O projeto, que abrange 48 hectares, inclui a construção de percursos pedonais e plantações de árvores e arbustos, transformando a área em um novo parque urbano para a cidade.
Acordo, que surge na sequência do chumbo da proposta de prorrogação do contrato inominado celebrado em dezembro de 1984, foi viabilizado com os votos contra do Chega e abstenção do Livre e PCP.
Município do Porto tem identificados 6400 prédios com indícios de estarem devolutos. Agravamento destina-se, numa primeira fase, a imóveis, mas Pedro Duarte admite incluir terrenos vazios no futuro.
Com cartazes contra Montenegro e o ministro Fernando Alexandre, estudantes marcharam na Alta Universitária exigindo bolsas, residências e fim das propinas.
O estudante de História José Fernandes de 19 anos considerou que o único sucesso possível de atribuir ao Governo "é fazer com que os estudantes saiam à rua"
Os manifestantes falam numa nova marcha à semelhança da que mobilizou milhares no último fim de semana. Esta decisão foi feita em Assembleia popular no rossio.
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) anunciou hoje uma ação pública para quinta-feira para denunciar assédio laboral a 12 funcionárias do lar do Centro Paroquial e Social de Barroselas, em Viana do Castelo.
Contactada pela agência Lusa, a coordenadora da delegação de Viana do Castelo do CESP, Carmen Carvalho, afirmou que "as trabalhadoras do lar têm passado por algumas situações muito complicadas a nível de direitos laborais e de alguma pressão psicológica".
"O nosso propósito amanhã [quinta-feira] é exatamente mostrar à população o que não está bem. A nova direção tomou posse há cerca de um ou dois meses e, em cerca de ano e meio, já caíram quatro direções. A nossa missão é mostrar à população o descontentamento e a frustração das trabalhadoras", apontou Carmen Carvalho.
A ação pública está agendada para as 16:30 junto ao Centro Paroquial e Social – Casa São Pedro, em Barroselas.
O caso foi denunciado publicamente em setembro pelo ex-presidente do conselho fiscal do Centro Paroquial e Social de Barroselas Ricardo Barbosa que participou ao Ministério Público (MP) alegadas irregularidades no lar de idosos.
Ricardo Barbosa disse ter "fortes indícios de gestão danosa, assédio laboral, contratação fraudulenta, falta de funcionários, insuficiência de prestação de cuidados adequados aos idosos e violação consecutiva dos estatutos da instituição", presidida pelo pároco da freguesia.
Segundo a coordenadora do CESP, os casos de "insuficiência de trabalhadores e falta de condições adequadas" ficaram patentes "em julho e agosto quando as trabalhadoras sofreram oito alterações da escala do horário".
"Uma delas apanhou uma falta injustificada porque lhe alteraram o horário e ela estava de folga, não soube da alteração, não compareceu ao trabalho", especificou.
O sindicato avançou com uma queixa junto da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) que, em agosto, enviou o relatório das inspeções feitas na instituição.
"O relatório identifica medidas a tomar por parte da direção do lar, mas até hoje nada mudou", destacou.
A coordenadora do CESP referiu que a taxa de absentismo entre as funcionárias é "muito grande" por estarem "constantemente de baixa".
"Não aguentam a sobrecarga de trabalho. A instituição também não consegue contratar mais trabalhadores por ser um meio pequeno", explicou.
Além do respeito pela legislação laboral e medidas que garantam condições de trabalho dignas, o sindicato reclama "cuidados seguros e de qualidade" para os idosos.
"A situação do lar é impensável e requer uma intervenção urgente. Sem trabalhadores suficientes não há condições para cuidar dos idosos com dignidade e segurança", sustentou.
Carmen Carvalho adiantou que o sindicato reuniu-se com o Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo e foi informado de que continua a decorrer uma investigação.
"Ainda esta semana estiveram lá novamente", contou.
O sindicato reuniu-se duas vezes com a direção, presidida pelo pároco da freguesia, mas sem resultados.
"O senhor padre não tem respostas", observou.
Por se tratar de "uma instituição canónica o bispo de Viana do Castelo é o último árbitro na sua gestão", atirou.
Em setembro, a Lusa contactou a Diocese de Viana do Castelo que disse ter ouvido, "em várias ocasiões, todas as partes envolvidas neste processo com vista à resolução da situação e ao restabelecimento do normal funcionamento da instituição".
Sobre as denúncias apresentadas, a diocese referiu "respeitar a liberdade dos seus autores e a autonomia das instituições competentes, confiando que os procedimentos em curso contribuam para o cabal esclarecimento dos factos e para o apuramento da verdade".
Em 14 de outubro, referiu que a Câmara do Porto seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas". Agora alerta não podem ser abertas exceções ao cumprimento da lei.
Sobre o direito à manifestação, Pedro Duarte recusou-se a fazer interpretações daquilo que está na lei, mas quis deixar um "exemplo muito claro" de "razoabilidade"
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) revelou hoje que a empreitada para implementação de espaços verdes no Parque Tejo, oficialmente designado Parque Papa Francisco, arranca em 2027.
"O Parque Tejo, que não é assim que se designa, é Parque Papa Francisco, assim foi autointitulado a partir de 2023, estamos a falar de 48 hectares, que equivale a 48 campos de futebol, um projeto que estamos praticamente a terminar, o projeto de execução com a revisão, queremos em 2027 lançar essa grande empreitada de obra pública, naturalmente faseada", disse a vereadora Joana Baptista (independente, indicada pelo PSD).
A responsável pelas estruturas verdes da cidade respondia a questões da vereadora do PS Carla Madeira, sobre o ponto de situação do projeto para aquela zona na freguesia do Parque das Nações, onde, em 2023, teve lugar a Jornada Mundial da Juventude, organizada pela Igreja Católica, pelo Estado Português, pela CML e pela Câmara Municipal de Loures.
A socialista mostrou um vídeo que mostrava aquela zona, que classificou como "um autêntico deserto", e lembrou que foi anunciado na altura da JMJ e recentemente de novo que toda aquela zona ia ser reabilitada e que iriam existir grandes espaços verdes.
Carla Madeira recordou ainda que toda aquela zona está assente num aterro sanitário, o que significa que toda a plantação implica uma grande intervenção, e questionou também sobre o paradeiro do palco removido do local em 2023 e a finalidade que lhe vai ser dada, não tendo obtido resposta a esta questão.
Joana Baptista reconheceu a existência de um aterro sanitário "desativado há mais de 30 anos, todos os dias monitorizados por empresas especializadas para o efeito", considerando que não representa um constrangimento.
"Temos muitos aterros sanitários desativados onde foram construídos, ao final de décadas, parques urbanos e é o que vamos fazer com muitas plantações de árvores, com muitas plantações de arbustos, percursos pedonais e, portanto, é mais um parque que vamos oferecer à cidade, tão logo quanto possível, cuja empreitada será lançada a primeira fase em 2027", respondeu a vereadora.
Cerca de 40 pessoas participaram hoje numa assembleia popular em Ponta Delgada, nos Açores, onde acertaram pormenores para uma concentração em novembro, no centro da cidade, mas excluíram a realização de uma acampada.
A assembleia popular foi convocada pelo movimento cívico Casa para Viver e decorreu nas Portas da Cidade, no centro de Ponta Delgada.
Os participantes decidiram realizar uma concentração naquele local, no dia 14 de novembro, a partir das 10:00 locais (mais uma hora em Lisboa), no âmbito dos protestos a nível nacional que estão agendados para essa data.
Segundo o porta-voz João Oliveira, os presentes deliberaram que na concentração serão exibidos cartazes com palavras de ordem e os participantes terão possibilidade de apresentar testemunhos.
O responsável acredita que o protesto a realizar em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, a maior do arquipélago dos Açores, terá uma afluência "muito grande", por o problema da habitação também atingir a região.
"Nós somos uma das regiões do país também muito afetadas pelo custo de habitação e pelo custo de vida, que está cada vez mais elevado. Para nós, jovens, é quase impossível a independência [dada a] maneira como as coisas estão", afirmou João Oliveira aos jornalistas.
Questionado sobre a eventual realização de uma acampada, como tem acontecido em outros locais do país, o porta-voz da assembleia popular disse que tal hipótese "não é um tema debatido", por os participantes considerarem que "há coisas mais importantes e mais urgentes para serem debatidas". "A acampada não é, de momento, um objetivo", vincou.
Emma Agnelli, bióloga marinha, de 28 anos, que trabalha em São Miguel desde maio de 2024, contou aos jornalistas que se associou à iniciativa pelas dificuldades que tem tido em conseguir alojamento.
Desde que chegou à ilha já esteve em três casas alugadas e revelou que nunca teve um "contrato oficial" de arrendamento, situação que não encontrou em outros países onde já viveu e trabalhou.
"Num arquipélago incrível, onde se valoriza o turismo, não se está a facilitar a vida das pessoas [na questão do alojamento]", disse, admitindo que está a ponderar sair da região "por causa das dificuldades financeiras e de [não conseguir] casa".
Já Mário Abrantes, de 76 anos, aposentado, explicou que se associou à iniciativa por considerar que a crise na habitação em Portugal precisa de soluções.
"Eu estou cá, em nome dos interesses pessoais e das pessoas. E hei de estar até morrer por causa disso", disse o açoriano que tem um passado relacionado a causas de intervenção democrática.
O movimento cívico Casa para Viver já tinha realizado uma primeira assembleia popular em Ponta Delgada, no dia 21 de outubro, no Jardim Antero de Quental, também com o objetivo de preparar a ação do dia 14 de novembro.
Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.
O chefe de Estado apelou, na terça-feira, ao diálogo sobre a habitação "e nunca à violência", afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.
Renata Cambra assegura a tribunal administrativo que vai manter "concentração pacífica" e "silenciosa" durante a noite e assegura direito de circulação aos restantes cidadãos.
A líder do partido Trabalhadores Unidos interpôs a intimação contra o Estado e quer que o Tribunal Administrativo de Lisboa autorize a permanência da acampada no Rossio até ao dia 25 de novembro
AAcampada de Lisboa aprovou hoje em assembleia popular a realização no próximo sábado de uma nova manifestação entre o Marquês de Pombal e o Rossio, seguida de concentração nesta última praça.
A proposta foi aprovada com mais de 230 votos a favor, contra 95 de pessoas que pretendiam apenas a realização de uma concentração na Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida como Rossio.
A intenção dos manifestantes é votar no sábado se a concentração incluirá a montagem de tendas no Rossio.
Durante a discussão das propostas, os manifestantes dividiram-se entre a maior visibilidade de uma marcha entre o Marquês de Pombal e o Rossio e a possibilidade de uma concentração sem ser precedida de desfile chamar mais gente ao Rossio e, assim, voltar a permitir a montagem de tendas no centro da capital.
A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
Na assembleia popular de hoje da Acampada de Lisboa, não foi votada qualquer proposta para que as tendas fossem montadas esta noite, que prosseguiu pelas 21:35 com concertos de vários artistas, entre os quais Carolina Deslandes.
Por votar ficou ainda uma proposta que pretendia alargar as acampadas a outros locais da cidade, como a rotunda do Relógio, um importante ponto de tráfego perto do aeroporto de Lisboa, ou a Web Summit, agendada para novembro no Parque das Nações.
A organização considerou que a proposta era redundante, uma vez que já se realizaram acampadas fora do Rossio, nomeadamente em Marvila, na zona oriental da cidade, para evitar o despejo de uma mulher com dois filhos.
Cerca das 21:30 permaneciam na Praça D. Pedro IV cerca de 200 pessoas, sem perturbar a circulação e com apenas um carro da PSP visível.
As acampadas pelo direito à habitação começaram em 10 de outubro, no Porto, e estenderam-se depois a Lisboa, tendo culminado em várias intervenções policiais, que originaram detenções e feridos.
Entre 200 e 300 pessoas participavam pelas 19:30 na Acampada de Lisboa pelo direito à habitação, que regressou hoje ao final da tarde à Praça D. Pedro IV (Rossio), no centro da capital.
O autarca de Lisboa nega qualquer ligação à carga policial sobre manifestantes pela habitação no Rossio, na madrugada do passado domingo. "Os serviços da Câmara são convocados pela própria PSP", diz.
O executivo da Câmara do Porto vai propor em sede de orçamento municipal que, em 2027, o IMI cobrado aos proprietários de prédios devolutos no Centro Histórico seja agravado "10 vezes", revelou hoje Pedro Duarte.
"Ainda não votamos, mas vai ser a nossa proposta que o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] seja agravado na zona histórica para 10 vezes o valor que tem hoje. Portanto, acho que vai ser uma penalização muito significativa que, espero eu, faça os proprietários pensar duas vezes antes de ter aquela casa devoluta ou vazia e não a ter no mercado", anunciou hoje o presidente da Câmara do Porto.
Pedro Duarte, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que para já este agravamento do IMI se vai aplicar a imóveis, mas admitiu poder, no futuro, olhar também para terrenos vazios, embora seja uma situação "residual" no Centro Histórico do Porto.
O objetivo é que estes devolutos sejam "colocados no mercado".
De acordo com uma nota publicada a 01 de outubro no 'site' da autarquia, o município do Porto tem identificados 6.400 "prédios com indícios de estarem devolutos".
"Com o objetivo de promover a sua reabilitação e colocação no mercado habitacional, a autarquia dirigiu aos proprietários uma carta de sensibilização para os instrumentos municipais ao dispor. Em caso de incumprimento, os edifícios verão majorado o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) até três vezes o valor atual ou até 10 vezes mais nos casos de se situarem em zonas de maior pressão urbanística", pode ler-se.
O 'site' do município contextualizou ainda que o procedimento de declaração de prédio devoluto e consequente agravamento do IMI é anual e que, "em 2022, foram abrangidos 379 prédios e, em 2023, 531 prédios", sendo que no ano de 2024 "não existiu decisão política de agravamento e, em 2025, devido ao período de transição de Executivo Municipal, o procedimento não avançou".
Um conjunto de cidadãos apresentou hoje, em Lisboa, um manifesto contra a concessão das linhas suburbanas da CP a operadores privados, defendendo a manutenção de uma empresa pública ferroviária integrada, que inclua também a gestão da infraestrutura.
O manifesto foi apresentado esta tarde na Casa do Alentejo e surge na sequência da intenção do Governo de avançar com a concessão de linhas suburbanas da CP-Comboios de Portugal, nomeadamente as da Linha de Sintra e de Cascais, que os subscritores consideram rentáveis e importantes para o financiamento da restante operação ferroviária nacional.
"O que se passa objetivamente é que o próprio ministro [Habitação e Infraestruturas] falou recentemente na possibilidade de concessionar algumas linhas. Isto implica desmantelar e retirar da CP os serviços que são mais rentáveis", afirmou à agência Lusa Humberto Costa, porta-voz do manifesto.
Em julho, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que a subconcessão de linhas ferroviárias permitirá à CP colocar recursos em linhas que são menos lucrativas, apontando a apresentação das linhas para setembro.
Segundo disse ainda o ministro, as linhas de Cascais e de Sintra transportam, respetivamente, 40 e 99 milhões de passageiros por ano, mais de metade dos 208 milhões de passageiros anuais transportados pela CP.
Na ocasião, o ministro das Infraestruturas e da Habitação acrescentou que a Linha de Cascais, por ser segregada da restante rede ferroviária, está "na 'pole position' para poder ser a primeira linha subconcessionada".
O porta voz do manifesto "CP Pública Una e Nacional" deu também como exemplo negativo a Fertagus, referindo que a concessionária privada, que assegura ligações ferroviárias na margem sul do Tejo, opera com comboios da CP, numa infraestrutura gerida pela Infraestruturas de Portugal (IP).
"O que o Estado está a fazer é a tornar pública a despesa e a entregar os lucros aos privados", criticou, defendendo uma fusão entre a CP e a IP e uma gestão do serviço ferroviário que tenha como prioridade as necessidades dos passageiros e não a rentabilidade da operação.
No mesmo sentido, Catarina Cardoso, coordenadora da Comissão de Trabalhadores da CP e subscritora do manifesto, contestou a separação entre a operação ferroviária e a gestão da infraestrutura, considerando que a divisão torna o serviço "menos eficiente e mais dispendioso para o erário público".
"À medida que vai sendo partida aos bocados vai funcionando cada vez pior. É um pior serviço e é mais custoso para o erário público", afirmou.
A responsável sustentou que os trabalhadores ferroviários conhecem as necessidades técnicas e operacionais do setor e considerou que a fragmentação dificulta a articulação entre os diferentes serviços.
"Isto funciona melhor e de forma mais eficiente, do ponto de vista económico, segurança, sobre qualquer aspeto, quando está unificado", defendeu.
A esse propósito, a sindicalista invocou o acidente ferroviário ocorrido hoje na província espanhola de Toledo e o ocorrido em janeiro na localidade andaluza de Adamuz para sustentar a necessidade de existir uma integração da operação ferroviária e da infraestrutura.
"O presidente da Renfe [empresa ferroviária pública espanhola] disse na comissão de inquérito que não faz sentido, dada a especificidade técnica do transporte ferroviário, estar separada a operação da infraestrutura. Isto tem muito peso e, num dia de hoje, mais peso tem pelas piores razões", apontou.
Pelo menos 68 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na sequência de um acidente ferroviário em Espanha, ocorrido hoje na estação de Urda, província de Toledo.
Um comboio da empresa privada Iryo, com 147 passageiros, foi abalroado, quando estava parado na via à entrada da estação de Urda, por um comboio de alta velocidade da Renfe, que transportava 378 passageiros.
A colisão entre os dois comboios de alta velocidade ocorreu pouco antes das 09:00 locais (menos uma hora em Lisboa).
O presidente executivo do BCP esclareceu hoje que o banco não tem plano de encerramento de sucursais, defendendo uma relação equilibrada entre físico e digital.
O secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI) para a área eleitoral, Joaquim Morgado, pediu para sair do cargo para exercer funções num organismo do Ministério da Educação, disse hoje à Lusa o MAI.
Num esclarecimento enviado à Lusa sobre esta saída na Secretaria-Geral do MAI, o Ministério da Administração Interna confirma o pedido de cessação de funções de Joaquim Morgado, quadro do Ministério da Defesa Nacional e que "submeteu um pedido de cedência de interesse público para um organismo do Ministério da Educação".
A saída de Joaquim Morgado da Secretaria-Geral do MAI acontece 15 dias depois de o ministro Luís Neves ter afastado do cargo o secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho.
O MAI refere que Joaquim Morgado requereu cessação de funções na Secretaria-Geral do MAI "inicialmente com produção de efeitos a 26 de outubro, tendo posteriormente solicitado que a mesma se efetivasse apenas no dia 31 de outubro, o que lhe foi autorizado".
No pedido de saída do cargo enviado ao ministro, que o MAI remeteu à Lusa, Joaquim Morgado manifesta-se à disposição para "assegurar uma transição ordenada" e destaca ter contribuído para o trabalho desenvolvido "em matérias tão exigentes como a administração eleitoral, a condução dos atos eleitorais, a modernização dos sistemas eleitorais e referendários, bem como a proteção de dados".
Joaquim Morgado desempenhava funções de secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI) para a área eleitoral desde 2020.
Quando foi demitido por Luís Neves, o ex-secretário-geral do MAI considerou a exoneração "um ato de retaliação" e acusou Luís Neves de "pressões ilegítimas" e "de uma interferência política asfixiante".
Ricardo Carrilho tem contestado a decisão do ministro de o afastar do cargo, alegando que teve problemas com Luís Neves por se recusar a avançar com procedimentos que considera ilegais.
Por sua vez, o ministro justificou a demissão de Ricardo Carrilho com "quebra de confiança", resultante de situações, incluindo algumas "de particular gravidade", que "comprometeram o funcionamento dos serviços", e com a "reorganização da Secretaria-Geral".
O afastamento de Ricardo Carrilho aconteceu cerca de quatro meses depois de o secretário-geral adjunto do MAI, António Pombeiro, se ter demitido do cargo depois de ser conhecida a renomeação do general Paulo Viegas Nunes para a liderança da empresa que gere o SIRESP.
O novo secretário-geral da Secretaria-Geral do MAI, Nuno Miguel Parreira da Silva, está no cargo desde 15 de outubro.
O diretor nacional da PSP, Pedro Moura, assumiu a responsabilidade pela intervenção policial nas acampadas do Porto e em Lisboa, que ocorreu na madrugada de sábado para domingo. Por sua vez, o ministro da Administração Interna escusou-se a comentar.
A assembleia popular que decorre hoje na Praça D. João I, no Porto, votou por voltar a acampar no local, onde desde 10 de outubro manifestantes têm reivindicado o direito à habitação e sido sujeitos a duas cargas policiais.
Em assembleia popular, foi votado reacampar no local esta noite, estando disponíveis pelo menos 30 tendas, além de sacos-cama.
A decisão foi tomada numa assembleia popular que decorreu com a presença de cerca de 300 pessoas na Praça D. João I, ainda que nem todos estivessem envolvidos na votação.
Os presentes envolvidos na votação aprovaram por unanimidade a "permanência e resistência na praça", numa noite em que foi ainda aprovada a criação de um jornal, em formato digital e papel.
Os nomes sugeridos são "Estrilho", "Egoístico" e "Tendão", e nessa publicação querem ter obras artísticas e textos, com testemunhos e entrevistas a pessoas em situação de precariedade.
Durante a assembleia, foram ainda sugeridos o Teatro Municipal Rivoli e o Coliseu do Porto como local da reunião, ainda por agendar, com o presidente da câmara, Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL), e que a opção de pernoitar e recorrer às tendas no local passasse a acontecer apenas às sextas e sábados.
A mesa da assembleia comunicou ainda a intenção de se juntar à Acampada de Lisboa na elaboração de uma carta a fazer chegar às centrais sindicais, para apelar a uma greve geral ibérica.
Deixaram ainda um apelo a que as pessoas se associem à luta da população de Covas do Barroso, em Boticas (Vila Real), em luta contra a exploração de lítio naquela região, abrindo a porta à organização de uma excursão ao local durante um dia ou vários dias.
Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.
Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.
O chefe de Estado apelou hoje ao diálogo sobre a habitação "e nunca à violência", afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.
A Câmara do Porto recebeu cerca de 33 milhões de euros desde 2021 em compensações financeiras de promotores de um licenciamento urbanístico pela não construção de habitação acessível na área de zonamento inclusivo, revelou Pedro Duarte.
A Câmara do Porto recebeu cerca de 33 milhões de euros desde 2021 em compensações financeiras de promotores de um licenciamento urbanístico pela não construção de habitação acessível na área de zonamento inclusivo, revelou hoje Pedro Duarte.
O presidente da Câmara do Porto, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que o regime do zonamento inclusivo já funciona desde 2021 e que, desde então, já houve "16 ou 17 casos" de promotores de um licenciamento urbanístico que não construíram habitação acessível, dando dinheiro para um fundo municipal.
"Todo este dinheiro vai para um fundo que apoia a habitação (…) e a Câmara já arrecadou cerca de 33 milhões de euros desde 2021 para este fundo, que depois é reaplicado em habitação", acrescentou.
Ressalvando que essa opção não "contenta" o executivo municipal, Pedro Duarte afirmou que vai levar à próxima reunião de executivo uma proposta de alteração ao regulamento, que vai eliminar a hipótese de compensação financeira quando se trata da construção de empreendimentos hoteleiros ou turísticos.
Em causa está uma proposta que foi a votação na reunião do executivo municipal de 21 de outubro - aprovada com os sete votos favoráveis do executivo de Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) e com os seis votos contra dos vereadores do PS e do Chega – para autorizar sete empresas a pagar compensações em vez de construir habitação acessível, como previsto pela medida do zonamento inclusivo do Plano Diretor Municipal (PMD) do Porto, autorização essa que, entretanto, a maioria municipal já admitiu poder reverter.
Na segunda-feira, a maioria do executivo na Câmara do Porto divulgou querer reunir-se com a oposição (PS e Chega), ponderando rever as decisões de permitir a substituição de habitação acessível por compensações financeiras em sete projetos imobiliários.
Em comunicado enviado às redações, a autarquia deu conta da intenção dessa reunião para poder "prestar todas as informações e, em consequência da mesma, equacionar a revogação das deliberações tomadas", e criticou a abordagem "alarmista" e a gravidade "das suspeições elencadas" pelos socialistas.
Num longo comunicado com vários pontos apresentados, a maioria anunciou ainda "que está a promover a revisão do regulamento municipal que define os termos do zonamento inclusivo, passando a obrigar hotéis e alojamento local a contribuir para a disponibilização de habitação acessível na área correspondente.
Com este comunicado, a maioria responde à denúncia dos vereadores do PS, que consideraram "manifestamente ilegal" a decisão do município.
Em conferência de imprensa, na segunda-feira, o vereador socialista Manuel Pizarro classificou a deliberação aprovada na semana passada como "politicamente errada, incoerente, moralmente condenável" e com "enormes fragilidades" do ponto de vista legal.
O Público revelou que dos 1,39 milhões de euros que o município vai receber, a grande maioria (88%) vem de três empresas: a PM29 Real e a Ateneu 33 Real, sociedades imobiliárias com sede em Lisboa, detidas a 100% pela Crystal Holding, com sede no Luxemburgo; e a Historical Porto Offices, do empresário Mário Ferreira.
Juntas, as três empresas deveriam entregar 2.937 metros quadrados para habitação acessível. Em vez disso, vão pagar 1,23 milhões, o que representa uma média de 418 euros por metro quadrado, um valor muito abaixo do mercado.
Para quinta-feira, às 17:00, está agendada uma reunião entre técnicos do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto e vereadores da oposição.
Cerca de 300 pessoas reuniram-se hoje na Praça D. João I, no Porto, para protestar pelo direito à habitação, na continuação do movimento que começou no local a 10 de outubro. O protesto contou com uma cantina popular e um espaço para crianças, enquanto a PSP realizou ações de dispersão em Lisboa e no Porto na madrugada de domingo.
A Câmara de Lisboa aprovou hoje o acordo alcançado com a Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) para que se mantenham na esfera municipal terrenos com elevado potencial habitacional, com capacidade construtiva superior a 70 mil metros quadrados.
Em reunião extraordinária do executivo camarário durante a manhã, a proposta de "acordo sobre a execução de obrigações pendentes e a regularização de questões litigiosas", entre o município e a SGAL, subscrita pelo vice-presidente da câmara, Gonçalo Reis (PSD), foi viabilizada com os votos contra do Chega, a abstenção de Livre e PCP, e os votos favoráveis de PS, BE e liderança PSD/CDS-PP/IL, disse à agência Lusa fonte da autarquia.
O acordo surge na sequência do chumbo da proposta de prorrogação do contrato inominado celebrado em dezembro de 1984 entre o município de Lisboa e a SGAL, para a urbanização e recuperação das áreas degradadas do Alto do Lumiar e a construção de habitações destinadas à Câmara Municipal, que inicialmente estava previsto vigorar até ao final de 2010, mas cuja vigência foi prorrogada por diversas vezes, tendo a última terminado em 31 de março de 2025.
A proposta de prorrogação do contrato até 2032, subscrita pelo anterior executivo liderado por Carlos Moedas (PSD), foi rejeitada na Assembleia Municipal de Lisboa, em 31 de março de 2025, precisamente no último dia de vigência do contrato, com os votos contra de BE, Livre, PEV, dois deputados dos Cidadãos Por Lisboa (eleitos na coligação PS/Livre), PS e Chega, a abstenção de PCP e PAN, e os votos a favor de PSD, IL, MPT, PPM e CDS-PP.
Segundo o atual executivo de Carlos Moedas, o acordo alcançado com a SGAL "permite resolver um diferendo contratual de décadas" relativo ao desenvolvimento urbanístico dos terrenos situados na Alta de Lisboa, "evitando um processo arbitral complexo e moroso".
O entendimento entre o município e a SGAL "garante a permanência na reserva municipal de terrenos estratégicos que representam mais de 71.500 m² [metros quadrados] de capacidade construtiva, incluindo o Lote 5.8, com 9.700 m², os terrenos da Malha 24, com 54.414 m², e outros terrenos dispersos, com 7.462 m², avaliados, no total, em 46 milhões de euros".
Segundo a liderança PSD/CDS-PP/IL, estes terrenos apresentam "um elevado potencial de edificabilidade e oportunidades relevantes para o desenvolvimento de projetos de habitação em Lisboa", ficando a SGAL responsável pela execução de obras de infraestruturação urbanística dos lotes que lhe foram anteriormente transmitidos, sendo este um encargo da câmara estimado em 15,8 milhões de euros.
"A manutenção na esfera do município destes terrenos na Alta de Lisboa, que queremos destinar a projetos de habitação acessível, é uma boa notícia para a cidade e para as muitas famílias que deles poderão vir a beneficiar", afirmou o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), citado num comunicado.
Também a vereação do PS, liderada pela socialista Alexandra Leitão, congratulou-se com o acordo alcançado com a SGAL, considerando que o voto de abstenção do PS quanto à proposta de prorrogação do contrato em 2025 permitiu manter na esfera municipal mais de 70 mil m² para habitação na Alta de Lisboa, "que, de outra forma, seriam transmitidos à entidade privada para promoção imobiliária".
"O PS fez a sua parte: impediu que a última bolsa de expansão de terrenos na cidade de Lisboa fosse entregue à promoção imobiliária privada, sem garantias de habitação acessível", salientou a vereação socialista, em comunicado, apelando à governação de Moedas para que estes ativos sejam efetivamente mobilizados para programas de habitação pública, com rendas e preços acessíveis, para responder à emergência habitacional que os lisboetas enfrentam.
Para o BE, o acordo aprovado confirma que "foi acertada a decisão de recusar, há um ano e meio, a prorrogação da PPP [parceria público-privada] com a SGAL da filha do magnata dos casinos Stanley Ho até 2032".
A vereação do BE indicou, em comunicado, que o acordo permite ao município recuperar capacidade para construir "até 3.800 habitações na Alta de Lisboa" e, por isso, votou favoravelmente, mas exigindo que nenhum terreno seja vendido em hasta pública.
Já o PCP, que se absteve quanto ao acordo, realçou a manutenção na esfera pública de terrenos que seriam transmitidos à SGAL, mas defendeu que "deve ser assumido o compromisso de que estes terrenos não serão alienados, mas destinados à criação de habitação pública".
"Sendo agora uma melhoria, não deixa de evidenciar que, em 2012, teria sido possível assegurar estes terrenos para o município em condições ainda mais vantajosas", apontou o PCP, referindo que, se estivesse à frente da Câmara de Lisboa, estes imóveis seriam destinados à habitação acessível para responder às necessidades da população "e não da especulação imobiliária".
O Livre apresentou uma proposta de alteração, chumbada pela maioria, que "defendia habitação pública e cooperativa em terrenos municipais, a concretização da ligação Campo Grande–Calvanas e maior transparência sobre um contrato com 42 anos", informou em comunicado.
"Para o Livre, o património municipal deve servir as necessidades habitacionais da população. Num contexto de crise da habitação, Lisboa não pode desperdiçar a oportunidade de usar o solo público para garantir casas acessíveis, equipamentos e melhores condições de vida a quem vive e trabalha na cidade", salientou.
Dois homens, de 28 e 39 anos, foram detidos em flagrante na Alta de Lisboa, no Lumiar. São suspeitos da prática do crime de tráfico de estupefacientes.
Rui Couceiro confirmou a segunda edição do festival que reuniu 400 mil participantes e gerou 54 milhões de euros de impacto económico. Financiamento continuará a ser maioritariamente do dono da Lello.
Segundo o balanço, a primeira edição do Babell, que decorreu entre 24 e 29 de junho, reuniu mais de 400 mil participantes nas várias atividades culturais
Entre 200 e 300 pessoas participavam pelas 19:30 na Acampada de Lisboa pelo direito à habitação, que regressou hoje ao final da tarde à Praça D. Pedro IV (Rossio), no centro da capital.
A iniciativa tem decorrido hoje sem incidentes, tendo a 12.ª assembleia popular desde o início dos protestos em Lisboa começado pelas 19:25, sem qualquer perturbação da circulação na praça e sem que se avistem tendas nem polícia.
No Rossio, está ainda presente a direção-geral da Associação Académica de Coimbra.
A programação de hoje inclui a partir das 21:00 a atuação de vários artistas, entre os quais Carolina Deslandes.
A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
A intervenção aconteceu depois de outras similares no Porto, em 15 de outubro, e em Lisboa, em 20 de outubro, tendo todas originado detenções e feridos.
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.
Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.
O chefe de Estado apelou na terça-feira ao diálogo sobre a habitação "e nunca à violência", afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), afirmou hoje que não participou nem foi consultado em nenhuma decisão de segurança sobre a intervenção policial contra manifestantes.