A Receita Federal apreendeu, nesta terça-feira (27), mais de 17 toneladas de barbatanas de tubarão, escondidas em um contêiner no Porto de Itapoá, em Santa Catarina, que tinha o exterior como destino.
A carga que estava escondida em sacos de ráfia, embalagem resistente feita de polipropileno (PP), tinha a Malásia como ponto final do trajeto.Além disso, as equipes apontaram que as embalagens, para despistar as autoridades, tinham uma inscrição de “sardinhas congeladas”.
A fiscalização e identificação foi feita após o trabalho de inteligência e monitoramento realizado pela Receita Federal durante o controle da alfândega.O órgão analisou que existia a falsa declaração de conteúdo.
Segundo a Receita, a exportação de barbatanas de tubarão está sujeita a rigoroso controle ambiental, e as irregularidades constatadas podem caracterizar infrações administrativas e crimes previstos na legislação ambiental brasileira.
As mais de 17 toneladas foram encaminhadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que fará a análise técnica da carga e deve adotar as medidas cabíveis.
Durante las ocho sesiones que duró el juicio por la muerte de Ana Buza —la joven sevillana de 19 años que fue hallada muerta en la carretera cuando viajaba con su entonces pareja y absuelto en la causa, Rafael V., el 7 de septiembre de 2019—, los miembros del jurado atendieron a las distintas versiones sobre cómo pudo fallecer la chica ofrecidas por los peritos de la Fiscalía y los de la acusación particular. En síntesis, los agentes de la Guardia Civil y los forenses del Instituto de Medicina Legal defendieron que ella murió tras lanzarse voluntariamente del coche a 117 kilómetros por hora; y los peritos de parte sostuvieron que fue atropellada por su exnovio y que era físicamente imposible que la mujer se hubiera tirado del vehículo. La jueza encargada de redactar la sentencia absolutoria, tras el veredicto de inculpabilidad del jurado, ha ofrecido su propia teoría, tal y como ella misma reconoce, en la que, aunque deja claro que no hubo atropello, también descarta el suicidio: “Por la inercia” derivada de la velocidad que llevaba el coche y al estar la puerta abierta “bien pudo haber salido proyectada”.
Manifestantes reclaman justicia para Ana Buza, la joven fallecida hace cinco años y cuyo novio ha sido imputado por presunto homicidio imprudente, en la manifestación del 25-N en Sevilla. / FOTO CEDIDA POR LA FAMILIA
El magistrado Alexandre Codes Trujillo, a petición de la Fiscalía antidroga, ha enviado a prisión a los cinco arrestados. Uno es colombiano y otro de Albania. Los tres restantes son gaditanos. Trataron de darse a la fuga tras ser detectados mientras suministraban combustible a otra embarcación. Iniciaron una huida que acabó en aguas del río Guadalquivir Leer
El magistrado Alexandre Codes Trujillo, a petición de la Fiscalía antidroga, ha enviado a prisión a los cinco arrestados. Uno es colombiano y otro de Albania. Los tres restantes son gaditanos. Trataron de darse a la fuga tras ser detectados mientras suministraban combustible a otra embarcación. Iniciaron una huida que acabó en aguas del río Guadalquivir
A GNR constituiu arguidos oito homens, com idades entre os 17 e os 49 anos, e apreendeu uma viatura e diverso material associado ao tráfico de estupefacientes, no concelho de Olhão.
Juan Carlos T. B., el líder de la organización, abandonó su urbanización de lujo en Madrid en marzo de 2026 y se encontraba desde entonces en paradero desconocido Leer
Juan Carlos T. B., el líder de la organización, abandonó su urbanización de lujo en Madrid en marzo de 2026 y se encontraba desde entonces en paradero desconocido
Operação Doca Seca desmantelou armazém no Seixal usado para apoio logístico ao tráfico marítimo de estupefacientes. Apreendidos 12 motores, seis viaturas e 6.600 litros de combustível.
O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Tavira deteve, no dia 21 de outubro, um homem, de 43 anos, suspeito de tráfico de estupefacientes, naquele concelho algarvio.
O Comando Territorial de Faro da Guarda Nacional Republicana (GNR), informa que através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Tavira, no dia 21 de outubro, deteve um homem de 43 anos, por tráfico de estupefacientes, no concelho de Tavira.
No decorrer de uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda abordaram um indivíduo que apresentava um comportamento suspeito, tendo sido encontrado na sua posse produto estupefaciente.
No seguimento das diligências policiais, forma apreendidas 208 doses de heroína, 2 doses de cocaína, e 1 spray de defesa pessoal.
Os factos foram remetidos ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Olhão.
A GNR adianta ainda que a ação contou com o apoio do Posto Territorial de Vila Real de Santo António e de um binómio cinotécnico de deteção de estupefacientes do Destacamento de Intervenção (DI) de Faro.
A GNR desenvolveu um conjunto de intervenções operacionais em vários pontos da costa portuguesa para travar redes marítimas de droga. No Algarve, foi detetada uma lancha rápida no Rio Guadiana, cujos ocupantes lançaram fardos de droga para a água durante a fuga, enquanto em Sagres foram apreendidos milhares de litros de combustível.
O alerta partiu de um polícia de folga. Foram apreendidas 24 doses de haxixe, 100 euros, dois telemóveis e uma balaclava. Os detidos ficam com apresentações semanais.
A GNR constituiu arguidos oito homens, com idades entre os 17 e os 49 anos, e apreendeu uma viatura e diverso material que estará associado ao tráfico de estupefacientes, no concelho de Olhão.
No primeiro dia da Assembleia Geral da ONU, o governo de Donald Trump publicou um comunicado conjunto com 14 países da América Latina – Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago – anunciando ações conjuntas para combater organizações que os EUA designaram como terroristas. Entre elas estão as brasileiras PCC e CV.
Pouco antes, no seu discurso na ONU, Trump afirmara que os cartéis de drogas “são o Estado Islâmico do hemisfério” e seus membros “devem ser executados, exilados ou detidos como inimigos combatentes”.
Um nome, entretanto, chama atenção: o Cartel de Los Soles está listado entre as 24 organizações “narcoterroristas” que devem ser combatidas.
Acontece que o Cartel de Los Soles não existe. O nome é uma gíria que os venezuelanos usam para se referir à corrupção por parte de militares – algo como “petralhas” ou “bolsominions”.
Como a AgênciaPública revelou em uma reportagem no início do ano, a narrativa sobre a existência do Cartel de Los Soles foi criada pelo Departamento de Justiça no primeiro governo de Donald Trump, para embasar o indiciamento criminal de Nicolás Maduro e mais 14 membros do governo venezuelano. A acusação afirmava que Maduro “ajudou a gerir e, por fim, a liderar o Cartel de los Soles à medida que ganhava poder na Venezuela” e que “enquanto a maioria das organizações de tráfico de drogas na América do Sul e Central procurou recuar da importação de narcóticos para os Estados Unidos (…) o Cartel de los Soles, sob a liderança de Maduro Moros e outros, priorizou o uso da cocaína como uma arma contra os Estados Unidos, ao importar o máximo de cocaína possível”.
Depois, em novembro de 2025, a pretensa organização foi designada pelo Departamento de Estado como uma Organização Terrorista Estrangeira. Foi essa designação que deu uma capa de legalidade para a invasão militar da Venezuela.
Mas nem mesmo o Departamento de Justiça tem segurança sobre as acusações de que o Cartel existe. Enquanto no primeiro documento de indiciamento contra Maduro, de 2020, ele é acusado de “chefiar o cartel de Los Soles” e a suposta organização é mencionada 32 vezes, no indiciamento final, emitido depois da captura de Maduro, o Cartel é citado apenas duas vezes, e descrita como um “sistema de patronagem administrado por aqueles no topo” – e não mais como uma organização de tráfico de drogas.
Por que isso importa?
O sequestro do então presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi justificado pelos Estados Unidos em função de sua suposta atuação no tráfico de drogas.
A ação norte-americana se baseou em determinações de grupos criminosos venezuelanos como terroristas pelos próprios Estados Unidos. De forma semelhante com o que ocorreu com o PCC e o CV em junho deste ano.
Existem definições técnicas na Convenção contra o Crime Organizado Transnacional da ONU que determinam o que é uma organização criminosa internacional: um corpo organizado com uma estrutura e hierarquia, divisão de tarefas e continuidade temporal; autonomia em relação ao Estado; e comprovação da sua existência por investigações policiais. O Cartel de Los Soles não se enquadra em nenhum destes aspectos.
A adoção ampla de uma organização que não existe pelos 14 países que fazem parte do Escudo das Américas demonstra a supremacia do governo norte-americano nas ações do grupo.
Trump afirmou em discurso que os cartéis de drogas “são o Estado Islâmico do hemisfério” e seus membros “devem ser executados, exilados ou detidos como inimigos combatentes”
O que promete a aliança do Escudo das Américas
Os 14 países que fazem parte do Escudo das Américas, iniciativa lançada em março deste ano, são todos governados por aliados de Trump na direita continental. Ontem, em comunicado conjunto, eles prometeram impor, “congelamento de ativos; restrições de imigração e de visto para membros, associados e apoiadores dessas organizações; e a responsabilização criminal de indivíduos que, conscientemente, forneçam apoio material — incluindo apoio logístico — a tais organizações”.
México e Brasil, os dois maiores e mais ricos países do continente, não fazem parte do Escudo. Ambos sofrem pressões políticas dos EUA para enfraquecer seus governos, com orientação à esquerda.
O grupo também prometeu pedir à OEA (Organização dos Estados Americanos) uma resolução que “promova e facilite a ação coletiva contra organizações narcoterroristas no âmbito do Tratado do Rio”. Assinado em 1947, o Tratado do Rio estabelece que um ataque armado contra qualquer país americano é considerado um ataque contra todos. A ideia seria militarizar de vez o combate ao narcotráfico sob a liderança dos EUA, como uma “Otan” latinoamericana.
Para Fulton Armstrong, ex-diretor para temas interamericanos do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, este tipo de iniciativa “não funciona” e pode aumentar tensões continentais.
“À medida que fica claro que designar criminosos como terroristas e atacá-los como alvos militares não funciona, é natural que os países procurem atores externos – incluindo seus vizinhos – para botar a culpa. O exemplo clássico foi a Colômbia, que produz e trafica quantidades recordes, mas transferiu a culpa para a Venezuela. Os Estados Unidos, que consomem as drogas que passam pela América Central e pelo México, culpam esses países pelo problema. A maior parte dos narcóticos que passam pelo Brasil tradicionalmente tem como destino a Europa, mas Washington se reservou o direito de acusar o Brasil de não ser bom parceiro e de resistir às políticas dos EUA. A designação de terrorista politiza a questão e aumenta as tensões entre os vizinhos”, diz.
Para Fulton, a militarização da Guerra às Drogas não funcionou bem no passado. “Gastamos 16 bilhões de dólares no Plano Colômbia, e a produção de cocaína continua batendo recordes. A estratégia, além disso, aumenta a violência que afeta toda a sociedade, como vimos no México e em toda a América Central. Chamar os criminosos de ‘terroristas’ é politicamente conveniente, mas operacionalmente desastroso”.
O governo brasileiro resiste à designação de organizações como CV e PCC como terroristas, pois considera que isso permite ações de interferência dos EUA contra o sistema financeiro brasileiro e também ações militares. Em alerta enviado na semana passada, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) avaliou que o risco de interferência norte-americana contra o Brasil atingiu nível “crítico” justamente pela designação do PCC e CV como terroristas.
Depois de sanções contra pessoas e empresas brasileiras em julho por vínculos ao PCC, a Abin disse que isso “representa mudança de fase na escalada de sanções e interferência estadunidense”. Segundo a Abin, a interferência externa dos EUA sobre o Brasil ocorre de modo “gradual, combinado e adaptativo” que passa pelo enquadramento legal e pela construção de narrativa sobre atuação transnacional dos criminosos e sua vinculação com o sistema financeiro norte-americano.
Os EUA, com isso, “ampliam o potencial de efeitos extraterritoriais sobre bancos, fintechs, empresas, prestadores de serviços e cadeias produtivas brasileiras”, diz a Abin.