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Da falida Mt. Gox até à Binance. Os maiores ciberataques de sempre nas criptomoedas

30 October 2026 at 12:29

A bolsa de criptomoedas Binance sofreu esta quinta-feira um ciberataque que está a ser descrito como o maior de sempre nas moedas virtuais, que resultou num prejuízo estimado em 6,3 mil milhões de dólares (cerca de 5,6 mil milhões de euros) e levou ao congelamento de mais de 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,25 mil milhões de euros) de forma a evitar a retirada de fundos pelos hackers.

A maior plataforma digital de criptomoedas do mundo vai-se chegar à frente para cobrir “todas as perdas decorrentes do ataque”, que teve uma magnitude quatro vezes superior ao da Bybit, em fevereiro de 2025. Nos últimos 15 anos, este setor sofreu uma série de furtos, continuando a levantar questões sobre a segurança do dinheiro dos clientes.

Segundo a agência Reuters, os ciberataques evidenciam as vulnerabilidades da blockchain e das finanças descentralizadas, na qual os utilizadores emprestam, pedem e depositam tokens digitais e contornam os intermediários tradicionais do sistema financeiro, como bancos e empresas de trading.

O especialista em cibersegurança Georgy Kucherin, investigador sénior na Kaspersky, diz que ainda não se pode excluir a hipótese de terem sido exploradas vulnerabilidades. “Estes incidentes mostram que as plataformas de negociação de criptomoedas não estão imunes a ciberataques. Podem ser comprometidas através de diversos vetores, e tanto os sistemas internos como as dependências externas podem servir de superfícies de ataque”, afirma o analista, lembrando que ainda na quarta-feira os utilizadores da Polymarket foram afetados por um ataque.

O portátil de um engenheiro informático terá sido o ponto de entrada dos cibercriminosos na Binance. A maioria dos fundos foi transferida em cerca de 20 minutos.

O investigador da Kaspersky explica que o portátil comprometido de um engenheiro de desenvolvimento e operações (DevOps) da Binance poderá ter permitido a um atacante aceder a um sistema de serviço e submeter transações de levantamento não autorizadas.

Para a empresa de cibersegurança Check Point Software, o “incidente evidencia a necessidade de proteger toda a cadeia de autorização de operações”, desde os equipamentos dos trabalhadores com acessos privilegiados até aos serviços que validam e executam as suas instruções. “O ataque à Binance terá permitido desviar entre 6,3 e 6,36 mil milhões de dólares em criptoativos através de dez redes blockchain. Segundo a TRM Labs, a maioria dos fundos foi transferida em cerca de 20 minutos”, revela a tecnológica norte-americana.

Quais os maiores ciberataques a plataformas de criptomoedas?

  • Fevereiro de 2025 – A bolsa de criptomoedas Bybit, corretora de criptomoedas, registou 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros à cotação atual) em tokens digitais furtados. As criptomoedas foram retiradas de uma “carteira fria” (wallet geralmente armazenada offline e, portanto, supostamente mais segura) que era utilizada para tokens Ether.
  • Março de 2022 – A rede Ronin Network, que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, sofreu um furto de aproximadamente 540 milhões de dólares (na ordem dos 482 milhões de euros) de um projeto blockchain ligado ao jogo online Axie Infinity. Os hackers roubaram cerca de 173.600 tokens Ether e 25,5 milhões de tokens USD Coin (USDC).
  • Fevereiro de 2022 – A Wormhole, uma plataforma de finanças descentralizadas que movimenta ativos, dados e aplicações através de mais de 45 blockchains, teve um assalto de 320 milhões de dólares (286 milhões de euros) em que os hackers roubaram 120 mil tokens digitais ligados à segunda maior criptomoeda do mundo, a Ether. A norte-americana Jump Trading, que no ano anterior havia comprado a empresa por detrás da Wormhole, depois repôs os fundos.
  • Agosto de 2021 – A rede Poly Network, que agiliza transações de tokens, sofreu um ataque a 610 milhões de dólares (545 milhões de euros), embora os cibercriminosos depois tivessem devolvido quase todos os fundos.
  • Janeiro de 2018 – A corretora Coincheck, com sede em Tóquio, sofreu um assalto a uma das “carteiras quentes” (carteira armazenada online) com o objetivo de drenar os fundos, culminando em 530 milhões de dólares (473 milhões de euros) impactados. À data, a Coreia do Sul culpou um grupo de hackers norte-coreanos.
  • 2011-2014 – Também de Tóquio, a bolsa de criptomoedas Mt. Gox foi alvo de um dos primeiros e mais mediáticos ataques informáticos neste mundo das moedas digitais. Ao longo de três anos, foram furtadas bitcoins no valor de quase 500 milhões de dólares (447 milhões de euros). A Mt. Gox, que chegou a processar cerca de 80% das transações globais de bitcoin, declarou insolvência no início de 2014, após o ciberataque no qual aproximadamente 24 mil clientes perderam acesso ao seu dinheiro.

Polícia investiga 25 casos em clínica de SC onde mulher morreu após exame

30 October 2026 at 11:44

O número de pacientes que precisaram de atendimento médico após realizar exames de endoscopia e colonoscopia em uma clínica particular de Ibirama, em Santa Catarina, subiu para 25. Uma mulher de 38 anos que realizou exame no local no dia 22 deste mês morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória. 

Segundo a SES (Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina), os 25 pacientes apresentaram sintomas semelhantes, como dores abdominais, calafrios e vômitos após os procedimentos realizados na WS Centro Clínico & Diagnósticos. A maioria passou por avaliação médica e não precisou de internação, mas dois permanecem internados em estado estável.

A clínica foi interditada cautelarmente pela Vigilância Sanitária Municipal na sexta-feira (23). A Secretaria de Estado da Saúde acompanha as ocorrências e aguarda os resultados dos exames realizados no hospital e das amostras encaminhadas ao Lacen SC (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina). As análises devem contribuir para esclarecer as possíveis causas das complicações.

Em nota, a WS Centro Clínico & Diagnósticos lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade aos pacientes e familiares. O estabelecimento afirmou que realiza os procedimentos há três anos e que a situação é inédita em sua trajetória. A clínica também informou que está colaborando com as autoridades competentes para esclarecer os fatos.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que segue realizando diligências para investigar os casos. Segundo a corporação, familiares dos pacientes já foram ouvidos e documentos médicos relacionados às ocorrências estão sendo analisados.

A investigação também conta com o acompanhamento dos órgãos de Vigilância Sanitária e Epidemiológica, responsáveis pelas análises técnicas. Os resultados serão encaminhados à autoridade policial assim que concluídos, para dar continuidade à apuração.

Nota da clínica via Instagram:

Entenda o caso

A paciente que morreu foi identificada como Daiane Deucher dos Santos, de 38 anos. Ela era atleta de futsal e integrava a equipe Amigas da Bola, de Ibirama.

Daiane realizou uma colonoscopia na clínica na quinta-feira (22). Após o procedimento, passou mal e procurou atendimento no Hospital Doutor Waldomiro Colautti, onde foi medicada e liberada.

A paciente voltou ao hospital na sexta-feira (23), após apresentar piora no quadro de saúde. Ela chegou a sofrer uma convulsão e permaneceu internada. Na segunda-feira (26), Daiane morreu após uma parada cardiorrespiratória.

Uma amiga da vítima, que não quis se identificar, relatou à CNN Brasil que Daiane teria contraído uma bactéria após o exame. No entanto, essa informação ainda não foi confirmada pelas autoridades, e as circunstâncias da morte seguem sob investigação.

A Secretaria Municipal de Saúde orientou que pessoas que realizaram exames na clínica e apresentem sintomas procurem atendimento médico, mesmo que os sinais sejam leves.

A clínica também afirmou, em publicação nas redes sociais, que os pacientes foram liberados somente após acordarem da sedação e apresentarem condições consideradas adequadas. O responsável técnico informou que a equipe tenta identificar o que pode ter provocado os casos, mencionando possibilidades como bactéria, vírus, medicamento ou algum fator externo.

Como a IA é usada no dia a dia do paciente? Entenda

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Turismo fecha o verão com receitas a subirem 6% apesar da queda nos franceses

30 October 2026 at 11:28

O fim do verão foi proveitoso para o turismo em Portugal. O setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes e 8,7 milhões de dormidas em setembro, o que representa uma subida de 2,5% e 2%, respetivamente, de acordo com as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As receitas turísticas ascenderam a 890,2 milhões de euros e os proveitos de aposento a 696,6 milhões de euros, o que se traduziu em crescimentos de 6% nos dois casos, caso se confirmem os dados do organismo de estatística nacional.

“O crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelos residentes como pelos não residentes, embora com evoluções distintas. As dormidas dos residentes aumentaram 3,1% para 2,5 milhões, acelerando face a agosto (+1,4%). Em sentido contrário, as dormidas de não residentes cresceram 1,6%, para 6,2 milhões, abrandando ligeiramente face ao mês anterior (+1,9%)”, lê-se no relatório do INE.

Entre os dez principais países de onde chegaram turistas, destacou-se a Polónia. O número de turistas polacos registou o maior crescimento no nono mês do ano (+11%), enquanto o mercado francês manteve-se na liderança das quedas (-5,5%).

Ainda assim, o Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor de turistas estrangeiros, com uma quota de 19,1%, após um crescimento de 3% em setembro. Seguiu-se o mercado alemão (quota de 12%, apesar da queda de 2,9%) e o norte americano, que representou 11,4% das dormidas de não residentes, na sequência de uma subida de 5,7%.

Turistas ficaram menos noites nos hotéis e alojamentos

Apesar do aumento nas receitas, dormidas e hóspedes, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal foi de 2,57 noites, o que significa que caiu 0,4%. As zonas do país onde os turistas ficaram, em média, mais noites foram na Madeira (4,55 noites) e no Algarve (3,92 noites). Ambas, a par do arquipélago dos Açores (3,18 noites), mantiveram valores superiores à média nacional.

No mês passado, o Norte registou o maior crescimento das dormidas (+6,6%), seguido do Centro e da Grande Lisboa (+2,8% nas duas regiões). Por outro lado, o maior decréscimo foi observado no Oeste e Vale do Tejo (-2%). A maioria (68,5%) do total de dormidas ficou concentrada nas regiões do Algarve (27,5% do total), Grande Lisboa (22,2%) e Norte (18,8%).

Notícia atualizada às 11h31 com mais informação

Polícia deu sermão bíblico a detidos numa esquadra do Porto?

30 October 2026 at 11:00

Um agente da PSP em pé, com uma Bíblia na mão, fala para três pessoas detidas e algemadas numa esquadra. Nas imagens, o polícia diz-lhes que seguem pelo "caminho das trevas", fala em salvação e chega a pedir-lhes que deem as mãos. O vídeo tem estado a circular nas redes sociais nestes últimos dias, mas será recente? A SIC Verifica.

⛽Combustíveis seguem direções opostas na próxima semana. Gasóleo sobe 2,5 cêntimos

30 October 2026 at 10:31

Se tem carro a gasolina e precisa de atestar o depósito do automóvel, é melhor aguardar pela próxima semana. Já se precisar de ir às bombas abastecer com gasóleo, espera para o fazer até domingo se não quiser pagar mais. A partir de segunda-feira, os preços dos combustíveis seguem direções opostas.

O preço do diesel, o combustível mais usado em Portugal, deverá aumentar 2,5 cêntimos, enquanto o da gasolina deverá descer 2,5 cêntimos, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) através de informação transmitida por fontes do setor.

A confirmarem-se as previsões do ACP para a próxima semana, o preço médio do gasóleo simples vai aumentar para 2,215 euros por litro, enquanto o preço médio da gasolina simples 95 deverá descer para 2,008 euros por litro. Por comparação, o preço médio do litro do gasóleo custa esta sexta-feira 2,19 euros, enquanto o preço médio da gasolina totaliza os 2,033 euros, de acordo com a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

O ACP avisa que, ao dirigir-se às bombas de combustível, pode encontrar postos com preços mais altos que o previsto, porque o setor é “liberalizado” e explica também que, como a previsão tem por base o valor da matéria-prima no fecho dos mercados de quinta-feira, é possível que haja efeito nos postos se hoje as cotações do crude se agravarem, o que se está a verificar.

Brent sobe mais de 2% após ataque em Ormuz

A cotação do chamado ‘ouro negro’ está a subir cerca de 2%, mantendo-se acima dos 100 dólares por barril. O valor do WTI, produzido no Texas, avança 1,98% para os 104,02 dólares por barril, enquanto a cotação do barril de Brent, o crude do Mar do Norte que serve de referência para a Europa, sobe 2,23% para os 113,32 dólares. No acumulado de outubro, o Brent encontra-se a caminho de fechar com uma subida de quase 13%, enquanto o WTI está prestes a registar um salto mensal de 14%.

A motivar esta subida está o facto de um petroleiro no Estreito de Ormuz ter sido atingido por engenhos explosivos instalados por uma pequena embarcação, de acordo com a informação disponibilizada pela Organização Marítima e de Transportes do Reino Unido e divulgada pela agência Reuters.

“Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Médio Oriente, com os Estados Unidos, Israel e o Irão envolvidos em ataques militares na região. A guerra levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, levando o preço dos combustíveis a sofrer graves alterações”, realça a associação automóvel portuguesa.

Notícia atualizada às 10h39 com mais informação

Kim Jong-un quer "superioridade absoluta" nos drones

30 October 2026 at 09:21
Em escalada de tensões com a Coreia do Sul, Kim apelou ao desenvolvimento de armamento não tripulado. Alcançar a “superioridade absoluta na tecnologia de drones" é uma das prioridades de Pyongyang.

© KCNA/EPA

A explosão de uma mina na Área Desmilitarizada estimulou nova altercação entre as Coreias. Coreia do Norte rejeita responsabilidade pelo sucedido.

Guia Fórmula 1: horários e curiosidades do Grande Prémio da Cidade do México

30 October 2026 at 07:00

No fim de semana que deverá coroar o mais jovem campeão mundial de sempre, a Fórmula 1 viaja até à capital mexicana para a 19.ª prova do calendário. As contas do título, os horários e o que precisa de saber na antevisão ao Grande Prémio da Cidade do México.

Coligação saudita interceta drone houthi sobre Meca

30 October 2026 at 07:15
Porta-voz dos houthis afirma que esta sexta-feira o grupo "não realizou qualquer operação a visar o território saudita”. Ataques russos provocam um morto na Ucrânia. Evacuação de Oleshky em curso.

© HOUTHI MILITARY MEDIA CENTER HANDOUT/EPA

Los ojos de muñeca

30 October 2026 at 06:34
El aumento del tamaño ocular, el lagrimeo constante y la fotofobia constituyen signos de alerta del glaucoma congénito en lactantes. (Imagen Ilustrativa Infobae)

“Ojos de muñeca”, decían.

Eran grandes, brillantes, parecían de porcelana. Un rasgo que despertaba ternura en quienes miraban a esa bebé.

Pero sus padres veían algo más.

Lagrimeaba constantemente, la luz parecía molestarle y, por momentos, cerraba los ojos con fuerza. La primera consulta trajo una explicación que parecía sencilla: podía tratarse de un conducto lagrimal obstruido.

Sin embargo, algo seguía preocupándolos. Buscaron otras opiniones hasta que un equipo médico decidió realizar una evaluación bajo anestesia.

La bebé entró al quirófano. Sus padres quedaron afuera, esperando.

Al finalizar, recibieron una noticia difícil: su hija podía quedarse ciega. Tenía glaucoma congénito.

El glaucoma congénito es una forma poco frecuente de glaucoma infantil, relacionada con una alteración en el desarrollo del sistema de drenaje del ojo. Cuando el líquido intraocular no puede salir adecuadamente, la presión puede aumentar y dañar el nervio óptico. En los bebés también puede provocar un aumento del tamaño de los ojos, lagrimeo, sensibilidad a la luz y cierre involuntario de los párpados. Su tratamiento es principalmente quirúrgico y, en algunos casos, requiere varias intervenciones.

Para aquella familia comenzaba un recorrido de consultas, controles y cirugías. Pero también de preguntas, decisiones y temores para los que nadie llega preparado.

La medicina necesita explicar riesgos. Es parte de su responsabilidad. Sin embargo, cuando una familia escucha que su hijo puede perder la visión, la información médica convive con emociones difíciles de ordenar.

El glaucoma infantil altera el drenaje del líquido intraocular y su abordaje clínico requiere procedimientos quirúrgicos. (Imagen Ilustrativa Infobae)

Una posibilidad puede sentirse como una certeza.

Después, la familia vuelve a casa. Y allí comienza otra parte de la historia.

¿Cómo prepararse para una nueva cirugía? ¿Cómo sostener un tratamiento cuando el niño se resiste? ¿Cómo distinguir entre los cuidados necesarios y el miedo a que algo malo suceda?

Hay madres y padres que esperan a que sus hijos se duerman para llorar. Otros buscan información durante la madrugada, intentando encontrar respuestas que les permitan recuperar algo de tranquilidad.

Son experiencias que no siempre tienen lugar en el tiempo de una consulta, pero que forman parte de la vida de quienes atraviesan una situación de salud.

Aquella bebé era yo.

Durante más de veinte años acompañé a personas con distintas condiciones de salud y discapacidad, y a sus familias. Al mismo tiempo, continué transitando mi propia historia como paciente oftalmológica.

Con los años, ambas experiencias se encontraron y dieron lugar a una pregunta que comenzó a orientar mi recorrido:

¿Qué sucede entre una consulta y la siguiente?

El oftalmólogo diagnostica, controla, indica tratamientos y realiza las intervenciones necesarias. Su tarea exige precisión, conocimientos especializados y decisiones que pueden resultar determinantes para la salud visual.

Pero el encuentro médico también tiene una dimensión humana.

Comunicar un diagnóstico complejo implica explicar riesgos, transmitir información y acompañar decisiones en situaciones de incertidumbre. Los profesionales también enfrentan esa responsabilidad, muchas veces en jornadas de consultas, cirugías y múltiples demandas.

El tiempo disponible no siempre alcanza para abordar todo lo que una persona o una familia necesita procesar.

Y la vida continúa fuera del consultorio.

Un niño debe prepararse para un procedimiento que quizá todavía no comprende. Un adolescente puede necesitar recuperar confianza en sus capacidades. Un adulto puede enfrentarse a cambios en su visión que afectan su autonomía, su trabajo y sus proyectos.

Cada etapa plantea necesidades diferentes. Y ninguna persona debería quedar definida únicamente por su diagnóstico.

De esa realidad nació mi propuesta de Psicoprofilaxis Visual, un abordaje psicoeducativo y de acompañamiento emocional ante situaciones oftalmológicas complejas.

Su propósito es acompañar a las personas y sus familias en una experiencia que no termina con la indicación médica. Comprender lo que sucede, afrontar la incertidumbre y desarrollar recursos para participar activamente en el propio cuidado también forman parte de ese recorrido.

No reemplaza al oftalmólogo ni a los profesionales de salud mental cuando su intervención es necesaria. Es una mirada complementaria que reconoce las dimensiones educativas, emocionales y conductuales de la experiencia del paciente.

Desde la psiconeuroinmunología sabemos que existe una interacción entre los procesos psicológicos, el sistema nervioso y el sistema inmunitario. Esto no significa que las emociones sean responsables de una patología ocular, sino que el estrés y la manera de afrontar una situación de salud también merecen atención.

La comunicación entre pacientes, familias y equipos médicos es parte de esta mirada. Comprender las indicaciones, expresar inquietudes y participar de las decisiones puede favorecer una experiencia de atención más clara y colaborativa.

También existe una preocupación que atraviesa distintas edades: cómo acompañar sin limitar.

Un niño con una condición visual severa necesita cuidados, pero también jugar, descubrir, equivocarse y desarrollar autonomía. Un adolescente necesita construir su identidad más allá de sus limitaciones. Un adulto puede necesitar reorganizar su vida sin renunciar a sus proyectos.

La protección es indispensable. La sobreprotección, en cambio, puede reducir oportunidades de aprendizaje y participación.

No se trata de desconocer los riesgos, sino de evitar que el temor termine organizando toda una vida.

Con esta perspectiva, mi recorrido también comenzó a incorporar la vinculación entre profesionales, familias y organizaciones, participando en iniciativas de divulgación y promoviendo espacios de intercambio sobre salud visual.

Así llegué a conocer la Childhood Glaucoma Research Network (CGRN), una red internacional dedicada a promover la investigación, la formación y el intercambio de conocimientos sobre el glaucoma infantil.

A partir de ese acercamiento, comencé a establecer vínculos con profesionales de Argentina, con el interés de favorecer el intercambio de experiencias y abrir posibilidades de colaboración.

Cuando una condición es poco frecuente, conectar conocimientos y personas puede resultar especialmente valioso. No porque falten profesionales preparados en nuestro país, sino porque el intercambio permite ampliar perspectivas.

Esta dimensión de articulación también forma parte de mi manera de entender la Psicoprofilaxis Visual: tender puentes entre el conocimiento médico, los equipos de salud y las experiencias de quienes necesitan llevar ese conocimiento a su vida cotidiana.

La medicina cuenta con herramientas cada vez más especializadas para diagnosticar y tratar las condiciones visuales. Junto a esos avances, existe una dimensión que merece seguir desarrollándose: cómo acompañamos a las personas durante ese recorrido.

Aquellos ojos de muñeca fueron el comienzo de mi historia, pero no la definieron por completo.

Hoy, esa experiencia convive con mi recorrido acompañando a otras personas y con una convicción: cuidar la visión también implica reconocer a quien vive detrás de esos ojos, con sus preguntas, sus posibilidades y sus proyectos.

Un diagnóstico puede formar parte de nuestra historia. No tiene por qué escribirla por nosotros.

*La autora es profesora, creadora de Psicoprofilaxis Visual, especializada en Terapia Cognitivo-Conductual y Neuroemociones. Acompaña a personas adultas y familias de niños con diagnósticos visuales severos.

Correo electrónico: gassermarianaines@gmail.com

Instagram: @prof.marianagasser

Greek American Group on Peloton's 'Varosha Ride': ‘Not a Haunted Amusement Park’

29 October 2026 at 23:25

Hellenic American Leadership Council (HALC) executive director Endy Zemenides said Thursday that Peloton's Halloween-themed "Varosha Ride" trivializes a Cypriot ghost city emptied by Turkey's 1974 invasion, according to a thread he posted on X.

The post Greek American Group on Peloton’s ‘Varosha Ride’: ‘Not a Haunted Amusement Park’ appeared first on Breitbart.

La consultora que más sigue la City porteña alertó por el esquema cambiario: la contradicción entre el dólar bajo y el riesgo país alto

30 October 2026 at 04:47
Esta semana el tipo de cambio real quedó en su punto más bajo desde mayo de 2025. (Imagen Ilustrativa Infobae)

La consultora 1816, una de las que más sigue el mercado financiero local, advirtió en su último informe semanal sobre una combinación que, creen, no se sostendrá en el tiempo: el riesgo país llegó a su nivel más alto desde la elección del año pasado y, al mismo tiempo, el tipo de cambio real quedó en su punto más bajo desde mayo de 2025. Es decir, el mercado exige más rendimiento para prestarle al país mientras el peso, medido en términos reales, está fuerte frente a otras monedas.

Para entender el planteo conviene precisar las dos variables. El riesgo país mide la sobretasa que pagan los bonos soberanos argentinos en dólares respecto de los títulos del Tesoro de Estados Unidos, y sube cuando los inversores piden más retorno para asumir el riesgo de prestar. El tipo de cambio real multilateral compara el valor del peso con el de las monedas de los principales socios comerciales, una vez descontada la inflación. Cuando baja, el peso compra más en el exterior, algo que suele describirse como un dólar barato.

El informe de cuenta de una situación “peculiar” que se dio en los últimos días: “con el desplome del Real Brasileño y la corrección de los bonos Globales argentinos (que cayeron incluso más que sus pares de Brasil el día lunes), el riesgo país local alcanzó su máximo desde la elección de 2025 el mismo día en que el tipo de cambio real multilateral alcanzó mínimos desde may-25”. Los Globales son bonos soberanos en dólares emitidos bajo ley extranjera.

Los bonos argentinos cayeron luego de las elecciones ganadas por Lula da Silva en Brasil.

La consultora lo resume así: “En otras palabras, tenemos bonos en mínimos de 12 meses y moneda (en términos reales) en máximos desde semanas después de la unificación cambiaria”. Un bono en mínimos significa que su precio es bajo y que, por lo tanto, rinde más. Una moneda en máximos, en términos reales, es lo que se observa cuando el dólar está barato. Los dos indicadores apuntan en direcciones opuestas.

Por qué la consultora no ve sostenible la combinación

Para 1816, la contradicción tiene fecha de vencimiento. “A mediano plazo es muy difícil pensar que esa dicotomía se pueda mantener”, sostiene el informe. Según la consultora, hay dos escenarios posibles que pueden llevar a ponerle fin a esta situación. Uno es que a la larga el Estado argentino recupere el acceso al mercado de deuda internacional y, por lo tanto, pueda tener sentido la historia del peso fuerte. El otro es que el país enfrente los vencimientos de los próximos años pagando cash o reestructurando los pasivos, lo que conducirá a una moneda más débil.

En otras palabras, un peso fuerte solo resulta consistente si el país vuelve a financiarse en los mercados internacionales. Si eso no ocurre y hay que pagar con recursos propios o reestructurar la deuda, la consecuencia es una moneda más débil.

Según la lectura de 1816, el Gobierno busca que el tipo de cambio se mantenga lo más estable posible (EFE)

En lo inmediato, el informe señala que el Estado busca evitar sobresaltos en el dólar. “El Gobierno luce muy interesado en que el tipo de cambio se mantenga lo más estable posible”, indica. Como muestra, la consultora recuerda que el Tesoro vendió USD 100 millones en el mercado mayorista de cambios (MLC) el lunes y que al día siguiente recompró parte de lo vendido, con el Banco Central al margen. El resultado, según el texto, es que “el peso transitó esta semana sin grandes sobresaltos”.

Mercado de dólares cerrado y pagos por USD 4.500 millones

El motivo por el cual el riesgo país aparece como una señal de alerta tiene que ver con el acceso al crédito. El GD35, un bono en dólares, rinde 12,6% en el exterior, y el AO29 opera a 13,3% contra el dólar MEP. Con esos niveles, afirma el informe, “no hace falta explicar por qué nos cuesta imaginar emisiones soberanas en dólares al menos en lo que queda de 2026”. Sin posibilidad de emitir deuda en dólares, el Estado tiene que resolver sus pagos por otras vías.

La consultora detalla dos consecuencias. La primera es que, para pagar los vencimientos de Bonares y Globales por USD 4.500 millones en enero, “el Tesoro muy probablemente tendrá que comprarle dólares al BCRA”. Para los analistas, es posible que lo haga incluso la semana próxima: al 26 de octubre el fisco tenía depositados apenas USD 830 millones en el Banco Central y debe pagar casi USD 900 millones de intereses al Fondo Monetario Internacional (FMI), mientras que el desembolso del organismo llegará recién a principios de diciembre. El martes hubo un acuerdo a nivel técnico por la tercera revisión del programa, pero la aprobación del Directorio llegará dentro de varias semanas.

Los expertos sostienen que para pagar los vencimientos de enero,

La segunda consecuencia es que, para tener pesos suficientes con los que comprar esos dólares, el Ministerio de Economía deberá apoyarse en la emisión de deuda en moneda local. En la licitación del miércoles, el Tesoro colocó $3,5 billones en duales con vencimiento en diciembre de 2028, con una tasa equivalente a la Tamar más 9,5% anual y con cobertura CER, es decir, con ajuste por inflación. Para la consultora, que el Tesoro acepte márgenes de al menos 9,5% sobre esa tasa hasta 2028 “da cuenta del impacto que tiene un mercado de dólares cerrado sobre el costo de financiamiento en pesos”.

Otro indicador que el informe vincula con este escenario es el canje entre el dólar Contado con Liquidación (CCL) y el MEP, que mide cuánto más caro es un dólar que queda fuera del país frente a uno que se opera localmente. Esta semana llegó a operar en algunos momentos en 7%, su máximo desde la elección de 2025. Para 1816, eso es “reflejo de que cada vez vale más tener los dólares en Nueva York que tenerlos en Argentina”.

La elección como fuente de volatilidad

El análisis de los expertos agrega un factor político. Tras el triunfo de Lula en Brasil, las acciones brasileñas cayeron 20%, y los activos argentinos reaccionaron a ese resultado y al que había dado Bolsonaro en la primera vuelta. De ahí, la consultora concluye que “hay que seguir atentamente el resultado de las elecciones legislativas estadounidenses del martes próximo”, dado el peso que tuvo el apoyo de Trump y Bessent en el triunfo de La Libertad Avanza en octubre de 2025.

Desde 1816 recomiendan seguir de cerca las elecciones legislativas de Estados Unidos del próximo martes, dado el peso que tuvo el apoyo de Trump y Bessent en el triunfo de La Libertad Avanza en octubre de 2025. (Reuters)

Pensando en 2027, 1816 plantea que lo ocurrido en Brasil confirma “lo difícil que es en esta época anticipar resultados electorales”. El escenario base, según el texto, es una elección “mucho más binaria en términos de política económica que la que tuvo Brasil”, y ni los números políticos ni los económicos aseguran la reelección de Javier Milei. Sobre los primeros, el Índice de Confianza en el Gobierno se movió esta semana dentro del margen de error y sigue cerca de sus mínimos de la era Milei, aunque en valores competitivos. Sobre los segundos, el EMAE desestacionalizado muestra que en casi tres años de gestión el PBI subió menos de 3% acumulado.

De ese cuadro, la consultora deduce que “es razonable pensar que si la elección de Argentina luce abierta va a haber bastante volatilidad”. Así, el informe describe un dólar tranquilo y un peso fuerte en términos reales, que conviven con bonos en dólares con rendimientos altos, un mercado internacional cerrado, pagos en dólares por delante y una elección incierta. Es esa combinación la que, para 1816, difícilmente se sostenga.

El Senado aprobó cambios en la ley de salud mental: se modifican criterios de internaciones y equipos médicos

30 October 2026 at 04:05
El pleno de la Cámara alta durante la sesión realizada entre ayer y la madrugada de hoy (Prensa Senado)

El Senado aprobó esta madrugada y giró a Diputados una nueva la ley de salud mental que dista de la de 2010, en su momento empujada por el kirchnerismo y que, con el correr de los años, generó quejas varias y desesperados reclamos de cambios. La iniciativa, que obtuvo 42 adhesiones y 21 rechazos durante la votación en general, modifica criterios en internaciones involuntarias, adicciones y equipos médicos a cargo de tomar decisiones complejas relacionadas con la temática, entre otros puntos.

La iniciativa le da prioridad a psiquiatras, aunque en las últimas horas se consensuó el aporte de psicólogos en grupos interdisciplinarios, tras presiones desde provincias y algunas universidades. También hubo aportes para reprimir inquietudes por fondos extra.

Como miembro informante, la libertaria y presidenta de la comisión de Salud, Ivanna Arrascaeta (San Luis), primero destacó las exposiciones de “más de 70 representantes de instituciones, asociaciones civiles y del derecho”, y fue rápido hacia la ley vigente. “La internación dejó de ser una respuesta clínica y pasó a ser una respuesta por falta de casa y familia”, manifestó.

La iniciativa obtuvo 42 adhesiones y 21 rechazos

La puntana dio cifras de los casi 16 años de la norma actual y habló de resultados “insuficientes para asegurar la efectividad de derechos y dotar de herramientas nuevas”, más “avances dispares en distintas jurisdicciones”. Apuntó a un articulado “desactualizado” y cifras alarmantes de hospitalizaciones públicas -suba de 70%- post pandemia. Y finalizó: “Llegar a tiempo es pasar del riesgo inminente al riesgo grave”.

No pensó lo mismo el ahora ex kirchnerista Guillermo Andrada (Catamarca), quien defendió y criticó, al mismo tiempo, las pautas actuales de salud mental. Llamó la atención, sobre todo, desde su profesión de médico. Como se esperaba, fue directo a la “falta de recursos”. Y agregó: “No podemos hacer una ley que prometa lo que no se puede cumplir”. Para el -de nuevo- justicialista, “no le dieron la oportunidad a una muy buena ley de poder ser efectiva”.

La legisladora libertaria y titular de la comisión de Salud de la Cámara alta, Ivanna Arrascaeta (Fotos: Prensa Senado)

Otro doctor, el silvestre misionero Carlos Arce, leyó entera su alocución, algo que suele ser mal visto y no está permitido en el recinto, salvo pedido expreso a quien comande en ese momento la sesión. Su colega de bancada, Elizabeth Rojas Decut, hizo lo mismo durante la discusión previa sobre el mercado de carbono. Suelen manejarse en espejo. No fallaron. También se quejaron por las partidas involucradas, aunque libertarios aceptaron la incorporación del “financiamiento federal”.

Después de las protestas de Andrada y Arce, tuvo que ser una contadora la que bajó a tierra ejemplos pedagógicos para pincelar el delicado panorama que enfrentan familias en el interior del país. Fue la radical y ex vicegobernadora de Chaco, Silvana Schneider. “Hoy, el médico en el pueblo no tiene el respaldo legal para proteger a una persona en riesgo”, advirtió. En la misma línea fue la oficialista fueguina Belén Monte de Oca, quien expresó: “Se confundió libertad con abandono”.

“Vamos a promover leyes sin discutir cómo se financia la salud mental”, enfatizó desde el Frente Cívico el ex gobernador de Santiago del Estero y filo K Gerardo Zamora, quien lamentó que no se haya tenido “a la vista” un proyecto presentado tiempo atrás. “Error de enfoque”, añadió. Coincidió, por el cristinismo, la médica y ex mandataria catamarqueña, Lucía Corpacci.

La jefa de La Libertad Avanza en el Senado, Patricia Bullrich

El cierre estuvo a cargo de la líder libertaria, Patricia Bullrich: describió la “contradicción” que se generó entre “dos profesiones que atienden a la salud mental”, con una injusta acusación contra los psiquiatras “como violadores de los derechos humanos sin ningún sentido”.

“Son dos miradas o formas de encarar el problema -en la comparación con psicólogos-, pero ambas necesarias para encarar los trastornos de personas en una comunidad”, indicó, y dejó en claro que “hoy no se puede actuar ante situaciones” que llevan a “muertes” o “violencia familiar”.

“Se dejó un tema sin resolver”, puntualizó la porteña, y subrayó la necesidad de “intervenir a tiempo” para “cuidar a las personas”. Y repitió un número contado semanas atrás por Infobae: 100.000 psicólogos versus casi 4.000 psiquiatras.

Detalles del proyecto

En las internaciones, se reemplaza la exigencia del psiquiatra por médico -aunque con preferencia hacia la mencionada especialidad- o con formación en salud mental, con otro firmante -se apunta a que sea psicólogo-, quien tendrá injerencia en la evaluación y una potencial alta. Como para el último caso también estaba escrita la palabra “preferentemente”, se negoció quitarla para que no haya margen a interpretaciones y debido a que no existe un reemplazo de dicha profesión.

El detalle de los votos a favor -verde-, en contra -rojo- y las ausencias -color más claro- en la definición en general de la ley de salud mental

La trifulca por esta cuestión fue una de las tantas entre Nación y provincias agrupadas en el Consejo Federal de Salud (CoFeSa). Mismo caso para las quejas por fondos, por lo que el oficialismo hizo más taxativo el articulado, con el fin de despejar dudas restantes. Y se permitirá la ventana de tele consulta donde haya menor presencia de personal dedicado a la temática.

Por otra parte, se considera un concepto más amplio a la hora de hablar de adicciones -para incluir a la ludopatía, por caso-, se activa una delimitación de familiares en representación de pacientes, se imponen diferenciaciones específicas entre adultos e infanto-juveniles, y queda prohibida la práctica de manicomios. También hay un plan de egreso con objetivos y seguimientos, más directivas claras “anticipadas” -prevención- en salud mental.

En cuanto a familiares, se limita la intervención a padres o hijos y se mantienen los representantes legales, cónyuges y convivientes. Una aclaración no menor es que, en los casos de no aparición de responsables, se explicita la obligación estatal de garantizar apoyos y dispositivos comunitarios.

Para el régimen de atención por equipos infantojuveniles y dispositivos diferenciados de adultos se incorpora la autonomía progresiva, el derecho a ser escuchado y la confidencialidad. En caso de una eventual internación en unidades de adultos, la misma queda restringida a imposibilidad acreditada y por un tiempo mínimo indispensable.

En último lugar y, en conjunto con la prohibición de prácticas “manicomiales”, se restituye un catálogo de atención ambulatoria y domiciliaria, casas de convivencia, hospitales de día y centros de capacitación sociolaboral. También se habilita el derecho a consentir o rechazar, de manera anticipada, tratamientos y designar personas que expresen el consentimiento cuando el paciente no pueda hacerlo. Esto cambia ante riesgo grave para la vida.

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