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Exposição “Para Além das Barreiras” celebra o desporto inclusivo e desafia preconceitos através da fotografia no Mercado Municipal até 3 de dezembro

O talento, a dedicação e o espírito de equipa de atletas com deficiência estão em destaque na exposição fotográfica “Para Além das Barreiras”, promovida pela Fundação Irene Rolo. Inaugurada a 23 de outubro, no Mercado Municipal, a mostra assinala o Dia Municipal da Igualdade, celebrado a 24 de outubro.

A exposição reúne imagens de modalidades desportivas praticadas ou dinamizadas no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) da instituição, dando visibilidade à participação das pessoas com deficiência no desporto e ao seu direito à prática de atividade física.

Com fotografias de Ana Gouveia e Mário Rui Gouveia, e a colaboração de Cecília Sabino, “Para Além das Barreiras” propõe um olhar sobre as capacidades dos atletas, valorizando o empenho individual e a entreajuda que marcam a experiência desportiva.

Através das imagens, a iniciativa convida a comunidade a questionar preconceitos e a reconhecer o papel do desporto na construção de uma sociedade mais inclusiva, onde todas as pessoas tenham oportunidades de participar e desenvolver as suas capacidades.

O Município destaca esta mostra no âmbito do Dia Municipal da Igualdade, associando a data a uma reflexão sobre a inclusão, a participação e a igualdade de oportunidades.

A exposição pode ser visitada no Mercado Municipal até 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

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Festival Internacional de Órgão do Algarve regressa a seis concelhos com 15 concertos gratuitos e um programa que cruza música e património

A 19.ª edição do Festival Internacional de Órgão do Algarve decorre de 30 de outubro a 28 de novembro, com concertos em igrejas de Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos. Promovido pela Associação Música XXI, o evento reúne propostas de órgão a solo, música de câmara e música coral, com entrada gratuita.

Durante cerca de um mês, o festival convida o público a descobrir diferentes sonoridades e combinações musicais, colocando o órgão em diálogo com a voz, a harpa, a flauta, o bandolim e os instrumentos de sopro de metal.

O programa integra 15 concertos, três masterclasses, uma visita a um órgão recentemente restaurado, um concerto pedagógico e um concurso de fotografia. As iniciativas distribuem-se por igrejas dos seis concelhos participantes, incluindo Boliqueime, no concelho de Loulé, numa programação que associa a experiência musical à descoberta do património religioso algarvio.

Além dos concertos, a edição deste ano abre espaço à formação e à aproximação de novos públicos ao instrumento. As masterclasses proporcionam oportunidades de aprendizagem, enquanto o concerto pedagógico acrescenta uma vertente educativa à programação. A fotografia terá também lugar no festival, através de um concurso que propõe um olhar visual sobre o evento.

Concertos gratuitos e sem reserva

Os concertos realizados nas igrejas são de entrada livre e não necessitam de reserva. Já a participação nas masterclasses e na visita ao órgão restaurado exige inscrição prévia, através do número 916 782 780 ou do endereço de correio eletrónico musicaxxi@gmail.com.

O programa completo pode ser consultado no Livro do Festival Internacional de Órgão do Algarve 2026.

A iniciativa conta com o apoio da CCDR Algarve — Unidade de Cultura, dos municípios de Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos, da União de Freguesias de Faro, do Turismo de Portugal e da Região de Turismo do Algarve. Antena 2, Sul Informação e Rua FM associam-se como parceiros de comunicação.

A realização do festival envolve ainda a Diocese do Algarve, o Cabido da Sé de Faro, a Ordem do Carmo de Faro, as paróquias de Portimão, Boliqueime, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos, a Santa Casa da Misericórdia de Tavira e a Ordem do Carmo de Tavira.

Entre as entidades parceiras encontram-se também a Associação Grupo Coral Adágio, a Associação Multiplicar Silêncios, a Associação Cultural Ideias do Levante, a Academia de Música de Portimão, o Conservatório de Música de Loulé — Francisco Rosado, a Companhia de Teatro DoisMaisUm, a ALFA — Associação Livre de Fotógrafos do Algarve, a FNAC Faro e a Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve.

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Obras de saneamento desvendam vestígios arqueológicos em vila algarvia

A obra de substituição de redes de água, saneamento, criação de rede pluvial, de enterramento das infraestruturas aéreas e de requalificação urbana permitiu a descoberta de vestígios arqueológicos no centro da vila de Castro Marim.

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“Não há perigo de contágio para as pessoas”, tranquiliza ministro da Agricultura sobre vírus Shamonda

VTM

José Manuel Fernandes afirmou que o vírus Shamonda, transmitido por insetos do género Culicoides, “não leva a mortalidade dos animais” e garantiu que “não há nenhum perigo de contágio para as pessoas”.

O governante sublinhou que “não vamos é entrar num alarme, que neste momento não se justifica”, referindo que o impacto na saúde animal não é grave. O ministro destacou um caso isolado em França, onde uma pessoa com estado de saúde muito debilitado contraiu o vírus, mas enfatizou que não se pode afirmar que a morte tenha sido causada pelo vírus.

Atualmente, ainda não existe um plano específico para lidar com o vírus Shamonda. A solução proposta pelo ministro é a monitorização e a melhoria das condições sanitárias nas explorações pecuárias. Fernandes defendeu a necessidade de “avançar rapidamente numa investigação” à escala da União Europeia para desenvolver vacinas eficazes e acessíveis.

O veterinário do Agrupamento de Defesa Sanitário (ADS) de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro, alertou na quinta-feira, em declarações à Lusa, para o preço elevado das análises a bovinos para a deteção do vírus Shamonda que afetou uma exploração em Vimioso.

Luís Fernandes explicou ter obtido a informação de que o preço das análises ronda mais de 30 euros, o que numa vacada, por exemplo com 50 animais, já requer algum investimento por parte dos produtores pecuários onde existam sintomas.

Questionado sobre a possibilidade de comparticipação nas análises devido às dificuldades financeiras dos produtores, o ministro não se comprometeu. “Não vamos fazer análises que não sejam necessárias; nós avaliaremos e se for necessário apoio, fazemos”, disse.

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou a deteção do vírus em vários países da União Europeia, incluindo Portugal e Espanha. O último relatório indicava casos nos concelhos de Odemira, Vimioso, Évora, Loures, Crato e Montijo.

Os bovinos são os mais afetados pela infeção, embora ovinos e caprinos também possam ser suscetíveis sem manifestações clínicas evidentes. Os bovinos com infeções agudas podem apresentar febre, diarreia e redução na produção leiteira entre 10% e 20%.

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Louçã apresentou livro em Viana do Castelo

O economista Francisco Louçã apresentou, na sexta-feira, o seu último livro “Imaginação Livro II – Utopias, Ciências e Vida Quotidiana”, numa sessão que juntou dezenas de pessoas no Centro Cultural do Alto Minho, em Viana do Castelo.

A sessão foi apresentada por Maria José Guerreiro.

Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

“Através de uma profunda revisão da literatura, Louçã traz-nos autores, textos, artistas, cientistas que, ao longo dos séculos, contribuíram para esta visão de consistência, na utopia, e de exatidão, na ciência. E Louçã reivindica, ainda, um lugar para “o povo”, para todos aqueles que, nos seus diferentes quotidianos, também são agentes. A palavra “esperança”, com que termina a obra, não será por acaso”, refere a organização em nota enviada a O MINHO.

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Loulé integra rede nacional com formação gratuita para jovens artistas

O município de Loulé é um dos 11 membros efetivos da Rede Projetos Artistas Emergentes, criada para ligar programas municipais de apoio à criação e aproximar jovens artistas de diferentes regiões. A iniciativa foi apresentada em 23 de outubro, em Alcanena, com propostas de formação, residências e oportunidades de participação remunerada.

Promovida pelo Gerador em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e a MOVY, a rede pretende apoiar o desenvolvimento artístico e facilitar o contacto dos jovens com a atividade profissional, segundo a Lusa.

Formação gratuita e residências em Portugal e Espanha

O presidente do Gerador, Tiago Sigorelho, explicou que os participantes terão acesso a formação gratuita, residências artísticas e intercâmbios. Entre as primeiras iniciativas estão previstas residências em Lisboa e em Espanha.

A rede prepara também um encontro anual de artistas e equipas municipais, apontado para abril ou maio de 2027. Uma plataforma digital, prevista para fevereiro, divulgará os programas municipais e os criadores participantes, facilitando contactos com organizações culturais.

Os jovens poderão ainda participar em iniciativas e festivais promovidos pelo Gerador, recebendo remuneração por esse trabalho.

“Esses jovens vão ser remunerados por isso. É uma dimensão que nós, à partida, garantimos — eles têm um primeiro passo de participação na atividade profissional”, afirmou Tiago Sigorelho.

Rede quer chegar a pelo menos 25 municípios até ao final do ano

Além de Loulé, integram o grupo de membros efetivos municípios como Alcanena, Cascais, Funchal, Setúbal e Viana do Castelo.

Outros sete estão a formalizar a adesão, sendo o objetivo alcançar pelo menos 25 municípios até ao final de 2026.

O projeto prevê uma contribuição anual de 3.750 euros por município, complementada por outros apoios, e privilegia também os territórios de baixa densidade populacional.

Ministra defende oportunidades para primeiras obras

Na apresentação, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, defendeu a criação de condições que permitam aos jovens desenvolver carreiras profissionais com estabilidade e possibilidades de crescimento.

“Aquilo que muitas vezes falta é, a estes talentos, aquela oportunidade do projeto, do trabalho, da obra, poder ter maior visibilidade”, afirmou.

A governante valorizou o cruzamento entre linguagens artísticas e recordou que a revisão do regime de apoio às artes, em agosto, contemplou um programa da Direção-Geral das Artes (DGArtes) destinado a primeiras obras e projetos.

“Temos de ter, também, um programa desenvolvido pela DGArtes para apoio a quem está, neste momento, a dar o primeiro passo e precisa daquela oportunidade”, declarou.

Boas práticas culturais das autarquias serão reunidas num inventário

Margarida Balseiro Lopes destacou o papel das autarquias no financiamento cultural e afirmou que o Orçamento da Cultura aumentou 120 milhões de euros em dois anos, garantindo um novo reforço em 2027.

O Governo pretende apresentar em dezembro um inventário nacional de boas práticas culturais autárquicas, a partir de uma consulta pública que decorre até ao final de outubro. A intenção é reunir projetos de municípios e freguesias, divulgar experiências bem-sucedidas e inspirar políticas adaptadas a cada território.

A ministra salientou ainda o Fórum Cultura, marcado para 14 e 15 de dezembro, na Figueira da Foz, dedicado ao tema Poder Local e Cultura, em articulação com a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Na sessão, o presidente da Câmara de Alcanena, Rui Anastácio, defendeu a criação artística e a descentralização cultural como instrumentos para atrair e fixar talento nos territórios que têm perdido jovens.

“Temos de criar espaços de reconhecimento e de criação de oportunidades a todo o talento, venha ele de onde vier”, afirmou.

A apresentação decorreu nos antigos escritórios da Fábrica Constantino Mota, integrados no Projeto Couros, dedicado à recuperação de património industrial para atividades culturais e criativas.

Leia também: Fátima Lopes apresenta percurso literário e fala de amor e relações humanas em Tavira

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Projeto algarvio «Poesias do Mundo» participa em festival de cinema e literatura em Marrocos

Sediado em Loulé, o projeto participa pela segunda vez no festival de Tétouan, de 3 a 8 de novembro. Tápê integra a delegação de poetas e artistas internacionais.

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Roger Waters está em Portugal e apoia protestos pela habitação. Diz que a Europa “está a arder”

Os protestos pela habitação e contra o custo de vida na Europa, incluindo em Portugal, dão esperança a Roger Waters, que vê nas mobilizações uma contestação às elites no poder. “A Europa está a arder”, afirmou o fundador dos Pink Floyd numa entrevista conjunta à Lusa com a artista palestiniana Mona Miari.

Os dois músicos falaram à margem do Escritaria, festival literário de Penafiel, onde atuam este sábado, 24 de outubro, num concerto de homenagem a Luís Represas. A apresentação inclui a estreia mundial ao vivo de uma versão de “Comfortably Numb” reimaginada no contexto da luta palestiniana.

Waters compara mobilização europeia ao Maio de 68

“Isto [os protestos] é a insurreição de que falávamos, de que nos sentimos parte”, declarou Roger Waters, estabelecendo uma comparação com o Maio de 68.

O músico defendeu que o planeta tem capacidade para garantir habitação a todos e criticou a prioridade dada aos interesses económicos. “Todos aqueles direitos inalienáveis que foram tão falados quando da fundação das Nações Unidas… Hoje, nada tem a ver com nada a não ser o lucro”, afirmou.

Mona Miari classificou os movimentos pela habitação, como os que decorrem no Porto e em Lisboa, como “empoderadores e muito importantes”.

“Dá-me muita esperança, e leva-me a acreditar que não estamos dormentes. Estamos a responder a isto, a dizer ‘não, não queremos viver assim’”, afirmou, defendendo que a mobilização deve continuar para produzir mudanças.

Para a artista, que vive em Nova Iorque e tem os pais no país natal, as diferentes causas estão ligadas por uma mesma exigência de dignidade.

“A luta pela liberdade é uma luta universal, independentemente da nacionalidade, etnia ou religião. Estamos a continuar esta batalha de libertação completa de todos os humanos”, sustentou, referindo a Palestina, Timor-Leste, o Sudão e o Congo.

Da defesa de uma casa à contestação da exploração de recursos

Recordando “Home”, canção que escreveu em 1987, Waters salientou que “todos têm algum lugar a que chamam casa” e associou a defesa desse lugar tanto à luta pela habitação como à solidariedade com povos oprimidos.

“Estamos a olhar para um mundo renascido em que se exige que não haja mais escravos ou senhores”, declarou.

O músico criticou também as elites que, na sua perspetiva, procuram apropriar-se de recursos naturais sem atender às populações: “Querem roubar o lítio ou o cobre ou o níquel ou o que for, e não querem saber de ninguém”. A Lusa relaciona esta contestação com manifestações em Portugal sobre Covas do Barroso, em Boticas, no distrito de Vila Real.

Durante a entrevista, Waters expressou ainda apoio à luta antifascista e apelou ao voto em Lula da Silva nas presidenciais brasileiras. Citou os protestos na Albânia e criticou Donald Trump, bem como a atuação das Nações Unidas e do Conselho de Segurança em relação a Gaza.

Mona Miari e Roger Waters. Crédito: Lusa

Mona Miari vê nas redes sociais uma mudança na mobilização

A causa palestiniana atravessou a conversa. Questionada sobre os últimos anos, em particular desde 7 de outubro de 2023, Mona Miari admitiu ter chegado perto de perder a fé na humanidade, mas disse encontrar sinais de mudança na resposta internacional.

A artista apontou os acontecimentos de Sheikh Jarrah, em 2021, e o recurso às redes sociais como momentos importantes para tornar mais visível a realidade palestiniana.

“Toda a gente em Gaza e na Cisjordânia passou a estar em direto, a documentar a ocupação, os ataques, o genocídio”, afirmou. Na sua leitura, essa exposição ajudou a contrariar uma situação em que “o mundo estava confortavelmente adormecido”.

Miari criticou o que considera ser uma máquina de propaganda associada ao sionismo e manifestou esperança no trabalho do ativismo palestiniano. Defendeu a continuidade dos protestos e da criação artística até à libertação e ao fim do que descreve como genocídio, reclamando um “verdadeiro cessar-fogo, não só no papel ou nos jornais”.

Waters defende um Estado democrático unificado

Roger Waters colocou “uma Palestina livre e democrática” no primeiro lugar das suas prioridades e acusou os governos ocidentais de apoiarem Israel e o que classificou como genocídio.

O músico defendeu a substituição do Estado de Israel por um Estado democrático unificado, entre o rio Jordão e o mar, no qual todos sejam iguais.

“O Estado de Israel tem de deixar de existir”, afirmou, associando essa posição à criação de uma organização política comum e à rejeição do sistema que descreveu como assente no capitalismo neoliberal e na hegemonia ocidental.

Para Waters, está em causa “uma batalha existencial pelo futuro da espécie humana”, que exige uma mudança na relação entre poder, recursos e direitos.

“Comfortably Numb” ganha nova leitura em Penafiel

Mona Miari escreveu, compôs e interpretou com Waters a nova versão de “Comfortably Numb”, procurando dar expressão à luta palestiniana. A artista descreveu a criação como “tão genuína e direta como os pensamentos”, capaz de transmitir também a vontade de continuar a viver, amar e encontrar felicidade nas coisas simples.

Durante algum tempo, deixou de cantar e criar, por considerar impossível fazê-lo “durante um genocídio”. O encontro com Waters permitiu transformar essa sensação de dor e impotência numa “troca entre vozes”.

“Escrever a canção foi como uma correspondência entre duas pessoas”, explicou o músico britânico. O objetivo, acrescentou, é que a obra toque o público “no coração, e na sua imaginação”.

O concerto integra uma edição do Escritaria que coloca Timor-Leste em destaque através de Luís Cardoso, autor homenageado, e inclui a homenagem ao legado musical de Luís Represas, para a qual Miari convidou Waters.

“Mona e eu temos falado sobre isto, porque — quem sabe? —, há esta possibilidade de o mundo renascer. Um mundo renascido, onde a empatia prevalece, e não a ganância”, concluiu Roger Waters.

Leia também: Roger Waters vem a Portugal este sábado para homenagear Luís Represas e promete momento inédito na Europa

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Uccidere per turismo. Ciccotti legge “I cecchini del weekend”

Quel 30 marzo del 1995, un forte e freddo vento corre “tra le case in cerca di qualcosa da portare via”. Siamo a Milano e, all’edicola di Porta Venezia, lo scrittore e giornalista Ezio Gavazzeni acquista una copia del Corriere della Sera. Un titolo in taglio basso attira la sua attenzione. “Vacanze in Bosnia tiro all’uomo compreso”. Il pezzo è firmato dall’attento Venanzio Postiglione, quindi credibile.

Gavazzeni, da antico e curioso cronista, non ci dorme sopra. Inizia la sua ricerca sul caso dei “turisti” europei, tra cui diversi italiani, i quali, durante l’assedio di Sarajevo (1992-1996), a opera delle truppe serbo-bosniache, pagavano per andare sulle colline, quinte naturali della capitale bosniaca, a caccia di inermi cittadini. Persone, che nei momenti di relativa tranquillità, tra un cannoneggiamento e l’altro, negli interstizi dei colpi dei cecchini, si affrettavano sui marciapiedi lungo i lati del piccolo fiume Miljacka (l’affluente della Bosna che divide la città in due), nella piazza Fra Grga Martic (quella davanti alla cattedrale cattolica), o negli slarghi del quartiere musulmano, per rimediare la parca spesa quotidiana, per correre a trovare una nonna malata, bloccata in casa, o per una visita dal dottore. Tali “vacanze” in Bosnia andavano dal venerdì alla domenica, da cui il titolo del volume “I cecchini del weekend. L’inchiesta sui safari umani a Sarajevo” (PaperFirst, 2026, pp. 280).

Altro input per l’inchiesta di Gavazzeni è un fascicolo aperto dal Tribunale dei Popoli di Trento, tra le cui carte vi è un articolo del quotidiano di Sarajevo, l’ “Oslobođenje”, del 1° aprile 1995. Qui si riferisce dell’offerta di cecchinaggio ai danni di passanti adulti in Sarajevo, avanzata da un ufficiale serbo a un “turista” italiano, dal quale si sente rispondere, “preferisco sparare ai bambini” (p. 34).

Una successiva traccia, incontrata “casualmente su Google”, è il film documentario “Sarajevo Safari”, uscito nel 2022, dello sloveno Miran Zupanič. Gavazzeni contatta il regista per sincerarsi sulla verità di quella che si configurerebbe come una probabile storia nazista fuori tempo. Miran conferma come durante la guerra ricchi occidentali si trasformavano in cecchini del week-end, con scarponi da montagna e mimetiche. Gavazzeni, unendo il materiale raccolto dal 1995 al 2022, cui aggiunge la corrispondenza con Zupanič, oltre al suo film, presenta una formale denuncia presso la Procura di Milano in merito “a degli italiani che hanno pagato per andare a sparare a civili a Sarajevo tra il 1992 e il 1995” (p. 39).

Come era strutturato il “viaggio” e come avveniva la “caccia”? Gavazzeni decide quindi rifare il percorso praticato anni prima dai “turisti-cecchini”, cercando ulteriori testimoni. Sono passate, intanto, alcune settimane dalla sua “scoperta”: siamo nel dicembre 2025. Egli parte da Milano verso Trieste, lo accompagna il giudice Guido Salvini. Incontreranno dei testimoni. Alcuni parleranno, altri balbetteranno di non ricordare, altri taceranno omertosamente.

Scioccante la testimonianza del “Legionario”, di Trieste, cui si deve il resoconto dell’itinerario seguito dai turisti-cecchini. Questi venivano accompagnati da una guida attraverso la Slovenia, Croazia sino in Bosnia. Ricorda un gruppo, per esempio, che ufficialmente godeva di un viaggio-premio elargito da una casa farmaceutica, attiva nel donare/vendere medicinali nelle zone di guerra. I componenti del gruppo, ben accolti da militari-guida, in quanto rappresentanti di aziende con fini etici, erano guidati attraverso frontiere e posti di blocco militari. Al gruppo venivano poi fornite delle armi, lungo il viaggio, ufficialmente per “difesa”. Quelle persone andavano, in realtà, a cecchinare, senza pietà, su inermi cittadini, dalle colline di Sarajevo.

Sulla provenienza dei cecchini del week-end, o della settimana, c’è ancora molto da scavare. Una informazione da me raccolta a Sarajevo, nell’estate scorsa, mi confermava la provenienza di questi turisti del delitto gratuito da altri Paesi, appartenenti a diversi ceti sociali. Mi ha colpito la presenza, tra di loro, di un pacifico maestro di scuola elementare, proveniente dai Balcani.

Nel capitolo firmato dalla criminologa Marina Radice, tra le diverse analisi, ci si sofferma sul piacere generato dal “tuffo adrenalitico” (p. 248) generato dall’uccidere “persone sconosciute, soprattutto bambini”. Come anche interessante è l’osservazione psicologica sulla cancellazione del senso di colpa: l’azione criminosa è subito categorizzata mentalmente come un gioco.

L’ inedito libro-denuncia di Ezio Gavazzeni, una doccia fredda sul lettore, è un tassello sconosciuto di “cronaca di guerra”, di cui gli storici dovrebbero tener conto.

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Apresentação Pública do Livro O Segredo de um Grande Amor de Bárbara Marreiros na Biblioteca Municipal de Lagoa

No dia 5 de novembro, pelas 18h00, a Biblioteca Municipal de Lagoa recebe a apresentação do livro O Segredo de um Grande Amor,

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Quale economia vuole diventare l’Italia? La cultura come scelta industriale

L’Italia deve decidere quale economia può e vuole diventare. Una domanda che riguarda le filiere sulle quali investire, ma anche la capacità di costruire le condizioni perché tali investimenti generino crescita.

La debolezza della crescita, il peso del debito pubblico e una pressione fiscale elevata rendono questa scelta sempre meno rinviabile.

Certo, la nostra economia può continuare a galleggiare, ma il galleggiamento difficilmente può diventare una strategia di sviluppo, soprattutto in un momento storico come questo.

Se si analizza l’agenda internazionale, il dibattito delle grandi potenze, così come quello europeo, si concentra sulle grandi industrie del futuro: intelligenza artificiale, robotica, nuovi materiali, biotecnologie.

Si tratta di segmenti importantissimi, che se strutturati secondo una logica sistemica riescono a connettere, e per certi versi a trainare, settori come ricerca, capitali pazienti, infrastrutture e imprenditoria, sviluppando un processo che conduce dal laboratorio al mercato.

Si tratta di strade che anche il nostro Paese può perseguire, ma va compreso quanto il nostro ecosistema sia attrezzato per sostenerle e, soprattutto, quali trasformazioni siano necessarie: dalla fiscalità all’aggregazione dei capitali, dal trasferimento tecnologico alla capacità di acquistare innovazione.

Così come va compreso se l’attivazione di tali percorsi da parte dell’Italia sia da sola sufficiente a generare un posizionamento strategico distintivo, o se tale attivazione non porti il nostro Paese esclusivamente a rincorrere altri mercati più strutturati.

E’ senza dubbio vero che le opportunità tecnologiche siano una sfida globale, ma tali opportunità si possono cogliere soltanto raggiungendo risultati più avanzati delle altre nazioni. E le condizioni dalle quali parte la nostra economia sono molto differenti da quelle che caratterizzano Stati Uniti e Cina.

Non si tratta, si badi bene, di semplice disponibilità di capitali. Anzi. I mercati internazionali sarebbero molto propensi ad avviare forme di investimento importanti nel nostro Paese, integrando con investimenti finanziari le ormai consolidate attività di natura immobiliare e di acquisizione di imprese attive nell’economia reale che già da tempo interessano l’Italia.

Ad essere centrale, in questo senso, è l’ecosistema di riferimento, quel cosiddetto scenario normativo, economico, finanziario, culturale e burocratico che fa sì che determinati contesti risultino più prolifici di altri.

In questo ambito, l’Italia ha sicuramente una grande tradizione accademica, in cui ancora oggi sono presenti talenti scientifici di grande rilievo, e parallelamente ha anche una grande tradizione imprenditoriale, con piccole e medie imprese che sviluppano soluzioni innovative in tantissimi settori dell’economia (dalla meccanica di precisione alla farmaceutica).

Ciò che manca è forse una cultura organizzativa che consenta di migliorare proprio il rapporto tra accademia, impresa e segmento “investor”, equilibrio molto difficile da costruire da zero, soprattutto considerando le condizioni fiscali, regolamentali e burocratiche che caratterizzano il nostro Paese.

Ci sono però altri settori su cui l’Italia potrebbe decidere di investire, tra i quali, la cultura, potrebbe senza dubbio rappresentare una grande opportunità. Se estendiamo la visione di cultura così che possa includere sia il patrimonio culturale (da questo storico-archeologico a quello museale), sia il settore della produzione culturale e creativa, la dimensione diviene immediatamente chiara.

Scomponendo il settore secondo le sue dimensioni economiche (occupazione, imprenditoria, ecc.), la grande capillarità della cultura è esperienza sensibile di ciascuno di noi (suffragata anche da studi e report istituzionali).

La grande disponibilità di “patrimonio culturale” è indubbia. Così come è indubbia la grande numerosità di occupati potenziali con elevati livelli di specializzazione e istruzione formale.

L’imprenditoria, e l’autoimprenditorialità sono elevate, e il rapporto tra accademia e impresa ha le giuste caratteristiche per essere più “fluido” di quanto lo sia in altri settori, proprio perché nell’ambito culturale chi fa impresa e chi fa ricerca frequentemente condivide una grande parte del percorso formativo e professionale.

Se quindi ci si concentra sulla cultura come segmento economico, allora si può iniziare a comprendere che ci sono dei settori che, se adeguatamente supportati attraverso la creazione di un ambiente economico-finanziario, possono non solo mostrare segni di crescita significativi, ma possono anche fungere da traino e contaminare altri segmenti dell’economia.

Si pensi ai videogiochi. Secondo IIDEA, nel 2024 la produzione italiana contava oltre 200 operatori e un fatturato stimato fra 180 e 200 milioni di euro.

Un segmento ancora contenuto, ma orientato soprattutto ai mercati esteri. Un mercato potenzialmente molto interessante, in cui però manca una dimensione di investimento che consenta alle imprese di trovare dei finanziatori per sviluppare progetti ambiziosi.

Si pensi poi al design, al quale il rapporto Design Economy 2026 attribuisce quattro miliardi di euro di valore aggiunto. Non si tratta solo di “disegno”, si tratta di una vera e propria filiera di produzione che, partendo proprio da una ricercatezza di stile impone scelte tecniche di fabbricazione, che incrementano la capacità produttiva di piccole e medie imprese che, se supportate sotto il profilo dei contratti e del rapporto con l’estero, possono poi risultare competitive anche all’interno di catene di produzione globali.

O ancora si pensi alle tecnologie per conservazione e restauro. Materiali, diagnostica e sistemi di monitoraggio possono trovare nel patrimonio italiano una domanda qualificata e luoghi nei quali essere sperimentati. Spesso si guarda alla manutenzione del grande patrimonio storico e archeologico del nostro Paese configurandolo come un “problema di sostenibilità”.

In realtà, un tale livello di domanda di servizi innovativi potrebbe, da solo, trasformare il settore del Patrimonio Culturale in uno dei settori più competitivi del nostro Paese, con grandi e piccole imprese che cooperano con territori, istituzioni e università per l’identificazione di soluzioni efficaci e sempre meno invasive, con tutto ciò che ne deriva non solo in termini di industrializzazione di un comparto e di posizionamento internazionale della filiera nazionale, ma anche in termini di distribuzione delle grandi innovazioni in settori affini (edilizia, grandi opere), e innovativi (la ricerca sui materiali ha delle implicazioni ingegneristiche non da poco).

È chiaro che per raggiungere tali posizionamenti è necessario investire e sviluppare una coerente politica economica e industriale, ma si tratta di investimenti che, in fondo, risultano essere meno ingenti di quelli necessari alle grandi industrie dell’IA, dove l’Italia ha un ritardo sostanziale anche soltanto in termini di infrastrutture.

Così come è chiaro che l’obiettivo di questa riflessione non è proporre una dismissione degli investimenti sui settori su cui il nostro Paese non può non essere presente.

Si tratta però di capire che, al di là dei megatrend industriali del momento, l’Italia ha anche ulteriori opportunità di sviluppo, che possono risultare forse meno “competitive” rispetto alle cosiddette Disruptive Technologies, ma nelle quali siamo noi ad essere realmente competitivi.

Provare, anche solo per diversificare la portata degli investimenti nazionali, anche a giocare in casa, potrebbe non far male, dopotutto.

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Festival Internacional de Órgão do Algarve regressa a Portimão com dois concertos

A Igreja Matriz de Portimão recebe, a 30 de outubro e a 6 de novembro, dois concertos integrados na 19.ª edição do Festival Internacional de Órgão do Algarve. O programa arranca com o organista Ricardo Toste e o Coral Adágio, seguindo-se, uma semana depois, a atuação do trio Liz Consort. Ambos os concertos têm entrada gratuita e não exigem reserva prévia.

O concerto de abertura está marcado para as 21h00 de 30 de outubro e terá como palco o órgão histórico construído em 1886 por Henry Fincham. Ricardo Toste será o responsável pela interpretação instrumental, acompanhado pelas vozes do Coral Adágio, num programa que inclui obras de Esteves, Handel, Bach e Mozart.

A programação começa, porém, durante a manhã do mesmo dia, com uma masterclasse de baixo contínuo orientada por Ricardo Toste, também na Igreja Matriz de Portimão. Organizada em parceria com a Academia de Música de Portimão, a iniciativa destina-se a professores e alunos de instrumentos de tecla e de música antiga, bem como a interessados no património musical.

Os interessados em participar na masterclasse ou assistir à sessão podem inscrever-se através dos números 282 426 290 e 966 642 279 ou do endereço de correio eletrónico geral@amportimao.pt.

A segunda atuação em Portimão realiza-se a 6 de novembro, com o trio Liz Consort, constituído por Rute Martins, no órgão, Manuela Moniz, no soprano, e Carla Antunes, na flauta transversal. O agrupamento apresenta um programa com obras de referência de Bach, Vivaldi e Seixas.

Organizado pela Associação Música XXI, o Festival Internacional de Órgão do Algarve conta com o apoio de várias entidades públicas e culturais, entre as quais a CCDR Algarve, os municípios de Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos e a União de Freguesias de Faro.

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António Bastos e DANZ levam música ao Museu Zer0

Duas propostas de música e criação artística chegam ao Museu Zer0 este mês, com a apresentação pública da residência “SEMENTE”, de António Bastos, a 25 de outubro, e um concerto de DANZ, músico e produtor algarvio, marcado para dia 30.

A primeira iniciativa decorre às 16:00 e resulta do trabalho desenvolvido por António Bastos com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, num processo de criação colaborativa que envolveu diferentes agentes e entidades locais.

Já a 30 de outubro, às 21:30, DANZ apresenta o seu mais recente álbum no âmbito da terceira edição do AFTER ZER0, programação que decorre nas últimas sextas-feiras de cada mês.

Residência junta criação contemporânea e tradições locais

Com mais de 30 EP e discos editados sob os nomes Johnwaynes e António Bastos, o músico, compositor, produtor e professor tem desenvolvido trabalho em géneros que vão do jazz, house e funk à música tradicional portuguesa, techno e música clássica.

Na residência “SEMENTE”, António Bastos trabalhou com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, envolvendo a Charola da Amizade, o grupo de bordado tradicional, o Centro Social Nossa Senhora das Dores e outros elementos da população.

O processo procurou cruzar conhecimentos e práticas tradicionais com linguagens contemporâneas e tecnológicas, numa lógica de cocriação e experimentação.

O concerto-performance que resulta da residência será apresentado a 25 de outubro, às 16:00. A entrada está incluída no bilhete da exposição. A iniciativa conta com o apoio da CCDR Algarve – Cultura, Junta de Freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo e Associação Cultural Memória Viva.

DANZ apresenta novo disco em formato trio

A segunda proposta musical está marcada para 30 de outubro, às 21:30, com DANZ, projeto artístico de Rui Daniel, músico, produtor, DJ e técnico de som algarvio.

Em palco, o músico apresenta-se em trio, explorando o diálogo entre bateria e percussão acústicas e uma caixa de ritmos de sonoridade sintetizada e industrial.

O grupo integra também Henrique Guerreiro, nos sintetizadores, e Ângelo Neto, nas guitarras, numa formação que interpretará o álbum “GETTING COMFORTABLE WITH YOUR OWN DARKNESS”.

O disco cruza eletrónica, rock, indie dance e ambiente, com referências subtis ao grunge. O concerto conta com o apoio do programa Equinócios, da Câmara Municipal de Tavira.

No dia do espetáculo, a cafetaria e a exposição “lugar-depois” estarão abertas a partir das 15:00. A entrada custa oito euros e inclui acesso à exposição até às 21:30 e ao concerto. Está também prevista uma visita orientada à exposição, às 19:30, incluída no bilhete.

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Perché la politica pubblica del cinema non può fare a meno dei dati. Scrive Prosperi

L’autunno romano del cinema e dell’audiovisivo si apre tradizionalmente all’insegna dei grandi incontri istituzionali e di mercato: mentre tra gli spazi dell’Auditorium Parco della Musica e Palazzo Barberini si intrecciano le proiezioni della Festa del Cinema di Roma e le negoziazioni internazionali del MIA (Mercato Internazionale Audiovisivo), la discussione politica sul futuro della filiera trova un punto d’appoggio fondamentale nell’analisi dei dati. Proprio in questo contesto ad alta densità di settore, la misurazione rigorosa dei flussi produttivi e dei comportamenti di consumo cessa di essere un esercizio per addetti ai lavori e diventa l’infrastruttura imprescindibile per qualsiasi forma di politica pubblica.

In un contesto istituzionale in cui la qualità della legislazione si misura sempre più sulla capacità di valutarne gli impatti effettivi — come dimostra anche la recente riforma del Regolamento della Camera dei Deputati, che rafforza le competenze delle Commissioni parlamentari nell’analisi d’impatto ex ante e nella valutazione ex post delle politiche pubbliche — il settore del cinema e dell’audiovisivo diventa un terreno d’elezione per verificare questo cambio di paradigma.

Le narrazioni plasmano l’immaginario, ma l’architettura che le sostiene si fonda su flussi economici, modelli d’incentivo e capacità d’indirizzo dello Stato. Senza la bussola dei dati e del rigore empirico, tuttavia, anche la visione strategica più ambiziosa rischia di risolversi in pura retorica. È a partire da questa consapevolezza che la politica pubblica sul cinema è chiamata oggi a un fondamentale cambio di paradigma.

La relazione finale 2025 sulla valutazione d’impatto della legge 220/2016 (curata dal Dipartimento di Scienze Sociali ed Economiche e pubblicata a settembre 2026) integra per la prima volta i dati amministrativi della DGCA — ora diretta da Giorgio Carlo Brugnoni — con gli archivi Aida, IMDb e Lumière. Il suo messaggio di fondo è che la politica industriale del settore è entrata in una fase nuova: dopo l’espansione della capacità produttiva, contano selettività, addizionalità e misurabilità dei risultati. La legge cinema, già licenziata all’unanimità dalla Camera dei Deputati il 10 settembre – grazie al lavoro del Presidente della Commissione cultura della Camera Federico Mollicone, del Ministro Giuli e del Sottosegretario Borgonzoni – va quindi misurata su ciò che il report richiede in concreto: un sistema programmabile, un sostegno proporzionato, il controllo dei costi e dati interoperabili.

Il primo bisogno è la programmabilità. Le domande approvate scendono da 1.455 (2023) a 1.178 e poi a 1.018 (2025); le risorse allocate passano da 894,1 a 656,6 e a 477,6 milioni di euro (-27,2% nell’ultimo anno). La contrazione è interamente riconducibile al tax credit, passato da 622,6 a 402,8 milioni (-35,3%) e da 888 a 527 domande, mentre i contributi selettivi crescono da 199 a 363 domande e da 21,5 a 61,8 milioni. Non si tratta di un crollo, bensì di una ricomposizione coerente con i limiti al beneficio, i meccanismi di de-escalator e le aliquote differenziate introdotte nel biennio 2024-2025, oltre che con la perimetrazione finanziaria del 2026. La relazione evidenzia tuttavia due elementi critici: lo splafonamento nasce dalla divergenza tra crediti riconoscibili e risorse programmabili; inoltre, la prevedibilità della spesa pubblica non sempre coincide con la prevedibilità dell’accesso per l’operatore, poiché il tax credit è ormai elemento strutturale del piano finanziario e le frequenti modifiche di aliquote, requisiti e finestre temporali pesano soprattutto sulle piccole e medie imprese. L’articolo 4, comma 2, lett. b) del ddl risponde con una programmazione triennale aggiornata annualmente, con stanziamenti definiti per linea, finestre di presentazione e termini certi per la conclusione dei procedimenti e l’erogazione, mentre la lett. l) prevede un sistema coordinato di rilevazione e verifica degli oneri, idoneo a garantire il rispetto dei limiti di spesa e a individuare tempestivamente gli scostamenti.

Il secondo bisogno è l’addizionalità. Il 55,9% delle imprese, con una produzione media inferiore ai 500 mila euro, riceve appena il 6,0% dei contributi erogati nel periodo 2018-2025; per contro, il 6,4% delle aziende con fatturato/produzione di almeno 20 milioni ne assorbe il 53,1%, mentre la fascia 5-20 milioni (7,5% delle imprese) ne intercetta un ulteriore 24,4%. I contributi valgono in media il 37% del valore della produzione (salendo fino al 77% per le realtà più piccole) e, al netto degli interventi, il risultato operativo medio si attesta a -32,8% (-76% per le piccole). Tuttavia, il rapporto tra contributi e risultato operativo netto raggiunge il 764% per le strutture sotto i 500 mila euro, mentre scende al 72% oltre i 20 milioni; per le classi intermedie e superiori (5-20 e oltre 20 milioni), la relazione tra contributo e redditività non risulta statisticamente significativa. Sul piano causale, un incremento di 20 punti nell’intensità dell’aiuto si associa a circa 40 punti di crescita della produzione, con effetti maggiormente marcati sulle piccole imprese. Il ricorso ai contributi è peraltro prevalentemente non cumulativo: circa il 68% delle opere sostenute tramite tax credit non beneficia di altri strumenti. Il ddl interviene in tal senso con la lett. f), che modula l’intensità degli aiuti in relazione alla dimensione aziendale e dei gruppi d’impresa; con la lett. h), che limita i selettivi per le opere con stanziamento superiore a 5 milioni a favore di opere prime e seconde, giovani autori e coproduzioni (soglia coerente con un costo medio della finzione superiore ai 4,5 milioni nel 2024); e con la lett. oo), che introduce premialità e quote di riserva per la produzione indipendente nei contributi ex art. 26 della legge 220.

Il terzo bisogno è il controllo dei costi e la comprensione dinamica della domanda. Le evidenze e le interviste qualitative segnalano l’esigenza di garantire l’appropriatezza dei costi, la solidità industriale dei beneficiari e di contrastare la crescita artificiale dei budget. Poiché il tax credit copre in media il 31% del costo dichiarato, la congruità del budget rappresenta il vero punto critico dell’architettura d’incentivo. La lett. m) del ddl prevede la verifica della congruità dei costi ammissibili rispetto ai parametri di mercato e introduce misure di prevenzione dei comportamenti elusivi o abusivi; la lett. e) istituisce la figura del responsabile per contributi e incentivi.

Sul versante della qualità e dei mercati, l’analisi pubblica non può prescindere dall’integrazione con i dati e gli studi forniti dalle associazioni di categoria, come ANICA e APA, che fotografano la trasformazione dei modelli di fruizione e l’impatto occupazionale della filiera. I dati emersi dalla ricerca “Sala & Salotto” condotta da Ergo Research per ANICA evidenziano una profonda ricomposizione del consumo di film in Italia. Nel 2025, a fronte di 68,4 milioni di ingressi totali e di una popolazione cinematografica complessiva (moviegoer 3+) di 24,5 milioni di individui (42% della popolazione), emerge una netta polarizzazione anagrafica: gli under 35 trainano la fruizione in sala (esprimendo oltre il 56% degli ingressi), mentre la fascia over 50, pur rappresentando la metà della popolazione italiana, genera soltanto il 25% delle presenze totali. Sul piano della frequenza generale, l’italiano medio dichiara un consumo di 91 film all’anno tra tutti i touchpoint (-7% sul 2025): la TV lineare free continua ad assorbire il 57% degli atti di visione (età media 54,8 anni), mentre le offerte pay (SVOD e Pay TV) intercettano il 22% dei film visti (età media 46,5 anni) e la sala cinematografica l’1,6% (con un pubblico nettamente più giovane, età media 36,5 anni).

L’analisi sperimentale ANICA sulle quattro settimane di monitoraggio (maggio-giugno 2026) rivela un rapporto di 1 a 7,7 tra gli ingressi al cinema (4,2 milioni) e gli atti di visione su piattaforme pay (32,55 milioni). Tale moltiplicatore sale a 1:18,6 se si considera specificamente la cinematografia nazionale: nelle 4 settimane considerate, i film italiani hanno generato 337 mila presenze in sala (l’8% del totale) contro 6,3 milioni di visioni su offerte a pagamento (il 19% del totale pay). Questo dato dimostra l’elevata capacità del prodotto italiano di estendere la propria vita utile sulle piattaforme digitali, dove il 92% degli atti di visione di film italiani recenti (2025/2026) riguarda titoli usciti precedentemente al cinema. La sala si conferma dunque la vetrina essenziale e il primo motore economico di una parabola di valorizzazione che prosegue con forza nello streaming.

Parallelamente, i dati sulla struttura dell’industria e sull’occupazione promossi dalle rilevazioni dell’APA (Associazione Produttori Audiovisivi) confermano come l’impatto economico del settore vada ben oltre il puro perimetro della sala. La filiera audiovisiva si attesta come un comparto ad alta intensità di lavoro qualificato, in cui gli investimenti diretti e l’effetto moltiplicatore del sostegno pubblico generano un volume occupazionale rilevante e capillare, che necessita di adeguata tutela della proprietà intellettuale e di continuità nei flussi produttivi. A queste sfide il ddl risponde con le lettere bb), ll), mm) — quest’ultima dedicata alla formazione su produzione virtuale, VFX e intelligenza artificiale — e la lett. p), relativa al Registro pubblico.

Il quarto bisogno riguarda i dati. Il capitolo 8 del Report rileva che l’informazione è presente ma frammentata, e propone l’adozione di un cruscotto analitico articolato su quattro livelli (progetto, linea, Fondo, legge), fondato su un dizionario dati comune e identificativi persistenti, affidando alla DGCA la titolarità degli standard.

L’articolo 3 istituisce la nuova Agenzia (ente pubblico non economico sottoposto alla vigilanza del MiC e al controllo della Corte dei conti), alla quale vengono trasferite le funzioni gestionali della Direzione generale: gestione dell’osservatorio (comma 3, lett. d), pubblicazione periodica dei dati economici, occupazionali e industriali (lett. h), trasmissione dei flussi verso la Ragioneria Generale dello Stato per la riforma dell’appendice VI del PSB 2025-2029, e linee guida per le Film Commission (lett. l). L’Agenzia sarà operativa dal 1° gennaio 2028, con oneri previsti pari a 7,16 milioni di euro per il 2028 e 6,61 milioni a decorrere dal 2029. Sul lato della domanda, il mercato delle sale chiude il 2025 a 496,55 milioni di euro di incassi (+0,5%) e 68,36 milioni di presenze (-2%), con una quota di cinema italiano pari al 32,7%. Il Report — che per il 2026 stima un volume di 90 milioni di euro destinato alle sale — le riconosce come presidio culturale e infrastruttura primaria di accesso; in questa direzione si muovono le lettere d), cc) e nn), prevedendo un piano straordinario di riapertura e rigenerazione e contributi diretti al funzionamento.

In ultima analisi, dunque, la relazione sulla Legge 220 dimostra in modo inequivocabile che il ruolo dello Stato nel settore cinematografico e audiovisivo non va ridimensionato, bensì ricalibrato e reso più strategico. Per far questo, il decision-maker pubblico necessita del supporto fondamentale dell’evidenza empirica e dei dati integrati delle istituzioni e delle associazioni di categoria come ANICA e APA. Il cinema e l’audiovisivo sono vettori identitari e strumenti di influenza nella competizione globale. A fronte di trasformazioni strutturali dei consumi e delle piattaforme intelligenti, la capacità dello Stato di ricalibrare i propri interventi attraverso l’evidenza dei dati segna la linea di confine tra l’assistenzialismo passivo e la vera politica industriale.

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A manha de virar figurinha

Bafão, a arte de virar figurinhas, é o hit atual na escola dos meus filhos. Desde a Copa do Mundo, a prática se mantém forte. Ninguém mais pensa em álbum, o que importa é a brincadeira. O mais velho, que tem 8 anos, usa quase todo seu tempo em casa para treinar. Muitas vezes, eu disputo com ele. Não é moleza, mas é divertido.

Ele me dá dicas. O primeiro passo é observar as figurinhas que se pretende virar: estão gastas, carcomidas, já meio envergadas e engruvinhadas com outras? Ou estão novinhas em folha, repousando retamente neoliberais no chão, autônomas entre outras figurinhas? Ou, quem sabe, estão indecisas entre uma postura e outra. Depois, é necessária uma avaliação das condições do momento: estão úmidas ou secas? Tensas de tapas recentes ou relaxadas? A pesquisa tátil é pura aula de Física. 

Aí vem o cálculo decisivo sobre a abordagem, que exige autoconsciência: sou mais forte ou mais veloz? Minhas mãos são úmidas e quentes, o que gera maior adesão, ou mais secas, que exigem maior vedação? Será um tapão franco, vigoroso e vertical, com uma ou duas mãos em concha? Ou uma palma lateral, suave, mas precisa, veloz, cheia de energia vital, como um golpe de Bruce Lee?

Está em jogo todo um dinamismo aéreo de que são capazes as mãos no corpo a corpo com os papeizinhos desejados. O que vira mais: sopro brando ou vendaval? De um jeito ou de outro, imprescindível é o movimento. Sem movimento não se vira figurinha. Movimento modulado pela manha, que se desenvolve com a prática. 

Há os que jogam na fúria e se frustram intensamente: ganham bolos inteiros numa jogada e perdem tudo em seguida. Há os mais matreiros, que vão na maciota, de figurinha em figurinha, com palminhas para as quais, olhando de longe, não se dá nada. Mãozinhas pequenas podem se comportar como excelentes ventosas e, inesperadamente, virar um monte inteiro. De todo modo, é bonito ver um pátio cheio de crianças dedicadas à viração e figurinhas inertes descobrindo sonhos de voo. Pobres figurinhas coladas no álbum, prisioneiras de uma moda.

Os sons ritmados das mãos batendo somados aos saltos das figurinhas — como ideias e afetos se libertando da apatia — é bonito de ver, pura alegria pululante. Durante a Copa do Mundo, a ganância regia os encontros. O que importava para meu filho era rapelar o outro; o troféu era a quantidade. Neste momento, triunfo é produzir giro, é a beleza do gesto, criação de fluxos de vento eficientes. Os valores se modificaram. A graça está no vaivém, convívio animado que faz pendular o espírito dos participantes entre angústia e entusiasmo. 

O esteio para as fervorosas disputas é o cultivo do espaço comum. Qualquer lugar é lugar de inofensivos embates, pode ser calçada, pátio, quadra, mesa da cantina, sofá de casa, banco de trás do carro. A batalha pode ser a dois ou em grupos, cabem meninos, meninas, menines, mais velhos e mais novos — todos são iguais nas possibilidades de virar figurinha. Basta disponibilidade para se voltar ao chão e nele fazer história. Colocar a culpa no tipo de terreno é coisa de covarde. Lamber a mão é roubo grave, equivalente a Big Tech meter a mão na eleição. 

— Vamos embora, filho, já tá tarde. 

— Só mais uma, mãe, é rapidinho. 

Eu aguardo. Basta um último instante, um piscar de olhos, o gesto certeiro e um bolo de figurinhas é virado. 

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Raquel Tavares tem concerto marcado no Algarve

Raquel Tavares vai atuar no Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, no próximo dia 31 de outubro, a partir das 21h30.

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Casa do Colecionador abre em Moncarapacho e deixa mais um “marco cultural presente na terra”

“Hoje é um dia de referência porque sabemos que demos mais um passo importante para fazer com que o marco cultural esteja presente na terra”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, esta segunda-feira, 19 de outubro, na inauguração do novo museu Casa do Colecionador, em Moncarapacho.
 

Entre coleções de Arte Sacra, mais de 260 bengalas, pinturas em marfim ou esculturas em pedra, na Casa do Colecionador, que é propriedade da Fundação Calçada Correia, ’moram’ cerca de 50 anos de vida dedicados ao colecionismo.
 
O novo museu, que João Luís Calçada Correia decidiu abrir na sua terra natal, nasce num edifício com história: uma antiga igreja do século XVIII, outrora pertencente à Ordem Terceira de São Francisco, que foi alvo de um projeto de reabilitação já premiado e que procurou preservar a espiritualidade do espaço original ao mesmo tempo que lhe dava uma linguagem museográfica contemporânea e inovadora.
 
“Escolhi Moncarapacho para concretizar este investimento porque acredito que vale a pena investir nos lugares a que pertencemos, contribuir para a sua localização e criar condições para que a cultura seja, também, um fator de desenvolvimento local”, afirmou Calçada Correia na cerimónia de inauguração.
 
“A minha terra merece uma oferta cultural de qualidade, capaz de atrair visitantes, despertar o interesse dos mais jovens e enriquecer a vida de quem aqui vive”, continuou.
 
Ricardo Calé destacou também que tornar Moncarapacho numa vila cultural é um objetivo que tem vindo a ser alcançado, quer através de investimento social, público, mas também associativo e privado, como é o caso da Casa do Colecionador.
 
“Nas várias vertentes, conseguimos mostrar que numa vila com a dimensão de Moncarapacho é possível fazer muito mais do que aquilo que é o objetivo de cada um de nós”, realçou, agradecendo a Calçada Correia o facto de ter acreditado na terra que o viu nascer.  
 
A cerimónia contou também com a presença da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, que fez questão de enaltecer a iniciativa de Calçada Correia e “a vontade de transformar uma coleção privada num espaço cultural que pode ser usufruído pela comunidade, fazendo de uma iniciativa pessoal um contributo para a vida coletiva”.
 
A ministra destacou igualmente que “um espaço cultural nunca existe isolado do lugar onde se encontra. Passa a fazer parte da sua vida e das razões que levam alguém a visitá-lo e das oportunidades que oferece a quem lá vive”. “Com este museu, Moncarapacho ganha mais um lugar para conhecer, mostrar e partilhar. Um lugar que acrescenta à oferta cultural do concelho de Olhão e convida a descobrir um território que tem muito para oferecer além dos destinos mais conhecidos da região”, acrescentou.

O presidente da Câmara Municipal de Olhão afirmou ainda que “num mundo em constante mudança, em que temos a tecnologia e a inteligência artificial a substituir o ser humano, será a cultura que fará a diferença no futuro”. “É um orgulho enorme. Olhão valorizou-se muito hoje com a abertura desta Casa do Colecionador”, rematou.

Na cerimónia marcaram presença vários autarcas e personalidades ligadas à cultura na região, entre elas a premiada escritora algarvia Lídia Jorge. 
 
O museu Casa do Colecionador está aberto de terça-feira a sábado, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00. O preço dos bilhetes varia entre os 2,5 e os 5 euros.

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A proposito di ‘narrattori’ eredi di Dario Fo: Matthias Martelli

In quanto attore-autore, Dario Fo, da un lato, costituisce il punto d’arrivo di una lunga, plurisecolare “tradizione” che, dal giullare o buffone medievale, passa per i comici dell’Arte e giunge fino a noi con l’attor comico novecentesco. Dall’altro lato, possiamo considerarlo come il punto di partenza di una nuova, anomala “tradizione”, che ha influenzato ad ampio raggio il teatro italiano e non solo.

La influenza più riconosciuta e indagata riguarda senz’altro il nostro teatro di narrazione e i narrattori che ne sono protagonisti, a cominciare da quelli della prima generazione: Marco Paolini, Laura Curino e Marco Baliani, tutti e tre segnati in modi diversi dal magistero di Fo, che agisce in misura più ridotta anche sui successivi, a cominciare da Ascanio Celestini e Davide Enia. Tuttavia, com’è stato osservato spesso, ci sono forti differenze fra Fo e i narrattori, ai quali manca in genere la forte dimensione fisica, mimico-gestuale-vocale, del maestro e anche la sua propensione assoluta al comico.

Forse l’unico attore italiano, uscendo dal teatro di narrazione, che sia riuscito a tenere insieme la dimensione comica e l’impegno civile di Fo, insieme a una notevole espressività fisica e vocale, è – oltre a Beppe Grillo – Paolo Rossi, il quale del resto esordisce con lui, che gli fa da regista per L’histoire du soldat nel ’78 e con il quale lavora anche nel cinema. A Rossi si deve una versione dichiaratamente pop di Mistero Buffo, nel 2010. In questo spettacolo dell’originale restano due pezzi (La resurrezione di Lazzaro e La nascita del giullare), ma Rossi cerca di recuperare a suo modo, con esiti ovviamente molto diversi dall’originale, lo spirito dello sghignazzo, del “riso verde”, a scopo di satira.

In ogni caso, se vogliamo parlare, con tutte le cautele del caso, di “figli” o “eredi” di Fo, è proprio su Mistero Buffo che dobbiamo concentrarci.
Perché esiste un manipolo di attrici e attori italiani di prima e seconda generazione, più o meno “investiti” direttamente o indirettamente da Fo, che da molti anni ormai stanno riproponendo questo capolavoro sui palcoscenici di tutto il mondo, in varie lingue. Si va da Lucia Vasini a Ugo Dighero, da Marina De Juli a Elisa Pistis, al sorprendente Mario Pirovano, di cui mi è già capitato di parlare.

Il recente debutto al TST di Torino della sua versione de Lu santo Jullare Francesco, già collaudato in una impegnativa tournée internazionale, mi fornisce l’occasione per parlare del quarantenne Matthias Martelli, colui che molti considerano oggi l’erede più accreditato del giullare di Sangiano. Al quale ha dedicato anche un bel libro (Il giullare ribelle. Vita apocrifa di Dario Fo, Baldini+Castoldi, 2026). Martelli, che nasce a Urbino lo stesso giorno di Dario (24 marzo) ma sessanta anni dopo, da bambino rimane folgorato da una sua apparizione televisiva. A ventitrè anni, nel 2009, frequenta a Torino l’Atelier di teatro fisico di Philip Radice, un allievo americano di Jacques Lecoq. Incontra brevemente Fo a Santa Cristina di Gubbio (Libera Università di Alcatraz) negli anni successivi ma riconosce onestamente che quella frequentazione non si è mai trasformata “in un vero rapporto maestro-allievo”.

In realtà, il vero tramite pratico e artistico di Martelli verso Fo è stato l’attore Eugenio Allegri (scomparso nel 2022), suo pedagogo e regista per Mistero Buffo, debuttato nel 2018 dopo quasi tre anni di lavoro. Allegri gli ha permesso di andare alle radici dell’arte attoriale di Fo senza dover tentare di riprodurne gli inimitabili esiti espressivi o condividerne una vis satirico-politica ugualmente irripetibile per tante ragioni. Fondamentali, al riguardo, furono alcuni Workshop sulla Commedia dell’Arte, durante i quali Allegri cercò di familiarizzare il trentenne Martelli con “i rudimenti del teatro comico all’italiana” (cfr. la sua testimonianza in Ripensare Dario Fo. Teatro, lingua, politica, a cura di Luca D’Onghia e Eva Marinai, Mimesis, 2020). E poi, soprattutto, si trattò di rifarsi alla lezione tecnica ed estetica del mimo Lecoq, maestro di Fo nei primi anni Cinquanta.

La versione scenica appena debuttata del testo di Fo e Rame su San Francesco, che vede Martelli unico attore, è da lui firmata anche come “direttore”, con Ornella Matranga in veste di regista assistente. Pur lontano dai vertici toccati con Mistero buffo, il testo originale, a cui si attiene fedelmente, a parte – si capisce – le presentazioni delle quattro giullarate e qualche scenetta estemporanea per il divertimento degli spettatori, restituisce con vivacità la vicenda del santo di Assisi e la straordinaria attualità del suo messaggio antropoacentrico, basato sull’amore per e fra tutti gli esseri viventi.

Martelli, che ha già al suo attivo nove anni di carriera e oltre trecento repliche di Mistero buffo in tutto il mondo, qui si conferma interprete e fabulatore di grande abilità nel servire una complessa drammaturgia da attore-autore, senza mai rischiare l’imitazione del maestro.

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