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Bitcoin sobe com investidores na expectativa por decisão do Fed

O Bitcoin registrou alta nesta terça-feira, 27, aguardando os resultados e sinalizações da reunião do Comitê de Política Monetária do Fed (Federal Reserve), nos Estados Unidos.

Por volta das 16h24 (em Brasília), o Bitcoin avançava 0,71%, a US$ 80.640,01, enquanto o Ethereum subia 0,9%, a US$ 2.340,19, de acordo com a plataforma Coinbase.

Os preços da principal criptomoeda continuaram oscilando dentro de uma faixa limitada, assim como na véspera. O FxPro observa que a falta de força acontece apesar do “momento positivo” nas ações.

“A impressão é de que os compradores estão concentrados em sustentar os ativos principais, enquanto as vendas se espalham por um número crescente de setores, incluindo o de criptomoedas”, afirma a corretora, explicando que essa movimentação pode indicar que o bull market está perdendo força.

Já na avaliação da IG, os investidores aguardam mais clareza com a decisão de política monetária do Fed de amanhã e, por isso, estão “relutantes” em comprar bitcoins. Com mais de 90% de chances por uma manutenção das taxas de juros, de acordo com a ferramenta do CME Group, as expectativas são pelas sinalizações dos dirigentes.

De acordo com a corretora, o Fed poderia aliviar essa cautela do mercado se sinalizasse uma política monetária menos restritiva, enquanto um tom mais duro aumentaria o risco de novas quedas.

Na mesma linha, a corretora de criptomoedas Gravity Team aponta que o Fed será determinante para o apetite institucional do bitcoin, assim como indicadores econômicos dos EUA como o índice de preços de gastos com consumo (PCE), previsto para quinta-feira.

“O bitcoin está lidando com as incertezas em torno das ações e do petróleo, além do custo de financiamento em dólares … esta semana é sobre a forma como as instituições planejam suas estratégias diante dessas condições”, afirma.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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Ouro fecha em alta com recuo da energia e atenção voltada ao Fed

O ouro encerrou em alta nesta terça-feira (27) diante de uma queda dos preços de petróleo à espera da decisão de política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) nos EUA, na quarta-feira (28).

Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,90%, a US$ 4.074,6 por onça-troy. A prata subiu 0,32%, a US$ 54,513 por onça-troy.

O metal dourado chegou a recuar durante a manhã, mas oscilou e passou a subir, sem chegar a fazer movimentos intensos durante a sessão.

A alta do metal aconteceu em meio a queda do petróleo diante de sinais contraditórios no cenário geopolítico do Oriente Médio: enquanto os houthis realizaram novos ataques na Arábia Saudita, o Irã sinalizou que pode aceitar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Para o Sucden Financial, o foco do mercado passa a ser a reunião do Comitê de Política Monetária, do Fed – que começou nesta terça e vai até quarta-feira –, e os resultados do índice de PCE (preços de gastos com consumo) nos EUA, na quinta-feira.

A expectativa do mercado é por uma manutenção nas taxas de juros pelo Federal Reserve. De acordo com a corretora, dada a expectativa por uma alta apenas em dezembro, a queda dos rendimentos aliviou parte da pressão imediata no ouro, mas sem eliminar completamente a restrição das taxas de juros.

Em contrapartida, o Commerzbank avalia que a fraqueza recente do ouro é “surpreendente”, levando em conta que “as expectativas para as taxas de juros nos EUA diminuíram um pouco”. Assim, o banco alemão avalia que, “desde que as surpresas sejam limitadas”, a reunião do Fed pode ocasionar uma reação limitada no ouro.

Uma pesquisa da Reuters mostrou que a previsão do mercado para o preço do ouro em 2026 caiu pelo segundo trimestre consecutivo com os altos rendimentos dos títulos dos Treasuries, pela valorização do dólar e pela expectativa de que as taxas de juros permaneçam elevadas por mais tempo.

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Petróleo recua mais de 1% com expectativa de avanços diplomáticos com o Irã

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (27) estendendo as perdas da véspera, diante de sinalizações contraditórias no Oriente Médio. Mercado assimila ainda relatos de que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) planeja manter inalterada suas metas de produção para dezembro.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 1,20% (US$ 1,33), a US$ 109,41 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 1,83% (US$ 1,86), a US$ 99,90 o barril, na Nymex.

A commodity ainda tentou uma recuperação nas primeiras horas do dia, mas voltou a cair ainda durante a manhã, apesar de permanecer próximo da faixa de US$ 100 o barril.

Enquanto, de um lado, representantes do Irã afirmam estarem dispostos a firmar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, os Houthis do Iêmen realizaram novos ataques à Arábia Saudita.

Ainda assim, para o BOK Financial, a correção acontece diante das notícias de que novas negociações com o Irã e entre a Rússia e a Ucrânia parecem estar se concretizando.

“Embora a perspectiva de paz em ambas as regiões esteja mantendo alguma pressão de baixa sobre os preços no curto prazo, o fato é que a oferta global está restrita e há uma crescente presença militar dos EUA no Golfo Pérsico”, pondera.

Mesmo assim, o Commerzbank avalia que a situação no Oriente Médio permanece “tensa”. Para o banco alemão, novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã podem acontecer após as eleições de meio de mandato, enquanto o resultado do pleito em Israel pode “ser significativo para futuros desdobramentos na guerra”.

Na mesma linha, a Jefferies afirma que a geopolítica permanece como foco dos mercados, diante das preocupações de que os EUA podem considerar outra rodada de bombardeios após as eleições.

No radar, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve manter as metas de produção em dezembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que o país vai receber uma remessa de 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela e que outros bilhões de barris devem ser enviados aos americanos.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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Bolsas da Europa sobem com petróleo e tech; Londres destoa com HSBC

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (27) sustentadas pela queda do petróleo em meio a esforços diplomáticos no Oriente Médio e pelo avanço de ações de semicondutores.

Londres destoou, pressionada pelo setor bancário após balanço decepcionante do HSBC. Investidores também acompanharam resultados corporativos e aguardam decisões de juros nos EUA e na zona do euro.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,75%, a 10.686,54 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,77%, a 25.606,65 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,51%, a 7.887,14 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,90%, a 49.627,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,69%, a 19.164,40 pontos. Em Lisboa, o , a 9.253,58 pontos. As cotações são preliminares.

A confiança do consumidor francês caiu de 85 para 80 em outubro, menor nível desde junho de 2013, em meio à crise política e fiscal. Paralelamente, pesquisa do BCE apontou aperto das condições para empréstimos a empresas na zona do euro.

A Pimco prevê juros estáveis na reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira, mas projeta alta em dezembro.

Em Londres, o HSBC cedeu 6% após registrar crescimento do lucro trimestral abaixo do esperado, arrastando os bancos. A Reckitt Benckiser também figurou entre as maiores baixas, com queda de 4,9%.

Em sentido oposto, a holandesa BE Semiconductor saltou 11,6% depois de a americana Applied Materials anunciar a ampliação de sua participação na empresa para cerca de 20%.

O otimismo com IA ( inteligência artificial), renovado pelos planos de abertura de capital da Anthropic, também favoreceu ASML (+2,8%), ASM International (+5,2%), Infineon (+5,3%) e STMicroelectronics (+7,3%). O subíndice tech subiu 2,1% no Stoxx 600.

Na Alemanha, a Suss Microtec perdeu 4,5%, enquanto a Mercedes-Benz (-3,7%) cortou sua projeção de rentabilidade para o ano diante da fraqueza do mercado chinês e de custos maiores. Na Suíça, a Novartis elevou suas projeções anuais, apesar de contratempos em estudos clínicos e subiu 0,9%.

Após queda na véspera, as ações de empresas europeias que são expostas ao Brasil tinham desempenhos mistos. Em Madri, o Santander subiu 0,9% e a Telefonica, 1,5%. Em Lisboa, a Galp fechou praticamente estável em dia também de baixa do petróleo.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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CEO do PayPal vê maior previsão de lucro em meio a processo de recuperação

O presidente-executivo do PayPal, Enrique Lores, expressou nesta terça-feira (27) uma confiança crescente na recuperação da empresa de pagamentos, que já vem ocorrendo há anos, à medida que cortes de custos e margens em expansão ajudaram a impulsionar um aumento na previsão de lucro anual.

A empresa, que se tornou sinônimo de pagamentos digitais durante a pandemia, tem enfrentado dificuldades para reconquistar a confiança dos investidores nos últimos anos, em meio à concorrência cada vez mais acirrada da Apple, do Google e de novos rivais do setor de fintech.

O PayPal traçou um amplo plano plurianual para otimizar operações, cortar custos e melhorar as margens, a fim de enfrentar essas pressões e impulsionar o preço de suas ações.

“O progresso que temos observado reforça nossa convicção na estratégia. Ao olhar para o futuro, estou cada vez mais confiante no potencial de crescimento dos lucros do PayPal”, disse Lores aos analistas em uma teleconferência após a divulgação dos resultados.

Ele assumiu o comando no início deste ano, depois que o conselho demitiu Alex Chriss devido ao ritmo das mudanças e da execução.

O PayPal agora espera um lucro ajustado para o ano inteiro de cerca de US$ 5,60 por ação, em comparação com sua previsão anterior e as expectativas dos analistas de US$5,38, de acordo com estimativas compiladas pela LSEG.

A empresa afirmou estar no caminho certo para atingir US$ 700 milhões em economia bruta de custos até o final de 2026, impulsionada pelo corte de mais de 2.000 postos de trabalho e uma redução de mais de 25% nos cargos gerenciais.

Esforços para simplificar as operações, otimizar seu portfólio e acelerar a adoção de inteligência artificial — incluindo o uso de chatbots com IA para dar suporte ao atendimento ao cliente — também estão apoiando as iniciativas de gestão de custos, afirmou o PayPal.

A empresa estabeleceu a meta de garantir pelo menos US$ 1,5 bilhão em economia bruta em ritmo anual nos próximos dois a três anos.

A margem operacional ajustada, um indicador-chave para os investidores, aumentou 16 pontos-base, chegando a 18,8% no terceiro trimestre.

No início deste ano, a Reuters informou, citando fontes, que o PayPal havia recebido uma oferta de aquisição de US$ 60,50 por ação da Stripe e da empresa de private equity Advent International, uma proposta que muitos analistas descreveram como “baixa”.

A oferta, que avaliava o PayPal em cerca de US$ 53 bilhões, teria sido considerada inadequada pelo conselho e representava uma fração da avaliação de aproximadamente US$ 360 bilhões que a empresa alcançou em seu auge, em 2021.

No terceiro trimestre, o lucro ajustado da empresa ficou em US$ 1,45 por ação, superando as estimativas de US$ 1,31. A receita de US$ 8,6 bilhões nos três meses encerrados em 30 de setembro ficou um pouco abaixo das estimativas de US$ 8,7 bilhões.

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Bolsas de NY tem alta com balanços e decisão do Fed em foco

O S&P 500 e o Nasdaq subiam nesta terça-feira (27), à medida que a queda nos preços do petróleo impulsionava o apetite pelo risco antes da decisão de política monetária do Federal Reserve, nesta semana, enquanto os investidores também avaliavam uma série de resultados financeiros importantes das empresas.

Às 12h12 (horário de Brasília), o Índice Dow Jones mostrava estabilidade, aos 52.360,95 pontos. O S&P 500 subia 0,49%, para 7.714,75 pontos, enquanto o Nasdaq Composite tinha alta de 0,87%, para 26.397,69 pontos.

 

 

Espera-se que o Fed mantenha as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, após um aumento no mês passado, embora os mercados estejam precificando pelo menos mais dois aumentos até meados de 2027, já que os principais indicadores de inflação permanecem elevados nos EUA na esteira do conflito no Oriente Médio.

O petróleo Brent recuava pela segunda sessão consecutiva em um pregão volátil, embora ainda se mantivesse próximo de seu nível mais alto desde o final de abril.

A queda de mais de 2% nas ações da fabricante de tintas Sherwin-Williams, após resultados trimestrais abaixo do esperado, pesava sobre o Dow Jones.

Já as ações de megacapitalização e de crescimento apresentavam desempenho misto. As ações da Tesla subiam quase 3%, consolidando o ganho de mais de 5% registrado na sessão anterior.

As ações de fabricantes de chips subiam pelo terceiro dia consecutivo após algumas semanas difíceis, enquanto as empresas de nuvem CoreWeave e Nebius também estavam sendo negociadas com fortes altas.

A Meta caía depois que a empresa aumentou sua maior captação de recursos de capital da história para US$ 97,5 bilhões, a fim de financiar a expansão da IA. A iniciativa também atraiu interesse de até US$ 5 bilhões no total por parte da Nvidia, da Advanced Micro Devices e da Broadcom.

O plano surge em um momento em que as crescentes preocupações com a viabilidade dos gastos financiados por dívida, diante do aumento dos custos de empréstimos, têm pesado sobre as negociações relacionadas à IA.

Nesse contexto, os investidores agora estarão atentos aos resultados financeiros das gigantes da tecnologia Alphabet, Microsoft e Amazon.com no final desta semana, em busca de indícios de que os pesados investimentos em IA estão se traduzindo em crescimento.

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Sem fidelidade: Loovi explica como funciona o seguro auto pago mês a mês

O seguro auto pago mês a mês sem fidelidade funciona no modelo de assinatura mensal recorrente — semelhante a serviços de streaming —, em que o motorista paga apenas pelo período de uso sem comprometer o limite total do cartão de crédito com anuidades parceladas e com liberdade para cancelar a qualquer momento sem cobrança de multas.

Oferecido por insurtechs modernas como a Loovi, empresa que comercializa planos da LTI Seguros S.A., seguradora autorizada pela SUSEP, esse formato substitui as apólices anuais rígidas do mercado de seguros tradicionais por uma gestão 100% digital via aplicativo, unindo cotação instantânea, vistoria por foto validada por inteligência artificial e proteção regulada pela SUSEP de forma flexível e acessível.

A modalidade de pagamento mensal funciona a partir de quatro pilares principais:

  • Cobrança em débito recorrente: A mensalidade é debitada mês a mês no cartão de crédito, Pix ou boleto bancário. O saldo retido corresponde estritamente ao valor do mês vigente.
  • Isenção de fidelidade e multas: O motorista tem autonomia para cancelar a assinatura quando desejar, sem taxas de rescisão contratual ou fidelidade obrigatória de um ano.
  • Vistoria e ativação remotas: O próprio usuário faz a vistoria prévia enviando fotos do veículo pelo celular. Algoritmos de visão computacional analisam a integridade da lataria, pneus e chassi em minutos, liberando a cobertura de forma imediata.
  • Gestão modular: Pelo aplicativo, o segurado visualiza o custo individual de cada serviço e pode adicionar ou remover assistências (como guincho estendido, proteção a terceiros ou cobertura para vidros) conforme suas necessidades.

Quais pontos o motorista deve avaliar antes de contratar o seguro mensal?

Embora a facilidade de contratar e cancelar pelo smartphone seja a grande vantagem do modelo por assinatura, é fundamental analisar os critérios contratuais do produto para garantir uma escolha segura e transparente.

Alguns fatores centrais que devem ser checados antes de fechar o contrato:

  1. Regularidade junto à SUSEP:
    Certifique-se de que a empresa atua em conformidade com as diretrizes da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) ou em parceria com seguradoras autorizadas (como a Loovi em parceria com a LTI Seguros S.A.).
    Isso garante que haja reservas financeiras obrigatórias por lei para o pagamento de indenizações em caso de sinistro.
  2. Porcentagem de Indenização e Tabela FIPE:
    Verifique qual é o percentual do valor de mercado que será pago em episódios de perda total, roubo ou furto:
    • Veículos populares e seminovos: O padrão do mercado é de 100% da Tabela FIPE.
    • Veículos especiais (Leilão, Modificados ou Blindados): Podem ter limites ajustados (como 70% ou 80% da Tabela FIPE).
  3. Regras de Franquia e Limites de Cobertura (LMG):
    Entenda quais valores cabem ao motorista em casos de sinistros parciais (consertos de colisões):
    Confira o valor exato da franquia para reparos na lataria ou vidros, e observe o Limite Máximo de Garantia (LMG) estipulado para danos materiais e corporais causados a terceiros.
  4. Raio de Cobertura do Socorro 24h
    Verifique o alcance geográfico e a infraestrutura das assistências emergenciais:
    • Qual o limite de quilometragem do guincho por evento (ex.: 100 km, 200 km ou ilimitado)?
    • O acionamento possui rastreamento por GPS em tempo real pelo aplicativo?
    • O plano contempla benefícios adicionais de mobilidade, como táxi/transporte alternativo ou hospedagem em viagens?
  5. Declaração Correta do Uso do Veículo:
    Para garantir que a apólice não perca a validade no momento de um sinistro, declare com precisão a finalidade de uso do automóvel na cotação:
    Motoristas que utilizam o veículo para transporte por aplicativo (Uber, 99) ou entregas devem informar o uso profissional para que o cálculo de risco e as coberturas fiquem ajustados à realidade do veículo.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Se eu cancelar o seguro no meio do mês, o que acontece com a minha cobertura?

Ao solicitar o cancelamento, a sua proteção veicular permanece ativa até o último dia do período mensal já pago. Após o término desse ciclo de 30 dias, a assinatura é encerrada automaticamente e nenhuma nova cobrança recorrente será realizada no seu cartão.

2. O que acontece se eu não tiver saldo no cartão no dia da cobrança recorrente?

Caso a cobrança recorrente não seja aprovada pela operadora do cartão (por falta de saldo ou bloqueio temporário), o aplicativo notifica você imediatamente. Você terá um prazo de tolerância para atualizar os dados do cartão, fazer o pagamento via Pix ou boleto sem perder a cobertura do veículo.

3. Posso alterar o valor da minha assinatura mensal durante o contrato?

Sim. Como o seguro por assinatura é modular, você pode adicionar ou remover coberturas — como proteção a terceiros, assistência de guincho estendida ou cobertura para vidros — diretamente pelo aplicativo no modelo “liga/desliga”. O valor da sua próxima mensalidade recorrente será recalculado automaticamente com base nos serviços ativos.

4. O seguro por assinatura mensal tem a mesma validade jurídica de um seguro tradicional?

Sim. Desde que comercializado por insurtechs registradas e em conformidade com as diretrizes da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), o seguro por assinatura possui total validade legal, garantindo indenização por perda total (100% da Tabela FIPE), furto, roubo ou colisão conforme as regras do contrato.

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Durigan diz esperar racionalidade do mercado após choque eleitoral

O desarranjo no mercado após as eleições de 2026 foi visto como “natural” pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, à medida que os investidores apostavam na vitória da oposição. Apesar disso, Durigan diz esperar por “racionalidade” a partir desta terça-feira (27) após choque eleitoral. 

“Sem grandes oscilações, essa é a minha expectativa. Até porque se você compara o dólar no mundo hoje, o Brasil está um pouco na contramão, o dólar está se valorizando no resto do mundo, o que mostra já uma reação doméstica e uma acomodação de expectativa por aqui”, afirmou o ministro.

Na última segunda-feira (26), após da confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o principal indicador do mercado de ações, o Ibovespa, despencou mais de 13%. O dólar, por sua vez, seguiu o movimento contrário e alcançou a maior alta diária dos últimos 23 anos. 

Nesta manhã, porém, a queda arrefeceu e o Ibovespa ensaiava uma recuperação do tombo visto na véspera, enquanto a moeda americana cedia mais de 1%.

Segundo Durigan, o governo federal dialogou com o mercado financeiro depois das eleições para se estabelecer “parâmetros de racionalidade”. “Ontem a gente teve uma troca de posição, o mercado estava apostando em um determinado candidato”, explicou. 

Ainda com a queda histórica, o Ibovespa acumula alta anual superior a 9%.

Durigan ainda confirmou a possibilidade de uma nova recompra de títulos do Tesouro. “Eu falei com o secretário hoje de manhã e disse para ele que, na medida em que tiverem colocadas as condições e as necessidades de fazer intervenção, eu teria autorizado. Então, deve ter sim”, finalizou. 

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Bolsas da Ásia fecham sem direção única após rali de IA em Nova York

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira (27), após ganhos em Nova York, liderados por um rali de ações de inteligência artificial, e com investidores à espera de balanços corporativos e decisões de juros.

O índice sul-coreano avançou 3,09% em Seul, para 5.638,34 pontos, impulsionado pelas gigantes de chips Samsung Electronics (+4,2%) e SK Hynix (+5,2%).

A SK Hynix divulga seu balanço do terceiro trimestre na quarta-feira (28), um dia antes de a Samsung apresentar seus resultados. A Samsung estimou lucro operacional recorde no último trimestre de 107,4 trilhões de won (US$ 80 milhões), quase oito vezes maior do que um ano antes.

Em outras partes da Ásia, o Nikkei subiu 1,73% em Tóquio, para 63.268,37 pontos, enquanto o Taiex registrou leve ganho de 0,12% em Taiwan, no retorno de feriados.

Na China continental, o pregão foi negativo, com baixa de 1,33% do Xangai Composto, para 3.648,30 pontos, e queda de 2,55% do Shenzhen Composto, para 2.132,02 pontos, após dados mostrarem desaceleração no crescimento do lucro industrial chinês.

Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,73%, para 23.041,32 pontos. A ação local do banco britânico HSBC, que divulgou lucro abaixo do esperado, tombou 5,6%.

Ontem, as bolsas de Nova York encerraram com altas de 0,3% a 0,8%, à medida que o pedido de IPO da Anthropic reavivou o entusiasmo com ações ligadas à IA.

Investidores também aguardam decisões de juros nos EUA, na zona do euro e no Japão nos próximos dias. Não há, porém, expectativa de ajustes nesta semana.

Na Oceania, a bolsa australiana terminou o pregão em alta moderada de 0,46%, com o S&P/ASX 200 a 8.850,10 pontos.

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Dólar abre em queda após disparar 8% na sessão anterior

O dólar abriu em baixa ante o real nesta terça-feira (27), depois de ter disparado mais de 8% na sessão anterior e ter a maior alta diária em 23 anos.  Às 09h (de Brasília), a moeda americana tinha queda de 0,20%, cotada a R$ 5,3960.

O avanço do dia anterior foi sustentado pela reação negativa do mercado à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que agora segue para o seu quarto mandato e se tornou o presidente mais votado da história.

Na segunda (26), o dólar disparou 8,36% frente ao real, fechando a R$ 5,4066. A moeda americana chegou a superar R$ 5,60 durante a manhã, mas desacelerou a alta ao longo do pregão. O avanço foi o maior desde 5 de março de 2003, quando o dólar subiu 10,4%.

O valor de fechamento ainda foi o mais alto desde 2 de janeiro deste ano.

Em atualização

*Com informações da Reuters

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Como a IA pode abalar a aparente tranquilidade nos mercados dos EUA

Na superfície, os mercados parecem estáveis. As ações estão próximas de recordes históricos, e os títulos estão mais ou menos onde estiveram nos últimos dois meses.

Mas olhando por baixo do capô, é possível ver sinais de que os investidores estão ficando cada vez mais nervosos — principalmente por causa da IA.

Desta vez, a ansiedade não é porque a IA vai nos matar a todos (isso foi MUITO no mês passado). A preocupação mais recente: a IA pode ser um atoleiro financeiro.

E se o ar começar a sair da bolha da IA, isso pode ameaçar derrubar a base que sustenta o boom econômico americano.

As coisas estranhas

O mercado de ações é tão grande e diversificado que às vezes é útil para os investidores medi-lo de maneiras criativas, comparando duas medições para descobrir se há uma tendência que os números principais não conseguem mostrar.

Por exemplo, é possível medir o índice de referência S&P 500 de várias maneiras. A forma mais comum é ponderar cada ação pelo seu valor de mercado — dando às gigantescas empresas de tecnologia, avaliadas em trilhões de dólares, considerável influência sobre as altas e baixas do mercado de ações.

Mas se você observar o S&P 500 de outra forma, ponderando cada ação igualmente, às vezes é possível obter uma imagem mais clara de como o mercado está se saindo entre os setores.

A ponderação igualitária das ações garante que empresas de setores menores não sejam ofuscadas por empresas gigantes, como as de Big Tech.

Ao comparar essas duas medições em 22 de outubro, o resultado foi seriamente bizarro — tão estranho que havia acontecido apenas duas vezes antes nas últimas três décadas.

O índice principal, ponderado pelo valor de mercado, caiu 1,2%. Mas o índice de ponderação igualitária ganhou 0,5%. Desde 1995, essa enorme divergência entre as duas medições havia ocorrido apenas duas vezes antes: em 14 de abril de 1999 e em 30 de março de 2000, observou James Reilly, economista sênior de mercados da Capital Economics.

O que isso significa? Uma pista pode ser encontrada em outra coisa estranha que aconteceu naquele mesmo dia.

Também na quinta-feira, o rendimento dos Treasuries de 10 anos freou bruscamente e entrou em reversão, caindo abaixo de 5% e registrando a maior queda em um único dia desde 10 de março de 2023 — o dia em que o Silicon Valley Bank implodiu.

Assim, os investidores estavam retirando dinheiro da tecnologia e direcionando-o para os Treasuries e ações não tecnológicas em um ritmo histórico.

É um sinal de que a IA está deixando algumas pessoas em Wall Street um tanto nervosas.

O que mudou?

Os títulos vinham caindo (e os rendimentos, como consequência, vinham subindo para máximas de várias décadas) por três razões principais:

  • Irã
  • A dívida crescente dos Estados Unidos
  • IA

A guerra no Irã provocou uma forte retomada da inflação, cortando o fornecimento mundial de petróleo e combustível e fazendo os preços dispararem.

Os investidores em títulos, diante da inflação em alta, passaram a exigir rendimentos maiores para compensar a parcela de seus investimentos que a inflação vinha corroendo.

Enquanto isso, a dívida dos Estados Unidos disparou para US$ 40 trilhões, e seu déficit orçamentário saltou para US$ 2 trilhões no último ano fiscal.

Políticos de todo o espectro político continuam a defender políticas populistas, incluindo redução de impostos e aumento de gastos, sem dar aos investidores qualquer esperança de que uma onda de responsabilidade fiscal tome conta de Washington em breve.

Isso significa que o Tesouro precisará continuar tomando empréstimos — em grande volume, inundando o mercado com títulos.

E os enormes investimentos em IA têm sustentado o crescimento econômico sustentado dos Estados Unidos nos últimos anos. Mas a infraestrutura necessária para alimentar a IA é cara — cerca de US$ 1 trilhão por ano e em crescimento.

As empresas de tecnologia estão captando enormes quantias de dinheiro de investidores, na forma de títulos, disputando a demanda por outras dívidas, incluindo os Treasuries.

Nada disso mudou fundamentalmente.

Na verdade, a guerra no Irã, a inflação e os problemas com a dívida podem estar prestes a piorar ainda mais. Os preços do petróleo estão nas máximas de quatro anos, e os preços dos combustíveis estão explodindo em algumas partes dos Estados Unidos.

E o presidente Donald Trump sinalizou que a custosa guerra no Irã está prestes a ganhar novo impulso após as eleições de meio de mandato.

Mesmo nesse cenário, os títulos do governo, que os investidores viraram as costas por meses, de repente voltaram a ser populares.

Recentemente, os investidores começaram a fazer perguntas sérias sobre a parte de IA desse tripé que vinha sustentando os rendimentos dos títulos. Essa perna instável da IA deixou as pessoas preocupadas.

E quando os traders ficam nervosos, eles correm para casa em busca de segurança. E o lar mais seguro do planeta oferece a segurança do dólar americano e dos Treasuries.

O que há de errado com a IA?

Se estamos no meio de uma mudança de paradigma, o ponto de virada pode ter começado com a CoreWeave.

A empresa neocloud, que aluga poder computacional para empresas de IA, é movida a dívida. Seus custos de empréstimo dispararam para impressionantes 15% no início deste mês, à medida que os investidores ficaram preocupados com suas perspectivas financeiras.

Isso supera em muito sua taxa de retorno sobre os investimentos.

Em outras palavras: a CoreWeave está perdendo muito dinheiro e pode não conseguir pagar sua dívida.

A CoreWeave pode ser um caso isolado — ou pode não ser. Uma reportagem do Wall Street Journal sobre o rascunho do pedido de IPO da Anthropic mostrou um prejuízo de quase US$ 81 bilhões no primeiro semestre de 2026 — no ritmo de superar o recorde do maior prejuízo anual já registrado por uma empresa de capital aberto (caso a Anthropic abra capital este ano).

A Meta informou que gastou US$ 2 bilhões a mais em caixa do que produziu no terceiro trimestre, fazendo suas ações despencarem 7% na quinta-feira.

Os balanços instáveis da IA levantaram questões sobre todo aquele esquema de financiamento circular que os investidores há muito questionam, mas que o setor e muitos traders varreram para debaixo do tapete.

Se cada empresa de tecnologia está investida em cada empresa de tecnologia, será que tudo isso não passa de um castelo de cartas altamente alavancado? E o que acontece quando uma dessas cartas cai?

Assim, alguns traders estão fazendo uma pausa para repensar o quanto Wall Street tem valorizado a IA — e se esses níveis de endividamento são sustentáveis.

“O que estamos vendo é uma volatilidade elevada em torno de algo que parece, se sente e cheira como uma bolha”, disse Joe Brusuelas, economista-chefe da RSM US.

O que não está claro é por quanto tempo esse esfriamento da IA vai durar.

A Nasdaq está no meio de uma queda de 6% ao longo de duas semanas, mas já passamos por esse caminho antes, com investidores ficando nervosos em torno de temporadas de resultados passadas, temendo que as empresas de tecnologia estejam gastando demais com IA — apenas para reinvestir dinheiro em ações de IA quando algumas empresas reportam sinais de demanda sustentada.

E mesmo que a bolha da IA estourasse, isso não significaria necessariamente que a economia afundaria junto com ela, observou Reilly. Cada bolha financeira tem seu próprio caráter distinto.

Nos últimos anos, economistas descreveram a economia como estando em uma “recessão rotativa”, à medida que vários setores prosperaram e outros entraram em colapso, equilibrando-se mutuamente e impedindo que toda a economia entrasse em recessão.

Desta vez pode ser o mesmo. Ou diferente. Ninguém sabe.

Então o mercado ficou um pouco fora de controle. Os rendimentos dos títulos despencaram. E o mercado de ações fez algo que só aconteceu três vezes desde 1995.

Pode ser o início de algo — ou pode ser apenas mais um obstáculo no caminho.

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Choque eleitoral deve se acomodar, mas mercado cobra compromisso fiscal

O resultado do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) surpreendeu o mercado.

A resposta veio na operação dos ativos nesta segunda-feira (26): o dólar registrou a maior alta diária em 23 anos, os juros futuros tiveram alta de quase dois pontos e a Bolsa teve de paralisar suas operações na abertura do que foi o pior pregão desde a pandemia.

Por outro lado, chama atenção um desempenho que pode soar contraintuivo: na contramão, o VIX Brasil – indicador usado como “termômetro do medo” do mercado brasileiro – chegou a cair 40% ao longo do dia. No fim dos negócios, apurava perda de 38,59%.

A reeleição de Lula para um quarto mandato pode ter frustrado as expectativas do mercado financeiro e forçado o desmonte de posições construídas em torno da tese Flávio Bolsonaro. Mas o VIX apura que a volatilidade caiu. O choque inicial ainda deve ressoar pelos próximos dias, mas o mercado deve se assentar e voltar a se pautar em fundamentos e no noticiário, seja ele corporativo ou político.

“A forte reação do mercado nesta segunda-feira reflete o fato de que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva não estava totalmente precificada pela maior parte dos agentes financeiros. Nas semanas que antecederam o segundo turno, o Ibovespa registrou expressiva alta embalado pela expectativa de que Flávio Bolsonaro sairia vencedor”, observa Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.

“Essa aposta fez com que muitos fundos e investidores institucionais se posicionassem de forma otimista para um cenário que acabou não se concretizando nas urnas, tornando o ajuste de preços não apenas previsível diante do choque de expectativas, mas também devido à urgência operacional no desmonte rápido das carteiras.”

Após o primeiro turno, o mercado viveu uma euforia que levou o Ibovespa a renovar recordes com a vitória parcial de Flávio. Comparando com a duração do primeiro movimento, Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, afirma que o pessimismo ainda deve durar “por enquanto”.

“A lua de mel do otimismo do mercado financeiro no pós-primeiro turno durou uns 15 dias aproximadamente”, relembra.

O movimento imediato de queda – pelo que Nossig chama de “liquidação forçada de posições” – tende a perder força à medida que o “choque inicial” do resultado eleitoral é absorvido, explica a analista.

A volatilidade cai à medida que as eleições acabam e sabe-se concretamente quem será o próximo presidente. A incerteza não é anulada, de modo que o mercado deve seguir buscando pistas sobre qual vai ser a postura do petista em seu próximo governo.

A expectativa gerada em torno de Bolsonaro era movida pela esperança dos investidores em uma política fiscal mais rígida. Com Lula, espera-se continuidade de uma economia pautada no impulso com gastos públicos.

Mas os analistas ouvidos pela reportagem apontam que agora, antes de concretizar novas estratégias, o mercado deve esperar para observar o que será de fato sinalizado pelo governo. Desse modo, a Bolsa deve entrar em um período de oscilação tática e consolidação de preços.

Olivia Carneiro, economista e mestre pela Universidade de Chicago, ressalta que algum resquício de especulação eleitoral deve seguir nesse período de transição de mandatos. Com um Congresso mais à direita, o mercado deve fazer os cálculos sobre a governabilidade de Lula 4 e a continuidade – ou não – de medidas de impacto para a economia.

Nesse sentido, Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, pondera sobre o impacto inflacionário que algumas propostas devem ter no próximo ciclo – e consequentemente nas expectativas do mercado -, como o fim da escala 6×1. O analista coloca também na ponta do lápis o efeito que o El Niño pode gerar sobre o preço dos alimentos.

Para além disso, Carneiro vê um cenário global ainda com muitas incertezas – como os preços de energia, a guerra no Irã e crises de dívida, inflação e juros altos por diversos países -, fazendo o mercado ficar sem novos impulsos claros e evidentes para se movimentar.

Porém, mesmo com exterior desfavorável, o Ibovespa vem conseguindo colher espólios em 2026. Apesar da queda de 13,88% na ressaca da eleição, o principal indicador do mercado acionário brasileiro acumula alta de 10,32% no ano. Desde 2023, a alta é de mais de 60%.

Ainda assim, é consenso no mercado de que o ânimo dos investidores “vai depender da postura do Lula daqui para frente”, enfatiza Olivia Carneiro.

Construir credibilidade fiscal junto do mercado financeiro vai requisitar do presidente mais do que discurso, segundo Alex Agostini. Ele nota que “nada será suficiente” para os agentes econômicos sem a indicação de um nome forte e vindo de fora do Partido dos Trabalhadores para o Ministério da Fazenda.

A novo chefe da equipe econômica deverá ser alguém “técnico e pró-mercado”, resume.

“Para que haja trégua, precisa indicar nome forte à Fazenda. Não só ortodoxo, mas um aristocrata, que conhece as demandas do mercado financeiro e do setor privado. E para que a credibilidade seja duradoura, o governo vai ter de formar corpo junto do centrão para aprovar suas medidas”, pontua o economista-chefe da Austin.

Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco

 

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Bolsa perde “uma Petrobras” em valor de mercado em um único pregão

As empresas listadas na B3 perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado nesta segunda-feira (26), em meio à forte queda das ações brasileiras após o resultado das eleições presidenciais.

O valor de mercado consolidado das companhias passou de R$ 5,684 trilhões na sexta-feira (23) para R$ 4,950 trilhões nesta segunda-feira, uma retração de 12,91%, segundo levantamento da Elos Ayta.

Os dados ainda mostram que o montante perdido pelas companhias listadas na B3 equivale a 98,4% do valor de mercado da maior empresa estatal do Brasil, a Petrobras.

A queda ocorreu após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores, que vinham se posicionando para uma vitória de Flávio, especialmente após o senador liderar a apuração no primeiro turno.

No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, chegou a recuar mais de 17%, em uma sessão marcada por forte volatilidade e pelo acionamento do mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas.

A desvalorização ocorreu em um único pregão e reverteu os ganhos acumulados pelas companhias nas semanas anteriores, período em que a Bolsa vinha operando em patamares elevados.

A perda desta segunda-feira também reverteu a valorização acumulada pelas empresas brasileiras nas semanas anteriores, que operava em patamares elevados. Entre 2 e 23 de outubro, o valor de mercado consolidado da B3 havia avançado R$ 409 bilhões, passando de R$ 5,275 trilhões para R$ 5,684 trilhões.

Com a queda, esse ganho foi mais do que anulado. O valor de mercado das companhias ficou R$ 325 bilhões abaixo do registrado em 2 de outubro, no último pregão antes do primeiro turno das eleições.

Entre o encerramento de 2025 e a sexta-feira (23), o valor de mercado das empresas listadas na B3 havia crescido R$ 972 bilhões, passando de R$ 4,712 trilhões para R$ 5,684 trilhões.

Com a perda registrada nesta segunda-feira, 75,5% dessa valorização foi eliminada. Apesar do tombo, o valor de mercado consolidado da Bolsa permaneceu acima do registrado no fim de 2025.

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Dólar dispara a R$ 5,40 e tem maior alta diária em 23 anos

O dólar disparou 8,36% frente ao real nesta segunda-feira (26), fechando a R$ 5,4066 e registrando a maior alta diária em 23 anos.

Isso ocorreu pelo fato de o mercado ter reagido negativamente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada no domingo (25).

A moeda americana chegou a superar R$ 5,60 durante a manhã, mas desacelerou a alta ao longo do pregão. O avanço foi o maior desde 5 de março de 2003, quando o dólar subiu 10,4%.

O valor de fechamento ainda foi o mais alto desde 2 de janeiro deste ano.

O Ibovespa também registrou forte queda. O principal índice da bolsa brasileira recuou 13,88%, aos 176.608,23 pontos, na maior perda percentual diária desde 16 de março de 2020, quando caiu 13,92%, quando teve início a pandemia de Covid-19.

Durante o pregão, o índice chegou a cair mais de 17%, aos 169.516,43 pontos. A forte queda levou ao acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte oscilação.

Os juros futuros também dispararam após o petista superar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. As taxas dos contratos de DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam em alta, superior a 250 pontos-base em alguns vencimentos.

O movimento reflete um ajuste em relação às quedas registradas após o primeiro turno, quando Flávio estava à frente de Lula, além das preocupações dos investidores com o futuro da política fiscal.

*Com informações da Reuters

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Ações recuam mais de 50% em dia de circuit breaker; veja maiores perdas

Após um pregão turbulento nesta segunda-feira (26), o Ibovespa fechou em queda de mais de 13%, aos 176.608 pontos, em resposta do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A bolsa brasileira registrou a maior perda em um dia desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19.

Diante do movimento, a B3 precisou acionar o circuit breaker, ferramenta utilizada em momentos de maior volatilidade no mercado, quando há maior aversão ao risco por parte dos investidores e os principais índices acionários sofrem fortes quedas.

A suspensão ocorreu logo no início do pregão e teve duração prevista de 30 minutos.

Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) lideraram as perdas, com queda acima de 58%. O setor varejista é um dos mais expostos aos juros, que dispararam na sessão após a frustração do mercado com a vitória de Lula e o esvaziamento das expectativas de mudança na política fiscal.

O pódio ainda é composto pelos papéis da Vamos (VAMO3), com perda de quase 57%, e a Hapvida (HAPV3), que perdeu aproximadamente 55%.

Maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira (26)

  1. Magazine Luiza (MGLU3): -58,23%
  2. Vamos (VAMO3): -56,79%
  3. Hapvida (HAPV3): -54,93%
  4. C&A Modas (CEAB3): -47,47%
  5. Cosan (CSAN3): -46,73%

Já as maiores altas ficaram com empresas voltadas ao mercado internacional, que tendem a se beneficiar com o avanço do dólar via exportações.

O lado positivo do pregão foi puxado por Suzano (SUZB3), que avançou 10,08%, Embraer (EMBJ3), com alta de 8,89%, e WEG (WEGE3), que subiu 4,21%.

Reação negativa às eleições

O principal indicador do mercado brasileiro de ações reagiu ao resultado eleitoral do último domingo, que confirmou o quarto mandato de Lula. A eleição contrariou as expectativas dos acionistas, que apostavam na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A expectativa do mercado em relação ao candidato da oposição foi alimentada, principalmente, pelas pesquisas eleitorais de segundo turno, que mostravam o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ligeiramente à frente.

Lula obteve 51,79% dos votos, reelegendo-se pela segunda vez e renovando seu próprio recorde de presidente mais votado da história.

Segundo Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, o mercado precificou e se preparou para uma mudança de governo, na expectativa de anos mais “racionais” em relação ao controle de gastos e ao perfil da dívida pública.

“Entretanto, com o cenário consumado da reeleição do Lula, os investidores globais cortam suas expectativas para mais 4 anos do mesmo perfil de governo que levou o Brasil a um dos juros reais mais altos do mundo. É por isso que a bolsa cai tanto hoje”, afirmou.

*Com informações da Reuters e Agência Estado 

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Bitcoin recua com mercado à espera de decisão do Fed sobre juros

O Bitcoin registrou queda nesta segunda-feira (26), oscilando abaixo de US$ 80 mil, à espera da decisão de política monetária desta semana nos Estados Unidos. No noticiário corporativo, enquanto a Strategy não adquiriu unidades da criptomoeda na semana passada, a Strive comprou mais de 6 mil BTCs.

Por volta das 16h (em Brasília), o Bitcoin recuava 0,88%, a US$ 79.982,01, enquanto o Ethereum caía 0,94%, a US$ 2.332,36, de acordo com a plataforma Coinbase.

A primeira criptomoeda oscilou entre US$ 80 mil e US$ 79 mil durante toda a sessão. Para o FxPro, a pressão baixista está sendo atualmente contida pelos compradores, freando a tendência geral de queda.

Ainda assim, com a moeda recuando pela quarta semana seguida, “o cenário mais discutido atualmente parece ser uma correção para US$ 75 mil“, pondera.

Para a Zaye Capital Markets, a movimentação do bitcoin reflete o enfraquecimento da confiança dos investidores devido às perdas no setor de tecnologia e ao aperto das condições financeiras e às incertezas geopolíticas.

A possibilidade de avanços diplomáticos no Oriente Médio resultaram em uma queda no petróleo hoje, mas os preços permanecem em um nível elevado.

Ainda segundo a consultoria, o mercado permanece acompanhando as expectativas de política monetária do Federal Reserve antes da decisão desta quarta-feira – destacando que uma política mais restritiva poderia reforçar a força do dólar e ampliar a pressão vendedora sobre as criptomoedas.

Apesar de 90% das chances apontarem para uma manutenção dos juros nos EUA, segundo a ferramenta do CME Group, as apostas para o mês de dezembro são de uma alta. Além disso, a Zaye Capital Markets afirma que a direção do preço do bitcoin dependerá da recuperação da demanda institucional.

No noticiário corporativo, a Strategy – maior detentora corporativa do bitcoin – anunciou hoje que não realizou compras ou vendas da criptomoeda na semana entre os dias 19 a 25 de outubro.

Enquanto isso, a Strive afirmou que comprou 6.182 bitcoins na semana passada, pagando cerca de US$ 82.732 por cada moeda, de acordo com o CEO Matt Cole. Agora, a empresa possui uma reserva de cerca de 43 mil BTCs.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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Petróleo cai com movimento para possível acordo entre EUA e Irã

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira (26) enquanto países aliados tentam costurar um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, após a forte alta da commodity na semana passada.

A baixa, entretanto, foi parcialmente contida pela cautela, que persiste diante das incertezas sobre a região e por investidores que aguardam a decisão de juros do Fed (Federal Reserve) na quarta-feira.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 0,86% (US$ 0,96), a US$ 110,74 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 1,46% (US$ 1,51), a US$ 101,76 o barril, na Nymex.

Delegações de alto nível da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia estiveram nesta segunda em Teerã, capital do Irã, para reuniões com autoridades iranianas, em uma tentativa de evitar a retomada dos confrontos entre o país persa e os EUA, informou o Ministério das Relações Exteriores iraniano.

Em paralelo, uma coalizão liderada pelos sauditas afirmou que interceptou um míssil balístico lançado pelos houthis, apoiados pelo Irã, em direção a Riad.

“Guerra ou não guerra, e o mercado ainda não resolveu para qual lado vai”, diz Aaron Kildow, da Sparta Commodities.

Ele aponta que, embora os fluxos mais fortes pelo Estreito de Ormuz estejam ajudando a manter sob controle os diferenciais regionais, é duvidoso que os compradores asiáticos estejam colocando cargas em armazenamento, especialmente nesses níveis de preços elevados.

O Goldman Sachs estima que o valor justo subjacente do Brent seja em torno de US$ 85 por barril, embora novos ataques a embarcações ou à infraestrutura de energia possam manter os preços elevados.

Traders de energia também se mantêm atentos à agenda eleitoral em Israel. Circulam relatos de que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, pode ter se desentendido com as Forças Armadas israelenses sobre a possibilidade de iniciar uma escalada com o Irã imediatamente antes do pleito.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

*Com informações da Dow Jones Newswires.

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Wall Street sobe impulsionada por techs e anúncio de IPO da Anthropic

A bolsa de Nova York fechou em alta nesta segunda-feira (26) à medida que os fabricantes de semicondutores se recuperaram após o pedido de IPO da Anthropic reviver o entusiasmo pelo comércio de IA (Inteligência Artificial).

O Dow Jones subiu 0,29%, aos 52.364,02 pontos. O S&P 500 avançou 0,7%, a 7.676,84 pontos. Já o Nasdaq encerrou em alta de 0,82%, nos 26.169,38 pontos.

O Nasdaq teve destaque positivo, com as ações de chips e outras relacionadas à IA subindo depois que a Anthropic apresentou publicamente seu pedido de IPO.

A empresa que desenvolveu o Claude relatou US$ 16,29 bilhões em receita para os seis meses encerrados em junho, um aumento de 1.304% em relação a US$ 1,16 bilhão durante o mesmo período do ano anterior.

Outras manchetes importantes de IA contribuíram para o sentimento de risco. A Meta informou nesta segunda que está planejando levantar US$ 95 bilhões para apoiar seus investimentos em IA.

O CEO da SpaceX, Elon Musk, disse no fim de semana que a empresa de satélites e lançamentos de foguetes fechou um acordo de dívida de US$ 40 bilhões para chips de IA.

Para analistas do Charles Schwab, os resultados podem fornecer mais evidências sobre se o investimento em IA valeu a pena após sinais positivos no segundo trimestre.

“O comércio de IA está entrando em uma fase mais exigente, com investidores examinando se os retornos futuros justificam os crescentes compromissos de capital”, afirmam.

Os semicondutores se recuperaram, com o fundo iShares Semiconductor marcando alta de mais de 2%. As ações da Nvidia subiram 2,4%, a Micron aumentou 3%, a Broadcom ganhou 2,33% e a Advanced Micro Devices saltou 2,8%.

Já as ações da Moderna caíam 0,6% ampliando a desvalorização registrada na semana passada, após os resultados de um estudo sobre uma vacina contra o câncer ficarem abaixo das expectativas dos investidores.

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Índice de Small Caps fecha com queda de 26,9% após eleição

O índice de Small Caps, que engloba as empresas com menor capitalização de mercado na B3, marcou queda de 26,9% no fechamento de desta segunda-feira (26). 

O resultado reflete a aversão ao risco dos investidores após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa à Presidência da República, neste domingo (25).  

O Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, encerrou a sessão com perda de 13,8%, aos 176.608 pontos – o pior desempenho desde a pandemia da Covid-19, em 2020.  

O índice de Small Caps vinha em um movimento de alta após o resultado do 1º turno, quando valorizou 10% após o início do pregão da B3.  

As small caps são empresas listadas na Bolsa de Valores que são consideradas com baixo valor de mercado. Essa categoria apresenta menor liquidez e um volume menor de  negócios por dia.  

As small caps tendem também a serem mais voláteis que as empresas de grande porte.  

Por se tratarem de empresas em crescimento, as small caps podem apresentar um potencial de retorno acima das outras empresas já consolidadas. Mas, também oferecem o risco de não se desenvolverem e acabarem quebrando.  

O índice de small caps da B3 trata-se de um indicador de desempenho médio das cotações das empresas. Atualmente, o índice conta com empresas como Alpargatas, Brava, Copasa e Minerva. 

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Juros futuros fecham em alta após reeleição de Lula

As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira (26) pós-eleição com fortes altas, superiores a 250 pontos-base em alguns contratos, após o presidente Luiz Inácio Lula da ​Silva (PT) superar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto, surpreendendo o mercado.

A disparada dos ​prêmios na curva reflete tanto um ajuste em relação às baixas vistas após o primeiro turno, quando Flávio estava à frente de Lula, quanto as preocupações dos investidores com o futuro da política fiscal.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,8%, em alta de 194 pontos-base ante o ajuste de 12,859% da última sexta-feira, antes do segundo turno. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2031 estava em 15,185%, com elevação de 254 pontos-base ante 12,642%.

O início da sessão foi marcado por paralisações nos negócios com DIs após as taxas de vários vencimentos atingirem limites de alta. ⁠A B3 anunciou a expansão desses limites ainda pela manhã, mantendo ​pausas para que o mercado encontrasse preços de equilíbrio.

Às 11h02, após uma paralisação, a taxa do DI para janeiro de 2031 atingiu a máxima ​intradia de 15,940%, em alta de 330 pontos-base ante o ajuste de sexta-feira.

O movimento foi consequência direta da vitória de Lula sobre Flávio no segundo turno ⁠da disputa presidencial, por 51,79% a 48,21% dos votos válidos. Como o mercado ⁠estava em grande parte posicionado para uma vitória de Flávio, o ajuste na curva foi inevitável.

Isso porque com Flávio no Planalto o ​mercado ‌enxergava chances maiores de controle das contas públicas – ainda que nem o candidato nem seus assessores econômicos tenham apresentado durante a campanha propostas concretas para reduzir gastos.

Como Lula ⁠venceu, o mercado voltou a incorporar prêmios à curva, em especial entre os contratos de longo prazo, mais suscetíveis à política fiscal. O movimento ocorreu em paralelo à forte queda do Ibovespa e à disparada do dólar ante o real.

A disparada desta segunda-feira colocou as taxas inclusive acima dos patamares vistos antes do primeiro turno da eleição presidencial, o ‌que sugere ⁠que o mercado não apenas ‌reincorporou à curva os prêmios perdidos anteriormente quanto acrescentou mais prêmios.

A taxa do DI para janeiro de 2031, por exemplo, que encerrou a sessão regular desta segunda-feira em 15,185%, estava em 13,99% no dia 2 de outubro, antes do primeiro turno.

Assim como a B3, o Tesouro atuou ao longo do dia para tentar acalmar o mercado. O órgão ⁠anunciou pela manhã o cancelamento do tradicional leilão de títulos indexados à inflação na terça-feira e ⁠o cancelamento do leilão de papéis prefixados na quinta-feira.

Por outro lado, manteve o leilão regular de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), títulos indexados à taxa básica Selic, previsto para terça-feira.

Em outra frente, o Tesouro ‌recomprou cerca de R$ 7,1 bilhões de títulos prefixados em posse do mercado no fim da manhã e mais R$7,7 bilhões em títulos indexados à inflação durante a tarde. Ao promover a recompra de títulos, o Tesouro atuou para suavizar a disparada das taxas.

O triunfo de Lula também alterou de forma substancial a parte curta da curva de DIs, que passou a precificar a possibilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central não cortar a Selic, hoje em 13,75%, na ‌próxima semana.

No auge da pressão, durante a manhã, a curva chegou a precificar aumento de 25 pontos-base da Selic na próxima semana, sendo que na sexta-feira havia quase 100% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base.

No fim da tarde, a curva já precificava manutenção da Selic na próxima semana, com elevação de ⁠25 pontos-base em dezembro e 50 pontos-base em janeiro.

“O mercado está muito disfuncional”, resumiu Lais Costa, analista da Empiricus Research, que na noite de domingo já havia alertado para a tendência de fortes altas para as taxas nesta segunda-feira.

Segundo ela, a nova precificação da Selic ocorre por conta do dólar, que chegou a oscilar acima dos R$ 5,50 durante o ​dia, e da deterioração das expectativas.

O boletim Focus divulgado mais cedo trouxe projeções calculadas apenas até a última sexta-feira – portanto antes do segundo turno. Nele, as expectativas de inflação ​dos economistas do mercado estão em 5,19% em 2026, 4,34% em 2027 e 3,75% em 2028. No caso do dólar, a projeção é de R$ 5,05 no fim deste ano.

Assim como a curva passou por ajustes, essas projeções tendem a ser revistas nesta semana pelos economistas, já sob a perspectiva de continuidade do governo Lula.

Sem efeito nas negociações desta segunda-feira, às 16h55 o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões ‌de investimento – caía 1 ponto-base, a 4,98%.

 

 

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