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Protesto pela habitação leva uma centena de pessoas às ruas de Faro

Cerca de uma centena de pessoas percorreu este sábado, 24 de outubro, a avenida 5 de Outubro, em Faro, para exigir respostas à crise da habitação. A marcha terminou na Praça da Liberdade, onde um microfone aberto deu lugar a testemunhos sobre as dificuldades em pagar renda ou casa própria.

Promovido pelos coletivos que têm organizado a acampada de Faro, o protesto juntou reivindicações pelo fim dos despejos, pela reversão da lei de arrendamento e pela expropriação do património devoluto.

Organizador relata obrigação de sair de casa durante o verão

Sebastião Florêncio, membro da organização da acampada, disse à Lusa que considera esta a pior crise “desde o 25 de Abril”, apontando a situação de pessoas que “trabalham e nem conseguem ter dinheiro para comer”.

“Isto é um caso de calamidade, isto é uma emergência que temos no nosso país e que ainda mais grave se torna quando nos tentam descredibilizar”, afirmou.

O próprio declarou ter “sorte” por conseguir “ter uma casa”, mas explicou que vive sem contrato e é obrigado a “sair três meses durante o verão, o que no Algarve é habitual”.

Na sua avaliação, a crise algarvia “é um problema ao quadrado”, agravado pela “exorbitância do mercado imobiliário e da especulação imobiliária”.

Marcha percorreu 900 metros ao som de José Afonso

O desfile arrancou pelas 15:30, meia hora depois do previsto, ao som de “Os Vampiros”, de José Afonso. O percurso de 900 metros, acompanhado pela polícia, demorou cerca de meia hora, com outras pessoas a juntarem-se ao longo do caminho.

“Teto, chão, direito a habitação” e “Queremos casas para morar, e não para especular” foram algumas das palavras de ordem. Ouviu-se também um cântico dirigido ao primeiro-ministro: “Montenegro, presta atenção, as tuas casas vão virar ocupação”.

Nas faixas exibidas pelos participantes liam-se mensagens como “Eles compram tudo e não deixam nada”, “Não faltam direitos, falta cumpri-los” e “Mais habitação, menos especulação”.

Microfone aberto reúne testemunhos e críticas ao Governo

Na Praça da Liberdade, depois da leitura de um manifesto preparado pelas várias acampadas, mais de uma dezena de pessoas tomou a palavra durante cerca de uma hora.

Os discursos combinaram críticas ao Governo com relatos pessoais sobre as dificuldades em suportar os custos da habitação. Houve também quem se afirmasse “privilegiado por ter casa”, defendendo que isso não contradiz a participação no protesto, porque “todos têm direito a casa própria”.

Para este sábado está ainda prevista uma assembleia popular na praça, destinada a recolher contributos para propostas a apresentar ao Governo e a preparar novas ações de luta.

Protestos alargaram-se a outras cidades

A atual mobilização começou no Porto em 10 de outubro e estendeu-se a Lisboa e a outras cidades, através de manifestações e acampadas. Os protestos surgiram dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade, refere a Lusa.

Promovidas por movimentos cívicos e divulgadas nas redes sociais, as iniciativas exigem respostas à crise habitacional. Reclamam também o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

Em 15 de outubro, o movimento que acampava no Porto denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada. Segundo a denúncia relatada pela Lusa, ficaram feridos 39 participantes, dois dos quais em estado grave, e um polícia.

Em Lisboa, as autoridades retiraram dezenas de tendas do Rossio na manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz em 27 de outubro.

Leia também: Herdou uma casa e não há acordo para vender? Governo aprova novas regras para desbloquear heranças

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9.º Rally Município de Albufeira vai para a estrada no último dia de outubro

O 9.º Rally Município de Albufeira, que vai para a estrada dia no último dia de outubro, é a quinta e penúltima prova do Campeonato Sul de Rallyes e do Campeonato Sul de Rally 2RM.

Prometendo dois dias de emoção e adrenalina para os fãs do automobilismo, a prova arranca no dia 31 de outubro, às 21h00, com uma Super Especial noturna realizada na Avenida dos Descobrimentos.

É junto à Marina de Albufeira que estará localizada a zona de Assistência do Rally Município de Albufeira, sendo que no dia 1 de novembro, entre as 9h00 e as 18h00, a competição prossegue com as classificativas de Ferreiras, Paderne e Guia, cujos horários serão como apresentados no cartaz da prova.

Organizado pelo Clube Automóvel do Sul (CAS), com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira, o rally integra a programação de Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026.

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Cerca de uma centena de pessoas manifesta-se em Faro pelo direito à habitação

O desfile percorreu a Avenida 5 de Outubro até à Praça da Liberdade. Num microfone aberto, os participantes partilharam dificuldades em pagar renda ou casa própria.

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Frusoal apresenta o Laboratório InovCitrus e lança projeto de investigação sobre praga que afeta citrinos no Algarve

A Frusoal apresentou, ontem sexta-feira, o Laboratório Frusoal InovCitrus, um espaço inovador dedicado à investigação e vocacionado para as culturas

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Último elefante vivo dos circos portugueses finalmente vive em liberdade no Alentejo – TVI

Julie, assim se chama o último elefante vivo dos circos portugueses, que finalmente vive em liberdade naquele que é já designado como o santuário dos elefantes da Pangea, no coração do Alentejo, como mostra a reportagem da TVI.

Segundo o jornalista Paulo Bastos, a Julie, desde que se mudou para o Alentejo, em julho último, já engordou cerca de 100 quilos, estando agora perto das três toneladas. O intitulado santuário dos animais vindo do circo, situa-se perto de Vila Viçosa, mas não está aberto ao público. Já que onde estão elefantes não estão pessoas e onde estão pessoas não estão elefantes.

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Colisão automóvel na A2 junto às portagenm de Coina resulta na morte de uma mulher

Uma colisão entre dois veículos ligeiros de passageiros, ocorrida perto pouco antes das três da tarde deste sábado, na Autoestrada do Sul (A2), no concelho de Palmela, distrito de Setúbal, teve como resultado a morte de uma mulher, segundo revelaram a Guarda Nacional Republicana (GNR) e Proteção Civil à Agência Lusa, citada pelo Correio da Manhã (CM).

À Lusa, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal explicou que o acidente aconteceu cerca do quilómetro 24,5, no sentido Sul-Norte, junto às portagens de Coina, na freguesia da Quinta do Anjo, tendo o alerta às autoridades sido dado às 14h52.

O CM adianta na sua publicação que por volta das 16h10, o corpo da vítima mortal ainda não tinha sido transportado para os serviços de medicina legal.

Fonte da Autoridade Nacional de Trânsito da GNR, revelou à Lusa que a vítima mortal é uma mulher, cujo óbito declarado no local, mas não precisou a idade da mesma.

Para o local foram empenhados 17 operacionais, apoiados por sete viaturas, incluindo os Bombeiros Sapadores de Setúbal, de Sul e Sueste do Barreiro e corporação do Pinhal Novo, assim como a GNR, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e Brisa.

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Agressão de recluso deixa guarda com lesão craniana em Grândola

Um guarda da prisão de Pinheiro da Cruz, no concelho de Grândola, sofreu uma lesão craniana, por ter sido agredido com murros violentos por um recluso considerado perigoso (que está na secção de segurança do estabelecimento prisional, a cumprir uma medida disciplinar de reclusão), segundo noticia avançada pelo website do Correio da Manhã (CM), que acrescenta, o ataque violento ter ocorrido quando o preso estava a ser retirado do pátio de recreio, tendo o guarda sido submetido a um período indeterminado de internamento hospitalar.

Segundo o CM, a violência desencadeou-se na tarde de sexta-feira, quando o guarda agredido, por falta de efetivos, estava a vigiar sozinho o preso no período de recreio. Depois de receber ordens nesse sentido, o agressor mostrou-se renitente em regressar à cela. Colocou-se mesmo de cócoras, e a agressão ocorreu quando o guarda o tentou fazer levantar-se. Depois de agarrar a vítima por trás, com um golpe de ‘mata-leão’, desferiu-lhe uma sucessão de murros na cabeça. Só com o apoio de mais guardas foi possível manietar o agressor, e colocá-lo, de novo, na secção de segurança da cadeia.

O guarda, por seu turno, foi assistido por bombeiros ainda no estabelecimento prisional. Depois de passar por um hospital na zona, foi decidido que teria de ser transferido para o Hospital de São José, em Lisboa, devido à lesão craniana sofrida.

Contactado pelo CM, Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, confirmou a ocorrência. “A gravidade da situação é diferente. O nosso colega foi atacado numa secção de segurança. Os serviços prisionais geraram um caos tão grande a nível de segurança, colocando guardas a trabalharem sozinhos. Para haver todos os objetivos de atividades que os senhores diretores dos estabelecimentos prisionais querem, limitamos as condições de segurança no interior dos mesmos“, considerou o responsável sindical. 

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Projeto algarvio ‘Poesias do Mundo’ participa em Festival de Cinema & Literatura de Tétouan

O projeto algarvio ‘Poesias do Mundo’, sedeado em Loulé, participará pela segunda vez no Festival Internacional de Cinema & Literatura de Tétouan, em Marrocos, que decorrerá de 3 a 8 de novembro de 2026, cujo evento é organizado pela SARAYA – Associação para a Criatividade, de Tétouan, com quem o ‘Poesias do Mundo’ mantêm uma importante parceria, realçando-se que a delegação do projeto contará com a presença do seu criador, Tápê, acompanhado por um grupo diverso de poetas e artistas internacionais.

Entre os representantes estarão Raquel Zarazaga, poeta espanhola e coordenadora da ‘Poesias do Mundo’ para a língua espanhola; Anas Fathouni, poeta e tradutor marroquino, coordenador do projeto em Marrocos; John E. Contreiras, poeta luso-venezuelano; Nero, poeta algarvio; Francisca Cortés Espinosa, poeta espanhola e diretora do “Poetry Slam Jerez de la Frontera”; além dos artistas italianos Salila Rade e Bianco Scaravaggi, o poeta espanhol Miguel Parra-Uribe e o poeta haitiano Olgens Cenejuste.

A participação inclui ainda cerca de uma dezena de poetas e artistas marroquinos de renome, entre os quais Abdel Karim Bentato, Iliass Ben Abdennour, Najat el Malki e Abdu Maimoni, fortalecendo o intercâmbio cultural e artístico entre a Península Ibérica, o Levante e o mundo.

O Festival de Cinema & Literatura de Tétouan é um espaço dinâmico e multicultural que promove o diálogo entre diferentes formas artísticas e linguagens, contribuindo para a valorização e a difusão da poesia e da literatura em contextos internacionais.

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Base de Dados dos Bombeiros Portugueses foi alvo de ciberataque – ANEPC

O Comando Regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informa em nota enviada às redações que a base de dados do Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses (RNBP) foi alvo de um ciberataque, no âmbito do qual terá sido possível copiar dados pessoais dos bombeiros nela registados.

Na sequência da deteção do incidente, a ANEPC, em articulação com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e a Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), do Ministério da Administração Interna, procedeu de imediato à suspensão da aplicação RNBP, estando em em curso trabalhos destinados a reforçar os mecanismos de segurança da aplicação e a assegurar a proteção dos dados pessoais nela constantes.

A ANEPC enviou uma comunicação interna às Entidades Detentoras dos Corpos de Bombeiros e aos Corpos de Bombeiros a informar a situação e a alertar para possíveis tentativas de fraude. Na comunicação seguiram um conjunto de procedimentos a adotar.

Neste contexto, a ANEPC apelou a todos os bombeiros para que mantenham uma atenção redobrada perante chamadas, mensagens ou outras comunicações inesperadas que solicitem o acesso a ligações ou páginas eletrónicas, a divulgação de dados pessoais ou o preenchimento de formulários.

A ANEPC esclarece que as comunicações dirigidas aos bombeiros, designadamente para atualização de dados ou transmissão de informações, privilegiam sempre os canais institucionais, através da estrutura de comando dos respetivos corpos de bombeiros.

Assim, recomenda-se que não sejam abertas ligações suspeitas, não sejam fornecidos dados pessoais nem sejam preenchidos inquéritos ou formulários na sequência de contactos não confirmados. Em caso de dúvida, os bombeiros deverão confirmar a autenticidade da comunicação junto da estrutura de comando do respetivo corpo de bombeiros, através dos canais habituais.

Os titulares dos dados que pretendam obter esclarecimentos adicionais sobre o incidente e sobre os seus dados pessoais poderão contactar o Encarregado da Proteção de Dados da ANEPC através do endereço de correio eletrónico: incidentes.dados@prociv.pt.

A ANEPC continuará a desenvolver as diligências necessárias ao reforço da segurança dos seus sistemas e à proteção dos dados pessoais, mantendo como prioridade a segurança da informação e a confiança dos bombeiros nos canais institucionais de comunicação.

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Crónicas de Lisboa –  Eu, Quem Sou?

Eu, pronome pessoal, da primeira pessoa do singular, mas que representa, contudo, tantos “eus” que é, por isso, imensamente plural: O “eu” que é (só) nosso e que não partilhamos com outros, mesmo com os mais íntimos, porque muito da vida que eu ainda quero viver existe, essencialmente, nos meus sonhos e a minha meta é ser feliz e não perfeito; contudo, muito crítico para com o meu “eu” imperfeito.

O “eu” que julgamos ser, de acordo com os nossos valores e referências. Mas sou o que eu vejo, porque somos o que sabemos e o que estamos dispostos a aprender; sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas pelo menos não finjo ser quem não sou; O “eu” que aparentamos ser, tentando esconder o nosso “eu” intimista; O “eu” que queremos ser, visando objetivos individualistas; sigo procurando quem eu sou e sei que sou o que quero ser, porque sou ser humano e que o meu “eu” me permite ser; O “eu” que deveríamos ser, para que o nosso contributo pessoal beneficiasse outros “eus”.

O “eu” que os outros querem que sejamos, como que limitando a liberdade do nosso “eu” mais egoísta; o que os outros pensam sobre mim não vai mudar quem eu sou, porque ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo; O “eu” pelo qual nos tomam, a partir de certos preconceitos ou de ideias-feitas e que podem mudar o meu conceito sobre o “eu” dos outros que me julgam.

O “eu” que nós não conhecemos, porque não sabemos ou não queremos olharmos-nos ao espelho, preferindo cultivar um certo narcisismo; afinal, seria tanto o que poderíamos aprender com os outros, se tivéssemos a mente aberta a outros “eus”; O “eu” que os outros conhecem e nós não, porque, egocêntricos, tentamos escondermo-nos numa carapaça que, nem sempre, é visível pelos outros.

Contudo, sou o que eu vejo e sinto e não tento ser o que os outros querem que eu seja; simplesmente sou o que eu sou; mas sou também o meu “eu” da criança que existe dentro de mim, apesar das muitas voltas da vida dum tempo que já passou e se aproxima do fim; dum tempo, já numa certa longevidade, que deixou rosas, mas também espinhos, alguns que laceraram o corpo e a alma.

Sou o “eu” do presente, o “eu” do depois e de tudo o que já fui antes, mas, o que de facto importa é o “eu” que, verdadeiramente, sou, porque eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou.

Mas este meu “eu”, que para mim é mais importante, é o “eu” que eu procuro, continuamente, ser e isso eu ainda não sei, nem sei se algum dia saberei quem sou. Sei que o que somos hoje e o que seremos amanhã depende das nossas atitudes; se procedo mal, sofro as consequências, mesmo que apenas no meu “eu intimo” e se procedo bem, o meu “eu” se purifica, enriquecendo-se e verte lágrimas de alegria.

Tenho também, um “eu” que nos confunde e, por vezes, nos deixa perdidos neste mundo de tantos “eus”; Este “eu” que também é dos outros, principalmente daqueles com os quais nos relacionamos e interagimos; Este “eu” que incomoda os outros, gerando, por vezes, ciúme, inveja, ódios, raiva e violência; Este “eu” inquieto e lutador, neste mundo tão desigual e tão violento, com um “eu” confuso do inconfundível e do medo do (im)possível; mas sou o “eu” de mim mesmo, o dono das minhas ideias.

Sou este “eu” sofrido, mas corajoso e resistente à dor, buscando no exemplo do sofrimento dos outros a coragem e a resistência, quando as forças parecem já faltar; este “eu” que ama os outros e, sem narcisismo, se ama também a si próprio; um “eu” que se revê na ternura das crianças e na paz dos idosos e da natureza, nas suas diversas formas, mas um “eu” que se revolta pela onda destruidora em que vivemos. Meu Deus!

Por muito tempo fui tudo o que pude e agora procuro ser tudo o que quero, porque “o valor do ser humano não é medido segundo aquilo que se tem, mas sim segundo aquilo que se é”; sei que não quero morrer há muito em contagem decrescente, mas sim viver, porque sou ainda destino incerto, sou estrada que partilho com os outros, no meu sangue continuado em crianças que ajudei e ajudo a crescerem, sou andarilho, mas eu não quero esperar até o final para ser feliz no outro mundo, porque eu quero é ser feliz aqui e agora.

Contudo, queria ter um “eu” que me levasse para bem longe desta incerteza,  destas guerras e desigualdades, dos egoísmo exacerbados, deste mundo tão agressivo e violento. Mas isso, seria no país da utopia, que só existe no nosso imaginário e quando a inquietude nos assalta.

Assim, “EU”, palavra de duas letrinhas apenas, mas de tão profunda complexidade do nosso ser, quer como indivíduo quer como membro da comunidade em que vivemos; por isso, são tantos os “eus” que temos dentro de nós que ficamos sem saber, verdadeiramente, quem somos e sem sabermos lidar com os nossos “Eus”.

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O pensamento é o diálogo da alma consigo mesma e, por isso, dei comigo a pensar em “Eu, quem sou e o que fiz e faço neste mundo?”. Aos outros deixarei o meu “eu” para que o julguem na eternidade.

Para ler o artigo anterior do autor, clique aqui.

* Economista (Reformado)

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ACEGE | Abertura Ano 2026/27

A responsabilidade das empresas no combate à pobreza marcou a abertura do ano de atividades 2026/2027 do núcleo algarvio da Associação Cristã de Empresários e Gestores — ACEGE. Realizado no dia 15 de outubro de 2026, em Faro, o encontro reuniu perto de 60 participantes e contou com as intervenções do bispo do Algarve, D. […]

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Eletricidade vai falhar em 14 concelhos até segunda-feira: cortes podem durar seis horas e há três municípios do Algarve na lista

Milhares de portugueses poderão ser afetados por interrupções temporárias no fornecimento de eletricidade entre este sábado, 24 de outubro, e segunda-feira, dia 26. A E-Redes programou trabalhos de manutenção na rede de distribuição que abrangem zonas específicas de vários concelhos do país, incluindo três municípios do Algarve.

De acordo com a E-Redes, a maioria das intervenções está prevista para domingo, 25 de outubro, sobretudo durante a manhã.

Os cortes destinam-se à realização de operações técnicas na infraestrutura elétrica, sendo necessária a suspensão temporária do abastecimento nas zonas abrangidas. Em alguns locais, a interrupção poderá prolongar-se durante seis horas.

Faro, Tavira e Portimão entre os concelhos afetados

No Algarve, estão previstas interrupções no domingo em três municípios, com horários diferentes e incidência em códigos postais específicos.

Em Faro, os trabalhos vão decorrer na freguesia de Montenegro, entre as 06h00 e as 11h00. Os códigos postais abrangidos são 8005-178, 8005-207, 8005-262 e 8005-277.

Também em Tavira estão programados cortes entre as 06h00 e as 11h00, nas zonas de Santa Maria e Santiago. Os códigos postais identificados são 8800-314, 8800-318, 8800-359, 8800-370 e 8800-645.

Já em Portimão, a interrupção está prevista entre as 06h30 e as 11h00. Neste caso, a lista inclui os códigos postais 8500-289, 8500-356, 8500-511, 8500-515, 8500-557, 8500-565, 8500-583, 8500-584, 8500-585, 8500-586, 8500-592, 8500-601, 8500-606, 8500-619, 8500-665, 8500-673, 8500-709, 8500-730 e 8500-735.

Cortes começam este sábado e prolongam-se até segunda-feira

No domingo, além dos três municípios algarvios, estão previstas intervenções em Loures, Sesimbra, Caldas da Rainha, Vila Franca de Xira, Mafra, Santiago do Cacém, Grândola, Coimbra e Mira.

Em Loures e Vila Franca de Xira, os trabalhos poderão prolongar-se entre as 06h00 e as 12h00, correspondendo a seis horas de interrupção. Já em Sesimbra, o período previsto começa mais cedo, às 05h00, terminando às 11h00.

Nas Caldas da Rainha e em Coimbra, os cortes poderão durar cinco horas, enquanto em Mira a interrupção está prevista apenas entre as 08h00 e as 10h00.

Na segunda-feira, 26 de outubro, será a vez de Almada e Barreiro registarem interrupções programadas. Em ambos os concelhos, os trabalhos estão previstos entre as 06h00 e as 06h31, com uma duração aproximada de meia hora.

O que deve fazer se ficar sem eletricidade?

Os consumidores que residem nas zonas identificadas devem preparar-se antecipadamente para eventuais falhas no fornecimento de energia.

Entre as principais recomendações estão carregar os telemóveis e outros equipamentos essenciais, evitar utilizar aparelhos elétricos sensíveis durante os trabalhos e manter as portas dos frigoríficos e congeladores fechadas enquanto durar a interrupção.

No caso de pessoas que dependem de equipamentos médicos alimentados por eletricidade, é especialmente importante garantir uma alternativa segura antes do início dos cortes.

Importa esclarecer que a inclusão de um código postal na lista não significa que todas as habitações dessa área fiquem necessariamente sem eletricidade, uma vez que as intervenções podem afetar apenas determinados segmentos da rede.

Os horários anunciados também poderão sofrer alterações, pelo que a E-Redes recomenda a consulta da informação atualizada sobre as interrupções programadas.

Apesar de os trabalhos estarem distribuídos por diferentes horários, a manhã de domingo será o período com maior concentração de intervenções, incluindo nos três concelhos algarvios identificados.

Leia também: Hora muda para o horário de inverno na próxima madrugada: afinal, o relógio avança ou atrasa uma hora?

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Lancha com 1.200 cavalos transportava cinco toneladas de haxixe no Guadiana: suspeitos fugiram para Espanha

Uma embarcação de alta velocidade, equipada com quatro motores de 300 cavalos, foi intercetada pelas autoridades portuguesas e espanholas no rio Guadiana, numa operação que terminou com a apreensão de mais de cinco toneladas de haxixe. Os ocupantes conseguiram fugir depois de encalharem a lancha numa das margens do rio.

A operação decorreu na quarta-feira, 21 de outubro, e envolveu militares da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) da Guarda Nacional Republicana (GNR) e elementos da Guarda Civil espanhola.

Segundo o Jornal de Notícias (JN), a embarcação, com cerca de 12 metros de comprimento, foi inicialmente detetada pelas autoridades espanholas quando entrava na barra do Guadiana, em águas de Espanha.

Perante a situação, a Guarda Civil solicitou a colaboração da GNR, tendo sido mobilizados militares do Destacamento de Controlo Costeiro de Olhão para apoiar a tentativa de interceção.

Suspeitos abandonaram a lancha e fugiram a pé

Ao aperceberem-se da presença das autoridades, os ocupantes da embarcação iniciaram uma fuga pelo rio Guadiana, procurando escapar à operação policial.

A tentativa terminou quando a lancha acabou por encalhar na margem espanhola. Os suspeitos abandonaram imediatamente a embarcação e fugiram a pé em direção ao interior de Espanha.

Apesar das buscas realizadas pelas autoridades dos dois países, não existe, até ao momento, indicação de que tenham sido efetuadas detenções relacionadas com esta operação.

Mais de 127 fardos de droga encontrados no Guadiana

Na sequência da intervenção, as autoridades conseguiram recuperar 127 fardos de haxixe, correspondentes a mais de cinco toneladas de produto estupefaciente.

Parte da droga tinha sido lançada à água durante a fuga, obrigando os militares a realizar buscas ao longo das margens do Guadiana para localizar e recuperar os fardos.

Além do haxixe, foram apreendidos 15 jerricans de combustível e a embarcação utilizada no transporte da droga.

A lancha estava equipada com quatro motores de 300 cavalos, o que representa uma potência conjunta de 1.200 cavalos.

Autoridades recorreram a drones durante as buscas

A operação contou também com a utilização de drones, que permitiram apoiar as buscas realizadas ao longo do rio Guadiana.

Estes equipamentos foram utilizados para tentar localizar os fardos de droga que tinham sido lançados à água, bem como os suspeitos que fugiram após o encalhe da embarcação.

A intervenção conjunta da GNR e da Guarda Civil permitiu retirar de circulação mais de cinco toneladas de haxixe, numa operação realizada numa zona de fronteira entre Portugal e Espanha.

Até à divulgação das informações, não tinham sido comunicadas detenções, desconhecendo-se o paradeiro dos ocupantes da lancha.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

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DJs algarvios Bruno Zarra e Sylva Drums tocam hoje no 30.º Amsterdam Dance Event

O Amsterdam Dance Event (ADE), que se realiza este fim de semana em Amesterdão, nos Países Baixos, celebra o 30.º aniversário nesta edição de 2026 e conta com a presença de dois DJs algarvios, Bruno Zarra e Sylva Drums.

Integrando o Xpressive Showcase, marcado para este sábado, 24 de outubro, os dois DJs algarvios vão ‘tocar’ no 50:HERTZ House & Techno Cafe, entre as 22h00 e as 04h00, num alinhamento que cruzará diferentes estilos da música eletrónica.

Bruno Zarra, natural de Quarteira, DJ e produtor, tem uma identidade centrada no house e no tech house, dois géneros que fazem parte do seu trabalho enquanto artista.

Sylva Drums, nasceu em Seine – Saint-Denis, Paris, França, mas reside há alguns anos no Algarve, está associado às sonoridades afro house, explorando uma abordagem musical marcada por influências rítmicas características deste estilo.

Saliente-se que o ADE está a celebrar 30 anos de existência, sendo considerado um dos principais encontros internacionais da música eletrónica, reunindo artistas, editoras, promotores e profissionais da indústria de todo o mundo.

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Esta madrugada atrase o relógio uma hora e entre no Horário de Inverno

É na madrugada deste domingo, 25 de outubro, que quando forem 02h00 em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, os relógios atrasam 60 minutos, passando para a 01h00, entrando assim no dito Horário de Inverno.

Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita à 01h00 da madrugada de domingo, passando para o relógio para as 00h00, ou seja, para a meia-noite.

Sobre esta mudança de horário, no último domingo de outubro e no último domingo de março, entrando neste último no Horário de Verão, vários estudos têm associado a mudança da hora a efeitos nos padrões de sono, na produtividade e na saúde mental e cardiovascular.

Fim da mudança da hora continua sem acordo

As teorias não são consensuais, mas a prática revela por vezes dificuldades na adaptação aos novos horários. Por outro lado, a dita poupança de energia, também não é consensual, e por isso os países da União Europeia não se entendem sobre o abandono desta prática que já foi abandonada por vários países, incluindo o Brasil.

Recorde-se que em março, fonte da Comissão Europeia disse à agência Lusa que seria apresentado este ano um estudo com vista ao fim da mudança da hora, caso para questionar: Mudança da hora vai mesmo acabar?

A Comissão Europeia considera que é possível e vai apresentar estudo. O debate sobre o acerto sazonal tem acontecido na União Europeia desde pelo menos 2018. Em 2019, o Parlamento Europeu votou a favor do fim da mudança horária até 2021, na sequência de uma consulta pública da Comissão Europeia, em que 84% dos 4,6 milhões de inquiridos manifestaram essa posição.

(https://www.europarl.europa.eu/)

A medida nunca avançou por falta de consenso no Conselho da União Europeia, onde os ministros dos estados-membros não concordaram numa posição comum própria para responder à proposta legislativa. Resta esperar, sabe-se lá até quando, que os ministros se entendam.

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GNR apreende mais de 5T de haxixe e 10 mil litros de combustível numa só noite de norte a sul – TVI

Numa só noite, a Guarda Nacional Republicana (GNR) através da sua Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) e com a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), em várias operações de Norte a Sul de Portugal, apreendeu mais de 5 toneladas de haxixe e 10.000 litros de combustível, como é descrito na reportagem da TVI.

No Norte, mais precisamente em Esposende, a UCCF/GNR encontrou armas de calibre de guerra, Kalashnikov, prontas a disparar. No Algarve, o haxixe foi atirado ao rio Guadiana por traficantes que seguiam numa lancha rápida.

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