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Relembre aliados e familiares de Bolsonaro que também fugiram do Brasil

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil nesta terça-feira (27), após derrota na eleição presidencial, retoma uma sequência de episódios envolvendo familiares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que também saíram do país após perderem nas urnas. Entre os nomes, estão Carla Zambelli, Alexandre Ramagem, Eduardo Bolsonaro e Oswaldo Eustáquio.

Flávio chegou aos Estados Unidos com a mulher e as filhas nesta terça-feira (27), segundo fontes ligadas ao governo americano ouvidas pela CNN Brasil. A viagem ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para entregar seus passaportes.

Confira os principais casos desde 2022 e, como antecedente, a saída de Allan dos Santos, ocorrida ainda em 2020.

Flávio Bolsonaro – Estados Unidos, em 2026

O senador deixou o país nesta terça, após ser intimado a entregar seus documentos de viagem. O prazo terminou às 11h desta terça-feira, sem cumprimento da ordem, e a Polícia Federal cancelou seus passaportes. Na segunda-feira (26), ele havia afirmado que não pretendia sair do Brasil.

Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um inquérito que também envolve o advogado Willer Tomaz. Ao comentar a ordem judicial, o senador afirmou que entregaria os documentos e classificou a medida como uma tentativa de intimidação.

Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro (PL) em discurso após derrota no 2º turno das eleições presidencias • CNN Brasil

Carla Zambelli – Itália, em 2025

A ex-deputada federal deixou o Brasil após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão no processo sobre a invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em junho de 2025, anunciou que estava no exterior e alegou buscar tratamento médico. Posteriormente, foi presa na Itália, onde tem cidadania.

Zambelli atualmente aguarda em liberdade decisões sobre sua extradição. Nesta terça-feira (27), a Corte de Apelação de Roma adiou para 24 de novembro a análise do pedido relacionado à condenação por perseguir um homem com arma em punho, em 2022. A defesa alegou não ter tido acesso a documentos enviados pelo Brasil.

Ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) • Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Eduardo Bolsonaro – Estados Unidos, em 2025

O ex-deputado federal se estabeleceu nos Estados Unidos em 2025 e pediu licença do mandato em março daquele ano. Alegando perseguição política, passou a aturar junto ao governo americano em defesa do pai. Sua saída ocorreu antes da condenação criminal que receberia posteriormente.

Em junho de 2026, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A Corte concluiu que ele buscou interferir no julgamento da tentativa de golpe mediante pressão sobre autoridades brasileiras. A defesa negou a configuração de coação. A condenação tornou-se definitiva em outubro, quando foi determinado o início do cumprimento da pena.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro • CNN Brasil

Alexandre Ramagem – Estados Unidos, em 2025

Ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) “paralela” no governo Bolsonaro, Ramagem deixou o país mesmo proibido pelo STF. Segundo investigação da PF, atravessou a fronteira de Roraima com a Guiana e entrou nos Estados Unidos com passaporte diplomático.

Ele foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. Em entrevista à CNN Brasil, em julho, afirmou que aguardava a análise de um pedido de asilo e negou as acusações. Ramagem chegou a ser detido pelo serviço de imigração americano em abril, mas foi liberado dois dias depois.

Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin • 17 de junho de 2020 REUTERS/Adriano Machado

Oswaldo Eustáquio – Espanha, desde 2023

O blogueiro bolsonarista passou pelo Paraguai antes de se estabelecer na Espanha, em 2023. Com mandados de prisão expedidos no Brasil, foi considerado foragido pelas autoridades brasileiras. A Justiça espanhola rejeitou um pedido de extradição, apontando motivação política na investigação.

Neste mês, a Primeira Turma do STF o tornou réu por associação criminosa relacionada aos atos de 8 de Janeiro. A denúncia atribui a Eustáqui participação na mobilização contra o resultado da eleição de 2022. O recebimento da acusação abre a ação penal e ainda não representa condenação.

O blogueiro Oswaldo Eustáquio
O blogueiro Oswaldo Eustáquio • Reprodução/Facebook

Silvinei Vasques – capturado no Paraguai, em 2025

O ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi preso em Assunção, no Paraguai, em 26 de dezembro de 2025. Segundo a PF, Silvinei Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica, saiu de Santa Catarina de carro e tentou embarcar para El Salvador usando um passaporte falso.

Silvinei havia sido condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Após ser detido pelas autoridades paraguaias, foi entregue às autoridades brasileiras.

Allan dos Santos – saída anterior a 2022

O caso de Allan dos Santos antecede o recorte desta lista: o blogueiro deixou o Brasil em 2020 e foi para os Estados Unidos. Em 2021, Moraes determinou sua prisão preventiva no contexto das investigações sobre milícias digitais, e o governo brasileiro passou a buscar sua extradição. Allan alegava sofrer perseguição.

Em uma apuração distinta, Moraes acolheu em 2026 um pedido da PGR e arquivou uma investigação envolvendo Allan, Oswaldo Eustáquio, Marcos do Val e outro influenciador. A Procuradoria considerou insuficientes as provas para denunciar o grupo por obstrução de investigação e incitação ao crime naquele caso.

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CHEGA acusa CMF de prejudicar os funchalenses na Praia Formosa

Luís Filipe Santos considerou hoje lamentável que o Funchal tenha perdido 180 lugares de estacionamento e exige explicações sobre as contrapartidas negociadas com os privados. O vereador do CHEGA na Câmara Municipal do Funchal, Luís Filipe Santos, voltou a manifestar a sua profunda indignação relativamente ao processo da Praia Formosa, considerando que “estamos perante uma […]
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Polícia investiga morte de engenheiro agredido após ato pró-Lula

Logo Agência Brasil

A Polícia Civil investiga a morte do engenheiro Marcelo de Oliveira da Rocha, de 30 anos, que morreu no último domingo (25) após ter sido brutalmente espancado na madrugada de sábado (24), em Santos, no litoral paulista.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Rocha caminhava pela rua quando foi abordado por dois homens exigindo a entrega de seu aparelho celular. Em seguida, mais cinco pessoas se aproximam, cercam Marcelo e passam a agredi-lo com socos e chutes. Ele cai no chão, já sem consciência.

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Socorrido inicialmente na Santa Casa de Santos, o rapaz foi transferido para o Hospital São Paulo, unidade universitária vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mas não resistiu aos ferimentos decorrentes das agressões.

O engenheiro retornava de um ato político na cidade e usava um adesivo de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, candidato reeleito à Presidência também no domingo. O caso é tratado pela Polícia Civil como latrocínio, que é roubo seguido de morte.

Os investigadores utilizam imagens de câmeras de segurança, vídeos compartilhados na internet e depoimentos de testemunhas para identificar os suspeitos e individualizar a conduta de cada um dos agressores.

Marcelo era formado em engenharia e cursava mestrado na Unifesp. Em nota oficial, a universidade manifestou pesar e cobrou celeridade na apuração do crime.

“A Unifesp expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Marcelo, neste momento de dor e consternação. A gravidade do ocorrido exige a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações da agressão, bem como a identificação e responsabilização dos envolvidos.”

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

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STJD denuncia Neymar por infração ao protocolo “Vini Jr” em Santos x Bahia

O atacante Neymar, do Santos, foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após a polêmica protagonizada no empate por 1 a 1 com o Bahia, no último sábado (24), pelo Campeonato Brasileiro. O camisa 10 foi expulso após cobrir a boca durante uma discussão com Rodrigo Nestor, meio-campista da equipe baiana.

A expulsão ocorreu antes do início do segundo tempo, após recomendação do árbitro de vídeo (VAR). O árbitro Sávio Pereira Sampaio aplicou a chamada “Lei Vini Jr.”, protocolo que prevê a expulsão de jogadores que cobrem intencionalmente a boca ao discutir com um adversário.

A Procuradoria do STJD enquadrou a conduta de Neymar no artigo 191, inciso II, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata do descumprimento de determinações de entidades esportivas. O artigo 258, que aborda condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva, também está entre as possibilidades analisadas no caso.

O julgamento do atacante está previsto para esta quarta-feira (28), com transmissão ao vivo do STJD. Vale destacar que a pena prevê ainda uma multa que pode chegar até R$ 100 mil, dependendo da gravidade da situação.

Neymar fora

A expulsão de Neymar trouxe um prejuízo ainda maior para o Santos. Antes de receber o cartão vermelho, o camisa 10 já havia sido advertido com amarelo. Como estava pendurado, o jogador já seria desfalque no próximo compromisso, contra o Palmeiras.

Com o vermelho direto, Neymar fica sujeito a uma suspensão adicional, conforme a punição aplicada. Dessa forma, o atacante poderá voltar a defender o Santos apenas em 18 de novembro, diante do Coritiba, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Neymar comenta dilemas da carreira e apela: “Também sou ser humano”

 

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21h. Pedro Nuno acusa Montenegro de se esconder em Espinho

Antigo secretário-geral do PS diz que o PM está a instrumentalizar as forças de segurança para se proteger a si e ao Governo. Ainda nesta edição, milhares em Lisboa e no Porto em novos protestos.

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A Pátria, as bandeiras e os tendeiros | Por José Figueiredo Santos

Há dias em que Lisboa parece caótica e a pedir rumo. Foi o que sucedeu no Rossio, onde, entre tendas improvisadas e a inquietação de quem descobriu que trabalhar não chega para pagar a renda de uma casa, apareceu um cidadão disposto a corrigir as prioridades do país. Não trazia soluções para a habitação, nem propostas para aumentar salários, nem sequer um colchão para distribuir. Trazia uma bandeira. E, aparentemente, isso bastava para se considerar útil à Humanidade.

O espetáculo tinha qualquer coisa de comovente. Enquanto uns tentavam explicar coisas banais do tipo como se sobrevive sem teto, outros surgiam para explicar como se salva a civilização. Os primeiros tinham problemas concretos; o segundo tinha um estandarte. É uma diferença importante: os problemas concretos exigem trabalho, dinheiro e decisões políticas. Um estandarte exige apenas um mastro, um braço levantado e a convicção inabalável de que se está do lado certo da História.

O nosso recém-chegado ativista da geopolítica não parecia particularmente preocupado com a possibilidade de alguém passar mais uma noite ao relento. A sua missão era outra: restabelecer a simetria das bandeiras e, com ela, segundo parece, o equilíbrio moral do universo. Se havia símbolos palestinianos, impunha-se que aparecesse um símbolo israelita. É como se a tragédia humana se resumisse a um design urbano e a justiça dependesse apenas de uma foto com as cores bem distribuídas, garantindo a apresentação de um equilíbrio cromático.

É uma venerável e muito prática conceção de democracia. Se um lado protesta, o outro também tem o direito de o fazer. Se alguém denuncia uma injustiça, outro alguém deve comparecer para contestar a denúncia. E se, por azar, houver pessoas a dormir na rua, talvez se possa organizar uma sessão pública sobre o Médio Oriente, desde que ninguém insista em falar de rendas. A miséria, como se sabe, torna-se particularmente desagradável quando interrompe uma discussão entre pessoas convencidas de que estão a tratar dos grandes assuntos da humanidade.

Não está em causa o direito de um cidadão empunhar a bandeira que entender, dentro dos limites da lei. Esse direito existe, e ainda bem. O que não existe é uma cláusula constitucional que obrigue os restantes cidadãos a aplaudir, a concordar ou a fingir que todos os símbolos chegam ao espaço público sem passado, sem contexto e sem consequências. A liberdade protege a expressão; não concede imunidade à crítica. Quem confunde as duas coisas não está a defender a democracia: está a tentar transformá-la num serviço de lavandaria ideológica.

Basta introduzir o símbolo na máquina, selecionar o programa de lavagem “Liberdade de Expressão” e aguardar. Ao fim de quarenta minutos, sai limpo de História, de controvérsia e de qualquer responsabilidade política. O fabricante garante resultados impecáveis. A única condição é não ler as instruções.

Aplicado à vida pública, este princípio promete um futuro fascinante. Poderíamos organizar, na cosmopolita praça do Rossio, uma feira internacional de convicções, com um pavilhão para cada espécie de nostalgia autoritária. Haveria visitas guiadas, bancas de merchandising e sessões de esclarecimento sobre a natureza inofensiva dos emblemas, desde que empunhados com grande solenidade. À entrada, um funcionário distribuiria folhetos explicativos: “Não julgue o símbolo; admire a liberdade de quem o trouxe.” A História ficaria encarregada da bilheteira.

Naturalmente, nem todos os símbolos têm o mesmo significado, nem todas as causas podem ser colocadas no mesmo plano. É precisamente por isso que pensar é mais trabalhoso do que contar bandeiras. O problema começa quando a liberdade de expressão é invocada como um passe universal, capaz de dispensar a análise dos factos, o conhecimento do passado e a avaliação daquilo que se pretende legitimar. A democracia não se fortalece quando suspendemos o juízo; apenas se robustece quando recusamos entregar o juízo a quem grita mais alto ou segura um objeto com mais convicção.

Mas voltemos ao Rossio, que é onde a comédia adquire a sua dimensão mais à portuguesa.

Temos um país em que a habitação se tornou um exercício de ficção financeira, em que muitos trabalhadores recebem o salário para o entregar quase integralmente ao senhorio e em que os jovens são aconselhados a não serem egoístas e a ter paciência com pessoas que já compraram casa quando uma casa ainda era um lugar para morar. E, no meio disto, a grande urgência política parece ser a necessidade de um cidadão esclarecer o espaço público acerca da distribuição correta dos símbolos internacionais.

É difícil não admirar a escolha das prioridades. Há quem veja uma pessoa a dormir numa tenda e pense que o Estado falhou. Há quem a veja e se pergunte se o alinhamento ideológico do acampamento estará devidamente atualizado. São duas formas de olhar para a pobreza: uma procura saber por que razão ela existe; a outra procura saber se está a ser pobre da maneira certa.

A segunda tem a vantagem de ser muito menos exigente. Não obriga a construir casas, a rever políticas públicas, a enfrentar interesses económicos ou a explicar por que motivo há habitações vazias ao lado de pessoas sem abrigo. Basta aparecer com uma bandeira, declarar-se defensor da liberdade e aguardar que alguém lhe reconheça o mérito de ter vindo de longe para ensinar os indígenas a pensar.

E há sempre quem reconheça. Os profissionais da indignação seletiva são uma espécie resistente, habituada a descobrir monumentais ameaças de “caos” nos assuntos que lhes convêm e a revelar uma serenidade quase monástica diante dos problemas que exigiriam alguma ação. Defendem o direito de falar com entusiasmo, mas ficam menos entusiasmados quando alguém responde. Para eles, a liberdade é uma avenida de sentido único: circulam à vontade, desde que os outros não se lembrem de atravessar.

Talvez seja esta a grande inovação política do nosso tempo: a substituição da responsabilidade pelo posicionamento. Já não importa tanto aquilo que se faz, mas a bandeira sob a qual se declara que se faria. A casa pode faltar, o salário pode desaparecer, a pobreza pode alastrar; desde que a fotografia revele o símbolo certo, a consciência pública recebe um carimbo de conformidade.

Proponho, por isso, que a Câmara Municipal de Lisboa modernize a oferta cultural do Rossio. Que faça um festival permanente de bandeiras, com programação diária, patrocínios internacionais e transmissão televisiva. Cada participante terá direito a um mastro, quinze minutos de indignação e uma entrevista sobre os destinos do Ocidente “em decadência e com fracos líderes”. Para os sem-abrigo, haverá uma zona reservada, discreta, afastada das câmaras, com acesso condicionado e regulamento próprio. A inscrição exigirá prova de residência, naturalmente – documento que os candidatos poderão obter assim que tiverem uma.

Na cerimónia de encerramento, uma comissão de especialistas proclamará a vitória da liberdade, da tolerância e do pluralismo. Seguir-se-á um minuto de silêncio pelas pessoas que continuam a dormir na rua. O minuto poderá ser prolongado, se necessário, mas não demasiado: há sempre outra polémica a começar e os estúdios têm horários a cumprir. Por certo que não poderão perder os últimos lances de Ronaldo.

No dia seguinte, a majestosa praça do Rossio regressará à sua normalidade. As tendas continuarão a disputar espaço à cidade, as rendas continuarão a disputar espaço aos salários e os cidadãos continuarão a descobrir que a dignidade humana não é dedutível no IRS. A bandeira talvez já tenha partido, levando consigo a satisfação de quem cumpriu uma missão histórica. Os que ficaram terão de resolver o problema mais modesto de encontrar onde passar a noite.

No fundo, é esta a hierarquia nacional: para discutir o destino do mundo, basta chegar com convicção; para conseguir um teto, é preciso demonstrar rendimentos, apresentar garantias, reunir documentos e convencer alguém de que se merece uma oportunidade.

A bandeira entra sem fiador. O pobre precisa de provar que existe.

Afinal, neste país, onde a pobreza é assunto comezinho, quem não possuir casa terá que demonstrar que reúne condições para ser merecedor da rua.

E depois há quem ainda se admire de a democracia ter tão boa imprensa e tão poucos metros quadrados disponíveis.

Leia também: A condensação da desconfiança (ou os progressos da civilização e outras calamidades modernas) | Por José Figueiredo Santos

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Cuba Presents Ballet Documentary During Its Culture Week

The film honors generations of dancers, choreographers, and artists.

On Wednesday, the documentary “Afternoon Echoes,” directed by Cuban filmmaker Lourdes de los Santos, was presented at the Yara Cinema in Havana as part of the activities organized during Cuban Culture Week.

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The film explores the history and significance of the ballet “Afternoon Echoes,” created by choreographer Alberto Mendez in 1973 and considered one of the most important pieces in the repertoire of the National Ballet of Cuba (BNC).

It shows the links between dance, painting, and cinema, taking as a reference point the influence attributed to the painting “The Noon,” by Cuban painter Guillermo Collazo, on the conception of the choreographic work.

According to its director, the documentary constitutes a tribute to generations of dancers, choreographers, and artists who contributed to the formation and consolidation of the Cuban School of Ballet.

El Ballet Contemporáneo de Camagüey, en el marco de la Jornada por la Cultura Cubana, presentó la Peña “Escape”, la cual es una ventana de creación donde los bailarines, reafirman que la entrega artística va más allá de cualquier obstáculo. #PorCamagüeyTodo#CubaEsCultura pic.twitter.com/XMm52u12xz

— Osva Beta (@OsvaBeta) October 17, 2026

The text reads, “The Camaguey Contemporary Ballet, within the framework of the Cuban Culture Week, presented the ‘Escape’ event, which is a window of creation where the dancers reaffirm that artistic dedication goes beyond any obstacle.”

The production also highlights the historic collaborative relationship between the BNC and the Cuban Institute of Cinematographic Art and Industry (ICAIC), reflected in numerous audiovisual works dedicated to dance.

Among the central elements of the narrative are the testimonies of prominent figures associated with ballet, including Maria Elena Llorente, one of the most renowned performers of “Afternoon Echoes,” to whose memory the documentary is dedicated.

ICAIC president Alexis Triana emphasized that this production inaugurates a new line of work within the institution’s Documentary Department, focused on exploring topics related to Cuban culture and history.

#FromTheSouth News Bits | In Cuba, over a million students return to school, marking an achievement for the nation's education system amid ongoing United States aggression. pic.twitter.com/oMCCt8jRPD

— teleSUR English (@telesurenglish) September 4, 2026

teleSUR: JP

Source: Prensa Latina

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Eliminação do Vasco ameaça G9 no Brasileirão, enquanto Atlético-MG mantém chance de ampliar vagas

A disputa por uma nona vaga brasileira na Libertadores de 2027 ficou mais complicada após a eliminação do Vasco para o Boca Juniors na semifinal da Copa Sul-Americana. A possibilidade de o Campeonato Brasileiro terminar com um G9 continua aberta, mas depende de resultados nas competições continentais e na Copa do Brasil.

O Atlético-MG mantém uma das possibilidades de ampliação das vagas. O time mineiro eliminou o Montevideo City Torque e avançou à final da Sul-Americana. Além disso, o clube está na semifinal da Copa do Brasil e ocupa a sexta posição no Brasileirão, combinação que pode favorecer a abertura de vagas adicionais.

Atualmente, o Brasil tem sete vagas na Libertadores distribuídas pelas competições nacionais. No Campeonato Brasileiro, os quatro primeiros colocados garantem classificação direta para a fase de grupos, enquanto o quinto vai para a fase preliminar. A Copa do Brasil também concede vagas, incluindo uma para o campeão e outra para o vice, conforme o regulamento da competição.

A ampliação pode ocorrer quando um clube conquista uma vaga continental por mais de um caminho. Se uma equipe se classificar para a Libertadores pelo Brasileirão ou pela Copa do Brasil e também vencer a Libertadores ou a Sul-Americana, a vaga destinada ao campeão continental não elimina a vaga obtida na competição nacional. O espaço liberado pode beneficiar outro clube.

O mesmo princípio se aplica a equipes que conquistam vagas simultaneamente pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil. A distribuição depende do regulamento e da posição final dos clubes nas competições.

A eliminação do Vasco diminuiu as possibilidades porque o clube também está na semifinal da Copa do Brasil. Caso tivesse avançado à decisão da Sul-Americana e conquistado o título continental, poderia entrar em uma combinação favorável à abertura de vaga adicional.

O Palmeiras já garantiu presença na final da Libertadores e aguarda o confronto entre Flamengo e Estudiantes, marcado para esta sexta-feira (23), no Maracanã.

Se o Flamengo avançar, o Brasil terá um representante na decisão que já possui posição entre os quatro primeiros do Campeonato Brasileiro. Como o clube carioca também pode conquistar a Libertadores, o resultado pode abrir espaço para uma vaga adicional na distribuição nacional.

O Palmeiras vive situação semelhante. Além de estar na final continental, o time paulista disputa as primeiras posições do Brasileirão e continua na Copa do Brasil. Uma eventual conquista em mais de uma competição pode provocar alterações na distribuição das vagas.

Copa do Brasil também pode alterar a classificação

A Copa do Brasil é outra peça importante para a definição do possível G9. Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras e Vasco disputam as semifinais do torneio.

O Atlético-MG pode conquistar uma vaga continental pelo Brasileirão, pela Copa do Brasil ou pela Sul-Americana. Se obtiver mais de uma classificação, a distribuição poderá beneficiar clubes que estejam logo abaixo das posições de acesso.

O Grêmio também aparece entre os times que podem influenciar o cenário. A equipe ocupa a zona de rebaixamento do Brasileirão, mas segue na semifinal da Copa do Brasil. Se avançar à decisão e conquistar a vaga prevista pelo torneio, a situação dependerá também de sua permanência na primeira divisão e das regras de elegibilidade para as competições continentais.

Santos e São Paulo acompanham a disputa

Na tabela apresentada, Flamengo e Palmeiras lideram o Campeonato Brasileiro, com 67 e 66 pontos, respectivamente. Athletico-PR, com 53, e Cruzeiro, com 51, completam o G4.

O Fluminense aparece em quinto lugar, também com 51 pontos, enquanto Atlético-MG e Bahia ocupam a sexta e a sétima posições, com 50 e 49 pontos.

Santos e São Paulo estão mais distantes da zona de classificação. O time santista ocupa o oitavo lugar, com 45 pontos, e o clube paulista aparece em nono, com 42. Caso o Brasileirão termine com nove vagas para a Libertadores, ambos poderiam entrar na disputa por uma classificação continental.

O Red Bull Bragantino, décimo colocado com 41 pontos, também acompanha as possibilidades de ampliação.

A definição dependerá dos resultados das finais continentais, do desfecho da Copa do Brasil e da classificação final do Campeonato Brasileiro, previsto para terminar em 2 de dezembro.

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Presidente e vice-presidente dos bombeiros de Salto renunciam ao cargo

VTM

Contactado pela VTM, Valentim Santos justificou a decisão com um acumular de situações em que deixou de se rever, apesar de ter procurado exercer as funções “com seriedade, calma e dedicação”. Depois de dois atos eleitorais, aceitou continuar a servir a instituição, mas considera que deixou de existir entendimento entre os diferentes responsáveis. “Não remamos todos para o mesmo lado, não estamos em sintonia”, afirmou.

O antigo presidente defende que cada órgão deve respeitar as competências dos restantes e cumprir as suas funções com lealdade institucional. “Cada um deve ocupar o seu lugar e respeitar o espaço de intervenção dos outros”, sustentou, considerando que a associação deve estar acima de divergências pessoais. “Aquilo não é do presidente, não é do comandante. Aquilo é dos bombeiros e da comunidade”, acrescentou.

Segundo Valentim Santos, os desentendimentos com o comandante foram-se agravando ao longo do seu mandato, envolvendo também o vice-presidente. O antigo responsável afirmou ter sentido dificuldades na gestão da instituição e acusou alguns elementos de terem contribuído para o que considerou ser um bloqueio interno. Sobre a assembleia extraordinária, alegou que existiu um “boicote preparado”, apontando responsabilidades ao comandante, ao presidente da mesa da assembleia e a outros participantes.

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PS defende continuidade da habitação pública e critica Governo

VTM

O deputado do PS eleito pelo círculo de Vila Real defendeu a continuidade dos investimentos em habitação pública, na visita integrada no programa nacional de auscultação promovido pelos socialistas para preparar uma estratégia para o setor.

O projeto foi apontado pelo parlamentar como um exemplo a seguir. Rui Santos recordou que a obra foi preparada e financiada pelo anterior Governo, com recurso a verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e executada pela Câmara de Vila Real.

“Este modelo pode e deve ser replicado e continuado no futuro próximo, face à crise que vivemos”, afirmou, defendendo que a habitação pública é essencial tanto para famílias com maiores dificuldades económicas como para quem, apesar de não viver em situação de pobreza, necessita de apoio no acesso ao arrendamento.

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Locais mais fortes

VTM

O Vila Real entrou bem e, aos 2’, teve uma excelente ocasião de golo, cruzamento da direita de Nuno Araújo para o coração da área, onde surgiu Matheus Garcia, solto de marcação, e a rematar ao lado. Aos 11’, nova ocasião, remate de Rodrigo Azevedo já na área, mas a bola esbarra em Matheus Garcia quando esta se dirigia para a baliza. O Vila Real dominava, mas continuava a desperdiçar, desta vez foi Pedro Vieira que remata para defesa do guardião do Alijoense. Estavam decorridos 31 minutos. Aos 33’, o Alijoense esteve perto do golo, só que o remate de Tiago Pinto sai fraco e à figura de Santiago Teixeira. Aos 35’, o Vila Real coloca-se em vantagem, bola metida na área onde aparece Nuno Araújo a desviar a bola de Gonçalo Ribeiro: era o 1-0, para aos 37’ num remate de fora da área de Salvador Santos ampliar a vantagem.

Na segunda parte, o Vila Real dilatou a vantagem aos 52’, Matheus Garcia, com um remate colocado, bate Gonçalo Ribeiro, para aos 54’, na sequência de um canto Filipe Santos introduz o esférico na baliza adversária, colocando o Vila Real a vencer por quatro a zero. Aos 66’, é o Alijoense a criar perigo, Diogo Silva em remate de fora da área obriga Santiago Teixeira a defesa atenta. Aos 71’, novo golo por Rafael Teixeira. O Alijoense podia ter obtido o tento de honra aos 77’ por Tiago Meireles, mas Santiago Teixeira não o permitiu com uma boa intervenção, terminando assim a partida com vitória esclarecedora dos visitados.


FICHA TÉCNICA
Complexo Desportivo Monte da Forca

Árbitra: Marta Monteiro
Auxiliares: Leonor Carvalho e Gonçalo Simões

VILA REAL: Santiago Teixeira, Salvador Santos (Martim Afonso, 46’), Luís Lourenço, Rodrigo Azevedo (Rafael Teixeira, 55’) e Pedro Vieira (Gabriel Martins, 75’); Martim Leite (Martim Fernandes, 75’), Rafael Fontinha (Daniel Herdeiro, 62’) e Francisco Morais; Matheus Garcia (Pedro Pinto, 64’), Nuno Araújo (Guilherme Fernandes, 75’) e Filipe Santos (Gonçalo Martins, 62’)
Treinador: Michael Teixeira

ALIJOENSE: Gonçalo Ribeiro; Tiago Meireles, Afonso Silva (Francisco Monteiro, 46’), Afonso Ferreira (Lucas Loureiro, 46’) e Pedro Carneiro; Tiago Pinto, Diogo Silva e Dinis Galocha; Guilherme Rodrigues (Bernardo Morais, 46’), Thiago Ribeiro (José Cinodura, 83’) e Martim Silva (Luís Pinto, 46’)
Treinador: Hugo Guedes

Ao intervalo: 2-0
Cartão amarelo: Salvador Santos (28’)
Marcadores: Nuno Araújo (35’), Salvador Santos (37’), Matheus Garcia (52’), Filipe Santos (54’) e Rafael Teixeira (71’)

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Atleta algarvia Madalena Santos conquista bronze no Campeonato do Mundo de Karaté 

Atleta do Karate Clube de Faro volta a brilhar ao mais alto nível internacional, depois de se ter sagrado Campeã da Europa em fevereiro. A atleta Madalena Santos, do Karate Clube de Faro, conquistou a medalha de bronze na categoria de Kumite Cadetes Feminino +61 kg, no Campeonato do Mundo de Cadetes, Juniores e Sub-21 […]

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Silves acolhe Feira de Todos os Santos

29 de outubro a 1 de novembro

De 29 de outubro a 1 de novembro, o Sítio do Encalhe, em Silves, volta a receber a Feira de Todos os Santos, uma das mais antigas e tradicionais feiras do Algarve, que promete dias de animação, convívio e muita diversão para toda a família.

Organizada pelo Município de Silves, a edição deste ano apresenta um programa de animação musical diversificado, com atuações do Grupo Musical Gerações, Os Cromos da Noite, Luís Simenta Canta Alentejo e Chave D’Ouro, que prometem trazer ainda mais ritmo e alegria ao evento.

Ao longo do recinto, os visitantes poderão encontrar uma grande variedade de expositores, com diferentes produtos e artigos, bem como as tradicionais tasquinhas, onde não faltarão as castanhas assadas, as farturas, as pipocas, o algodão-doce e uma diversidade de petiscos.

Os carrosséis serão também uma das atrações para os mais novos e para todos os que apreciam a animação característica desta feira.

Entre sabores tradicionais, música e diversão, a Feira de Todos os Santos continua a afirmar-se como um evento emblemático do concelho, preservando uma tradição que atravessa gerações e proporcionando momentos de encontro e convívio à população e a quem visita Silves.

O Município de Silves convida todos a visitar a Feira de Todos os Santos e a desfrutar de mais uma edição repleta de cor, animação e espírito festivo.

Programa:

» Dia 30 de Outubro: 21h30 – Grupo Musical Gerações                   

» Dia 31 de outubro: 21h30 – Cromos da Noite

» Dia 1 de novembro: 15h00 – Luís Simenta canta Alentejo

                                     17h00 – Chave D’Ouro

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Tradição: nesta aldeia do Algarve as crianças batem às portas e ganham bolinhos

No Dia de Todos os Santos, 1 de novembro, cumpre-se a tradição do "Bolinho, Bolinho" na aldeia da Raposeira, concelho de Vila do Bispo.

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Atleta de Faro Madalena Santos conquista medalha de bronze no Campeonato do Mundo de Karaté

Atleta do Karate Clube de Faro volta a brilhar ao mais alto nível internacional, depois de se ter sagrado Campeã da Europa em fevereiro.

A atleta Madalena Santos, do Karate Clube de Faro, conquistou a medalha de bronze na categoria de Kumite Cadetes Feminino +61 kg, no Campeonato do Mundo de Cadetes, Juniores e Sub-21 de Karaté, que decorreu entre os dias 14 e 18 de outubro, em Bielsko-Biała, na Polónia.

Esta conquista representa mais um resultado de excelência para o karaté algarvio e português, confirmando o talento, a dedicação e a qualidade competitiva da jovem atleta do clube farense, que voltou a demonstrar estar entre as melhores do mundo na sua categoria.

A medalha de bronze agora alcançada vem juntar-se a um percurso internacional de grande destaque. Em fevereiro deste ano, Madalena Santos sagrou-se Campeã da Europa de Cadetes, na categoria de Kumite Feminino +61 kg, no Campeonato da Europa realizado em Limassol, no Chipre.

Num ano particularmente marcante para a jovem karateca, estes resultados confirmam o trabalho desenvolvido pelo Karate Clube de Faro na formação de atletas e na preparação para as grandes competições internacionais.

O clube destaca o empenho e a determinação da atleta, bem como o trabalho da equipa técnica e o apoio de todos os que contribuem diariamente para o seu percurso desportivo.

Com o título de Campeã da Europa e, agora, a medalha de bronze no Campeonato do Mundo, Madalena Santos afirma-se como uma das grandes referências do karaté jovem português, levando o nome de Faro, do Algarve e de Portugal ao pódio internacional.

O Karate Clube de Faro felicita a Madalena Santos por esta extraordinária conquista, que constitui motivo de orgulho para o clube, para a cidade de Faro e para toda a região do Algarve.

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Deputados socialistas pedem respostas sobre adiamento da ULS do Alto Tâmega e Barroso

VTM

Rui Santos e Júlia Rodrigues, deputados do Partido Socialista eleitos por Vila Real e Bragança, querem conhecer o estudo realizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) sobre a sustentabilidade da futura Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Tâmega e Barroso e pedem esclarecimentos ao Governo sobre o futuro do projeto.

Segundo informação enviada por comunicado, os deputados dirigiram uma pergunta à Ministra da Saúde, exigindo o envio integral do estudo, depois de a ministra ter afirmado, numa recente audição na Comissão de Saúde, que o documento concluiu que o projeto não reúne, neste momento, condições de sustentabilidade. A criação da nova ULS acabou, por isso, por ser adiada.

Anunciada pelo Governo em novembro de 2024, a criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso é considerada pelos deputados uma resposta importante para a reorganização dos cuidados de saúde na região. Nesse sentido, defendem que a Assembleia da República deve ter acesso ao documento que fundamenta a decisão governamental.

“Se existe um estudo que sustenta uma decisão com impacto direto na organização dos cuidados de saúde no Alto Tâmega e Barroso, esse estudo tem de ser conhecido. O Parlamento não pode exercer plenamente a sua função de fiscalização se o Governo invoca conclusões de um documento que ninguém conhece”, afirma Rui Santos.

Na pergunta dirigida à Ministra da Saúde, os deputados solicitam a disponibilização integral do estudo, incluindo os anexos, os dados de suporte e os pressupostos utilizados. Pedem também a identificação da entidade ou equipa responsável pela elaboração do documento, a data da sua conclusão e os respetivos termos de referência ou despacho que determinou a sua realização.

Os parlamentares pretendem ainda conhecer eventuais pareceres ou informações da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) ou da administração da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro que tenham analisado o estudo ou as suas conclusões.

Para Rui Santos e Júlia Rodrigues, importa não só conhecer o conteúdo do documento, mas também perceber os fundamentos que levaram à conclusão de que a nova unidade não é sustentável e quais as medidas que o Governo pretende adotar na sequência dessa avaliação.

“A nova ULS foi apresentada como uma resposta de reorganização dos cuidados de saúde na região e as populações do Alto Tâmega e Barroso têm direito a saber o que mudou, por que razão o projeto deixou de avançar e quais são agora os planos do Governo”, sublinha Rui Santos.

O deputado considera ainda que “não pode haver decisões estruturais para o futuro do SNS baseadas em estudos que permanecem inacessíveis ao Parlamento e às populações afetadas”.

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