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Em um edifício com pavimentos tipo repetitivos, por exemplo, o abastecimento tende a seguir ciclos semelhantes ao longo da execução.
Já em um canteiro urbano apertado, o espaço reduzido para estoque, circulação e recebimento de materiais exige uma logística ainda mais organizada.
Sendo assim, conhecer previamente o que será içado ajuda a dimensionar a logística vertical, evitar gargalos e manter o abastecimento das frentes de trabalho.
A seguir, veja sete grupos de cargas que devem entrar nesse levantamento.
1. Armaduras e elementos de aço
Vergalhões, armaduras montadas e outros componentes de aço podem apresentar peso elevado, grandes dimensões ou formatos que dificultam a movimentação.
Antes de definir o içamento, é necessário avaliar:
- Peso de cada conjunto;
- Comprimento e dimensões;
- Pavimento de destino;
- Frequência das movimentações;
- Espaço disponível para recebimento e preparação;
- Forma de amarração da carga;
- Condições de vento previstas para a operação.
Além do dimensionamento do equipamento, o planejamento deve considerar os requisitos aplicáveis das NR-18, NR-11 e NR-12, sobretudo:
- A carga precisa ser corretamente amarrada;
- A área sob a movimentação deve permanecer isolada e sinalizada;
- A operação deve ser conduzida por profissionais capacitados e autorizados para a função.
As condições de vento também precisam ser acompanhadas, respeitando os limites estabelecidos para o equipamento e para a operação.
A NR-18 prevê o monitoramento do vento em equipamentos de içamento e inclui essa condição entre os fatores que podem afetar a capacidade da máquina.
2. Formas e componentes da estrutura
Sistemas de formas, painéis e outros componentes da estrutura circulam entre os pavimentos conforme o edifício sobe.
Em uma obra com pavimento tipo repetitivo de edifícios residenciais, por exemplo, esses materiais entram em um ciclo contínuo de retirada, preparação e envio para o andar seguinte.
Quando essa movimentação não acompanha o ritmo da estrutura, a equipe pode ficar esperando pelo material necessário para iniciar a próxima etapa.
O planejamento de içamento de cargas, desse modo, precisa considerar a sequência executiva, a frequência das movimentações e o tempo disponível entre um pavimento e outro.
Quanto mais repetitivo o ciclo, maior a importância de organizar esse fluxo.
3. Materiais de escoramento
Escoras, vigas e outros elementos de escoramento também precisam entrar no planejamento de içamento.
Em edifícios residenciais, principalmente quando o canteiro é mais apertado, esses materiais costumam chegar em lotes e precisam ser organizados antes de subir para os pavimentos.
Além do peso total, vale observar como serão descarregados, separados e agrupados para cada movimentação.
Quando as cargas já estão preparadas conforme a sequência da obra, os ciclos de içamento tendem a acontecer com menos interrupções e com melhor aproveitamento do tempo do equipamento.
4. Paletes de blocos e materiais de alvenaria
Blocos representam uma demanda frequente durante a etapa de alvenaria. Para planejar essa movimentação, o engenheiro deve analisar fatores como:
- Peso do palete;
- Quantidade por pavimento;
- Frequência de abastecimento;
- Local de descarga;
- Espaço disponível na frente de trabalho.
Um abastecimento mal dimensionado pode gerar espera ou excesso de materiais acumulados nos pavimentos.
5. Argamassas e materiais ensacados
Cimento, argamassas e outros insumos ensacados costumam aparecer com frequência no abastecimento dos pavimentos.
Em um edifício residencial com várias frentes de serviço, não basta saber o peso. É preciso calcular quantas unidades sobem por ciclo, quais pavimentos precisam de reposição e em que ritmo esse abastecimento deve acontecer.
Se duas ou três frentes dependem do mesmo material ao longo do dia, por exemplo, o planejamento precisa distribuir essas viagens sem criar espera para as equipes.
Organizar essa reposição por pavimento e etapa ajuda a manter o fluxo de trabalho e evita que o transporte vertical vire um gargalo e gere custos adicionais para a obra.
6. Equipamentos e componentes de maior peso
Máquinas, ferramentas e determinados componentes podem aparecer com menor frequência, mas exigir atenção especial devido ao peso, às dimensões e à forma de movimentação.
Cargas menos recorrentes não devem ficar fora deste planejamento, exigindo a elaboração de um Plano de Rigging, a fim de definir:
- Peso e centro de gravidade da carga;
- Acessórios de amarração;
- Equipamento para içamento;
- Raio de operação;
- Trajetória do içamento;
- Condições do local.
Nas operações com equipamentos de elevação vertical, a NR-18 exige um plano de carga elaborado por profissional legalmente habilitado, além da análise de risco aplicável à movimentação.
7. Materiais de instalações, fachada e acabamento
Conforme a obra avança, a logística vertical muda junto. Em edifícios residenciais, componentes de instalações, esquadrias, elementos de fachada e materiais de acabamento passam a ocupar o lugar de cargas mais ligadas à estrutura.
Em um canteiro urbano com pouco espaço para estoque, por exemplo, esses materiais podem chegar em momentos diferentes e precisar subir rapidamente para os pavimentos de destino.
Já nas etapas de acabamento, várias equipes podem depender do transporte vertical no mesmo período.
O levantamento desses sete grupos ajuda a entender qual tipo de equipamento faz mais sentido em cada fase da obra, considerando peso, volume, frequência e ponto de entrega.
Isso não significa que todas as cargas devam ser movimentadas pela mesma solução.
O Elevador de Cremalheira entra como uma das alternativas para o transporte vertical de pessoas e materiais entre os pavimentos, especialmente quando há demanda recorrente de abastecimento ao longo da execução.
| Carga |
Peso típico do lote |
Frequência de movimentação |
Equipamento indicado |
| Feixe de vergalhões para armação |
500 a 1.000 kg* |
Frequente durante estrutura |
Grua, conforme peso e comprimento da carga |
| Formas e painéis de um trecho estrutural |
300 a 800 kg* |
A cada ciclo de concretagem |
Grua, principalmente em pavimentos tipo repetitivos |
| Lote de escoras para o pavimento seguinte |
300 a 600 kg* |
Recorrente durante estrutura |
Grua ou Elevador de Cremalheira, conforme acondicionamento |
| 40 sacos de argamassa de 20 kg |
800 kg |
Várias reposições ao longo do dia |
Elevador de Cremalheira de 1.500 kg |
| 20 sacos de cimento de 50 kg |
1.000 kg |
Conforme consumo das frentes |
Elevador de Cremalheira de 1.500 kg |
| Palete de blocos para alvenaria |
700 a 1.200 kg* |
Alta durante execução das paredes |
Elevador de Cremalheira ou Grua |
| Esquadrias e componentes de fachada agrupados |
200 a 500 kg* |
Pontual conforme avanço do acabamento |
Mini Grua de até 500 kg |
*Os pesos precisam ser validados pelo departamento de Engenharia.
Como o planejamento de içamento de cargas ajuda na escolha da solução?
Uma Grua de Obra para Construção Civil, por exemplo, pode fazer parte do planejamento desde o início da obra se a estratégia do empreendimento indica a necessidade de movimentação vertical recorrente.
Depois de mapear as cargas que necessitam içamento, os responsáveis pela obra conseguem avaliar com mais precisão:
- Capacidade necessária;
- Alcance das lanças;
- Alturas atendidas pelos equipamentos de elevação;
- Frequência das operações verticais;
- Pontos de carga e descarga;
- Espaço disponível no canteiro.
A C3 Equipamentos oferece diferentes configurações de Gruas para Obras para atender demandas de elevação vertical.
Antes de definir o modelo, porém, o ponto de partida deve ser sempre o mesmo: entender exatamente quais cargas precisam circular pelo canteiro.
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