Portugal está entre os países onde é mais difícil aceder à habitação, segundo a OCDE. Várias entidades alertam para problemas no lado da oferta e apontam algumas soluções possíveis, nomeadamente para colocar no mercado casas devolutas
A Hipoges lançou uma campanha de Black Friday que prevê um desconto de até 500 euros nas despesas com a escritura na compra de mais de 150 imóveis em todo o país, anunciou hoje a empresa.
Em comunicado, o servicer refere que a campanha, disponível até 31 de dezembro, abrange apartamentos e moradias de diferentes tipologias, com maior concentração nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.
A iniciativa destina-se tanto a particulares à procura de habitação própria como a investidores no mercado residencial.
Citada na nota, o diretor de Real Estate da Hipoges em Portugal, Rui Rocha, afirma que a empresa pretende “alargar as opções disponíveis de quem procura casa em Portugal e facilitar essa aquisição numa das fases de maior procura”.
“Este apoio no pagamento do valor da escritura pode representar uma oportunidade para quem procura a sua próxima habitação, incluindo famílias e jovens à procura da primeira casa, mas também para quem pretende concretizar uma nova oportunidade de investimento”, acrescenta o responsável.
Os imóveis abrangidos pela campanha podem ser consultados no ‘site’ da empresa.
Fundada em 2008, a Hipoges é uma plataforma de gestão de ativos no sul da Europa, com cerca de 50 mil milhões de euros em ativos sob gestão e uma equipa de mais de 1.800 pessoas distribuídas por Espanha, Portugal, Grécia e Itália.
O mercado de habitação em Famalicão vai ser reforçado brevemente com 108 apartamentos e os primeiros 52 fogos estarão prontos a habitar em meados de 2027, foi hoje divulgado pela promotora Medium Real Estate.
Em comunicado, a empresa refere que o Green Plaza Apartments, que está na segunda e última fase de construção, será o empreendimento imobiliário “mais verde da cidade”.
“Depois de concluída a primeira fase, com 56 apartamentos vendidos, estamos agora a comercializar os 52 apartamentos que correspondem à segunda fase do Green Plaza. Os imóveis estarão habitáveis em junho de 2027 e 75% deles já estão vendidos”, revelou Pedro Fernandes, CEO da Medium Real Estate, em comunicado enviado às redações.
Com floreiras em todas as varandas, o verde das plantas será a “grande atração” exterior dos 108 apartamentos do Green Plaza, um empreendimento localizado numa área residencial à volta do futuro Centro de Atletismo de Vila Nova de Famalicão, na Rua de Lino José de Sousa Ferreira, na zona norte da cidade.
De acordo com a promotora, a verticalização de plantas na fachada do Green Plaza Apartments permitirá a “regulação natural da temperatura e da humidade”. As plantas proporcionam a “humanização do ambiente e têm um impacto na redução de ruídos”. Em todas as varandas está incluído um sistema de rega automática.
“Viver no Green Plaza será como viver num jardim vertical. É uma simbiose perfeita entre o verde e o espaço urbano”, destacou ainda Pedro Fernandes.
Comercializado em exclusivo pela agência imobiliária Medium, o Green Plaza Apartments ainda tem disponíveis unidades das tipologias T0, T1, T2 e T3, com preços a partir de 199 mil euros. As áreas brutas variam entre os 67,2 metros quadrados (T0) e os 152,2 metros quadrados (T3).
Além do espaço desportivo municipal, o Green Plaza Apartments está localizado a centenas de metros de vários hipermercados, de um hospital (Centro Hospitalar do Médio Ave), de dois parques verdes (Parque de Sinçães e Parque da Devesa) e de um espaço de eventos culturais (a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, cuja programação é reconhecida em todo o país).
“É um lugar tranquilo, servido por espaços comerciais e diversos serviços e com acesso rápido à rede de autoestradas (A3 e A7) em direção a cidades como Porto, Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim ou Vila do Conde”, resumiu Pedro Fernandes, acrescentando que “Famalicão é uma cidade muito bem localizada, com acesso a todos os serviços que uma família precisa”.
Os apartamentos estão divididos em blocos de oito pisos, com garagem e lugares de garagem para cada apartamento e ainda uma sala para bicicletas. A zona também é servida por transportes urbanos.
O projeto prevê eletrodomésticos nas cozinhas, ar condicionado, bombas de calor e caixilharias em alumínio em todos os apartamentos.
O projeto de arquitetura do Green Plaza é da autoria do gabinete Trama Arquitetos, enquanto a construção está a cargo da Competro – Investimentos, Lda, sediada em Vila Verde.
O valor mediano de avaliação bancária, nos apartamentos, foi de 2662 euros por metro quadrado, em setembro, mais 15,4% do que no mesmo mês do ano passado, com os valores mais elevados observados na Grande Lisboa (3525 euros/m2) e no Algarve (3010 euros/m2)
Estudo Observatório da Sociedade Portuguesa 2026, elaborado pela Católica-Lisbon SBE, aponta ainda que um quarto dos inquiridos canaliza mais de 40% do seu rendimento para habitação. Interesse em poupar está em alta
O crédito à habitação segue imparável. O stock de empréstimos para a compra de casa subiu em setembro pelo 32.º mês consecutivo e superou pela primeira vez a fasquia dos 120 mil milhões de euros.
A carteira dos bancos ‘engordou’ 1,12 mil milhões de euros no mês passado, o maior acréscimo desde julho, mostram os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.
Esta evolução reflete a crescente procura das famílias por crédito bancário para financiar a compra de casa, sobretudo dos mais jovens, à boleia da garantia pública, isto apesar do aperto das regras do Banco de Portugal que entraram em vigor no início de agosto.
Por outro lado, o aumento dos empréstimos à habitação traduz ainda o crescimento do preço das casas no país nos últimos anos. No segundo trimestre do ano foi de 18,4% em termos homólogos, segundo o INE.
Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.
A carteira de crédito à habitação dos bancos está a crescer de forma ininterrupta desde janeiro de 2024. Neste período de quase três anos já aumentou cerca de 22,4 mil milhões de euros.
Além da casa, os portugueses também estão a pedir mais crédito aos bancos com a finalidade do consumo. O montante de empréstimos ao consumo e outros fins aumentou 225 milhões de euros em setembro, atingindo os 36,1 mil milhões.
No que toca ao crédito às empresas, o stock subiu 454 milhões de euros em setembro, atingindo os 77,8 mil milhões. Em termos homólogos, observou-se um crescimento de 5,8%, igual ao registado no mês anterior.
Portugal assistiu a um boom no mercado imobiliário nos últimos anos. Após anos de crise, que obrigaram à intervenção da troika no país, os preços das casas dispararam de forma expressiva, gerando muitas mais-valias para quem comprou barato e vendeu caro, mas também deu milhares de milhões de euros em impostos ao Estado. Só na última década, entre Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e Imposto do Selo (IS), o valor que deu entrada nos cofres públicos mais do que triplicou.
O IMT, imposto que é cobrado em todas as transações imobiliárias realizadas acima dos 108.792 euros (a partir de 2027), sendo progressivo à medida que o valor da operação sobe, é responsável…
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