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IA transforma procura de escritórios na Europa e abre oportunidades para Portugal, segundo Colliers

28 October 2026 at 22:12

A inteligência artificial está a ganhar peso na procura de escritórios na Europa, com Londres, Paris e Berlim a destacarem-se como os principais polos de desenvolvimento do setor, segundo um estudo da Colliers, que identifica oportunidades para Portugal na atração de investimento tecnológico e na expansão das infraestruturas digitais.

O relatório AI Clusters in Europe: Where AI companies are growing and what it means for office demand, publicado pela equipa de investigação da Colliers EMEA em setembro, identifica ainda Munique, Zurique, Amesterdão, Dublin, Estocolmo, Varsóvia, Barcelona e Helsínquia como cidades em crescimento na área da inteligência artificial.

Em Londres, as empresas de inteligência artificial representaram 19% da absorção de escritórios no segundo trimestre de 2026, face a 10% nos três meses anteriores, segundo o estudo. A Colliers alerta, contudo, que parte da procura poderá não estar refletida nas estatísticas tradicionais, uma vez que muitas empresas começam por recorrer a espaços flexíveis antes de avançarem para contratos de arrendamento de maior dimensão.

O crescimento destas empresas está a alterar as necessidades do mercado imobiliário comercial. Apesar da adoção do trabalho híbrido, os escritórios continuam a desempenhar um papel importante na colaboração, investigação, recrutamento e desenvolvimento de equipas. A proximidade a universidades, o acesso a profissionais qualificados, a qualidade dos edifícios e a flexibilidade dos espaços são fatores cada vez mais relevantes.

Em Portugal, a oportunidade passa também pelo reforço das infraestruturas digitais e pela capacidade de atrair empresas e talento especializado. O Plano Nacional de Centros de Dados, aprovado em abril de 2026, prevê 15 iniciativas para o período de 2026-2027, abrangendo áreas como regulação, energia, infraestruturas e desenvolvimento do mercado.

De acordo com uma análise da Colliers publicada em maio, Portugal contabilizava mais de 2,6 gigawatts (GW) de capacidade de centros de dados planeada, dos quais cerca de 1.389 megawatts (MW) de capacidade de tecnologias de informação (TI) previstos na região de Lisboa. Estes valores dizem respeito a projetos planeados e não à capacidade já instalada ou operacional.

A concretização deste potencial depende, entre outros fatores, da disponibilidade de energia e de ligações à rede elétrica, da previsibilidade dos processos de licenciamento e da mobilização de investimento privado.

Para o mercado de escritórios, o desenvolvimento da inteligência artificial poderá criar oportunidades em localizações com boas ligações de transportes, proximidade a centros de investigação e acesso a talento. Ainda assim, a Colliers sublinha que o investimento em centros de dados não implica necessariamente um aumento proporcional da procura de escritórios, uma vez que os dois segmentos imobiliários apresentam dinâmicas e necessidades distintas.

O desafio para Portugal será, assim, transformar o investimento em infraestruturas digitais em atividade económica, inovação e emprego qualificado, reforçando a capacidade de atrair empresas tecnológicas e profissionais especializados.

De R$ 11 milhões a R$ 9,99 milhões: por dentro da cobertura de 431 m² de Robinho em Santos que aguarda propostas após um ano sem moradores

28 October 2026 at 19:17

A cobertura duplex de 431 metros quadrados do ex-jogador Robinho, localizada no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo, teve seu preço de venda reduzido em R$ 1,1 milhão.

Colocado no mercado em 2025 pelo valor inicial de R$ 11 milhões, o imóvel não recebeu propostas concretizadas ao longo de 12 meses e passou a ser anunciado por R$ 9,99 milhões.

Estrutura e infraestrutura da propriedade

O apartamento está distribuído em dois pavimentos com vista para o mar e é comercializado na modalidade porteira fechada, com móveis e eletrodomésticos inclusos. A área privativa dispõe de três suítes, sendo a principal equipada com hidromassagem, dois closets, camarim e escritório.

A planta conta com seis banheiros, dois lavabos, salas de estar, jantar e televisão, além de cozinha ampla e dependência para funcionários. Na área externa do pavimento superior, a propriedade possui piscina privativa, deck de madeira, churrasqueira e espaço gourmet.

O imóvel dispõe de cinco vagas de garagem demarcadas, sistema de monitoramento por câmeras e portas blindadas.

Leia Mais:

Custos mensais e histórico no endereço

A manutenção do imóvel envolve despesas fixas estimadas em R$ 6 mil para a taxa de condomínio e cerca de R$ 1,8 mil para o IPTU.

Além do valor de mercado, a propriedade registrou repercussão nacional em março de 2024, quando agentes da Polícia Federal cumpriram no local o mandado de prisão contra o ex-atacante.

Robinho foi detido no endereço para o cumprimento da pena de nove anos de prisão por estupro coletivo, após decisão do Superior Tribunal de Justiça que validou a sentença emitida pela Justiça da Itália referente ao crime ocorrido em 2013.

Com o desconto aplicado de mais de 10% em relação ao valor original de anúncio, o apartamento segue no mercado imobiliário da Baixada Santista no aguardo de compradores.

BCP reforça aposta no crédito à construção para classe média

28 October 2026 at 18:21
Miguel Maya, presidente do Millennium BCP, revela que o banco está a tentar conceder mais créditos para construção residencial a custos controlados, incluindo financiamento de cooperativas.

© FILIPE AMORIM/LUSA

Miguel Maya, presidente da comissão executiva do BCP.

Empresários criam movimento para impedir demolição de edifício no Porto onde trabalham 600 pessoas

O polémico Edifício Transparente, que custou 7,5 milhões de euros de fundos públicos, deverá ser parcialmente demolido no próximo ano, deixando apenas um piso ao nível da praia para servir de apoio à prática balnear.

Habitação."Mais de metade do mercado em Portugal é informal"

28 October 2026 at 10:09
Luís Mendes, especialista em Habitação, defende a mobilização dos imóveis devolutos para o mercado de arrendamento, mas a ex-vereadora da CM Lisboa alerta para o "mercado informal", que domina o país.

Startup portuguesa tem 160 milhões para investir na construção de 1.080 casas até 2028

28 October 2026 at 08:51

A startup portuguesa inHabitus especializada em construção industrializada quer colocar no mercado nacional 1.080 casas até 2028, através de projetos que unem métodos de construção inovadores e padronização em escala procurando entregar casas com prazos mais curtos e preços por metro quadrado global (incluindo áreas exteriores privativas) que chegam aos 65% abaixo da mediana nacional. Para isso conta com 160 milhões de euros provenientes de capitais próprios e financiamento bancário.

O primeiro projeto arrancou em setembro com a construção do ‘Origem Alfena’ no Porto, com 79 moradias em tipologias V2, V3 e V4, todas vendidas. Já em outubro, a inHabitus lançou a comercialização de um empreendimento de Setúbal, composto por 136 moradias, nas tipologias V1 a V4.

Até ao final do ano a startup portuguesa tem o objetivo de colocar no mercado mais 253 habitações, distribuídas por dois empreendimentos nas regiões de Viseu e do Grande Porto, num total de quatro projetos residenciais que integram a primeira fase de um pipeline com presença de Norte a Sul do país. Os empreendimentos incluem moradias de tipologias V1 a V4, com preços a começar nos 139 mil euros.

Mário Ferraz, co-fundador da inHabitus, salienta que a empresa constrói casas praticamente da mesma forma há décadas, apesar de os desafios do setor exigirem novas respostas. “Na inHabitus, queremos contribuir para tornar a habitação mais acessível, repensando a forma como desenvolvemos e construímos casas. O nosso objetivo é conseguir colocar mais habitação no mercado, com preços competitivos, sem comprometer a qualidade”, refere.

Para isso a empresa utiliza diferentes métodos modernos de construção, combinando engenharia e tecnologia, com ferramentas digitais próprias que automatizam o projeto, otimizam custos e prazos e garantem previsibilidade emn todas as fases, do conceito à obra.

“Uma parte importante da diferença está na forma como organizamos todo o processo. Ao concentrarmos competências na mesma estrutura e reduzirmos a dependência de uma cadeia de intermediários e subcontratados, conseguimos ter maior controlo sobre as decisões e os custos. A industrialização permite-nos padronizar soluções, ganhar eficiência e replicar o modelo em diferentes localizações. É esta combinação que nos permite trabalhar para oferecer casas a preços mais acessíveis”, explica.

O resultado previsto desta abordagem, face à construção tradicional, é a redução de cerca de 50% no tempo de entrega e a redução de 30% no custo total de construção. A empresa estima reduções de cerca de 80% no desperdício de materiais e no risco de acidentes em obra, face aos métodos tradicionais.

“Carência de oferta” e dinamismo imobiliário reforçam peso da construção na economia portuguesa

28 October 2026 at 08:00

A “forte carência de oferta” no setor da habitação em Portugal e o dinamismo imobiliário contribuíram para o forte crescimento do peso da construção na economia, conclui um estudo divulgado pela Iberinform esta quarta-feira. A análise revela ainda que o turismo ganhou peso nas vendas ao exterior, colocando Portugal na 18.ª posição mundial nas exportação de serviços de viagens.

As empresas portuguesas fecharam o último ano com a situação financeira mais sólida dos últimos sete anos. “As empresas não financeiras em Portugal, com volume de negócios em 2025, confirmaram a sua tendência de maior criação e acumulação de valor, e de maior geração e acumulação de caixa, com perceção de risco empresa inferior, com crescente autonomia financeira“, conclui o relatório da Iberinform “Panorama Empresarial Português 2026”, que analisou a evolução económica e financeira de 366.900 empresas não financeiras em Portugal, em 2025.

Segundo a Iberinform, “a procura interna aumentou o seu peso em 2024 e 2025, por via do consumo de bens não duradouros e serviços (37,8% da procura total, com 8,5% respeitantes aos produtos alimentares), bens duradouros (para 3,8%) e do fortalecimento do investimento em construção (de 7,7% para 8,1%, com forte carência de oferta de habitação, face ao forte aumento da procura)”.

Em termos de contributo para o valor acrescentado bruto (VAB) de Portugal, o relatório destaca a continuidade do forte crescimento da construção, cujo peso subiu para 5,5% do total, “favorecida pela dinâmica imobiliária (peso de 11,2%) e turística (6,2%)“.

Já as atividades financeiras e de seguros passaram de 4,8% em 2019, para 7% em 2023 e 6,3% em 2024, “favorecidas pelo aumento das taxas de juro, das comissões e dos níveis de serviço aos clientes mais limitados”.

As atividades agrícolas, da floresta, da pesca, industriais, da energia, água e ambiente, mantiveram o seu nível de 18,4% (18,5% em 2024), enquanto os transportes recuperaram o nível de 2019 (5,1%), a informação e comunicação aumentou para 5% (2024 e 2025) e o comércio aumentou ligeiramente, em 2025 (11,9%), depois de contínua diminuição (13,3% em 2019).

“Imenso potencial” no turismo

No que diz respeito à internacionalização e exportações, o inquérito realça que “as quotas de Portugal nas Exportações mundiais de Serviços de Viagens (Turismo), foram reforçadas para a 18.ª posição, passaram de 1,2% em 2016, para 1,8% em 2024, tendo realizado o 5.º maior aumento (49%), o que revela a forte competitividade e atração turística de Portugal, com um imenso potencial, que estava por realizar”.

Apesar da evolução positiva do turismo, a Iberinform conclui que a procura externa (exportações) diminuiu o seu peso para 30,6%, uma percentagem que compara com 31,8% em 2024, 32,6% em 2022, ao nível dos 30,5% em 2019. Em sentido oposto a procura interna subiu 7% para 69,4%.

As exportações de serviços (com saliência para o turismo) mantiveram o seu nível em 11,8% (valor médio nos últimos três anos, 10,1% em 2019). As exportações de bens baixaram para 18,8% (19,9% em 2024), com o saldo externo de bens e serviços a diminuir de 1,3% para 0,6% da oferta/procura, face a 0,4% em 2019.

A taxa de exportação das empresas baixou para 18,4% do volume de negócios em 2025, em comparação com 20% em 2024, enquanto a taxa de importação diminuiu para 23,3%, de 24,4% dos fornecimentos. O contributo direto para o saldo da Balança Comercial foi de 5.375 milhões de euros (1,2% dos negócios com clientes).

As empresas em 2025, manifestaram um Risco Estratégico, Risco Económico, Risco Financeiro e Risco de Tesouraria menores do que os percecionados em 2024, com uma resultante favorável na relação na valor e rendibilidade versus risco, com um nível de resiliência significativo, com ameaças e oportunidades no aumento dos riscos macroeconómicos, de aumento dos preços, estrangulamentos nas cadeias de fornecimentos, aumento das taxas de juro, a poderem ser superados ao longo do corrente ano.

Relatório da Iberinform

O relatório realça ainda que, a par do reforço das exportações, “a internacionalização com participações no exterior (Europa, América, África e Ásia), tem sido uma resposta estratégica fundamental às limitações da procura interna, da disponibilidade de matérias, ou de condições de relação com os mercados, seja por condições de produção, custo, proximidade ou outros fatores estratégicos determinantes”.

No que diz respeito à evolução das vendas, o volume de negócios em 2025 aumentou 7,4% em relação a 2024, acompanhado do aumento da taxa de margem bruta negocial para 50,7%, do grau de valorização para 27,6%, do valor dos empregados médio (para quase 26 mil euros, +4,9%), com manutenção dos níveis de emprego em I&D e de formação, e do investimento em meios estratégicos.

“As empresas em 2025, manifestaram um Risco Estratégico, Risco Económico, Risco Financeiro e Risco de Tesouraria menores do que os percecionados em 2024, com uma resultante favorável na relação valor e rendibilidade versus risco, com um nível de resiliência significativo, com ameaças e oportunidades no aumento dos riscos macroeconómicos, de aumento dos preços, estrangulamentos nas cadeias de fornecimentos, aumento das taxas de juro, a poderem ser superados ao longo do corrente ano”, conclui o relatório.

Airbnb proíbe anfitriões de exigir tarefas de limpeza; veja regras

27 October 2026 at 21:07
As diretrizes do Airbnb, plataforma digital que conecta pessoas que querem alugar seus imóveis ou quartos a viajantes que buscam um lugar para se hospedar, foram atualizadas. A empresa alterou as políticas de Regras da Casa para os anfitriões.A partir de agora, os proprietários não podem pedir aos hóspedes que lavem e guardem a louça, mas podem orientá-los a colocá-la na pia. De acordo com a empresa, a atualização foi feita com base no feedback da comunidade para tornar as regras mais claras e fáceis de encontrar."Os anfitriões continuam no controle de suas regras e podem fazer solicitações razoáveis aos viajantes, como colocar a louça usada na pia ou desligar o ar-condicionado antes do check-out, enquanto o Airbnb continua incentivando os hóspedes a tratar a acomodação com o cuidado como se fosse na sua própria casa", diz o posicionamento oficial do Airbnb.Com a nova medida, também não será permitido solicitar que os hóspedes façam qualquer tarefa que demande tempo ou esforço excessivos. O objetivo é padronizar o processo e contribuir para que as expectativas sejam razoáveis para ambas as partes.Quais são os requisitos para as Regras da Casa e os pedidos?A partir de agora, as regras devem ser divulgadas no local adequado da página do anúncio. Não será permitido comunicar novas regras ou solicitações em outras seções do anúncio ou após a reserva.Os pedidos devem ser razoáveis, sendo proibido exigir tarefas que seriam realizadas por um profissional de limpeza, como tirar a roupa de cama, levar o lixo para fora ou lavar e guardar a louça.Em contrapartida, os anfitriões podem fazer solicitações específicas, como limitar o tempo de banho em locais com restrição hídrica ou pedir o descarte do lixo em um recipiente adequado e à prova de animais em uma região onde há ursos. Leia Também: INVESTIGAÇÃO Hóspede aluga casa pelo Airbnb e vende móveis da residência por valor surpreendente DECISÃO RECENTE Airbnb vs. STJ: como a nova regra de aluguel afeta seu bolso MUDANÇAS Airbnb e Booking podem ser proibidos de atuar em imóveis residenciais Também fica proibido:Restringir o acesso a qualquer recurso anunciado como parte da acomodação;Adicionar taxas após a reserva;Impor multas ou outras penalidades aos hóspedes.Quando começam a valer as novas regras do Airbnb?A medida vale para todas as reservas realizadas a partir de 20 de novembro.

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