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Multiplan tem lucro de R$ 383 milhões no 3° trimestre, alta de 73,3%

A Multiplan ​teve lucro líquido de R$ 383 milhões no terceiro trimestre, um salto de 73,3% em relação ⁠ao ​mesmo período de ​2025, segundo balanço ⁠divulgado nesta quinta-feira (29).

A ⁠operadora de shopping ​centers ‌e empreendimentos ⁠imobiliários apurou resultado operacional medido pelo Ebitda de ‌R$ 598 milhões, ⁠valor ‌37,3% acima do obtido na base ⁠anual.

Analistas, ⁠em média, esperavam que a ‌empresa reportasse lucro líquido de R$ 262 milhões e Ebitda de ‌R$ 500 milhões, segundo dados da LSEG.

A empresa ⁠teve receita líquida de R$ 846 milhões, 37% ​acima do faturamento ​de um ano antes.

 

 

 

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Sala VIP no aeroporto: saiba como acessar sendo cliente do Inter Prime

Clientes do Inter Prime podem aproveitar salas VIP em aeroportos brasileiros e internacionais para esperar pelo voo com mais conforto, além de contar com outros benefícios oferecidos pela instituição financeira.

O acesso está disponível por meio da rede Priority Pass, que reúne espaços exclusivos em aeroportos de diferentes países, e dos lounges próprios do Inter.

A seguir, veja como funciona o acesso, quais são as regras e em quais aeroportos do Brasil é possível encontrar esses espaços.

Como acessar uma sala VIP de aeroporto com o cartão Inter Prime?

O acesso às salas VIP é um dos benefícios associados aos relacionamentos Inter Prime e Inter Win. A entrada nos espaços conveniados à rede Priority Pass depende da apresentação do QR Code gerado no aplicativo da instituição financeira, além dos documentos exigidos na recepção.

O procedimento é simples e pode ser realizado antes da chegada ao aeroporto. Confira o passo a passo:

  1. Abra o Super App do Inter
  2. Acesse a área de cartões ou localize a opção “Sala VIP” na tela inicial
  3. Consulte os acessos disponíveis e selecione a opção para gerar o cartão de acesso
  4. Apresente o QR Code na entrada da sala VIP, junto com um documento de identificação com foto e o cartão de embarque

Vale lembrar: apresentar apenas o cartão físico Inter Prime ou Inter Win não garante a entrada gratuita. Para utilizar o benefício sem cobrança, é necessário seguir o procedimento indicado no aplicativo e observar as regras da categoria do cliente.

O acesso às salas VIP com o Inter Prime é gratuito?

O benefício pode ser gratuito, mas a quantidade de acessos depende do relacionamento mantido com o Inter e do tipo de sala escolhida.

Veja como funcionam as principais condições:

  • Inter Prime: seis acessos gratuitos por ano às salas VIP da rede Priority Pass. A franquia pode ser compartilhada entre o titular e os cartões adicionais, conforme as regras do programa
  • Inter Win: acessos gratuitos ilimitados às salas VIP da rede Priority Pass para titular da conta e adicionais
  • Lounges próprios do Inter: clientes Inter Prime e Inter Win têm acesso gratuito e ilimitado aos espaços próprios da instituição financeira
  • Inter One e Inter Digital: clientes podem adquirir acessos às salas próprias do Inter utilizando pontos Loop

Depois de esgotada a franquia gratuita aplicável, os acessos adicionais à rede Priority Pass podem ser cobrados integralmente no cartão do titular. A entrada também pode depender das condições específicas de cada estabelecimento.

Como funciona o acesso para cartões adicionais?

As regras para acompanhantes e cartões adicionais variam de acordo com a categoria do cliente.

No Inter Prime, os seis acessos gratuitos anuais podem ser compartilhados entre o titular e os adicionais. No entanto, os adicionais devem estar acompanhados do titular, conforme as condições informadas pelo banco.

No Inter Win, os cartões adicionais contam com QR Codes individuais, emitidos pelo titular da conta, e podem usufruir do benefício conforme as regras do programa.

Vale destacar que o período anual é contado 12 meses a partir da data da geração do QR Code no App.

Quais aeroportos brasileiros têm salas VIP acessíveis pelo Priority Pass?

A rede Priority Pass reúne salas VIP em diferentes aeroportos brasileiros. Entre os principais estão os de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Recife e Belo Horizonte, além de outros terminais que atendem a voos nacionais e internacionais.

A disponibilidade de cada sala pode mudar, por isso é recomendável consultar a rede antes do embarque.

1. Aeroporto de Brasília (DF)

O Aeroporto Internacional de Brasília, Presidente Juscelino Kubitschek, possui salas VIP destinadas a passageiros de voos domésticos e internacionais.

Entre as comodidades que podem estar disponíveis estão ar-condicionado, Wi-Fi e televisores. A localização exata e as condições de entrada dependem da sala escolhida e do terminal de embarque.

2. Aeroporto de Congonhas (SP)

No Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, uma das opções citadas é o Advantage VIP Lounge, voltado a passageiros de voos domésticos.

O espaço fica no primeiro andar, após o controle de cartão de embarque e antes da área de inspeção por raio X, conforme as informações fornecidas. Entre os serviços divulgados estão ambiente climatizado, Wi-Fi, televisores e Fast Track de cortesia, sujeito às condições do estabelecimento.

3. Aeroporto de Viracopos (SP)

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, conta com opções de salas VIP, entre elas o Ambaar Club e o Lounge Azul.

Os espaços oferecem comodidades que podem incluir Wi-Fi e ambientes climatizados.

4. Aeroporto do Recife (PE)

No Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes — Gilberto Freyre —, as opções mencionadas incluem a Proair Sala VIP e a Sala VIP Lucky Viagens.

Os espaços podem oferecer Wi-Fi, ar-condicionado e televisores, entre outras comodidades.

5. Aeroporto de Guarulhos (SP)

O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos concentra diferentes opções de salas VIP para passageiros de voos nacionais e internacionais.

Como Guarulhos possui vários terminais e áreas de embarque, é importante verificar a localização da sala e se ela está acessível a partir do setor em que o passageiro embarcará.

6. Aeroporto de Belo Horizonte/Confins (MG)

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, também oferece opções de salas VIP por meio de redes parceiras. Além disso, o terminal conta com um Inter Lounge destinado aos clientes Inter Prime e Inter Win.

Antes de entrar, confira se o espaço escolhido faz parte da rede elegível ao benefício e qual modalidade de acesso será utilizada.

Outros aeroportos com salas VIP

Além dos terminais citados, há salas VIP em aeroportos de outras cidades brasileiras, como:

  • Belém (PA)
  • Cuiabá (MT)
  • Curitiba (PR)
  • Florianópolis (SC)
  • Foz do Iguaçu (PR)
  • Londrina (PR)
  • Manaus (AM)
  • Navegantes (SC)
  • Rio de Janeiro (RJ), incluindo os aeroportos do Galeão e Santos Dumont

Para evitar deslocamentos desnecessários, consulte a relação de estabelecimentos elegíveis no aplicativo ou no site do Priority Pass antes de sair para o aeroporto.

Quais são os documentos necessários para entrar na sala VIP?

Para utilizar o benefício associado ao Inter Prime, o passageiro deve estar preparado para apresentar os documentos exigidos na entrada.

Em geral, são necessários:

  • QR Code de acesso: gerado pelo Super App do Inter
  • Documento de identificação com foto: para confirmar a identidade do passageiro
  • Cartão de embarque: para comprovar a viagem

A apresentação do cartão físico, isoladamente, não substitui o QR Code exigido para o acesso gratuito pelo Priority Pass. É importante conferir se há acessos disponíveis e se o estabelecimento escolhido aceita o benefício.

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ISO 9001 em uma construtora: o que a certificação exige

Na Construção Civil, a garantia de que um empreendimento será entregue dentro dos padrões técnicos prometidos apoia-se na implementação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), regido pela norma internacional ISO 9001 (adotada no país como ABNT NBR ISO 9001). A busca pela casa própria exige que o comprador avalie não apenas o projeto arquitetônico ou a localização do imóvel, mas também a eficiência e a confiabilidade dos processos da construtora.

A certificação assegura que as operações ocorrem sob processos padronizados e auditados de forma contínua por organismos independentes. A concessão do selo é realizada por Organismos Certificadores de Produtos (OCP) acreditados pelo Inmetro e pelo International Accreditation Forum (IAF).

A MRV, maior construtora da América Latina, conta com a certificação ISO 9001 desde 2001. O documento tem validade de três anos e está condicionado a auditorias anuais de manutenção/ renovação, que comprovam a execução prática e a evolução das rotinas operacionais.

ISO 9001 e o canteiro de obras

Na construção civil, a aplicação da ISO 9001 evidencia-se no controle rigoroso da execução das etapas construtivas, desde a fase de projeto até o acabamento final. A norma estabelece diretrizes operacionais fundamentais para a rotina do canteiro:

  • Padronização de processos: criação de rotinas e instruções técnicas claras para cada serviço — como alvenaria, concretagem, instalações elétricas e hidráulicas —, o que assegura a qualidade em diferentes unidades.
  • Controle de documentos e versões: organização e atualização de desenhos técnicos, laudos e relatórios de engenharia, a fim de garantir que as equipes em campo trabalhem exclusivamente com as versões vigentes dos projetos.
  • Gestão de não conformidades: a não conformidade é um desvio entre o que foi planejado e o que realmente aconteceu. A empresa deve fazer o mapeamento, o registro e a análise de falhas de execução ou defeitos de insumos antes do avanço da obra, para identificar possíveis causas e evitar a repetição dos problemas.
  • Redução de desperdícios e retrabalhos: acompanhamento de indicadores de desempenho que otimizam o uso de materiais, diminuem custos operacionais e mantêm a conformidade com a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais (ABNT NBR 15575).

Como a gestão de qualidade se reflete no atendimento ao cliente?

O foco no cliente é um dos principais princípios e requisitos da norma ISO 9001. Para uma construtora, isso significa alinhar o produto entregue às expectativas contratadas e criar mecanismos estruturados para lidar com feedbacks e eventuais chamados técnicos.

A existência de um Sistema de Gestão da Qualidade reduz diretamente o volume de reclamações pós-entrega, uma vez que atua na causa dos problemas ainda durante a construção. Quando um vício ou defeito é identificado pelo proprietário, a norma exige que a construtora adote um protocolo previsível e auditável:

  1. Registro e classificação: o chamado é formalizado e categorizado nos canais oficiais da empresa.
  2. Tratamento da não conformidade: as equipes técnicas realizam a vistoria, determinam a origem da falha e executam o reparo necessário.
  3. Análise de causa e ação corretiva: a ocorrência gera um relatório que alimenta o processo de melhoria contínua, com o intuito de ajustar os métodos no canteiro para que a falha não volte a ocorrer em futuros lançamentos.

Dessa forma, o tratamento de reclamações deixa de ser apenas uma ação reativa de pós-venda para consolidar-se como uma ferramenta preventiva de aprimoramento operacional.

PBQP-H Nível A e o financiamento habitacional

No Brasil, a ISO 9001 conecta-se diretamente ao PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat), instrumento do Ministério das Cidades operado pelo SiAC (Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil).

A certificação no Nível A do PBQP-H é a categoria máxima de qualificação técnica do setor, o que atesta que o sistema de gestão da construtora incorpora os requisitos globais da ISO 9001 adaptados às especificidades das obras habitacionais.

Essa certificação em nível máximo é uma exigência de instituições financeiras, como a Caixa Econômica Federal, para a concessão de financiamentos e para o desenvolvimento de empreendimentos vinculados a programas governamentais, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida.

Governança Corporativa e Gestão Integrada na MRV

Pioneira no setor, a MRV tem a certificação ISO 9001 ativa há mais de duas décadas e mantém o nível máximo A do PBQP-H. A companhia atua sob um modelo de Gestão Integrada que vai além da qualidade construtiva, ao combinar certificações internacionais de Gestão Ambiental (ISO 14001) e de Saúde e Segurança Ocupacional (ISO 45001 / OHSAS 18001) para assegurar canteiros sustentáveis e seguros.

A conformidade operacional é reforçada por uma estrutura ampla de auditorias e de governança corporativa:

  • Auditoria independente: as demonstrações contábeis e financeiras da empresa passam por auditorias externas periódicas conduzidas por auditores independentes de grande porte, em estrito cumprimento às exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • Novo Mercado da B3: listada no segmento mais elevado de governança corporativa da Bolsa de Valores brasileira, a companhia atende a critérios rigorosos de transparência, de prestação de contas e de auditoria de controles internos.
  • Monitoramento e auditoria ESG: os processos fabris e construtivos são submetidos a verificações contínuas de indicadores socioambientais e metas de sustentabilidade, de modo a assegurar a responsabilidade em todas as etapas.

Na esfera do relacionamento com o consumidor, o compromisso com a qualidade traduz-se na comunicação e no atendimento. Para garantir que o comprador acompanhe todas as etapas do imóvel — do andamento da obra à solicitação de assistência técnica —, as interações são centralizadas em canais oficiais auditados, como o WhatsApp Oficial do Cliente (31) 99900-9000, o Telefone de Atendimento ao Cliente (31) 4005-1313 e a Plataforma Meu Apê MRV.

Ao integrar métodos industriais, auditorias financeiras, práticas socioambientais e uma gestão de qualidade certificada internacionalmente, a estrutura da construtora converte-se em segurança jurídica, em previsibilidade e na valorização do bem para o proprietário.

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DoorDash concorda em comprar Instacart por US$ 17 bilhões

A DoorDash concordou em comprar a Instacart em um acordo que avalia sua rival de entregas de alimentos em cerca de US$ 17 bilhões, em dinheiro e ações. A conclusão do negócio está prevista para o fim de 2027 ou o início de 2028.

A DoorDash informou nesta quinta-feira (29) que a operação atribui à Instacart o valor de US$ 65 por ação, um prêmio de 11% em relação ao fechamento de quarta-feira, de US$ 58,42, e de aproximadamente 26% sobre o fechamento de US$ 51,68 em 22 de outubro, antes de reportagens publicadas indicarem que a empresa buscava uma venda.

Às 12h24 (de Brasília), as ações da Instacart, cujo nome corporativo é Maplebear, caíam 0,9% em Nova York. No mesmo horário, a DoorDash subia 6,5%. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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BYD avança com exportações, mas lucro e receita ficam abaixo do esperado

O lucro líquido da BYD avançou 28% no terceiro trimestre, impulsionado pelo forte desempenho nas exportações. A maior vendedora de veículos elétricos do mundo acelera a expansão internacional para compensar a desaceleração da demanda na China, seu principal mercado.

A montadora sediada em Shenzhen informou nesta quinta-feira, 29, que o lucro líquido somou 10,02 bilhões de yuans (US$ 1,50 bilhão), acima dos 7,82 bilhões de yuans registrados um ano antes. A receita aumentou 14%, para 221,49 bilhões de yuans.

Apesar do avanço, os números ficaram abaixo das expectativas do mercado. Analistas ouvidos pela Visible Alpha estimavam lucro líquido de 11,10 bilhões de yuans, com receita de 240,83 bilhões de yuans no período.

No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido caiu 4,2%, para 22,34 bilhões de yuans, enquanto a receita ficou praticamente estável em 566,30 bilhões de yuans, informou a empresa.

Os resultados evidenciam os desafios enfrentados pelas montadoras chinesas no maior mercado automotivo do mundo. Com a competição doméstica mais intensa e as vendas perdendo fôlego, a BYD – como outras rivais locais – busca no exterior uma nova frente de crescimento.

As vendas internacionais continuaram a sustentar o desempenho no trimestre, representando mais de 40% do total.

A BYD exportou mais de 550.700 veículos de “nova energia” (categoria que inclui elétricos puros e híbridos plug-in), mais que o dobro do volume de um ano antes. Já as vendas totais cresceram em ritmo bem menor, de 19%, para 1,3 milhão de unidades.

Analistas avaliam que a expansão internacional se tornará ainda mais decisiva se a demanda na China continuar enfraquecendo. O fôlego no exterior, porém, dependerá da capacidade da empresa de contornar barreiras comerciais crescentes e avançar na produção local em mercados estratégicos.

No curto prazo, a BYD parece bem posicionada. A nova fábrica na Hungria deve iniciar a produção em breve, reforçando a base industrial da companhia na Europa em um momento em que a União Europeia busca restringir importações de híbridos produzidos na China.

Na China, há sinais favoráveis: a demanda por modelos com recarga ultrarrápida segue firme, e as entregas podem ganhar tração nos próximos meses com a redução das restrições de oferta de baterias, segundo analistas da Bernstein.

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Mastercard supera expectativas e tem lucro de US$ 4,62 bilhões no 3º tri

A Mastercard registrou lucro de US$ 4,62 bilhões no terceiro trimestre, ou US$ 5,28 por ação, acima dos US$ 3,92 bilhões, ou US$ 4,34 por ação, apurados em igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (29).

Excluindo itens pontuais, o lucro ajustado por ação foi de US$ 5,31, superando a estimativa de analistas consultados pela FactSet, de US$ 5,17.

A receita avançou 14% no período, para US$ 9,8 bilhões, também acima da projeção da FactSet, de US$ 9,6 bilhões.

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Prejuízo da Volkswagen no 3º tri aumenta para mais de US$ 6,5 bi

A Volkswagen aprofundou ainda mais seu prejuízo no terceiro trimestre, ​registrando seu pior resultado em mais ​de uma década, enquanto a segunda maior montadora do mundo enfrenta desafios gigantescos em mercados-chave e inicia uma grande reestruturação.

A maior montadora da Europa registrou um prejuízo operacional de 5,9 bilhões de euros (US$ 6,59 bilhões) durante o trimestre, afetada por itens extraordinários que totalizaram cerca ⁠de 8 bilhões de ​euros, em grande parte relacionados a uma baixa contábil ​no valor de sua participação na subsidiária Porsche.

“Os resultados dos ⁠nove meses deixam uma coisa clara: ⁠não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. ​Precisamos ‌agir com rapidez e determinação”, afirmou o diretor financeiro Arno ⁠Antlitz em uma declaração em vídeo.

A receita de vendas também caiu 6% no terceiro trimestre, para 75,3 bilhões de euros.

As ações caíam 2% após ‌a ⁠divulgação do ‌relatório trimestral.

Os resultados ressaltam a pressão sobre a Volkswagen para reformular seu modelo de negócios diante da concorrência acirrada na China, bilhões ⁠em custos anuais com tarifas e ⁠uma expansão onerosa dos veículos elétricos na Europa, onde os rivais chineses também ‌estão ganhando terreno.

O presidente-executivo Oliver Blume planeja cortar 100 mil empregos em toda a empresa, o que inclui as marcas Audi e Porsche.

Até quatro fábricas na Alemanha correm o risco de ‌fechamento de acordo com seu plano, que tem enfrentado forte oposição dos sindicatos e possíveis greves a partir do início do ⁠próximo ano.

Antlitz afirmou que, mesmo antes dos itens extraordinários, a margem operacional da Volkswagen após nove meses era de apenas 3,8%.

“Isso não ​é suficiente a longo prazo”, acrescentou ele.

No mês passado, a Volkswagen ​sinalizou custos extraordinários de 10 bilhões de euros, ao mesmo tempo em que reduziu drasticamente sua previsão de margem de lucro para 2026 para um máximo de 1%.

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Shell registra maior lucro trimestral desde 2022 e eleva recompra de ações

A Shell divulgou nesta quinta-feira (29) seu maior lucro trimestral desde 2022 e aumentou o programa ​de recompra de ações, depois que os preços ​da energia impulsionados pela guerra e as margens de refino recordes ajudaram a empresa a superar as expectativas.

A gigante do petróleo registrou lucro líquido no terceiro trimestre de US$ 10,81 bilhões, acima da estimativa média dos analistas de US$ 10,33 bilhões e quase o dobro dos US$ 5,43 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

A guerra dos EUA e de Israel contra ⁠o Irã, agora em seu nono ​mês, interrompeu o abastecimento global de energia e ajudou a elevar a ​margem de refino da Shell para um recorde de US$ 42 por barril, em comparação ⁠com US$ 11,6 há um ano e US$ 24 no ⁠trimestre anterior.

A Shell aumentou seu programa trimestral de recompra de ações ​de ‌US$ 3 bilhões para US$ 5 bilhões. Esse é o segundo maior programa de recompra da história ⁠da empresa, atrás apenas do programa de US$ 6 bilhões lançado no segundo trimestre de 2022.

As ações da empresa subiram 2,9% no início do pregão, superando o ganho de 0,7% registrado por um ‌índice ⁠mais amplo de ‌empresas europeias do setor de energia.

O negócio integrado de gás da Shell registrou lucro de US$ 3,04 bilhões, acima das expectativas de US$ 2,93 bilhões, enquanto os lucros da área de upstream, de ⁠US$ 3,19 bilhões, também superaram as previsões de ⁠US$ 3,10 bilhões.

O fluxo de caixa operacional, excluindo o capital de giro, subiu de US$ 12,24 bilhões no ano anterior ‌para US$ 21,7 bilhões e superou as expectativas de US$ 18,18 bilhões.

A produção de petróleo e gás caiu 17% nos primeiros nove meses de 2026 em relação ao ano anterior, principalmente porque o conflito no Oriente Médio reduziu os volumes provenientes do Catar.

Os volumes ‌de liquefação de GNL aumentaram 12%, impulsionados pela expansão da LNG Canada e parcialmente compensados pela interrupção no Catar.

Desde 30 de dezembro de 2022, a Shell proporcionou um ⁠retorno total aos acionistas de 120%, incluindo dividendos reinvestidos, superando os 78% da BP, os 84% da TotalEnergies, os 89% da ExxonMobil e os 51% da Chevron, de acordo com dados da ​Shell.

Os investidores têm acompanhado como as grandes petrolíferas estão utilizando os lucros extraordinários decorrentes do ​conflito e se conseguem resistir à tentação de aumentar os gastos.

O setor se comprometeu a manter a disciplina de capital durante um dos períodos mais lucrativos para os produtores globais de petróleo na história recente.

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Fabricante da Budweiser atinge previsões de lucro, mas custos aumentam

A Anheuser-Busch InBev atendeu às previsões de lucro para o terceiro trimestre nesta quinta-feira (29), mesmo com ​o aumento dos custos prejudicando seus ganhos; a ​maior cervejaria do mundo é a mais recente empresa do setor de bens de consumo a sinalizar crescentes pressões de custos nas últimas semanas.

As empresas de bens de consumo têm intensificado seus alertas sobre os custos à medida que a guerra no Irã e seu impacto na economia global se prolongam, com cervejarias como a AB InBev — a maior do mundo em volume ⁠global — sendo afetadas pelo aumento dos ​custos de energia, diesel, alumínio e outros insumos.

A fabricante da Stella Artois e ​da Budweiser informou que seu lucro operacional orgânico no trimestre cresceu 3,9%, com receitas superando ⁠as expectativas, embora os custos das commodities tenham ⁠compensado o crescimento da receita em alguns países.

A AB InBev destacou o ​aumento ‌dos custos das matérias-primas, distribuição e transporte em mercados-chave como os Estados Unidos, a Europa ⁠e a África do Sul, onde os investimentos em vendas e marketing também corroeram os lucros.

A empresa informou que sua margem operacional recuou 34 pontos-base, para 36,1%, enquanto seu custo de vendas atingiu ‌US$ 7,21 ⁠bilhões — o maior valor ‌desde 2023.

Suas ações, que subiram cerca de 30% neste ano, caíram 2,7% no início do pregão.

A P&G , referência no setor de bens de consumo, afirmou na semana passada que os custos mais ⁠elevados causariam um impacto ainda maior no lucro ⁠anual.

A fabricante de tabaco Philip Morris International também afirmou que os conflitos globais estavam pesando sobre seus lucros. A ‌Coca-Cola também alertou para a aceleração das pressões de custo.

Os preços do diesel dispararam para níveis recordes devido à guerra no Irã, elevando os custos de frete e transporte em todos os setores.

O conflito também encareceu a energia e pressionou o abastecimento de alumínio, cujos preços ‌já estavam elevados para compradores norte-americanos como a AB InBev devido às tarifas do presidente Donald Trump.

A AB InBev informou que também registrou outra queda acentuada de 16,8% nas ⁠vendas na China no trimestre, prejudicando o crescimento geral na maior parte de sua área de atuação e os volumes recordes em 15 mercados.

A empresa ficou atrás dos concorrentes no mercado chinês ​de cerveja, que está em declínio, onde sua expansão geográfica e maior presença em locais como ​boates a deixaram mais exposta às intempéries e à tendência de consumo em casa.

“Os pontos positivos continuaram indo bem e os pontos negativos continuaram enfrentando dificuldades”, disse James Edwardes Jones, analista da RBC Capital Markets, sobre o desempenho da AB ‌InBev.

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Samsung prevê que escassez de chips de inteligência artificial se agrave

A Samsung Electronics registrou nesta quinta-feira (29) um aumento de 15 vezes no lucro trimestral com chips, impulsionado pelo boom da IA, mas suas ações despencaram, já que os investidores reagiram negativamente à falta de novos planos de retorno aos acionistas e a uma perspectiva que ficou aquém da rival SK Hynix.

As expectativas dos acionistas da Samsung estavam em alta, já que a SK Hynix divulgou na quarta-feira resultados melhores do que o esperado e uma perspectiva otimista, ao mesmo tempo em que detalhou planos para devolver cerca de US$ 75 bilhões aos acionistas este ano.

A Samsung informou que seu estoque de HBM para o próximo ano já está esgotado, com os principais clientes solicitando mais desses chips essenciais usados em data centers de IA, e apresentou uma visão mais conservadora do que a SK Hynix sobre quanto tempo a lacuna de oferta duraria.

“Em 2027, o setor (de memória) espera que os gastos de capital com infraestrutura de IA atinjam um nível histórico à medida que o ecossistema de IA se expande”, afirmou a empresa em comunicado.

“O aumento da demanda impulsionada pela IA excederá em muito a oferta do setor em comparação com 2026.”

A Samsung afirmou que o mercado de chips deve permanecer restrito até 2028, observando que levará tempo para construir novas fábricas, apesar de um aumento acentuado nos gastos de capital para sua divisão de chips no próximo ano, após um salto de 62%, para 76,8 trilhões de won, neste ano.

A Samsung registrou lucro operacional de 107,4 trilhões de won (US$80 bilhões) no período de julho a setembro, em linha com sua estimativa e acima dos 12,2 trilhões de won do ano anterior.

Seu lucro operacional com chips saltou para 106,5 trilhões de won, representando quase todo o lucro total do grupo, mas ficou ligeiramente abaixo da estimativa dos analistas de 107,3 trilhões de won, de acordo com a LSEG.

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SIR Investimentos une forças ao BTG Pactual para expandir atuação no Nordeste

A SIR Investimentos, um dos maiores escritórios de assessoria de investimentos do Nordeste, anunciou oficialmente sua integração à rede de parceiros do BTG Pactual. Fundada na Paraíba e com forte atuação em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, a empresa administra atualmente R$ 3,7 bilhões sob custódia, atende a mais de 5 mil clientes ativos e aposta na nova aliança para ampliar a oferta de serviços financeiros, fortalecer a presença regional e atrair profissionais para o setor.

A transição representa um marco na trajetória da SIR, fundada em 2007, em João Pessoa, pelos empresários Sérgio Guedes, Rodrigo Guedes e Igor Zaccara. Com uma equipe de cerca de 50 profissionais, a estrutura conta com cinco unidades físicas distribuídas estrategicamente pelas cidades de João Pessoa (PB), Recife (PE), Caruaru (PE), Natal (RN) e Mossoró (RN).

De acordo com o CEO da empresa, Sérgio Guedes, a decisão de migrar para a plataforma do BTG Pactual foi motivada pela busca por maior autonomia na condução dos negócios e pela oportunidade de diversificar a carteira de produtos disponíveis para a base de investidores. Um dos pilares centrais dessa transição é a robusta estrutura corporativa e bancária do BTG Pactual, que viabilizará a atuação do escritório além da tradicional distribuição de produtos de investimento.

Com o novo portfólio, a SIR projeta atender demandas financeiras mais sofisticadas, oferecendo uma abordagem abrangente para famílias e investidores de alto patrimônio.

"Nosso cliente evoluiu ao longo desses anos e hoje tem necessidades mais sofisticadas. Precisávamos de uma estrutura que acompanhasse essa evolução. Com o BTG Pactual, teremos condições de oferecer um atendimento mais completo e soluções completas aos nossos clientes ", explica Sérgio Guedes.

Além da diversificação das soluções de wealth management e banking, a migração sustenta o plano de expansão regional nos três estados de atuação. A estratégia envolve não apenas o aumento do volume de ativos sob gestão, mas também o investimento contínuo na captação e qualificação de novos talentos para o mercado financeiro local, pilar mantido desde a fundação da casa.

"Queremos continuar ampliando nossa presença no Nordeste, mas sem perder a proximidade que nos trouxe até aqui. Nosso próximo passo também passa por formar novos profissionais e abrir oportunidades para quem deseja construir uma carreira no mercado financeiro", afirma o executivo.

Com o movimento, o BTG Pactual — considerado o maior banco de investimentos da América Latina e referência em plataformas transacionais e agenda ESG — reforça sua capilaridade na região Nordeste, enquanto a SIR se consolida como um hub financeiro completo para seus investidores.

© Luciano Ribeiro/Divulgação

Sérgio Guedes, Rodrigo Guedes e Igor Zaccara, fundadores da SIR Investimentos
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Lucro do britânico Lloyds sobe 46% até setembro para 5.753 milhões de euros

O Lloyds Banking Group alcançou um lucro líquido de 4.835 milhões de libras (cerca de 5.753 milhões de euros) até setembro, um aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2025, divulgou hoje o banco.

O lucro antes de impostos aumentou 42% nos primeiros nove meses do ano, atingindo 6.625 milhões de libras (cerca de 7.883 milhões de euros), indicou o grupo bancário num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres.

As receitas totais situaram-se em 14.819 milhões de libras (cerca de 17.634 milhões de euros), um aumento de 9% em comparação com os mesmos nove meses do ano passado.

O rácio custo/receita situou-se, no período em análise, em 49,3%, contra os 59,7% do ano anterior, e o rácio de qualidade dos ativos situou-se em 0,25%, contra os 0,18% anteriores.

O nível de solvência, medido pelo rácio de capital de máxima qualidade CET1, situou-se, a 30 de setembro, em 13,3%, contra os 13,6% registados a 30 de junho, enquanto o rácio empréstimos/depósitos foi de 99%, contra os 98% registados em junho.

O presidente executivo (CEO) do grupo bancário, Charlie Nunn, afirmou, em comunicado, que a entidade “mantém uma trajetória sólida no desempenho financeiro, com um crescimento contínuo das receitas”.

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Lucro do Société Générale sobe 17% para recorde de 5.400 milhões de euros até setembro

O Société Générale registou um lucro líquido recorde de 5.400 milhões de euros até setembro, um aumento homólogo de 17,3%, impulsionado pelo crescimento das receitas e redução dos custos, informou hoje a instituição bancária francesa.

Entre janeiro e setembro, as receitas do banco aumentaram 4,1% em termos homólogos, atingindo os 21.400 milhões de euros, enquanto os custos diminuíram 3,2%, contribuindo para melhorar o rácio de exploração para 58,8%, abaixo da meta anual de menos de 60%.

O banco obteve ainda uma rentabilidade sobre o capital tangível (ROTE) de 12,3% no período em análise, acima da meta fixada para 2026, de cerca de 11%.

O custo do risco situou-se em 27 pontos básicos durante os primeiros nove meses, dentro do intervalo previsto pelo banco para 2026, entre 25 e 30 pontos básicos.

Apenas no terceiro trimestre, o lucro líquido atingiu um novo recorde de 1.900 milhões de euros, com um ROTE de 13%.

De julho a setembro, as receitas cresceram 7,8% em variação homóloga e os custos aumentaram 0,8%.

No final do terceiro trimestre, o nível de solvência, medido pelo rácio de capital de máxima qualidade CET1, situou-se nos 13,4%, cerca de 320 pontos base acima do requisito regulamentar, indicou o banco francês.

Citado em comunicado, o presidente executivo (CEO) do grupo, Slawomir Krupa, afirmou que “o Société Générale volta a registar resultados trimestrais muito sólidos”, o que demonstra “a capacidade do grupo para combinar crescimento, eficiência operacional, controlo de riscos e geração de capital”.

O CEO referiu ainda que o banco continuará a “executar a estratégia de crescimento rentável” para atingir os objetivos para 2029 e gerar “valor sustentável” para os acionistas, clientes e colaboradores.

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Como fundos de crédito buscam rentabilidade acima do CDI

O CDI é uma das principais referências para acompanhar o desempenho de investimentos de renda fixa no Brasil. Quando um fundo de crédito busca rentabilidade acima desse indicador, geralmente procura oportunidades em títulos de dívida que ofereçam remuneração adicional em relação a essa referência. O retorno maior, porém, não é garantido e envolve riscos que precisam ser considerados pelo investidor.

O indicador está ligado às operações de curtíssimo prazo entre instituições financeiras e serve como referência para diversas aplicações. Nos fundos de crédito, ele pode funcionar como parâmetro de comparação para avaliar se a estratégia entregou o desempenho esperado.

A busca por superar o CDI depende da seleção dos ativos, da análise dos emissores, das condições de mercado e da capacidade da gestão de equilibrar rentabilidade e risco. Por isso, entender a composição da carteira é tão importante quanto observar o resultado apresentado.

O que significa buscar retorno acima do CDI

Buscar retorno acima do CDI significa tentar obter uma rentabilidade superior à variação acumulada do indicador em determinado período. O CDI não é um investimento em si, mas uma taxa de referência usada para comparar o desempenho de diferentes aplicações financeiras.

Na prática, um fundo que tem como objetivo superar o CDI procura gerar ganhos superiores ao benchmark escolhido. Esse resultado pode variar ao longo do tempo e não representa uma promessa de rendimento. É importante diferenciar:

  • 100% do CDI: corresponde à variação acumulada do indicador no período
  • Acima de 100% do CDI: significa que a rentabilidade superou o indicador, quando esse resultado é efetivamente alcançado
  • Meta de superar o CDI: é um objetivo de gestão, não uma garantia de retorno

O CDI é uma referência importante para investimentos de renda fixa. A comparação, entretanto, deve considerar o prazo, os custos, a tributação aplicável e o nível de risco de cada produto. No blog do Inter, você acessa um conteúdo com mais informações sobre o tema. 

Como os fundos de crédito tentam superar o CDI?

Fundos de crédito investem em títulos e outros ativos relacionados a dívidas de empresas ou instituições financeiras, conforme a política de investimento de cada carteira. Ao financiar emissores, o fundo pode receber uma remuneração adicional em relação a referências consideradas menos arriscadas.

Esse ganho potencial é conhecido como prêmio de crédito: uma compensação pelo risco de o emissor não cumprir suas obrigações ou de o ativo perder valor antes do vencimento. A estratégia pode combinar diferentes recursos:

  • Seleção de ativos: identificação de títulos cuja remuneração seja considerada atrativa diante dos riscos envolvidos
  • Análise de crédito: avaliação da situação financeira dos emissores e de sua capacidade de pagar as dívidas
  • Diversificação: distribuição dos investimentos entre empresas, setores e instrumentos para reduzir a concentração de riscos
  • Gestão ativa: acompanhamento da carteira e ajustes conforme mudanças nas condições econômicas e financeiras
  • Avaliação de liquidez: análise da facilidade de negociar os títulos caso seja necessário ajustar a carteira

A gestão profissional é relevante porque o retorno de um título não depende apenas da taxa prometida. A inadimplência, as mudanças nas taxas de juros e a dificuldade de vender ativos podem afetar o valor das cotas e o resultado do fundo.

O Banco Central define um fundo de investimento como uma comunhão de recursos aplicada em ativos financeiros, cujo rendimento varia conforme os resultados dos investimentos que compõem a carteira. As características e os riscos de cada produto devem estar descritos em seus documentos oficiais.

Riscos de investir em fundos de crédito

A possibilidade de obter retorno superior ao CDI está associada a riscos que podem comprometer o desempenho do investimento. O principal é o risco de crédito: a possibilidade de uma empresa ou instituição financeira não pagar os juros ou o valor principal da dívida conforme o combinado. Outros fatores também podem afetar a rentabilidade:

  • Inadimplência: o emissor deixa de cumprir suas obrigações financeiras
  • Risco de mercado: alterações nos juros e na percepção de risco podem reduzir o preço dos títulos
  • Liquidez: determinados ativos podem ser difíceis de vender rapidamente sem aceitar um preço menor
  • Concentração: uma exposição elevada a uma única empresa ou setor aumenta a vulnerabilidade da carteira
  • Custos: taxas de administração, gestão e eventual taxa de performance podem reduzir o retorno líquido

Também é necessário verificar os prazos de resgate. A conversão das cotas e o pagamento ao investidor seguem as condições previstas no regulamento, que podem não permitir acesso imediato ao dinheiro.

Outro cuidado importante: fundos de investimento não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Além disso, rentabilidade passada não garante resultados futuros.

Por isso, um fundo que apresenta retorno elevado em determinado período não é necessariamente a melhor opção. É preciso entender quais riscos foram assumidos para alcançar aquele resultado e se eles são compatíveis com os objetivos do investidor.

Como avaliar um fundo de crédito antes de investir

A comparação entre fundos deve considerar a rentabilidade, mas também a qualidade dos ativos, os custos, a liquidez e a estratégia adotada pela gestão. Antes de investir, vale conferir:

  • Política de investimento: quais ativos o fundo pode adquirir e quais riscos está autorizado a assumir
  • Histórico de rentabilidade: desempenho em diferentes períodos e comparação com o CDI e fundos semelhantes
  • Qualidade da carteira: perfil dos emissores, concentração por empresa e setor e critérios de análise de crédito
  • Liquidez: prazo para solicitar o resgate, conversão das cotas e recebimento dos recursos
  • Taxas e despesas: custos que podem reduzir a rentabilidade líquida
  • Perfil do investidor: compatibilidade do produto com a tolerância a perdas, o horizonte de investimento e a necessidade de acesso ao dinheiro

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recomenda a leitura do regulamento e da lâmina de informações essenciais antes da aplicação. Esses documentos apresentam informações sobre a estratégia, os custos e os riscos do fundo.

Em síntese, fundos de crédito buscam superar o CDI ao selecionar ativos que ofereçam remuneração adicional em relação aos riscos assumidos. A análise dos emissores, a diversificação e a gestão da carteira são fatores importantes nessa estratégia, mas não eliminam a possibilidade de perdas.

FAQ – Perguntas frequentes sobre fundos de crédito e CDI

1. O que é um fundo de crédito?

É um fundo que investe em ativos relacionados a operações de crédito, como títulos de dívida de empresas e outros instrumentos previstos em sua política de investimento. O cotista participa dos resultados e dos riscos da carteira.

2. Por que fundos de crédito buscam retorno acima do CDI?

Porque alguns títulos oferecem remuneração adicional em relação ao indicador, como compensação pelos riscos de crédito, mercado e liquidez. A gestão seleciona oportunidades que considera atrativas diante desses riscos.

3. O que significa render 120% do CDI?

Significa obter, no período considerado, uma rentabilidade equivalente a 1,2 vez a variação acumulada do CDI, conforme as condições do investimento. Não significa receber 120% ao ano.

4. Fundos de crédito sempre rendem mais que o CDI?

Não. Superar o indicador é um objetivo, não uma garantia. Inadimplência, oscilações nos preços dos ativos, custos e condições de mercado podem fazer o fundo render menos que o CDI ou registrar perdas.

5. Quais ativos podem fazer parte de um fundo de crédito?

Dependendo da política de investimento, a carteira pode incluir debêntures, títulos bancários, recebíveis e outros instrumentos de crédito. A composição efetiva deve ser consultada nos documentos do fundo.

6. Fundos de crédito têm garantia do FGC?

Não. As cotas de fundos de investimento não são cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos. O investidor está sujeito aos riscos dos ativos que compõem a carteira.

7. Como comparar dois fundos de crédito?

É recomendável analisar a rentabilidade em diferentes períodos, a qualidade e a concentração da carteira, as taxas, os prazos de resgate e a compatibilidade com o perfil do investidor.

8. Qual é a diferença entre CDI e Selic?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. O CDI está relacionado às operações de curtíssimo prazo entre instituições financeiras. Os indicadores costumam acompanhar movimentos semelhantes, mas têm funções distintas.

9. Como saber se um fundo de crédito é adequado para mim?

Avalie seus objetivos financeiros, o prazo em que pretende manter o investimento, a necessidade de liquidez e a capacidade de suportar oscilações ou perdas. Leia os documentos oficiais do fundo antes de investir.

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Projeto de qualificação profissional transforma realidade de comunidades na Bahia

A educadora infantil Helenilza Dias Lima, moradora de Ilhéus, encontrou nas panelas e nos tachos de açúcar os elementos que faltavam para retomar a própria vida. Após enfrentar um período difícil por causa de um tratamento de saúde, ela relata que o curso de Fabricação de Doces e Compotas, do Projeto Abrindo Caminhos, foi o incentivo necessário para recuperar a autoconfiança e voltar a acreditar no seu potencial. "Agregou novos conhecimentos e proporcionou interação social, qualificação para atuar ou empreender na área”, conta.Helenilza faz parte do grupo de mais de 320 pessoas que, até o fim do ano, passarão pelos 15 cursos ofertados pelo Projeto Abrindo Caminhos. A iniciativa, desenvolvida pela Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), busca promover inclusão socioprodutiva em comunidades situadas nas áreas de influência da rede de dutos da empresa.A história de Helenilza se cruza com a de sua conterrânea, Maria Marta Mendes, que viu na mesma sala de aula uma porta de saída para as dificuldades financeiras e emocionais. “Para nós, donas de casa, mães e esposas, esta oportunidade é um caminho para que a gente tenha a nossa própria renda. Foi uma luz no fim do túnel, uma experiência ímpar para cada uma de nós”, celebra. Ela ressalta que as aulas ajudaram a amenizar questões profundas na comunidade. “Muitas mulheres que estavam com depressão ganharam uma nova visão da vida”, testemunha. Educadora infantil Helenilza Dias Lima, moradora de Ilhéus - Foto: Divulgação Presente em Salvador, Itabuna, Ilhéus, Jequié, Vitória da Conquista, Santo Amaro, Pojuca, Alagoinhas, Catu, Candeias e Simões Filho, o Projeto Abrindo Caminhos integra o Programa Cresce com a Gente, desenvolvido pela Coordenação Socioambiental da Gerência de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Bahiagás. Nas aulas inaugurais, realizadas em Feira de Santana, com o curso de Panificação Básica na comunidade do Aviário, e em Ilhéus, com o de Doces e Compotas, nos bairros do Malhado, Iguape, Salobrinho, Banco da Vitória e Assentamento Frei Vantuy, os alunos também receberam orientações práticas sobre segurança e convivência com o gás natural."Por meio do Abrindo Caminhos, a Bahiagás reforça o compromisso do Governo do Estado com a promoção do desenvolvimento social e a ampliação de oportunidades para a população”, afirma Luiz Gavazza, diretor-presidente da Bahiagás. “Ao investir na qualificação profissional, contribuímos para que mais pessoas tenham inserção no mercado de trabalho e que, vencendo a vulnerabilidade social, criem novas possibilidades para o futuro."SegurançaAlinhado às premissas de conscientização pública quanto ao uso do gás natural, o Projeto Abrindo Caminhos teve suas turmas inaugurais em Feira de Santana e Ilhéus. Nas primeiras aulas, foram abordadas orientações sobre segurança e convivência com o gás natural, uma vez que os participantes estão em área de influência direta de convivência com as redes de gás.Em Feira de Santana, a comunidade do Aviário foi contemplada com o curso de Panificação Básica. Já em Ilhéus, moradores das comunidades do Malhado, Iguape, Salobrinho, Banco da Vitória e do Assentamento Frei Vantuy iniciaram a formação em Fabricação de Doces e Compotas. Na sequência, a mesma formação realizada em Ilhéus aconteceu na Comunidade Quilombola Alto do Tororó, em Simões Filho.O gerente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Bahiagás, José Gallindo, considera que a ação consolida a atuação da empresa na promoção de qualificação profissional dessas comunidades. “O projeto exerce um papel fundamental na inclusão socioprodutiva de pessoas que, antes, não encontravam oportunidades no mercado de trabalho”, afirma. “Em Ilhéus, por exemplo, 40 mulheres foram diplomadas no curso de Fabricação de Doces e Compotas. Muitas delas já estão gerando renda a partir do aprendizado.” Gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Bahiagás, José Carlos Gallindo - Foto: Divulgação Transformar históriasA coordenadora socioambiental da Bahiagás, Kaliana Fontes, destaca que o projeto aborda temas transversais, como pró-equidade de gênero, economia solidária, sustentabilidade, direitos humanos e inovação. “Fomentar o empreendedorismo popular, contribuir para a autonomia financeira das famílias e promover a sustentabilidade e o desenvolvimento local, utilizando a educação como ferramenta poderosa para diminuir as disparidades sociais, são as nossas contribuições para a redução de desigualdades”, pontua.Segundo o coordenador técnico de cursos do Senai Sul, Eric Rafael da Silva Portela, na primeira etapa, mais de 40 alunas concluíram o curso de Doces e Compotas, em Ilhéus, e apenas uma não o finalizou. “Esse número, somado à satisfação das participantes, nos dá a tranquilidade para afirmar que a iniciativa está sendo um sucesso", comemora. Para ele, é “um privilégio a parceria com a Bahiagás, pois o Abrindo Caminhos contribui com o propósito institucional do Senai de transformar histórias”. Coordenador técnico de cursos do Senai Sul, Eric Rafael da Silva Portela - Foto: Divulgação “Abrindo Caminhos” promove inclusão social e políticas afirmativasA definição das comunidades participantes do Abrindo Caminhos, projeto da Bahiagás em parceria com o Senai, resulta do levantamento das demandas socioambientais nas áreas de influência da companhia. Para isso, afirma o técnico Carlos Fernando Muniz, uma mobilização social é realizada em campo durante as formações dos grupos de atuação preventiva ou via escuta ativa nos encontros promovidos pelas equipes técnicas.Carlos Muniz destaca que a inserção da Bahiagás nas comunidades a que está ligada é voltada para o fortalecimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), dentro da proposta de erradicar a pobreza em todas as formas e em todos os lugares e a partir de temas transversais.“A atuação da Bahiagás tem sido fundamental para conectar pessoas a novas oportunidades e acender o potencial de transformação nas comunidades por onde a nossa rede passa”, enaltece Muniz. “O Abrindo Caminhos fortalece o vínculo com a comunidade, capacita e contribui para a construção de um legado de desenvolvimento e emancipação social.” Maria Marta Mendes aluna do curso - Foto: Divulgação Critérios de inclusão social e políticas afirmativas, priorizando famílias em situação de vulnerabilidade, pessoas negras, comunidades quilombolas, pessoas com deficiência e mulheres chefes de família, foram determinantes para a seleção dos participantes no projeto. “Além da capacitação, os alunos contam com auxílio-transporte, lanche, acompanhamento social durante o curso e apoio materno-infantil, concebidos para garantir a permanência nas aulas e evitar a evasão”, informa o técnico.A coordenadora socioambiental da Bahiagás, Kaliana Fontes, reforça que o Abrindo Caminhos favorece o fortalecimento de vínculos comunitários, com atuação integrada junto a lideranças locais e equipamentos sociais. Além dos impactos coletivos alcançados pela ação, afirma a gestora, as repercussões individuais podem também ser mensurados pelo projeto. A possibilidade de geração de renda direta ou desenvolvimento do microempreendedor individual, exemplifica, é uma delas. Turma do Senai de Ilhéus - Foto: Divulgação “Ao priorizarmos o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade, comunidades quilombolas, pessoas negras ou com deficiência e mulheres chefes de família, atingimos o nosso propósito de atuar em prol da construção de espaços cada vez mais justos e equitativos nos territórios em que atuamos”, ressalta Kaliana. Os espaços coletivos de formação, afirma, são uma oportunidade de “as mulheres enfrentarem desafios como a violência de gênero e as desigualdades ainda existentes no mercado de trabalho.” Os frutos do trabalho são revelados diariamente, especialmente no momento da cerimônias de certificação do curso. As alunas de Ilhéus, por exemplo, apresentaram um caderno de receitas elaborado junto com o professor da turma. “Mais do que um livro de lições aprendidas, é um caderno de receitas criado em tempos de telas, nos remetendo à memória afetiva de um aprendizado ancestral de transmissão de conhecimento”, afirma Kaliana.

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Brasileira Vertical Connect aposta 30 milhões em drones em Celorico da Beira

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By: Lusa

Celorico da Beira vai acolher uma unidade industrial de produção de drones “de dimensão relevante”, num investimento de 30 milhões de euros, que deverá criar 50 postos de trabalho numa fase inicial, foi esta quarta-feira divulgado.

“A Vertical Connect, Lda adquiriu quatro lotes no parque empresarial da A25 para produzir aeronaves elétricas não tripuladas, drones de elevada capacidade e plataformas eVTOL para a vigilância, deteção, apoio operacional e combate a incêndios, mas também para a atividade agrícola”, disse à agência Lusa Carlos Ascensão (PSD), presidente da Câmara de Celorico da Beira.

O projeto envolve um investimento de 30 milhões de euros e a criação, na fase inicial, de 50 postos de trabalho, com potencial de crescimento até cerca de 100.

“Será maioritariamente mão de obra altamente qualificada e, tendo em conta a tecnologia em questão, está também prevista a cooperação com universidades, universidades politécnicas e centros tecnológicos da região”, acrescentou o autarca.

Carlos Ascensão disse tratar-se de uma unidade tecnológica e industrial “de dimensão relevante, tecnologicamente diferenciada e vocacionada para o mercado nacional e a exportação”.

“É uma indústria muito interessante, que traz uma mais-valia grande para Celorico da Beira, pois vai fazer investigação, desenvolvimento, engenharia, produção, montagem, controlo, qualidade e apoio logístico”, adiantou.

Eate investimento “vai alterar e valorizar o perfil do nosso parque industrial e aumentar a notoriedade do concelho de Celorico da Beira”, sustentou.

A Vertical Connect, de capitais brasileiros, vai desenvolver tecnologia aeronáutica aplicada ao problema dos incêndios e à agricultura.

O projeto vai ocupar um total de 6.000 metros quadrados no parque empresarial de Celorico da Beira, no distrito da Guarda, junto à A25 – Autoestrada das Beiras Litoral e Alta, que liga Aveiro à fronteira de Vilar Formoso.

Os promotores tencionam construir laboratórios, linhas de produção, um centro de operações, armazéns e uma pista de ensaios e aterragem de drones.

“Os investidores escolheram Celorico da Beira pela centralidade do concelho em termos de acessibilidades. Somos servidos pela A25 e o IP2, pela ferrovia [Linha da Beira Alta], estamos perto da A23 e a um passo da fronteira espanhola e da entrada para a Europa”, realçou Carlos Ascensão.

O presidente da Câmara de Celorico da Beira revelou que é intenção da Vertical Connect iniciar a construção das infraestruturas no início de 2027.

“O município vai já fazer obras de terraplanagem para criar as condições necessárias à construção de um pavilhão, porque eles pretendem trazer alguns drones da empresa que têm no Brasil”.

Carlos Ascensão indicou que “aquilo que manifestaram e são os compromissos estabelecidos, é ainda este ano começar-se com todo este processo para, no início do próximo ano, se iniciar a construção faseada de pavilhões”.

“Eles também têm urgência de começar, já para o ano, essa atividade de fabrico das aeronaves e dos drones”, garantiu.

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Banco Sabadell regista lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro devido a venda do TSB

O Banco Sabadell registou um lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro, menos 1% do que no ano anterior, devido à menor contribuição do TSB, banco britânico que o grupo vendeu em maio.

De acordo com informação enviada hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, sem contar com o TSB nem com os efeitos extraordinários, o banco registou um lucro de 405 milhões no terceiro trimestre, mais 13% do que entre abril e junho, graças ao aumento das receitas de juros e comissões e a custos recorrentes estáveis.

A entidade, cuja rentabilidade recorrente subiu para 14,2%, pagará a 29 de dezembro um dividendo provisório em dinheiro de 7 cêntimos por ação, num total de 325 milhões de euros.

“Demonstrámos, mais uma vez, a nossa capacidade de fazer crescer o negócio de forma sustentável, ao mesmo tempo que melhoramos as receitas e contemos os custos”, afirmou num comunicado o diretor executivo do banco, Marc Armengol.

O TSB contribuiu com 79 milhões de euros nos quatro meses em que fez parte do grupo este ano, contra os 242 milhões que gerou nos primeiros nove meses de 2025.

Excluindo a filial britânica, o lucro do Sabadell passou de 1.148 milhões nos primeiros nove meses de 2025 para 1.297 milhões este ano, mas sem os efeitos extraordinários deste exercício teria sido inferior ao do ano anterior.

Com a venda do TSB, o banco registou mais-valias no valor de 322 milhões, embora tenha também suportado despesas extraordinárias, como o plano de pré-reforma, pelo que o saldo líquido foi de 201 milhões a seu favor.

Excluindo esses efeitos, o lucro recorrente ascendeu a 1.096 milhões até setembro, menos 5,3% do que no ano anterior, segundo o banco, embora tenha vindo a crescer trimestre a trimestre desde a primavera.

A saída da filial também se reflete no balanço: o ativo total do grupo reduziu-se 18,5% num ano, para 199.258 milhões.

A margem de juros situou-se em 2.694 milhões até setembro, uma redução de 0,6%, embora no terceiro trimestre tenha crescido 2% em relação ao anterior, atingindo 920 milhões, devido a um maior volume de crédito.

As comissões cresceram 2,1%, atingindo os 983 milhões, impulsionadas pela gestão de ativos na sequência do alargamento do acordo com a gestora francesa Amundi, e no terceiro trimestre registaram um aumento de 3,7% em relação ao trimestre anterior.

Com isso, as receitas da atividade bancária, que incluem juros e comissões, atingiram 3.677 milhões, um aumento de 0,1%, voltando assim a registar um crescimento em termos homólogos.

A margem bruta ascendeu a 3.777 milhões, mais 1%, mas a margem antes de provisões caiu 5,3%, para 1.981 milhões, porque os custos totais aumentaram 9,1%, para 1 797 milhões.

Esses custos incluem 88 milhões não recorrentes decorrentes do plano de pré-reforma; sem eles, as despesas aumentaram 3,8% até setembro e mantiveram-se estáveis no terceiro trimestre.

A instituição prevê encerrar o ano com um aumento de cerca de 1% na margem de juros, de cerca de 4% nas comissões e de 2% nos custos recorrentes.

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O tamanho do estouro nas contas do governo depois das eleições

O Instituto Fiscal Independente (IFI), uma instituição do Senado criada para escrever relatórios e traçar cenários sobre as atividades do Governo, está entregando um importante pacote de informação sobre o que foi mesmo que o Governo Lula gastou nas eleições e o que, por consequência, terá que ajustar ainda este ano depois que o Congresso aprovar o Senado.

Em grandes números, o IFI que usou os valores oficiais e estimativas de gastos do próprio governo, Dotações no SIGA Brasil, Relatório de Avaliação e Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre (portanto, até agosto) e do Banco Central chegou à conclusão de que o estouro no caixa em 2026 e o que vai estourar em 2027 somam R$ 186 bilhões.

Quanto devemos

Portanto, se o presidente chamasse sua equipe e perguntasse o custo da eleição nesse e no primeiro ano do novo mandato, seria esse número. Porém, tem um “fiado” que Lula comprou que, segundo o IFI, chega a mais de R$ 134,2 bilhões, que é a conta do que continuará em 2028, 2029 e 2030. Portanto, em todo o novo período de governo.

Um “pendura” de R$ 320 bilhões fora o custo do subsídio dos juros contidos no programa Novos Indústria Brasil (NIB) que até o final do ano deve aportar nas empresas mais R$ 140 bilhões assusta qualquer pessoa minimamente preocupada com as contas públicas. A contribuição do IFI é interessante porque foi feita com dados públicos de documentos oficiais, o que não dá margem para contestação.

Estouro real

Está escrito que este ano, o estouro real deve ser de R$ 50,2 bilhões, com os gastos de R$ 36,2 bilhões com o subsídio aos combustíveis; R$ 6 bilhões de aportes a fundos garantidores; R$ 5,8 bilhões do reajuste do Bolsa Família e R$ 2,8 bilhões em renúncias fiscais.

Tem mais R$ 78,5 bilhões. Foram os R$ 30 bilhões do Move Brasil I, R$ 14,5 bilhões do Move Brasil II, R$ 12 bilhões do Brasil Soberano e mais R$ 22 bilhões de programas como Desenrola Adimplentes, FIES, empréstimo às companhias aéreas, mais R$ 1 bilhão para capital de giro das aéreas e R$ 9 bilhões para projetos de desenvolvimento tecnológico.

Divulgação
Fachada do Banco Central do Brasil - Divulgação

Sem efeito

Difícil imaginar se R$ 1 bilhão para capital de giro na TAM, GOL e Azul tem algum efeito na ponta. Mas arrancar além desse valor mais R$ 4 bilhões de recursos públicos mostra o poder de pressão delas. Então, somando tudo, chegasse a um estouro de R$ 129,2 bilhões. Esse é o exato valor do problema ou do que custou a eleição de Lula.

Mas o problema é que, no calor da emoção, o Lula entendeu de fazer um “fiado” para o novo governo e contratou mais R$ 56,7 bilhões para 2027. O reajuste do Bolsa Família agregou mais R$ 23,4 bilhões ao orçamento do programa em 2027. Lembra das canetas emagrecedoras do SUS, do Desenrolar 3 e do Pé de Meia Universitário? Eles vão custar R$ 18,9 bilhões.

Débito futuro

Porém, a conta prossegue com o perdão do MEI e do PIX MEI e a renegociação das dívidas dos MEIs, que somam R$ 4,5 bilhões. Elas serão somadas aos R$ 5,2 bilhões que o governo vai deixar de arrecadar com as Bets e com o atraso do Imposto Seletivo da Reforma Tributária, que vai ficar para 2028.

O problema é que benefícios como o perdão das dívidas do MEI, o novo PIX MEI e os novos benefícios terão que ser incorporados aos orçamentos de 2028, 2029 e 2030. Eles terão que incluir valores de R$ 45,1 bilhões. Ou seja: o novo governo tem um “fiado” de R$ 134 bilhões.

Poder de pagar

O governo tem como pagar? Não! Vai ter que ter e, se não tiver, tem que sacar no cheque especial da Secretaria do Tesouro Nacional emitindo mais títulos públicos como as famosas LFT, LTN e NTN-B (títulos remunerados pelo IPCA).

Essa é uma coisa de que as pessoas não se dão conta. Quando o governo gasta mais, tem que ir ao mercado financeiro e tomar dinheiro emprestado.

Credibilidade

Quando o governo vai bem, os bancos imploram para emprestar, baixam os juros, aceitam receber títulos de mais de cinco anos e disputam os empréstimos nos leilões.
Quando o governo está encalacrado como o atual, o banco faz beicinho, diz que não aceita a taxa, quer um título com prazo de dois anos. E como o governo tem que pagar os compromissos, aceita o desaforo.

Juros na alta

O problema é que no governo Lula 3 vem aceitando desaforo do banco a ponto de ter aumentado o tamanho da dívida pública em mais 10,2 pontos percentuais até agora. Ela chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, somando cerca de R$ 11,1 trilhões, segundo dados do Banco Central.

Um país como o Brasil dever R$ 11,1 trilhões; com a economia que tem, não seria motivo de grandes preocupações. O problema é o prazo de pagamento dos títulos que ele emite. O diabo é que hoje, 16,75% vencem em 12 meses, mais 16,59% em 24 meses e outros 15,69% em 36 meses.

Cheque especial

Ou seja, o Brasil está no cheque especial. Na verdade, apenas 25,90% de nossa dívida tem prazo de mais de cinco anos. Quando se compara com países equilibrados (a Áustria emitiu um título com prazo de 100 anos e o Japão com 40 anos em média), os prazos são de 10, 15 e até 20 anos, com o banco pedindo “pelo amor de Deus” que o governo venda títulos públicos.

E como tudo o que é ruim pode piorar, no Brasil o banco quer saber quanto vai ganhar. Em agosto, 40,71% dos títulos eram remunerados com taxa prefixada e apenas 33,13% com taxa flutuante. Ou seja, se os juros baixarem, o governo não se beneficia porque teve que aceitar um título que o credor (que negociou com juros altos) vai receber com base num juro alto.

Mal humor grande

A razão da reclamação dos analistas e economistas é que o Governo Lula “peita” o mercado no discurso e não conversa sobre ajustar as despesas. E essa angústia chegou a um nível tal que quando Flávio Bolsonaro prometeu cortar as despesas, o mercado apostou tudo nele.

Hoje se sabe que ele dificilmente faria grandes cortes. Porém, ele tinha “boa vontade” do mercado, que, quando ele venceu no primeiro turno, baixou a taxa de juros futuros em 2%. O problema é que a conversa não se sustentava e ele acabou prometendo quase tudo o que Lula havia prometido de benesses; feitas as contas, Flávio ficou igual, sem ter o repertório de Lula.

Então, quando ele “deu lavrando” e se mandou para os Estados Unidos, o mercado ficou ainda mais frustrado com a estúpida aposta nele e exige um ajuste antes do Natal que dificilmente Lula anunciará.

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Importação de insumos para indústria. - Divulgação

Números da indústria

A participação de bens estrangeiros no mercado brasileiro voltou a bater recorde e atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2003, de acordo com o estudo Coeficientes de Abertura Comercial (CAC), divulgado pela CNI nesta quarta-feira (28).

Em 2025, o coeficiente de penetração das importações alcançou 28,3%, um aumento de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao ano anterior. O levantamento também destaca o recorde no uso de insumos importados pela indústria brasileira e o aumento da parcela da produção industrial destinada ao mercado externo.

O ganho de espaço dos importados ocorreu em um cenário de estabilidade na produção da indústria nacional e de menor dinamismo na procura interna. A proporção de insumos industriais importados usados pelas fábricas brasileiras também atingiu recorde em 2025 e chegou a 25,8%. Esse é o segundo ano consecutivo em que o indicador bate recorde, após também ter atingido nível inédito em 2024. Muito ruim.

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Feira do Morar Bem em Caruaru. - Divulgação

Imóveis de Caruaru

Começa hoje em Caruaru a Feira de Imóveis de Caruaru,que vai até 1º de novembro, na Estação Ferroviária. O evento reunirá 19 construtoras e imobiliárias e contará com um estande do Governo do Estado para orientar o público sobre o programa, que já soma 6.529 aprovações no município.

O Morar Bem Pernambuco – Entrada Garantida será um dos destaques. Em Caruaru, das 8.679 unidades habitacionais disponibilizadas na modalidade, 2.147 ainda estão disponíveis, distribuídas em 58 empreendimentos. Com mais de 29 mil famílias aprovadas, o Morar Bem Pernambuco tem recursos garantidos para 2027.

Infratores ambientais

Um levantamento do Greenpeace Brasil sobre o primeiro turno das Eleições de 2026 mostra que foram eleitos 38 representantes com alguma autuação do Ibama. Juntos, eles receberam 78 infrações que somam R$ 102,2 milhões.

A maior parte dos 38 infratores ambientais eleitos está nas assembleias estaduais: são 20 deputados estaduais (52,6%), com 50 infrações registradas ao todo; 2 para vice-governador e 1 para governador, com 1 infração cada.

Na Câmara dos Deputados, são 10 parlamentares, com 16 infrações. No Senado, foram eleitos 6 infratores ambientais, incluindo suplentes, com 10 infrações ao todo. Quanto aos partidos, o Partido Liberal (PL) lidera a lista, com 9 eleitos infratores ambientais.

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Empresas hoje no Simples Nacional poderão duplicar faturamento - Divulgação

Simples Nacional

Mais de 270 mil pedidos de opção pelo Simples Nacional para 2027 foram indeferidos pela Receita Federal, segundo balanço divulgado. Ao todo, o órgão recebeu 469.498 solicitações, das quais 199.161 foram deferidas e 270.337 ainda apresentam pendências que impedem o enquadramento.

As empresas nessa situação têm até 30 de outubro para regularizar os problemas apontados e tentar garantir a entrada ou o retorno ao regime a partir de janeiro.O número chama a atenção porque há mais pedidos indeferidos do que aprovados.

Segundo a Receita, as solicitações com pendências ainda podem ser regularizadas dentro do prazo legal. O prazo para solicitar a opção pelo Simples terminou em 15 de outubro.O impacto, porém, vai além da forma de recolher impostos. Empresas que montaram orçamento, preços e projeções para 2027 considerando o Simples podem ter de rever essas contas caso não consigam concluir o enquadramento.

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Senai Pernambuco oferece vagas para cursos gratuitos; matrículas neste sábado, 6 - DIVULGAÇÃO

Via SENAI

O Via SENAI, plataforma de empregabilidade do SENAI Pernambuco, contabilizou, entre 2020 e 2026, mais de 13 mil vagas divulgadas, 100 mil candidaturas, 22 mil currículos cadastrados e 2 mil empresas participantes. A ferramenta ganha novas funcionalidades, como agendamento de entrevistas pelo aplicativo e acesso das empresas ao banco de currículos. As melhorias atendem a demandas das próprias organizações para facilitar o recrutamento e a seleção de profissionais.

Comprar comida

Levantamento revela que 59% dos consumidores apontam despesas com alimentação entre as que mais comprometem o orçamento; a terceira e quarta semanas do mês são as mais difíceis para 41% dos entrevistados. Quando o dinheiro pode não ser suficiente, 29% reduzem gastos não essenciais e 22% buscam renda extra;75% dos entrevistados afirmam planejar os gastos antes do início do mês frequentemente. Os gastos essenciais estão entre os principais desafios para fazer o dinheiro durar até o fim do mês.

Uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revela que alimentação e supermercado estão entre as despesas que mais pesam no orçamento para 59% dos brasileiros, seguidas por moradia, aluguel ou financiamento (40%) e contas da casa (32%). Nesse cenário, 41% dos entrevistados apontam a terceira e a quarta semana como os períodos mais difíceis para equilibrar as finanças, enquanto 13% afirmam enfrentar dificuldades durante todo o mês.

Gestão

A Associação Geral da Reserva do Paiva prevê encerrar 2026 investindo aproximadamente R$ 6 milhões no bairro, único planalto de Pernambuco. Os recursos vão para a operação e a zeladoria do lugar, incluindo manutenção, segurança, monitoramento e serviços essenciais.

 

 

 

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Ministro Dario Durigan da Fazenda.
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Intelbras tem lucro de R$ 117 milhões no 3° tri, avanço de 19,7%

A empresa de dispositivos eletrônicos Intelbras teve lucro líquido de R$ 177 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 19,7% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço publicado nesta quarta-feira (28).

  • Resultado operacional medido pelo Ebitda cresceu 18,1%, para R$ 170 milhões;
  • Margem Ebitda passa de 14,7% para 14,5%;
  • Receita líquida soma R$1,18 bilhão, crescimento de 4,6%;
  • Analistas esperavam lucro líquido de R$154 mi, Ebitda de R$158 mi e receita de R$1,17 bilhão, segundo a LSEG.
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