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EE.UU. e Israel intensifican su despliegue militar en Oriente Medio

La reunión informativa tuvo lugar el jueves en la Casa Blanca y contó con la participación del comandante del Comando Central de EE. UU. (CENTCOM), general Brad Cooper; el secretario de Defensa, Pete Hegseth; el jefe del Estado Mayor Conjunto, general Dan Caine; y el almirante Brad Cooper.
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Netanyahu contra las urnas

Benjamín Netanyahu se ha lanzado a deslegitimar el proceso electoral israelí, es decir, la democracia que él mismo lidera, con una acusación de injerencia que no solo refleja su ya conocida tendencia a cuestionar las instituciones cuando estas no le benefician, sino su desprecio hacia el 20% de la población israelí que es de origen árabe y que en esta ocasión ha votado en masa. Lo hace después de perder la mayoría parlamentaria en las elecciones celebradas el martes y ante un escenario en el que los partidos árabes israelíes, con un resultado histórico, se han convertido en el potencial árbitro político del país.

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© Erik Marmor (Getty Images)

Un soldado israelí recibe el sobre para emitir su votación en un colegio electoral, en Kiryat Arba, Cisjordania, este martes.
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El perfume de Aitana que cuesta 510 euros: cómo es Amouage, el perfume que confirma el boom de los olores ultraexclusivos

Aunque Aitana Ocaña ya cuenta con sus propios perfumes en el mercado y es el rostro internacional de Libre, de Yves Saint Laurent Beauty, al subir un vídeo a su canal de YouTube, las miradas más atentas han descubierto que la fragancia por la que ella apuesta es otra. Se trata de Guidance 46, de Amouage, una casa de alta perfumería reconocida por crear algunos de los perfumes más exquisitos. “Fundada en el Sultanato de Omán en 1983 por la familia Albusaidi con el propósito de ser ‘el regalo de los reyes’, la firma ha redefinido el arte árabe de la perfumería y ha ganado renombre a nivel mundial por aportar una modernidad innovadora y una auténtica maestría artística a todas sus creaciones”, explican en la web del perfume, que está disponible a la venta en Isolée por 510 euros.

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© Europa Press News (Europa Press via Getty Images)

La cantante Aitana durante una actuación en Barcelona.
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Petróleo fecha em baixa com avanço das negociações entre EUA e Irã

O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira (29) impactado pelos relatos de novas tentativas entre Estados Unidos e Irã de buscarem um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 0,84% (US$ 0,78), a US$ 110,80 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 0,76% (US$ 0,78), a US$ 102,00 o barril, na Nymex.

A queda do petróleo acompanhou declarações do vice-presidente dos EUA, JD Vance, sobre negociações com o Irã, comentários reforçados por Donald Trump nesta quinta-feira.

Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou no X que qualquer avanço só será possível após a aceitação de sete condições impostas por Teerã.

Segundo o site Semafor, a Casa Branca mantém tratativas em curso para um acordo temporário de paz, embora ainda enfrente obstáculos para viabilizar a iniciativa. Entre as barreiras citadas está a possibilidade de retomada de ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA.

No campo político-militar, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, demitiu o principal responsável pelo planejamento militar do Pentágono, em mais um movimento de uma série recente de desligamentos de generais.

Ainda assim, investidores seguem no radar com o risco de novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e de ofensivas dos houthis contra a Arábia Saudita.

O Irã afirmou que três petroleiros explodiram e pegaram fogo nas últimas 24 horas após atingirem minas navais ao tentar transitar por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz.

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, afirma que os riscos de transporte em torno de Ormuz e do Mar Vermelho permanecem elevados, mesmo que os fluxos do Golfo tenham se recuperado para níveis pré-guerra em alguns pontos.

Para Dennis Kissler do BOK Financial, “a maioria dos traders ainda sente que a escalada da guerra provavelmente está por vir”.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

*Com informações da Dow Jones Newswires.

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Maioria de 61 cadeiras gera governo fraco em Israel, diz especialista

A formação de um governo com apenas 61 cadeiras no Knesset, o Parlamento de Israel, é viável, mas resulta em uma administração extremamente frágil e suscetível a colapsos. A avaliação é de Samuel Feldberg, diretor acadêmico da StandWithUs Brasil, em entrevista à CNN.

Segundo Feldberg, a margem mínima de 61 cadeiras torna o governo vulnerável a qualquer dissidência interna. “Qualquer um que acorda com dor de barriga e decide não apoiar o governo, o governo cai”, afirmou.

Ele citou como exemplo o governo anterior, derrubado por uma discussão sobre a permissão de determinados alimentos nos hospitais durante a Páscoa Judaica. “Não foi nenhuma questão nuclear do Irã ou relação com os Estados Unidos ou entrega da Cisjordânia para os palestinos — uma questão alimentar, trivial, diária derrubou o governo”, destacou.

Fragilidade estrutural do sistema parlamentar israelense

Para Feldberg, um governo verdadeiramente estável em Israel precisaria de ao menos 65 ou 66 cadeiras. Ele também ressaltou que o presidente israelense não dispõe de instrumentos de coerção para influenciar o processo de formação de coalizão.

“O presidente tem que decidir para quem ele dá o mandato para formar a coalizão, mas ele não consegue trazer as partes para uma negociação e obrigá-los a formar um governo de coalizão”, explicou.

O especialista também mencionou a possibilidade de manobras legislativas após a posse dos novos membros do parlamento.

Segundo ele, a oposição, que inclui partidos árabes, poderia assumir o controle da presidência do parlamento — responsável por definir as pautas — e eventualmente legislar para impedir que candidatos sob investigação ou julgamento participem de processos eleitorais. “Isso eliminaria Netanyahu do processo eleitoral se houvesse novas eleições”, afirmou Feldberg.

O papel de Lieberman no cenário político israelense

Feldberg também traçou um perfil do ex-ministro da Defesa de Israel e líder do partido Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman, descrito como uma “raposa política” com longa trajetória no parlamento e no governo israelense.

De acordo com o especialista, Lieberman surgiu como representante dos imigrantes que chegaram da União Soviética após seu desmembramento, no início da década de 1990, consolidando-se posteriormente como uma figura da direita israelense — sem, contudo, ser associado à extrema direita.

“Ele não tem nada a ver com Ben-Gvir ou com Smotrich, mas tem posições muito firmes na direita israelense”, disse.

A plataforma eleitoral de Lieberman, segundo Feldberg, sempre foi historicamente radical contra a população árabe em Israel. Sua proposta mais controversa prevê a troca de territórios com os palestinos, mantendo os assentamentos na Cisjordânia, mas entregando a um eventual Estado palestino áreas israelenses habitadas predominantemente por árabes.

“Diminui a população árabe em Israel, entregando território onde vive predominantemente a população árabe”, explicou. A proposta nunca foi aprovada nem cogitada seriamente. Vale lembrar que a população árabe israelense representa cerca de 20% do total — o equivalente, em termos proporcionais, a mais de 40 milhões de eleitores no Brasil.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Governo Trump promove demissões em massa no alto comando militar

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afastou o principal oficial de planejamento do Pentágono, em um momento em que o presidente Donald Trump avalia novos ataques contra o Irã, informou à CNN uma fonte a par da situação.

O tenente-general Brett Sylvia, que ocupava o cargo de diretor de estratégia, planos e políticas — conhecido como J5 — no Estado-Maior Conjunto, está deixando a função de forma abrupta, confirmou um porta-voz do general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto.

Nenhum motivo foi apresentado para o afastamento de Sylvia, e não está claro quem assumirá suas responsabilidades.

A CNN entrou em contato com o gabinete de Hegseth em busca de um posicionamento.

Essa saída é a mais recente em uma longa série de afastamentos de oficiais de alto escalão do Pentágono durante a administração Trump e desde que Hegseth assumiu o cargo, período marcado por cortes significativos no alto comando militar.

Segundo o Estado-Maior Conjunto (Joint Chiefs), a função J5 é um papel estratégico voltado para a elaboração de planos de engajamento internacional dos EUA.

“O J5 do Estado-Maior Conjunto propõe estratégias, planos e recomendações de políticas ao Presidente do Estado-Maior Conjunto, a fim de subsidiar o fornecimento de aconselhamento militar — abrangendo todo o espectro de questões de segurança nacional — ao Presidente e a outros líderes nacionais”, afirmou o site do Estado-Maior Conjunto.

“O objetivo é garantir que tais recomendações sejam fundamentadas em um contexto estratégico mais amplo — em coordenação com agências governamentais e parceiros de alianças —, levem em conta a perspectiva e as necessidades dos comandantes de forças combatentes, e avaliem os riscos associados à execução da Estratégia Militar Nacional”, completou no site.

Sylvia, que anteriormente comandou a 101ª Divisão Aerotransportada do Exército, foi indicada para o cargo pelo ex-secretário de Defesa Lloyd Austin, perto do fim da administração Biden.

Na noite de quarta-feira (28), a biografia de Sylvia havia sido removida do site do Estado-Maior Conjunto (Joint Chiefs).

“O presidente [do Estado-Maior Conjunto], o Estado-Maior Conjunto e a Força Conjunta expressam sua profunda gratidão ao tenente-general Brett Sylvia e à sua família pelos 32 anos de serviços distintos prestados à nossa nação. Desejamos a ele e à sua família o melhor, à medida que avançam rumo a novas oportunidades e aos próximos capítulos de suas vidas”, afirmou um porta-voz do Estado-Maior Conjunto.

A saída de Sylvia ocorre em um momento crucial para o Pentágono.

Conforme noticiado pela CNN, duas autoridades americanas informaram à emissora, no início desta semana, que as forças dos EUA no Oriente Médio estão preparadas para lançar novas operações militares — potencialmente de grande escala — contra o Irã, “dentro de 96 horas após o recebimento” de uma ordem de Trump.

“Será um grande esforço”, disse uma das autoridades à CNN.

Essa avaliação é compartilhada por outros funcionários e ex-funcionários do governo americano, a par das discussões internas sobre planejamento militar — alguns dos quais afirmam que não se trata de saber “se” Trump emitirá uma ordem de ataque, mas “quando” ele o fará.

Eles acreditam que a ordem pode ser dada a qualquer momento antes do fim do ano, embora, muito provavelmente, ocorra após as eleições de meio de mandato nos EUA.

Autoridades afirmam que Trump ainda não decidiu o que fará após as midterms, mas que ele parece inclinado a ordenar uma ação de grande escala.

Contudo, essas mesmas autoridades ressaltam que, no passado, Trump já demonstrou inclinação para determinadas medidas, mas acabou recuando no último instante.

O presidente declarou anteriormente que nenhum ataque ocorreria antes das eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3).

Sylvia junta-se a uma lista de altos funcionários e oficiais do Pentágono dispensados ​​durante o mandato de Hegseth como secretário de Defesa.

Entre eles, destaca-se o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, que foi forçado a se aposentar em abril, um dia depois de Trump sinalizar que planejava intensificar a guerra contra o Irã.

Ele também demitiu mais de duas dúzias de oficiais de alto escalão, afastou um secretário da Marinha com quem entrou em conflito e, segundo relatos, interveio em promoções nos diversos ramos das Forças Armadas, moldando diretamente a liderança.

O antecessor de Sylvia, o tenente-general Joe McGee, também deixou o cargo em outubro de 2025 sob pressão de Hegseth — informaram fontes à CNN na ocasião, acrescentando que McGee frequentemente “resistiu” às posições do secretário de Defesa e de Caine em questões que variavam de Rússia e Ucrânia a operações militares no Caribe.

Como é a “mãe de todas as bombas”, arma que EUA querem usar no Irã

 

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Eleição em Israel: Como acontecem as negociações para formação de governo?

As eleições em Israel terminaram sem um vencedor claro. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o de seu principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar uma maioria.

Mas a política israelense gira em torno da formação de coalizões, e não de qual partido é o maior. Com isso, o caminho de Netanyahu para permanecer no poder está indefinido, mas a oposição também enfrenta dificuldades para chegar ao governo.

Os partidos contrários ao premiê estão fragmentados e divididos entre direita, esquerda e centro, além de separados entre partidos judeus e árabes.

O Yashar, de Eisenkot, é a maior legenda da oposição. Mas o caminho para que ele chegue ao poder passaria pela cooperação com os partidos árabes — algo que nem todos os líderes partidários da oposição estão dispostos a aceitar.

A contagem final dos votos é esperada até 30 de outubro, e os resultados oficiais da eleição são formalmente publicados uma semana após o pleito, no dia 4 de novembro.

Com isso, os partidos terão de negociar entre si e tentar chegar a uma coalizão que tenha maioria no Congresso.

Como acontecem as negociações pós-eleição em Israel?

Depois que os resultados forem certificados, o processo eleitoral passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.

Em uma série de reuniões em Jerusalém, Herzog iniciará uma rodada de consultas durante a qual cada partido eleito recomendará seu candidato ao cargo de primeiro-ministro.

Com base nessas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos com a tarefa de tentar formar um governo.

Esse candidato não precisa necessariamente ser o líder do maior partido, mas aquele que, a critério do presidente, tiver mais chances de reunir uma coalização com a maioria de 61 cadeiras.

Assim, vencer a eleição de Israel não depende apenas dos votos e das cadeiras conquistadas, mas também da capacidade de construir — e manter — uma coalizão viável.

Depois de receber a incumbência, o candidato iniciará semanas de negociações políticas sobre cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governo.

Essa pessoa designada pelo presidente terá um prazo de 28 dias — provavelmente prorrogável por mais 14 dias — para formar um governo.

Se não conseguir, o presidente israelense passará a incumbência a outro candidato, que terá mais quatro semanas.

Se essa segunda tentativa também fracassar, o Parlamento terá um curto prazo para apresentar outro candidato. Caso isso não aconteça, o país irá automaticamente a novas eleições.

Como nenhum dos lados tem uma maioria clara, um impasse parece um resultado plausível.

Herzog poderá tentar convencer Netanyahu e Eisenkot a formarem um governo de união nacional entre os dois maiores partidos, mas não está claro se esse arranjo seria sequer possível.

O premiê tem um longo histórico de romper acordos com políticos com quem firmou entendimentos semelhantes, e o líder opositor descartou integrar um governo liderado pelo atual primeiro-ministro.

Quem é Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu nas eleições de Israel?

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Netanyahu trata de desacreditar el resultado electoral

Noam Sohlberg, el juez del Tribunal Supremo que preside el Comité Central Electoral, ha pedido este jueves a los servicios secretos en Israel y los territorios palestinos ocupados, Shin Bet, investigar “graves sospechas” de injerencia extranjera en las elecciones legislativas celebradas el martes. No menciona países concretos, pero la sospecha —sobre la que no se han difundido pruebas— es de financiación catarí en apoyo de un partido árabe, Ra’am. El anuncio ha dado gasolina a Benjamín Netanyahu que, con el escrutinio completado, pierde la mayoría de Gobierno. La ha utilizado para sembrar dudas sobre el resultado y deslegitimar un posible pacto entre las formaciones judías y árabes de oposición que lo desbancaría del poder. Tras escuchar de primera mano la información en que se basa, los líderes de la oposición sospechan de una nueva estratagema del primer ministro. Apenas han pasado 48 horas desde la jornada electoral y ya se habla de una nueva convocatoria.

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© Chris McGrath (Getty Images)

Un hombre vota en en las elecciones israelíes en Bnei Brak, cerca de Tel Aviv, este martes.
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Irã mantém contato com mediadores sobre plano de 7 dias, diz ministro

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta quarta-feira (28) que Teerã mantém contato próximo com intermediários para discutir propostas que garantam a implementação de um plano iraniano destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio.

Araqchi disse que o Irã continua dando uma chance ao caminho diplomático e levantou a possibilidade de que o plano de sete dias apresentado por Teerã seja concluído em menos de uma semana, caso seja implementado.

Anteriormente, o chanceler afirmou que, segundo a proposta, o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de energia, poderia ser reaberto caso determinadas condições fossem atendidas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta, o que levou a novos esforços de mediação do Catar.

Como é a “mãe de todas as bombas”, arma que EUA querem usar no Irã

 

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Unilever alerta para aumentos de preços com efeitos da guerra no Irã

A Unilever prevê que os aumentos de preços se intensifiquem no quarto trimestre e no próximo ano, informou a empresa nesta quarta-feira (28), alinhando-se a outras fabricantes de bens de consumo que já anunciaram que repassarão aos clientes o aumento nos custos relacionado à guerra com o Irã.

Grandes empresas, incluindo a Coca-Cola, a Procter & Gamble, a Nestlé e a Reckitt , alertaram para o risco de novos aumentos de preços no próximo ano para compensar o impacto da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que começou no final de fevereiro.

Cada uma dessas empresas aumentou drasticamente os preços durante a pandemia da Covid-19 e nos primeiros meses da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.

Desde então, elas passaram anos tentando reconquistar consumidores que se afastaram e passaram a optar por produtos de marca própria mais baratos.

Agora, enfrentam a realidade de ter que aumentar os preços novamente para proteger as margens dos acionistas.

“Definitivamente, esperamos que os preços em 2027 sejam mais altos do que a média de 2026”, disse o presidente-executivo Fernando Fernandez.

“Agora que temos mais clareza sobre isso (o ambiente de custos), estamos acelerando os aumentos de preços.”

“Vamos garantir um bom equilíbrio entre volume e preços em tudo o que fizermos no curto e no médio prazo”, acrescentou.

A Unilever, cujas inovações e foco em marketing ajudaram a empresa a recuperar a demanda após a pandemia, conseguiu este ano repassar parte do aumento nos custos das matérias-primas aos consumidores sem prejudicar os volumes de vendas.

As ações caíam 3,4% na quarta-feira, já que a Unilever também divulgou um crescimento do volume de vendas no terceiro trimestre mais lento do que no segundo trimestre, prejudicado pelo seu negócio de alimentos.

A Unilever divulgou um crescimento subjacente das vendas de 5,2% no trimestre, acima dos 4,8% esperados pelos analistas em um consenso elaborado pela empresa.

A empresa também manteve suas projeções de vendas e margem de lucro para 2026 e afirmou que espera um crescimento subjacente das vendas de cerca de 5% no segundo semestre de 2026.

Ela prevê um crescimento subjacente do volume no ano inteiro de pelo menos 3%, acima da projeção anterior de cerca de 3%, após registrar um crescimento de volume de 2,9% no terceiro trimestre e um aumento de preços de 2,3%.

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Mediadores do Catar apresentam nova proposta ao Irã para encerrar guerra

Mediadores do Catar apresentaram ao Irã uma nova minuta de acordo para encerrar a guerra contra os Estados Unidos e Israel, informou uma autoridade a par das negociações.

No entanto, um alto funcionário iraniano afirmou que Doha apresentou apenas ideias inaceitáveis, que não chegam a constituir uma proposta real.

A fonte a par das negociações — que não é iraniana — declarou que uma nova minuta de proposta de paz para o conflito, que já dura oito meses, foi apresentada no domingo (25) e está sendo analisada por Teerã; espera-se uma resposta até o final da semana.

O Catar, juntamente com o Paquistão, tem liderado os esforços de mediação para encerrar a guerra, um conflito que tem prejudicado o transporte marítimo global e o fornecimento de petróleo, e que, recentemente, estendeu-se à Arábia Saudita e ao Iêmen.

Segundo a fonte, a proposta apresentada pelo Catar estabelece um cronograma de sete dias que aborda as preocupações tanto de Teerã quanto de Washington, definindo medidas diárias de construção de confiança a serem adotadas por ambos os lados.

O cronograma poderia começar no início da próxima semana, e diversos países atuariam como fiadores do acordo, acrescentou a autoridade.

Pouco depois, um alto funcionário iraniano envolvido nas conversas afirmou que o Catar apresentou apenas “ideias inaceitáveis, e não uma proposta”, ressaltando que a política de Teerã — de não demonstrar qualquer flexibilidade em relação à questão nuclear — permanece inalterada.

Washington deseja que o programa nuclear iraniano — que existe há décadas — seja incluído, desde o início, nas negociações para encerrar a guerra.

O Irã, por sua vez, sustenta que suas condições — que incluem o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos e a suspensão das sanções às exportações de petróleo do país — precisam ser atendidas primeiro.

O país rejeita as preocupações ocidentais de que seu programa nuclear tenha natureza militar.

Ataque a refinaria de petróleo saudita

No final de setembro, o Irã apresentou uma proposta de sete dias, segundo a qual, conforme afirmou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, o Estreito de Ormuz — uma das rotas de transporte de energia mais importantes do mundo — poderia ser reaberto caso certas condições fossem atendidas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a proposta, o que levou a uma nova rodada de mediação por parte do Catar.

A minuta discutida em Teerã no domingo (25) era diferente daquela proposta anterior, informou uma autoridade a par das negociações, embora os detalhes do plano mais recente não tenham ficado claros de imediato.

A mesma autoridade havia dito anteriormente à agência de notícias Reuters que os mediadores catarianos coordenaram suas ações com Washington antes de seguirem para Teerã.

Esforços anteriores de mediação para encerrar a guerra — iniciada pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro — chegaram a resultar em um acordo de paz provisório em junho, mas este acabou sendo rapidamente desfeito.

Nas últimas semanas, as forças Houthis do Iêmen, alinhadas ao Irã, lançaram ataques recorrentes contra a Arábia Saudita — um aliado fundamental dos EUA e o maior exportador de petróleo bruto do mundo —, abrindo uma nova frente no conflito, que já dura oito meses.

Os preços do petróleo (LCOc1) subiram mais de 1%, ultrapassando os 115 dólares por barril nesta quarta-feira (28), após um ataque Houthi contra a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita, Ras Tanura, o que intensificou as preocupações com riscos ao abastecimento.

Os confrontos com os Houthis se intensificaram no mês passado, à medida que o grupo militante avançava contra as forças apoiadas pela Arábia Saudita em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb — outra importante rota de navegação, situada no lado oposto da Península Arábica em relação ao Estreito de Ormuz.

Preocupações com o risco de novas greves

Uma autoridade a par das negociações afirmou que, antes da reunião de domingo (25) em Teerã, havia receios de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu — que disputa um novo mandato em eleições gerais —, pudesse retomar os ataques contra a República Islâmica ainda esta semana.

Na sexta-feira (23), o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou ameaças de atacar o Irã novamente, enquanto autoridades de segurança iranianas disseram à Reuters que Teerã elaborou planos detalhados para atacar cabos submarinos no Golfo, caso os EUA e Israel retomassem as ofensivas.

Na segunda-feira (26), altos representantes da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão reuniram-se com autoridades iranianas em Teerã, como parte de esforços para reduzir a tensão.

O Catar declarou, na terça-feira (27), que o Irã precisa cessar as ameaças contra os Estados árabes do Golfo e liberar o Estreito de Ormuz, demonstrando assim boas intenções para que os esforços de mediação possam prosperar.

Os Estados do Golfo foram alvo de bombardeios constantes no início do conflito.

A guerra também reacendeu os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã.

O cenário contribuiu para a queda nos índices de aprovação de Trump, às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, que definirão o controle do Congresso.

Como é a “mãe de todas as bombas”, arma que EUA querem usar no Irã

 

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“Tudo é possível”, diz Trump sobre ataques contra o Irã após as eleições

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “tudo é possível” ao ser questionado, nesta quarta-feira (28), se os Estados Unidos realizariam mais ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato.

As Forças Armadas dos EUA já gastaram mais de US$ 47 bilhões (cerca de R$ 250,7 bilhões) na condução da guerra no Irã — um valor superior em mais de 25% à estimativa feita pelo Departamento de Defesa em julho, segundo dados do Pentágono obtidos pela agência de notícias Reuters.

O Pentágono não respondeu prontamente a um pedido de comentário sobre sua estimativa, que não foi divulgada publicamente.

A revelação sobre o custo crescente da guerra no Irã surge em um momento em que os republicanos lidam com as repercussões políticas desse conflito impopular, às vésperas das eleições de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso pelos próximos dois anos.

Trump também deve iniciar uma viagem pela Ásia, durante a qual se espera um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping.

A desnuclearização poderá estar na pauta — embora o próprio Trump tenha reconhecido que o objetivo não será fácil de alcançar, dado que outros países também possuem armas nucleares.

Trump diz que guerra contra Irã é “uma das melhores coisas que já fizemos”

Trump, classificou a guerra contra o Irã como “uma das melhores coisas que já fizemos”, apesar de o conflito continuar sendo profundamente impopular internamente e de muitos candidatos do Partido Republicano defenderem o seu fim.

Questionado na quarta-feira (21) se lamenta ter iniciado a guerra, o presidente americano disse aos repórteres: “Não, acho que é uma das melhores coisas — acho que é uma das melhores coisas que já fizemos”.

“Impedimos o Irã de ter uma arma nuclear. É uma das melhores coisas que já fizemos”, continuou ele, acrescentando que sua decisão de atacar o país do Oriente Médio em fevereiro “exigiu muita coragem”.

No entanto, quase oito meses após o início da guerra, o presidente não conta com grande apoio da população dos EUA: uma nova pesquisa da CNN, divulgada nesta quarta-feira, mostrou que apenas 30% dos americanos aprovam a sua condução da política externa.

A CNN conversou com muitos eleitores, inclusive em comícios do presidente, que apontaram o impacto do conflito nos preços dos combustíveis e no custo de vida como uma questão central para as próximas eleições.

Enquanto isso, alguns republicanos que enfrentam disputas eleitorais difíceis neste outono têm se distanciado do presidente no que diz respeito à guerra.

EUA consideram usar bombas de gravidade contra Irã; conheça armamento

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Crescimento de partidos árabes pode forçar negociações, diz especialista

O crescimento dos partidos árabes nas eleições israelenses é apontado como o principal destaque do pleito. Em entrevista à CNN, Eduardo Wurzmann, presidente do instituto Brasil-Israel, analisou os resultados parciais e afirmou que o aumento da representação árabe no parlamento pode obrigar os demais partidos a negociarem com essa minoria para a formação de um governo.

Com cerca de 70% a 75% das urnas apuradas no momento da entrevista, o cenário mostrava que nenhum dos blocos principais havia alcançado a maioria necessária de 61 assentos na Knesset, o parlamento israelense, composto por 120 deputados.

Queda de desempenho e impasse na formação do governo

Wurzmann destacou que o bloco liderado por Benjamin Netanyahu, que no governo atual conta com uma maioria de 67 ou 68 assentos, estava projetado para cair para cerca de 54 cadeiras.

“Por um lado, é uma clara indicação que ele piorou. Por outro lado, hoje, a oposição não tem condições de formar um governo sem a participação, a presença dos partidos árabes“, afirmou Wurzmann.

O especialista explicou que, após a instalação da nova Knesset — prevista para ocorrer em até sete ou oito dias —, o presidente de Israel, Isaac Herzog, consultará os líderes de todos os partidos para identificar quem deve liderar o governo.

A partir das respostas recebidas, Herzog fará o convite a uma pessoa para tentar formar uma maioria. Essa pessoa terá entre 21 e 28 dias para concluir as negociações. Caso não seja possível formar um governo, novas eleições antecipadas poderiam ser convocadas.

“A notícia mais relevante” da eleição

Eduardo Wurzmann classificou o crescimento dos partidos árabes como “a notícia mais relevante” do pleito. Segundo ele, os partidos árabes, que tinham 12 assentos na Knesset anterior, passaram a projetar 18 cadeiras.

A participação dos eleitores árabes israelenses também subiu de 54% para cerca de 65% ou 66%, enquanto o índice geral de participação foi de 77,5% — o maior nos últimos 30 anos. “Eles ainda estão sub-representados, mas cresceram muito”, avaliou.

O presidente do instituto Brasil-Israel esteve pessoalmente no sul de Israel no dia da eleição e relatou ter observado beduínos e mulheres de burca indo às urnas. Wurzmann ressaltou que foi a primeira vez que os partidos árabes incentivaram de forma aberta os cidadãos árabes israelenses a votarem, e que israelenses não árabes também fizeram o mesmo apelo.

Pressão por negociação e cenários possíveis

Wurzmann mencionou que Yair Golan, líder do partido Democratas, declarou não ver razão para não formar uma maioria com os partidos árabes. “Até porque nós temos mais do que 60 votos e o Netanyahu não tem”, disse Golan, segundo Wurzmann.

O líder do Democratas teria afirmado ainda que, “no meu entender, vários dos partidos árabes são mais sionistas até do que os ultra-ortodoxos que estão na coalizão” de Netanyahu.

Wurzmann ponderou, no entanto, que essa posição pode não ser aceita por todos os partidos da oposição. Ele citou que figuras como o ex-primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, e o ex-ministro da Defesa de Israel e líder do partido Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman, foram claros em suas restrições a esse tipo de aliança.

O especialista também lembrou que a população árabe representa cerca de 20% da população israelense e já participa ativamente da sociedade do país, com presença em hospitais, no judiciário e nas forças policiais. “Não há razão para eles não participarem de um governo”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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O que são e para que servem os envelopes duplos nas eleições de Israel

As pesquisas de boca de urna exibidas nas principais redes televisivas israelenses marcam o início de um longo processo de apuração, no qual os resultados podem mudar horas e, às vezes, dias após o fechamento das urnas. Isso ocorre devido a um sistema de votação conhecido como envelopes duplos.

A grande maioria dos eleitores israelenses é designada para seções eleitorais específicas, e seus votos são abertos e contados assim que as urnas fecham. Mas um grupo de eleitores — soldados, prisioneiros, pacientes e funcionários de hospitais, diplomatas no exterior e eleitores com deficiência — vota dentro de um envelope duplo.

Esses eleitores depositam seu voto anônimo em um envelope interno, que é lacrado dentro de um envelope externo com seus dados pessoais.

Os envelopes duplos são transportados para a Comissão Eleitoral Central, onde os funcionários verificam cada envelope externo, comparando-o com as seções eleitorais registradas, para confirmar se o eleitor não votou duas vezes. Somente então os envelopes internos são separados e os votos são contabilizados.

Esse processo de verificação leva tempo. O Comitê Central de Eleições afirmou que há mais envelopes duplos do que nunca este ano. O comitê espera que até 650 mil israelenses votem dessa forma, um aumento em relação aos 460 mil nas eleições de 2022.

O aumento é atribuído principalmente ao grande número de reservistas militares atualmente em serviço e votando longe de casa. Juntos, eles podem representar 15 cadeiras que permanecem sem apuração na noite da eleição, o que pode mudar o resultado final.

Historicamente, o sistema de envelopes duplos altera o mapa eleitoral em 1 a 2 cadeiras. Devido ao perfil dos eleitores que votam dessa forma, ele tende a impactar os partidos ultraortodoxos e árabes. Para partidos que se aproximam da cláusula de barreira de 3,25%, pode ser decisivo.

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

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Oposição articula com partido árabe contra Netanyahu, aponta especialista

As negociações em curso entre os partidos de oposição e os partidos árabes podem ser decisivas para a formação de um novo governo e para o futuro político do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo Michel Gherman, coordenador do programa de Sociologia da UFRJ, ao WW.

Em entrevista, Gherman destacou que o bloco de oposição a Netanyahu é profundamente dividido, reunindo personalidades políticas diversas que têm como principal elemento comum a posição contrária ao atual governo.

Dois nomes de destaque nesse cenário são o ex-primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, e o ex-ministro da Defesa de Israel e líder do partido Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman, ambos tendo declarado publicamente ser intolerável a ideia de formar um governo com apoio, ainda que externo, de partidos árabes.

Partidos árabes com postura mais pragmática

Gherman ressaltou, no entanto, que há uma diferença fundamental entre o que é dito publicamente e o que é negociado nos bastidores. Segundo ele, os partidos árabes que compõem a lista unida — o partido comunista, o partido social-democrata e o partido nacionalista — possuem perspectivas distintas sobre a participação no governo.

“Os partidos árabes são divididos”, afirmou Gherman, explicando que dois desses partidos apresentam, neste momento, uma configuração mais pragmática do que em qualquer outro momento histórico.

O Partido Islâmico Ra’am também demonstrou sinais dessa abertura ao incluir em sua lista eleitoral um ex-comandante da polícia israelense judeu como candidato a deputado.

Para Gherman, isso representa uma situação inédita. “A gente tem uma situação muito nova”, disse ele, apontando que é possível que dois dos partidos árabes venham a atuar como apoiadores externos de uma coalizão de oposição.

Lieberman como principal obstáculo

O principal entrave dentro do bloco oposicionista, segundo Gherman, não é Bennett, mas sim Lieberman. “Lieberman tem uma posição muito fechada em relação ao não apoio dos partidos árabes”, explicou o analista.

Diante disso, a aposta de Gherman é que Bennett e outros líderes da oposição estejam ativamente tentando convencer Lieberman a aceitar algum tipo de apoio externo dos partidos árabes.

Gherman também avaliou como improvável a alternativa de Netanyahu abrir mão dos partidos de extrema-direita — que juntos devem ocupar entre 10 e 11 cadeiras no próximo parlamento — para incluir partidos de centro-direita e de esquerda em um novo governo.

Outra possibilidade, a convocação de novas eleições, foi descrita por ele como algo que “beira o absurdo”, uma vez que o Likud, legenda do atual primeiro-ministro israelense, já perdeu entre 14 e 15 cadeiras em relação à eleição anterior.

“Eu posso garantir que as negociações, inclusive para a inclusão de partidos árabes nessa coalizão, estão acontecendo nesse momento”, concluiu Gherman, reforçando que os árabes são cidadãos israelenses e representam uma parcela significativa da população do país.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Petróleo recua mais de 1% com expectativa de avanços diplomáticos com o Irã

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (27) estendendo as perdas da véspera, diante de sinalizações contraditórias no Oriente Médio. Mercado assimila ainda relatos de que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) planeja manter inalterada suas metas de produção para dezembro.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 1,20% (US$ 1,33), a US$ 109,41 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 1,83% (US$ 1,86), a US$ 99,90 o barril, na Nymex.

A commodity ainda tentou uma recuperação nas primeiras horas do dia, mas voltou a cair ainda durante a manhã, apesar de permanecer próximo da faixa de US$ 100 o barril.

Enquanto, de um lado, representantes do Irã afirmam estarem dispostos a firmar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, os Houthis do Iêmen realizaram novos ataques à Arábia Saudita.

Ainda assim, para o BOK Financial, a correção acontece diante das notícias de que novas negociações com o Irã e entre a Rússia e a Ucrânia parecem estar se concretizando.

“Embora a perspectiva de paz em ambas as regiões esteja mantendo alguma pressão de baixa sobre os preços no curto prazo, o fato é que a oferta global está restrita e há uma crescente presença militar dos EUA no Golfo Pérsico”, pondera.

Mesmo assim, o Commerzbank avalia que a situação no Oriente Médio permanece “tensa”. Para o banco alemão, novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã podem acontecer após as eleições de meio de mandato, enquanto o resultado do pleito em Israel pode “ser significativo para futuros desdobramentos na guerra”.

Na mesma linha, a Jefferies afirma que a geopolítica permanece como foco dos mercados, diante das preocupações de que os EUA podem considerar outra rodada de bombardeios após as eleições.

No radar, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve manter as metas de produção em dezembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que o país vai receber uma remessa de 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela e que outros bilhões de barris devem ser enviados aos americanos.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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Eleições em Israel atraem atenção internacional em meio a conflitos

Para um país do tamanho de Nova Jersey, Israel recebe uma parcela desproporcional da atenção internacional e das manchetes. Certamente, a relação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu — e a guerra contra o Irã que os dois iniciaram juntos — é parte da explicação.

Amichai Cohen, vice-presidente de pesquisa do Instituto Israelense para a Democracia, apresentou à CNN outros três motivos pelos quais o mundo acompanha tão de perto esta eleição.

O primeiro, segundo ele, é a expectativa de que um governo diferente em Israel esteja disposto a se envolver mais na diplomacia no Oriente Médio, abrindo possibilidades para encerrar os conflitos no Irã, no Líbano, na Síria e em Gaza. “Talvez também existam caminhos para uma possível retomada das negociações com os sauditas” em direção à normalização das relações, afirmou.

Ainda assim, Cohen disse não acreditar na possibilidade de uma mudança drástica nessa questão. “Não acho que exista uma grande diferença entre (Gadi) Eisenkot e Netanyahu em relação aos detalhes — que Eisenkot de repente se transforme em Yitzhak Rabin e chegue a um acordo de paz com quem quer que seja. Na verdade, não acho que isso esteja em discussão”, declarou.

O mundo também acompanha de perto o que acontecerá na Cisjordânia ocupada. O governo de Netanyahu promoveu uma ampla expansão dos assentamentos israelenses, ao mesmo tempo que minimizou o aumento da violência de colonos contra palestinos. O Reino Unido e outros 12 países estão preparando sanções contra os assentamentos israelenses, e essa lista poderá crescer caso um novo governo Netanyahu mantenha a mesma política de consolidar o controle de Israel sobre o território.

Por fim, Cohen afirmou à CNN que Israel passou a ser visto internacionalmente como um país em declínio democrático. O governo de Netanyahu promoveu uma reforma judicial que enfraqueceria os mecanismos de controle e equilíbrio entre os poderes e ampliaria os ataques à imprensa.

“A questão de saber se as forças contrárias ao populismo conseguirão recuperar a democracia é importante em todo o mundo, e Israel é, em certa medida, uma parte importante dessa discussão”, afirmou Cohen.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Eleitores árabes em Israel esperam mudança de governo nas eleições

Eleitores árabes em Israel afirmaram que pretendem comparecer em peso às urnas nesta terça-feira (27), na tentativa de tirar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu do poder e eleger parlamentares que priorizem o combate à discriminação contra a população árabe.

“Desta vez, francamente, nós, árabes daqui, estamos sendo oprimidos por um governo corrupto”, afirmou Adel Amer, morador da cidade de Kafr Qassem, de maioria árabe, em entrevista à CNN. Ele disse que pretende votar especificamente contra o atual governo e os ministros de extrema direita.

“Estamos respondendo a Ben-Gvir, a Smotrich e a Netanyahu”, declarou Amer, em referência aos políticos Itamar Ben-Gvir, Bezalel Smotrich e Benjamin Netanyahu. “Vamos votar, vamos fazer a diferença e vamos mudar este governo.”

Outro morador da cidade, o médico Ayman Odeh, afirmou que a eleição deste ano parece diferente das anteriores. Segundo ele, suas esperanças estão depositadas nos parlamentares árabes que disputam vagas no Parlamento israelense, o Knesset.

“Espero sinceramente que, desta vez, eles se unam e trabalhem juntos no Knesset para ajudar os árabes”, disse Odeh. “Que ponham fim ao racismo e à discriminação, para que possamos começar a sentir que somos todos membros iguais desta sociedade — que este país é o nosso país.”

Duas das principais legendas de maioria árabe que disputam as eleições são o Raam, de Mansour Abbas, e a Lista Conjunta, de Yousef Jabareen. Embora outros partidos dificilmente formem um governo de coalizão com essas siglas, ambas podem ser importantes para a formação de um bloco contrário a Netanyahu, oferecendo apoio externo a uma eventual aliança.

Sujood Amer, outra moradora de Kafr Qassem, afirmou que é essencial que todos votem na tentativa de promover mudanças, “por menores que sejam”.

“Se Deus quiser, estas eleições serão decisivas e trarão mudanças”, disse ela à CNN. “Sabemos e temos certeza de que não será uma mudança radical, mas será melhor do que a situação em que vivemos atualmente.”

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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Israelenses vão às urnas em eleição que pode tirar Netanyahu do poder

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Cerca de 7 milhões de israelenses vão às urnas, nesta terça-feira (27), pela primeira vez desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023. Entre os favoritos para assumir o governo, estão três partidos liderados por candidatos considerados linhas-duras na área militar e de segurança, incluindo o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e dois representantes da oposição.

Nenhum dos três favoritos reconhece a possibilidade de criação de um Estado palestino e todos defendem a necessidade de desarmamento do Hamas. Por outro lado, há divergência entre eles sobre a expansão dos assentamentos na Cisjordânia. Como a votação é em cédula de papel, o resultado só deve ser conhecido no final desta quarta-feira (28).

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Além de Netanyahu, que soma 19 anos no poder com o partido Likud, está entre os cotados para assumir o governo o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, ex-general Gadi Eisenkot, do partido Yashar (Íntegro), criado em 2025.

Eisenkot integrou o gabinete de guerra formado após o 7 de outubro, mas deixou o governo Netanyahu com críticas à condução da operação militar na Faixa de Gaza. Eisenkot acusa Netanyahu de negligenciar o resgate dos reféns e de não adotar medidas para evitar o ataque, mesmo tendo sido alertado da ação do Hamas com antecedência. O primeiro-ministro nega as acusações.

A outra força política que pode destronar o atual primeiro-ministro é formada por uma coalizão de partidos liderada por Naftali Bennett, do partido Juntos (Beyahad). O político tem perfil religioso e foi primeiro-ministro de Israel por um ano, de 2021 a 2022.

A professora de relações internacionais do Ibmec de São Paulo Karina Stange Calandrin explicou à Agência Brasil que os dois candidatos da oposição têm posição semelhante à de Netanyahu quando se trata de segurança e questão militar.

“Os três são de direita. Em termos de segurança, eles são bem parecidos. São partidos que a gente chama de falcões. Em Israel, os partidos são divididos entre falcões e pombas. Os falcões acreditam que se deve lidar com os inimigos de uma forma dura, que negociações e diplomacia não são o caminho para resolver os dilemas de Israel”, explicou.

Para o professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Michel Gherman, apesar de os três terem esse perfil linha-dura, Netanyahu se diferencia por representar uma extrema-direita com projeto autoritário para Israel.

“As diferenças fundamentais têm a ver com a posição em relação à democracia representativa. O Netanyahu é a favor de uma reforma que tiraria a autonomia completa do Judiciário e concentraria o poder na mão do Executivo”, disse.

Questão palestina

Os três partidos favoritos a assumir o poder em Tel Aviv rejeitam a criação de um Estado palestino, como determina o direito internacional.

“Hoje, na sociedade israelense, o Estado palestino perdeu muito apoio desde o 7 de outubro. Qualquer candidato que tenha a bandeira do Estado palestino não vai ganhar muitos votos”, argumentou Karina Calandrin.

Por outro lado, a especialista em política israelense destaca que há diferença entre os candidatos em relação aos assentamentos na Cisjordânia, que vêm crescendo com o apoio de partidos de extrema-direita na coalizão liderada por Netanyahu.

“Os partidos de Ben-Gvir e Smotrich [ministros de Netanyahu] têm incentivado assentamentos na Área B da Cisjordânia, o que é proibido pela legislação israelense. Esse apoio tem alimentado a violência na Cisjordânia porque os colonos invadem as terras palestinas e expulsam as famílias com a vista grossa do governo Netanyahu”, lembrou Karina.

A professora de relações internacionais do Ibmec SP avalia que os adversários de Netanyahu devem frear essa política na Área B da Cisjordânia, o que deve contribuir para reduzir a violência nesses territórios.

“Outra mudança pode ser uma propensão maior a negociar com atores internacionais já que Netanyahu tem rejeitado negociar com Catar e Egito. Isso pode mudar”, acrescentou.

Enquanto ocorre a votação nesta terça-feira, a agência de notícias Wafa, da Cisjordânia, relata casos de ataques de colonos e de forças de segurança de Israel na Palestina ocupada.

O professor Michel Gherman, da UFRJ, destacou que, entre os candidatos da oposição, Bennet tem uma posição semelhante à de Netanyahu em relação aos palestinos, até por vir do mesmo partido Likud. Mas Gherman avalia que Eisenkot pode ter uma posição mais moderada.

“Netanyahu é a favor de um Estado beligerante completo. Eisenkot é a favor de acordos, não com os palestinos neste momento, mas com os países árabes ao redor”, comentou.

Formação de governo

Como o sistema de governo de Israel é o parlamentarismo, os partidos mais votados precisam formar maioria para criação do gabinete. O Legislativo do país, chamado de Knesset, tem 120 cadeiras. A depender do resultado da eleição, o vencedor deve procurar outras legendas para tentar formar uma coalizão capaz de governar o país.

A professora Karina Calandrin calcula que tanto o partido do militar Eisenkot quanto o do ex-primeiro-ministro Bennett devem precisar do apoio de legendas árabes para formar maioria.

“Todos eles já falaram que não vão fazer aliança com os árabes israelenses. Vai ser muito difícil formar a coalizão sem os árabes. A não ser que eles mudem de ideia e cedam pra tirar Netanyahu do poder. Minha previsão é que não vai ter coalizão”, avalia.

Para o especialista Michel Gherman, uma saída é os partidos árabes apoiarem a oposição para tirar Netanyahu do poder.

“Vai ter uma solução política em que os partidos árabes não vão apoiá-los, mas vão votar contra Netanyahu. E aí a formação vai ser uma coalizão de minoria”, disse.

Sete de outubro

Após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que causou a morte de 1,2 mil pessoas, além de terem sido feitos cerca de 200 reféns, Israel lançou uma operação militar de grandes proporções em Gaza que levou à destruição de quase toda a infraestrutura civil do território, levando à morte de mais de 75 mil pessoas.

A operação em Gaza vem sendo apontada por países e especialistas como um genocídio. Ministros do governo Netanyahu têm defendido a emigração dos palestinos da região e a colonização israelense do território.

Nos últimos três anos, o país ainda se envolveu em guerras no Líbano, ataques na Síria e uma agressão contra o Irã em parceria com os Estados Unidos (EUA). Na Cisjordânia, a política de assentamentos ilegais ganhou novo impulso nos últimos anos.

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