Como fazer perguntas aos seus sonhos e obter respostas
O Hospital Estadual de Águas Lindas (HEAL) realizou uma ação voltada à saúde e ao bem-estar dos colaboradores, com orientações ergonômicas e práticas de relaxamento. A iniciativa foi organizada pela Comissão de Ergonomia, em parceria com o serviço de Fisioterapia, e buscou contribuir para a prevenção de desconfortos musculares e para a qualidade de vida dos profissionais.
A programação incluiu massagem relaxante, ventosaterapia e liberação miofascial, além de orientações sobre cuidados com o corpo no ambiente de trabalho. As práticas ofereceram aos participantes a oportunidade de aliviar tensões musculares e conhecer medidas que podem ajudar a prevenir desconfortos relacionados às atividades diárias.
A ação foi conduzida por Raniere Moreira Freitas, presidente da Comissão de Ergonomia e fisioterapeuta responsável técnico (RT). Para ele, iniciativas como essa são importantes para o cuidado com os profissionais que atuam na unidade.
“Cuidar da saúde do colaborador é também investir na qualidade do ambiente de trabalho. Pequenas ações de orientação, prevenção e relaxamento podem contribuir significativamente para o bem-estar, a disposição e a qualidade de vida dos profissionais. Afinal, quem cuida também precisa ser cuidado”, afirma.
A iniciativa integra os cuidados com a saúde dos colaboradores e chama a atenção para a importância da prevenção e de hábitos que contribuam para um ambiente de trabalho mais saudável e seguro.
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Deixar de fumar, reduzir o álcool e recuperar rotinas de alimentação, sono e exercício são mudanças que podem ajudar a ter uma vida mais saudável depois dos 50 anos. Especialistas ouvidos pelo jornal britânico The i Paper explicam que os benefícios continuam a ser possíveis, mesmo após décadas de excessos, mas não equivalem a eliminar todas as consequências do passado.
Numa reportagem publicada esta quarta-feira, o jornal cita uma investigação da Universidade de Ciências Aplicadas Laurea, na Finlândia, publicada em 2025, que identificou repercussões de hábitos como fumar e beber em excesso já aos 36 anos entre os participantes. Os efeitos persistiram nas décadas seguintes.
A mensagem dos especialistas, porém, não é de resignação. “O corpo não é um disco rígido que guarda permanentemente cada má decisão, nem um quadro branco que se possa limpar com um detox”, explica a imunologista Jenna Macciochi.
“Não precisamos de apagar todas as consequências do nosso passado para melhorar significativamente a nossa saúde futura”, acrescenta.
Deixar de fumar é a primeira prioridade
Entre as mudanças apontadas na reportagem, abandonar o tabaco surge como uma das mais importantes. O jornal recorda que fumar reduz a esperança de vida, em média, em dez anos e está associado a doenças cardiovasculares, vários tipos de cancro e problemas que afetam, entre outros, a visão, a audição e o sistema imunitário.
O envelhecimento da pele é outra consequência. “O fumo do cigarro gera stress oxidativo, interfere com a produção de novo colagénio e afeta as fibras elásticas que sustentam a pele”, explica a dermatologista Anjali Mahto.
Na prática, isso pode traduzir-se em rugas mais pronunciadas, sobretudo em redor da boca, sulcos mais profundos na parte inferior do rosto e perda de elasticidade.
Os benefícios de deixar de fumar começam rapidamente. De acordo com as informações do serviço nacional de saúde britânico, o NHS, citadas na reportagem, a pulsação regressa aos valores normais ao fim de 20 minutos e a quantidade de monóxido de carbono no sangue reduz-se para cerca de metade após oito horas. Dez anos depois, o risco de morrer de cancro do pulmão é aproximadamente metade do de quem continua a fumar.
Mahto refere também que existe um conjunto ainda pequeno, embora crescente, de evidências sobre o envelhecimento da pele associado aos cigarros eletrónicos. Faltam, contudo, estudos de longa duração que permitam quantificar os efeitos nas rugas.
Menos álcool também pode significar noites melhores
A reportagem sublinha que não existe um nível de consumo de álcool isento de risco. Para algumas pessoas, deixar de beber será a melhor opção; para quem mantém um consumo regular, reduzir a quantidade é uma das mudanças centrais propostas.
Reservar três dias da semana sem álcool é outra das recomendações apresentadas. O objetivo não se limita a evitar episódios de consumo excessivo, mas também a interromper o hábito de beber todos os dias.
“O fígado tem propriedades regenerativas extraordinárias, pelo que deixar de beber, temporária ou permanentemente, pode ajudá-lo a recuperar”, explica Tamara Gall, cirurgiã geral e hepatopancreatobiliar do Cromwell Hospital, numa declaração ao The i Paper recuperada na reportagem.
Os benefícios dependem dos danos existentes. Segundo a especialista, podem ser observados ao fim de uma semana, enquanto lesões mais graves exigem períodos de abstinência muito mais prolongados.
O sono também é afetado pelo álcool, mesmo quando a sensação inicial parece ser de relaxamento. Heather Darwall-Smith, psicoterapeuta especializada em sono e neurodiversidade, explica que beber pode facilitar o adormecer, mas prejudica a segunda metade da noite.
“O sono torna-se mais leve, acordamos mais vezes e o sono REM é perturbado”, afirma, acrescentando que o álcool também agrava o ressonar e os problemas respiratórios durante o sono.
Alimentar o intestino antes de procurar suplementos
O consumo excessivo de álcool, o tabaco e as noites mal dormidas podem afetar o apetite, a alimentação e o microbioma intestinal. Uma dieta pobre em fibra e dominada por alimentos ultraprocessados deixa as bactérias intestinais sem parte dos nutrientes de que necessitam.
Para a investigadora e dietista Megan Rossi, a resposta não deve começar automaticamente por um suplemento.
“Quando recebo pessoas na consulta, pensam que, para recuperar a saúde intestinal, precisam de tomar um probiótico, mas essa não é a solução. É preciso cuidar primeiro dos fundamentos”, explica.
A especialista propõe diversificar seis grupos de alimentos de origem vegetal: fruta, hortícolas, cereais integrais, ervas aromáticas e especiarias, leguminosas, e frutos de casca rija e sementes. Cada grupo fornece diferentes fibras e compostos que alimentam diferentes bactérias intestinais.
“Uma maior diversidade de bactérias intestinais significa que serão mais resistentes às coisas a que as sujeitamos”, afirma.
Rossi cita uma investigação da Universidade de Bergen que aponta benefícios potenciais da passagem para uma alimentação de estilo mediterrânico mesmo quando a mudança começa aos 80 anos.
Para quem procura um primeiro passo simples, sugere introduzir leguminosas, como o feijão. O seu impacto, explica, não resulta de serem um alimento milagroso, mas de estarem frequentemente ausentes da alimentação.
A especialista destaca ainda alimentos fermentados, como iogurte, queijo e kimchi, associados à redução de marcadores inflamatórios no sangue. Refere também um estudo em que uma alimentação rica em fibras prebióticas, que alimentam bactérias intestinais benéficas, melhorou a qualidade do sono relatada pelos participantes.
Acordar à mesma hora ajuda a recuperar o ritmo
Na meia-idade, o descanso pode ser perturbado não apenas pelos hábitos anteriores, mas também pela menopausa, pelas pressões profissionais, pelas responsabilidades familiares e pelo cansaço acumulado.
Nem todos estes fatores são controláveis. Ainda assim, Darwall-Smith destaca uma medida que recomenda aos seus clientes: acordar aproximadamente à mesma hora todos os dias.
“Levantar-se à mesma hora todos os dias é quase como traçar uma linha na areia”, afirma. “Não é preciso ser rígido, apenas bastante consistente.”
A regularidade ajuda a estabilizar o ritmo circadiano, o relógio biológico que organiza o sono e outras funções do organismo. A exposição à luz natural de manhã reforça esse sinal.
Anjali Mahto acrescenta que a sincronização destes ritmos pode beneficiar a digestão e, potencialmente, o funcionamento e a reparação da pele.
Exercício com espaço para o treino de força
Passar de uma vida sedentária para uma vida ativa é outra das mudanças com maior potencial. Macciochi descreve o exercício como “provavelmente uma das nossas intervenções mais poderosas”, com benefícios para o risco cardiovascular e a forma como o organismo responde à insulina.
Correr, pedalar e nadar são exemplos de atividade aeróbica referidos na reportagem. Mas o treino de força também merece atenção.
O álcool interfere com o crescimento muscular e a densidade óssea. A estes efeitos juntam-se as perdas de músculo e de massa óssea associadas ao envelhecimento, que podem deixar o corpo mais vulnerável a quedas e dores.
O treino de força ajuda a contrariar essas perdas, a melhorar a sensibilidade à insulina e a manter um peso saudável. A reportagem salienta também a importância de uma alimentação com proteína suficiente para apoiar o desenvolvimento muscular, sem descurar a fibra necessária ao microbioma intestinal.
Cuidar da pele sem tentar compensar tudo de uma vez
Perante sinais visíveis de envelhecimento, a tentação pode ser recorrer a muitos produtos ou tratamentos intensivos. Mahto considera que essa abordagem pode ser contraproducente.
“Uma limpeza suave e um hidratante adequado são suficientes para muitas pessoas, sobretudo quando a barreira cutânea está irritada”, afirma. Ingredientes como a glicerina e as ceramidas podem ajudar a proteger essa barreira.
Pelo contrário, uma esfoliação agressiva ou a introdução simultânea de vários ingredientes ativos fortes depois de um fim de semana de excessos tende a provocar irritação, em vez de acelerar a recuperação.
A dermatologista recomenda ainda proteção solar diária de largo espectro, idealmente com fator de proteção entre 30 e 50 e boa proteção contra os raios UVA. Menciona também os retinoides tópicos, incluindo a tretinoína sujeita a prescrição, que têm evidência de benefício em algumas alterações da pele, mas não são adequados para todas as pessoas.
“Se alguém deixa de fumar aos 50 anos ou começa a fazer exercício regularmente aos 55, considero isso uma excelente decisão”, afirma. “Não é necessário recuperar o rosto que tinha aos 25 anos para que essas mudanças valham a pena.”
Começar pelo que tem maior impacto
Adotar novos hábitos na meia-idade pode ser difícil num período marcado por responsabilidades familiares, pressão profissional e alterações hormonais. A proposta dos especialistas não é transformar tudo de uma só vez, mas começar pelo comportamento com maior impacto na saúde.
“Deixar de fumar estará provavelmente em primeiro lugar, seguido do álcool”, resume Macciochi.
Darwall-Smith deixa uma orientação para evitar que a procura de uma vida melhor se transforme noutra fonte de ansiedade: “Fazer mudanças que se consigam realmente manter e dar-lhes tempo para se consolidarem.”
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Asper e Axl, cães terapeutas do Centro Universal de Referência em Assistência Animal (Curaa), visitaram pacientes do Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI). Os cães passaram pelas enfermarias e pelo alojamento conjunto e fizeram a alegria das mulheres internadas, dos acompanhantes e dos profissionais que estavam na unidade.
A visita foi uma iniciativa da diretoria-geral do HMDI e proporcionou às pacientes um momento diferente em meio à rotina do hospital. Segundo a diretora-geral, Ana Carolina Garcia, a proposta é oferecer momentos de descontração, principalmente para quem enfrenta dias difíceis durante a internação.
Para Elaine Bezerra, fundadora do Centro Universal de Referência em Assistência Animal (Curaa), levar os cães aos hospitais é uma experiência gratificante, especialmente ao perceber a reação das pessoas.











“É uma satisfação enorme levar esse projeto aos hospitais e perceber a diferença que ele faz na vida das pessoas que estão passando por momentos de tensão, tristeza ou ansiedade. Os cães proporcionam acolhimento, pertencimento e, acima de tudo, muito amor, de forma gratuita”, afirma.A maquiadora Kris Lorrayne, de 32 anos, mãe de Maria Liz, gostou da visita.
“Achei diferente, porque, quando pensamos em um ambiente hospitalar, nem sempre imaginamos que os animais possam estar presentes. Para quem gosta e ama os animais, como eu, é uma alegria. Eles eram muito educados, inteligentes e treinados. A visita trouxe alegria ao nosso coração. Por melhor que seja o hospital e por mais acolhidos que sejamos, estar nesse ambiente acaba gerando ansiedade. Os cachorrinhos trouxeram alegria, emoção e uma sensação de felicidade. Eu me senti muito bem”, contou.
A psicóloga Lúcia Vasconcelos explica que a visita também pode fazer diferença para as mães que acompanham os bebês internados nas unidades neonatais, sobretudo aquelas que permanecem no hospital por períodos mais longos. “Nesses casos, o contato com os cães oferece uma pausa na rotina e um momento de leveza em meio às preocupações com os filhos”, avalia.
Antes de visitar as pacientes, Asper e Axl tomaram um banho reforçado e estavam com a vacinação e a vermifugação em dia. Os cuidados ajudam a garantir a segurança das mulheres internadas e dos recém-nascidos.
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Desenvolvimento Pediátrico da Unidade Local de Saúde no próximo dia 30 de outubro. A iniciativa, que decorre entre as 10h00
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A Zona Ribeirinha de Portimão recebe, no próximo domingo, 25 de outubro, uma caminhada solidária dedicada à sensibilização para a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama. Integrada nas comemorações do Outubro Rosa, a iniciativa propõe dois percursos, de 5 e 8 quilómetros, com início às 10:00, junto à Antiga Lota, e está aberta à participação de pessoas de diferentes idades.
Organizada pelo Grupo de Apoio de Faro da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul, com o apoio da Câmara Municipal de Portimão, a Caminhada Outubro Rosa pretende associar a prática de exercício físico à promoção de estilos de vida saudáveis e à sensibilização para a importância da deteção precoce da doença.

A iniciativa integra o Calendário Regional de Marcha/Corrida do Algarve 2026/2027, promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e tem caráter solidário e não competitivo.
Além da sensibilização para a prevenção do cancro da mama, o evento procura reforçar o apoio às mulheres que enfrentam a doença e às respetivas famílias. As receitas angariadas destinam-se a contribuir para a continuidade do trabalho desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul, no acompanhamento de doentes oncológicos e familiares.
A participação na caminhada é gratuita, mas exige inscrição prévia através da plataforma BOL, na qual os interessados podem escolher entre duas modalidades: caminhada sem kit, sem qualquer custo, ou caminhada com kit, pelo valor de cinco euros.
O kit de participante inclui uma t-shirt, uma peça de fruta e uma garrafa de água, constituindo também uma forma de contribuir para a causa solidária.
As inscrições devem ser efetuadas através da plataforma BOL, sendo obrigatório o preenchimento dos dados solicitados para efeitos de seguro de acidentes pessoais.
Quem pretenda apoiar a iniciativa através da aquisição do kit solidário, mas não possa participar na caminhada, poderá efetuar o donativo presencialmente nas instalações do Grupo de Apoio de Faro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, sem necessidade de inscrição na plataforma.
A concentração dos participantes está marcada para a manhã de domingo, 25 de outubro, junto à Antiga Lota, na Zona Ribeirinha de Portimão.
O secretariado abre às 08:30, para acolhimento dos participantes e levantamento dos kits, encerrando às 09:15. O aquecimento coletivo está previsto para as 09:30, seguindo-se, às 10:00, o início dos percursos de 5 e 8 quilómetros.
Os participantes que optarem pela modalidade com kit poderão levantá-lo antecipadamente no Pavilhão Gimnodesportivo de Portimão, nos complexos desportivos de Alvor e da Mexilhoeira Grande, no Pavilhão Desportivo da Boavista ou nas instalações do Grupo de Apoio de Faro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, durante os respetivos horários de funcionamento.
No próprio dia do evento, o levantamento dos kits decorrerá entre as 08:30 e as 09:15, junto à Antiga Lota.
Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Portimão associa-se à campanha Outubro Rosa, procurando incentivar a população a adotar hábitos de vida saudáveis e a reconhecer a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama.


Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É incontornável. Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas…
Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa.
61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e fica igual. Tudo muda naquele momento.
Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo (56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.
A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).
E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.
Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.
A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida. Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência. Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.
E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.
Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.
A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.
Cuide-se bem.
Leia também: A saúde mental também se constrói entre nós | Por Neusa Patuleia



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