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SUS detecta HPV de alto risco em 9 mil amostras com exame inovador

O SUS (Sistema Único de Saúde) identificou mais de 9,9 mil resultados positivos para HPV de alto risco, tipo de infecção associada ao desenvolvimento do câncer de colo de útero. Os dados foram obtidos após a ampliação da oferta do teste molecular DNA-HPV pelo Brasil, voltado à detecção precoce da doença. As informações foram divulgadas, nesta quarta-feira (28), pelo Ministério da Saúde.

Implementado em 2025, a oferta inicial contava com apenas 12 estados e já alcança 26 unidades federativas. Com a expansão da iniciativa, 153 mil coletas já foram realizadas e, apenas em 2026, 93 mil testes foram realizados.

O exame busca o vírus no organismo antes que ele cause lesões e evolua para o câncer, o que permite acompanhar e tratar a paciente mais cedo. O teste também identifica os tipos 16 e 18 do vírus, os de maior risco.

Se o resultado for negativo, a mulher só precisa repetir o teste após cinco anos. Segundo o ministério, o método também reduz o número de amostras insatisfatórias e acelera a liberação dos resultados.

O Papanicolau continua disponível e, de acordo com a pasta, segue sendo uma ferramenta segura enquanto a nova tecnologia é incorporada.

Leia também: Exame para rastrear HPV tem precisão próxima de 100% | CNN Brasil

Como fazer

A coleta é feita por profissionais de saúde nas UBS (Unidades Básicas de Saúde). Os kits são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP/Fiocruz).

A implantação é gradual. Todos os estados, exceto o Espírito Santo, já receberam os materiais e começaram os exames em pelo menos um município.

Para preparar a rede, o ministério fez treinamentos presenciais e online nas 27 unidades da federação. Os gestores capacitados atuam como multiplicadores junto às equipes das UBS.

Leia também: SUS disponibiliza novo teste de HPV que pode antecipar diagnóstico em até 10 anos | CNN Brasil

Vacinação e números da doença

Em 2025, a cobertura vacinal contra o HPV entre crianças e adolescentes de 9 a 14 anos chegou a 87% entre as meninas e 74% entre os meninos, acima da média mundial, segundo o ministério.

O INCA estima cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano no Brasil entre 2026 e 2028. De acordo com o ministério, com diagnóstico oportuno as chances de cura chegam a 100%.

O que é o HPV?

Segundo o Ministério da Saúde, o HPV (papilomavírus humano) é um vírus que afeta a pele e as mucosas, sendo a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo.

Impulsionado pelo vírus, o câncer de colo de útero é um dos tipos mais comuns de câncer ginecológico.

A doença pode não dar sintomas no início, mas quando evoluí para casos mais graves os sinais costumam ser:

  • sangramento durante ou após a relação sexual;
  • sangramento entre as menstruações ou após a menopausa;
  • dor durante a relação sexual;
  • corrimento com sangue ou mau cheiro.
  • Em casos mais avançados, podem surgir dor na pelve ou na parte baixa das costas, cansaço intenso, problemas nos rins e inchaço e dor nas pernas.

A vacina é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção.

Como a infecção por HPV pode virar câncer de colo de útero? Entenda

 

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Saúde planeja programa no SUS para tratamento de mulheres na menopausa

O ministro da Saúde Alexandre Padilha disse, nessa terça-feira (27), que pretende criar um programa no SUS (Sistema Único de Saúde) voltado ao tratamento e acesso a medicamentos de mulheres que estão em transição ou que já estão na menopausa. A declaração aconteceu durante sua visitação no FCM (Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas) da Unicamp, em São Paulo.

Segundo Padilha, a medida seria viabilizada por meio da ajuda de pesquisadores do Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti, também da universidade.

“Agora, convidaremos os professores do Caism para discutir um novo programa voltado a cuidar das mulheres na transição da menopausa e na menopausa – medicamentos a serem utilizados, práticas a serem adotadas”, contou.

Alexandre Padilha, ministro da Saúde

Durante sua visita, o ministro conheceu um equipamento usada na realização de exames de densitometria óssea. A estrutura permite avaliar a saúde dos ossos e pode contribuir para acompanhar mulheres no climatério e na menopausa – durante esta fase da vida, a mulher tem o risco de fraturar os ossos ou de conviver com osteoporose, em decorrência da queda do estrogênio que leva a redução na formação óssea.

De acordo com o ministro, a possibilidade da tecnologia e do programa faz parte de uma proposta de reorganização do SUS que deve ser implementada ao longo dos próximos quatro anos.

Tecnologias na Unicamp

Segundo Padilha, a escola dos pesquisadores do Caism se baseia nas recentes contribuições voltado aos diversos programas do SUS. Desde 2023, o Ministério da Saúde tem destinado recursos para fortalecer a assistência hospitalar e oncológico no complexo de saúde da Unicamp.

“O Caism foi sempre uma referência nacional e ajudou o SUS (Sistema Único de Saúde) a organizar o cuidado materno-infantil”, disse o ministro. “Ajudou também em duas novas tecnologias do SUS deste governo. Primeiro, a nova técnica do Papanicolaou para coleta e identificação do vírus do HPV nas mulheres para prevenção do câncer de colo de útero. Aqui no Caism foram organizados os primeiros estudos no Brasil”. explicou.

De acordo com o Ministro, o Caism está ajudando no acompanhamento do uso do Implanon, que agora é gratuito no SUS, além de outras medidas voltadas ao câncer.

“Estamos investindo no cuidado oncológico do SUS, com a instalação de um PET-CT, que agiliza o diagnóstico e é o primeiro equipamento desse tipo em um hospital público na América Latina, além de um novo mamógrafo e de uma sala de quimioterapia, que ampliarão o acesso ao tratamento. O Hospital das Clínicas e o Centro de Atenção Integral também receberam dois novos equipamentos de radioterapia, para mais agilidade e qualidade”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De um desses investimentos originou-se o equipamento SPECT/CT, instalado na área de Medicina Nuclear do hospital, que permite identificar tumores e metástases com maior precisão, até quatro vezes mais rápido que os convencionais. A rapidez nos exames, por sua vez, permite aumentar a capacidade diária de atendimento e reduzir o tempo de espera dos pacientes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha conheceu uma tecnologia inédita na rede pública da América Latina para o diagnóstico do câncer • Reprodução/MS

“É um grande ganho. Porque você tem uma detecção mais precisa. Como o exame é mais rápido, aquilo que demorava 2 horas cai para 20 minutos. Você consegue fazer de 4 a 5 pacientes a mais e, com isso, reduz o tempo de espera na fila”, afirmou Padilha.

É o primeiro equipamento dessa categoria instalado em um hospital público na América Latina.

Menopausa: entenda o que é e como o climatério afeta mulheres

 

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The Federal Reserve leaves interest rates unchanged less than a week before the midterms

Wednesday’s Federal Reserve meeting was a bit like a Wes Anderson film: what mattered was not so much the ending as the way the story was told. The outcome came with a spoiler alert. More than 90% of analysts expected no change in interest rates, and they were right. The Fed left rates unchanged at 3.75% to 4%, less than a week before the U.S. midterm elections, which are being shaped by an affordability crisis fueled by persistent inflation.

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© Evelyn Hockstein (REUTERS)

Federal Reserve Chair Kevin Warsh during the latest press conference after the board of governors meeting.
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Fallece el juez federal que supervisaba el juicio de Nicolás Maduro en Estados Unidos

El juez federal Alvin K. Hellerstein, que supervisaba el juicio del exmandatario venezolano Nicolás Maduro en Estados Unidos, falleció el miércoles a los 92 años, según informó The New York Times. No está claro de inmediato quién va a reemplazar a Hellerstein en el caso de alto perfil que está previsto que comience el próximo 14 de junio.

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© Owen Hoffmann (Getty Images)

Alvin Hellerstein en Nueva York, en 2019.
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Calor extremo causa mais de 500 mil mortes por ano em todo o mundo, aponta relatório internacional

Um relatório internacional publicado nesta terça-feira (27) aponta que, em média, o calor esteve associado a 540.800 mortes por ano entre 2016 a 2023, das quais 68,4% (369.940) foram atribuídas às mudanças climáticas influenciadas pelo homem. Os dados demonstram ainda que países com baixo IDH (índice de Desenvolvimento Humano) são os locais com as maiores proporções relacionadas aos óbitos.

O levantamento é da Lancet Countdown, iniciativa internacional que monitora as mudanças climáticas e a saúde mundial, publicado na revista The Lancet. Foram analisados dados desde 2016 em meio a 400 referências de estudos internacionais.

Segundo a análise, os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados dos últimos tempos. Ondas de calor são frequentemente associadas as secas extremas que, por sua vez, representam uma ameaça à insegurança alimentar. Em 2025, as secas afetaram 51,8% da superfície mundial.

Paralelo a isso, também houve um aumento da frequência de dias com chuvas intensas, que afetaram 17,2% por ano da superfície terrestre global entre 2016 e 2025. Os temporais oferecem risco de inundações e deslizamentos de terra.

Os cientistas acreditam que o El Niño, considerado um dos mais devastadores das últimas décadas, influencie e agrave cada vez mais a saúde mundial. O fenômeno começou no segundo semestre de 2026 e deve se estender até o começo de 2027.

“Agora, um El Niño severo ameaça agravar os impactos das mudanças climáticas e desencadear crises humanitárias climáticas sem precedentes no mundo todo. Devido às ameaças crescentes na última década, as mudanças climáticas se tornaram uma emergência global de saúde. Enfrentá-la exige correção urgente de rumo para promover ações coordenadas e baseadas em evidências através das fronteiras, a fim de proteger a saúde e a sobrevivência”, aponta o relatório.

Além das mortes por desidratação e insegurança alimentar, o aumento das temperaturas é favorável para a transmissão de doenças como a dengue, visto que o mosquito aedes aegypti (vetor responsável pelo vírus) se reproduz em ambientes mais quentes e úmidos.

Leia também: Mudanças climáticas impulsionam o avanço da dengue no Brasil, aponta estudo | CNN Brasil

Exposição ao calor influencia na perda financeira

De acordo com os pesquisadores, os impactos sobre a saúde associadas ao calor também provocaram efeitos nas condições econômicas mundiais. Em 2025, a exposição ao calor provocou a perda de 573 bilhões de horas potenciais de trabalho, resultando em perdas estimadas em US$ 1,07 trilhão.

Leia também: Análise: calor extremo ganha escala global e pressiona economia | Blogs | CNN Brasil

Emissões precisam cair 18% até 2030 para evitar agravamento da clise climática

Previsões meteorológicas indicam um aumento da temperatura global que deverá atingir o nível crítico de 1,5 °C em 2030. O número soa preocupante uma vez que o Acordo de Paris — assinado em 2015 e que tem como meta a redução das emissões de gases do efeito estufa — previa a redução da temperatura global, com o objetivo de não ultrapassar os 1,5°C acima do período pré-industrial.

Para tentar evitar esse cenário, a ONU indica que são necessários cortes de 18% nas emissões até 2030 e 45% até 2035, bem como a ampliação contínua da remoção de gás carbônico ao longo do século.

Segundo a organização, o aumento da temperatura global influencia para o desequilíbrio de estações climáticas, bem como o aumento de ondas de calor. Todos esses fatores influenciam em mais poluição, que por sua vez desencadeia em mortes e doenças.

Leia também: Aquecimento global chegou a 1,37°C em 2025 e deve atingir 1,5°C em 2030 | CNN Brasil

O que deve ser feito?

As duas organizações reconhecem que houve um avanço em energias renováveis e políticas climáticas em diversos países. A transição para uma energia mais limpa evitou cerca de 400.000 mortes em 2023 em comparação com 2016, graças à melhoria da qualidade do ar interno.

Mesmo assim, as medidas adotadas pelos países continuam insuficientes para evitar os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população global.

Baseado nos critérios estabelecidos pela ONU, a Lancet apontou seis tópicos que precisam ser analisados e priorizados para evitar impactos catastróficos e que ultrapassem as normas que foram estabelecidas no acordo de Paris.

Veja:

 

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Calor, El Niño e tempestades: veja prognóstico para a primavera de 2026

 

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SP registra quatro casos de hantavirose em 2026; letalidade é de 51%

O estado de São Paulo registrou, até o momento, quatro casos de hantavirose, doença rara causada pela exposição à urina ou fezes de roedores infectados com o hantavírus. Uma morte associada à infecção foi confirmada em 2026.

Segundo o governo de São Paulo, desde 2007 foram registrados 199 ocorrências relacionadas a enfermidade. Destas, 101 evoluíram para o óbito, o que corresponde a uma taxa de letalidade de aproximadamente 51% no estado.

Quando analisado em todo o Brasil, durante este mesmo período (2007-2026), foram confirmados 1.613 casos, com 631 mortes, indicando uma taxa de mortalidade de 39,1%.

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A hantavirose é uma doença infecciosa que pode ser transmitida de animais roedores silvestres para seres humanos. No Brasil, o vírus se manifesta como SCPH (Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus), que pode levar ao comprometimento cardíaco e respiratório, evoluindo rapidamente para quadros graves.

As suspeitas devem ser notificadas imediatamente aos serviços de vigilância epidemiológica, que atuam na investigação dos casos suspeitos, bem como na confirmação da doença.

Surto no navio

Em abril deste ano, a enfermidade ganhou holofote após a confirmação de um surto em um cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde. Neste caso, além da contaminação pelos roedores, a infecção passava de pessoa para pessoa, deixando 3 mortos e dezenas de pessoas sob monitoramento.

Na época, a notícia gerou teorias sobre uma suposta epidemia no Brasil, pois no mesmo período foram confirmados novos casos no Paraná. No entanto, o Ministério da Saúde confirmou que o genótipo circulado no navio não possuía registro no país. Até o momento, foram identificados nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres no Brasil.

Uma característica importante é que os casos humanos registrados no território brasileiro não apresentam transmissão entre pessoas, este é um dos motivos no qual o surgimento de uma nova epidemia foi descartada.

Sinais de alerta

O hantavírus pode provocar duas síndromes principais: a síndrome cardiopulmonar, mais comum nas Américas, e a febre hemorrágica com síndrome renal, predominante na Europa e na Ásia.

Na variante encontrada nas Américas, o vírus compromete os pulmões e o coração. Os pacientes podem apresentar dificuldade respiratória intensa, insuficiência respiratória e falência cardíaca.

Já nas variantes europeia e asiática, além de febre alta, dores no corpo, prostração e mal-estar, há risco de hemorragias e insuficiência renal. Os sangramentos podem ocorrer pelo nariz, olhos, boca e trato digestivo, incluindo episódios de vômito com sangue.

Prevenção

A principal medida de prevenção é evitar o contato com roedores silvestres. Por este motivo, é importante menter ambientes limpos, armazenar comidas em recipientes fechados e fechar aberturas que permitam a entrada de roedores.

O que se sabe sobre a síndrome pulmonar por hantavírus

 

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Lesões no joelho de quem joga tênis: entenda o que cada movimento causa

O tênis é um dos esportes que mais crescem no Brasil, mas cada movimento característico da modalidade pode sobrecarregar o joelho de um jeito diferente.

Neste vídeo, o ortopedista Dr. Pedro Debieux explica quais lesões estão associadas a cada tipo de movimento do jogo, das paradas bruscas aos agachamentos e arranques, e por que identificar a origem exata da dor faz toda diferença no tratamento.

Ele também comenta por que quem começa tarde no esporte, ou vem de outra modalidade, precisa de atenção redobrada ao volume de treino.

Assista à explicação completa e entenda como o cuidado e preparação física são essenciais para a a qualidade de vida e a continuidade no tênis.

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Reciclagem: é verdade que camiões de recolha misturam resíduos dos ecopontos? A SIC Verifica

Portugal produz todos os anos 5,7 milhões de toneladas de resíduos urbanos. Com esta produção, são reforçados os apelos ao que cada um de nós deve fazer: separar o lixo em casa e colocá-lo no ecoponto certo. E quando se diz isto, há sempre quem puxe por uma frase batida: 'Mas vale a pena quando os camiões de recolha misturam os resíduos dos ecopontos?' A SIC Verifica.

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Cientista se torna o 1º brasileiro a ganhar prêmio nos EUA por divulgar ciência e combater fake news nas redes sociais

O cientista Daniel Dahis, doutor em Engenharia Biomédica, tornou-se o primeiro brasileiro a receber o prêmio Wendy Schmidt Awards for Excellence in Science Communication, dos Estados Unidos. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (26).

A premiação é concedida pelas Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA a pesquisadores, jornalistas científicos e comunicadores que desenvolvem trabalhos criativos para divulgar as diversas áreas da ciência ao público geral.

Com mais de 700 mil seguidores, Dahis, que mora nos EUA, atua na linha de frente em combate às fake news sobre ciência. Com frequência, ele publica vídeos em português sobre vacinas, SUS (Sistema Único de Saúde), doenças, saúde e outros temas científicos.

O pesquisador venceu em primeiro lugar a categoria “Research Scientist: Early Career” (cientista pesquisador em início de carreira, em português). A vitória foi concedida com base em três vídeos publicados por ele:

  • “Existe alguma ligação entre as vacinas contra a COVID-19 e o AVC?”
  • “É possível reduzir o risco de câncer em cerca de 44%”- no Instagram
  • “Este bebê entrará para a história” – no Tiktok

Na divulgação do resultado, a academia descreveu os conteúdos de Dahis como uma combinação de “conhecimento científico com uma narrativa digital refinada e acessível ao público”.

Seus vídeos unem recursos visuais impactantes e explicações baseadas em evidências para abordar temas que vão desde vacinas e prevenção do câncer até medicamentos emergentes. Ao combater a desinformação com clareza e credibilidade, Dahis demonstra o potencial das mídias sociais para disseminar informações práticas de saúde pública em uma escala notável.

Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina

Daniel Dahis é cientista e doutor em Engenharia Biomédica. Com passagem por Harvard e atuação em startups de biotecnologia, foi reconhecido pela MIT Technology Review na lista Innovators Under 35 Brasil, em 2024. Suas pesquisas envolvem novas tecnologias para o diagnóstico e tratamento do câncer, dispositivos médicos e monitoramento de pacientes.

Cientista não acreditava que fosse ganhar, mas tentou mesmo assim

Após receber a notícia, Dahis fez um relato aos seguidores nas redes sociais. Ele contou que não estava confiante e achou que não venceria, mas se inscreveu mesmo assim.

“Você tem que se inscrever no prêmio. Você descobre e se inscreve. Eu encontrei essa bolsa três dias antes do prazo final. Tem que mandar uma carta sobre você, seu conteúdo. Quando me inscrevi, achava que não ia ganhar: eu moro nos Estados Unidos, mas falo português. Me inscrevi mesmo assim, com força total. Escrevi a melhor proposta que pude, foram muitos meses de análise, e o resultado saiu agora”, conta.

Segundo ele, o reconhecimento pode inspirar outros cientistas brasileiros a acreditarem em suas propostas.

“O ‘não’ a gente já tem. Temos que tentar. Se eu não tivesse tentado só porque falo português, não receberia essa honraria imensa. O pior que pode acontecer é um ‘não’. Então esse é um aprendizado, pelo menos dessa experiência, que posso passar a vocês neste tempo curto, beleza? Tenta, o ‘não’ tu já tem”, ressalta o pesquisador.

A programação oficial do prêmio acontecerá em Washington, D.C., entre 17 e 20 de novembro de 2026, com uma série de atividades. A semana culminará na cerimônia de premiação, na noite de 20 de novembro, na sede das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina.

Como funciona a premiação

Foram anunciados 24 prêmios, distribuídos em oito categorias: nove para pesquisadores, nove para jornalistas científicos e seis para comunicadores científicos. Em cada categoria, foram concedidos um prêmio principal de US$ 40 mil e dois de US$ 20 mil, totalizando US$ 640 mil. Dahis ficou com o prêmio principal da sua categoria.

“Os vencedores deste ano são notáveis pela amplitude de perspectivas, criatividade e abordagens que trazem para a comunicação científica”, disse a presidente do comitê de seleção, Megan L. Ranney, membro da Academia Nacional de Medicina e reitora da Escola de Saúde Pública de Yale.

As inscrições foram abertas em março de 2026 e ficaram disponíveis até abril. Nessa etapa, os participantes enviaram seus projetos e explicaram a importância deles para a disseminação da ciência. Depois de aceitos, os trabalhos passaram por uma segunda etapa de revisão, de cerca de sete meses. O anúncio dos vencedores ocorreu em 26 de outubro.

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Mais de 3 milhões de adolescentes estão com vacinação da dengue incompleta

Quase 4 milhões de doses da vacina contra a dengue que foram enviadas aos municípios de todo o Brasil continuam sem uso. Enquanto isso, mais de 3 milhões de adolescentes tomaram só a primeira dose e ainda não completaram o esquema vacinal com a segunda etapa do imunizante.

Os números foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, no Rio de Janeiro, na semana passada. Até agora, foram aplicadas mais de 11,8 milhões de doses, sendo 7,6 milhões como primeira e 4,2 milhões como segunda.

Vacinar adolescente, sem eles terem percepção de risco, é muito difícil. No caso da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal para que a pessoa entre na sazonalidade protegida

Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações

A proteção completa contra a dengue só vem com a segunda dose da vacina, que deve ser aplicada três meses depois da primeira.

Vacina está disponível em todo o país

A vacinação começou pelos municípios mais afetados e hoje já acontece em todo o Brasil pelo SUS. O público-alvo são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa em que o risco de desenvolver a forma grave da doença é maior.

A ampliação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, “até um desejo”, segundo o diretor. Mas ela depende de cuidados operacionais, orçamentários e de segurança.

A vacina usada é a Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda. A aplicação da vacina produzida pelo Instituto Butantan continua suspensa desde junho. A decisão do Ministério da Saúde veio depois de três casos de dengue grave após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil vacinados.

Aumento de casos no calor

A necessidade de ampliar a vacinação chega em um momento sensível. O El Niño, considerado um dos mais devastadores das últimas décadas, teve início no segundo semestre de 2026 e deve provocar 44% dias a mais de calor extremo do que seria esperado em um ano normal.

No verão, os casos de dengue costumam subir, pois o clima favorece a ploriferação do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em lugares úmidos e quentes. Por isso, o ideal é se vacinar fora do período de pico da doença, para chegar a esta época do ano já protegido.

 

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Anvisa aprova ampliação do uso do Implanon de três para cinco anos; entenda

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a ampliação do uso do Implanon NXT (Implante Contraceptivo de Etonogestrel), usado na prevenção da gravidez, de três para cinco anos. A medida foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta terça-feira (27).

Com a decisão, uma única inserção proporciona proteção contraceptiva por um período mais prolongado — neste caso, de 5 anos, reduzindo a necessidade de procedimentos adicionais de troca do implante que acontecia a cada triênio.

Segundo a agência, a aprovação da ampliação foi baseada em estudos que demonstraram a eficácia e segurança do contraceptivo durante o quarto e quinto ano de uso. No principal teste apresentado, não foram observadas gestações durante o período estendido de utilização do implante.

A agência também aprovou a possibilidade de inserir o contraceptivo imediatamente após o parto ou aborto, incluindo abortos de primeiro e segundo trimestres.

O implante de etonogestrel é um método amplamente utilizado em diversos países e recentemente teve sua duração de uso ampliada por autoridades regulatórias internacionais, incluindo os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido.

O SUS oferece a inserção do Implanon de forma gratuita. O paciente que deseja inseri-lo pode se dirigir à UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima e conferir a disponibilidade do contraceptivo, que é ofertado de acordo com a demanda de cada município.

Leia também: Saiba o que é Implanon, método contraceptivo usado pela influencer Virgínia | CNN Brasil

Como funciona o procedimento?

A inserção do Implanon é um procedimento simples, rápido e realizado em ambiente ambulatorial. A colocação necessita de anestesia local no braço, não exige corte profundo, nem pontos e causa pouco desconforto. O bastão é inserido logo abaixo da pele com a ajuda de um pequeno aplicador.

Segundo o Ministério da Saúde, o dispositivo inserido no braço libera gradualmente o hormônio etonogestrel, impedindo a ovulação e evitando a gravidez. Incorporado ao SUS em 2025, o método é destinado a adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos, conforme avaliação clínica e disponibilidade na rede de saúde.

Implanon no SUS: entenda benefícios e funcionamento do contraceptivo

 

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Outubro Rosa: confira tudo o que você precisa saber sobre o câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, com cerca de 66,54 casos para cada 100 mil brasileiras. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer de Mama), o país deve registrar 781 mil novos casos até 2028, o equivalente a 5 mil casos a mais por ano em relação ao ciclo anterior.

No entanto, apesar de ser uma doença comum, muitas mulheres não conhecem ou não sabem como ocorrem as formas de tratamento e prevenção contra a doença. A análise do Índice de Conscientização sobre a Saúde das Mamas 2026, feito pelo Instituto Natura e pela Avon, apontou que 44% das brasileiras estão nos níveis baixo ou muito baixos de informação sobre a saúde das mamas.

O tema ganha ainda mais alerta no Outubro Rosa, mês dedicado às campanhas de conscientização sobre o tema e, por isso, a CNN Brasil reuniu às principais dúvidas e respostas sobre o assunto.

Você pode acessar a tabela interativa ou ler os tópicos que aparecem a seguir.

Veja: 

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Perguntas e respostas:

  • O que é o câncer de mama? 

Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama feminino é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, segundo o Inca.

A doença ocorre quando células anormais da mama se multiplicam desordenadamente, formando um tumor que pode invadir outros órgãos.

Existem diferentes tipos de câncer de mama, com características e ritmos de evolução distintos. Alguns se desenvolvem mais rapidamente, enquanto outros progridem de forma mais lenta.

Quando diagnosticada precocemente e tratada de maneira adequada, a doença apresenta melhores perspectivas de tratamento e maiores chances de resultados favoráveis.

  • Qual o público-alvo? 

O público-alvo costuma ser mulheres no geral. No entanto, aquelas acima de 50 anos que tenham histórico familiar ou que já sofreram com outros tipos de câncer costumam ser as com maiores riscos.

Ao contrário do que se pensa, mulheres mais jovens e homens também podem ser atingidos pela doença, porém, geralmente correspondem a menor parcela dos casos.

  • Quais são os principais sintomas?

1. Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;

2. Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual;

4. Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;

5. Descarga papilar sanguinolenta unilateral (secreção com sangue de um único mamilo);

5. Mudança no formato do mamilo e retração na pele da mama;

6. Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos (Ferida ou irritação na pele do bico do seio que parece uma alergia ou micose, mas que não melhora com pomadas comuns);

7. Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral (Caroço que aparece e pode ser sentido em apenas uma das mamas);
Presença de linfadenopatia axilar (Ínguas ou caroços na axila); e

8. Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.

  • Consultas e exames reduzem o risco de desenvolver a doença?

Não. Segundo o Ministério da Saúde, o que reduz o risco deste câncer, assim como da grande maioria, são atividades físicas, peso corporal adequado e alimentação mais saudável. Evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas também é importante para a prevenção da doença.

No entanto, alguns outros fatores, como a genética e a idade avançada, ainda podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de mama. Os exames, neste caso, são vistos como medidas de rastreamento e diagnóstico precoce, que ajudam a aumentar as chances de cura.

  • Quais fatores ou hábitos aumentam o risco?

O aumento da idade, o histórico familiar e o estilo de vida são alguns dos principais fatores para o desenvolvimento da doença. Além disso, alterações hormonais – principalmente relacionadas à menopausa – e a exposição à radiação ionizante e a certos produtos químicos, como agrotóxicos, benzeno, dioxinas e compostos orgânicos voláteis, também contribuem.

  • Quem pode realizar a mamografia?

O exame serve como um rastreamento e pode identificar até tumores em estágio inicial, quando ainda não são palpáveis.

O SUS oferece acesso gratuito e indica a mamografia para mulheres com idade entre 50 e 74 anos, a cada dois anos.

Por outro lado, mulheres com idade entre 40 e 50 anos e acima de 74 anos, sem sinais ou sintomas suspeitos, que desejarem realizar a mamografia de rastreamento por demanda também podem realizar desde que sejam orientadas por profissionais de saúde sobre os possíveis riscos e benefícios dessa prática.

Mulheres mais novas também podem realizar o exame gratuito no SUS, no entanto, mediante a sintomas.

  • Como realizar os exames? 

Para realizar os exames pelo SUS você precisa se dirigir à UBS (Unidade Básica de Saúde) e agendar uma consulta com um médico da família. O médico insere o pedido no sistema de regulação municipal ou estadual e você pode acompanhá-lo pelo aplicativo Meu SUS Digital. Você também pode agendar a mamografia pelo próprio app.

Além disso, durante todo o mês de outubro, instituições oferecem caminhões mamógrafos que oferecem os exames gratuitos. Você pode conferir a iniciativa de cada região aqui.

  • Posso ser tratada pelo SUS? O que a lei me assegura?

Sim. A “Lei dos 30 Dias” garante a realização de exames como a mamografia em até um mês após a suspeita de câncer de mama.

Já a “Lei dos 60 Dias” assegura o início gratuito do tratamento em até dois meses a partir do diagnóstico, mediante solicitação do médico responsável.

  • Como funciona o tratamento? 

O tratamento do câncer de mama pode envolver diferentes abordagens, que variam conforme o tipo de tumor, o estadiamento da doença e as características de cada paciente.

As opções incluem cirurgia, reconstrução mamária, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. 

  1. Cirurgia: Conservadora, quando é possível preservar parte da mama; ou Radical, quando há necessidade de remoção total
  2. Radioterapia: faz parte do tratamento locorregional dos tumores de mama. Suas indicações variam conforme o estágio da doença e o tipo de cirurgia realizada. O objetivo é eliminar possíveis células tumorais remanescentes e reduzir o risco de recidiva.
  3. Quimioterapia: Consiste na aplicação de remédios que podem ser administrados por diferentes vias — venosa, oral ou subcutânea —, de forma isolada ou combinada
  4. Hormonioterapia: também chamada de terapia hormonal ou terapia endócrina, ela é indicada quando o tumor apresenta positividade para os receptores hormonais de estrogênio (RE) e progesterona (RP), identificados pela imunohistoquímica.
  • É possível reconstruir a mama?

Sim. A reconstrução mamária é uma cirurgia plástica que restaura a mama após a retirada do tumor. O procedimento envolve tanto próteses colocadas para reconstruir o volume da mama, quanto a utilização de enxertos de gordura, pele ou músculo do próprio corpo para reconstruir o tecido mamário.

No SUS, o Ministério da Saúde instituiu, desde 2023, a ampliação do acesso à reconstrução mamária em caso de mulheres com diagnóstico de câncer de mama tratadas pelo sistema único.

A medida atinge mulheres com diagnóstico de câncer de mama submetidas à mastectomia total (radical ou simples) prévia ou aquelas com indicação de reconstrução mamária no mesmo ato cirúrgico.

1 em cada 20 mulheres terá câncer de mama ao longo da vida, diz estudo

 

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