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Missão portuguesa visita Venezuela para reforçar laços económicos e comerciais

27 October 2026 at 22:00

Uma delegação portuguesa, que integra o ministro da Economia, o secretário de Estado das Comunidades e mais de 30 empresários, vai visitar a Venezuela na próxima semana para identificar oportunidades de negócio e investimento e contactar a comunidade portuguesa.

Numa nota divulgada, esta terça-feira, a Embaixada de Portugal em Caracas anunciou a visita, entre 01 e 03 de novembro, do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, numa comitiva que integra ainda a presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Ana Casaca, e uma missão empresarial integrada por mais de 30 empresas portuguesas.

“Um dos pontos centrais da visita será um grande fórum empresarial, que terá lugar a 03 de novembro, das 9:00 às 14:00 (das 13:00 às 18:00 horas de Lisboa), no Centro Português de Caracas, em Macaracuay. O encontro tem como objetivo aproximar empresas portuguesas e venezuelanas, promover contactos comerciais e identificar oportunidades de negócio e investimento que contribuam para a reconstrução e o desenvolvimento económico da Venezuela”, explica a Embaixada numa nota em língua castelhana.

Segundo a representação diplomática portuguesa, “a agenda dos membros do Governo português incluirá ainda encontros institucionais e reuniões com representantes da comunidade portuguesa e lusodescendente cujo apego e contribuição à vida económica e social venezuelana constituem um vínculo fundamental entre ambos países”.

“A visita ministerial, e a missão empresarial que a acompanha, refletem bem o compromisso de Portugal com a Venezuela e com o fortalecimento dos laços históricos, humanos e culturais que unem os povos português e venezuelano”, acrescenta.

A embaixada adianta que o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, permanecerá em Caracas até 05 de novembro “para prosseguir um programa adicional de encontros com as comunidades portuguesa e lusodescendente”.

Wall Street encerra sessão em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos

27 October 2026 at 21:34

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta terça-feira, em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos.

Assim, o Dow Jones somou 0,03% para 52.378,40 pontos, o S&P 500 ganhou 0,60% para 7.722,67 pontos e o tecnológico Nasdaq valorizou 1,18% para 26.477,81 pontos.

Wall Street fechou em alta após após as compras de segunda-feira na bolsa de valores dos EUA, impulsionadas pela notícia do IPO da Anthropic. A tecnológica, que quer entrar no Nasdaq com o ticker ANT, poderá chegar ao mercado com uma avaliação que pode chegar a dois biliões de dólares.

 

Cotação do Brent para entrega em dezembro baixa 1,67% para 113,88 dólares

27 October 2026 at 21:19

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou, esta terça-feira, no mercado de futuros de Londres, em baixa de 1,67%, para os 113,88 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, encerrou no Intercontinental Exchange a cotar 1,93 dólares abaixo dos 115,81 com que encerrou as transações na segunda-feira.

O Brent encerrou a sessão em baixa, com os investidores otimistas quanto aos esforços diplomáticos no Médio Oriente e na expectativa do resultado das eleições em Israel e dos possíveis impactos geopolíticos.

O líder iraniano, Moktaba Khamenei, insistiu hoje em que o fim da guerra passa pelo cumprimento das condições colocadas por Teerão, enquanto as negociações estão paralisadas.

Fiona Cincotta, analista da Forex.com, disse hoje, em comentário no seu sítio na internet, que as conversações não anularam as possibilidades de ataques dos houthies contra a Arábia Saudita.

Recordou ainda que outubro foi um dos piores meses quanto a ataques a navios no Estreito de Ormuz, com o Brent a cotar em níveis máximos desde abril e as exportações de petróleo do Golfo Pérsico em baixa pela quarta semana consecutiva.

“Enquanto a oferta continuar limitada, os preços do petróleo manter-se-ão estáveis e até podem subir. Os mercados petrolíferos precisam de mais sinais de progressos diplomáticos e mais fluxo no Estreito para que os preços baixem de forma sustentada”, adiantou.

Trump anuncia chegada de um milhão de barris de petróleo venezuelano aos EUA

27 October 2026 at 20:53

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta terça-feira, 27 de outubro, que os Estados Unidos (EUA) vão receber um milhão de barris de petróleo da Venezuela, no âmbito da cooperação com Caracas após a captura do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro.

“Tomámos a Venezuela com grande sucesso e enviaram-me, como presente, um carregamento de um milhão de barris de petróleo. E eu vou entregá-lo aos Estados Unidos”, declarou Trump aos jornalistas durante uma viagem ao Texas.

O Presidente norte-americano republicano, que se deslocava ao estado do Texas para participar num comício eleitoral antes das eleições intercalares de 03 de novembro, manifestou confiança em que a chegada do petróleo venezuelano contribua para reduzir os preços dos combustíveis.

O encarecimento da gasolina, agravado pela guerra contra o Irão, tornou-se um dos principais temas da campanha eleitoral, numa altura em que as sondagens apontam para dificuldades dos republicanos.

Numa mensagem publicada posteriormente na sua rede social, a Truth Social, Trump anunciou que iria participar hoje num comício em Corpus Christi, no Texas, onde está prevista a chegada do carregamento.

Segundo o jornal The New York Post, o Presidente e o secretário de Estado, Marco Rubio, deverão visitar o porto onde atracará o navio que transporta o petróleo venezuelano.

“Este é apenas o primeiro carregamento de milhares de milhões de barris que estão para chegar”, escreveu Trump.

A cooperação petrolífera entre Washington e Caracas foi intensificada após a captura e deposição de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, em janeiro.

Na sequência da operação militar, que decorreu em Caracas, os Estados Unidos restabeleceram relações diplomáticas com o Governo interino liderado por Delcy Rodríguez.

Em agosto, Washington anunciou um acordo petrolífero que permitirá aos Estados Unidos aceder a um quinto das reservas de petróleo da Venezuela.

O entendimento tem suscitado críticas de setores que acusam o Governo do Presidente Trump de privilegiar o acesso aos recursos energéticos venezuelanos em detrimento da democratização do país.

Entretanto, o Departamento de Estado norte-americano anunciou na segunda-feira o apoio a um plano de reformas dos sistemas judicial e eleitoral da Venezuela, a concretizar até ao final deste ano.

Segundo a proposta, após a implementação das reformas, Delcy Rodríguez deverá declarar vaga a Presidência, abrindo um prazo constitucional de seis meses para a realização de eleições, previsivelmente em 2027.

O roteiro político está a ser discutido em negociações promovidas por Washington desde agosto, envolvendo representantes do chavismo (a corrente política e ideológica inspirada no legado do antigo presidente Hugo Chávez) e um bloco da oposição liderado por Dinorah Figuera.

A líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz (2025) María Corina Machado não participa, até ao momento, nestas conversações.

Machado regressou no domingo à Venezuela, depois de ter permanecido quase um ano fora do país.

OE2027: Montenegro diz que há abertura para propostas da oposição e que está “muito atento” ao custo de vida

27 October 2026 at 18:32

O primeiro-ministro afirmou, esta terça-feira, que há abertura para acolher propostas da oposição na discussão orçamental, mas ressalvando que algumas são incompatíveis, e sublinhou que o Governo está “muito atento” ao aumento do custo de vida.

Luís Montenegro respondia à primeira intervenção da porta-voz e deputada única do PAN, Inês de Sousa Real, no debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), no Parlamento.

Sousa Real centrou-se na necessidade de o país ter um Orçamento do Estado com “contas certas, não apenas com Bruxelas, mas acima de tudo com a fatura do dia a dia das famílias”, desafiando o Governo a adotar medidas como o IVA Zero para famílias carenciadas, a dedução em IRS de despesas com a compra de casa ou baixa paga a 100% para doentes oncológicos.

A líder do PAN criticou também a intenção do executivo de descongelar as propinas do ensino superior, apelando à manutenção do congelamento e acusou o Governo de dar “borlas fiscais para quem mais lucra e polui” enquanto os portugueses, nas suas casas, continuam a sentir o frio no inverno e o calor no verão.

Nesta intervenção, a deputada fez ainda referência aos protestos pela habitação, no Porto e em Lisboa, afirmando que o “país inteiro” viu que se respondeu a manifestações pacíficas com recursos a cães.

“Não nos parece que isso tenha nada de pedagógico e menos ainda democrático”, atirou a deputada do PAN, acrescentando que não quer “dividir portugueses contra portugueses” num tema “tão importante para o país como é o caso da habitação”.

Na resposta, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que há abertura para acolher propostas dos partidos da oposição, inclusive do PAN, como foi “feito nos anos anteriores”, mas ressalvou que muitas das iniciativas das outras forças partidárias “não são complementares” às do executivo, mas sim “alternativas”.

“Nós temos de fazer escolhas, nós fazemos as nossas, os senhores deputados da oposição fazem as vossas, tentaremos na linha de cruzamento entre ambas encontrar plataformas de entendimento”, sublinhou.

Montenegro reconheceu também os impactos do aumento do custo de vida, mas contrapôs que têm sido apresentadas pelo executivo medidas destinadas a responder à subida dos preços e afirmou que o Governo está atento ao problema.

“Nós estamos sinceramente muito atentos e compreendemos aquele que é o desafio diário de muitas pessoas, de muitas famílias e estamos a promover em Portugal a transformação estrutural que pode permitir que cresçamos mais no futuro, gerando mais riqueza que depois pode ser redistribuída com critérios de justiça e de solidariedade”, disse.

O líder do Governo frisou ainda que o executivo tem “muita consciência” das “dificuldades que as pessoas sentem” perante o aumento “muito significativo” dos preços, em particular nos combustíveis e na alimentação.

O primeiro-ministro apontou, entre as iniciativas do Governo para responder a este problema, a redução dos impostos do trabalho, a valorização das “pensões mais baixas”, o aumento do complemento solidário para idosos ou a comparticipação de medicamentos para quem tem rendimentos mais baixos.

Justiça ordena investigação sobre suposto financiamento estrangeiro na campanha de Flávio Bolsonaro

27 October 2026 at 16:42

O Supremo Tribunal Federal brasileiro ordenou, esta terça-feira, 27 de outubro, a abertura de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de interferência estrangeira nas eleições deste ano a favor do candidato presidencial derrotado Flávio Bolsonaro.

Na decisão proferida pelo juiz Flávio Dino, consultada pela Lusa, o magistrado pede uma investigação sobre o possível destino de recursos com origem dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

Dino justifica a instauração do inquérito “para apurar os aspetos penais dos factos delimitados nesta decisão, especialmente a eventual origem, circulação e destino de recursos estrangeiros, bem como a existência de atos de intermediação ou ocultação relacionados a esse fluxo”.

A decisão do magistrado atende aos pedidos do Partido dos Trabalhadores (grupo político de Lula da Silva) e da campanha do outro candidato presidencial Renan Santos (Missão), que reportaram o comportamento da Meta e a publicação de perfis estrangeiros nas redes sociais a favor de Flávio Bolsonaro.

A investigação policial deverá esclarecer ainda o que o magistrado chamou de “manipulações algorítmicas por parte de empresas de internet, visando favorecer ou prejudicar candidaturas”.

O juiz juntou na sua decisão várias reportagens, factos relatados em processos no âmbito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e até o comunicado do próprio Conselho de Supervisão da Meta, que expressou preocupação com as falhas da empresa e problemas nos perfis ligados à campanha política de Lula da Silva.

Relativamente ao suposto financiamento estrangeiro à campanha do filho mais velho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, a investigação deverá visar as supostas negociações da empresa Rockbridge Network com empresários brasileiros para apoiar a campanha de Flávio Bolsonaro.

Flávio Dino destaca na decisão os valores da Constituição brasileira, que proíbe o financiamento estrangeiro em campanhas eleitorais, considerando que qualquer ingerência ou interferência internacional afeta a soberania do Brasil.

“Não se admite a interferência, direta ou indireta, de um Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos”, escreveu Dino.

“Sublinho, ainda, a necessidade de esclarecer o possível vínculo entre apoio eleitoral e o interesse económico de agentes estrangeiros nas terras raras e nos minerais críticos brasileiros”, acrescentou o magistrado.

Habitação: Montenegro afirma que falou nos dois dias seguintes às manifestações

27 October 2026 at 16:30

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recusou, esta terça-feira, ter estado em silêncio perante as manifestações de protesto pela falta de acesso à habitação em Portugal, contrapondo que falou nos dois dias seguintes aos protestos de rua.

Luís Montenegro fez apenas esta breve referência sobre a questão da habitação na parte de debate com o presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Hugo Soares, na abertura da discussão na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 na Assembleia da República.

“Àqueles que dizem que o primeiro-ministro não falou, nunca se esqueçam que falou no primeiro e no segundo dia em que houve manifestações na rua em Portugal”, declarou.

A anterior intervenção de Hugo Soares foi caracterizada por um ataque cerrado ao secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, lembrando os tempos em que exerceu o atual líder socialista desempenhou as funções de ministro da Administração Interna no terceiro Governo chefiado por António Costa.

De acordo com o líder parlamentar do PSD, face à posição que tomou o secretário-geral do PS na sequência das intervenções policiais, “a máscara de moderado caiu agora” a José Luís Carneiro, que “saltou para os braços da extrema-esquerda em Portugal”.

“Foi isso que o deputado José Luís Carneiro fez na última semana, saltou para o colo da extrema-esquerda em Portugal e caiu-lhe a máscara de moderado”, acentuou.

Hugo Soares citou depois o que defendia José Luís Carneiro enquanto ministro da Administração Interna: Nessa altura, considerava “que qualquer ofensa a agentes das autoridades era uma ofensa ao Estado”.

“José Luís Carneiro tem hoje oportunidade de se pôr do lado certo, de se pôr contra aqueles que ofenderam e praticaram crimes contra as forças e os serviços de segurança, colocando-se ao lado das nossas polícias que zelaram pela ordem e pela segurança de cada um”, declarou o líder parlamentar social-democrata.

Hugo Soares desafiou ainda o secretário-geral do PS a deixar um duplo pedido de desculpas: “um às forças e aos serviços de segurança, outro aos portugueses pela política de imigração do PS”.

“José Luís Carneiro fica sempre muito zangado, muito ofendido, quando lhe lembro que é o pai – se não gostar é o padrinho – da extinção do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). E é também o rosto do problema da habitação em Portugal. Fazia parte do governo que permitiu a entrada de cerca de um milhão de pessoas em Portugal, de forma desregulada, e que criou a pressão no setor da habitação em Portugal”, acrescentou.

Habitação: PSP divulga nas redes sociais vídeo para mostrar agressões aos polícias

27 October 2026 at 15:53
PSP

A PSP divulgou, esta terça-feira, nas redes sociais um vídeo para mostrar que os agentes também foram alvo de violência por parte dos manifestantes nas intervenções policiais na madrugada de domingo, defendendo que “a violência não pode ser tolerada”.

“Procuramos sempre o entendimento e a conciliação entre todos. Contudo, a violência não pode ser tolerada. As agressões dirigidas à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. A segurança de todos constrói-se com respeito mútuo”, escreve a PSP nas redes sociais num texto que acompanha o vídeo para mostrar a sua versão dos acontecimentos na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.

 

A PSP protege e garante o direito à manifestação através do diálogo e mediação, procurando o equilíbrio com as liberdades de todos. Mas a violência e as agressões à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. https://t.co/CXka72VuDi

— PSP – Polícia de Segurança Pública (@PSP_Portugal) October 27, 2026

A PSP refere também que a missão da polícia “no espaço público é acompanhar e apoiar quem exerce a sua voz, equilibrando esse direito com as liberdades de toda a comunidade”, acrescentando que privilegia “um constante esforço de diálogo, mediação e sensibilização junto dos manifestantes” e procura “sempre o entendimento e a conciliação entre todos”.

Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.

Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.

António José Seguro apelou hoje ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

“É importante que Presidente posicione logo, quando as coisas acontecem”, diz Livre

27 October 2026 at 15:00

A coporta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, frisou, esta terça-feira, 27 de outubro, ser importante que o Presidente da República “se posicione logo”, em reação às declarações esta manhã de António José Seguro sobre os acontecimentos da madrugada do passado domingo, no Porto e em Lisboa. 

“Não gostei do que vi. Não são imagens normais para uma democracia consolidada. Sempre defendi o diálogo, fui eleito sob bandeira do diálogo e estarei sempre na defesa do diálogo. Precisamos de colocar o diálogo como solução para os problemas e nunca a violência”, afirmou,

Na Assembleia da República, Isabel Mendes Lopes referiu que a reação de António José Seguro foi “cautelosa”. “Nós estamos numa altura em que é preciso dar uma palavra ao país de forma imediata, quando vemos o que vimos de sábado para domingo, estamos a falar de uma violência policial que me parece completamente injustificada”, disse.

“Todos os responsáveis políticos têm de se posicionar, nomeadamente o Presidente da República e é importante que se posicione logo, quando as coisas acontecem porque o país também espera isso”, afirmou Isabel Mendes Lopes.

Portanto, “o repudio pela violência a que assistimos por parte da polícia na noite de sábado para domingo sobre manifestantes pacíficos que estavam nas praças de Lisboa e no Porto, parece-me que é algo absolutamente essencial”, frisou.

Isabel Mendes Lopes frisou que o “Presidente da República também apelou ao dialogo na habitação, mas também a outros sectores como é a saúde”.

“O diálogo acontece todos os dias na Assembleia da República. O que tem acontecido é que há uma prepotência, uma arrogância por parte do Governo em ouvir as propostas que estão em cima da mesa apresentada por todos os partido”, afirmou a deputada do Livre.

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