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Análise: Eleitor dos EUA relaciona guerra ao custo de vida

O conflito no Oriente Médio pode ter impacto direto nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Segundo a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, o eleitor americano estabelece uma clara associação entre as guerras externas e o aumento no custo de vida, especialmente no preço do combustível e dos alimentos.

A percepção do eleitor americano sobre a política externa

Fernanda Magnotta destaca que, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, existe um debate recorrente sobre em que medida o eleitor tem consciência do mundo globalizado e de como a política externa se reflete nas urnas.

“A máxima que vigora aqui e lá é que, em geral, o efeito internacional costuma ser limitado do ponto de vista eleitoral”, afirmou. No entanto, ela ressalta que, em cenários e períodos específicos, essa máxima merece reavaliação.

A analista cita como exemplo histórico a eleição de 2006, quando as guerras no Oriente Médio, no contexto da presidência de W. Bush, repercutiram diretamente nas escolhas dos eleitores.

“Várias pesquisas vieram mostrar que o eleitor entendeu essa relação existente entre o que acontecia no Oriente Médio e o impacto na sua vida real“, disse Magnotta. O impacto se manifestou tanto em termos econômicos quanto em questões de direitos civis e políticos, em razão de uma série de legislações alteradas no contexto do combate à guerra ao terror.

Choque externo e reflexos no dia a dia

No cenário atual, Magnotta aponta que existe uma clara associação entre o choque externo que começou com a Ucrânia, posteriormente aprofundado com o Irã, e o preço do combustível e dos alimentos. “Isso quem diz não sou eu, tem várias pesquisas que mostram nessa direção”, enfatizou a analista.

A pesquisa mais recente citada pela analista foi realizada em Chicago por um grupo de estudo específico. Os dados revelam que, nessas eleições de meio de mandato, mais de 80% dos pesquisados associavam a guerra ao Irã à mudança no preço e no custo de vida.

Para Magnotta, esse dado é significativo: “Isso não é trivial, isso é importante e traz à baila essa leitura de que nessas eleições também as questões internacionais, direta ou indiretamente, com mais ou menos consciência, chegaram à vida real do americano”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Inflação em Portugal volta a acelerar para 3,8%. É a mais alta desde maio de 2023


A inflação homóloga em Portugal, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), acelerou em outubro para 3,8%, mais 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que a registada no mês anterior. A estimativa rápida foi divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostra uma subida dos preços pelo terceiro mês consecutivo, após um abrandamento entre abril e julho.

A confirmar-se a inflação nos 3,8% esta seria a variação mais alta de aumento dos preços desde maio de 2023, ou seja, mais de três anos, quando se fixou em 4%. No final desse ano a inflação caiu para metade até 1,4% em dezembro. Desde essa altura a subida de preços não foi menor do que 1,9%.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

“A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 17,4% (15,3% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,7% (valor idêntico em setembro)” , detalha o INE.

O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, terá registado uma variação de 2,8% em outubro, taxa superior em 0,1 p.p. à do mês precedente. Já em termos de variação mensal, o IPC terá sido 0,2% (1,2% em setembro e nula em outubro de 2025). O INE estima ainda uma variação média nos últimos doze meses de 2,9% (2,8% no mês anterior).

A variação homóloga do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, indicador que permite comparações entre os Estados-membros da União Europeia, terá sido de 3,9%, superior aos 3,6% do mês anterior. Os dados de outubro tanto da Zona Euro, como da UE, ainda não são conhecidos. Em setembro, a inflação foi de 3,8% nos países da moeda única.

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PCP promoveu buzinão contra aumento do custo de vida

O PCP promoveu um buzinão de protesto contra o aumento do custo de vida, na entrada oeste do Funchal, na saída para São Martinho, que contou com a adesão massiva de automobilistas que passavam pela zona e que buzinaram como forma de protesto contra o aumento dos preços. Ricardo Lume, porta-voz da iniciativa do PCP, […]
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Cabaz alimentar desce 44 cêntimos para 253,55 euros na última semana

✇ECO
By: Lusa

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste desceu 0,44 euros, fixando-se nos 253,55 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.

Depois de ter descido pela primeira vez na semana passada (-2,27 euros), após semanas consecutivas de subidas, o cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste “situa-se nos 253,55 euros, o que traduz um decréscimo de 0,44 euros face à semana anterior”.

A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.

Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.

Entre 21 e 28 de outubro, os cereais de fibra registaram um aumento de 10% para 4,75 euros, a couve-flor subiu 8% para os 2,52 euros e o arroz agulha registou um acréscimo de 7% para os 1,55 euros, tendo tido os maiores aumentos percentuais.

No início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 11,72 euros (menos 4,85%).

Segundo a Deco Proteste, há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 9,87 euros (menos 4,05%).

Já no início de 2022, era possível gastar menos 65,85 euros (uma diferença de 35,08%).

Em relação ao ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como o bacalhau graúdo (36% custando atualmente 21,82 euros por quilograma), o tomate chucha (33% custando atualmente 2,90 euros por quilograma), e a couve-coração (24% o que se reflete num custo de 1,78 euros por quilograma).

Desde 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (114% para 12,47 euros por quilograma), o bacalhau graúdo (106% para 21,82 euros por quilograma) e os ovos (82% para 2,08 euros)

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85% dos trabalhadores em Portugal estão a cortar nas idas a restaurantes

O aumento do custo de vida está a ter um impacto direto nos hábitos diários da população  em Portugal. Segundo o Barómetro FOOD 2026, elaborado pelo Grupo Edenred, 85% dos trabalhadores em Portugal reduziram as idas a restaurantes no último ano. Para 57% dos inquiridos, o corte nas refeições fora de casa foi significativo, enquanto 28% reportam uma redução ligeira.

De acordo com dados a que o Jornal Económico teve acesso, a contenção de custos surge num momento de forte pressão sobre o rendimento disponível: 42% dos portugueses destinam atualmente mais de 30% do seu orçamento mensal apenas à alimentação.

Qualidade-Preço dominam escolha da restauração

Ainda segundo o mesmo barómentro, e no contexto de contenção orçamental, o fator económico está a tornar-se determinante na hora de escolher onde almoçar no dia de trabalho. “A relação qualidade-preço é o critério mais decisivo para 85% dos inquiridos, seguida de perto pelo preço absoluto da refeição (81%) e pela proximidade geográfica (72%)”, indica o estudo.

Apesar das limitações financeiras, os trabalhadores demonstram uma preocupação crescente com a saúde: 90% afirmam prestrar cada vez mais atenção a uma alimentação equilibrada, e 97% apontam a saúde como a principal motivação para escolhas mais saudáveis.

No entanto, a procura por refeições mais saudáveis coloca um desafio operacional e financeiro à restauração, revela o estudo:  “embora 65% dos restaurantes refiram que os clientes valorizam a oferta de pratos equilibrados, 54% dos empresários do setor consideram que preparar refeições saudáveis é mais caro”.

Segundo Filipa Martins, CEO da Edenred Portugal, “numa altura em que os trabalhadores estão a gerir o orçamento com maior cuidado, os resultados do Barómetro FOOD 2026 evidenciam a importância de apoiar o poder de compra alimentar e de dinamizar a restauração”.

O estudo da Edenred runiu mais de 2.800 respostas de trabalhadores e proprietários de restaurantes, e contou com com o apoio da Direção-Geral da Saúde (DGS) e da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP).

Combate ao Desperdício têm importância para clientes

A par da vertente financeira, o barómetro indica que a responsabilidade ambiental solidificou-se no setor alimentar com 98% dos trabalhadores declaram-se preocupados com o desperdício alimentar, e 80%  a indicar que gostariam de saber quais os restaurantes que adotam medidas concretas de combate ao desperdício.

Entre as práticas mais valorizadas pelos clientes estão a disponibilização de embalagens para levar sobras (doggy bags) (73%), a oferta de doses de variados tamanhos (45%) e a reutilização de ingredientes (40%). Do lado dos estabelecimentos, a adesão a medidas contra o desperdício cresceu significativamente: 98% dos restaurantes inquiridos em Portugal afirmam ter implementado iniciativas antidesperdício (comparado com 89% em 2025), com destaque para a entrega de embalagens para sobras (61%) e a reutilização de ingredientes na confeção de receitas (59%)

 

Números do Barómetro FOOD 2026

85% dos trabalhadores reduziram as idas a restaurantes no último ano devido à inflação.

42% alocam mais de 30% do rendimento mensal a despesas de alimentação.

72% dos colaboradores referem que o cartão refeição amplia a sua margem de orçamento alimentar.

98% dos estabelecimentos de restauração aplicam medidas para combater o desperdício alimenta

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Chega anuncia voto contra o Orçamento do Estado

✇ECO
By: ECO

Depois de um primeiro dia de debate que acabou por ficar marcado pelo tema da crise na habitação e do custo de vida, inclusive com uma manifestação em frente à Assembleia da República, os deputados continuam esta manhã a debater a proposta de Orçamento do Estado para 2027.

A discussão parlamentar, dividida por dois dias e com uma duração total prevista de mais de dez horas, termina esta quarta-feira com a votação do documento na generalidade, já com a aprovação garantida pela abstenção do PS.

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Portugal é um país de baixos salários e com “capacidade de resposta muito limitada em situações de choques adversos”


Metade dos agregados fiscais em Portugal declarou rendimentos brutos anuais até 15.435 euros em 2024, o equivalente a um salário de cerca de 1.102 euros por mês, considerando 14 meses. A concentração dos rendimentos em valores baixos deixa uma parte significativa da população com uma margem de poupança reduzida ou nula e com pouca capacidade para enfrentar choques como a subida dos preços dos bens essenciais, a perda de emprego ou de habitação.

Este é um dos retratos traçados pelo estudo “Portugal Fiscal”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), publicado esta quarta-feira, que alerta também para os limites da aparente progressividade do IRS.

A análise, assinada por Sérgio Vasques, Susana Peralta e José Pedro Sousa, mostra que os baixos rendimentos continuam a marcar a realidade económica de uma parte substancial das famílias portuguesas. Segundo os autores, em 2024, metade dos agregados fiscais declarou até 15.435 euros brutos por ano, enquanto “cerca de 20% declarou pelo menos o dobro do rendimento mediano”. Já “face a 2023, o rendimento mediano declarado por agregado aumentou 7%”, destaca o relatório.

A distribuição apresentada pelos autores evidencia uma forte concentração de rendimentos em patamares baixos, o que limita a capacidade financeira das famílias para fazer face a despesas inesperadas.

Importa ressalvar que estes valores dizem respeito aos rendimentos brutos declarados por agregado fiscal, e não necessariamente ao salário individual de cada contribuinte. Ainda assim, a distribuição apresentada pelos autores evidencia uma forte concentração de rendimentos em patamares baixos, o que limita a capacidade financeira das famílias para fazer face a despesas inesperadas.

“Mais relevante é a concentração de rendimentos em torno de valores baixos, compatíveis com uma margem de poupança reduzida ou nula”, salientam os autores, acrescentando que uma parte significativa da população dispõe de uma “capacidade de resposta muito limitada em situações de choques adversos”. Entre os exemplos apontados estão a perda de emprego, a subida do preço de bens essenciais e a perda súbita de habitação.

Este retrato ajuda a perceber por que razão o aumento do custo de vida pode ter consequências tão imediatas nos orçamentos familiares. Quando a maior parte do rendimento é absorvida pelas despesas correntes, sobra pouco espaço para constituir uma almofada financeira que permita acomodar uma subida das despesas, uma quebra temporária de rendimentos ou um encargo extraordinário.

A vulnerabilidade não significa que todas as famílias com baixos rendimentos estejam na mesma situação, mas mostra que uma parcela expressiva dos agregados tem uma margem financeira particularmente estreita. Num contexto de pressão sobre as despesas essenciais, a ausência de poupanças pode transformar um choque económico numa dificuldade prolongada.

Em 2024, das cerca de 6,2 milhões de famílias abrangidas pelo imposto, aproximadamente 2,7 milhões, ou 45% do total, não tinham IRS liquidado e, por isso, não pagavam este imposto.

O estudo revela igualmente uma distribuição muito desigual dos rendimentos declarados. Em 2024, um agregado precisava de declarar 49 mil euros anuais (ou 3.500 euros mensais a 14 meses) para integrar os 10% com rendimentos mais elevados. Para chegar ao grupo dos 1% mais ricos, o valor subia para 121 mil euros por ano (ou 8.643 euros por mês), enquanto pertencer aos 0,1% do topo exigia rendimentos declarados próximos de 490 mil euros anuais (ou 35.000 euros por mês).

A progressividade do IRS reflete, em parte, esta desigualdade: os contribuintes com rendimentos mais elevados suportam uma fatia desproporcionada do imposto liquidado. Segundo os dados citados no estudo, 83% dos agregados fiscais representavam menos de 25% da liquidação total de IRS. Em sentido inverso, os agregados com rendimentos brutos anuais superiores a 50 mil euros — apenas 7,6% do total — suportavam 56% do IRS liquidado.

Em 2024, das cerca de 6,2 milhões de famílias abrangidas pelo imposto, aproximadamente 2,7 milhões, ou 45% do total, não tinham IRS liquidado e, por isso, não pagavam este imposto. Os números mostram que uma parcela considerável dos agregados não tem rendimentos tributáveis suficientes para gerar imposto liquidado ou beneficia de mecanismos que afastam essa tributação, como o mínimo de existência que isenta rendimentos até ao valor do salário mínimo nacional, que, em 2026, está nos 920 euros.

Uma progressividade que pode estar sobrestimada

Apesar de o IRS ser um imposto fortemente progressivo, os autores alertam que essa característica pode estar a ser sobrestimada. O problema está, em parte, nos rendimentos de capital, como os juros de depósitos bancários e os dividendos, que estão, por regra, sujeitos a taxas liberatórias e não são incluídos nas declarações de IRS.

Estes rendimentos são normalmente tributados por retenção na fonte, à taxa fixa de 28%, sem necessidade de englobamento. Por não constarem, em regra, das declarações fiscais, ficam parcialmente “invisíveis” nas estatísticas utilizadas para analisar a distribuição dos rendimentos. O resultado é uma imagem incompleta da riqueza existente no topo da distribuição.

A questão é relevante porque a progressividade do imposto é habitualmente avaliada a partir dos rendimentos declarados e da carga fiscal suportada pelos diferentes escalões. Se parte dos rendimentos de capital dos contribuintes mais ricos não aparece nessa fotografia, a diferença entre os rendimentos efetivos dos grupos do topo e dos restantes pode ser maior do que os dados permitem observar. Ao mesmo tempo, a tributação desses rendimentos a taxas fixas impede que sejam necessariamente sujeitos à mesma progressividade aplicada aos rendimentos do trabalho e às pensões.

Isto não significa que os rendimentos de capital escapem à tributação, uma vez que são, em regra, tributados por retenção na fonte. O problema identificado pelos autores do estudo prende-se sobretudo com a sua ausência das declarações e, consequentemente, com a dificuldade de medir a distribuição global dos rendimentos e avaliar com rigor o grau de progressividade do sistema fiscal.

O retrato deixado pelo “Portugal Fiscal” confirma que os rendimentos baixos e a reduzida margem de poupança tornam uma parte significativa das famílias vulnerável a choques económicos e ao aumento do custo de vida.

A comparação internacional incluída no estudo reforça a necessidade de distinguir entre a progressividade formal do IRS e os seus efeitos efetivos. Com base num indicador da OCDE que compara a taxa média de imposto aplicada a um rendimento equivalente a dois terços do salário médio com a taxa aplicada a três vezes o salário médio, Portugal regista um aumento de oito pontos percentuais na carga fiscal de um trabalhador solteiro sem filhos.

O país fica, assim, a meio do ranking da progressividade, longe dos valores mais elevados observados nalgumas economias, como sucede com os Países Baixos, em que “o aumento de rendimento considerado (de 66% para o dobro do rendimento médio) leva a um maior aumento da taxa de imposto, o que significa que o regime fiscal é mais progressivo”.

O retrato deixado pelo “Portugal Fiscal” é, por isso, duplo. Por um lado, confirma que os rendimentos baixos e a reduzida margem de poupança tornam uma parte significativa das famílias vulnerável a choques económicos e ao aumento do custo de vida.

Por outro, mostra que a avaliação da justiça distributiva do IRS não pode ignorar os rendimentos de capital que permanecem fora da declaração fiscal.

Num país onde muitas famílias dispõem de uma almofada pequena para absorver imprevistos, a discussão sobre a tributação do rendimento não se limita às taxas e aos escalões do IRS.

Passa também por compreender quem tem capacidade para poupar, quem consegue resistir a uma perda de rendimento e até que ponto os dados disponíveis permitem medir as desigualdades económicas reais.

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18h. Mais de 130 pessoas detidas nas manifestações em França

De acordo com o Governo francês, a maioria por transportar objetos que podiam ser usados como arma. E ainda, o Benfica goleou o Sporting por 4-1 no dérbi feminino.

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"Só o consenso multipartidário traz estabilidade ao mercado"

Filipa Roseta, ex-vereadora da Habitação da CML, defende que a crise só se resolve com um consenso multipartidário e a criação de um mercado de habitação verdadeiramente acessível.

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8h. Manifestantes voltam a montar tendas no Rossio

Cerca de 100 manifestantes permanecem no local, depois de uma noite marcada pelo diálogo do movimento com a PSP. Ainda, PS vai viabilizar na generalidade a proposta do Orçamento do Estado de 2027.

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CGTP. Convoca greve geral mas não "de forma precipitada"

A central sindical responde ao apelo dos promotores da acampada pela habitação, que pediram uma "greve geral ibérica" para 11 de novembro. UGT ainda não se pronunciou.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

"E estamos já a preparar outras ações cujas formas de luta assumem as mais diversas expressões", acrescenta a CGTP
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7h. Governo acredita que acampadas não têm apoio transversal

Ordem é para os ministros mostrarem obra feita e para responsabilizarem a oposição pelos problemas na habitação. Ainda, depois de vários dias de protestos, Lisboa e Porto acordam com tranquilidade.

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6h. PSP: "Direito à manifestação não justifica ocupação"

Polícia de Segurança Pública fala em "reposição da legalidade em Lisboa e Porto", destaca operação mais pacífica na Invicta. Ainda, André Ventura nega que o Chega tenha recuado na lei do arrendamento.

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França enfrenta onda de violência e governo prepara toque de recolher em cidades

O governo francês anunciou medidas para conter a onda de violência que atingiu diversas cidades do país após manifestações contra o aumento do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. Nesta segunda-feira (19), o primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu que prefeitos adotem toques de recolher em áreas consideradas críticas, enquanto o presidente Emmanuel Macron determinou uma revisão das estratégias de segurança.

Os protestos reuniram mais de 500 mil pessoas no fim de semana, segundo os dados apresentados no balanço das manifestações. Em diferentes cidades, atos inicialmente pacíficos terminaram em confrontos, incêndios, invasões de prédios públicos e saques a estabelecimentos comerciais. Um manifestante morreu, quase mil agentes de segurança ficaram feridos e cerca de 2.400 pessoas foram detidas.

A dimensão dos distúrbios levou o governo a discutir restrições à circulação noturna e à realização de manifestações. Lecornu afirmou que as medidas serão definidas em conjunto com os representantes locais. Marselha já proibiu aglomerações e manifestações entre meio-dia e 20h, enquanto Denain, próxima à fronteira com a Bélgica, estabeleceu toque de recolher noturno até domingo.

O primeiro-ministro descartou, por enquanto, decretar estado de emergência, medida defendida pelo líder dos Republicanos, Bruno Retailleau. Lecornu, no entanto, não excluiu a possibilidade de recorrer ao mecanismo caso as restrições locais não sejam suficientes para conter a violência.

França enfrenta onda de violência e governo prepara toque de recolher em cidades
França tem onda de protestos, incêndios e 272 prisões em apenas um dia | Foto: Rede social

Macron cobra revisão da segurança

Diante da escalada dos confrontos, Macron reconheceu falhas na condução da resposta policial e determinou uma revisão dos procedimentos adotados pelas forças de segurança. O presidente pediu novas estratégias operacionais para impedir a formação de barricadas, os saques e os ataques a estabelecimentos e edifícios públicos.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, admitiu que as autoridades perderam o controle da situação em algumas cidades. Segundo ele, os aproximadamente 60 mil policiais e agentes mobilizados no sábado não conseguiram conter todos os grupos envolvidos nos episódios violentos.

Macron também recusou o pedido de demissão apresentado por Nuñez e cobrou esclarecimentos sobre as falhas de prevenção e inteligência que permitiram a expansão dos distúrbios. Apesar das restrições anunciadas, o ministro afirmou que as medidas não devem afetar a partida entre Paris Saint-Germain e Barcelona, prevista para terça-feira (20), pela Liga dos Campeões.

Manifestações contra o alto custo de vida e a crise na educação se espalham pela França | Foto: Rede social

Louvre fecha as portas após bloqueio

Em Paris, o Museu do Louvre amanheceu fechado nesta segunda-feira após um bloqueio organizado por estudantes da École du Louvre. A direção da instituição confirmou a interrupção das atividades e informou que o fechamento ocorreu em razão da mobilização estudantil.

O movimento também chegou à Sciences Po, universidade localizada no centro da capital, onde estudantes realizaram concentrações e bloquearam acessos. Os atos fazem parte de uma onda de manifestações iniciada semanas antes, com reivindicações por melhores condições nas escolas.

No fim de semana, a mobilização ganhou escala nacional e foi acompanhada por episódios de violência em Paris, Marselha, Lyon e outras cidades. Prédios públicos foram invadidos, uma prefeitura foi incendiada e estabelecimentos comerciais sofreram depredações e saques. Veículos, bicicletas e patinetes também foram queimados.

O impacto econômico preocupa o setor comercial. Mais de 2 mil lojas foram atingidas em todo o país, com prejuízos estimados em centenas de milhões de euros, segundo Alain Di Crescenzo, presidente da Câmara de Comércio. Somente na capital francesa, aproximadamente 400 estabelecimentos foram depredados.

Protesto fecha Louvre, e governo anuncia toques de recolher para conter onda de violência na França | Foto: Divulgação/Rede social

Crise amplia pressão política sobre Macron

A onda de violência também intensificou a disputa política na França, a poucos meses de uma eleição presidencial que não poderá contar com Macron como candidato à reeleição. Marine Le Pen, líder do partido de ultradireita Reunião Nacional, aparece em posição de destaque nas pesquisas de intenção de voto.

Lecornu acusou setores da ultr esquerda de tentar ampliar a instabilidade no país. Le Pen, por sua vez, responsabilizou o partido de Jean-Luc Mélenchon por, segundo ela, legitimar a violência. À esquerda, críticos do governo afirmam que Macron negligenciou as reivindicações sociais que deram origem aos protestos. Já representantes da direita defendem uma reação mais rigorosa contra os responsáveis pelos ataques.

Em artigo publicado no jornal Libération, os prefeitos de Paris, Marselha e Lyon cobraram explicações do governo sobre a preparação das forças de segurança. Os três gestores, ligados à centro-esquerda, afirmaram que a dimensão dos acontecimentos surpreendeu as administrações locais e expôs falhas na proteção de áreas inteiras das cidades.

A crise coloca o governo diante de um duplo desafio: conter os atos de violência e responder às reivindicações que mobilizaram centenas de milhares de pessoas. Enquanto as autoridades avaliam novas restrições, a capacidade de restabelecer a segurança sem ampliar a tensão política permanece no centro do debate nacional.

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Governo antecipa revisão carreiras gerais da função pública

Presidente do STE fez balanço positivo da reunião com o Governo, onde foi acordada a antecipação de várias matérias previstas no acordo com o executivo. Aumentos adicionais ainda em cima da mesa.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

A próxima reunião negocial deverá ocorrer nas duas primeiras semanas de novembro, embora a representante sindical espere que o encontro permita começar a trabalhar sobre as propostas do Governo
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21h. Macron promete punição para manifestantes violentos

Emmanuel Macron fez um discurso à nação sobre as manifestações violentas que ocorreram este fim de semana por toda a França. Ainda, em Lisboa, manifestantes decidiram que vão pernoitar no Rossio.

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7h. Manifestações. Centenas pernoitaram nas ruas

Os manifestantes recusaram-se a abandonar e pernoitaram em tendas na Estação do Rossio, Lisboa, e na Praça Dom João I, Porto. Ainda, milhares de pessoas protestaram também em toda a Europa.

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5h Milhares em protesto em França, Itália, Bélgica e Albânia

Onda de manifestações na Europa contra aumento do custo de vida. Em França, houve confrontos, incêndios e pilhagens. Ainda, centenas continuam nas ruas em Lisboa e no Porto em protesto pela habitação.

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3h. "Acampada" no Rossio. PSP não tenciona intervir

No local permanecem centenas de manifestantes, com tendas instaladas em pleno centro da capital. Ainda, Milhares em protesto em França, Itália, Bélgica e Albânia contra o aumento do custo de vida.

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15h. Lisboa. Manifestação contra o custo de vida já arrancou

As manifestações no Porto e em Coimbra terminaram, com nova concentração marcada para 24 de novembro, dia da votação do OE. Ainda, no desporto, Iúri Leitão é campeão do mundo de omnium.

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