❌

Reading view

Fonteles nega que tenha tratado sobre cargos “com Lula ou qualquer pessoa”

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou nesta quinta-feira (29) ter discutido a possibilidade de ocupar um cargo no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação no X, o petista afirmou que também não conversou sobre a política econômica do futuro governo.

“Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica”, escreveu.

Fonteles também disse que não saber de uma eventual viagem de Lula ao Piauí. “Informo também que não tenho conhecimento sobre nenhuma visita do Presidente ao nosso Estado”, acrescentou.

Na mesma mensagem, o governador comemorou sua participação na campanha presidencial e o desempenho dos aliados no estado. Fonteles passou a integrar o núcleo mais próximo das decisões do presidente reeleito no segundo turno, após garantir o cargo novamente no governo piauiense.

“Fico muito feliz em ter dado uma modesta contribuição para essa virada espetacular no segundo turno das eleições presidenciais, garantindo a nossa democracia, a nossa soberania e os direitos sociais do nosso povo”, afirmou.

Cotado para a Fazenda

Como mostrou a CNN Brasil, Fonteles é um dos nomes considerados para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato de Lula. Segundo aliados, o governador sinalizou disposição para integrar a Esplanada caso fosse convidado pelo presidente. Sua atuação na comunicação da campanha durante o segundo turno ampliou a proximidade com o petista e fortaleceu seu nome nas discussões sobre a futura equipe.

Antes de chegar ao governo estadual, Fonteles comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí e presidiu a Comsefaz, comitê que reúne os secretários estaduais da área. Ele é formado em matemática e mestre em economia matemática. Na terça-feira (27), o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o governador como um “excelente nome”.

 

  •  

CMN amplia em R$ 2 bi limite de crédito a estados e municípios

Logo Agência Brasil

Os estados, os municípios e o Distrito Federal terão R$ 2 bilhões adicionais para pegarem emprestados no sistema financeiro até o fim do ano. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou, de R$ 28,625 bilhões para R$ 30,625 bilhões, o limite global de operações de crédito para os governos locais.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a medida busca ampliar a capacidade de estados e municípios de obter empréstimos para financiar projetos e outras despesas autorizadas, tanto com garantia da União quanto sem essa garantia.

Notícias relacionadas:

Segundo o governo, a ampliação foi possível após um levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional identificar recursos fiscais nos estados previstos para 2026 que não devem ser usados até o fim do ano.

Como funciona a medida

Os limites definidos pelo CMN estabelecem quanto os governos estaduais e municipais podem contratar em operações de crédito dentro das regras fiscais aplicáveis.

Na prática, a ampliação permite que esses entes tenham mais espaço para buscar financiamentos, desde que cumpram as exigências legais e fiscais para contratar os empréstimos.

Existem duas modalidades principais:

  • Crédito com garantia da União: o governo federal oferece uma garantia ao credor caso o estado ou município não cumpra as obrigações do empréstimo. Essa garantia pode facilitar o acesso ao financiamento, mas depende do atendimento aos critérios exigidos;
  • Crédito sem garantia da União: o próprio estado ou município assume a obrigação perante o credor, sem garantia federal para a operação.

A resolução amplia os limites disponíveis para as duas modalidades.

Novos limites de crédito

A distribuição dos R$ 2 bilhões adicionais ficou definida da seguinte forma:

  • Operações com garantia da União: aumento de R$ 1,5 bilhão, de R$ 8,5 bilhões para R$ 10 bilhões.
  • Operações sem garantia da União: aumento de R$ 500 milhões, de R$ 6,5 bilhões para R$ 7 bilhões.

Com isso, os sublimites destinados a essas operações passam a somar R$ 17 bilhões.

Os demais limites definidos pelo CMN permanecem inalterados.

De onde vêm os recursos

A ampliação foi baseada em um levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional junto aos entes que participam de programas de acompanhamento e ajuste fiscal.

O estudo identificou cerca de R$ 7,87 bilhões em espaço fiscal sem perspectiva de utilização até o fim de 2026. Esse espaço corresponde à margem disponível dentro dos limites fiscais e de crédito já estabelecidos.

Desse total, R$ 5 bilhões haviam sido destinados anteriormente por meio de duas resoluções do CMN, uma de agosto, que liberou R$ 3 bilhões, e uma de setembro, que liberou R$ 2 bilhões.

Restava um saldo estimado de R$ 2,87 bilhões em espaço fiscal. A nova resolução destina mais R$ 2 bilhões desse montante à ampliação dos limites de crédito para estados, Distrito Federal e municípios.

Segundo o governo, a mudança ocorre porque os limites disponíveis para as operações de crédito de governos locais estavam praticamente esgotados.

Outros limites mantidos

A resolução não altera os valores reservados a outras modalidades de crédito e órgãos públicos. Permanecem os seguintes limites:

  • Novo PAC com garantia da União: R$ 2,8 bilhões;
  • Novo PAC sem garantia da União: R$ 2,2 bilhões.
  • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos: R$ 8 bilhões;
  • Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.

O Novo PAC é o Programa de Aceleração do Crescimento, iniciativa federal que reúne investimentos em infraestrutura e outras áreas.

O que muda na prática

Com o aumento do limite, estados e municípios passam a contar com maior margem para contratar financiamentos ainda em 2026. Isso pode facilitar a obtenção de recursos para investimentos e projetos públicos, conforme as regras aplicáveis a cada operação.

A medida, porém, não significa que os R$ 2 bilhões serão transferidos diretamente aos governos regionais. O valor corresponde ao aumento do limite autorizado para operações de crédito. Cada ente ainda precisa contratar o financiamento e atender às exigências legais, fiscais e financeiras.

A resolução entra em vigor na data da sua publicação.

Quem compõe o CMN

O Conselho Monetário Nacional é o órgão responsável por estabelecer diretrizes para as políticas monetária, creditícia e cambial do país.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

  •  

IFI pede urgência em anúncio de plano fiscal para ancorar expectativas

Passado o período eleitoral, a IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado defende que a equipe do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa anunciar “o mais rápido possível” um plano de ajuste fiscal para ancorar as expectativas do mercado.

Na última segunda-feira (26), a bolsa brasileira registrou a maior perda em um dia desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19. Diante o movimento, a B3 precisou acionar o circuit breaker.

Leia Mais:

“Nos primeiros dias, após o anúncio do resultado do segundo turno das eleições, houve forte volatilidade nos mercados de capital, cambial e dos juros futuros. O anúncio, o mais rápido possível, de um plano de voo consistente e crível para os próximos quatro anos e de quem estará à frente do Ministério da Fazenda poderá acalmar os agentes econômicos e investidores”, diz o relatório da IFI.

Para 2026, a IFI projeta um déficit primário equivalente a 0,5% do PIB. Para este ano, o governo federal persegue uma meta de superávit primário de 0,25% do PIB.

Já para 2027, a IFI estima um déficit primário efetivo potencial de 1% do PIB. A projeção diverge das estimativas do próprio governo federal, que apontam um superávit efetivo de R$ 18,6 bilhões.

“Sem falar no Pé-de-Meia para o ensino superior e a isenção de tarifa de transporte coletivo nos fins de semana. Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. do PIB”, afirma.

A IFI defende que o ajuste fiscal produza superávits primários necessários para estancar o crescimento da dívida, de modo a criar um ambiente adequado para a queda das taxas de juros e desengessar o orçamento.

A instituição também defende rever o perfil dos gastos, aumentar a eficiência das despesas e ampliar substancialmente os investimentos estratégicos estruturantes, sobretudo na infraestrutura e na inovação tecnológica.

“Ficou bastante claro que a política fiscal é hoje o tema central para desatar os nós e romper os gargalos que aprisionam a economia brasileira no círculo vicioso composto por desequilíbrio fiscal, pressões inflacionárias, juros altos e baixo crescimento”, destaca o documento.

  •  

IFI defende anúncio de plano fiscal o quanto antes para ancorar expectativa

Passado o período eleitoral, a IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado defende que a equipe do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa anunciar “o mais rápido possível” um plano de ajuste fiscal para ancorar as expectativas do mercado.

Na última segunda-feira (26), a bolsa brasileira registrou a maior perda em um dia desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19. Diante o movimento, a B3 precisou acionar o circuit breaker.

Leia Mais:

“Nos primeiros dias, após o anúncio do resultado do segundo turno das eleições, houve forte volatilidade nos mercados de capital, cambial e dos juros futuros. O anúncio, o mais rápido possível, de um plano de voo consistente e crível para os próximos quatro anos e de quem estará à frente do Ministério da Fazenda poderá acalmar os agentes econômicos e investidores”, diz o relatório da IFI.

Para 2026, a IFI projeta um déficit primário equivalente a 0,5% do PIB. Para este ano, o governo federal persegue uma meta de superávit primário de 0,25% do PIB.

Já para 2027, a IFI estima um déficit primário efetivo potencial de 1% do PIB. A projeção diverge das estimativas do próprio governo federal, que apontam um superávit efetivo de R$ 18,6 bilhões.

“Sem falar no Pé-de-Meia para o ensino superior e a isenção de tarifa de transporte coletivo nos fins de semana. Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. do PIB”, afirma.

A IFI defende que o ajuste fiscal produza superávits primários necessários para estancar o crescimento da dívida, de modo a criar um ambiente adequado para a queda das taxas de juros e desengessar o orçamento.

A instituição também defende rever o perfil dos gastos, aumentar a eficiência das despesas e ampliar substancialmente os investimentos estratégicos estruturantes, sobretudo na infraestrutura e na inovação tecnológica.

“Ficou bastante claro que a política fiscal é hoje o tema central para desatar os nós e romper os gargalos que aprisionam a economia brasileira no círculo vicioso composto por desequilíbrio fiscal, pressões inflacionárias, juros altos e baixo crescimento”, destaca o documento.

  •  

Contas do governo registram superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

O governo central registrou um superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro. Com isso, o resultado do mês ficou acima da mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontava para um déficit de R$ 7,5 bilhões.

Em setembro de 2025, as contas do governo central haviam registrado um déficit de R$ 14,4 bilhões em valores correntes, isto é, sem correção pela inflação. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29).

Leia Mais:

O desempenho do mês é resultado de um aumento real de 13,6% na receita líquida e de 2,4% nas despesas totais em comparação com setembro de 2025.

O resultado de setembro é o melhor para o mês desde 2023, quando as contas do governo foram superavitárias em R$ 13,4 bilhões (em valores corrigidos pela inflação).

No mês passado, o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 31 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 26,2 bilhões.

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o governo central apresentou déficit primário de R$ 90,2 bilhões. No mesmo período de 2025, o déficit era de R$ 100,3 bilhões, em valores correntes, ou seja, sem correção pela inflação.

  •  

Análise: Fonteles terá que ganhar a confiança do mercado caso seja ministro

O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou considerar positiva uma eventual nomeação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT),  para o comando do Ministério da Fazenda.

A possível escolha de Fonteles tem como justificativa a própria trajetória do político, mas analistas apontam que ele ainda precisará conquistar a confiança do mercado financeiro.

Segundo editora e analista de Economia da CNN Lucinda Pinto, no CNN 360°, o nome de Fonteles é bem visto. “Ele é considerado uma pessoa realmente preparada, um bom técnico, fez um bom mandato como secretário da Fazenda”, afirmou.

No entanto, ela ressaltou que “ele não carrega em si aquela posição de fiador de uma política fiscal mais conservadora, mais reformista”.

Reação do mercado

Lucinda Pinto explicou que o comportamento do mercado ilustra bem a ausência de um “choque de confiança” com a indicação de Fonteles. Segundo ela, havia uma reação favorável dos ativos antes do resultado eleitoral, baseada na expectativa de mudança na política econômica.

“O mercado entendia que tinha muito mais chance de Flávio Bolsonaro vencer e que com essa mudança de governo haveria a indicação de um nome muito forte, muito responsável do ponto de vista fiscal”, explicou a analista.

Quando essas expectativas foram alteradas, o mercado sofreu uma queda expressiva na segunda-feira (26). “Depois a gente conheceu o nome do Fonteles, os mercados se acalmaram, mas não se recuperaram”, acrescentou.

Comparação com Galípolo

A analista fez uma comparação entre a situação de Fonteles e a de Gabriel Galípolo, que também assumiu sob desconfianças do mercado. “O mercado não tinha no nome do Galípolo exatamente essa confiança, ele não era alguém visto como alguém que teria toda a autonomia para fazer a política monetária”, lembrou Lucinda Pinto.

Com o tempo, porém, Galípolo conquistou credibilidade. “Foi uma credibilidade a duras penas. Ele precisou, inclusive, ser mais firme na política monetária para conseguir mostrar para o mercado que ele estava fazendo uma gestão técnica”, disse. Para a analista, Fonteles pode percorrer caminho semelhante, ainda que não seja um trajeto fácil.

Risco político da indicação

O analista de Política da CNN Pedro Venceslau apontou que a eventual indicação de Fonteles representa uma aposta de risco. Isso porque, caso seja demitido do cargo, ele não retornaria ao governo do Piauí, já que teria aberto mão de um segundo mandato como governador eleito com 70,9% dos votos. “Já seria um desgaste ele ter que deixar o cargo para ser ministro”, avaliou Venceslau.

Ainda assim, petistas consideram que Fonteles tem um perfil interessante para a pasta. “É dentro do PT alguém que é considerado alguém que conhece bastante de economia”, afirmou Venceslau, destacando que Fonteles é formado em matemática, foi secretário da Fazenda do Estado e promoveu um ajuste fiscal durante essa gestão.

Antes disso, ele também mantinha um programa de orientação financeira na televisão e atuava como empresário. Venceslau descreveu Fonteles como uma liderança “pragmática e ecumênica”, lembrando que, como governador, ele concedeu rodovias e a Companhia de Águas e Esgotos do Estado — medidas consideradas polêmicas por parte do PT.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Galípolo nega que esteja sendo cotado para assumir Fazenda

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, afastou os rumores de que pode deixar o comando da autoridade monetária para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu em coletiva nesta terça-feira (27) para comentar o Relatório de Estabilidade Financeira.

“Não existe eu estar sendo cotado. Nada disso relativo à Fazenda. Para quem é economista, não existe emprego mais legal do que o que eu estou. Adoro meu emprego. Meu mandato vai até o final de 2028. Estou muito contente e feliz aqui”, declarou Galípolo.

Leia Mais:

O mandato de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central tem duração prevista de 4 anos, de 1º de janeiro de 2025  a 31 de dezembro de 2028.

Governador cotado

Como mostrou a CNN Brasil, o nome do governador do Piauí, Rafael Fonteles, despontou como um dos favoritos para ocupar o Ministério da Fazenda. Ele foi reeleito governador do Piauí no 1° turno.

A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

  •  

Durigan diz esperar racionalidade do mercado após choque eleitoral

O desarranjo no mercado após as eleições de 2026 foi visto como “natural” pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, à medida que os investidores apostavam na vitória da oposição. Apesar disso, Durigan diz esperar por “racionalidade” a partir desta terça-feira (27) após choque eleitoral. 

“Sem grandes oscilações, essa é a minha expectativa. Até porque se você compara o dólar no mundo hoje, o Brasil está um pouco na contramão, o dólar está se valorizando no resto do mundo, o que mostra já uma reação doméstica e uma acomodação de expectativa por aqui”, afirmou o ministro.

Na última segunda-feira (26), após da confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o principal indicador do mercado de ações, o Ibovespa, despencou mais de 13%. O dólar, por sua vez, seguiu o movimento contrário e alcançou a maior alta diária dos últimos 23 anos. 

Nesta manhã, porém, a queda arrefeceu e o Ibovespa ensaiava uma recuperação do tombo visto na véspera, enquanto a moeda americana cedia mais de 1%.

Segundo Durigan, o governo federal dialogou com o mercado financeiro depois das eleições para se estabelecer “parâmetros de racionalidade”. “Ontem a gente teve uma troca de posição, o mercado estava apostando em um determinado candidato”, explicou. 

Ainda com a queda histórica, o Ibovespa acumula alta anual superior a 9%.

Durigan ainda confirmou a possibilidade de uma nova recompra de títulos do Tesouro. “Eu falei com o secretário hoje de manhã e disse para ele que, na medida em que tiverem colocadas as condições e as necessidades de fazer intervenção, eu teria autorizado. Então, deve ter sim”, finalizou. 

Especialistas: Brasil pode liderar transição para mercado de baixo carbono

  •  

Durigan diz que não há definição sobre Fazenda e elogia nome de Fonteles

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, considera positiva uma eventual indicação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para o comando da pasta econômica.

Como mostrou a CNN Brasil, o nome do governador despontou como um dos favoritos para ocupar o Ministério da Fazenda. Rafael Fonteles foi reeleito governador do Piauí no 1° turno.

Segundo Durigan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai definir a nova composição da Esplanada dos Ministérios nas próximas semanas. O ministro da Fazenda se reuniu com o petista na última segunda-feira (26).

“Não tratamos de equipe. Isso é um assunto que o presidente vai se debruçar nas próximas semanas para definir. Acho o nome do Rafael um excelente nome”, declarou Durigan a jornalistas nesta terça-feira (27).

A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

A nomeação de Fonteles ao Ministério da Fazenda exigiria deixar o governo estadual. O chefe do Executivo é formado em matemática e mestre em economia matemática.

  •  

Fazenda deve ter alguém favorável à mudança, diz Meirelles à CNN

Ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles defende que o próximo nome que ficar à frente da pasta deve ser o de alguém favorável à mudança na maneira como o governo gere as contas públicas.

“Seria alguém que fosse visto pelo mercado – e se for anunciado nessa direção – no sentido de assumir compromisso em relação à política fiscal claro“, disse Meirelles em entrevista ao CNN Money nesta segunda-feira (26).

Clareza passa, segundo o ex-ministro, por apresentar propostas diretas para o controle dos gastos, sem meandros e ambiguidades.

“Fato é que estamos com a dívida pública elevada e, se seguirmos nesse ritmo de gastos fiscais, vai ficar insustentável”, ressaltou ao CNN Money.

Questionado se o indicado à Fazenda teria de vir do mercado financeiro, Meirelles indicou que este não necessariamente seria um critério de escolha.

Além de sinalizar claramente seu compromisso fiscal, a pessoa escolhida teria de passar credibilidade sobre suas afirmações. Fator este que passa por dois elementos: ter um passado que confirme essa postura e representatividade junto do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conseguir bancar suas propostas.

Por outro lado, o ex-BC também não enxerga hoje ninguém no governo federal que tenha capacidade de transmitir uma postura fiscalista crível ao mercado.

“Certamente não há ninguém no governo que eu saiba. Pode estar lá dentro, mas ninguém publicamente que esteja fazendo uma declaração clara de que é necessário controle fiscal”, ponderou ministro.

Meirelles observou que uma postura mais contida seria compreensível por algum técnico de visão mais ortodoxa que estivesse compondo um governo que, até o momento, mantém em andamento uma política contrária.

“Alguém favorável à mudança relevante, essa pessoa dentro do governo teria ficado em uma situação complicada”, pontuou.

Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco

 

  •  

Lula terá que estancar sangria com o mercado financeiro, diz especialista

O grande desafio do governo Lula será estancar a sangria com o mercado financeiro. A avaliação é do cientista político e sócio da Arko Advice, Lucas de Aragão, em entrevista ao Hora H desta segunda-feira (26).

Para ele, a recuperação da credibilidade econômica exigirá uma série de medidas que vão além da simples escolha de um nome para o Ministério da Fazenda.

“Acho que está entre o Geraldo Alckmin e o Rafael Fonteles, talvez com uma leve vantagem em direção ao Alckmin. Também não pode se descartar um nome do próprio mercado, apesar de achar que esse cenário é menos provável”, afirmou.

Credibilidade a ser reconstruída em etapas

Aragão destacou que a reconstrução da credibilidade com o mercado precisa ocorrer em etapas. Para ele, a escolha de um novo nome para a Fazenda seria apenas o primeiro passo. “Não tem bala de prata nessa reconstrução de credibilidade”, disse.

O especialista lembrou que tanto Fernando Haddad quanto Dario Durigan foram vistos como ministros que tiveram suas visões atropeladas pela política, especialmente pelo próprio Lula e pela Casa Civil, e que houve tensões constantes entre a Fazenda e a Casa Civil ao longo do governo.

Para que a recuperação seja efetiva, seria necessário, além de um nome de credibilidade, uma mudança de postura do próprio Lula e um conjunto de propostas econômicas consistentes.

“Não vai adiantar um ministro da Fazenda que, individualmente, tenha boa vontade do mercado se ele não conseguir impor algumas agendas que são amargas e não conversam com as propostas de campanha”, alertou Aragão.

O papel do Centrão na governabilidade

Aragão também chamou a atenção para a necessidade de o governo construir pontes com o Centrão para garantir governabilidade mínima.

Segundo ele, ignorar esse bloco político seria uma estratégia “um pouco suicida” do ponto de vista das possibilidades legislativas. “O Centrão vai ser o fiador de qualquer mínima governabilidade desse governo”, afirmou.

O especialista citou a gestão de Jair Bolsonaro (PL) e a derrota de Lula na indicação de Jorge Messias ao STF para lembrar que governos que tentaram ignorar o Centrão enfrentaram consequências como falta de governabilidade e derrotas legislativas.

Para Aragão, tanto na Câmara quanto no Senado será necessário um nome que dialogue com esse bloco. “Alguns nomes fora do PT podem ajudar nesse diálogo”, acrescentou.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  
❌