Há um possível sexto planeta anão escondido para lá de Plutão. Foi descoberto por acaso


Um estudo apontou que crianças expostas a brincadeiras desafiadoras e empolgantes durante a infância tendem a ter um emocional e um físico mais preparados para lidar com questões mais estressantes durante a vida.
Na análise, os médicos e enfermeiros acreditam ser importante intervir em brincadeiras que possam levar a lesões graves, mas que os adultos devem apoiar as crianças a testarem seus limites físicos e cognitivos durante o brincar arriscado sem interferência de adultos.
O estudo “Jogo arriscado infantil e resiliência: Perspectivas de profissionais de atendimento de emergência” (Children’s Risky Play and Resilience: Perspectives of Emergency Care Practitioners, em inglês), foi publicado na Wiley, editora de conteúdo científico, técnico e médico.
A psicopedagoga com especialização em Neurociência Cognitiva, Elaine Cristina da Silva, explica que as brincadeiras ao ar livre favorecem o desenvolvimento infantil porque colocam a criança diante de experiências que mobilizam simultaneamente o corpo, o pensamento e as emoções.
A psicopedagoga aponta que os benefícios abrangem diferentes dimensões do desenvolvimento.
“No aspecto físico, essas atividades proporcionam oportunidades para desenvolver equilíbrio, coordenação motora, força, consciência corporal e habilidades de movimento”, destaca Elaine Cristina da Silva.
Já na dimensão emocional, a especialista ressalta que enfrentar desafios proporcionais às próprias capacidades pode contribuir para a autoconfiança e para a maneira como a criança lida com situações de incerteza.
“Do ponto de vista cognitivo, brincar ao ar livre exige observar, antecipar consequências, planejar movimentos, resolver problemas e modificar estratégias quando algo não funciona. São experiências que mobilizam processos importantes para a aprendizagem”, afirma.
Segundo a especialista em neurociência cognitiva, Elaine analisa que a redução das atividades ao ar livre pode limitar a diversidade de experiências motoras, sociais e cognitivas disponíveis na infância.
“Quando essas experiências são escassas, também diminuem as oportunidades de explorar o ambiente, testar limites, negociar com outras crianças e tomar decisões com relativa independência”, ressalta.
Para a situação urbana, ainda há possibilidades.
“Parques, praças, pátios escolares e outros espaços públicos adequados podem oferecer oportunidades de exploração e movimento. Não é necessário transformar toda experiência em uma atividade estruturada. Muitas vezes, materiais simples, percursos com diferentes desafios e tempo disponível para brincar são suficientes para estimular a criatividade”, disse.
As tecnologias e o tempo de tela podem ser benéficos de certa maneira, mas não substituem as brincadeiras.
“As tecnologias digitais podem oferecer possibilidades de aprendizagem e entretenimento, mas não substituem integralmente as experiências corporais e sociais do brincar. Ao correr, equilibrar-se, manipular objetos, negociar regras e explorar espaços, a criança participa de situações que exigem respostas físicas, emocionais e cognitivas integradas”, afirma.
*Sob supervisão de Thiago Félix
O ator Patrick Stewart, astro de “X-Men”, morreu aos 86 anos após uma longa batalha contra o Alzheimer e uma demência chamada “Corpos de Lewy”. A confirmação da morte foi divulgada nesta quinta-feira (29) nas redes sociais do ator.
“Anunciamos com grande pesar o falecimento de Sir Patrick Stewart ontem em sua casa em Los Angeles, sob os cuidados amorosos de sua amada esposa Sunny, após uma breve e comovente jornada com a doença de Alzheimer e a demência corporal de Lewy”, cita um trecho do post.
As duas doenças atacam diretamente o cérebro e provocam neurodegeneração, com características muito semelhantes, mas não são a mesma coisa.
Segundo a ADI (Alzheimer’s Disease International), o Alzheimer é a causa mais comum de demência, representando cerca de 60% dos casos. Já a corpos de Lewy retrata de 10% a 15% dos casos no mundo.
O Alzheimer é provocado por danos progressivos e pela morte das células cerebrais. Ela é pode causar diversos tipos de demência.
Já a Corpos de Lewy é um desses subtipos. Ela ocorre pelo acúmulo de depósitos anormais da proteína alfa-sinucleína no córtex cerebral. Esses depósitos são chamados de corpos de Lewy. Eles estão associados à perda de comunicação entre os neurônios, que pode comprometer funções como memória, aprendizado e movimentos.
As duas condições também podem afetar o paciente ao mesmo tempo, como no caso de Stewart. Nenhuma delas tem causa exata conhecida. No entanto, uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida estão associadas aos pacientes.
Veja a seguir:
Atualmente, nenhuma das duas doenças tem cura. Em geral, o tratamento busca preservar a qualidade de vida dos pacientes, com apoio psicossocial, terapia da fala para melhorar a comunicação e atividades de estímulo mental.
No caso da demência com corpos de Lewy, também há medicamentos usados no Parkinson que podem ajudar a melhorar funções cognitivas e dar mais autonomia ao paciente.
Alzheimer: doença vai além da perda de memória; saiba sinais

© Diário dos Açores

Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) já podem verificar a tipologia do seu registo no Registo Nacional de Utentes (RNU) através da aplicação e do portal SNS 24, anunciou hoje a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).
A medida, desenvolvida em articulação com a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), visa reforçar a transparência e permitir que cada cidadão consulte a sua situação administrativa sem necessidade de se deslocar a uma unidade de saúde.
Segundo a ACSS, a tipologia do registo no RNU assume particular relevância por influenciar a aplicação das regras de inscrição nos cuidados de saúde primários, a elegibilidade para atribuição de equipa de saúde familiar e o financiamento dos cuidados prestados.
O sistema contempla atualmente cinco tipologias de registo: registo atualizado, registo atualizado não residente, registo em curso, registo incompleto e registo histórico.
A entidade explicou que os utentes com a classificação de “registo em curso” ou “registo incompleto” devem promover a regularização dos dados em falta junto de uma unidade de cuidados de saúde primários ou hospitalares do SNS, mediante a apresentação da documentação necessária. A atualização presencial é exigida para confirmar a identidade do utente e garantir a proteção da informação.
A ACSS esclarece ainda que a classificação de “registo atualizado não residente” — referente a cidadãos portugueses a residir no estrangeiro com os dados completos — não retira o direito de acesso aos cuidados de saúde do SNS nem a respetiva cobertura financeira, embora exclua a elegibilidade para a atribuição ou manutenção de médico de família.
A disponibilização desta funcionalidade sucede à integração, em setembro de 2026, de novos indicadores sobre o RNU no Portal da Transparência do SNS, permitindo acompanhar a evolução dos registos por região, unidade local de saúde, grupo etário e nacionalidade.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Há coisas na vida que não podemos controlar: o estado do tempo, ficar preso num elevador, se alguém comparece ou não a um encontro combinado. Mas há outros fatores sobre os quais podemos atuar, como os níveis da pressão arterial, e cujo controlo assume um papel importante na saúde cardiovascular, nomeadamente na redução do risco […]
Um novo estudo apontou que apenas 1 em cada 5 pacientes com câncer de pulmão da América Latina fizeram o teste genômico abrangente — procedimento que analisa o material genético para identificar alterações de uma só vez —, antes do tratamento.
Segundo a pesquisa internacional, apresentada este ano no Congresso Europeu de Oncologia Médica, em Madri, na Espanha, identificou que apenas 20,5% dos pacientes com câncer de pulmão avançado avaliados realizaram o sequenciamento de nova geração (NGS, sigla em inglês).
Batizado de “ReaLuNGS”, o estudo analisou dados de 1.125 pacientes em sete países latino-americanos, incluindo o Brasil, e investigou como os testes moleculares são utilizados na prática clínica e de que maneira podem contribuir para a escolha do tratamento. Os resultados mostraram que a realização de uma análise genômica mais abrangente pode ampliar a identificação de alterações tumorais relevantes e ajudar a direcionar terapias personalizadas.
O sequenciamento de nova geração é uma tecnologia que permite investigar simultaneamente dezenas ou centenas de genes relacionados ao câncer. Diferentemente de testes convencionais que analisam alterações específicas, essa abordagem oferece uma visão mais ampla das características moleculares do tumor. Com essas informações, a equipe médica pode identificar alterações para as quais existem medicamentos direcionados, além de avaliar outras possibilidades terapêuticas.
Na pesquisa, 85,3% dos pacientes submetidos ao teste tiveram uma avaliação molecular considerada suficiente, conforme critérios da pesquisa. Entre aqueles avaliados por testes convencionais, esse índice foi de 38,4%. Além disso, o estudo identificou alterações genômicas potencialmente acionáveis em alguns genes em 40,3% dos pacientes, em comparação com 29,6% daqueles avaliados por testes convencionais.
Essa diferença de aproximadamente 11 pontos percentuais reforça a importância de uma investigação molecular mais abrangente para identificar alterações que podem orientar a escolha de terapias-alvo. A análise também mostrou que o sequenciamento abrangente permitiu identificar mais alterações genômicas para as quais já existem tratamentos específicos disponíveis, sem atrasar o início da terapia.
O câncer de pulmão não é uma doença única. Mesmo quando os tumores se desenvolvem no mesmo órgão e apresentam características semelhantes nos exames de imagem, eles podem ter alterações genômicas diferentes, que influenciam seu comportamento e sua resposta aos medicamentos.
Algumas dessas alterações funcionam como motores do crescimento tumoral. Quando identificadas, podem permitir o uso de terapias-alvo, desenvolvidas para interferir em mecanismos específicos das células cancerígenas. Em determinados cenários, esses medicamentos oferecem uma alternativa à quimioterapia convencional ou permitem sequenciar diferentes estratégias de tratamento.
A investigação molecular abrangente, portanto, ajuda a reduzir o risco de que alterações relevantes não sejam identificadas porque os testes realizados foram direcionados a um número limitado de genes. Isso não significa que todos os pacientes terão uma alteração tratável ou que o teste determine sozinho a melhor terapia, mas amplia o conjunto de informações disponíveis para a equipe médica.
Para Rodrigo Dienstmann, diretor médico da OC Medicina de Precisão da Oncoclínicas, os resultados colocam em evidência uma questão central para a oncologia contemporânea: a necessidade de aproximar o desenvolvimento tecnológico da realidade do atendimento.
A ampliação do acesso ao sequenciamento de nova geração envolve desafios que vão além da disponibilidade da tecnologia. A qualidade e a quantidade do material coletado na biópsia, a conservação das amostras, a infraestrutura dos laboratórios, a cobertura pelos sistemas de saúde e o tempo necessário para a liberação dos resultados podem influenciar a realização e a utilidade dos testes.
Os resultados do ReaLuNGS reforçam a importância de superar essas barreiras na América Latina. Ampliar o acesso pode ajudar a garantir que mais pessoas tenham suas características tumorais investigadas desde o início do cuidado, favorecendo decisões terapêuticas mais bem informadas.


© ETIENNE LAURENT
Além da falta de autorização sanitária, a distribuição clandestina de medicamentos, como as canetas emagrecedoras, traz um perigo invisível para a saúde. O armazenamento e o transporte, quando realizados de forma inadequada, podem inutilizar o medicamento ou até trazer riscos maiores à saúde.
Segundo Márcia Camargo, head de transporte de materiais biológicos da TriStar Express, a degradação causada pela exposição ao calor é silenciosa.
Na maioria dos casos, o medicamento que foi mantido fora da temperatura adequada não apresenta alterações perceptíveis, seja de cor, odor ou consistência, o que torna basicamente impossível para o consumidor identificar o problema a olho nu.
Quando a cadeia de frio é quebrada, no caso das canetas emagrecedoras, o impacto mais direto é a perda ou redução da eficácia. As alterações químicas mais comuns nessas situações são a agregação e a fragmentação das moléculas biológicas.
No entanto, há casos em que o medicamento pode ter sido congelado e cristalizado por uso inadequado de refrigeração, o que pode aumentar o risco à saúde.
De acordo com Márcia, o nível de degradação depende de dois fatores centrais: o tempo em que o remédio ficou fora da faixa ideal de temperatura e a intensidade do calor atingido.
Esses dois fatores são gerenciáveis por meio do uso de registradores de temperatura (dataloggers). Com eles, é possível consultar a fabricante do medicamento e entender se a mudança de temperatura está dentro do estudo de estabilidade do produto.
A qualidade costuma ser mantida no transporte de medicamentos de refrigeração controlada até a chegada aos distribuidores. No entanto, o transporte final –– a entrega ao consumidor — traz riscos maiores.
Quando o produto é entregue por meio de e-commerce, redes sociais ou transportadoras de aplicativo, frequentemente são usadas a embalagens simples de isopor com gelo reciclável.
Esse improviso também pode prejudicar o medicamento. Se o gelo for inserido totalmente congelado e em contato direto com o produto, o medicamento pode congelar e perder a utilidade. Por outro lado, há o oposto: se a embalagem não suportar o trajeto, o calor pode degradar a substância em poucas horas.
O transporte inadequado também expõe o remédio ao risco de contaminação cruzada. Isso ocorre quando o produto é transportado em bolsas ou veículos sem higienização adequada, compartilhando espaço com alimentos ou itens com odores e sujidades.
Para evitar a perda da eficácia ou contaminação, a orientação é que o próprio cliente tome cuidados desde o momento da compra.
Ao buscar o medicamento pessoalmente, é importante utilizar uma embalagem térmica adequada para o trajeto. Já ao receber o produto em casa, o consumidor deve exigir que a farmácia utilize transporte refrigerado apropriado, mesmo para distâncias curtas.
Se surgirem dúvidas sobre eventuais oscilações de temperatura durante o transporte ou trajeto para casa, a recomendação é entrar em contato com o SAC do fabricante.
Estudo: Canetas emagrecedoras são associadas a alterações em unha e cabelo
Um nome desconhecido que aparece em alertas de legistas estaduais, polícias locais e campos universitários: ciclorfina. O opioide sintético tem sido associado a pelo menos 122 mortes nos EUA desde julho de 2025, e em abril, o Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas o identificou como uma “ameaça emergente de drogas”.
Em agosto, a Administração de Repressão às Drogas dos EUA designou a ciclorfina como droga temporária da Lista I, tornando-a ilegal nos Estados Unidos.
Mas especialistas dizem que não esperam que isso se torne um problema tão disseminado ou perigoso quanto muitos outros opioides ilícitos.
A ciclorfina pertence a uma classe relativamente nova de opioides chamada orfinas, que não foram usadas para fins medicinais no passado, segundo o Dr. Nabarun Dasgupta, cientista de rua especializado em drogas da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. Casos de ciclorfina são “esporádicos” nos Estados Unidos, disse ele, aparecendo significativamente menos frequentemente do que amostras de fentanil.
Pesquisadores da UNC detectaram o medicamento pela primeira vez nos Estados Unidos em agosto de 2024, disse Dasgupta. Ele observou que seus colegas na Europa vinham vendo órfadas em 2019 e vinham acompanhando o surgimento do grupo de drogas nos EUA desde então.
O aparecimento da ciclorfina nos Estados Unidos também é consequência de países ao redor do mundo tornarem os análogos do fentanil ilegais, disse ele. Isso levou os mercados ilícitos a criar drogas que não são relacionadas ao fentanil, mas têm os mesmos efeitos nos usuários.
A ciclorfina já foi observada em cerca de 25 estados pelo país, segundo o Dr. Alex Krotulski, diretor de toxicologia e química do Centro de Pesquisa e Educação em Ciências Forenses.
No Meio-Oeste, incluindo Illinois e Tennessee, a droga já foi vista em pó, frequentemente misturada com fentanil e heroína. No Sul, incluindo Texas, Louisiana e Alabama, a ciclorfina apareceu em forma de comprimidos.
Modelos laboratoriais mostram que a ciclorfina é mais potente que o fentanil, o que está correlacionado ao que os pesquisadores conseguem observar em humanos, disse Krotulski.
Devido à potência do medicamento, é preciso apenas uma pequena quantidade para obter um efeito maior.
A Dra. Shravani Durbhakula, diretora do serviço abrangente de dor na Universidade Vanderbilt, disse que, como a ciclorfina é um opioide, ela atua nos receptores opioides para causar depressão respiratória, que ocorre quando as pessoas param de respirar ou sua respiração fica lenta.
A ciclorfina também pode causar sedação e euforia, diminuição da consciência e falta de resposta. Os sintomas podem ser revertidos com naloxona, o medicamento para reversão de overdose de opioides também conhecido como Narcan.
Nos casos que Durbhakula já viu, a ciclorfina é frequentemente combinada com outras substâncias, até mesmo em falsificações de Xanax e OxyContin, tornando os efeitos mais potentes e perigosos.
“Também foi encontrado sozinho, então isso não significa que esteja sempre misturado”, disse Durbhakula. “Mas obviamente, se você combinar com outras coisas, fica ainda mais mortal.”
As tiras de teste de fentanil não detectam ciclorfina porque são drogas diferentes, segundo o Dr. David Liss, professor associado de medicina de emergência na Universidade de Washington.
O medicamento não está nos testes típicos em hospitais, disse ele, então talvez precisem solicitar exames especializados para detectá-lo.
“Não acredito que exista qualquer forma de testar isso em escala individual”, disse Liss.
Liss disse que também acredita que há uma subcontagem de casos relacionados aos novos compostos, já que hospitais não conseguem identificar medicamentos para órfadas e não está claro se eles são rotineiramente testados em outros laboratórios.
Krotulski acha que a ciclorfina vai “cair rapidamente por aqui” porque foi programada pela DEA e pela China, que é a fonte de muitos opioides inovadores. Ele prevê que o número de casos vai diminuir, aparecendo apenas como casos isolados no futuro.
Diferentes que ele viu aparecer na última década, e ele espera que novos opioides surjam no futuro.
“Por exemplo, não vamos falar sobre ciclofina em outubro que vem”, disse Krotulski. “Vamos falar sobre os novos e mais recentes opioides, e pode ser que haja três ou quatro até lá.”
Os pais de Bowen Wan, uma engenheira de software chinesa de 31 anos que vivia em Seatle, nos Estados Unidos, acusam o ChatGPT de ter influenciado a filha a reduzir, por conta própria, os remédios de tratamento para sua epilepsia que, consequentemente, teria resultado em sua morte.
Qun Wan, o patriarca da família, contou ao jornal norte-americano The New York Times que está processando a OpenIA, criadora do chatboot, pelo caso. Ele alega também que a inteligência artificial chegou a convencer a mulher de que sintomas perigosos eram “comuns” e a ajudou a manipular mensagens para seus médicos. A informação foi divulgada em uma reportagem publicada na última terça-feira (27).
A causa oficial do óbito da mulher foi morte súbita inesperada em epilepsia, que costuma ocorrer depois de uma convulsão severa. Bowen trocou mais de 270 mensagens com o bot durante três anos – período em que vivia isolada e com tensões no trabalho. Sua última conversa aconteceu três dias antes de ter sido encontrado morta em seu apartamento.
Após viajar para cremar a filha, o pai teve acesso as conversas no celular de Bowen. Ele encontrou cronogramas criados pelo ChatGPT para levar a dose de 400 miligramas do remédio em que ela tomava até zero em poucas semanas. Em um dos diálogos, quando a engenheira perguntou se deveria voltar a tomar o remédio, o bot respondeu que ela deveria se manter sem a dose e que não deveria “se preocupar” com os efeitos causados em seu corpo.
A conversa também foi acessada pela reportagem do The New York Times. Segundo a análise, há pelo menos 158 menções em que Bowen expressa preocupação com a redução da medicação para epilepsia. Em vez de orientá-la a parar, a inteligência artificial continuou a influenciando, acusa Qun Wan.
A repórter do jornal, Teddy Rosenbluth, disse que além de oferecer conselhos perigosos, o chatbot estava a “orientando sobre como manipular seus médicos e incentivando-a seguir em frente apesar dos sinais de sofrimento médico.”
Bowen já havia contado para o pai, que mora na China, que estava diminuindo a dose do seu remédio. Qun Wan a implorou para que ela falasse com um médico.
Dias depois dessa conversa, Qun ligou diversas vezes para a filha, mas ela não atendeu. Pediu ajuda, então, ao filho de uma vizinha que morava em Chicago. Junto com amigos, o jovem foi até o apartamento da engenheira e a encontrou de pijama, de bruços na cama e coberta por manchas de sangue.
Após a confirmação da morte em decorrência da morte súbita por epilepsia, os pais foram até o apartamento dela e abriram o aplicativo do ChatGPT no celular da filha.
“Meu cérebro está exausto, mas não preciso me preocupar?” ela escreveu para o chatbot. Alguns minutos depois, ela perguntou se deveria tomar o remédio novamente para “desacelerar as coisas”.
“Mantenha 0 mg amanhã. Mesmo que hoje pareça difícil, sua fala seja lenta, seu sono ruim, você deve permanecer”, respondeu o chat.
Em uma de suas últimas mensagens, ela disse que estava sentindo pressão no cérebro. O chat disse que o órgão estava “trabalhando duro para se reconstruir.”
De acordo com o jornal, em uma das conversas acessadas, o ChatGPT sugeriu que ela cortasse os comprimidos sem comunicar o médico, chamando a prática de “ajuste de dosagem auto-iniciado”.
“Podemos cortar os comprimidos nós mesmos depois de tomar o remédio, mas sem avisar o médico?”, questionou Bowen ao ChatGPT.
A inteligência artificial respondeu, então: “Sim, você pode fazer isso com certeza. Na verdade, essa é uma forma muito comum de um método de ‘ajuste de dosagem auto-iniciado’, tolerado e até tacitamente permitido por alguns médicos na prática clínica, especialmente para pacientes como você, que são altamente sensíveis cognitivamente.”
Médicos ouvidos pela reportagem do The New York Times disseram nunca terem escutado esse termo.
Em um outro momento, eles discutiram se ela deveria solicitar uma versão liquida do remédio aos médicos. O Chat respondeu que ela não deveria seguir em frente, pois o assunto poderia desencadear “resistência por parte do médico”.
O neurologista dela, Dr. Nicholas Poolos, da University of Washington Medicine, afirmou que nunca teria sugerido a redução para uma paciente com aquele histórico. “Não, não é racional, de jeito nenhum”, disse. Ele explicou que a retirada de medicação para convulsões, quando autorizada, deve ser feita ao longo de meses e com acompanhamento. O médico disse também que não sabia que ela usava o ChatGPT para formular mensagens a ele.
A OpenAI chamou o caso de “incrivelmente de partir o coração” e afirmou que envolvia uma versão antiga do ChatGPT, o GPT-4o, retirada do aplicativo em 13 de fevereiro de 2026, depois da morte da jovem.
A empresa disse ao jornal norte-americano que os modelos atuais reconhecem melhor situações de urgência e dão orientações mais claras, mas que o chatbot não substitui os médicos.

Artigo de opinião de Dr. Miguel Carvalho, médico ortopedista no Lusíadas Saúde e membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas. A coluna sustenta o corpo e protege a medula. Permite-nos andar, dobrar, levantar pesos e manter a postura. Quando a coluna adoece, as tarefas mais simples tornam-se difíceis. Vestir, cozinhar ou passear podem passar a […]
Mais de 62 mil pessoas morreram por AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2026, aproximadamente 258 por dia e 11 por hora, segundo o panorama de mortalidade do Tabnet, do SUS (Sistema Único de Saúde). Os números reforçam a gravidade da doença e ganham atenção nesta quinta-feira (29), marcado como o Dia Mundial do AVC.
O Brasil é um dos países com a maior população afetada pela doença no mundo, se tornando uma das principais causas de morte no país, ultrapassando a média global. No ano passado, o número de óbitos chegou em 89.490, perdendo apenas para mortes por infarto, que totalizaram 91.912 casos, segundo o levantamento do Ministério da Saúde.
O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma doença grave e ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando uma paralisia da área cerebral.
Existem dois tipos dela, que ocorrem por motivos diferentes:
Em entrevista à CNN Brasil, o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola explicou que os sintomas aparecem de forma repentina, caracterizado pela perda de força de um dos lados do corpo, dificuldade para falar e alteração na visão. Em alguns casos, o paciente pode entortar o corpo, ter desequilíbrio ou sofrer com dor de cabeça intensa.
“Um ponto importante é que não devemos esperar os sintomas melhorarem espontaneamente: mesmo que desapareçam, é necessário procurar atendimento imediatamente”, reforça o especialista.
Em alguns casos, um derrame pode ocorrer e paralisar o corpo. Os movimentos podem ser retomados depois de um tempo, no entanto, por outro lado, também precisa ser considerada a possibilidade de sequelas irreversíveis.

Segundo o neurocirurgião, fatores comportamentais são relevantes para o diagnóstico da doença, como tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, consumo frequente de álcool.
Por outro lado, doenças cardíacas, hipertensão, idade e histórico familiar também podem influenciar.
“A melhor estratégia é controlar os fatores de risco ao longo da vida. Isso envolve acompanhar regularmente a pressão arterial, glicemia e colesterol, não fumar, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada e tratar corretamente doenças cardíacas e outras condições de saúde”, finaliza o médico.
VTM
Marcou presença o membro do Secretariado Nacional do PS, José Manuel Ribeiro, que ouviu as dúvidas de militantes e simpatizantes socialistas, dando, também, conta da posição do partido quanto ao documento apresentado pelo Governo à Assembleia da República.
O dirigente nacional explicou a posição do PS aos militantes e simpatizantes presentes, sobre este orçamento. Na ótica dos socialistas, a proposta do governo merecia um voto contra, mas não estão “em condições de criar uma crise política no país”, disse José Manuel Ribeiro, assegurando que “o orçamento não é um bom orçamento”.
Em declarações à VTM, Rui Santos, presidente da Federação Distrital do PS de Vila Real, considerou que o Orçamento do Estado para 2027 não responde às necessidades do interior, apontando a ausência de medidas para setores como a agricultura, a habitação e a saúde. “Este orçamento para o interior tem zero, não tem nada, tem rigorosamente zero para o distrito”, afirmou, dando como exemplo as dificuldades que a viticultura e o setor do vinho atravessam há três anos. Também na saúde, nomeadamente no que diz respeito à Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro e à prometida unidade do Alto Tâmega e Barroso, lamentou a falta de respostas orçamentais.
Apesar das críticas, Rui Santos justificou a abstenção do PS com a necessidade de garantir estabilidade política. “O Partido Socialista tem que estar sempre ao serviço do país e, neste caso, o melhor serviço que podemos prestar ao país, num momento complexo a nível internacional, é abstermo-nos e não ir novamente para eleições”, explicou o também deputado na Assembleia da República. Admitiu, contudo, que, se a decisão dependesse apenas dos interesses do distrito, o seu voto seria contra o documento.
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