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Promulgadas alterações ao código do IVA e Impostos Especiais

30 October 2026 at 21:09
Presidente da República promulgou o decreto que altera o Código do IVA e dos Impostos Especiais de Consumo, mas alertou para formalidade da UE ainda pendente.

© FILIPE AMORIM/LUSA

Seguro lembrou que ao longo do processo legislativo foi identificada a possibilidade de o Governo não ter cumprido uma formalidade processual, exigida pelo direito da União Europeia

18h. PR preocupado com o estado da democracia em Portugal

30 October 2026 at 18:16
António José Seguro acredita que protagonistas políticos estão focados apenas no curto prazo. Ainda, ministro da Administração Interna apela à tranquilidade dos manifestantes pela habitação amanhã.

PR teme que partidos forcem eleições para resolver bloqueio

30 October 2026 at 16:57
Seguro considera que partidos estão entrincheirados, a falar sozinhos e sem capacidade de trabalhar pelo país. Presidente tem receio que tenham a tentação de ir a votos e aprofundem o bloqueio.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Seguro critica partidos pelo "passa-culpas" na habitação

30 October 2026 at 16:05
Presidente pressiona PS a entrar nas negociações da habitação, dizendo que, como o Governo não tem maioria, partidos devem criar "condições de estabilidade e condições de governabilidade".

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

Presidente afirma que coesão social é necessária para o país

30 October 2026 at 15:04
O Presidente da República sublinhou a importância da colaboração entre todos os partidos e animou os jovens a envolverem-se na política. Seguro falou na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira.

© PAULO CUNHA/LUSA

"Não conseguimos avançar como país se não tivermos coesão social entre nós", afirmou o Presidente

Seguro acusa partidos de inação e recusa fracasso

30 October 2026 at 14:45
Presidente da República lamenta insistência da classe política na "trica política" e exige que partidos e Governo cumpram "as suas funções". Garante que não vai parar de exigir um entendimento.

© PAULO CUNHA/LUSA

Seguro afirma que não se consegue “avançar como país” sem coesão social

30 October 2026 at 13:05

O Presidente da República defendeu hoje que sem coesão social o país não avança, destacando o acesso à saúde e habitação, e sublinhando a necessidade de existirem “condições essenciais” para que os sonhos das pessoas se possam concretizar.

“Não conseguimos avançar como país se não tivermos coesão social entre nós. Se uma parte da nossa população, pode ser minoritária, mas é uma parte de nós, de seres humanos, não tiverem acesso à saúde a tempo e horas, não tiverem acesso à habitação, não tiverem, no fundo, as condições essenciais para que os seus sonhos se possam concretizar”, disse António José Seguro, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira (ESALV), em Leiria, cuja requalificação inaugurou hoje.

Para o chefe de Estado, o “deslaçar social começa precisamente, quando as pessoas sentem que não fazem parte, que não beneficiam da riqueza e do progresso que é gerado”.

Sublinhando que este é “um país de progresso, de criação de riqueza, de ambição e de gente excelente”, o Presidente da República reforçou que Portugal precisa “tratar desta coesão social como de pão para a boca, para garantir que, de facto, todos” se sentem “membros de uma mesma comunidade”.

António José Seguro constatou que existem “demasiados instrumentos que nos destroem e, sobretudo contribuem para nos pôr uns contra os outros”.

“E fazem isso com uma rapidez enorme, sem nos dar sequer tempo para refletirmos, como se estivéssemos obrigados a ter de agir no segundo seguinte. Muitas das vezes desrespeitando os outros e, na maior parte das vezes acusamos, julgamos e sentenciamos, sem que o outro tenha a possibilidade sequer de se expressar”, adiantou.

O chefe de Estado acrescentou que parece que se vive em “condomínios fechados”, onde não se ouve, nem se percebe “que há uma diferença no outro”, o qual se deve “ouvir” e “respeitar”.

Perante uma sala com professores e alunos, entre outras entidades, o Presidente da República observou que a “escola não é apenas um conjunto de salas onde um professor tem atrás de si um quadro ou um projetor e tem na sua frente alunos que devem estar com atenção”.

“A escola é um lugar de encontro, onde vão pessoas que querem aprender. É evidente que uns têm a missão de ensinar, mas verdadeiramente também aprendem. A escola tem de ser um espaço de diálogo e de encontro. Uns têm a missão de ensinar, outros têm o dever de aprender”, acrescentou.

Apontando que na ESALV coabitam quase 30 nacionalidades, António José Seguro elogiou a forma como esta escola foi “capaz de encontrar soluções diferenciadoras para quem precisa dessa diferença” e “ter condições para ter as mesmas oportunidades em função das suas competências”, o que é o “papel de um Estado Social” e “da escola”, disse, abordando ainda o espaço dedicado a jovens com necessidades específicas.

“As pessoas que lá trabalham todos os dias com os vossos colegas têm uma coisa que não há salário nenhum que pague, que é um coração e uma disponibilidade enormes. Numa altura em que coração, amor, felicidade, empatia e fraternidade parecem uma banalidade, pois o vosso Presidente da República considera que devemos não ter vergonha de utilizar essas palavras em público”, disse, dirigindo-se aos alunos.

Por outro lado, o Presidente da República deve concretizá-las “com exemplos concretos” como os que existem naquela escola, notou.

Por isso, António José Seguro frisou que aquela “escola é mais do que paredes, é mais do que cimento, é mais do que vidro, é mais do que madeira”, “é coração, inteligência e, sobretudo, sensibilidade”.

Reforçando que é a “coesão social que preocupa o Presidente da República nos tempos atuais”, o chefe de Estado apontou que os “jovens são os melhores aliados para compreenderem o valor da solidariedade e da generosidade”, porque são aqueles que verdadeiramente ainda “têm o coração mais puro, para darem esses contributos para criar um país coeso”.

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