocidade em pista e desempenhos de excelência. Para aceder à classificação completa clique aqui.

Com colaboração da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC)

Rita Xufre (Foto: João Calado / FPC)

De Coimbra a Faro manifestantes fizeram-se ouvir pelo direito à habitação – TVI

25 October 2026 at 11:46

Com uma adesão mais contida que em Lisboa e Porto, os manifestantes fizeram-se ouvir na tarde este sábado, 24 de outubro, em Coimbra e Faro, pelo direito à habitação e contra a Lei que está para ser aprovada na Assembleia da República, como mostra a reportagem da TVI.

Em Coimbra foram muitas dezenas que se manifestram e apelaram para que a Lei dos Despejos não seja aprovada. Em Faro cerca de uma centena de pessoas desceram a avenida 5 de Outubro rumo ao Largo da Pontinha, aproveitando depois um microfone aberto para clamarem pelo direito a casa própria numa região especialmente afetada pela crise na habitação, que é transversal a todo país.

Lions Clube de Setúbal promove 38.ª Feira da Ladra a favor da APPACDM de Setúbal

25 October 2026 at 11:00

O Lions Clube de Setúbal promove a 38.ª Feira da Ladra, iniciativa solidária, que decorrerá já nos próximos dias 30 e 31 de outubro e 1 de novembro, entre as 10h00 e as 18h00, na Delegação do INATEL de Setúbal, cuja receita reverterá a favor da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Setúbal.

A realização da Feira da Ladra pretende sensibilizar a comunidade local para a realidade das pessoas com deficiência intelectual, promovendo a solidariedade e a participação cívica através da angariação de receitas para a APPACDM.

A instituição tem como principal objetivo apoiar e promover a inclusão, a qualidade de vida e a plena cidadania de pessoas com deficiência intelectual, atrasos no desenvolvimento ou incapacidades, de todas as idades, bem como prestar apoio às respetivas famílias.

O apoio da comunicação social é particularmente importante para dar visibilidade a esta causa, incentivar a participação da população e contribuir para o sucesso da angariação de receitas. Nesse sentido, agradecemos a divulgação do evento nos vossos meios e canais editoriais, bem como a eventual presença de um representante para a sua cobertura jornalística.

Sobre o Lions Clube de Setúbal

O Lions Clube de Setúbal, fundado em 1974, é uma organização de serviço à comunidade que desenvolve e apoia iniciativas de carácter social, humanitário e de promoção da saúde. O Clube procura contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, mobilizando voluntários, parceiros e instituições em torno de causas de interesse público. Através das suas iniciativas, o Clube mobiliza a comunidade em torno de causas solidárias, concretizando localmente a missão do movimento: servir, promover a paz e fomentar o entendimento entre os povos.

O Lions Clube de Setúbal integra o movimento Lions Clubs International, uma organização internacional de voluntários dedicada ao serviço das comunidades locais e à resposta a necessidades humanitárias em todo o mundo. O movimento tem como missão capacitar os voluntários para servir as suas comunidades, atender a necessidades humanitárias, promover a paz e fomentar o entendimento internacional.

Carneiro exige esclarecimentos de Montenegro sobre carga policial nas manifestações

25 October 2026 at 12:58

O secretário-geral do Partido Socialista (PS) exigiu hoje um “esclarecimento cabal” do primeiro-ministro sobre a resposta policial às manifestações da madrugada pelo direito à habitação, defendendo que a saída para o problema “é política, nunca policial”.

“A saída para esta crise é política. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, é o primeiro e principal responsável do Governo e tem de assumir a sua responsabilidade. Não pode, com o seu silêncio, continuar a atirar polícias contra cidadãos e cidadãos contra polícias”, afirmou José Luís Carneiro numa conferência de imprensa convocada na sequência dos episódios de violência registados nas manifestações da noite passada.

Salientando que “qualquer restrição do direito de manifestação tem de obedecer aos princípios da necessidade, da adequação e da proporcionalidade”, o secretário-geral dos socialistas reclamou “um esclarecimento cabal” de Montenegro sobre o que levou a um “uso da força” aparentemente “desproporcionado” por parte das forças policiais.

A polícia dispersou esta madrugada, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas, para retirarem as tendas montadas pelos manifestantes pelo direito à habitação

De acordo com a PSP, há sete feridos e 31 detidos por desobediência, no entanto, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa, refere que houve assistência a dezenas de feridos.

“Na madrugada de hoje, 25 de outubro, dezenas de manifestantes foram brutalmente agredidos pela polícia de intervenção. Destes, mais de 20 foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada”, lê-se no ‘post’ do Instagram.

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Housing crisis: LIVRE calls for strong position from President Seguro

25 October 2026 at 11:14

The silence of Portugal’s minority AD government in the face of ‘right to housing protests’, and the indignation arising from last night’s police charge on protesters, has seen LIVRE (left

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Lights out: the island that goes dark to save young seabirds – in pictures

25 October 2026 at 11:00

Every autumn, Corvo Island in the Azores turns off its public lighting for a few key days to help fledgling Cory’s shearwaters as they attempt to fly to the ocean guided by the stars

Once a year, Corvo, the smallest and most northerly island of Portugal’s Azores archipelago, goes dark. Since 2019, the island’s 450 or so inhabitants have chosen to switch off the lights every autumn for five nights to tackle the disastrous effects of artificial light on Cory’s shearwaters, a seabird endemic to the Atlantic Ocean.

It began in 1991 when the community noticed huge numbers of deaths among young shearwaters.

A newborn Cory’s shearwater chick

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© Photograph: Andrea Zanenga

© Photograph: Andrea Zanenga

© Photograph: Andrea Zanenga

Dozens injured as police clear protest camps in Lisbon and Porto

25 October 2026 at 10:46

Police charged housing protesters in Lisbon and Porto early on Sunday, clearing two city-centre encampments in operations that organisers say left dozens injured, including some people with serious injuries. Thirty-one

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Seis detidos e sete feridos graves após carga da PSP na ‘acampada’ do Porto

25 October 2026 at 08:58

As seis pessoas detidas na sequência da intervenção da PSP contra a Acampada do Porto foram hoje libertadas pelas 06:00, constatou a Lusa no local.

Em declarações aos jornalistas na esquadra da PSP do Heroísmo, no Porto, o advogado dos manifestantes, Tiago Machado, disse tratarem-se de quatro homens e duas mulheres.

Os jovens serão presentes a tribunal na segunda-feira quando serão conhecidos mais detalhes.

“Foram encaminhados da [Praça] D. João I para aqui e agora foram alvo da notificação do procedimento”, afirmou.

Questionado sobre se foram acusados do crime de desobediência, confirmou, referindo terem apenas “indicação da factualidade do que se passou hoje”.

“Vão comparecer em tribunal, na segunda-feira, às 14:00. E, portanto, agora é descansar e recuperar. […] Foi uma noite longa” acrescentou.

Em comunicado enviado às redações, a PSP adianta que, além dos detidos, no Porto “foi apreendido um artigo de pirotecnia (petardo) na posse de um dos detidos, três latas de tinta (arremessada aos polícias) e uma embalagem de gás pimenta”.

Cerca de 200 manifestantes dirigiram-se entretanto à esquadra da PSP no Heroísmo, onde pelas 04:20 permaneciam em vigília.

A organização do movimento pela habitação no Porto atualizou o balanço para 37 feridos, dos quais sete em estado grave, e nove detidos, após a carga policial para desocupar a Praça D. João I.

Anteriormente tinha avançado com 37 feridos ligeiros e cinco pessoas ainda a receber assistência médica.

Segundo uma das porta-vozes da Acampada Catarina dos Santos, “a repetição” da carga policial, que já tinha acontecido uma vez e provocado 39 feridos, desde que o movimento arrancou a 10 de outubro, já é “em si gravíssima”.

Catarina dos Santos deixou ainda a garantia, quando questionada se hoje voltariam à Praça D. João I, que “ninguém arreda pé da praça até as reivindicações serem ouvidas”.

A Unidade Especial de Polícia da PSP dispersou os manifestantes na Praça D. João I, no Porto, depois de terem rejeitado tirar as tendas.

Após horas de tensão que envolveram a chegada de mais elementos da polícia, cães e altercações em redor da praça, pelas 02:02 a PSP começou a intervenção.

A PSP desmontou hoje a Acampada do Porto pela habitação, deixando um rasto de destruição na Praça D. João I, tendo retirado os manifestantes do local, que gritaram “voltaremos”.

Numa intervenção que durou pouco mais de 10 minutos, a Unidade Especial de Polícia desafiou a resistência dos manifestantes e avançou para as tendas, destruindo o acampamento montado na Praça D. João I.

Os manifestantes resistiram, tendo alguns sido detidos pela PSP à medida que a força policial avançou com a intervenção.

Gritos de resistência como “voltaremos”, “o povo unido jamais será vencido” ou “fascismo nunca mais” foram ouvidos enquanto os manifestantes eram retirados da praça, tendo seguido para a Avenida dos Aliados.

Carrinhas da Câmara Municipal do Porto procederam à limpeza do local.

Na Praça General Humberto Delgado, em frente à Câmara do Porto, pelas 02:25 várias centenas de pessoas concentraram-se, tendo as bandeiras de Portugal e do Porto sido colocadas a meia haste.

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