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Viagens dos portugueses baixam pela primeira vez em dois anos


Os portugueses viajaram menos no segundo trimestre deste ano, o que já não acontecia há dois anos, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A determinar este travão no crescimento do turismo de residentes esteve a quebra das viagens dentro do território nacional.

Os residentes em Portugal realizaram 5,9 milhões de viagens turísticas no segundo trimestre do ano, o que representa uma descida homóloga de 1,5% e que compara com o aumento de 7% que tinha registado nos primeiros três meses do ano. Trata-se da primeira descida desde o terceiro trimestre de 2024.

A justificar a quebra no trimestre esteve a descida das viagens em território nacional, que baixaram 3,8% (+3,4% no trimestre anterior) e totalizaram 4,8 milhões (81,8% do total).

Já as viagens ao estrangeiro aumentaram 10%, depois de terem disparado 30% no arranque do ano, atingindo 1,1 milhões deslocações (18,2% do total) e atenuando a redução global das deslocações.

“As principais motivações para viajar foram o “lazer, recreio ou férias”, responsável por 2,9 milhões de viagens (49,9% do total, +0,1 p.p. face ao 2ºT 2025), e a “visita a familiares ou amigos”, que motivou cerca de 2,1 milhões de viagens dos residentes (36,2%, -0,3 p.p. face ao 2ºT 2025)”, explica o instituto.

Nas viagens ao estrangeiro, 68,2% do total das viagens foram em lazer, 41,4% foram justificadas por visitas a família ou amigos, enquanto o trabalho esteve na origem de 15,5% das deslocações.

Cerca de 45,2% das viagens incluíram marcação prévia de serviços, no segundo trimestre, uma prática que foi bastante mais frequente nas deslocações ao estrangeiro (94,7%; +2,3 p.p.) do que nas viagens em território nacional (34,1%; sem variação face ao período homólogo). A internet foi utilizada na organização de 32,3% das deslocações (+2,2 p.p.), sendo mais frequente nas deslocações ao estrangeiro (69,9% do total; +4,2 p.p.) do que nas realizadas em território nacional (23,9% do total; +0,7 p.p.).

O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento, concentrando 53% das dormidas (10,1 milhões). Seguiram-se os “hotéis e similares” com 6,4 milhões de dormidas (34% do total).

(Notícia atualizada)

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UBS aumenta lucros para 2,7 mil milhões de dólares e acelera “buyback”


O banco suíço UBS fechou o terceiro trimestre do ano com um resultado líquido de 2,69 mil milhões de dólares, o que representa um aumento de 8% face aos lucros no período homólogo. O banco adiantou ainda que vai acelerar o programa de recompra de ações.

Os lucros saíram em linha com as estimativas dos analistas, sendo que foi a primeira vez em mais de dois anos que a instituição não superou as previsões, segundo adiantaram os analistas do Bank Vontobel, citados pela Reuters.

O banco indicou que já investiu 1,8 mil milhões de dólares na recompra de ações no trimestre e que pretende completar o buyback de três mil milhões até fevereiro, quando inicialmente tinha previsto realizar as compras até meados de 2027.

O banco condicionou o montante e o ritmo dos programas de recompra de ações ao resultado da revisão das regras bancárias suíças, na sequência do colapso do Credit Suisse, em 2023, e da sua aquisição de emergência pelo UBS.

“No geral, um conjunto sólido de resultados, embora as atenções continuem centradas nas possíveis implicações para a atividade decorrentes das novas regras suíças em matéria de capital”, afirmou o Citi.

Em termos de perspetivas, o UBS destaca que o sentimento dos investidores continua moderado, devido à volatilidade macroeconómica, às tensões geopolíticas e à incerteza política.

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Lucro do Santander em Portugal recua 9% com reformas antecipadas e mudança nas agências


O Santander Portugal fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido consolidado 663,8 milhões de euros, uma queda de 8,8% em relação aos 728,2 milhões reportados no período homólogo de 2025.

Segundo adianta o banco em comunicado enviado à CMVM, o resultado foi pressionado por 29,9 milhões de euros de encargos com a transformação da rede de agências e reformas antecipadas. Além deste custo “extra”, o banco detalha que, nos primeiros nove meses de 2025, contabilizou um “ganho” de 27,6 milhões gerado pelo reembolso adicional de solidariedade.

Sem estes dois efeitos, o resultado, que conta com seis meses de Isabel Guerreiro na liderança da instituição, baixou apenas 1% face aos nove meses concluídos em setembro de 2025, para 693,7 milhões de euros.

Isabel Guerreiro assumiu as funções de liderança do Santander Portugal no dia 1 de março, onde já era vice-presidente, na sequência da saída de Pedro Castro e Almeida para o cargo de administrador do risco do grupo espanhol, tornando-se na primeira mulher à frente de um grande banco em Portugal.

“O banco continua a crescer a base de clientes, ativos e digitais, captando a transacionalidade, e materializando a estratégia do Santander de ser cada vez mais o banco principal dos seus clientes”, realça o comunicado de resultados do banco.

O Santander Totta angariou 23 mil novos clientes em 2026, elevando os clientes ativos para 1,97 milhões no final de setembro, enquanto os clientes digitais cresceram 54 mil, no mesmo período, para 1,38 milhões.

A entidade explica ainda que continua a transformação da sua rede comercial, “orientada para ser um banco digital com agências, com a expansão da rede de WorkCafés para 10 espaços”.

No final de setembro, o banco contava com 258 balcões, menos 20 que no final de 2025. Quanto ao número de trabalhadores, o número de colaboradores situava-se nos 4.509, menos 157 que em dezembro. Na apresentação dos resultados semestrais, Isabel Guerreiro considerou tratar-se de um “processo naturalíssimo” a saída de trabalhadores, que está relacionado com reformas quando chegam à idade limite e também de pré-reformas.

Em termos de atividade, a margem financeira — que resulta da diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos — fixou-se em 1.015,7, menos 1,3% que no período homólogo. Já as comissões subiram 4,8% para 382,9 milhões de euros.

No final de setembro de 2026, a carteira de crédito a clientes (bruto) ascendeu a 56,5 mil milhões de euros, mais 8,3%, enquanto os recursos de clientes ascenderam a 51,6 mil milhões de euros (+6,3%), com crescimento diversificado entre depósitos (+6,3%) e recursos fora de balanço (+5,9%).

O rácio de capital CET1 (phase-in) situou-se em 15,3% (+1,3 p.p. face ao período homólogo).

Os resultados em Portugal são conhecidos um dia depois de o Banco Santander ter divulgado que registou um lucro de 12.405 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 20% do que no período homólogo anterior.

(Notícia atualizada)

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Eleições em Israel ainda sem um vencedor claro


Ainda não há um vencedor das eleições em Israel. Com cerca de 85% dos votos contados, o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do Likud, e o antigo general das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, do partido Yashar!, estão praticamente empatados, com o atual primeiro-ministro a surgir ligeiramente à frente. Apesar de estar tudo em aberto, ambos fizeram declarações, durante a madrugada, em que assumiam a liderança das eleições.

Estão contados cerca de 84% dos votos das eleições desta segunda-feira para eleger o novo primeiro-ministro do país, naquele que é o primeiro ato eleitoral desde os ataques do 7 de outubro de 2023 que mataram mais de 1.000 israelitas.

Os resultados parciais — os definitivos poderão só ser conhecidos quinta-feira — atribuíam 49 lugares ao bloco da oposição liderado por Gadi Eisenkot, antigo chefe militar israelita, contra 54 para a coligação de Netanyahu. Os partidos liderados por palestinianos deverão conquistar os restantes 17 lugares, mas várias localidades importantes ainda não tinham comunicado os resultados da contagem.

Tendo em conta os resultados, nenhum dos dois partidos consegue atingir os 61 assentos parlamentares para governar com maioria absoluta. Netanyahu apelou à formação de um Governo de direita, enquanto Eisenkot afirmou que os eleitores tinham rejeitado o histórico líder israelita, embora a contagem preliminar não apontasse para um vencedor claro.

“O Likud é o maior partido de Israel“, disse Netanyahu , sob aplausos dos seus apoiantes, após as projeções dos canais de televisão israelitas apontarem para um cenário e empate técnico. “A maioria judaica e sionista tem de se recompor e unir-se”, afirmou, opondo-se a qualquer “governo com o apoio dos árabes israelitas”.

Por seu lado, Eisenkot afirmou que os eleitores tinham votado contra a permanência de Netanyahu como primeiro-ministro e instou-o a abandonar a política, alertando simultaneamente contra a instrumentalização da segurança de Israel para fins políticos.

“Netanyahu é um primeiro-ministro em funções, sem mandato nem a confiança do povo”, afirmou Eisenkot, apelando às estruturas de segurança para que “se mantenham firmes” contra qualquer tentativa de colocar interesses políticos acima da segurança de Israel.

Entretanto, o presidente norte-americano, Donald Trump, que apoiou o atual primeiro-ministro, disse na sua rede social Truth Social que “quando o Presidente Trump declarou o seu apoio a Bibi Netanyahu, toda a tendência se inverteu e, agora, em vez de uma derrota decisiva para um Grande Primeiro-Ministro, parece que estamos perante um empate renhido, depois de uma recuperação significativa, ou até uma VITÓRIA de Netanyahu”. “Tudo aconteceu DEPOIS do apoio do Presidente Trump, que só quer o melhor para o Médio Oriente, Israel e os Estados Unidos da América”, acrescentou.

A participação final nas eleições legislativas israelitas de segunda-feira atingiu os 77,7%, quase oito pontos acima da registada nas anteriores (2022) e a taxa mais elevada desde 2001, informou a Comissão Eleitoral Central. Nas primeiras eleições legislativas israelitas desde os ataques do movimento islamita Hamas contra o país em 2023, um total de 5.695.682 israelitas deslocaram-se às mesas de voto, encerradas às 22:00 (hora local; 20:00 em Portugal continental), adiantou a mesma fonte.

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“Carência de oferta” e dinamismo imobiliário reforçam peso da construção na economia portuguesa


A “forte carência de oferta” no setor da habitação em Portugal e o dinamismo imobiliário contribuíram para o forte crescimento do peso da construção na economia, conclui um estudo divulgado pela Iberinform esta quarta-feira. A análise revela ainda que o turismo ganhou peso nas vendas ao exterior, colocando Portugal na 18.ª posição mundial nas exportação de serviços de viagens.

As empresas portuguesas fecharam o último ano com a situação financeira mais sólida dos últimos sete anos. “As empresas não financeiras em Portugal, com volume de negócios em 2025, confirmaram a sua tendência de maior criação e acumulação de valor, e de maior geração e acumulação de caixa, com perceção de risco empresa inferior, com crescente autonomia financeira“, conclui o relatório da Iberinform “Panorama Empresarial Português 2026”, que analisou a evolução económica e financeira de 366.900 empresas não financeiras em Portugal, em 2025.

Segundo a Iberinform, “a procura interna aumentou o seu peso em 2024 e 2025, por via do consumo de bens não duradouros e serviços (37,8% da procura total, com 8,5% respeitantes aos produtos alimentares), bens duradouros (para 3,8%) e do fortalecimento do investimento em construção (de 7,7% para 8,1%, com forte carência de oferta de habitação, face ao forte aumento da procura)”.

Em termos de contributo para o valor acrescentado bruto (VAB) de Portugal, o relatório destaca a continuidade do forte crescimento da construção, cujo peso subiu para 5,5% do total, “favorecida pela dinâmica imobiliária (peso de 11,2%) e turística (6,2%)“.

Já as atividades financeiras e de seguros passaram de 4,8% em 2019, para 7% em 2023 e 6,3% em 2024, “favorecidas pelo aumento das taxas de juro, das comissões e dos níveis de serviço aos clientes mais limitados”.

As atividades agrícolas, da floresta, da pesca, industriais, da energia, água e ambiente, mantiveram o seu nível de 18,4% (18,5% em 2024), enquanto os transportes recuperaram o nível de 2019 (5,1%), a informação e comunicação aumentou para 5% (2024 e 2025) e o comércio aumentou ligeiramente, em 2025 (11,9%), depois de contínua diminuição (13,3% em 2019).

“Imenso potencial” no turismo

No que diz respeito à internacionalização e exportações, o inquérito realça que “as quotas de Portugal nas Exportações mundiais de Serviços de Viagens (Turismo), foram reforçadas para a 18.ª posição, passaram de 1,2% em 2016, para 1,8% em 2024, tendo realizado o 5.º maior aumento (49%), o que revela a forte competitividade e atração turística de Portugal, com um imenso potencial, que estava por realizar”.

Apesar da evolução positiva do turismo, a Iberinform conclui que a procura externa (exportações) diminuiu o seu peso para 30,6%, uma percentagem que compara com 31,8% em 2024, 32,6% em 2022, ao nível dos 30,5% em 2019. Em sentido oposto a procura interna subiu 7% para 69,4%.

As exportações de serviços (com saliência para o turismo) mantiveram o seu nível em 11,8% (valor médio nos últimos três anos, 10,1% em 2019). As exportações de bens baixaram para 18,8% (19,9% em 2024), com o saldo externo de bens e serviços a diminuir de 1,3% para 0,6% da oferta/procura, face a 0,4% em 2019.

A taxa de exportação das empresas baixou para 18,4% do volume de negócios em 2025, em comparação com 20% em 2024, enquanto a taxa de importação diminuiu para 23,3%, de 24,4% dos fornecimentos. O contributo direto para o saldo da Balança Comercial foi de 5.375 milhões de euros (1,2% dos negócios com clientes).

As empresas em 2025, manifestaram um Risco Estratégico, Risco Económico, Risco Financeiro e Risco de Tesouraria menores do que os percecionados em 2024, com uma resultante favorável na relação na valor e rendibilidade versus risco, com um nível de resiliência significativo, com ameaças e oportunidades no aumento dos riscos macroeconómicos, de aumento dos preços, estrangulamentos nas cadeias de fornecimentos, aumento das taxas de juro, a poderem ser superados ao longo do corrente ano.

Relatório da Iberinform

O relatório realça ainda que, a par do reforço das exportações, “a internacionalização com participações no exterior (Europa, América, África e Ásia), tem sido uma resposta estratégica fundamental às limitações da procura interna, da disponibilidade de matérias, ou de condições de relação com os mercados, seja por condições de produção, custo, proximidade ou outros fatores estratégicos determinantes”.

No que diz respeito à evolução das vendas, o volume de negócios em 2025 aumentou 7,4% em relação a 2024, acompanhado do aumento da taxa de margem bruta negocial para 50,7%, do grau de valorização para 27,6%, do valor dos empregados médio (para quase 26 mil euros, +4,9%), com manutenção dos níveis de emprego em I&D e de formação, e do investimento em meios estratégicos.

“As empresas em 2025, manifestaram um Risco Estratégico, Risco Económico, Risco Financeiro e Risco de Tesouraria menores do que os percecionados em 2024, com uma resultante favorável na relação valor e rendibilidade versus risco, com um nível de resiliência significativo, com ameaças e oportunidades no aumento dos riscos macroeconómicos, de aumento dos preços, estrangulamentos nas cadeias de fornecimentos, aumento das taxas de juro, a poderem ser superados ao longo do corrente ano”, conclui o relatório.

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Anchoas, atún o encurtidos: cuál es el lugar de la cocina indicado para guardar las latas de conservas y por qué

Anchoas, atún o encurtidos: cuál es el lugar de la cocina indicado para guardar las latas de conservas y por qué

El mejor sitio de la cocina para las latas de conservas es la despensa, lejos del calor

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Tanto si son de anchoas, atún o encurtidos, muchas veces acumulamos las latas de conservas en el mismo lugar de la cocina. Sin embargo, el lugar de almacenaje es más importante ms de lo que parece. Los organismos de seguridad alimentaria y algunos estudios que se han hecho sobre conservas coinciden en lo esencial: las latas cerradas van en un lugar fresco, seco y sin luz directa, y lo más lejos posible de cualquier fuente de calor. Eso significa que la despensa o un armario cumplen esas condiciones, pero no ese cajón junto a los fogones.

Y es que la despensa es una de las zonas fundamentales de la cocina y requiere que sea un lugar fresco, seco y ventilado, además de ordenado y limpio. La Agencia Española de Seguridad Alimentaria y Nutrición (AESAN) lo recoge en una guía didáctica donde indica que los alimentos no perecederos deben guardarse en la despensa, en estantes separados del suelo y evitando la humedad y el calor.

Lejos del fuego y del fregadero

Es necesario guardar los alimentos en un lugar fresco y seco.
Es necesario guardar los alimentos en un lugar fresco y seco.

El Servicio de Inspección y Seguridad de los Alimentos del Departamento de Agricultura de Estados Unidos (USDA) es más concreto con los sitios que hay que evitar, que son encima o al lado de la cocina, debajo del fregadero, en un garaje o un sótano húmedos y en cualquier lugar expuesto a temperaturas extremas, tanto altas como bajas.

El Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria de Argentina (Senasa) apunta en la misma línea. Recomienda guardar los alimentos no perecederos en un lugar fresco, seco, ventilado y sin luz solar. Según este organismo, un ambiente así frena el desarrollo de microorganismos y la llegada de insectos, y aconseja mantener los alimentos entre los 15 y los 18 °C.

El calor, el gran enemigo

¿Qué pasa si la lata se queda cerca de una fuente de calor? Un estudio de la revista Foods en 2022 recuerda que la vida útil recomendada de una conserva comercial es de al menos dos años desde que se procesa, pero que la comida mantiene su seguridad y su valor nutritivo mucho más allá y que, a temperaturas moderadas, de unos 24 °C o menos, su duración es casi indefinida. Ahora bien, advierte de que una lata guardada junto a tuberías calientes, a los fogones o a una caldera, o, incluso, expuesta a luz solar indirecta, puede perder algo de calidad en cuestión de semanas o meses, según la temperatura.

Cualquier fuente de calor o humedad puede afectar a las latas de conservas
Cualquier fuente de calor o humedad puede afectar a las latas de conservas

En el anterior estudio se probó la durabilidad de los alimentos de forma saludable durante dos años de conservas de pollo, paté de cerdo, goulash y atún en lata, y se realizó el estudio basándose en cuatro temperaturas: en el congelador (-18 grados), en la nevera (5), a 25 y a 40. En las latas, los microorganismos quedaron por debajo del límite de detección con cualquier temperatura, y la materia seca, la grasa y las proteínas no cambiaron.

Latas en mal estado, a la basura

El USDA aconseja no comprar latas abultadas, oxidadas, con fugas o muy abolladas, y tirar las hinchadas. Sobre las muy oxidadas, explica que pueden tener agujeros diminutos por los que entran bacterias, por lo que también es necesario descartarlas. En la misma línea, la AESAN recomienda rechazar los alimentos cuyo envases estén abollados, sucios, oxidados o defectuosos.

El USDA, además, avisa de que no todas las conservas son estables a temperatura ambiente, ya que algunos jamones y mariscos enlatados no son seguros fuera de la nevera, por lo que es importante revisar las condiciones de almacenamiento de cada producto que figuran en la etiqueta.

Una vez abierta, a la nevera, pero en otro envase

Una vez abierto el envase se debe pasar el alimento sobrante a otro recipiente y guardarlo en la nevera
Una vez abierto el envase se debe pasar el alimento sobrante a otro recipiente y guardarlo en la nevera

Cuando la lata ya está abierta, es necesario cambiar el lugar de almacenamiento para preservar la calidad de los alimentos. El USDA indica que lo que sobra puede ir a la nevera en la propia lata, pero que para conservar mejor la calidad y el sabor es preferible pasarlo a un recipiente de vidrio o de plástico. La AESAN es más tajante en una guía didáctica que publicó en 2003, ya que desaconseja meter en el frigorífico las latas con restos de producto y recomienda pasarlos a recipientes de plástico o vidrio cubiertos. También advierte de que muchos que no necesitan frío antes de abrirse sí lo precisan una vez abierto el envase.

Investigadores de la Universidad de Oporto, en Portugal, probaron 40 latas de sardinas abiertas y guardadas a 4 °C durante siete días. Las sardinas en salmuera ligera y en aceite vegetal debían consumirse como máximo un día después de abrir la lata para mantener su calidad completa, mientras que las de salsa de tomate se mantuvieron estables hasta tres días. Ninguna se consideró no comestible hasta el séptimo día.

Otro estudio, publicado en la revista Foods en 2022, midió la histamina en atún guardado a 4, 12 y 20 °C durante seis días. Era un ensayo de laboratorio, con atún al que se añadió carne con mucha histamina. Al sexto día, las muestras llegaron a 68,2 miligramos por kilo a 4 °C, frente a 2.721,3 a 12 °C y 1.681 a 20. Sus autores insisten en la higiene y el frío, y señalan que sumergir el atún en aceite frenó la histamina a cuatro grados.

Conviene aclarar que los trabajos sobre pescado en lata que se han realizado se centran en sardinas y atún, por lo que para productos similares la referencia son las pautas generales para conservas.

La respuesta entonces a la pregunta tan recurrente en nuestros hogares es la despensa, o un armario fresco, seco y oscuro, lejos de los fogones, de las tuberías calientes y del sol, y nunca debajo del fregadero. Y ante una lata con aspecto sospechoso, la guía sobre enlatados es clara. No hay que probar la comida que pueda no ser segura.

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Los siete trucos para conservar el caldo de cocido con todo su sabor

Los siete trucos para conservar el caldo de cocido con todo su sabor

Enfriarlo rápido, taparlo bien y recalentarlo en condiciones son algunos de los consejos a tener en cuenta

Ni guacamole ni hummus: cuatro alternativas tradicionales de nuestra gastronomía para resolver cualquier aperitivo

Con el frío, el cocido vuelve a la mesa de muchas casas, y con él la pregunta de siempre: ¿qué se hace con el caldo que sobra y cómo nos aseguramos de conservarlo en las mejores condiciones? Al guardar bien el caldo, podremos disfrutar de todo su sabor y asegurarnos de que no se eche a perder en apenas unos días.

Según la Consejería de Sanidad de la Comunidad de Madrid, la cocción durante la preparación del cocido no elimina todas las esporas de una bacteria llamada Clostridium perfringens, y que, si el plato se enfría despacio y fuera de la nevera, esas esporas germinan y las bacterias se multiplican, por lo que aumenta el riesgo para los consumidores.

De acuerdo con los datos de la Consejería, la mayoría de los afectados por esta bacteria en los últimos años había comido cocido. Los síntomas aparecen unas 10 o 12 horas después de comer: diarrea, malestar y dolor de barriga, que suelen durar entre 12 y 24 horas y afectan más a niños y mayores. Estos son los trucos de los expertos para evitarlo:

1. No dejar la olla enfriándose sobre la encimera

Es importante seguir unas pautas de seguridad alimentaria a la hora de calentar y congelar los alimentos
Es importante seguir unas pautas de seguridad alimentaria a la hora de calentar y congelar los alimentos

Sanidad da tres opciones: tomar el cocido como mucho dos o cuatro horas después de cocinarlo, mantenerlo caliente a 65 °C o más, o enfriarlo rápido para otro día. Si se enfría, tiene que bajar de 60 °C a 10 °C en dos horas y seguir bajando hasta los 4 °C.

2. Repartirlo en recipientes pequeños y poco hondos

Lo mejor será usar táperes herméticos o similares para evitar fugas
Lo mejor será usar táperes herméticos o similares para evitar fugas

Los expertos recomiendan pasar la comida de la olla a otros recipientes, mejor con poca cantidad en cada uno. Los recipientes pequeños y poco profundos enfrían la comida más rápido que los grandes.

La Agencia Española de Seguridad Alimentaria y Nutrición (AESAN) añade que conviene usar bandejas poco profundas y dividir las cantidades grandes en porciones más pequeñas. “Divide las porciones de comida en raciones individuales o en función del número de personas de la casa. Así se facilitará que los alimentos se congelen antes y se reducirá el desperdicio”, recomienda la agencia.

3. Enfriar el caldo en un baño de agua con hielo

Otras autoridades sanitarias también proponen meter una bandeja pequeña dentro de otra más grande, llena a medias de hielo y a medias de agua, y remover el caldo a menudo. Mientras se enfría, lo mejor es dejarlo sin tapa o ligeramente tapado, protegido de la contaminación. También esa consejable apuntar la temperatura y la hora en cada fase para comprobar que el método funciona.

4. Colocarlo bien en la nevera

Una vez frío, la Consejería de Sanidad de la Comunidad de Madrid pide mantenerlo por debajo de 4 °C, ya sea refrigerado o congelado, y poner los recipientes en la parte más fría de la nevera, como el estante de arriba, separados entre sí y sin apilarlos. Es importante tapar las sobras para que conserven la humedad y no cojan olores de otros alimentos, y tomarlas en un plazo de cuatro días.

5. Congelar en raciones, bien cerrado y con etiqueta

La Agencia Española de Seguridad Alimentaria y Nutrición (AESAN) da una lista de pasos sencillos. Primero, congelar a -18 °C o menos. Después, usar envases herméticos o bolsas de congelación con cierre, y dividir el caldo en raciones, según las personas que vayan a comer. Cada envase lleva su etiqueta con el nombre y la fecha.

Las sobras se congelan el mismo día y, antes, se dejan enfriar en la nevera en lugar de meterlas calientes en el congelador. La AESAN recuerda que congelar no destruye los microorganismos, solo detiene su crecimiento. En cuanto al tiempo, el USDA explica que lo congelado se mantiene seguro indefinidamente, aunque para tener la mejor calidad conviene tomarlo entre dos y seis meses después.

6. Descongelar en la nevera y con tiempo

Según la AESAN, lo mejor es sacar el caldo con al menos 12 horas de antelación y dejarlo en la nevera sobre una bandeja que recoja el líquido. Descongelar a temperatura ambiente se debe evitar, porque al subir la temperatura los microorganismos vuelven a multiplicarse. Si hay prisa, el microondas sirve a la potencia más baja, repartiendo la comida y girándola varias veces. Lo que ya se ha descongelado no se vuelve a congelar, salvo que antes se cocine a más de 70 °C durante al menos dos minutos.

7. Recalentar rápido y bien caliente

Los expertos pide un calentamiento rápido, hasta que el centro del plato alcance al menos 65 °C, y tomarlo enseguida. En el microondas, se aconseja tapar la comida, repartirla de forma uniforme, añadir un poco de líquido si hace falta, girarla durante el calentamiento y medir la temperatura en varios puntos.

Y si alguien sospecha una intoxicación alimentaria, lo indispensable es acudir al médico de atención primaria y no tirar la comida de inmediato, por si hay que analizarla.

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Mota-Engil escolhida para dois troços ferroviários de 830 quilómetros no Lobito


A Africa Finance Corporation (AFC), principal promotora do Corredor do Lobito, selecionou dois consórcios integrados pela Mota-Engil para a construção da nova linha ferroviária, com 830 quilómetros de extensão. A construtora portuguesa ganha assim mais dois contratos neste importante corredor, que envolvem a construção dos troços zambiano e angolano.

O consórcio constituído pela Webuild S.p.A., Mota-Engil e IC İçtaş Construction foi selecionado como concorrente preferencial para o troço zambiano, enquanto o consórcio formado pela Mota-Engil e pela Odebrecht Engenharia e Construção foi escolhido para o troço angolano do projeto, informa a AFC no seu site.

“As negociações contratuais terão início em novembro de 2026, com o objetivo de concluir os acordos EPC no prazo de oito a 12 semanas, dependendo de negociações técnicas, comerciais e jurídicas satisfatórias”, detalha a promotora.

Segundo a AFC, o projeto ferroviário Zambia Lobito Railway deverá permitir gerar milhares de milhões de dólares em valor económico, criando novas oportunidades de comércio e industrialização ao longo do corredor que liga a Zâmbia à costa atlântica de Angola.

“A infraestrutura facilitará a transformação e valorização dos minerais estratégicos da região, incluindo cobre e cobalto, bem como dos produtos agrícolas. Ao reduzir os custos logísticos e melhorar o acesso aos mercados mundiais, a linha ferroviária reforçará a integração regional e permitirá às economias africanas transformar os seus recursos localmente”, descreve.

O projeto está a ser desenvolvido pela AFC através da Trans African Rail Company FZCO (TARC), a sociedade holding do projeto, e das sociedades responsáveis pela sua execução: a Zambia Lobito Railway Limited e a Zambia Lobito Railway S.A.

Foi há três anos que foi assinado um memorando de entendimento, que envolveu os governos de Angola e da Zâmbia, a União Europeia, o Governo dos Estados Unidos, o Governo italiano e o Banco Africano de Desenvolvimento, para a realização deste corredor ferroviário estratégico que ligará a Zâmbia à costa atlântica de Angola, através do Porto do Lobito.

O projeto deverá transformar as ligações regionais, reduzir os custos logísticos, facilitar as exportações de minerais e produtos agrícolas e abrir novas oportunidades de industrialização e comércio regional.

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Tiago Veiga e desafio do marketing na AHM: “uma boa estratégia tem de ser capaz de contribuir para a rentabilidade do negócio”

ScreenshotEm entrevista ao TNews, Tiago Veiga, que traz consigo mais de 20 anos de experiência em comunicação e construção de marcas, detalha como assume o desafio de colocar o marketing ao serviço da rentabilidade da AHM, através da criação, posicionamento e valorização das marcas de hospitalidade da empresa, bem como dos novos projetos em desenvolvimento.
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Avaliação bancária das casas continua a abrandar. Metro quadrado atinge 2.278 euros


À semelhança do que tem acontecido nos últimos meses, o valor da avaliação das casas realizada pelos bancos para efeitos de concessão de crédito à habitação voltou a abrandar em setembro. O preço mediano atingiu os 2.278 euros por metro quadrado, o que representa um aumento homólogo de 14,2%, inferior aos 14,7% registados em agosto.

Apesar do abrandamento do crescimento, o valor da avaliação bancária continua a aumentar mês após mês, com o preço por metro quadrado a subir 24 euros em setembro, face ao mês anterior, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O instituto refere ainda que o número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 32,6 mil, o que representa uma descida de 0,2% face ao mês anterior e de 1,2% face ao período homólogo.

Por tipologia, a avaliação bancária dos apartamentos atingiu 2.662 euros por metro quadrado, o que representa um crescimento homólogo de 15,4%. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.525 euros/m2) e no Algarve (3.010 euros/m2), com o Alentejo e o Centro a apresentarem os valores mais baixos (1.739 euros/m2 e 1.748 euros/m2, respetivamente).

O valor mediano dos apartamentos T1 e T2 subiu 32 e 20 euros, para 3.401 euros/m2 e 2.758 euros/m2, respetivamente, tendo a tipologia T3 apresentado um travão, ao baixar sete euros, para 2.266 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 93,3% das avaliações de apartamentos realizadas no período analisado.

Já o valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1.621 euros/m2 em setembro, o que representa um acréscimo de 11,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Tal como nos apartamentos, os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.942 euros/m2) e no Algarve (2.835 euros/m2), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1.172 euros/m2 e 1.284 euros/m2, respetivamente).

O valor mediano das moradias T2 subiu nove euros, para 1.634 euros/m2, o das T3 subiu cinco euros (para 1.581 euros/m2) e o das T4 subiu 12 euros, para 1.647 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 87,6% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Por regiões, a Península de Setúbal (18,4%) registou o maior crescimento, não se tendo observado qualquer redução.

(Notícia atualizada às 11h29)

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Lucro do Abanca Portugal sobe 19,5% para 99 milhões até setembro


O Abanca Portugal fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado antes de impostos de 99 milhões de euros, o que representa um crescimento de 19,5% face ao período homólogo, adiantou a empresa em comunicado divulgado esta terça-feira.

O banco espanhol destaca que “a evolução dos resultados foi acompanhada pela melhoria da eficiência, com os custos operacionais a diminuírem 8,3% em termos homólogos”, num período em que a instituição captou 19 mil novos clientes no país.

O volume de negócio atingiu 21.260 milhões de euros no final de setembro, mais 4,0% face a 30 de setembro de 2025. Já o crédito líquido a clientes aumentou 4,3%, para 9.022 milhões de euros, enquanto os recursos fora de balanço mantiveram um forte dinamismo, com um crescimento de 24,2%, para 3.211 milhões de euros.

A instituição destaca ainda a evolução dos fundos de investimento, que atingiram 2.422 milhões de euros.

No que diz respeito aos indicadores de qualidade do crédito, o rácio de crédito em incumprimento reduziu-se para 2,1%, menos 29 pontos base face a setembro de 2025, enquanto o rácio de cobertura de crédito em incumprimento se situou nos 86,6%.

Imposto corta lucros do grupo até setembro

O banco espanhol fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 579,1 milhões de euros, menos 13,6% do que no mesmo período do ano anterior, devido ao aumento da taxa efetiva de imposto provocado pela menor utilização de créditos fiscais. Sem contabilizar o efeito dos impostos, o lucro teria aumentado 2,4% em termos homólogos, para 764,5 milhões de euros.

A entidade liderada por Juan Carlos Escotet destaca ainda que a rentabilidade ROTE situou-se nos 12,2% e a rentabilidade sobre CET1 nos 14,8%, com uma elevada margem face ao custo do capital.

Desde o início do ano, o banco galego captou mais de 116.000 novos clientes em Espanha e Portugal, a maioria (sete em cada dez) fora do seu mercado de origem. A entrada de novos clientes e a evolução do negócio permitiu à entidade aumentar o volume de negócios em 6,4% para 142.859 milhões de euros.

O banco financiou cerca de 14 mil milhões de euros para famílias e empresas, com crescimentos das novas operações de 8,3% e 5,6%, respetivamente. Os recursos de clientes aumentaram 5,5% no período, com crescimento tanto nos depósitos como nos recursos fora de balanço. A domiciliação de salários cresceu 11,3%.

“A solidez dos seus fundamentos permite ao Banco enfrentar o atual contexto de incerteza a partir de uma base robusta. A combinação de uma ampla solvência (1.900 milhões de euros de reserva de capital), elevada qualidade dos ativos (taxa de incumprimento de 1,8% e cobertura de 88%) e uma confortável posição de liquidez coloca o ABANCA entre as entidades mais sólidas do setor”, adianta o banco em comunicado.

Durante o terceiro trimestre, o banco revela que continuou a avançar na sua transformação tecnológica através de uma adoção intensiva da IA, com uma estratégia digital orientada para o cliente, a cibersegurança e a excelência operacional. “Os 250 casos de utilização de IA implementados para a transformação dos processos permitem uma maior personalização da oferta e uma importante poupança de tempo, que se traduz numa melhor atenção ao cliente”, conclui.

(Notícia atualizada às 10:00)

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Lucros da Porsche aceleram com 911 e reestruturação a mostrar resultados


A Porsche, a fabricante de carros desportivos detida pela gigante alemã Volkswagen, fechou os primeiros nove meses do ano com uma recuperação dos resultados. Uma evolução positiva que reflete os primeiros sinais do plano de corte de custos implementado pelo CEO Michael Leiters para recuperar a empresa.

Os lucros operacionais da empresa atingiram os 1,74 mil milhões de euros até ao final de setembro, um resultado que compara com os 40 milhões reportados no período homólogo, quando a empresa enfrentou um aumento dos custos, em grande medida devido à suspensão da sua estratégia de eletrificação, indicou a empresa.

Estes resultados positivos surgem num momento em que a empresa tem em curso um plano de reestruturação liderado pelo novo CEO, que foi nomeado após a estratégia de eletrificação da fabricante de carros desportivos ter falhado, o que resultou em custos de reestruturação de 2,7 mil milhões de euros.

Segundo a apresentação realizada a investidores, a estratégia de Leiters passa por oferecer mais opções de personalização e modelos exclusivos com margens mais elevadas, o que deverá reduzir a dimensão do grupo, mas aumentar os lucros.

“Estamos a implementar a nossa reorientação estratégica de forma consistente e a um ritmo acelerado. O nosso foco está na atividade principal, numa estrutura de custos competitiva e num aumento sustentável da rentabilidade”, afirmou Leiters. “Com as medidas já implementadas, estamos a criar as condições para posicionar a Porsche, a longo prazo, como uma empresa mais forte, mais focada e mais rentável”, afiançou o líder da empresa.

A sustentar os resultados esteve o aumento de 12% nas vendas do 911, o modelo emblemático da Porsche e um dos que apresenta margens mais elevadas. Foi mesmo o único modelo do portefólio da marca cujas vendas cresceram nos primeiros nove meses do ano.

A rendibilidade operacional das vendas da Porsche recuperou para 6,9% nos primeiros nove meses deste ano, depois de ter caído para um mínimo histórico de 1,1% em 2025. A empresa tem como objetivo uma margem de 5,5% a 7,5% no acumulado do ano.

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Acórdão do Constitucional ameaça travar IMI das barragens e eólicas de 135 câmaras do interior


Um acórdão do Tribunal Constitucional num caso que opõe a Finerge, a gestora do Parque Eólico de Portal da Freita (Amarante) à autarquia considerou que o método de avaliação do valor patrimonial das eólicas ou das barragens viola o texto fundamental. A decisão sumária, que ainda não foi submetida a votação no plenário do TC, poderá ter impacto nos 135 concelhos onde há produção renovável e colocar em causa as 266 ações judiciais a decorrerem, nas quais as câmaras reclamam às empresas que exploram barragens ou torres eólicas o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), avança o Público. Só no Norte está em causa o pagamento de 33,8 milhões de euros de impostos entre 2008 e 2025.

Caso seja aprovado o acórdão relatado pelo conselheiro Afonso Patrão, com data de 24 de Setembro, pode vir a constituir jurisprudência e arrasar a estratégia das câmaras nas disputas judiciais, na qual exigem o pagamento de IMI às barragens e parques nos seus municípios. Para as autarquias, a cobrança de IMI é um “princípio básico de justiça territorial”, diz Ana Rita Dias, presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar e da Secção de Municípios com Energias Renováveis da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Uma interpretação que tem sido contestada pelas empresas da energia, onde se incluem a Iberdrola, a EDP, a Movhera ou a Finerge, que reúne o fundo Igneo Infrastructure Partners e o BNP Paribas Asset Management Alts.

O jornal avança ainda que as câmaras reuniram-se a 19 de Outubro e acordaram uma campanha de sensibilização sobre o que está em causa. Vão solicitar reuniões com os grupos parlamentares, com o Governo e com a Presidência da República. Ao mesmo tempo, preparam uma estratégia de combate ao acórdão, que consideram estar ferido de vários vícios.

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Banco do BCP na Polónia aumenta lucros em 30% até setembro


O Bank Millennium, detido em 50,1% pelo BCP, fechou os primeiros nove meses do ano com lucros de 1.109 milhões de zlótis (259,7 milhões de euros), o que representa um aumento de 30% face aos 855 milhões de zlótis reportados no período homólogo.

O banco realça que “a evolução positiva dos resultados reflete a resiliência da margem financeira após a redução significativa das taxas de mercado, o crescimento das comissões, a manutenção de uma rigorosa disciplina dos custos e a significativa redução dos encargos relacionados com créditos hipotecários denominados em moeda estrangeira, não obstante o aumento significativo da taxa efetiva de imposto”.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a instituição refere ainda que, apesar dos custos associados aos créditos hipotecários em moeda estrangeira, antes de impostos terem 63% nos primeiros nove meses do ano, em termos homólogos, continuam a condicionar os resultados.

A margem financeira caiu 1%, face ao período homólogo, com a taxa de margem financeira (NIM) a baixar de 4,1%, nos primeiros nove meses de 2025, para 3,54%, no final de setembro. Por sua vez, as comissões líquidas aumentaram 9% face ao período homólogo.

O rácio de crédito com imparidade (Stage 3) baixou nos primeiros nove meses do ano, ao fixar-se em 3,6%, abaixo dos 4,2% no mesmo período do ano passado.

O rácio de capital CET1 fixou-se, em setembro de 2026, em 13,7%, o rácio de capital T1 fixou-se em 16,1% e o rácio de capital total em 20,6%, “suportados pela inclusão da emissão de AT1 no montante de 1,5 mil milhões de zlótis realizada em janeiros de 2026 e de uma emissão subordinada (Tier 2) de 500 milhões de euros realizada em maio de 2026 e ainda pela continuação da geração orgânica de capital (inclusão de 65% do resultado líquido do Banco
no 1.º semestre de 2026 nos fundos próprios regulamentares)”, detalha a instituição.

A carteira de crédito aumentou 11% até setembro, com o número de clientes particulares ativos a ultrapassar os 3,39 milhões, após um crescimento de 160 mil face ao período homólogo.

O banco BCP apresenta as contas dos primeiros nove meses esta quarta-feira, dia 28 de outubro, após fecho do mercado.

(Notícia atualizada)

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Bombeiros encontram corpo de mulher levada por correnteza

Logo Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros encontrou nesta segunda-feira (26) o corpo de uma mulher que desapareceu após ter o carro arrastado por uma correnteza no Ribeirão do Pinhal, na zona rural de Pinhalzinho, no interior paulista. Ela estava desaparecida desde a manhã de domingo (25), quando tentou atravessar um trecho alagado em uma ponte.

Agora, o estado de São Paulo soma 26 mortes em decorrência das chuvas neste ano. No domingo, a Defesa Civil já havia confirmado a morte de duas mulheres que haviam sido arrastadas pela correnteza após tentarem atravessar um córrego no bairro Casa Branca, em Jundiaí.

Notícias relacionadas:

As fortes chuvas de domingo provocaram alagamentos, deslizamentos de terra e outros danos em municípios paulistas.

Em Capivari, por exemplo, os alagamentos chegaram a interditar trechos de nove vias. Dez famílias ficaram desalojadas e foram encaminhadas para casas de parentes, enquanto outras três foram acolhidas em abrigo municipal.

Em Guareí, cerca de 50 residências foram atingidas por alagamentos na Rua Alameda Jair Martins Siqueira, deixando cerca de 200 pessoas desalojadas.

Em Rafard, a inundação do Rio Capivari provocou alagamentos em 15 residências nas ruas da Colonização, Felício Vigorito e Doutor Laureano. Duas famílias foram encaminhadas para casas de parentes, enquanto outras 13 foram acolhidas em abrigo municipal.

Em Eldorado, a elevação do nível do Rio Ribeira de Iguape provocou alagamentos em duas residências no bairro Vila Nova Esperança. Os moradores foram abrigados em casas de familiares.

Em Ribeirão Branco, foram registrados deslizamentos de terra, enxurradas e alagamentos. Os moradores foram retirados e encaminhados para casas de familiares. Também houve deslizamento na Rua Quatro, no bairro Saival, onde outras duas residências foram atingidas por alagamentos, sem necessidade de remoção dos moradores.

Em Diadema, o desabamento da escada de uma residência na Rua Caracas levou à interdição preventiva do imóvel, após avaliação técnica identificar risco associado a um talude nos fundos da moradia. Doze pessoas ficaram desalojadas e foram acolhidas por familiares.

Em Torrinha, as chuvas provocaram erosão em estradas rurais e a queda de uma ponte na Rua Santo Ângelo, na área rural.

Para esta segunda-feira, a previsão indica chuva persistente no estado de São Paulo, principalmente nas regiões leste e norte, com possibilidade de volumes elevados. Por isso, a Defesa Civil do estado de São Paulo orienta a população a evitar áreas alagadas e nunca atravessar ruas inundadas ou trechos com correnteza, a pé ou em algum veículo.

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Em São Paulo, três municípios escolhem novos prefeitos

Logo Agência Brasil

Os eleitores das cidades paulistas de Macedônia, Martinópolis e Narandiba foram às urnas ontem (25) não somente para votar no novo presidente da República, mas também para eleger seus novos prefeitos.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), a eleição suplementar nestas três cidades ocorreu junto com a votação do segundo turno para presidente da República, após os eleitos em 2024 terem os mandatos cassados em decisões da Justiça Eleitoral.

Notícias relacionadas:

Na cidade de Macedônia, Edvaldo Fechio (PSD) foi eleito prefeito ao conquistar 1.835 votos, que representam 57,54% dos válidos. O outro candidato, Adilson Luiz Helena (União), da Federação União Progressista (PP/União), recebeu 1.354 votos (42,46%) dos válidos. Brancos e nulos somaram 164.

Em Martinópolis, Humberto Emmanuel Schmidt Oliveira (União) venceu o pleito com 8.247 votos, 59,09% dos válidos. Concorreram também os candidatos Marcos Xavier De Almeida Passos Junior (PSDB), que obteve 4.166 votos, o equivalente a 29,85% dos votos válidos, e Gabriel Valões Santos (MDB), com 1.544 votos (11,06%)

Em Narandiba, a vitória foi do candidato Claudio Jose Damacena (União), que recebeu 2.135 votos (56,9%). O candidato Pedro de Barros (PRD) recebeu 1.617 votos (43,10%). No entanto, como a candidatura de Damacena está anulada sub judice, ainda não há definição de eleitos no município.

De acordo com o TRE, enquanto permanecer essa situação de votos anulados sub judice, Damacena não pode ser proclamado eleito. Nessa situação, devem ser convocadas novas eleições.

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Governo Trump mandou segurar comunicado reconhecendo resultado da eleição após alegações de Flávio Bolsonaro

O governo de Donald Trump resolveu segurar a publicação de comunicado parabenizando a população do Brasil pela eleição presidencial de domingo (25) após o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarar que não reconhecia a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pedir a anulação do pleito. Leia mais (10/26/2026 - 11h39)
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