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Flávio aposta em Trump, mas pode acabar isolado e visto como “fujão”, avalia especialista

A tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de se apresentar como presidente eleito do Brasil, mesmo após a derrota nas urnas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode não produzir o efeito internacional esperado pelo senador. A avaliação é do professor de Relações Internacionais Neuton Silva Neto, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e doutorando em Ciências Militares.Em carta divulgada nesta quarta-feira, 28, após deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos com a família, Flávio contestou o resultado eleitoral, alegou fraude sem apresentar provas e anunciou que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir do exterior. Na primeira versão do documento, o senador se apresentou como "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". Minutos depois, a frase foi retirada do texto republicado nas redes sociais.Para Neuton, a iniciativa não tem efeito jurídico sobre o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral brasileira. O professor também avalia que a repercussão internacional tende a ser limitada, diante do reconhecimento da vitória de Lula por mais de 100 países, conforme a análise apresentada pelo entrevistado."Ele não possui poder, é uma autodeclaração sem validade jurídica. O Brasil, dentro de sua autonomia e soberania, proclamou Lula presidente reeleito do Brasil, e isso é válido. Ele não possui autonomia ou garantia de exercício de função com essa autodeclaração. Nesse caso, é diferente de Guaidó por ter um reconhecimento maior da comunidade internacional. Mas, quando foi esvaziado, Maduro retomou o posto sem grandes problemas."Professor aponta diferenças em relação à VenezuelaA carta de Flávio faz referência a Juan Guaidó, opositor venezuelano que se declarou presidente interino da Venezuela em 2019, após contestar a reeleição de Nicolás Maduro. Na ocasião, Guaidó recebeu reconhecimento dos Estados Unidos durante o primeiro governo de Donald Trump e de dezenas de outros países, mas não conseguiu assumir o controle do Estado venezuelano.Na avaliação de Neuton Silva Neto, o cenário brasileiro apresenta diferenças importantes em relação à experiência venezuelana, sobretudo no que diz respeito ao reconhecimento internacional. O professor considera que a iniciativa do senador não deve resultar, necessariamente, na criação de uma estrutura política com legitimidade externa equivalente à que Guaidó chegou a reivindicar."Então, eu acho que, assim... questão internacional, o reconhecimento de Lula permanece e vai sendo muito estabilizado. Basicamente vai parecer mesmo que, ao invés de ele criar uma celeuma internacional, como foi o caso na época do Guaidó, ele vai ser mais um exilado, ele vai se autoproclamar um exilado, mas, para a comunidade internacional, pode parecer apenas como, sei lá, um fujão. Os próximos passos serão decisivos. Com a midterm, a gente vai poder ter algum retorno mais próprio."O professor também chama atenção para a ausência de respaldo institucional à declaração de Flávio. O resultado oficial do segundo turno atribuiu a Lula 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio, que obteve 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.Apoio de Trump pode abrir crise diplomáticaUm dos pontos considerados relevantes pelo professor é a possibilidade de Donald Trump reconhecer Flávio como presidente eleito, apesar do resultado oficial brasileiro. O presidente norte-americano confirmou que autorizou a entrada do senador e de sua família nos Estados Unidos, mas afirmou que não pretendia se envolver na controvérsia em torno da carta.Neuton avalia que um eventual reconhecimento político por parte de Washington poderia prejudicar as relações entre os dois países, criando dificuldades para a representação diplomática e para as negociações bilaterais."Caso Trump opte por esse caminho de reconhecer o Flávio, abre uma rusga diplomática com o Brasil, podendo gerar crise de representatividade diplomática e travar algumas negociações. No caso Guaidó, por exemplo, as representações diplomáticas eram indicadas pelo Guaidó, e não pelo Maduro. Contudo, enxergo que há um grande isolamento no momento, que pode não garantir que essa estratégia tenha sucesso. Imaginemos o seguinte cenário: Trump perde a maioria nas midterms, Netanyahu perde a eleição em Israel. A Argentina não tem condições econômicas de romper relações com o Brasil." Leia Também: POLÍTICA Flávio Bolsonaro pode governar o Brasil dos EUA após se declarar presidente eleito? CARTA GOLPISTA Trump evita comentar carta de Flávio e questiona eleição no Brasil "LÍDER" Flávio Bolsonaro desiste de se autoproclamar presidente e muda carta O docente considera que o cenário político interno dos Estados Unidos também precisa ser levado em conta. Segundo ele, a disputa pelas eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro, pode influenciar as decisões de Trump e limitar sua disposição para assumir um novo conflito diplomático."Então, assim, a gente vai esperar, vai ter que esperar um pouco, porque o governo Trump, ele está agora passando por uma celeuma interna bastante elevada. Está com a questão lá das eleições de meio-termo, vai ser agora em novembro. Há uma projeção de que ele vai perder a maioria tanto na Câmara quanto no Senado. Então, ele está se movimentando bastante, inclusive com os estados que sempre votaram com ele, vamos dizer assim, indo para estados democratas, perdendo a cadeira para os candidatos democratas."Carta agradece a Trump e MileiNo documento, Flávio agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente argentino, Javier Milei, pela acolhida e pelo apoio durante sua saída do Brasil. O senador também afirma que pretende continuar atuando politicamente a partir do território norte-americano.Na análise do professor, a referência aos dois presidentes explicita a importância que Flávio atribui ao apoio dos governos argentino e norte-americano para sua estratégia política no exterior."Ele deixa bem explícito que quem ajudou ele na fuga foi o Milei e o Trump, o governo Trump, o governo Milei, tanto que, desde a primeira suspeita, foi que ele tivesse fugido pela Argentina, passado pelo Equador, usado uma rota para evitar o território brasileiro, tendo em vista que o avião poderia ter sido interceptado, poderia ter sido mandado a ser pousado aqui no território brasileiro, aí, no caso, ele poderia ser pior para ele, mas o fator principal é que não vai gerar muita celeuma, mais de 100 países já haviam reconhecido a eleição, parabenizado a eleição do presidente Lula, o próprio Tribunal Superior Eleitoral também já havia reconhecido a eleição do presidente Lula, dizendo que não houve nada de fraude ou indícios de fraude, né? O Flávio Bolsonaro está se apoiando na questão do adiamento do encerramento da eleição, coisa que a própria campanha dele também solicitou."O professor também destaca que a contestação do resultado se apoia na prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi um dos argumentos utilizados por Flávio para questionar a eleição, embora a campanha do próprio senador também tenha solicitado a extensão do horário em parte do país.Os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicaram que os votos computados após as 17h representaram uma parcela muito pequena da diferença final entre os candidatos. O tribunal também reafirmou a regularidade do processo eleitoral.Reconhecimento internacional de LulaNa avaliação de Neuton, a quantidade de países que reconheceram a vitória de Lula é um fator que dificulta uma eventual tentativa de Flávio de obter legitimidade internacional como presidente eleito."Mas a base do governo Lula já contabilizou, vamos dizer assim, um reconhecimento de parabenização de mais de 100 países, de 193 países do mundo. Aí você bota assim, quem não reconheceu é o próprio, por exemplo, Israel, Estados Unidos e Argentina. Israel está passando por uma eleição agora também, que Netanyahu deve perder o posto de primeiro-ministro, então vai gerar outro tipo de celeuma interna. Então, assim, a questão é, ele se autoproclamar está dando uma ideia mais de que ele não aceitou o resultado, é um péssimo perdedor."O docente pondera que a recepção de Flávio nos Estados Unidos e o posicionamento de Trump não significam, automaticamente, o reconhecimento da reivindicação feita na carta. Para ele, a manutenção do resultado brasileiro como referência nas relações internacionais reduz a possibilidade de o senador obter representatividade institucional no exterior."Para a comunidade internacional, provavelmente não vai mudar em quase nada, porque ele vai acabar não conseguindo mandar muita coisa ou ter a representatividade de um presidente eleito. Para os Estados Unidos, que é onde ele está, ele vai criar uma pequena contenda, porque o presidente Trump está dizendo que pode ter indício de fraude, ele pode reconhecer o Bolsonaro, mas, no final das contas, ele sabe que, se ele perdesse a midterm, ele vai sofrer uma pressão interna muito forte, e aí é o tipo de briga que ele não vai querer comprar nesse exato momento, não com o Brasil, mas sim querer projetar o próximo governo."Estratégia depende dos próximos movimentosA carta também se insere em um contexto de tensão entre Flávio e instituições brasileiras. O senador questiona a atuação do Judiciário e afirma ter sido alvo de perseguição política. Além disso, deixou o país após uma determinação judicial relacionada à entrega de seus passaportes, que foram posteriormente cancelados pela Polícia Federal.O professor considera que os próximos passos da articulação política de Flávio e as decisões dos governos estrangeiros serão determinantes para avaliar os efeitos da iniciativa."A meu ver, a tendência é Flávio ficar isolado, continuar o trabalho de Eduardo junto à Casa Branca e torcer para que Trump consiga fazer sucessor."

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Flávio Bolsonaro pode governar o Brasil dos EUA após se declarar presidente eleito?

Flávio Bolsonaro (PL) quer liderar a oposição brasileira dos Estados Unidos após perder a disputa pela Presidência da República para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma carta divulgada nesta quarta-feira, 28, três dias após o segundo turno, o senador chegou a se apresentar como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", mas mudou a expressão em uma nova versão do documento.A declaração levantou uma dúvida: afinal, Flávio pode governar o Brasil mesmo estando fora do país e depois de ser derrotado nas urnas? A resposta é não. Uma carta não muda o resultado de uma eleição, não garante a posse e tampouco dá ao senador poderes para assumir o comando do Executivo.No documento, divulgado pelo jornalista Paulo Figueiredo, Flávio questionou a votação, acusou instituições brasileiras de perseguição política e agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei. O parlamentar também afirmou que pretende continuar sua atuação política em território americano.Flávio Bolsonaro pode se declarar presidente do Brasil?A declaração feita pelo senador não tem efeito sobre a escolha do presidente da República. No Brasil, o cargo depende do resultado eleitoral e do cumprimento das regras previstas na Constituição Federal, e não de uma decisão individual do candidato.O artigo 77 da Constituição estabelece os critérios para a eleição presidencial. Já o artigo 78 determina que o presidente e o vice-presidente eleitos tomem posse perante o Congresso Nacional e assumam o compromisso de cumprir a Constituição, observar as leis e promover o bem geral do povo brasileiro.Na prática, isso significa que Flávio não pode se tornar presidente apenas por afirmar que venceu a disputa. Para assumir o cargo, seria necessário cumprir os procedimentos constitucionais, o que não acontece com a publicação de uma carta. Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito após perder para Lula - Foto: Charles Vieira Por que Flávio mudou a carta?A primeira versão do documento trazia uma declaração direta: "Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil".Posteriormente, o senador divulgou uma nova versão e substituiu a expressão por "líder do Brasil". Apesar da alteração, manteve o discurso de contestação ao resultado eleitoral e a promessa de organizar a oposição a partir dos Estados Unidos.Na carta, Flávio alegou que houve fraude no segundo turno e questionou decisões relacionadas ao processo de votação. Também acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de promover perseguição política contra ele e sua família.O senador, no entanto, não apresentou no documento provas que comprovem as acusações de fraude eleitoral. As declarações representam a versão defendida por ele e não são suficientes para invalidar o resultado das urnas. Leia Também: CARTA GOLPISTA Trump evita comentar carta de Flávio e questiona eleição no Brasil "LÍDER" Flávio Bolsonaro desiste de se autoproclamar presidente e muda carta POLÍTICA Nota de Flávio Bolsonaro usa brasão antigo do "Brazil" O que Flávio pretende fazer nos Estados Unidos?Ao justificar sua saída do Brasil, Flávio afirmou que levou a família para os Estados Unidos por considerar que estaria mais seguro no país. Ele negou ter fugido e disse que pretende usar sua permanência no exterior para continuar atuando politicamente. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr Flávio Bolsonaro O senador também mencionou lideranças estrangeiras que atuaram fora de seus países em meio a disputas políticas. Entre os nomes citados está Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela em 2019, em um episódio marcado pela disputa de legitimidade em torno do governo venezuelano.A comparação, porém, não muda a situação brasileira. A atuação de Flávio nos Estados Unidos pode ter caráter político, mas não lhe dá autoridade para tomar decisões administrativas, comandar ministérios ou assinar atos como chefe do Executivo federal.Uma carta pode mudar o resultado das urnas?A contestação de uma eleição precisa seguir os mecanismos legais previstos no país. Uma declaração pública, por mais contundente que seja, não substitui a apuração oficial nem anula o resultado eleitoral.A mudança de expressão não altera, contudo, as regras para ocupar a Presidência. Flávio Bolsonaro pode tentar comandar a oposição a partir dos Estados Unidos, mas não pode governar o Brasil por autoproclamação. Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito após perder para Lula - Foto: Charles Vieira

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Flávio Bolsonaro muda versão de carta e deixa de se apresentar como “presidente verdadeiro do Brasil”

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By: Lusa

Flávio Bolsonaro (PL) mudou a versão da carta, e agora se refere como “líder do Brasil”, 20 minutos após publicar nas redes sociais o pronunciamento em que se alto proclamou “verdadeiro presidente do Brasil”.

Às 17h19 minutos, horário de Brasília (21h19, em Lisboa), quebrou o silêncio após deixar o Brasil e chegar esta quarta-feira aos Estados Unidos, e publicou uma carta nas redes sociais em que agradeceu Donald Trump e Javier Milei pelo apoio.

Na sequência, acusou, sem aprovas, que houve fraude nas eleições brasileiras, disse-se vítima de uma perseguição política do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, além de se referir a si próprio, mais de uma vez como “verdadeiro presidente do Brasil”.

Cerca de 20 minutos após a primeira publicação, Flávio Bolsonaro publicou uma nova versão da “Carta à Nação Brasileira”, mas desta vez escreveu que se dirigia a comunidade nacional e internacional “como líder do Brasil”.

A fuga de Flávio Bolsonaro ocorreu um dia depois de ter sido intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz do STF Alexandre de Moraes, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, e de ter sido proibido de deixar o Brasil.

A decisão de Moraes consta de um processo em que Flávio e um amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados por branqueamento de capitais, num suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e uma plataforma de apostas.

O senador da extrema-direita brasileira é ainda alvo de uma investigação do STF por suspeita de branqueamento de capitais no financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023), que se encontra detido por tentativa fracassada de golpe de Estado.

Na segunda-feira, um dia antes de deixar o país, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que garantiu que nunca deixaria o Brasil e que entregaria os passaportes às autoridades policiais.

Na carta divulgada esta quarta-feira, porém, afirmou que decidiu sair do país para proteger a família e rejeitou a descrição de que teria fugido do Brasil.

O senador afirmou ainda que vai liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e prometeu dirigir-se regularmente aos brasileiros nos próximos dias.

“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, escreveu.

Ao contrário do seu candidato a vice na eleição, Alfredo Gaspar, e do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, o filho de Jair Bolsonaro não reconheceu a derrota para Lula da Silva no domingo passado, na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras.

Irmão de Flávio, o senador eleito Carlos Bolsonaro, publicou vídeo nas redes sociais após visitar Jair na prisão domiciliaria em Brasília, e durante conversa de duas horas que tiveram descreveu emocionado que pediu perdão: “Desculpa, pai, a gente falhou”.

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“Filmar o corpo de um colega para o expor”: Fabian Figueiredo pede investigação após vídeo divulgado por André Ventura

O deputado do Bloco de Esquerda pediu ao presidente da Assembleia da República a abertura de um inquérito à captação e divulgação de imagens suas nos corredores do Palácio de São Bento. Na exposição, refere ainda um comentário de um deputado do Chega numa das publicações, que considera constituir uma “apologia da violência” e uma “ameaça direta” à sua integridade física

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“Filmar o corpo de um colega para o expor”: Fabian Figueiredo pede investigação após vídeo divulgado por André Ventura

O deputado do Bloco de Esquerda pediu ao presidente da Assembleia da República a abertura de um inquérito à captação e divulgação de imagens suas nos corredores do Palácio de São Bento. Na exposição, refere ainda um comentário de um deputado do Chega numa das publicações, que considera constituir uma “apologia da violência” e uma “ameaça direta” à sua integridade física

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Trump evita comentar carta de Flávio e questiona eleição no Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclamou “presidente eleito do Brasil” e questionou o processo eleitoral brasileiro. Em declaração a jornalistas nesta quarta-feira, 28, o republicano afirmou que não pretende se envolver no assunto, mas classificou a eleição brasileira como “muito estranha”.“Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha”, disse Trump ao ser questionado sobre o documento divulgado pelo senador.Esta é a segunda vez que o chefe de Estado questiona o resultado das urnas no Brasil. Na segunda-feira, 26, o Trump declarou que a votação "pareceu fraudada" e classificou como "muito estranha" a decisão de estender o horário de votação das 17h para as 19h.O presidente dos Estados Unidos afirmou ainda que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi tratada de forma injusta no Brasil, mas negou ter conversado com Flávio após a eleição. Leia Também: "LÍDER" Flávio Bolsonaro desiste de se autoproclamar presidente e muda carta POLÍTICA Nota de Flávio Bolsonaro usa brasão antigo do "Brazil" ELEIÇÃO CONTESTADA Aliado de Trump comenta carta de Flávio: “É apenas o começo” Nova versão da cartaMinutos após a publicação da carta original, Flávio apagou o texto das redes sociais e divulgou uma nova versão, na qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”. No documento, o senador agradeceu a Trump e ao “maravilhoso povo americano” por acolhê-lo nos Estados Unidos.Segundo o relato, Flávio chegou ao país nesta quarta-feira, após deixar o Brasil pela Argentina durante a madrugada. No documento de imigração do parlamentar, constaria uma autorização normalmente concedida a imigrantes por razões humanitárias.Democratas criticam acolhimento de FlávioDe acordo com o jornal O Globo, a chegada de Flávio aos Estados Unidos também foi alvo de críticas de parlamentares democratas. Ao longo desta quarta-feira, congressistas usaram as redes sociais para questionar a postura do governo Trump diante das investigações envolvendo Flávio e comparar o caso ao endurecimento das políticas migratórias americanas.O deputado Morgan McGarvey, que representa o Kentucky no Congresso dos EUA, criticou o que considera um tratamento privilegiado ao senador brasileiro.“A administração Trump diz que não quer criminosos entrando em nosso país. A menos que sejam tão corruptos quanto ele”, escreveu na rede social X, antigo Twitter.Já o senador Andy Kim, de Nova Jersey, afirmou que a situação exemplifica, em sua avaliação, o favorecimento de aliados políticos pelo presidente americano.“A ida do senador para o país é mais um exemplo da corrupção de Trump favorecendo aqueles que se curvam a ele”, declarou Kim.

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Fabian Figueiredo faz queixa ao PAR após Ventura publicar imagens suas

O deputado único do BE entregou hoje uma participação ao presidente da Assembleia da República depois de o líder do Chega, André Ventura, ter publicado imagens suas captadas no parlamento sem o seu consentimento.

 

Numa exposição dirigida a José Pedro Aguiar-Branco, o bloquista Fabian Figueiredo faz referência a uma publicação do líder do Chega, André Ventura, nas redes sociais, nas quais é possível ver o deputado do BE a circular pelos corredores da Assembleia da República.

No texto, André Ventura acusa Fabian Figueiredo de estar a fingir uma lesão nas pernas, que terá ocorrido durante a carga policial sobre a manifestação pela habitação, em Lisboa, no passado sábado.

Fabian Figueiredo afirma que estas imagens foram captadas sem o seu conhecimento ou consentimento, desconhecendo "quem as captou, a que horas, com que equipamento, nem a que título".

"São factos que a Assembleia da República tem meios para apurar e o signatário não", argumenta. Na mesma publicação, o deputado do Chega Marcus Vinicius Teixeira Soares dos Santos comentou: "Se levou, levou pouco. Se levasse mais, não andava a rebolar, mas sim a coxear. Vai ficar tudo bem".

Na participação, o deputado do BE apela a José Pedro Aguiar-Branco para que atue em diversos domínios.

Primeiro, pede ao presidente do parlamento para que determine, através da Secretária-Geral e dos serviços de segurança da Assembleia da República, "o apuramento das circunstâncias da captação das imagens", descobrindo "quem as captou, em que dia, hora e local exato, com que equipamento e a que título essa pessoa se encontrava nas instalações", e que ordene "a preservação imediata dos registos do sistema de videovigilância relativos ao local e ao período em causa, para que não sejam eliminados antes do apuramento".

O bloquista quer também que Aguiar-Branco solicite à Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados a abertura de um inquérito e sugere que o tema seja levado à próxima reunião de conferência de líderes parlamentares, de modo a "clarificar e comunicar" a todos os deputados e respetivos assessores "as regras aplicáveis à captação e divulgação de imagens de pessoas no interior das instalações da Assembleia da República, abrangendo expressamente os corredores e as zonas comuns e não apenas os espaços afetos aos grupos parlamentares".

Fabian Figueiredo pede ainda que o presidente do parlamento emita uma "declaração genérica ou recomendação sobre a captação e divulgação, por deputados, de imagens de outros deputados, de funcionários e de visitantes no interior das instalações da Assembleia da República".

Na sustentação da queixa, o deputado considera que se exige ao parlamento pronúncia "sobre se considera tolerável a captação, à revelia do visado, de imagens de um deputado no interior das instalações parlamentares, e a sua divulgação por outro deputado para fins de comunicação política e partidária, com o objetivo evidente de expor a condição física de um outro deputado ao escárnio público".

O bloquista aponta que "os corredores do Palácio de São Bento não são a via pública", mas sim um espaço com "acesso condicionado, onde deputados, funcionários, assessores, jornalistas credenciados e visitantes circulam ao abrigo de regras de acesso e de segurança fixadas pela Assembleia da República".

Fabian Figueiredo defende que esta conduta fere a "liberdade de exercício do mandato", estabelecido no Estatuto dos Deputados, bem como "a reserva e a segurança das instalações parlamentares, que protegem todos os que nelas circulam". "A dignidade da própria instituição, que não pode ser cenário para a produção de conteúdos de propaganda contra os seus membros", sustenta.

Por último, o deputado do BE aponta que não se trata de um registo de um ato público como uma votação ou intervenção, mas sim "filmar o corpo de um colega para o expor".

Além disto, Fabian Figueiredo argumenta que o comentário feito pelo deputado do Chega Marcus Vinicius Teixeira Soares dos Santos constitui uma "flagrante violação dos mais elementares deveres de um deputado" e uma "apologia da violência e uma ameaça direta" à sua integridade física.

"A normalização de um discurso assente na intimidação, protagonizado por um representante eleito contra um seu par, fere frontalmente os princípios democráticos, as regras de urbanidade parlamentar e o mútuo respeito consagrados no Estatuto dos Deputados, configurando uma violação grosseira e inaceitável dos deveres inerentes ao exercício do mandato", lê-se na queixa.

Leia Também: BE critica "OE da casta apalaçada" e compara Governo a elite de Versalhes

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Bloco de Esquerda exige investimento “urgente” na UMinho para travar degradação das instalações em Braga

O Bloco de Esquerda (BE) exige ao Governo e à Reitoria da Universidade do Minho “respostas concretas” para resolver a degradação das instalações da instituição, com particular incidência no campus de Gualtar, em Braga.

O partido apela que se crie um “plano urgente de reabilitação das infraestruturas, financiamento público adequado e medidas que garantam residências universitárias dignas, seguras e economicamente acessíveis”.

“É igualmente fundamental assegurar a acessibilidade de todos os espaços e a transparência quanto às intervenções previstas e aos respetivos prazos”, acrescenta.

O BE lembra que mais de mil estudantes da UMinho denunciaram publicamente a degradação das instalações da instituição, nomeadamente infiltrações, tetos falsos deteriorados, humidade persistente, equipamentos em risco de queda, instalações sanitárias inoperacionais e falhas de acessibilidade, no campus de Braga.

“Uma realidade inaceitável numa instituição pública de ensino superior, que compromete a segurança, o bem-estar e as condições de aprendizagem da comunidade académica”, frisa o BE, que enviou ontem um conjunto de questões ao Governo, por intermédio do deputado Fabian Figueiredo.

Para o BE, a situação torna-se “ainda mais grave perante os aumentos das mensalidades das residências universitárias dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), que, em alguns casos, ultrapassaram os 60%”.

“É inaceitável exigir aos estudantes que paguem mais por alojamentos que não garantem condições dignas. Num contexto de crise habitacional e de dificuldades económicas crescentes, estes aumentos agravam as desigualdades e colocam mais obstáculos ao acesso e à permanência no ensino superior”, refere.

Para o Bloco de Esquerda, esta realidade “não pode ser dissociada do subfinanciamento crónico do ensino superior público, que tem contribuído para o adiamento de obras essenciais de conservação e reabilitação”.

“O Governo não pode continuar a ignorar os problemas estruturais das instituições, nem transferir para os estudantes os custos de uma falta de investimento que compromete os seus direitos (…) Os estudantes não podem continuar a pagar a fatura do subfinanciamento do ensino superior. Garantir condições dignas para estudar e viver não é um luxo: é uma responsabilidade pública e uma condição essencial para um ensino superior verdadeiramente inclusivo e acessível a todos”, conclui.

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Flávio Bolsonaro desiste de se autoproclamar presidente e muda carta

O senador Flávio Bolsonaro (PL) recuou de se autoproclamar o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e publicou uma nova versão da carta nesta quarta-feira, 28. No texto, o ex-presidenciável agora se autointitula como “o líder do Brasil”.O ex-candidato chegou nos Estados Unidos nesta quarta, três dias após a derrota do senador na eleição presidencial de domingo, 25, para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para o cargo. Na versão anterior, Flávio afirmava: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.O novo texto mantém críticas ao processo eleitoral e a autoridades brasileiras, além de agradecimentos ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Leia Também: "LÍDER" Flávio Bolsonaro desiste de se autoproclamar presidente e muda carta POLÍTICA Nota de Flávio Bolsonaro usa brasão antigo do "Brazil" POLÍTICA Kleber Rosa detona Flávio e vê fuga como plano para escapar da Justiça Carta questiona resultado das urnasNo documento, Flávio afirma ter presenciado uma suposta fraude eleitoral no segundo turno e questiona decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele defendeu que a diferença de votos entre os candidatos seria matematicamente impossível e acusa autoridades de favorecerem a candidatura de Lula.As afirmações são apresentadas pelo senador na carta, sem que o texto apresente provas que as sustentem.Flávio também menciona supostos abusos de poder político e econômico durante a campanha e defende a cassação da chapa Lula-Alckmin.Senador agradece a Trump e MileiA carta foi divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura militar João Figueiredo. No documento, Flávio agradece a Milei, a Trump e ao povo norte-americano pelo acolhimento nos Estados Unidos, para onde viajou nesta quarta-feira.“Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”, escreveu.O senador também afirma que deixou o Brasil por temer o avanço de uma perseguição política. Ele cita o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e compara sua situação à de Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela em 2019.Ao final, Flávio afirma que a saída do país representa o início de uma luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil.

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Em carta golpista, Flávio agradece Milei e Trump por apoio para fuga

Logo Agência Brasil

Após fugir do Brasil para os Estados Unidos, o candidato derrotado na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

Em uma primeira versão da carta golpista, o senador se declarava o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o termo foi alterado para "líder do Brasil".

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No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República. No pleito, realizado no último domingo (25), Lula obteve 64 milhões de votos. Já Flávio ficou com pouco mais de 59 milhões de votos. As duas horas de extensão no horário de votação computaram apenas 34.393 votos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estavam aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”, reclamou.

As afirmações de Flávio contrariam a apuração e o reconhecimento do pleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As eleições no Brasil tiveram ainda o reconhecimento da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de líderes de diversos países de diferentes continentes. O PL, partido de Flávio, também reconheceu a vitória de Lula nas urnas. 

Na carta, Flávio criticou ainda a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes pessoal e diplomático. Moraes expediu a ordem judicial de apreensão dos passaportes a pedido da Polícia Federal (PF), que apontou riscos de o senador fugir do país em meio a investigações contra ele sobre casos de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

No comunicado distribuído à imprensa por sua assessoria, Flávio diz ainda que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e que correrá os riscos que os parlamentares eleitos do PL não poderão correr.

"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", diz.

A primeira versão da carta trazia um brasão da República com a palavra "Brazil", escrita com "z", em vez de Brasil, com "s". No lugar de República Federativa do Brasil, o símbolo trazia a denominação “Estados Unidos do Brazil”, nome que deixou de ser usado em março de 1967.

O senador chegou a Miami, nos Estados Unidos, com a mulher e as duas filhas na manhã desta quarta-feira (28), após um dia de incertezas sobre o seu paradeiro. Eles cruzaram a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira (27) por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, cidade que faz fronteira com a argentina Puerto Iguazú. Às 23h30, a família embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. De lá, eles foram para os Estados Unidos. 

Irmão nos EUA

Irmão mais novo de Flávio, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março de 2025. Poucos dias antes do segundo turno, ele chegou a falar em entrevista que Flávio deveria deixar o Brasil, caso perdesse as eleições.

Eduardo foi condenado pelo STF por ter articulado o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, em julho de 2025. O intuito era impedir o julgamento do seu pai, Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado, meses mais tarde, a 27 anos de prisão por golpe de Estado.

Democratas

Na manhã de hoje (28), o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nas redes sociais, o comitê, ligado aos democratas, fez um comparativo entre a atual política migratória estadunidense aplicada a pessoas que fogem de conflitos e o tratamento concedido a Flávio e à família Bolsonaro.

“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, diz o post do comitê no X.

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Nota de Flávio Bolsonaro usa brasão antigo do "Brazil"

A primeira versão da nota atribuída a Flávio Bolsonaro foi distribuída à imprensa com o brasão de armas antigo do país. O símbolo trazia a expressão “Estados Unidos do Brazil”, com a letra “z”, grafia que deixou de ser oficial em 1931. O nome oficial “República Federativa do Brasil” foi adotado em 1967.Após identificarem o problema, aliados do senador encaminharam uma nova versão do documento, desta vez com o brasão oficial atualizado e a denominação correta do país. A correção ocorreu depois que a primeira versão já havia sido compartilhada com jornalistas. Leia Também: POLÍTICA Promotor que fez carreira enfrentando o PCC é cotado para ser ministro de Lula RETORNO DAS BETS? Vitória é convocado pelo STF para audiência que discute volta das Bets POLÍTICA Boulos, Janones e Erika Hilton: PT inicia articulação para filiação de novos nomes No conteúdo da nota, Flávio Bolsonaro se autoproclama “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” e aponta supostas fraudes nas eleições de 2026, mas não apresenta provas para sustentar as alegações. O senador desembarcou em Miami nesta quarta-feira, 28, e também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pelo apoio mencionado no documento.

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Flávio recua em carta golpista e troca ‘presidente’ por ‘líder do Brasil’

Depois de se declarar “presidente eleito” do Brasil após fugir para os Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro recuou e postou versão alterada da carta em sua conta no X. Ele se declara como “líder do Brasil” na segunda versão do documento.

Flávio Bolsonaro modificou carta divulgada após chegada aos Estados Unidos, onde passou a contestar derrota para Lula e criticar decisões do STF | Foto: Ricardo Arduengo

Flávio foi derrotado nas urnas por Lula (PT) no último domingo (25).

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirmava na primeira versão da carta divulgada.

Segundo a carta, o senador anuncia que pretende liderar a oposição brasileira do exterior e volta a dizer, sem provas, que houve fraude na eleição de domingo, além de criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e agradecer ao presidente americano, Donald Trump, por acolher sua família no país.

Flávio desembarcou em Miami nesta quarta após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião privado que fez escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.

A declaração golpista representa uma reviravolta, já que o senador afirmou, na véspera, que desistiria de anular a eleição e que não iria fugir do país.

No domingo, Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,43 milhões de votos. Apesar de tanto a campanha do PT como a do PL ter pedido a prorrogação da votação por duas horas no dia da eleição, o candidato derrotado acabou questionando posteriormente a medida determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, com aval posterior de Kassio Nunes Marques, presidente do TSE e indicado à Suprema Corte por Jair Bolsonaro.

Apenas 34 mil votos —0,03% do total— foram registrados após as 17h deste domingo (25).

No pronunciamento divulgado nesta quarta, Flávio afirma que não pretendia deixar o país, mas que decidiu viajar para escapar do que descreveu como uma perseguição política.

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, disse.

Ele confirmou que está acompanhado da família nos Estados Unidos e agradeceu a Trump e ao governo americano por oferecerem, segundo suas palavras, uma segurança jurídica que não existe mais no Brasil.

“Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança”, afirmou.

O presidente americano disse na noite de terça-feira (27) que aprovaria a entrada do senador nos Estados Unidos, apesar de afirmar que não sabia seu paradeiro. Uma autoridade do Departamento de Estado confirmou à Folha que o governo americano concederia vistos a Flávio e seus familiares.

O candidato derrotado também agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pela “coragem, senso de justiça e legalidade”. O senador passou pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.

Ao contestar novamente o resultado das urnas, Flávio concentrou suas críticas na decisão judicial que permitiu a ampliação do horário de votação no segundo turno. Ele acusou o STF de interferir nas competências do TSE e afirmou que a mudança teria beneficiado Lula, contrariando os dados que apontam para uma diferença mínima na quantidade de votos.

“A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno”, declarou.

O crescimento do número de votos recebidos por um candidato entre dois turnos não configura, porém, nenhuma evidência de fraude eleitoral.

Flávio também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico, além de utilização da máquina pública em favor da reeleição, e afirmou que essas supostas irregularidades justificariam a cassação da chapa Lula-Alckmin. Ele não apresentou provas das acusações no pronunciamento.

O senador dedicou parte do discurso a atacar o Judiciário, que acusou de atuar para silenciar a oposição. Sem citar nominalmente Alexandre de Moraes, fez referências ao magistrado e afirmou que as medidas judiciais adotadas contra ele fazem parte de um suposto plano de perseguição política.

“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada”, afirmou.

Flávio disse acreditar que a apreensão de seus passaportes seria apenas o primeiro passo de uma sequência de medidas que poderia incluir tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e condenação judicial.

A decisão de Moraes determinou a entrega dos documentos em uma investigação que envolve a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. A medida não equivale a uma ordem de prisão.

Ao justificar sua decisão de permanecer fora do Brasil, Flávio estabeleceu paralelos com personalidades históricas e líderes políticos que atuaram no exílio, entre eles Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí e os opositores venezuelanos Juan Guaidó e Edmundo González.

O senador também afirmou que pretende assumir a liderança da oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e fez um apelo direto a parlamentares e governadores aliados, com menção especial ao senador Rogério Marinho (PL-RN), a quem chamou de seu candidato à presidência do Senado.

“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou.

O discurso indica que Flávio pretende manter uma atuação política ativa mesmo fora do território brasileiro, com pronunciamentos regulares e articulação de aliados.

“Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos”, disse.

O senador não detalhou quais seriam as medidas dessa estratégia nem esclareceu se pretende solicitar asilo político aos Estados Unidos. Também não estabeleceu uma previsão de retorno ao Brasil.

No encerramento, afirmou que sua saída do país não representa o fim de sua atuação política.

“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre.”

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“Fatico a prendere Meloni sul serio. Risponde alle proteste con botte e arresti”: così D’Alema su La7

“Fatico a prendere sul serio Meloni. Il capo di un governo che ha le autostrade bloccate dai camionisti, i contadini in rivolta, i ragazzi per strada, anche con atti violenti, è in grado di rispondere soltanto in termini di sicurezza, botte, arresti preventivi, criminalizzazione”. Sono le parole pronunciate a Otto e mezzo (La7) dal presidente della Fondazione Italianieuropei Massimo D’Alema, che stigmatizza duramente la presidente del Consiglio per le sue dichiarazioni contro la gip di Milano Tiziana Landoni, “rea” di non aver convalidato il fermo di Youssef Siher e di averne disposto la liberazione.

Per l’ex presidente del Consiglio la reazione di Meloni è il sintomo di un governo incapace di comprendere le proteste che attraversano il Paese: “Siccome non vuole ammettere il suo fallimento, che è sotto gli occhi di tutti, ci deve essere qualcuno cattivo che organizza queste cose”.

D’Alema sottolinea anche la contraddizione tra l’attacco alla giudice e la riforma costituzionale della giustizia voluta dall’esecutivo: “Meloni ha promosso una riforma costituzionale, su cui c’è un referendum, sulla base del seguente assunto: bisogna separare le carriere, altrimenti i giudici fanno tutto quello che chiedono i pubblici ministeri. Perché i giudici, secondo Meloni, non sono indipendenti dai pubblici ministeri”.

Poi la stoccata: “Adesso che abbiamo una giudice che si dimostra non solo indipendente dal pubblico ministero, ma che gli dà torto, Meloni dovrebbe festeggiare come garantista“. L’ex ministro degli Esteri denuncia quindi la scelta del governo di affrontare le tensioni sociali esclusivamente come un problema di ordine pubblico, individuando di volta in volta presunti responsabili delle mobilitazioni per evitare di confrontarsi con le ragioni della protesta: “Tutto questo è il segno di una caduta della politica, della sua capacità di comprendere il Paese, di una trasformazione della politica in una logica di polizia. È molto preoccupante, per i giudici e per tutti i cittadini”.

L'articolo “Fatico a prendere Meloni sul serio. Risponde alle proteste con botte e arresti”: così D’Alema su La7 proviene da Il Fatto Quotidiano.

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Kleber Rosa detona Flávio e vê fuga como plano para escapar da Justiça

A carta em que Flávio Bolsonaro (PL) se apresenta como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, divulgada nesta quarta-feira, 28, após sua ida aos Estados Unidos, foi criticada pelo deputado estadual eleito e liderança baiana do PSOL, Kleber Rosa. Em entrevista exclusiva ao A TARDE, ele classificou a manifestação como uma tentativa de desmoralizar o país e avaliou que o senador tende a perder espaço político nos próximos meses.Para Kleber, a iniciativa não deve ser tratada como um movimento capaz de produzir efeitos concretos na política brasileira. O parlamentar também apontou um possível isolamento da família Bolsonaro dentro da própria direita, em meio à disputa por quem assumirá a liderança desse campo político."Primeiro, que isso não pode e não deve ser levado a sério. Eu acho que a primeira aspas é essa: é uma grande piada de mau gosto de um criminoso que fugiu para não encarar a Justiça brasileira e que não vai demorar a ser esquecido, que já está isolado, inclusive pela direita, que já começa a pensar como dividir entre eles ou liderar o espólio eleitoral que ele deixa e que a família Bolsonaro deixa. Acho que essa é a primeira aspas que eu queria colocar."Carta após derrota eleitoralCandidato derrotado na eleição presidencial do último domingo, 25, Flávio divulgou o documento depois de desembarcar nos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira. A carta foi publicada pelo jornalista Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo, e traz manifestações dirigidas a lideranças da extrema-direita internacional, entre elas o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente norte-americano, Donald Trump.No texto, o senador contestou o resultado eleitoral e atribuiu a derrota a uma suposta fraude. “Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, afirma.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reeleito após o presidente conquistar 64,2 milhões de votos no segundo turno, quase 4,5 milhões a mais que Flávio. O resultado foi reconhecido pelo Judiciário brasileiro, por organismos internacionais e pelo próprio PL, partido do senador. Leia Também: ELEIÇÃO CONTESTADA Aliado de Trump comenta carta de Flávio: “É apenas o começo” POLÍTICA Promotor que fez carreira enfrentando o PCC é cotado para ser ministro de Lula RETORNO DAS BETS? Vitória é convocado pelo STF para audiência que discute volta das Bets Flávio também responsabilizou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela diferença de votos conquistada por Lula entre o primeiro e o segundo turno. A alegação, porém, não encontra respaldo nos números apresentados pelo TSE: apesar da prorrogação da votação até as 19h, o tribunal registrou apenas 34 mil votos após as 17h.Kleber aponta fuga planejadaNa avaliação de Kleber Rosa, a ida de Flávio aos Estados Unidos não foi uma decisão improvisada. O parlamentar considera que o senador e seu grupo político teriam se preparado para diferentes desfechos eleitorais, incluindo a possibilidade de derrota."Não tenho dúvida. A fuga dele foi uma fuga planejada. Previamente, eles se prepararam para os dois cenários. Depois do primeiro cenário, ele ganhar a eleição e usar o cargo para se proteger de todos os crimes que são imputados a ele. Na segunda opção, ele fugir, assim como o irmão fez. Isso foi algo premeditado, planejado e que está aparecendo."Kleber também levantou a possibilidade de que a movimentação tenha ocorrido sem o aval de integrantes do próprio campo político do senador. Para ele, a carta e a ida aos Estados Unidos representam uma tentativa de enfraquecer a imagem do Brasil, mas não devem garantir sustentação política duradoura a Flávio."Não dá para ter certeza de que ele fez isso, mas está parecendo que ele fez isso à revelia do PL, da direita ali que está no entorno dele. Então, é claramente uma tentativa de desmoralizar o Brasil, de mais uma vez se associar ao bolsonarismo para tentar fragilizar o Brasil, mas, no final das contas, não passa da fuga de um criminoso, de um ladrão que roubou e que agora, logo, logo, vai começar a usufruir daquilo que roubou do Brasil para manter essa vida confortável que ele vai ter nos Estados Unidos."Direita pode buscar alternativa à família BolsonaroAlém de criticar a postura do senador, o dirigente do PSOL avalia que a movimentação abre espaço para uma disputa interna pela liderança da direita. Na análise de Kleber, outros nomes desse campo já estariam se apresentando como alternativas à família Bolsonaro, que, segundo ele, caminha para perder protagonismo."Eu acho que isso, do ponto de vista político, eu não acredito que essa movimentação dele se sustente por muito tempo. Acredito que os setores da direita vão começar a isolar a família Bolsonaro e já começar um movimento de superação da família Bolsonaro. Tem um vídeo do governador de São Paulo, né? O que já se coloca como a liderança da direita, já faz um pronunciamento como se fosse o líder, né, da direita, ou seja, já entendeu que a família Bolsonaro está ficando para o passado e já começa a disputar a liderança desse processo."O parlamentar acredita que a declaração de Flávio não deve resultar em mudanças concretas na disputa política nacional. Na avaliação dele, o senador perderá espaço à medida que outros grupos e lideranças avancem na tentativa de ocupar o lugar deixado pela família Bolsonaro."Então, acredito que, num prazo muito breve, muito curto, o Flávio Bolsonaro vai cair no esquecimento, vai se isolar, sem efeitos concretos para a disputa política brasileira, sem desdobramento na realidade da política brasileira, esse movimento que ele está fazendo. Logo, logo, ele não vai passar de um fugitivo mesmo da Justiça brasileira e nada além disso."

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