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Galp considera diferentes parceiros para retalho e refinação
O acordo para uma fusão parcial entre Galp e Moeve caiu por terra, mas a petrolífera rapidamente informou que estaria interessada em explorar novas parcerias para as áreas de retalho e refinação. Em declarações ao ECO/Capital Verde, os co-CEO da cotada indicam que está em cima da mesa a hipótese de fazer alianças com parceiros diferentes para cada uma das áreas.
O co-CEO da Galp indica que o importante para a Galp é que “o mérito estratégico” de uma futura transação, no sentido da consolidação, se mantenha inalterado. A empresa portuguesa quer, por um lado, um parceiro que, na área do retalho, esteja “claramente focado na Península Ibérica e no cliente”. Em paralelo, procura um parceiro que, no negócio industrial, traga “escala, competitividade, complementaridade e alguma aceleração na transição energética”.
Estas “são duas componentes perfeitamente segregáveis e não necessariamente com o mesmo parceiro”, indica João Diogo Silva. Por seu lado, Maria João Carioca frisa que “seria muito estranho” já ter uma lista de potenciais parceiros, pronta a ativar, no dia em que dá por terminada uma negociação com uma elevada “intensidade” e “compromisso” com a Moeve.
[Retalho e indústria] são duas componentes perfeitamente segregáveis e não necessariamente com o mesmo parceiro.
Sobre as razões que determinaram que a Galp não firmasse um acordo com a concorrente espanhola, o mesmo gestor indica apenas que os termos finais, do ponto de vista comercial, não permitiram atingir o racional de investimento e a disciplina de alocação de capital da Galp, sem querer detalhar os fatores específicos que influenciaram a decisão.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou esta segunda-feira que, perante o salto de 68% nos lucros da Galp relativos ao terceiro trimestre, a iniciativa do Governo de avançar com uma taxa sobre os lucros extraordinários das petrolíferas foi “a decisão correta”.
Confrontada com estas declarações, a co-CEO salienta que a empresa que gere pagou, neste mesmo trimestre, uma taxa de imposto efetiva de 43%. “Naturalmente que nós respeitamos as opções de política fiscal do governo, isso não é tema. Mas temos tido sempre um diálogo no sentido de se salientar que qualquer medida desta natureza tem impacto”, indica, explicando que o negócio tem ciclos de investimento muito longos e que ativos como a refinaria de Sines “estão permanentemente a ser confrontados com ativos semelhantes”. Ativos estes que recebem incentivos, “muitas vezes mais significativos” do que aqueles que a Galp tem recebido em Portugal, afere.
Temos tido sempre um diálogo no sentido de se salientar que qualquer medida desta natureza tem impacto.
João Diogo da Silva recorda que a Galp investiu uma média de 340 milhões ao ano na atividade da empresa em Sines e que, em 11 dos últimos 20 anos, esta unidade industrial registou um free cash flow negativo. “É muito fácil nos anos em que as coisas correm bem taxarmos Sines, mas temos memória relativamente curta acerca dos anos em que investimos e perdemos dinheiro em Sines”, conclui.
- Expresso
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O negócio com a Moeve caiu, mas a intenção de trazer outros investidores para a refinação mantém-se de pé. A Galp melhorou as projeções de resultados para este ano. E os seus gestores desdramatizam a queda das ações esta segunda-feira: num só dia ‘voaram’ €1,7 mil milhões de capitalização bolsista

Governo “atento” a futuras parcerias da Galp
O Governo diz que vai continuar atento às intenções, declaradas pela Galp, de formar parcerias no negócio de refinação e retalho. Depois de a petrolífera ter apresentado um aumento dos lucros de 68% no terceiro trimestre, a ministra do Ambiente e Energia considera que a decisão de aplicar uma taxa sobre os lucros excessivos sai reforçada como “correta”.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, falava com os jornalistas à margem do lançamento do Passaporte Climático das Cidades, no âmbito do terceiro Encontro Nacional do Pacto de Autarcas para o Clima e Energia, em Torres Vedras.
Depois de o acordo para uma fusão parcial entre Galp e Moeve ter caído por terra, e de a petrolífera ter declarado que se mantém aberta a novas oportunidades de parcerias, a ministra da tutela diz que irá “acompanhar” os “desenvolvimentos futuros”. “Teremos de continuar atentos às futuras parcerias”, afirma.
A ministra indica, contudo, que lhe “agrada” que a Galp queira separar o negócio do retalho e refinação. “será útil porque assim permite focar as atenções da parte do Estado na refinaria”, defende, relembrando que existia o “receio” de que a única refinaria escapasse ao controle nacional. Vê ainda “com muito bons olhos” a intenção, declarada pela Galp, de continuar a investir em produtos verdes, nomeadamente o hidrogénio verde e os biocombustíveis avançados.
Confrontada com o salto de 68% nos lucros da Galp, e se este dá força à intenção do Governo de taxar os lucros extraordinários das petrolíferas, Maria da Graça Carvalho anui. “Sim, isso já tinha sido uma decisão, é um projeto de lei que está na Assembleia da República e mostra que foi a decisão correta do Governo”. “esperamos que passe em breve na Assembleia da República”, rematou.
Governo admite receio de perder controlo nacional da refinaria de Sines

Galp prevê margens de refinação de dois dígitos no início de 2027

Governo lança leilões com foco no armazenamento de energia
O Governo lançou novos leilões de capacidade com foco no armazenamento, informa o Ministério do Ambiente e Energia, através de um comunicado. Estão a concurso um total de 1.050 MVA, na sua maioria destinados à ligação de projetos de armazenamento autónomos.
O pontapé de saída estava marcado para setembro, mas foi a 22 de outubro que, num despacho publicado em Diário da República e assinado pelo secretário de Estado da Energia, Jean Barroca (na foto), foram lançados os dois concursos anunciados pela ministra da tutela, Maria Graça Carvalho, no passado mês de maio, numa conferência do ECO/Capital Verde.
Estão agora a leilão 300 megavolt-ampére (MVA) para centros eletroprodutores que utilizem fontes de energia renovável, associados a instalações de armazenamento na mesma localização. Estas instalações de armazenamento devem ter uma potência mínima correspondente a 20% da capacidade de injeção atribuída e capacidade de armazenamento suficiente para assegurar uma duração mínima de quatro horas à potência máxima de injeção.
Em paralelo, abriu o concurso para atribuição de títulos de reserva de capacidade de injeção na rede destinados à instalação, construção, exploração e operação de instalações de armazenamento autónomo de eletricidade. O procedimento abrange uma capacidade máxima global de 750 MVA, distribuída por diferentes localizações. Estas instalações devem dispor de potência instalada correspondente a, pelo menos, 100% da capacidade de injeção e de carregamento atribuída, bem como assegurar uma duração mínima de armazenamento de quatro horas à potência máxima de injeção.
Ambos os procedimentos vão decorrer através de leilão eletrónico, aberto a todos os interessados que preencham os requisitos definidos nas respetivas peças, compreendendo as fases de qualificação, licitação e atribuição.
Estes procedimentos preveem que para os municípios fiquem reservadas 30% das receitas do leilão de armazenamento autónomo e 70% das receitas do leilão de capacidade sobrante, a que acrescem ainda as compensações anuais pagas pelos titulares dos projetos. “O claro reforço dos benefícios para as comunidades que acolhem estes projetos reconhece não só o seu contributo para o sucesso dos mesmos, como recompensa o seu apoio e envolvimento”, lê-se na mesma comunicação.
De acordo com o Governo, estes são os primeiros procedimentos concorrenciais para atribuição de capacidade de ligação à rede lançados desde 2021. “Estes leilões dão um novo impulso ao armazenamento em Portugal e a uma transição energética que combina eletricidade mais acessível com a valorização das comunidades e do uso do solo”, afirma a ministra do Ambiente e Energia, citada no comunicado.
A Estratégia Nacional de Armazenamento de Energia, recentemente submetida a consulta pública, aponta para que o país atinja três gigawatts de armazenamento em baterias até 2030.
Governo lança leilão de baterias. Dá até 70% das receitas aos municípios

As três mensagens de Paula Amorim no fim do negócio com a Moeve

Grupo de Guimarães vence prémio internacional de excelência no setor energético
O Petrotec Group, de Guimarães, fabricante de equipamentos para postos de abastecimento, foi distinguido com o prémio World’s Best Established Brand, nos CHARGE Awards 2026, que tiveram como palco a cidade italiana de Florença.
O grupo português venceu uma categoria em que também eram finalistas a EDP e a britânica Octopus Energy, sendo a única empresa industrial B2B entre os três nomeados.
Em comunicado, a empresa salienta que a distinção reconhece a transformação estratégica do Petrotec Group, fundado em 1983, que tem vindo a alargar a sua atividade dos equipamentos tradicionais de abastecimento para soluções integradas de mobilidade, incluindo carregamento elétrico, abastecimento de hidrogénio, sistemas de pagamento e automação.
“Sob o conceito Opening Mobility, o grupo aposta no desenvolvimento de tecnologias que respondem às diferentes necessidades de mobilidade e à evolução do setor energético. Esta estratégia tem sido acompanhada pelo reforço da capacidade industrial, nomeadamente com uma nova fábrica de carregadores elétricos em Portugal”, salienta o comunicado.
“Este reconhecimento reflete o trabalho que temos vindo a desenvolver para moldar o futuro da mobilidade, assente em mais de quatro décadas de engenharia europeia. É um reconhecimento que pertence às nossas pessoas, cujo conhecimento e dedicação tornam este progresso possível, e aos clientes e parceiros que depositam em nós a sua confiança. Estamos orgulhosos deste marco, mas mantemos o nosso foco no que está por vir”, afirma Nuno Cabral, CEO do Petrotec Group, citado no comunicado.
O júri internacional dos CHARGE Awards destacou a diferenciação do grupo português e a integração entre a estratégia de marca e a estratégia de negócio, considerando-o uma das candidaturas com melhor pontuação global da edição de 2026.
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- El Independiente
- Los seguros de las aerolíneas frente al encarecimiento del combustible se reducirán a la mitad en 2027
Los seguros de las aerolíneas frente al encarecimiento del combustible se reducirán a la mitad en 2027
El presidente de Ryanair, Michael O’Leary, advirtió la semana pasada que los billetes de avión podrían encarecerse hasta un 20% en Europa durante 2027 por el encarecimiento del combustible. La guerra en Irán ha disparado los precios energéticos y, según ha explicado este martes el presidente de ALA, Javier Gándara, las compañías aéreas han repercutido parte del incremento del queroseno en el precio de los billetes durante 2026, aunque también han absorbido una parte del sobrecoste a costa de sus márgenes empresariales.
No obstante, durante la presentación de las perspectivas del sector para la temporada de invierno (que empieza en octubre y termina en marzo), el presidente de la patronal de las aerolíneas ha advertido que las aerolíneas afrontarán el próximo verano con una cobertura frente a las fluctuaciones sobre el precio del combustible significativamente menor. Mientras que las grandes compañías europeas tenían cubierto "entre el 60% y el 80% de sus necesidades para la temporada actual, de cara al verano de 2027 esa proporción se situará entre el 15% y el 40%".
Estas coberturas han permitido a las aerolíneas fijar por adelantado el precio de una parte del combustible que han necesitado en 2026, lo que les ha protegido frente a las subidas del mercado. Sin embargo, como señala el presidente de ALA, el margen de protección se reducirá a la mitad en la próxima temporada.
El queroseno, entre los factores coyunturales y estructurales
El precio del combustible de aviación no depende únicamente de la cotización del petróleo. Aunque el barril de Brent se situaba antes del conflicto en torno a los 70 dólares y ha llegado a alcanzar los 115 dólares, el queroseno se ha encarecido todavía más, hasta aproximarse a los 190 dólares por barril equivalente. El diferencial responde a que el coste del queroseno no solo está condicionado por el precio del petróleo, sino también por los costes de refino, transporte y de las alteraciones en las rutas de suministro.
Además, desde ALA también advierten de que el impacto sobre el sector no dependerá únicamente de cuándo termine la guerra. Gándara ha señalado que habrá que distinguir entre los efectos coyunturales de la guerra y los daños estructurales sobre infraestructuras energéticas que puedan prolongar el encarecimiento una vez que remita el conflicto. Por tanto, los daños en la capacidad de refino de la región podrán mantener la presión sobre el queroseno incluso si el precio del crudo comienza a bajar.
Las aerolíneas programan un 5,5% más de plazas para el invierno
Además, para la temporada de invierno 2026-2027, que comenzó este domingo y se prolongará hasta finales de marzo, las aerolíneas han programado 146 millones de asientos, un 5,5% más que los previstos en la misma fecha del año pasado. Aunque desde ALA advierten de que la cifra puede variar en los próximos meses y, además, no descartan que las compañías retiren capacidad si la evolución del combustible les obliga a revisar sus planes.
Sin embargo, la distribución geográfica es muy heterogénea. Mientras que el aeropuerto Adolfo Suárez Madrid-Barajas destaca con cerca de un 10% más de plazas programadas, en otros grandes aeropuertos el avance se modera: al 1,9% en Barcelona-El Prat y al 1,5% en Alicante. Asimismo, en Andalucía se supera el 5% de crecimiento y en Baleares se registra un 4,4% (con el aeropuerto de Ibiza registrando una caída del 1%), mientras que Canarias apenas aumenta un 0,1%.
- Jornal de Negócios
- Galp: "Mantemo-nos abertos a oportunidades" de consolidação após fim das negociações com a Moeve
Galp: "Mantemo-nos abertos a oportunidades" de consolidação após fim das negociações com a Moeve

Galp soma novo lucro recorde no terceiro trimestre: petrolífera ganha €7,5 milhões por dia
Galp fechou o terceiro trimestre com um resultado líquido de €682 milhões, um lucro sem precedentes na empresa. No conjunto dos primeiros nove meses do ano o ganho da Galp ascendeu a €1494 milhões e já supera todo o lucro do ano completo de 2025, que já tinha tido um resultado recorde
