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Tábua inaugura centro de formação em transição energética

Espaço vai formar técnicos em energias renováveis e eficiência energética e acolher balcão de aconselhamento para cidadãos e empresas, em parceria com a Adene.

© PAULO NOVAIS/LUSA

"A transição climática e a descarbonização não são conceitos distantes ou metas abstratas de 2050, são uma urgência do presente" a Câmara de Tábua
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Governo quer pôr licenciados a dar aulas no 1.º ciclo sem mestrado nem estágio

✇ECO
By: Lusa

O Governo quer permitir que licenciados em Educação Básica possam dar aulas ao 1.º ciclo antes de concluírem o mestrado ou a profissionalização em serviço, para resolver o problema dos alunos sem professores, revelaram os sindicatos.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, apresentou esta terça-feira aos sindicatos de professores “uma proposta de alteração da legislação para permitir que os detentores de licenciatura em Educação Básica possam lecionar no 1.º ciclo“, contou à Lusa Manuel Teodósio, da Federação Nacional da Educação (FNE).

A proposta “não agradou muito” aos sindicatos, mas “ninguém se opôs”, acrescentou Manuel Teodósio, explicando que a medida pretende responder à falta de professores de 1.º ciclo que tem deixado muitos alunos sem aulas, em especial na zona de Lisboa.

“Nenhuma estrutura sindical se opôs ao documento, porque estamos entre a espada e a parede: entre alunos sem aulas de todo ou alunos a terem aulas com profissionais que querem ser professores, mas ainda não concluíram a formação pedagógica, optamos pelo mal menor“, explicou.

“Entre a espada e a parede” foi a expressão usada também pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).

Ensinar crianças a ler, escrever e contar “exige metodologias muito específicas”, mas “neste momento, não há alternativa”, sublinhou Rosa Maria Sá, do SIPE, no final da reunião que decorreu esta terça-feira no ministério.

A responsável do SIPE lembrou que ainda existem professores de 1.º ciclo na lista de recrutamento, mas vivem muito longe das escolas onde são procurados: “Os incentivos para virem trabalhar para regiões onde o nível de vida é muito caro limitam imenso a aceitação dessas escolas“.

O MECI garantiu que esta alteração legislativa, que permitirá aos licenciados dar aulas antes de terem o mestrado e de fazerem o estágio, é uma “medida transitória”, até as escolas formarem os professores necessários.

Manuel Teodósio acrescentou que a tutela se comprometeu a deixar escrito no diploma que será exigido a estes professores fazer a formação pedagógica: “O ministério comprometeu-se a ministrar o mais rapidamente possível as pedagógicas a estes profissionais para obterem a profissionalização”.

A falta de professores nos restantes níveis de ensino levou a tutela a rever os requisitos de formação para permitir que pessoas com formação académica numa área distinta possam dar aulas, como por exemplo um engenheiro dar aulas de Matemática.

Sobre as mudanças agora anunciadas para o 1.º ciclo, a FNE diz ter recebido apenas na segunda-feira a proposta de alteração legislativa e por isso tem agora até sexta-feira para fazer chegar à tutela a sua posição final sobre as mudanças.

O plano do ministério é fazer com que o diploma entre “em vigor o mais rapidamente possível para resolver o problema de alunos sem professores”, disse Manuel Teodósio.

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Alto Tâmega e Barroso investe 116,5 mil euros em melhoria das paragens

VTM

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Tâmega e Barroso está a investir cerca de 116.500 euros na melhoria das condições de acesso e utilização do transporte público de passageiros, através da instalação de painéis digitais de informação e do reforço da sinalética nos seis municípios da região.

Do investimento previsto, cerca de 45 mil euros destinam-se à instalação de painéis digitais de informação ao público, enquanto os restantes 71.500 euros serão aplicados em sinalética. A intervenção pretende tornar a informação sobre os transportes mais clara e acessível, facilitando a utilização do serviço por parte da população.

O investimento surge numa altura em que a procura pelo transporte público está a aumentar, de acordo com os dados da CIM. Em 2025, a rede do Alto Tâmega e Barroso transportou 711.298 passageiros, mais 15% do que em 2024.

A iniciativa complementa a instalação de 251 sinais de identificação de paragens de autocarro em vias nacionais e municipais da região, bem como a substituição de infraestruturas existentes que já não apresentam condições adequadas.

As duas intervenções são financiadas pelo Programa de Incentivo ao Transporte Público Coletivo de Passageiros, Incentiva+TP, que apoia medidas de promoção do transporte coletivo. Entre as áreas abrangidas pelo programa estão a modernização dos sistemas de informação ao público, a gestão e monitorização da oferta e a qualificação das paragens e interfaces.

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Federação jovem dos estudos europeus quer melhorar literacia sobre a UE

✇ECO
By: Lusa

A nova direção da Federação Nacional dos Estudos Europeus (FNEE), que reúne associações juvenis ligadas a esta temática, quer expandir a nível nacional um projeto relacionado com a literacia sobre a União Europeia (UE), anunciou esta segunda-feira o presidente Daniel Novais.

Em declarações à agência Lusa, o recém-eleito presidente da FNEE para um mandato de dois anos frisou que um dos objetivos da federação de associações juvenis passa pela melhoria da literacia dos jovens portugueses sobre a UE e o combate à desinformação.

Nesse âmbito, uma das metas da nova direção passa por expandir a mais regiões e municípios nacionais um projeto/estudo “feito com alunos do ensino secundário, em Coimbra, Lisboa e Évora“, explicou.

Segundo Daniel Novais, o projeto de literacia baseou-se em dados de um estudo “que trabalha perceções de jovens sobre a União Europeia”, intitulado “EU4YOU – Tu Contas na Europa — Auscultação Aos Jovens”.

Natural de Coimbra, o novo presidente da FNEE tem 23 anos, é licenciado em Relações Internacionais pela Universidade de Évora e finalista de mestrado em Ciência Política pela Universidade de Aveiro, e partilhou com a agência Lusa os objetivos da equipa que lidera.

“Nos últimos anos, temos tentado e temos conseguido, crescer um bocadinho para lá dos estudos europeus”, enfatizou Daniel Novais, observando que o encontro nacional que realizam, todos os anos, tem vindo a diversificar os temas em discussão e também os participantes.

“Tentamos fazer aqui uma representação, uma divulgação e uma atenção sobre os estudos europeus, mas também, a nível mais geral, fazendo um paralelismo para as questões internacionais. Porque sabemos que a União Europeia não trabalha sozinha e as questões que a União Europeia trabalha, muitas não são dentro das suas fronteiras“, argumentou, aludindo aos conflitos na Ucrânia, Palestina ou no estreito de Ormuz, ou temas como a segurança ou energia.

Já uma nota da federação assinala que o novo mandato “representa uma nova etapa para a FNEE, formada pelas associações juvenis focadas no estudo, investigação e partilha de conhecimento em várias áreas científicas relacionadas com os estudos europeus passando pelas relações internacionais, a ciência política e o direito”.

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Às vésperas do 2º turno, canais no Telegram espalham fake news sobre segurança de urnas

Na sexta-feira, o irmão do candidato Flávio Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro, sugeriu em uma entrevista nos EUA que pode haver fraude nas urnas e o irmão pode ter que sair do país se perder. Embora pareça estar falando outra língua em relação à campanha oficial, Eduardo está reforçando uma narrativa mentirosa que segue circulando entre grupos de apoiadores do bolsonarismo. 

Um levantamento da Agência Pública identificou 418 publicações questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas em uma rede de 60 canais do Telegram. Desses canais, 58 compartilham mensagens de apoio a Flávio Bolsonaro. Embora o levantamento tenha identificado publicações desde 2022, a maior parte dos registros (245) se concentrou entre maio e outubro de 2026. O maior volume de publicações (91) ocorreu nas semanas anteriores e posteriores ao primeiro turno.

Em abril de 2017, a jornalista Mariana Godoy viajou até a Suíça para entrevistar o ex-delegado da Polícia Federal (PF) e ex-deputado federal Protógenes Queiroz, que alegava estar em situação de asilo político em decorrência de uma condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em um trecho da entrevista, Queiroz afirmou que houve fraude nas urnas durante as eleições de 2014, o que é uma mentira desbancada inúmeras vezes por checadores de fatos, autoridades e o TSE. Ainda assim, dois trechos desta entrevista voltaram a circular recentemente, em 32 publicações de 18 canais do Telegram, que, juntos, somam quase 286 mil inscritos.

No primeiro turno das eleições, dez canais do Telegram compartilharam, entre 20h11 e 20h46, a seguinte mensagem: “INTRA TSE: Estranhamente às 19:16 as urnas modelos UE2013 e UE2015 geram erro e a contagem ficou travada!🇧🇷”. Somados, esses canais têm mais de 279 mil inscritos.

A alegação de que erros nas urnas eletrônicas teriam travado a contagem dos votos já foi desmentida pela Justiça Eleitoral. Mesmo assim, o conteúdo continuou circulando no Telegram. Um exemplo é o canal “Eleições 2026 Memes”, que reproduziu a mensagem em 12 de outubro, seis dias depois da publicação do desmentido oficial. A antropóloga e pesquisadora Letícia Cesarino explica que o Telegram é uma plataforma avessa à regulação e que não tem uma tradição de moderação de conteúdo. “Esse plano de conformidade, na verdade, não significa nada. Não tem força de lei. É mais uma declaração de compromisso. Se a plataforma vai ser sancionada ou não, a Justiça Eleitoral não tem muitos meios para forçar a se adequar à legislação eleitoral”, completa.

Print de um dos grupos no telegram que postou conteúdo falso que indicava erro nas urnas eletrônicas
Print de um dos grupos no telegram que postou conteúdo falso que indicava erro nas urnas eletrônicas

Em setembro de 2026, o Telegram apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um plano para combater a desinformação na plataforma. O item 2.1 das Medidas de conformidade, dedicado aos conteúdos político-eleitorais, estabelece que “A moderação aplica-se a conteúdos, contas, grupos, bots e canais, por meio das seguintes medidas de fiscalização: remoção de conteúdo, restrição ou remoção de contas e canais e aplicação de rótulos visíveis de advertência — os marcadores “SCAM” e “FAKE”, atribuídos proativamente em vermelho para alertar a comunidade sobre riscos.”

Apesar das medidas previstas no documento, entre as 418 publicações identificadas no levantamento, apenas uma apresentava um aviso indicando que o conteúdo poderia ser falso. A postagem foi feita em 10 de outubro de 2024, no canal “FreedomNews 🇺🇸🇧🇷”.

Print da única publicação com indicação de que pode ser conteúdo não confiável
Print da única publicação com indicação de que pode ser conteúdo não confiável

Por que se trata de uma rede?

Das 418 publicações identificadas, 176 apresentam texto idêntico a pelo menos mais  uma postagem. Mas, ao examinar todos os conteúdos dos canais, 3.189.642 mensagens, a Pública identificou 1.259 conexões entre os canais, estabelecidas por meio de 249.464 encaminhamentos internos de mensagens na rede.

A análise das publicações que questionam as urnas eletrônicas identificou três eixos discursivos principais: textos sobre possíveis falhas técnicas nos equipamentos, questionamentos sobre interferência externa no processo eleitoral e memes.

Grafo de conexão elaborado a partir das conexões entre os canais
Grafo de conexão elaborado a partir das conexões entre os canais
Número de publicações nos canais do Telegram por mês
Número de publicações nos canais do Telegram por mês

O vídeo de Protógenes Queiroz, mencionado no início da reportagem, circulou acompanhado de duas abordagens diferentes. Entre 2024 e abril de 2026, foram identificadas 14 publicações que começavam com as frases “Quem se lembra disso?” ou “Você se lembra disso?”.

Após o início das investigações envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger, o vídeo passou a circular com uma nova apresentação: “Esse aqui é o ex da Roberta Luchsinger, amiga do Lulinha”. Apesar da mudança na abordagem, o restante do texto permaneceu o mesmo. A narrativa apresentada nas publicações afirma que Protógenes Queiroz fugiu do Brasil após receber ameaças de morte por ter investigado as urnas eletrônicas e descoberto que o Partido dos Trabalhadores (PT) nunca venceu uma eleição de forma legítima no país.

Cinco publicações no Telegram que compartilham o vídeo de Queiroz incluem, ao final das legendas, links para duas postagens distintas na rede social X (antigo Twitter), que também apresentam o mesmo vídeo. Em três delas, o link direciona para uma publicação de 5 de agosto de 2025, feita pelo perfil “Miguel Diniz – Pátria amada Brasil”, que acumula mais de 574 mil visualizações. As outras duas direcionam para uma postagem do perfil “Brasil Conservador 🇧🇷🇺🇸🇮🇱”, publicada em 23 de janeiro de 2026, também no X, que ultrapassa 62 mil visualizações. 

Outro grupo de publicações compartilha um recorte de vídeo em que aparece uma pessoa usando uma máscara alusiva ao personagem da HQ “V de Vingança”. O conteúdo circulou em seis canais do Telegram: “ ANTVXXX”, “Brasil e o gás a 100 real”, “Direita FTB”, “Mandaloriano Conspiracy”, “Pela Vida e Liberdade” e “Rasgando o Verbo”. Todas as publicações foram feitas em 17 de fevereiro de 2026, acompanhadas do mesmo texto:

“Quem diria, as urnas foram fraudadas. Não se esqueçam da última eleição para presidente em que uma mulher foi votar e já tinham votado no lugar dela. E em 2018, várias urnas davam pane ao apertar o botão do então candidato Bolsonaro. Em outras palavras, as eleições são fraudadas a muito tempo e na última não foi diferente.”

A análise dos encaminhamentos indica que, dentro da rede de canais, o recorte do vídeo foi publicado inicialmente em “Rasgando o Verbo” e “Mandaloriano Conspiracy”. Posteriormente, o conteúdo foi encaminhado para os outros quatro canais: “ ANTVXXX”, “Brasil e o gás a 100 real”, “Direita FTB” e “Pela Vida e Liberdade”.

Print da comparação dos posts entre os dois canais diferentes
Print da comparação dos posts entre os dois canais diferentes

Ao todo, foram identificadas 176 publicações com textos idênticos aos de pelo menos outra postagem, distribuídas em 53 grupos de conteúdos repetidos. Essas publicações formam 274 pares, o que indica que parte do conteúdo compartilhado pelos canais pode ter uma origem comum.

Cada par representa duas publicações com o mesmo texto. Assim, quando três postagens apresentam conteúdo idêntico, são formados três pares de comparação; quando quatro publicações compartilham o mesmo texto, são formados seis pares. Isso ocorre porque uma mesma publicação pode integrar diferentes pares.

Os 274 pares identificados no levantamento podem ser consultados abaixo:

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Publicações duvidam do funcionamento das urnas eletrônicas

Os canais rejeitam explicações técnicas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, antes mesmo de conhecerem o sistema utilizado. Durante a primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, realizada entre 3 e 9 de agosto, as publicações dos canais da rede se concentraram em contestar as demonstrações feitas pelos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma das publicações replicadas pelos canais afirma que: “O hardware dessa bosta fabricada pela Positivo não influencia em absolutamente nada na falta de confiança nesse lixo de processo baseado “confie no estado”. Poderiam usar gabinete de acrílico com uns FANs RGB também, primeira urna gamer do mundo.”

A empresa brasileira de tecnologia Positivo não foi a única a ser alvo das críticas. Em outras publicações, os canais da rede comparam o procedimento de montagem e desmontagem das urnas eletrônicas, realizado pelos técnicos do TSE, ao de um Game Boy, videogame portátil lançado pela Nintendo em 1989.

Ao longo dos 30 anos de utilização das urnas eletrônicas no sistema eleitoral brasileiro, quatro empresas foram responsáveis pela fabricação dos equipamentos: Positivo Tecnologia, Diebold, Unisys Brasil e Procomp Indústria Eletrônica.

Publicação que acusam o processo eleitoral de interferência externa

Mesmo após a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, publicações na rede afirmaram que Júlio Valente da Costa Júnior, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seria “petista de carteirinha” e teria poderes para manipular os softwares das urnas eletrônicas e editar o código-fonte. A nomeação do secretário pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que ocupou o cargo entre 2013 e 2025, também foi alvo de ataques. A publicação termina depositando em Flávio Bolsonaro a esperança de eleições mais confiáveis.

O texto compartilhado pelos canais é o mesmo de uma publicação feita em 11 de outubro no X (antigo Twitter) pelo músico e militante bolsonarista Roger Moreira. A postagem também foi tema de um vídeo publicado em 12 de outubro no perfil da Revista Timeline, no Instagram, do influenciador Allan dos Santos. A legenda do vídeo começa com a frase: “Conheça Júlio Valente, o petista por trás da contagem de votos do TSE”. Tanto a publicação de Roger Moreira quanto o vídeo de Allan dos Santos não estão mais disponíveis no Brasil por determinação do Tribunal Superior Eleitoral.

Print de publicação de Roger Moreira
Print de publicação de Roger Moreira

As acusações contra os responsáveis pelo sistema eleitoral, no entanto, não seguem uma linha coerente. Em duas publicações, feitas nos dias 7 e 9 de outubro, os canais apontaram o coordenador de Logística do TSE como o responsável por uma suposta manipulação das urnas eletrônicas. Nessa versão, Júlio Valente e Giuseppe Janino, ex-secretário de Tecnologia da Informação do TSE e um dos criadores da urna eletrônica, seriam apenas marionetes.

Uma das publicações, feita em 8 de outubro, termina com a seguinte afirmação: “O corpo técnico do TSE responsável pela apuração dos votos das eleições deve todo ser impedido de trabalhar no 2⁰ turno. São incompetentes e suspeitos de manipular os dados das urnas eletrônicas.”

O mesmo canal, porém, havia acusado Júlio Valente de ser petista no dia anterior, utilizando exatamente o mesmo parágrafo final. Cesarino relembra que desde 2018, mesmo com a vitória de Jair Bolsonaro, apoiadores alegaram manipulação nas urnas. “O conteúdo desse tipo de conspiracionismo eleitoral vai variando ao longo dos anos. Porém,  para eles o importante é manter um nível de desestabilização global, com relação à possibilidade de estar contestando o resultado eleitoral”, afirma.

Para a antropóloga, a chance de Flávio Bolsonaro reconhecer uma eventual derrota para Lula é mínima. “A gente tem que pensar que caso o Lula vire haverá mais um ciclo de enfrentamento. E um ecossistema como o Telegram tem um papel central. Desde 2021, o Telegram é um espaço onde essa sensibilidade do negacionismo eleitoral, da conspiração sobre as urnas é gestada”, completa.

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Lagos recebe nova ação de formação de salvamento Surf & Rescue

A Associação de Escolas de Surf de Portugal (AESP) e o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) promovem nova ação de formação de salvamento Surf & Rescue para iniciantes e avançados, sendo a próxima em Lagos.

A AESP informa que a iniciativa decorre até novembro em todo o país e pretende revolucionar o resgate ao instalar desfibrilhadores em várias escolas de surf por todo o país. A Praia de Praia de Porto de Mós, em Lagos, recebe a formação Surf & Rescue a 5 e 6 de novembro.

Esta iniciativa aposta na formação de instrutores, treinadores e comunidade surfista, garantindo competências em SBV e acesso a desfibrilhadores nas escolas, contribuindo para praias ainda mais seguras, dentro e fora de água.

O objetivo é reforçar a prevenção, formar pessoas e assegurar a manutenção dos equipamentos ao longo de todo o ano.

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Formação desportiva em Albufeira com apoio reforçado pelo Município

Os Clubes e associações desportivas do concelho de Albufeira, assinaram na passada sexta-feira, 16 de outubro, os contratos-programa que formalizam o apoio municipal à sua atividade, cuja sessão decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, num ano em que o investimento na formação desportiva regista um aumento de cerca de 15%, sendo de realçar que este reforço procura apoiar o trabalho das coletividades junto das crianças e dos jovens.

A Câmara Municipal de Albufeira dá, assim, continuidade ao apoio ao associativismo desportivo local, reconhecendo o contributo dos clubes para a promoção da saúde, da educação e da coesão social. Os contratos-programa constituem um instrumento de apoio à atividade das coletividades e ao acompanhamento dos seus atletas ao longo da época.

Do futebol ao surf, da patinagem ao basquetebol e às artes marciais, as entidades envolvidas refletem a diversidade da oferta desportiva do concelho. Por detrás de cada modalidade está o trabalho de dirigentes, treinadores e colaboradores que asseguram os treinos, acompanham as competições e ajudam a aproximar os mais novos do desporto.

A formação assume particular importância neste trabalho. Além da aprendizagem de uma modalidade, a participação num clube proporciona às crianças e aos jovens experiências de cooperação, respeito e superação, com reflexos no seu crescimento e na relação com os outros.

“Nós vamos continuar a apostar na formação desportiva”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, durante a sessão. O autarca reafirmou o compromisso com os mais novos e reconheceu as necessidades das coletividades ao nível de equipamentos e dos espaços de treino, para as quais o Município procurará respostas dentro dos recursos disponíveis.

A autarquia adianta ainda que está também em preparação um regulamento de apoio ao associativismo desportivo, que o executivo pretende concluir e aplicar no início do próximo ano.

A definição de critérios mais claros permitirá aos clubes conhecer a metodologia de avaliação e de atribuição dos apoios, com o objetivo de reforçar a equidade e a transparência do processo.

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AMAL promove primeira Sessão Pública Participativa do PMUS 2.0

A Comunidade Intermunicipal do Algarve promoveu, esta semana, a primeira sessão pública regional referente ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve (PMUS Algarve 2.0), um instrumento estratégico desenvolvido pela AMAL para definir o futuro dos transportes e acessibilidades na região.

A iniciativa decorreu no Centro de Emprego e Formação Profissional do Algarve – IEFP (Areal Gordo), em Faro, no passado dia 13, e contou com a intervenção do Prof. José Manuel Viegas, especialista na área de transportes, que abordou algumas das questões críticas para a mobilidade sustentável e conduziu uma mesa-redonda sobre os desafios e oportunidades para a mobilidade na região, com as participações da AMAL, da Universidade do Algarve e da Almargem, a que se seguiu uma discussão aberta.

O PMUS Algarve 2.0 é um instrumento estratégico que pretende definir as orientações para uma mobilidade mais sustentável, acessível, eficiente e adaptada às necessidades de quem vive, trabalha ou visita o Algarve. Estará também alinhado com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização e de melhoria da qualidade de vida das populações. O apoio técnico no terreno e a apresentação do diagnóstico estão a ser conduzidos pela consultora TIS, em colaboração com especialistas, como é o caso do Professor José Manuel Viegas. Através destas sessões públicas regionais, a AMAL pretende assegurar um processo transparente, participativo e colaborativo, permitindo que a população contribua para a definição das prioridades e das soluções que irão moldar o futuro da mobilidade no Algarve.

Ao longo do seu desenvolvimento, o PMUS Algarve irá integrar um conjunto alargado de atividades, nomeadamente a caracterização e diagnóstico da situação atual (em fase de conclusão), a construção de cenários prospetivos e a definição de uma estratégia e plano de ação. Este processo está a ser desenvolvido de forma participada, envolvendo entidades públicas, agentes económicos, stakeholders e a população em geral, garantindo que as soluções propostas refletem as necessidades e expectativas do território. Neste contexto, já foram realizados dois workshops com stakeholders, assim como três inquéritos lançados online a toda a população.

Foi, também, desenvolvido um site (disponível AQUI), que constitui um canal privilegiado de comunicação e interação com a comunidade, acompanhando todas as fases de desenvolvimento do Plano. Através deste site, serão disponibilizadas informações atualizadas sobre o projeto, bem como os principais resultados intermédios, documentos de trabalho e iniciativas de participação pública. Será, igualmente, possível aceder e participar em inquéritos, consultas e outras ações.

Entre as principais metas do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve destacam-se a melhoria da segurança rodoviária e da saúde pública, a promoção de um sistema mais acessível e inclusivo para todos os cidadãos, bem como o reforço do bem-estar da comunidade e da atratividade dos centros urbanos. O PMUS 2.0 pretende, ainda, incentivar a utilização de modos de transporte mais sustentável, garantindo uma mobilidade ambientalmente responsável, que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a poluição atmosférica, o ruído e o consumo energético.

O plano abrangerá todo o território algarvio e procurará desenvolver soluções integradas e adaptadas às necessidades atuais e futuras da região.

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Loulé Criativo com formação em Sapato de Ourelo

Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos

O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.

O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.

Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.

Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.

A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.

A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.

Informações e inscrições disponíveis clicando AQUI.

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Literacia em emergência leva formação prática a cerca de 1300 pessoas

VTM

O objetivo é reforçar a literacia em emergência, levando para a comunidade conhecimentos que podem fazer a diferença nos primeiros minutos de uma situação de paragem cardiorrespiratória.

Daniel Bernardo, presidente da associação, e Ricardo Ribeiro, vice-presidente, são ambos enfermeiros e trabalham no serviço de urgência do hospital flaviense. Foi precisamente a experiência profissional e a constatação das dificuldades sentidas perante situações de emergência fora do hospital que esteve na origem do projeto.

“Muitas das vezes estas pessoas já nos chegam num contexto onde não há praticamente nada a fazer”, explica Daniel Bernardo, referindo-se sobretudo às situações de paragem cardiorrespiratória. A intervenção dos meios de emergência é fundamental, mas o tempo que decorre até à chegada de uma equipa diferenciada pode ser determinante.

Foi dessa preocupação que nasceu a vontade de “passar um bocadinho de dentro para fora” e mostrar à população que “um pequeno gesto realmente pode salvar”. A associação foi formalizada em março de 2024, com 19 fundadores, e conta atualmente com cerca de 95 associados, entre enfermeiros, médicos, bombeiros, psicólogos, auxiliares e outros profissionais.

Ao longo deste período, foram realizadas 57 ações de formação certificadas pelo INEM e outras iniciativas dirigidas à comunidade. Os responsáveis contabilizam 1300 participações, destacando que, na maioria dos casos, houve contacto direto com manequins e treino das técnicas. “Não é só ouvir falar. São cerca de 1300 pessoas com prática”, sublinha Ricardo Ribeiro.

A metodologia passa por combinar uma componente teórica com a prática. “É fazer a junção daquilo que é a teoria e com o que é a prática”, resume Daniel Bernardo. A intenção é que a pessoa não fique apenas com uma informação, mas adquira ferramentas que possa utilizar perante uma situação real.

Suplemento Saude Formacao da APUEAF Daniel Bernanrdo Chaves PAM

“Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”
DANIEL BERNARDO
PRESIDENTE APUEAF

Um dos principais focos tem sido a comunidade escolar, envolvendo alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, mas também as populações do interior mais afastadas dos centros urbanos. Para Daniel Bernardo e Ricardo Ribeiro, a instalação dos equipamentos não deve ficar limitada às zonas com maior concentração populacional. “Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”, defende Daniel Bernardo

“Se nós perguntarmos, no fim, se alguma vez tinha feito isto na vida, a resposta é não”, relata Daniel Bernardo, a propósito das ações.

“Não podemos só contar com a ajuda externa”, afirma Daniel Bernardo, defendendo uma maior consciencialização da população para a necessidade de intervir nos primeiros minutos. O objetivo passa por criar uma verdadeira cultura de emergência, começando pelas escolas e estendendo-se às famílias, empresas, instituições e forças de segurança.

Nesse âmbito, a associação tem também apostado na formação em suporte básico de vida com desfibrilhador automático externo (DAE). A formação certificada tem sete horas, inclui componentes teóricas e práticas e termina com uma avaliação prática. Os formadores passaram por formação específica e a própria associação está acreditada enquanto entidade formadora.

O DAEé considerado pelos responsáveis como um passo importante na cadeia de sobrevivência. O equipamento analisa o ritmo cardíaco e, quando deteta uma situação compatível com desfibrilhação, permite administrar um choque elétrico para tentar reverter a arritmia.

A associação esteve na origem de uma proposta no âmbito do Orçamento Participativo Municipal de Chaves para a instalação de desfibrilhadores em diferentes pontos do concelho. Está agora em fase de implementação pelo município, que decidirá a localização dos equipamentos.

“O importante não é só chegar à comunidade”, explica Ricardo Ribeiro. “Queremos informação, queremos partilhar, queremos ferramentas no local e queremos que aquelas pessoas que foram formadas possam dar continuidade a isto.”

Saber reconhecer uma situação, ligar para o 112, iniciar compressões e utilizar um desfibrilhador quando disponível são, defendem, conhecimentos que deveriam fazer parte da cultura da população. “Hoje soueu que posso estar a ajudar a salvar, mas amanhã posso precisar de ser salvo”, resume Ricardo Ribeiro.

 

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Goleada à moda antiga

VTM

O Abambres Sport Club venceu no domingo o ADC Constantim B por uns expressivos 0-15, numa partida disputada no Estádio do Cruzeiro, em Constantim.

A equipa de Sub-16 do Abambres demonstrou uma elevada eficácia ofensiva e total domínio ao longo dos 90 minutos. A marcha do marcador iniciou-se aos 15 minutos por intermédio de Simão Gonçalves. Seguiram-se os golos de Diogo Veiga (21’), José Nóbrega (27’), Vicente Rodrigues (29’), Diogo Veiga (33’), Eduardo Sequeira (40’) e Gonçalo Silva (43’), fixando o resultado ao intervalo num claro 0-7.

Na segunda parte, o Abambres manteve a intensidade e continuou a avolumar o marcador. Vicente Rodrigues bisou aos 46’ e fez o seu terceiro golo aos 56’, intercalado por mais um tento de Diogo Veiga aos 49’. Gonçalo Silva dilatou para 0-10 aos 51’, seguindo-se os golos de Paulo Chaves (62’), Diogo Taveira (75’) e Tomás Fontoura (86’). Um autogolo de Gonçalo Martins aos 90 selou a vitória final em 0-15.


FICHA TÉCNICA
Estádio do Cruzeiro, em Constantim
Árbitro: Rúben Fernandes

CONSTANTIM B: Tiago Oliveira (GR), Gonçalo Martins, Vasco Pereira, André Nogueira, Henrique Alves, Francisco Baptista, Vasco Dinis, 20 Gonçalo Guedes, 22 Oscar Xu, Rodrigo Cortinhas e Luca Will Suplentes: Juan Gomes, Henrique Pinheiro, Rafael Gonçalves, Delfim Aguilar e Vasco Botelho
Treinador: Daniel Alegre

ABAMBRES: António Silva (GR), Rodrigo Silva, Diogo Veiga, Santiago Padilha, Eduardo Sequeira, Salvador Simões, Paulo Chaves, Vicente Rodrigues, José Nóbrega, Simão Gonçalves e Gonçalo Silva Suplentes: Alan Marcelino, Afonso Lopes (GR), Benjamim Abreu, Rodrigo Matos, Diogo Filipe, André Mendes, Tomás Fontoura, Francisco Barreto e Diogo Taveira
Treinador: Tiago Nóbrega

Marcadores: Diogo Veiga (3), Vicente Rodrigues (3), Gonçalo Silva (2), Simão Gonçalves, José Nóbrega, Eduardo Sequeira, Paulo Chaves, Diogo Taveira, Tomás Fontoura e Gonçalo Martins (a.g)

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Turismo de Portugal, El Corte Inglés e ACRP criam prémio de mérito para alunos da EHT de Lisboa

TnewsO Turismo de Portugal, o El Corte Inglés – Grandes Armazéns, S.A. e a Associação Casacas Rojas Portugal (ACRP) assinaram um novo protocolo, que entra em vigor no presente ano letivo, e prevê a criação de um prémio para distinguir anualmente o melhor aluno finalista dos cursos de Gestão e Produção de Cozinha e Culinary Arts da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, atribuindo-lhe 2.500 euros e a oportunidade de realizar um estágio no El Corte Inglés.
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Meta barra mais conteúdos pró-Lula e progressistas que pró-Flávio, aponta levantamento

A Meta, responsável por Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp, foi parar no centro do debate sobre as eleições após restrições atingirem conteúdos pró-Lula e levantarem acusações de tratamento desigual entre grupos que disputam a presidência do Brasil.

Um levantamento da CTRL+Z ao qual a Agência Pública teve acesso documentou mais de mil casos de restrições e banimentos nas plataformas da empresa na primeira quinzena de outubro, dos quais 22% envolvem contas ou publicações censuradas sem explicação.

Dentre esses conteúdos, a maior parte (54%) foi classificada como de posição política indeterminada, isto é, não era possível identificar se eram favoráveis a um candidato específico. Porém, dentre as postagens que foram restritas pela Meta e puderam ser classificadas, nove em cada dez eram pró-Lula ou conteúdos progressistas.

Segundo o documento, a Meta tem removido publicações, desativado contas e limitado o alcance de conteúdos sem apresentar justificativas claras ou oferecer mecanismos acessíveis de contestação.

O tipo mais frequente é a perda de alcance, com 356 ocorrências, seguida por restrições de repostagem (163), restrições de conta (125), banimentos de publicações (119) e banimentos de contas (116). O levantamento também identificou 101 casos classificados como indeterminados, além de bloqueios de conta (40), redução de visibilidade nas buscas (38), restrições de comentários (36), banimentos relacionados a comentários (22), restrições de impulsionamento (14) e comentários ocultados (13).

  • Postagens afetadas pela moderação da Meta
  • Postagens afetadas pela moderação da Meta

Para Yasmin Curzi, professora e pesquisadora de direito digital na FGV Rio, as denúncias indicam uma possível assimetria no tratamento de diferentes setores políticos. “Estamos vendo que essas suspensões não afetam todos os espectros políticos igualmente, mas sim setores progressistas, imprensa independente, movimentos sociais e políticos de esquerda”, afirma.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) denunciou, ainda em junho, a derrubada de perfis ligados à mídia independente às vésperas do período eleitoral. Em outro episódio, em 23 de setembro, a Meta desativou a conta de anúncios da campanha de reeleição do presidente Lula, sem explicar publicamente os motivos da decisão.

Durante o primeiro turno, a empresa afirmou ter removido publicações de ministros, jornalistas e militantes para cumprir decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo as denúncias reunidas pelo levantamento, porém, as remoções ocorreram sem aviso prévio, justificativas individualizadas ou canais acessíveis de recurso. A campanha do PT também denunciou ao TSE restrições na distribuição de publicações de Lula e de perfis aliados, que, segundo a campanha, poderiam comprometer a paridade da disputa com o senador Flávio Bolsonaro.

Curzi avalia que a falta de explicações e de mecanismos efetivos de contestação amplia o poder das plataformas sobre o debate público. “Sem explicação e sem chance real de recurso, a empresa acaba decidindo, na prática, quem pode participar e quem é mais ouvido no debate público”, diz.

A pesquisadora também questiona a ideia de que a desigualdade de alcance entre grupos políticos decorra apenas da capacidade de comunicação de cada campo. Para ela, é necessário considerar o funcionamento das próprias plataformas e seus interesses comerciais, analisando que a Meta tem silenciado sistematicamente atores que contrariam seu modelo de negócio, em um movimento que, segundo sua avaliação, ficou mais evidente após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2024.

Denúncia: IA da Meta gera imagens favoráveis a Flávio, mas não a Lula

As críticas contra a Meta ganharam ainda mais repercussão nesta quarta-feira, 14 de outubro, quando usuários da internet identificaram diferenças na geração de imagens pela Meta AI.

Em vários testes, o programa de inteligência artificial produziu imagens com material de propaganda de Flávio Bolsonaro, mas não de Lula. A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a candidatura de Lula, acionou novamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar o funcionamento da ferramenta. O pedido aponta tratamento desigual e também denuncia restrições ao alcance de publicações da campanha petista. Diante das suspeitas de interferência da empresa nas eleições, Lula determinou ainda que sua campanha apresente uma denúncia à Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a Meta.

Programa de inteligência artificial da Meta montou imagens de propaganda de Flávio Bolsonaro, mas não de Lula

À Folha, a Meta respondeu ter proibido “temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles”, em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil. “Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”.

Segundo a BBC, a Meta prometeu alterar sua IA após as acusações de favorecimento a Flávio Bolsonaro.

Enquanto derruba postagens, Meta deixa rede de robôs atuar nas eleições

As denúncias compiladas pela CTRL + Z também mostram um contexto controverso: a circulação de conteúdos políticos produzidos com inteligência artificial e automatizados tem passado despercebida pela moderação da plataforma e não foram derrubadas. Um levantamento do Instituto Democracia em Xeque obtido pelo Aos Fatos revelou que uma rede de 255 perfis automatizados teria alcançado 58 milhões de visualizações em um único mês, simulando apoio à família Bolsonaro e ao ministro André Mendonça, além de ataques ao Lula e ao STF.

De acordo com o projeto VigIA, da Agência Lupa, dos 64 conteúdos sintéticos identificados entre 1º e 5 de outubro, 61 continuavam disponíveis em 7 de outubro.

Outra pesquisa da Anistia Internacional apontou falhas da Meta na identificação de anúncios de desinformação eleitoral no Brasil, questionando a capacidade da empresa de detectar conteúdos que prejudicam o debate público, enquanto publicações legítimas são removidas ou restringidas.

Para Curzi, as restrições denunciadas podem afetar diretamente a igualdade de condições entre as candidaturas. Ela cita, entre os exemplos, dificuldades na produção de materiais de campanha do PT para ferramentas de inteligência artificial, a redução do alcance de publicações favoráveis ao partido e restrições ao impulsionamento de conteúdos progressistas. Na avaliação da pesquisadora, esses episódios interferem na isonomia eleitoral.

Meta é acusada de não bloquear conteúdos produzidos com IA e impulsionado por contas automatizadas

Falta de transparência e responsabilidade das plataformas

As denúncias de restrições e banimentos na Meta levantam dúvidas sobre qual dispositivo legal poderia ser acionado no Brasil contra a plataforma. André Fernandes, diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), afirma que a atuação da Meta deve ser analisada à luz do Marco Civil da Internet (MCI), da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o artigo 19 do MCI e das resoluções eleitorais.

O Marco Civil da Internet estabelece princípios como a liberdade de expressão e a proteção dos direitos dos usuários, enquanto a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) prevê garantias relacionadas à transparência, à não discriminação e à revisão de determinadas decisões automatizadas. A decisão do STF sobre o artigo 19 do Marco Civil redefiniu parâmetros de responsabilização das plataformas por conteúdos de terceiros. 

Já o Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão de junho de 2025, declarou parcialmente inconstitucional o regime do artigo 19 do MCI e estabeleceu novos parâmetros para a responsabilização civil das plataformas por conteúdos de terceiros, incluindo hipóteses de responsabilização após notificação extrajudicial e situações em que há dever de atuação proativa. A decisão, contudo, não criou um regime geral para banimentos de contas ou redução de alcance. 

No âmbito eleitoral, a Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada para as eleições de 2026, estabelece regras para a propaganda na internet e impõe às plataformas deveres de prevenção e mitigação da desinformação que possa comprometer a integridade do pleito. A norma também exige planos de conformidade que detalhem medidas adotadas pelas empresas, enquanto a Portaria TSE nº 463/2026 prevê informações sobre políticas de moderação, canais de denúncia e contestação e mecanismos de transparência na publicidade política. As regras não proíbem toda remoção ou restrição de conteúdo, mas permitem questionar se as medidas adotadas seguem critérios compatíveis com a legislação eleitoral e se eventuais diferenças de tratamento comprometem a igualdade entre candidaturas e o direito à informação.

Fernandes observa que as normas eleitorais estabelecem obrigações específicas para as plataformas, inclusive em relação à circulação de conteúdos e à recomendação de publicações. O problema, segundo ele, surge quando medidas de moderação são aplicadas sem informações suficientes para que os usuários compreendam e contestem as decisões.

“A liberdade de expressão, que pode ser legitimamente restrita por uma regra de legalidade, emanada de autoridade competente, começa a ruir quando essas ações e decisões são tomadas sem devido processo informacional, sem informe detalhado de qual postagem, qual parte, o motivo da suspensão”, afirma.

Para Fernandes, a ausência de transparência compromete o escrutínio público e o direito à informação. Ele também aponta que os algoritmos de recomendação podem reforçar bolhas de conteúdo e câmaras de eco, priorizando a viralização em detrimento da qualidade informativa. Esse funcionamento, avalia, contribui para a disseminação de desinformação e para o enfraquecimento do debate democrático.

Curzi também defende uma investigação mais direta sobre a atuação da Meta. Na avaliação da pesquisadora, o Ministério Público Federal (MPF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) deveriam apurar as denúncias de tratamento desigual entre as candidaturas, considerando as evidências reunidas pela CTRL+Z.

A pesquisadora afirma ainda que declarações de representantes de grandes empresas de tecnologia e de autoridades norte-americanas levantam questionamentos sobre possíveis interesses políticos envolvidos na atuação das plataformas. Ela avalia que a Meta pode ter interesses convergentes com setores que defendem a revogação ou o bloqueio de regulações sobre as big techs no Brasil. Trata-se, segundo Curzi, de uma hipótese que demanda investigação sobre as decisões e seus efeitos concretos.

Meta reconhece falhas técnicas, mas diz que algoritmo não tem viés ideológico

Em 10 de outubro, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu prazo de 48 horas para que a Meta prestasse esclarecimentos sobre as restrições denunciadas pelo levantamento. A cobrança incluiu os registros de moderação e as justificativas específicas para cada bloqueio. 

Em manifestação apresentada ao TSE, a Meta reconheceu falhas técnicas relacionadas a anúncios e publicações da campanha de Lula, mas negou que seus algoritmos tenham viés ideológico ou sejam usados para favorecer candidaturas. A empresa afirmou que os problemas não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas e sustentou que seus sistemas seguem critérios objetivos, públicos e auditáveis pela Justiça Eleitoral. Também declarou cumprir as normas eleitorais e estar comprometida com a isonomia no uso de suas plataformas, rejeitando as acusações de interferência na disputa. 

A empresa também assinou um memorando com o TSE e apresentou um plano de ação para lidar com questões relacionadas à moderação de conteúdos eleitorais.

A petição feita pela CTRL + Z, no entanto, considera insuficientes os compromissos assumidos sem a divulgação de dados, critérios de decisão, justificativas e mecanismos efetivos de revisão.

Grupo responsável por levantamento pediu ao presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, que a Meta adote medidas urgentes para enfrentar as denúncias

O documento solicita que o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, determine à Meta a adoção de medidas imediatas para enfrentar as denúncias. Entre os pedidos estão a restauração de conteúdos e contas removidos por manifestações políticas legítimas, a proteção de perfis de jornalistas, veículos de comunicação e movimentos sociais e o fim de restrições de alcance aplicadas sem notificação ou possibilidade de recurso, prática conhecida como shadowban.

O documento também pede que a empresa informe ao tribunal e ao público quantas contas foram banidas e quantas publicações foram removidas no Brasil desde o início do período eleitoral de 2026. Os dados deverão ser discriminados por plataforma, categoria de infração e tipo de medida, incluindo remoções, suspensões temporárias e desativações definitivas.

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UTAD acolheu encontro dedicado aos desafios das sociedades contemporâneas

VTM

Em declarações à VTM, Felicidade Morais, membro da comissão organizadora do evento, destacou a sua importância no panorama académico, considerando-o “um dos mais antigos, senão o mais antigo, da UTAD”.

A primeira edição realizou-se em 1996 no Departamento de Letras, tendo o evento vindo a crescer progressivamente ao longo dos anos, com a participação de investigadores de universidades nacionais e estrangeiras. A edição deste ano foi organizada pelo Departamento de Letras, Artes e Comunicação da UTAD, em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e o Centro de Estudos em Letras da UTAD.

A edição deste ano contou com a presença de cerca de 70 investigadores de mais de dez países, num formato híbrido que combinou participações presenciais e online. Felicidade Morais explicou que a possibilidade de apresentar comunicações à distância contribuiu para atrair mais participantes e afirmou que os investigadores “se sentiram motivados pela temática do encontro a participar”.

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Bombeiros de Mogadouro lançam concurso para nova unidade de formação

VTM

A Associação Humanitária de Bombeiros de Mogadouro lançou hoje o concurso público para a construção da Unidade Local de Formação para Agentes de Proteção Civil, com um valor base estimado em 1,2 milhões de euros. Em declarações à agência Lusa, o presidente desta associação, João Gouveia, disse que as empresas interessadas têm um período de 14 dias para apresentar as suas propostas.

João Gouveia expressou a esperança de que o concurso não fique deserto devido à escassez de mão-de-obra e que as propostas sejam apresentadas para uma empreitada com um prazo de execução previsto de um ano. “Esperemos que haja propostas para a construção deste equipamento, e que no espaço de cerca de um ano a Unidade Local de Formação para Agentes da Proteção Civil seja uma realidade e estamos otimistas”, sublinhou.

O projeto consultado revela que esta nova unidade surge da necessidade dos bombeiros de Mogadouro terem acesso a uma estrutura moderna e funcional, ajustada às exigências atuais do treino operacional. O espaço incluirá um edifício destinado à formação, campos de treino interiores e exteriores, uma torre escola e contentores técnicos, permitindo a realização tanto da formação teórica como prática em condições realistas e seguras.

De acordo com João Gouveia, este novo equipamento estará disponível para todas as corporações de bombeiros da região e do país que desejem realizar exercícios e treinos relacionados com as missões no combate a incêndios urbanos e florestais.

O autarca António Pimentel revelou que o município disponibilizou cerca de 800 mil euros provenientes do orçamento destinado à Proteção Civil, que será utilizado pelos bombeiros na construção do campo de treinos. Em janeiro de 2025, foi assinado um contrato entre o município e a Associação Humanitária dos Bombeiros locais para a cedência de um terreno com 2,5 hectares na zona de Vale Calheiros, em Mogadouro, onde será instalada esta nova unidade.

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Olhão recebe os Mestres do Digital

Os Mestres do Digital são um programa da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) que ajuda os cidadãos a usar a Internet e os serviços públicos digitais de forma mais simples e segura.

No próximo dia 14 de outubro, o programa chega a Olhão com uma sessão presencial gratuita e certificada, no Auditório Municipal Maria Barroso, das 09:30 às 11:30.

No final, haverá ainda uma hora de apoio à ativação da Chave Móvel Digital.

Ao longo da formação, os participantes vão aprender a utilizar a Internet em segurança, a proteger os seus dados pessoais e a aceder a serviços e ferramentas digitais, como o portal gov.pt, a aplicação gov.pt e a Chave Móvel Digital.

A iniciativa destina-se a toda a população, independentemente da idade ou do nível de conhecimentos digitais, e pretende ajudar os cidadãos a ganhar confiança na utilização da tecnologia e a simplificar as tarefas do dia a dia.

Para dar continuidade à aprendizagem, os participantes podem, também, frequentar os cursos online dos Mestres do Digital, organizados por níveis e que permitem aprender ao ritmo de cada pessoa.

Consulte os cursos online disponíveis e saiba mais sobre o programa Mestres do Digital.

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