Os republicanos estão enfrentando dificuldades não apenas nos chamados estados-pêndulo, mas também em estados tradicionalmente alinhados ao partido — os chamados estados “vermelhos”. A avaliação é da editora de Internacional da CNN Mariana Catacci.
Segundo Catacci, nos últimos dias, o presidente Donald Trump tem cumprido agenda justamente nesses redutos historicamente republicanos, o que reflete a preocupação do partido com a disputa pela renovação do Congresso.
“Além dos estados pêndulo, que já seriam tradicionalmente disputados, outros estados vermelhos, que seriam mais garantidos para os republicanos, as pesquisas também mostram que os democratas estão concorrendo com força”, afirmou Catacci.
Democratas ameaçam domínio republicano no Senado
De acordo com as pesquisas apresentadas, os democratas estão muito bem colocados em estados que costumavam ser considerados território seguro para os republicanos.
Catacci citou o Texas como exemplo emblemático: um dos maiores redutos republicanos nos Estados Unidos, o estado vem registrando afastamento de parte do eleitorado latino em relação a Donald Trump e ao Partido Republicano, motivado, em parte, pela insatisfação com a política migratória.
A editora também mencionou o estado de Iowa, onde um eleitor relatou ter apoiado Donald Trump com a promessa de mais oportunidades para o eleitorado rural.
Catacci ressaltou que os estados considerados pêndulo, representados em roxo nos mapas eleitorais, continuam sendo palco de disputas acirradas. O Michigan, segundo ela, tem chamado bastante atenção pelo nível de competitividade.
Por outro lado, há estados democratas em que os republicanos também estão se saindo bem. É o caso do Maine, onde a republicana Susan Collins conseguiu se distanciar de Donald Trump e se posicionar de forma mais alinhada ao “establishment”, conquistando espaço relevante na disputa.
O panorama geral traçado pela editora evidencia uma eleição de meio de mandato marcada por disputas em múltiplas frentes, com os democratas liderando as pesquisas e sendo apontados como favoritos para garantir maioria no Senado.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
La Comunidad de Madrid reforzará el próximo año sus políticas de vivienda con un incremento de los recursos destinados a ampliar la oferta de alquiler asequible, facilitar el acceso de los jóvenes a su primera casa y mejorar los edificios residenciales. El Gobierno regional destinará 552 millones de euros a estas actuaciones en 2027, lo que supone un aumento superior al 13% respecto al ejercicio anterior.
Las medidas forman parte del proyecto de Ley de Presupuestos Generales de la Comunidad de Madrid, aprobado este viernes por el Consejo de Gobierno. En conjunto, la Consejería de Vivienda, Transportes e Infraestructuras contará con 3.374,4 millones de euros, un 11,3% más que en 2026, incluidos los fondos europeos.
Uno de los principales incrementos se producirá en el fomento del parque de viviendas en alquiler. Esta partida pasará de los 38 millones de euros del presupuesto inicial de 2026 a 78,3 millones en 2027, lo que representa un aumento del 105,8%. El objetivo es incrementar la disponibilidad de inmuebles en arrendamiento a precios asequibles, especialmente para quienes tienen mayores dificultades económicas.
También ganará peso la Agencia de Vivienda Social, que dispondrá de 90,3 millones de euros para continuar con la construcción de 2.700 viviendas destinadas a familias vulnerables. Además, elevará de 10,8 a 25,2 millones la partida para adquirir inmuebles. Por otro lado, el mantenimiento y la mejora de las 25.000 viviendas que gestiona recibirán 36 millones de euros, un 55% más que en el ejercicio anterior.
La rehabilitación de edificios será otro de los ejes de las cuentas regionales. El Plan Rehabilitar Madrid contará con 112 millones de euros para actuaciones de rehabilitación y accesibilidad, de los que 30 millones se reservarán al Plan Regional de Ascensores, dirigido a facilitar la movilidad de los residentes en edificios que carecen de estos dispositivos.
36 MILLONES PARA EL ALQUILER Y LA EMANCIPACIÓN JUVENIL
El Ejecutivo autonómico también incrementará los recursos destinados a facilitar el acceso al alquiler y la emancipación de los jóvenes. Estas ayudas, junto con las vinculadas al Plan Alquila, sumarán 36 millones de euros, un 26,8% más que en el presupuesto inicial de 2026.
De esa cantidad, 29,7 millones se dedicarán directamente al arrendamiento y otros 6,4 millones a facilitar la independencia de los jóvenes. Esta última partida experimentará un crecimiento del 42,2%.
Por su parte, el programa Mi Primera Vivienda dispondrá de 35 millones de euros en garantías para ayudar a quienes quieran adquirir su primer inmueble y necesiten financiación hipotecaria. La iniciativa permite acceder a préstamos de hasta el 100% del precio de la vivienda, siempre que se cumplan los requisitos establecidos.
En paralelo, el Gobierno regional reforzará el Plan Vive, que ya ha entregado más de 6.500 viviendas en alquiler asequible en 14 municipios y tiene previsto alcanzar las 16.500 en un total de 28 localidades.
Parte de los recursos presupuestados se enmarcan en el Plan Estatal de Vivienda 2026-2030, al que la Comunidad de Madrid ha multiplicado por 5,5 su aportación.
O Flamengo viu suas chances de conquistar o Campeonato Brasileiro dispararem para 87,3%, de acordo com o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A ascensão ocorre após uma rodada quase perfeita, que colocou o Rubro-Negro com três pontos de vantagem na liderança, a apenas cinco rodadas do fim do torneio.
Com esses resultados, o elenco comandado por Leonardo Jardim atingiu 73 pontos, enquanto o Palmeiras, sob a direção de Abel Ferreira, tem 70 pontos. A disputa pelo título agora se restringe a esses dois clubes, segundo as projeções.
A cinco rodadas para o encerramento do Campeonato Brasileiro, os torcedores do Flamengo aguardam ansiosamente as próximas partidas, enquanto a equipe busca manter a performance para garantir o troféu. O Palmeiras, por sua vez, ainda tem uma final de Libertadores pela frente. O time precisa reverter a desvantagem e pressionar o líder até o último jogo.
Chances de título do Brasileirão
Flamengo: 87,3%
Palmeiras: 12,7%
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O Grêmio venceu o Athletico-PR por 2 a 0 nesta quinta-feira (29) e deixou a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Em coletiva de imprensa após a partida, Renato Portaluppi falou abertamente sobre o ambiente no clube e cobrou maior comprometimento dos jogadores na reta final da competição.
“O Grêmio é um clube campeão do mundo. O Grêmio é campeão da Libertadores, é campeão brasileiro, é campeão da Copa do Brasil”, afirmou. Para ele, o clube é grande demais para estar brigando na parte de baixo da tabela.
Cobranças diretas ao elenco
Renato foi enfático ao dizer que o elenco tem tudo o que precisa para render mais. “Eu falo para eles: o que falta para vocês? Falta absolutamente nada”, declarou. O técnico chegou a afirmar que, se algum jogador não estiver satisfeito no clube, pode buscar outra equipe.
“Tá ruim aqui no Grêmio? Vai embora, vê se algum clube grande te quer lá fora”, disse, na frente da diretoria, incluindo o vice-presidente Rafael.
Portaluppi também pediu que os jogadores se colocassem no lugar do torcedor. Segundo ele, o torcedor sai de casa, chega tarde ao estádio e paga ingresso, e merece ver uma equipe que corre e se entrega em campo. “Se coloque no lugar do torcedor. Chega aqui e vê o jogador que não quer correr. Não vai xingar? Lógico que vai”, concluiu.
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O conflito no Oriente Médio pode ter impacto direto nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Segundo a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, o eleitor americano estabelece uma clara associação entre as guerras externas e o aumento no custo de vida, especialmente no preço do combustível e dos alimentos.
A percepção do eleitor americano sobre a política externa
Fernanda Magnotta destaca que, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, existe um debate recorrente sobre em que medida o eleitor tem consciência do mundo globalizado e de como a política externa se reflete nas urnas.
“A máxima que vigora aqui e lá é que, em geral, o efeito internacional costuma ser limitado do ponto de vista eleitoral”, afirmou. No entanto, ela ressalta que, em cenários e períodos específicos, essa máxima merece reavaliação.
A analista cita como exemplo histórico a eleição de 2006, quando as guerras no Oriente Médio, no contexto da presidência de W. Bush, repercutiram diretamente nas escolhas dos eleitores.
“Várias pesquisas vieram mostrar que o eleitor entendeu essa relação existente entre o que acontecia no Oriente Médio e o impacto na sua vida real“, disse Magnotta. O impacto se manifestou tanto em termos econômicos quanto em questões de direitos civis e políticos, em razão de uma série de legislações alteradas no contexto do combate à guerra ao terror.
Choque externo e reflexos no dia a dia
No cenário atual, Magnotta aponta que existe uma clara associação entre o choque externo que começou com a Ucrânia, posteriormente aprofundado com o Irã, e o preço do combustível e dos alimentos. “Isso quem diz não sou eu, tem várias pesquisas que mostram nessa direção”, enfatizou a analista.
A pesquisa mais recente citada pela analista foi realizada em Chicago por um grupo de estudo específico. Os dados revelam que, nessas eleições de meio de mandato, mais de 80% dos pesquisados associavam a guerra ao Irã à mudança no preço e no custo de vida.
Para Magnotta, esse dado é significativo: “Isso não é trivial, isso é importante e traz à baila essa leitura de que nessas eleições também as questões internacionais, direta ou indiretamente, com mais ou menos consciência, chegaram à vida real do americano”.
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A decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de iniciar uma liderança política fora do Brasil gerou análises sobre os limites e os riscos dessa estratégia.
Para Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, ao WW, a iniciativa é calculada, mas enfrenta obstáculos estruturais significativos.
Poder exige presença física, diz especialista
O principal obstáculo apontado por Gabiati é a dificuldade de exercer influência política à distância. Para ele, o poder se constrói a partir de vínculos de confiança, e esses vínculos dependem de contato presencial.
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“O poder se exerce a partir de vínculos de confiança, e a confiança só se constrói estando fisicamente e presencialmente para apertar uma mão e fechar um acordo”, declarou.
“Neste momento, eu duvido que o Flávio tenha essa capacidade”, completou.
Gabiati avalia que a movimentação não foi uma decisão isolada de Flávio, mas sim uma escolha negociada dentro do núcleo familiar.
“Isso aqui não foi só uma escolha do Flávio, foi uma escolha negociada com Jair e com Eduardo, talvez até com Carlos”, afirmou.
Segundo ele, esse grupo toma decisões em conjunto, ainda que nem sempre de forma plenamente racional.
O especialista também traçou um paralelo com a líder venezuelana María Corina Machado, que exerceu liderança política de fora de seu país.
No entanto, Gabiati fez questão de ressaltar que o Brasil está muito longe de ser uma Venezuela, apesar dos atritos institucionais existentes.
“A partir desse movimento dos Bolsonaro, o Brasil ganha sua Corina Machado versão brasileira”, disse.
PL sem liderança pode perder poder institucional
Outro ponto destacado por Gabiati diz respeito ao Partido Liberal.
Com 121 deputados, o partido detém a maior bancada da Câmara, superando até mesmo o PFL no auge de sua força, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando contava com 105 deputados.
No entanto, o cientista político alerta que esse poder eleitoral pode se perder sem uma liderança capaz de coordená-lo. “O grande problema aqui é que o PL tem a maior bancada da Câmara, mas hoje não tem líder”, afirmou.
Segundo ele, sem capacidade de coordenação, todo esse poder eleitoral corre o risco de não se converter em poder institucional na Câmara e no Senado.
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As ações da Alphabet – empresa controladora do Google – despencaram mais de 12% na quinta-feira (29), o pior dia já registrado — uma queda histórica maior do que qualquer sessão durante a pandemia de Covid-19 ou a crise financeira de 2008.
Os investidores estão examinando cada vez mais a corrida de gastos com IA das grandes empresas de tecnologia e como a tecnologia está afetando seus próprios negócios — e a Alphabet é o alvo mais recente.
As ações da empresa caíram acentuadamente à medida que os investidores se preocuparam com a desaceleração do crescimento no negócio de publicidade em buscas do Google, ocorrendo simultaneamente a uma contínua aceleração dos gastos com IA.
As maiores empresas de tecnologia do mundo estão gastando centenas de bilhões de dólares para construir data centers, em uma corrida para tentar figurar entre os vencedores do boom da inteligência artificial.
Wall Street está ficando mais cautelosa, tentando identificar quais empresas estão gastando de forma racional, como esses desembolsos estão impactando outras partes de seus negócios e quem realmente se beneficiará do impacto transformador da IA na sociedade.
A Alphabet divulgou na quarta-feira os resultados de vendas trimestrais que ficaram abaixo das expectativas dos analistas.
Os investidores ficaram consternados com o resultado aquém do esperado nas vendas, o que reacendeu preocupações antigas sobre se a principal fonte de receita da empresa — o negócio de publicidade em buscas do Google — será capaz de resistir à pressão dos consumidores que utilizam cada vez mais os próprios chatbots de IA do Google (e dos concorrentes) em substituição à busca tradicional.
“O temor é que esse deslocamento possa acontecer mais rápido do que o Google consegue reagir e redirecionar seus negócios”, disse Jed Ellerbroek, gestor de portfólio da Argent Capital Management.
A empresa também divulgou um segundo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre negativo, outro indicador que está gerando preocupação entre os investidores.
Desde sua abertura de capital em 2004, o Google — que se tornou Alphabet em 2015 — não havia registrado um único trimestre de fluxo de caixa livre negativo até este ano.
Um fluxo de caixa livre robusto é um sinal de uma empresa saudável, capaz de pagar dividendos, realizar recompras de ações e reinvestir em seus negócios.
A Alphabet registrou US$ 51,4 bilhões em despesas de capital apenas no terceiro trimestre, em comparação com US$ 91,4 bilhões em todo o ano de 2025.
À medida que a empresa intensifica seus gastos com IA, incluindo a construção de data centers, sobra menos caixa para o tipo de gratificação imediata que os investidores apreciam, como recompras de ações e dividendos.
As ações da Microsoft encerraram o dia estáveis na quinta-feira, enquanto as ações da Alphabet caíram mais de 12%.
“Agora estamos começando a ver quem está gastando de forma racional em IA e quem não está”, disse Richard Reyle, diretor de investimentos da Questar Capital Partners.
Pode parecer estranho que as ações de uma das maiores big techs não estejam em alta depois que a Anthropic protocolou seu tão aguardado prospecto de oferta pública inicial apenas alguns dias antes.
A Anthropic está se comprometendo a gastar muito dinheiro para alugar capacidade computacional de empresas de tecnologia como a Alphabet.
Mas essa promessa futura não é garantida, especialmente se a expansão dos data centers não ocorrer conforme o planejado ou se a IA não for tão lucrativa quanto o esperado.
A Alphabet está pedindo aos investidores que acreditem em sua visão para a IA e para a construção de data centers, ao mesmo tempo em que tenta monetizar a IA e demonstrar que é capaz de gerar retornos sólidos com a tecnologia.
O crescimento nas divisões de computação em nuvem das big techs é um sinal de que a demanda por IA continua robusta. Mas o mercado está tenso diante de qualquer coisa que possa dar errado para o boom da IA.
Big techs como a Alphabet estão recorrendo a dívidas e aos mercados financeiros para captar mais capital e impulsionar suas ambições. Embora as empresas afirmem estar tentando acompanhar a demanda, a concorrência por recursos dos investidores está aumentando.
“Todo mundo está tentando passar pela porta ao mesmo tempo, e isso faz as pessoas hesitarem”, disse Ted Mortonson, estrategista de investimentos da Baird especializado no setor de tecnologia.
Wall Street está ficando cada vez mais preocupada com a expansão dos data centers, e as empresas que estão consumindo o fluxo de caixa livre estão sendo penalizadas.
O eleitor americano médio está cada vez menos receptivo a pautas que fujam do campo econômico, como questões morais, migração e conflitos internacionais. Essa é a avaliação de Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Relações Internacionais da FAAP, FGV e IDP, em entrevista ao WW, sobre a disputa das midterms, eleições de meio de mandato nos Estados Unidos previstas para o dia 3 de novembro.
Para Vieira, o tema central da eleição deve ser o custo de vida crescente dos estadunidenses. Segundo o especialista, Trump tenta enfatizar que, antes de seu governo, as condições econômicas seriam ainda piores — mas quem vai arbitrar essa disputa é o eleitor comum, que hoje demonstra menor suscetibilidade a argumentos de cunho não econômico.
Foco no cotidiano e desgaste com pautas amplas
Vieira destacou uma tendência observada ao redor do mundo: a de trazer as disputas eleitorais para o foco do dia a dia das pessoas, em vez de abordar temas mais amplos. “O que Trump fez, de fato, que afeta a vida sua?”, exemplificou o especialista, reproduzindo o tipo de questionamento que figuras como Barack Obama estariam utilizando para convencer eleitores mais centristas a migrar para o lado democrata.
O conflito no Oriente Médio, por exemplo, tem impacto indireto na vida da população — principalmente pelo preço do petróleo —, mas não mobiliza o eleitorado da mesma forma que questões econômicas imediatas.
Latinos podem ser fator decisivo no Texas
Vieira também apontou que o voto latino pode representar uma grande barreira para Trump e seus aliados no Texas — não apenas na disputa para governador, mas também nas eleições para a Câmara e o Senado.
De acordo com o especialista, os latinos foram fundamentais para o retorno de Trump à Casa Branca, especialmente nos chamados swing states (Estado-pêndulo). No entanto, mesmo em estados de maioria republicana consolidada nas últimas três décadas, observa-se um movimento de abertura ao voto democrata.
O especialista explicou que, no caso dos latinos especificamente, a questão econômica cede espaço a outro fator: a atuação do ICE (agência de imigração e controle de fronteiras dos EUA), cujas ações afetaram a comunidade de maneira que muitos não esperavam. “Era algo que a comunidade não esperava que iria afetá-los”, afirmou Vieira, sugerindo que esse descontentamento pode influenciar diretamente o comportamento eleitoral desse grupo nas midterms.
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A agenda fiscal brasileira deve ser tratada como um movimento apartidário, voltado a trazer a gestão das contas públicas para patamares civilizatórios. A avaliação é do economista Daniel Couri, especialista em contas públicas, ao WW.
Couri destacou que, embora um ajuste fiscal seja necessário, ele não é suficiente para resolver a questão do crescimento econômico no país.
“Isso é só para colocar o endividamento dentro de patamares civilizados”, afirmou o especialista, reforçando que o ajuste representa apenas uma parte de um processo mais amplo, e não a solução definitiva.
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Situação fiscal preocupante em perspectiva global
O economista apresentou dados que ilustram a gravidade da situação fiscal brasileira em comparação internacional.
Segundo Couri, em 2026, apenas 21 países de uma lista de 180 nações terão uma dívida maior do que a do Brasil — e quase todos eles são países avançados.
Em relação aos gastos com juros, a situação é ainda mais alarmante: somente Bahrein e Egito devem gastar mais do que o Brasil nessa rubrica.
Diante desse cenário, Couri manifestou surpresa com o fato de o debate público se concentrar tanto na necessidade do ajuste em si, quando esse movimento sequer é capaz de resolver a questão do crescimento.
“Eu acho que isso deveria ser suficientemente forte para convencer o Congresso de que essa agenda é apartidária”, declarou.
A mudança na composição do Congresso Nacional, mencionada no debate, foi apontada como um fator de incerteza adicional sobre as perspectivas de avanço das reformas necessárias.
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Aliados próximos a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o enxergam mais radicalizado após sua fuga para os Estados Unidos, executada na sequência do pedido de apreensão de seus passaportes pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Segundo a apuração da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time, a fuga de Flávio Bolsonaro teria ocorrido sem que o núcleo duro da campanha fosse comunicado, o que agravou o desconforto entre aliados e lideranças do Partido Liberal (PL).
Na última quarta-feira (28), Flávio divulgou uma carta com teor golpista em que se intitulava “verdadeiro presidente eleito do Brasil” — documento que posteriormente foi reformulado, passando a referir-se a ele como “um líder do Brasil”.
Valdemar Costa Neto toma distância da postura radical
Segundo Jussara Soares, a postura de Valdemar reflete uma estratégia deliberada de se distanciar de posicionamentos que possam gerar novos problemas judiciais ao partido.
“Fica muito clara essa distância que ele toma dessa posição radical de Flávio Bolsonaro”, afirmou a jornalista.
Ao mesmo tempo, Valdemar busca preservar a imagem do ex- presidente Jair Bolsonaro como liderança da direita.
De acordo com Jussara Soares, trata-se de um equilíbrio calculado: afagar Jair Bolsonaro, figura ainda relevante para o PL mesmo estando preso por tentativa de golpe de Estado, enquanto se distancia dos filhos, especialmente de Flávio e Eduardo Bolsonaro.
Histórico de problemas judiciais pesa na decisão
A cautela de Valdemar tem raízes no passado recente.
Em 2022, o PL foi multado em 22 milhões de reais pelo ministro Alexandre de Moraes, então à frente do TSE, em razão da contestação do resultado das urnas.
O próprio Valdemar chegou a ser investigado no âmbito da trama golpista por endossar o questionamento ao sistema eleitoral.
“Quem já passou por isso está tomando toda a cautela para evitar qualquer tipo de problema de novo”, destacou Jussara Soares.
Há ainda uma contradição de fundo que Valdemar precisa administrar: o PL elegeu, nas últimas eleições, 121 deputados, 19 senadores — com perspectiva de bancada de 28 congressistas no Senado a partir de 2027 — e seis governadores.
Questionar as urnas que produziram esses resultados expressivos seria, no mínimo, contraditório para o partido.
É nesse contexto que Valdemar opta por se distanciar das posições mais radicais adotadas por Flávio Bolsonaro, ao mesmo tempo em que mantém Jair Bolsonaro como referência política central do PL.
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A confirmação de que Jason Miller, assessor de presidente norte americano, Donald Trump, teria providenciado as acomodações logísticas para auxiliar na fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aos Estados Unidos levantou questionamentos sobre o impacto dessa postura na diplomacia entre os dois países.
O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna explicou durante o CNN Prime Time, que o episódio revela uma estratégia dupla de Trump: por um lado, atender a inclinações ideológicas pessoais; por outro, preservar um canal institucional com o governo brasileiro.
De acordo com o analista, Trump deseja manter uma relação com o Brasil com o objetivo principal de reduzir a influência da China sobre o país.
“Ele ainda acredita que há um caminho para fazer isso em coordenação com Lula, que ele recebeu na Casa Branca em maio, sete dias antes de visitar Xi Jinping, exatamente para demonstrar que é capaz de atrair o Brasil de volta para a órbita americana”, explicou.
A proximidade entre Jason Miller e os Bolsonaros
Jason Miller é descrito como uma figura do movimento MAGA muito próxima de Trump e também dos Bolsonaros.
Sant’Anna lembrou que, em 7 de setembro de 2021, Miller esteve no Brasil para uma Conferência de Ação Política Conservadora junto à família Bolsonaro e acabou sendo interrogado pela Polícia Federal ao sair no aeroporto.
Sant’Anna ressaltou que Miller atua desde meados do ano como estrategista de comunicação na Casa Branca, mas não em um cargo institucional — trata-se de uma função de apoio pessoal a Trump.
O analista apontou ainda que a relação de Miller com o Departamento de Estado é “um pouco distante”, e que sua atuação é predominantemente no campo do lobby privado, tendo sido contratado, por exemplo, pelo governo indiano por 1,8 milhão de dólares para melhorar relações comerciais com os Estados Unidos.
Dimensão ideológica, não institucional
Para Sant’Anna, o envolvimento de Miller na contratação do avião demonstra que Trump preferiu manter a questão da relação com Flávio Bolsonaro “num nível mais ideológico, mais pessoal do que institucional”.
O analista ponderou que, se o Departamento de Estado tivesse se envolvido, o episódio teria uma dimensão completamente diferente.
“As relações entre Brasil e Estados Unidos no campo institucional continuam com essa fragilidade reputacional em que Trump ataca o sistema eleitoral brasileiro para não reconhecer que a direita perdeu no Brasil”, afirmou.
Sant’Anna também observou que Trump teria interesse em difundir a percepção de que a esquerda frauda eleições, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, como forma de não admitir derrotas eleitorais.
Ao mesmo tempo, o analista avaliou que Trump não considera conveniente romper com Lula. “Tudo vai depender de Lula agora, se ele consegue digerir essa relação em que a sua eleição é contestada por Trump”, concluiu Sant’Anna.
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A IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado avalia que dificilmente o governo conseguirá alcançar o superávit primário em 2027, diante do atual cenário das contas públicas.
Em entrevista ao CNN Money, o diretor da instituição, Alexandre Andrade, defendeu que a equipe econômica anuncie “o mais rápido possível” um plano de ajuste fiscal para ancorar as expectativas do mercado.
Alexandre Andrade apontou dois fatores centrais para o pessimismo em relação à meta fiscal. “Na análise que nós fizemos do PLOA 2027 em setembro, nós identificamos premissas bastante otimistas, tanto nas receitas quanto nas despesas”, afirmou.
Além disso, segundo ele, o espaço fiscal já está completamente preenchido e ainda será necessário acomodar cerca de 40 a 50 bilhões de reais em novas despesas decorrentes de medidas anunciadas após 31 de agosto.
O diretor também destacou que a IFI prevê uma desaceleração da atividade econômica no próximo ano. “O PIB deve ter um crescimento menor e isso afeta consequentemente as receitas”, explicou Alexandre Andrade.
Com isso, a combinação de gastos crescentes e receitas menores torna ainda mais remota a possibilidade de resultado superavitário.
Gasto obrigatório comprime espaço discricionário
Um dos pontos centrais da análise da IFI é o forte crescimento do gasto obrigatório, que tem reduzido progressivamente o espaço discricionário do orçamento. “Nós temos hoje cerca de 140 bilhões de reais em despesas discricionárias não rígidas, que basicamente são investimentos e custeio da máquina. Esse é basicamente o montante passível de sofrer cortes”, disse Alexandre Andrade. No curto prazo, esses gastos tendem a ser reduzidos para acomodar as novas despesas obrigatórias anunciadas recentemente.
Alexandre Andrade ressaltou que um ajuste focado apenas nas despesas discricionárias não é suficiente.
“Pensar em um ajuste do lado da despesa que apenas afete as despesas discricionárias não faz muito sentido, é preciso que se promova revisão de despesas obrigatórias”, afirmou. Segundo ele, mais do que cortar, o objetivo deveria ser desacelerar o ritmo de crescimento dessas despesas ao longo dos próximos anos.
Arcabouço fiscal perde eficácia em 2028
De acordo com as projeções da IFI, a atual regra do arcabouço fiscal perderá eficácia em 2028, quando as despesas sujeitas ao limite ultrapassarão o próprio limite estabelecido. Alexandre Andrade alertou que simplesmente modificar os parâmetros do arcabouço teria efeito muito limitado, caso não haja uma reforma do gasto obrigatório.
“Na ausência de reforma do gasto obrigatório, de nada vai adiantar simplesmente modificar os parâmetros do arcabouço, porque, num contexto como esse, apenas a regra perderia eficácia mais cedo”, afirmou.
O diretor da IFI também comentou sobre a probabilidade, apontada em relatório da instituição, de 81,6% de a dívida pública superar 90% do PIB até 2030. Segundo Alexandre Andrade, essa trajetória poderia ser alterada caso um plano de ajuste fiscal crível seja apresentado.
“Haveria uma descompressão dos prêmios de risco, uma redução das taxas longas de juros e, por sua vez, uma redução do custo de financiamento da dívida pública”, explicou, acrescentando que, nesse cenário, a dívida seria “um pouco mais baixa do que está projetada nos nossos relatórios”.
Questionado sobre promessas de campanha que ainda não foram contabilizadas, como a gratuidade do transporte público nos fins de semana, Alexandre Andrade afirmou que ainda não há previsão de valores para essa medida.
No entanto, classificou a proposta como “mais um componente de pressão sobre a elaboração do orçamento do ano que vem, em um contexto em que o quadro fiscal já está bastante apertado”. Segundo ele, dependendo do alcance da medida, a necessidade de ajuste no PLOA poderia superar os 40 a 50 bilhões de reais já estimados.
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A Intel divulgou um balanço de resultados mistos e apresentou um guidance para o quarto trimestre bem abaixo do esperado, o que derrubou as ações da companhia no after hours em Nova York.
No resultado líquido, a companhia teve lucro de US$ 3,32 bilhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 18% em relação ao registrado em igual período do ano anterior, de acordo com relatório publicado nesta quinta-feira (29).
O lucro por ações ajustado ficou em US$ 0,52, acima dos US$ 0,41 projetados por analistas da FactSet. No mesmo período do ano anterior, a Intel obteve um lucro ajustado de US$ 0,23 por ação sobre vendas de US$ 13,65 bilhões.
Para o quarto trimestre de 2026, a empresa projeta um lucro ajustado de US$ 0,25 por ação e uma receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões. Analistas projetavam um lucro por ação de US$ 0,25 para o quarto trimestre e US$ 17,29 bilhões para as receitas, segundo a FactSet.
Já a receita da fabricante de chips subiu 21% na comparação anual do trimestre, a US$ 16,5 bilhões. A receita do segmento de computação cliente e IA física da Intel caiu 5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, para US$ 8,1 bilhões, mesmo com a receita de data center e IA saltando 78%, para US$ 7,3 bilhões.
“Vemos a desaceleração dos PCs continuando pelo menos até a primeira metade do próximo ano, mas permanecemos otimistas sobre as oportunidades em nosso portfólio mais amplo”, disse o diretor financeiro da Intel, David Zinsner, no comunicado.
Após o balanço, a ação da Intel caía 15,8% no after hours de Nova York, por volta das 17h34 (de Brasília).
A Amazon registrou lucro líquido de US$ 20,69 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O ganho diluído por ação foi de US$ 1,89, abaixo dos US$ 1,96 previsto por analistas consultados pelo FactSet.
Os valores anunciados nesta quinta-feira (29) representam uma queda em comparação com os lucros do mesmo período em 2025, quando os lucros líquido e diluído por ação foram de US$ 21,18 bilhões e US$ 1,95, respectivamente.
A gigante do varejo informou, ainda, US$ 201,9 bilhões de receita nos três meses encerrados em 30 de setembro, uma alta de 12% em comparação com o mesmo período no ano anterior. Ainda assim, o valor também ficou abaixo do esperado pelos analistas de US$ 202,2 bilhões.
A receita com a AWS (Amazon Web Services) avançou para US$ 46 bilhões, uma alta de 39% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.
O fluxo de caixa livre da empresa foi negativo em US$ 42,4 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses. No mesmo período em 2025, a companhia havia registrado resultado positivo de US$ 14,8 bilhões.
De acordo com a Amazon, essa mudança está relacionada aos investimentos com compras de imóveis, equipamentos e expansão da infraestrutura de IA (Inteligência Artificial).
Para o quatro trimestre, a Amazon acredita que a receita deve ficar entre US$ 240 bilhões e US$ 247 bilhões – previsão que antecipa um impacto negativo devido às taxas de câmbio, de acordo com a empresa.
Por volta das 18h00 (de Brasília), as ações da empresa recuavam 6% no after hours, em reação aos resultados.
O astro Lionel Messi pode estar se preparando para um retorno ao futebol argentino. Segundo o jornalista Gonzalo Calvigioni, especialista na cobertura do Newell’s Old Boys, o camisa 10 estaria muito próximo de defender o clube que o revelou. A possibilidade seria para janeiro de 2027.
Em publicação nas redes sociais, Calvigioni informou que o assunto foi abordado primeiramente no programa Estadio 3, em Rosário.
Ele reforçou a projeção de data para o retorno do craque. “Lionel Messi nunca esteve tão perto de vir para o Newell’s. Seria em janeiro de 2027”, escreveu o jornalista.
Atualmente, o camisa 10 defende o Inter Miami, dos Estados Unidos. Contudo, o craque argentino teria decidido encerrar sua etapa na Major League Soccer (MLS) e se despedir do clube ao final da temporada de 2026, abrindo caminho para uma possível volta à sua terra natal.
Motivações para o retorno
Outra possível motivação para o retorno de Messi ao futebol sul-americano seria o provável fim de seu ciclo na seleção argentina. Os planos de futuro do astro teriam mudado, e a ideia de jogar pelo clube de seu coração começaria a ganhar força entre seus próximos.
Caso a volta de Messi ao futebol argentino se concretize, ele encontraria um de seus grandes companheiros de seleção jogando no rival do Newell’s. Ángel Di María, também campeão do mundo em 2022, retornou ao país natal para defender o Rosario Central, prometendo agitar ainda mais os clássicos locais.
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A Procuradoria-Geral da República deve seguir o mesmo rito adotado pela Polícia Federal e dividir em partes o inquérito que apura fraudes envolvendo operações entre o Banco Master e o BRB. A tendência, segundo apuração do analista de política Matheus Teixeira, é que as denúncias sejam fatiadas por núcleos de investigação.
“É uma investigação muito grande, que pega uma gama de pessoas gigantesca”, descreveu Teixeira durante o CNN 360º desta quinta-feira (29).
O primeiro núcleo a ser formalizado, de acordo com Teixeira, é o relacionado ao BRB, considerado o mais adiantado na investigação. Estima-se que o rombo decorrente da operação fraudulenta de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília possa ser superior a R$ 10 bilhões.
Além desse, deverá ser constituído um núcleo político, focado nos parlamentares que mantinham relação próxima com o ex-banqueiro.
“Senadores e deputados de oposição, de situação e de centro. Independentemente da ideologia, havia atores com relação com Daniel Vorcaro“, afirmou Teixeira.
A investigação contempla ainda outros núcleos. Um deles é composto por indivíduos que executavam ações de intimidação e ameaça a adversários, liderados por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, que morreu na prisão. Outro núcleo identificado é o de hackers, responsáveis por invasões a publicações e sistemas fechados.
“A tendência é que a PGR inicie uma leva de denúncias pela questão do BRB e depois vá por partes denunciando os demais envolvidos”, afirmou Teixeira.
Na quarta-feira (29), a PF indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e outras 13 pessoas no inquérito que apura as supostas fraudes envolvendo a operação de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que não pretende pautar o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em especial de Alexandre de Moraes, caso seja reeleito à presidência do Senado Federal.
Segundo a avaliação do analista de Política da CNN Matheus Teixeira ao CNN 360°, o destino de Moraes na Corte está diretamente ligado ao resultado dessa disputa.
De acordo com Teixeira, a leitura dos bastidores em Brasília é de que o futuro de Alexandre de Moraes depende, em grande medida, de quem assumirá o comando do Senado Federal.
Isso porque cabe exclusivamente ao presidente da Casa a prerrogativa de abrir ou não um processo de impeachment contra um ministro do STF.
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Contexto das acusações contra Moraes
Alexandre de Moraes é acusado de manter uma relação próxima com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, instituição envolvida em uma fraude que teria gerado um rombo superior a R$ 50 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Há ainda uma fraude no Banco Regional de Brasília que pode superar os R$ 10 bilhões, totalizando mais de R$ 60 bilhões. Além disso, a esposa de Moraes teria mantido contrato com o Banco Master, e o próprio ministro chegou a ser alvo de acusação da Polícia Federal.
No plenário do STF, o julgamento do caso foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Disputa pela presidência do Senado
Independentemente do desfecho do caso no STF, há um movimento no Senado Federal para aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes.
Matheus Teixeira destacou que, com a composição mais à direita do próximo Senado — resultado das eleições de 5 de outubro —, nomes como Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN), ambos mais próximos a Jair Bolsonaro, também disputam a presidência da Casa e têm chances reais de vencer.
São necessários 41 votos entre os 81 senadores para vencer a eleição.
Caso Davi Alcolumbre consiga a reeleição, a tendência, segundo Matheus Teixeira, é que ele não dê início a um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes.
“Se Davi Alcolumbre conseguisse se reeleger, a chance dele abrir um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes é muito baixa”, afirmou o analista.
Por outro lado, se um candidato mais à direita assumir o comando do Senado, a probabilidade de abertura desse processo aumenta consideravelmente.
Alcolumbre já articula nos bastidores a tentativa de atrair votos da direita, compor com o governo e conquistar apoio do centrão para garantir sua reeleição.
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O Bitcoin voltou a cair na tarde desta quinta-feira (29) seguindo a fraqueza observada também nas ações dos Estados Unidos, diante da perspectiva de política monetária e após a reação negativa ao resultados trimestrais da Alphabet.
Por volta das 16h16 (em Brasília), o Bitcoin recuava 0,44%, a US$ 80.804,01, enquanto o Ethereum caía 0,16%, a US$ 2.322,84, de acordo com a plataforma Coinbase.
O bitcoin oscilou e chegou a cair abaixo de US$ 80 mil durante a sessão. Para o FxPro, as apostas “ligeiramente” maiores de alta nos juros americanos e preocupações com os lucros corporativos impediram uma recuperação das criptomoedas.
A Alphabet chegou a despencar mais de 13%, durante a tarde desta quinta-feira. Levando em conta a correlação entre as moedas digitais e o Nasdaq, o maior risco é um recuo no preço do bitcoin em direção a US$ 75 mil, de acordo com a corretora.
O Zaye Capital Markets, por sua vez, adiciona a incerteza sobre a política monetária dos EUA, a demanda de investimento institucional e as tensões geopolíticas como fatores pressionando o bitcoin. O mercado já precifica quase 80% de chances de uma alta nas taxas em dezembro, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
Mais cedo, o PCE (índice de preços de gastos com consumo) de setembro dos Estados Unidos avançou, assim como o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre.
A leitura de analistas é que os resultados estão de acordo com a visão do Fed (Federal Reserve) de que a atividade econômica está forte e a inflação elevada, corroborando com a possibilidade de aperto monetário ainda neste ano.
Também nesta quinta-feira, o BCE (Banco Central Europeu) manteve os juros inalterados – mas também com a previsão de uma alta no encontro de dezembro. O BoJ (Banco do Japão) divulga sua decisão de política monetária amanhã.
Portland Trail Blazers e Memphis Grizzlies se encontram na noite desta quinta-feira (29) em duelo válido pela NBA. O confronto acontece a partir das 23h (horário de Brasília), no Portland Moda Center, em Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos.
As duas franquias integram a Conferência Oeste e representam mercados com histórico consolidado no basquete norte-americano.
O duelo entre as duas equipes promete mais um capítulo da disputa entre franquias da Conferência Oeste, sempre marcada pela competitividade e pela busca por espaço entre as melhores da liga.
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O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira (29) impactado pelos relatos de novas tentativas entre Estados Unidos e Irã de buscarem um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 0,84% (US$ 0,78), a US$ 110,80 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 0,76% (US$ 0,78), a US$ 102,00 o barril, na Nymex.
A queda do petróleo acompanhou declarações do vice-presidente dos EUA, JD Vance, sobre negociações com o Irã, comentários reforçados por Donald Trump nesta quinta-feira.
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou no X que qualquer avanço só será possível após a aceitação de sete condições impostas por Teerã.
Segundo o site Semafor, a Casa Branca mantém tratativas em curso para um acordo temporário de paz, embora ainda enfrente obstáculos para viabilizar a iniciativa. Entre as barreiras citadas está a possibilidade de retomada de ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA.
No campo político-militar, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, demitiu o principal responsável pelo planejamento militar do Pentágono, em mais um movimento de uma série recente de desligamentos de generais.
Ainda assim, investidores seguem no radar com o risco de novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e de ofensivas dos houthis contra a Arábia Saudita.
O Irã afirmou que três petroleiros explodiram e pegaram fogo nas últimas 24 horas após atingirem minas navais ao tentar transitar por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz.
O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, afirma que os riscos de transporte em torno de Ormuz e do Mar Vermelho permanecem elevados, mesmo que os fluxos do Golfo tenham se recuperado para níveis pré-guerra em alguns pontos.
Para Dennis Kissler do BOK Financial, “a maioria dos traders ainda sente que a escalada da guerra provavelmente está por vir”.