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Está a ser “mais difícil” cumprir metas de execução que impedem devolução de verbas a Bruxelas


O ministro da Economia e da Coesão Territorial reconheceu que está a ser “muito exigente” e “mais difícil do que em quadros anteriores” cumprir as metas de execução que impedem a devolução de verbas a Bruxelas.

“No Portugal 2030 o cumprimento da regra do N+3 está a ser mais difícil do que em quadros anteriores, em que era cumprida com grande facilidade”, disse Manuel Castro Almeida na audição conjunta com as comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Economia e Coesão Territorial, Reforma do Estado e Poder Local e Agricultura e Pescas, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027). Isto porque o atual quadro “começou com mais um ano de atraso face ao PT2020”, explicou o responsável. “Começou muito tarde ter pelo meio de encaixar as metas do PRR dificultou a capacidade de execução de autarquias e de empresas”, precisou.

De acordo com as regras comunitárias, os países têm de gastar o correspondente ao orçamento de cada ano nos três anos seguintes. Se não o fizerem, o montante remanescente tem de ser devolvido a Bruxelas.

“O ano de 2026 ainda é muito exigente para o cumprimento da regra N+3, muito exigente mesmo“, disse Castro Almeida. “Espero que o próximo ano seja mais fácil do que está a ser o de 2026”, disse, com o cuidado de acrescenta que está “confiante que será cumprido”.

O secretário de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional revelou que é ao nível dos programas regionais do Centro e do Algarve que se colocam os maiores desafio. Questionado especificamente sobre o Norte 2030, Hélder Reis disse que o N+3 estava cumprido.

Em termos de cumprimento, o ministro da Economia garantiu que está a ser feito “um esforço enorme para eliminar os atrasos na análise de candidaturas”. “Na área do Sistema de Incentivos já não há atrasos na análise das candidaturas”, garantiu. “O IAPMEI e a AICEP estão a cumprir a 100% os prazos de análise das candidaturas”, acrescentou, sem no entanto fazer referência ao Compete.

Castro Almeida reconheceu porém que “ainda estão por cumprir os prazos dos pagamentos”. “Mas estamos quase a lá chegar”, garantiu. As regras determinam que os pagamentos devem ser feitos a 30 dias.

Confrontado pelo deputado socialista, Nuno Fazenda, com exemplos de empresas que não conseguem submeter pedidos de pagamento no âmbito do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), por a plataforma estar ainda a ser operacionalizada, Castro Almeida sublinhou apenas que já foram 350 milhões de euros no âmbito deste instrumento.

O assunto já tinha sido tratado na Comissão de Economia, a semana passada, quando o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, confirmou as afirmações do deputado Nuno Fazenda, que também tem recebido queixas de beneficiários dos concursos da Inteligência artificial por não terem resposta aos pedidos de reembolso das despesas. Uma situação justificada pela demora de oito meses na definição das regras para a submissão das despesas.

Os apoios aos projetos de inteligência artificial foram os primeiros a serem lançados no âmbito do IFIC – a receção de candidaturas encerrou a 21 de novembro de 2025 – mas a orientação técnica da estrutura de missão Recuperar Portugal e do Banco de Fomento com as regras operacionais aplicáveis à execução e acompanhamento dos projetos aprovados no âmbito do IFIC só foi publicada a 30 de setembro.

“Tenho recebido relatos de muitas empresas, sobretudo da IA, que têm projetos aprovados, que conseguem submeter as despesas, mas as mesmas estão por iniciar”, disse Dominguinhos aos deputados. “Recordo que há cerca de 15 dias foi publicada uma orientação técnica por parte da estrutura de missão, conjuntamente com o Banco Português de Fomento, a referir quais eram os procedimentos para os pagamentos. Portanto, deduzo que a plataforma esteja agora a ser otimizada para que as entidades possam analisar os pedidos de pagamento”, sublinhou o presidente da CNA.

Dominguinhos recordou que a audição a 13 de maio na mesma comissão parlamentar, na qual referiu a questão dos pagamentos dos adiantamentos nestes concursos “que não estavam a ser feitos”. “Aquilo que sei é que passado uma semana, ou 15 dias, a maior parte dos adiantamentos foram regularizados”, sublinhou.

Os 350 milhões de euros de pagamentos a que Castro Almeida se referiu na audição, podem, na verdade, ser referentes apenas aos adiantamentos já pagos e não ao pagamento de pedidos de reembolsos.

 

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Taxa sobre resíduos eletrónicos não recolhidos como recurso próprio da UE suscita “reticências” a Portugal”


Para Portugal, “é problemático” aplicar uma taxa uniforme ao peso dos resíduos eletrónicos não recolhidos. Uma das sugestões em cima da mesa para criar um novo recurso próprio da União Europeia. O ministro dos Negócios Estrangeiros disse ainda que aplicar um imposto especial sobre o consumo de tabaco, baseado na taxa mínima do imposto especial de consumo aplicada por cada Estado-Membro aos produtos do tabaco, Portugal apenas concorda com esta esta solução se for houver acordo sobre a diretiva do tabaco.

Paulo Rangel, numa audição conjunta com as comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública, dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e dos Assuntos Europeus, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), explicou que “Portugal não está fechado a nenhum recurso próprio, por posição de princípio, o que não significa que ao fim não esteja fechado relativamente a algum recurso, mas caso haja acordo para discutir um pacote global Portugal está disponível para analisar o impacto de cada um dos recursos propostos”.

Apesar desta posição de abertura, o recurso com base numa taxa sobre os resíduos eletrónicos não recolhidos, como computadores, telemóveis inteligentes, tabletes, televisores, impressoras, suscita “maiores reticências a Portugal”.

Quanto ao “imposto sobre o tabaco, que tem a ver com o tabaco não tradicional”, a posição de Portugal é “favorável desde que haja um acordo sobre a diretiva do tabaco”, explicou o MNE. “A versão atual da revisão da diretiva tem o nosso apoio. Se for esta a versão que fica estaremos disponíveis para aceitar este recursos próprio, se não for esta temos de rever esta posição”, explicou.

O ministro disse que Portugal é favorável ao imposto sobre as plataformas digitais, mas quanto à proposta de impostos sobre os jogos online tem de ser vista por Portugal “com grande cuidado, porque pode ter impacto no caso português”. Uma proposta que conta desde logo com a oposição de Malta onde o jogo tem um peso importante na economia.

Já no caso da proposta de taxar os criptoativos, como sugere o Parlamento Europeu, Paulo Rangel disse que ainda não está claro qual será o desenho e Portugal aguardará até que seja elaborada.

Portugal veria com bons olhos que ao nível das receitas tradicionais houvesse uma diminuição de 25% para 10% da taxa que os Estados-membros retém dos direitos aduaneiros cobrados, “aumentando assim os recursos aduaneiros da União”. Uma posição que certamente terá a oposição dos Países Baixos onde os portos têm um enorme peso na sua economia e que desta forma se veriam privados de uma importante receita orçamental.

Outra das formas de garantir mais recursos ao orçamento comunitário seria fazer um roll over da dívida emitida para pagar o Next GenerationEU, mas também emitir nova dívida comum consignada à defesa, opções às quais Portugal é favorável, sublinhou Paulo Rangel.

Esta opção não só geraria mais recursos como permitiria fixar em solo europeu as poupanças europeias que agora acabam por ser canalizadas para os mercados financeiros de outros países. “Dívida comum pode ajudar a fixar recursos e capitais europeus”, concluiu.

Boas notícias para a Agricultura

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que Portugal já conseguiu duas vitórias em Bruxelas nas negociações do próximo quadro financeiro 2028/2034. Garantir que existe uma verba “garantida” para a Agricultura e que portanto não poderá ser disputada pela Coesão, apesar de as duas políticas estarem concentradas no mesmo fundo. E que Portugal vai conseguir mais do que os atuais 9,3 mil milhões de euros para a Política Agrícola Comum.

Paulo Rangel recusou-se a dar números, porque as negociações ainda estão a decorrer, mas deixou a garantia: “Estamos acima em termos de PAC do envelope que recebemos no quadro anterior.

O ministro da Agricultura, a semana passada, no Parlamento, reiterou que Portugal já tem garantidos 7,4 mil milhões de euros para apoiar o rendimento dos agricultores e mais 2,5 mil milhões para o desenvolvimento rural. Mas José Manuel Fernandes admitiu a tentação no Governo de colocar projetos de abastecimento público de água nesta gaveta de 2,5 mil milhões. Algo a que se irá opor porque esse é um projeto de coesão.

A estes montantes poderão acrescer ainda os 1,6 mil milhões de euros que a proposta cipriota ‘angariou’ para Portugal, mas esse é um valor que ainda não está “certo”, como explicou o ministro da Agricultura. Fechada está também a possibilidade de cada Estado-membro antecipar 45 mil milhões de euros destinados à agricultura, o que para Portugal significa poder usar 2,41 mil milhões logo de início.

De acordo com o último trabalho feito pela presidência irlandesa, Portugal tem no primeiro pilar (agricultura e coesão) uma dotação que ronda os 35,2 mil milhões de euros, e que se “traduz um ganho nominal de 7,6% e uma perda de 5,7% quando comparado em termos reais”. Em termos de dotação geral há uma evolução nominal de 3,6% e uma quebra real de 9,2%. Esta quebra real é agora inferior à inicialmente prevista, porque em virtude das negociações a presidência do Chipre alocou uma parcela que ao nosso país deu mais de 1.500 milhões de euros para os países da coesão.

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Seguro pede “soluções concretas e duradouras” para a habitação


O Presidente da República reiterou esta terça-feira que a habitação é uma das suas “principais preocupações”. Após vários dias de silêncio, enquanto decorriam acampadas em Lisboa e no Porto, António José Seguro renovou o apelo para que Governo e partidos encontrem “soluções concretas e duradouras, que vão para lá das legislaturas”.

Na sessão de encerramento da cerimónia de comemoração dos 50 anos de atividade do Banco Europeu de Investimento em Portugal, na qual a presidente do banco, Nadia Calvino anunciou a disponibilização de 300 milhões de euros ao Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2030) para promover a habitação a preços acessíveis, Seguro sublinhou que é preciso “dar escala e rapidez à resposta para que mais pessoas possam ter uma casa compatível com o seu rendimento” e que “o esforço nacional deve ser acompanhado por uma mobilização europeia, numa conjugação de esforços dos Estados membros, da Comissão Europeia e do BEI”.

A nossa responsabilidade é assegurar que essa oportunidade se multiplique, que os projetos avançam, que as casas sejam distribuídas e que as famílias encontrem respostas compatíveis com o seu rendimento

António José Seguro

Presidente da República

“A habitação é uma das minhas principais preocupações e continuará a merecer o meu total empenho. Renovo o apelo ao diálogo entre o Governo e os partidos políticos, para que se encontrem soluções concretas e duradouras, que vão para lá das legislaturas, e que permitam às famílias, e em particular aos jovens, aceder a uma casa e construir o seu projeto de vida”, afirmou.

“A nossa responsabilidade é assegurar que essa oportunidade se multiplique, que os projetos avançam, que as casas sejam distribuídas e que as famílias encontrem respostas compatíveis com o seu rendimento”, sublinhou António José Seguro, que na quarta-feira se vai reunir com especialistas na área da habitação e na quinta vai receber os partidos para discutir a coesão social e a 2 de novembro convocou o Conselho de Estado para discutir o mesmo tema.

Num dia em que se vai realizar uma nova manifestação em frente à Assembleia da República, onde o primeiro-ministro esteve a discutir a proposta de Orçamento do Estado para 2027, Seguro recordou que “a dificuldade de acesso à habitação condiciona a autonomia dos jovens, a mobilidade dos trabalhadores e o desenvolvimento das comunidades”.

Esta manhã, o Chefe de Estado já tinha dito que não gostou do que viu nas acampadas e apelou ao diálogo. “A cultura portuguesa é uma cultura de diálogo. Não é uma cultura de violência, nem é uma cultura de confronto. Não gostei do que vi nas imagens recentes, designadamente em Lisboa, no passado sábado”, disse aos jornalistas, no fim de uma visita à Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA), em Lisboa.

Seguro deixou ainda uma palavra a favor do investimento. “Precisamos de compromissos que tenham continuidade para o investimento, para além das legislaturas. Não podemos voltar sempre ao princípio, cada vez que há uma mudança”, alertou o Chefe de Estado. “Precisamos de projetos bem preparados, de decisões em tempo útil e de instituições que trabalhem em conjunto”. acrescentou ainda, sublinhando a necessidade de promover a Coesão e dos projetos a ganhar escala.

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BEI empresta 400 milhões para expansão do Metro de Lisboa


O Banco Europeu de Investimento vai emprestar 400 milhões de euros ao Metropolitano de Lisboa para ajudar a financiar a expansão da rede, anunciou esta terça-feira a presidente da instituição, Nadia Calvino. Num evento para assinalar os 50 anos de atividade do banco em Portugal, a responsável revelou ainda que serão disponibilizados 300 milhões de euros ao Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2030) para promover a habitação a preços acessíveis.

Num discurso onde anunciou cinco investimentos, um por cada década de relação do BEI em Portugal, Nadia Calvino anunciou investimentos de 1,9 mil milhões de euros.

Desde a concessão dos primeiros empréstimos em Portugal, em 1976, o Grupo BEI investiu mais de 70 mil milhões de euros em mais de mil projetos no país, “apoiando investimento público e privado”, sublinhou José Maria Brandão de Brito, o secretário de Estado Adjunto e do Orçamento. Esta terça-feira foram acrescentados mais quatro. Além dos empréstimos ao Metro de Lisboa e ao IFRRU, o BEI assinou a terceira tranche de 300 milhões de euros para as redes de distribuição de eletricidade da EDP na Península Ibérica, dos quais 213 milhões de euros se destinam a Portugal e vai disponibilizar 50 milhões de euros para apoiar a recuperação e a reconstrução das zonas afetadas por fenómenos meteorológicos extremos.

Este último pacote combina 250 milhões de financiamento público para a recuperação de infraestruturas e equipamentos municipais danificados pelas tempestades com um empréstimo de 500 milhões ao Banco de Fomento, destinado a apoiar os esforços de reconstrução das pequenas e médias empresas.

O BEI vai ainda apoiar, com 250 milhões de euros, o cofinanciamento de investimentos de entidades públicas, incluindo municípios, no âmbito de programas financiados pela União Europeia para o período de 2021–2027. Esta iniciativa contribuirá para concretizar investimentos prioritários e reforçar a coesão económica e social em todo o país.

Estes novo financiamentos vão ajudar a cimentar a atividade do banco em Portugal que, o ano passado mobilizou 12 mil milhões de euros de investimento no nosso país, o equivalente a quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Sem o dinheiro da Europa, incluindo o BEI, não haveria habitação social em Portugal.

Carlos Moedas

Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

A habitação tornou-se uma das principais prioridades sociais do Grupo em Portugal. Em 2025 e 2026 foram comprometidos mais de três mil milhões de euros de financiamento para a habitação, apoiando programas que preveem a construção ou reabilitação de mais de 70 mil habitações. O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, foi muito claro: “Sem o dinheiro da Europa, incluindo o BEI, não haveria habitação social em Portugal”.

José Maria Brandão de Brito reconheceu que o desafio do Executivo é transformar “o investimento de três mil milhões de euros do BEI, no âmbito dos programas de habitação social e arrendamento acessível em casas e dessa forma desatar um dos maiores nós górdios do nosso tempo”.

O secretário de Estado Adjunto e do Orçamento sublinhou que “durante anos se descurou o lado da oferta, o que se traduziu numa trajetória galopante nos preços do mercado imobiliário residencial”. Brandão de Brito reconheceu que “o desafio não é novo, não tem solução imediata e resulta da dinâmica da oferta e da procura”

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Projeto europeu depende de combinar competitividade e coesão


“Temos de combinar competitividade com coesão, caso contrário haverá uma fragmentação política e económica na Europa”. O alerta é de Elisa Ferreira, a antiga comissária europeia para a Coesão. Num contexto de enormes desafios, a presidente do Banco Europeu de Investimento, Nadia Calvino, reconhece que “todos pedem à UE que desempenhe um papel mais importante” em termos de liderança política, mas é necessário “mais agilidade nas decisões”, defende o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

“Temos de ter agilidade nas decisões na União Europeia”, disse Moedas. “Em alguns aspetos somos lentos e temos de ter a coragem de assumir que algumas decisões não podem ser tomadas por unanimidade”, acrescentou o edil.

“A UE demora muito tempo a transformar as ambições em ações. É verdade”, reconhece Elisa Ferreira. “Demoramos muito a ouvir os países porque não somos uma Federação, mas agimos rapidamente ao nível das vacinas, por exemplo”, recordou a antiga comissária.

Para Elisa Ferreira é necessário “garantir uma coesão e partilhar melhor os ganhos do mercado único”, sublinhou. Isto porque, por toda a Europa se está a assistir a uma “tendência populista que cria uma brecha na Europa e a destrói por dentro”. “Existem atores internos que tentam partir esta utopia, que funciona há décadas”, denuncia.

A antiga comissária sublinhou a relação já estabelecida e estudada entre estagnação económica dos países e o voto contra a democracia e contra a Europa, em que a justificação é a de que o sistema não tem um lugar essas pessoas e “portanto querem destruí-lo”. “Por isso são propensos a aceitar esta propaganda”, diz a também antiga eurodeputada.

Caso houvesse eleições para o Parlamento Europeu agora, “as três famílias políticas que construíram a Europa poderiam já não ter a maioria dos votos”. “Avançar depende disto e não dos extremistas”, alertou.

Para o antigo presidente da Comissão Europeia, o problema é a posição que a União Europeia tem assumido de alguma falta de realismo, sem capacidade de proteger os seus interesses. Durão Barroso comparou mesmo a Europa a uma adolescente. Uma metáfora com a qual Nadia Calvino não concordou.

“Não tenho a ideia que a UE seja vista como uma adolescente, mas como a voz da razão nestes tempos problemáticos”, disse Calvino.

“O mundo está muito fragmentado”, disse Barroso e por isso a “Europa tem de olhar com mais realismo e assumir a proteção dos seus interesses”. “Temos uma Rússia mais agressiva, uma China mais assertiva e uns EUA mais imprevisíveis. A UE deve ter um músculo financeiro para sustentar a sua ambição”, frisou o presidente da Flad e antigo primeiro-ministro.

Menos crítica, Nadia Calvino sublinhou que “a UE pode ser uma voz pela paz e democracia, pela igualdade de oportunidades. Não estamos sós”, sublinhou a presidente do BEI, recordando a deslocação à Ásia por altura da reunião anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. “Todos pedem à UE que desempenhe um papel mais importante. Cada vez mais a UE é vista com potencial para construir parcerias nomeadamente com o Sudeste Asiático ou mais recentemente com o Canadá. Vamos assinar um acordo de parceria com o Canadá no âmbito dos minerais raros”, anunciou a responsável, concluindo que a Europa “não são apenas palavras”.

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Volkswagen ID. Polo, la prova de Il Fatto.it – L’elettrica che ha lo spazio di una Golf e un cuore retrò – FOTO

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La ID. Polo raccoglie il testimone della Polo termica senza mandarla in pensione: quest’ultima infatti continuerà a far parte della gamma Volkswagen, affiancando la nuova arrivata che guarda al futuro senza però rinnegare la storia del modello. Si chiama ID. Polo, è completamente elettrica e punta a conquistare chi cerca un’auto compatta per la città, ma non vuole rinunciare a spazio, autonomia e piacere di guida.

Lunga 4,05 metri, la nuova Volkswagen nasce sulla piattaforma MEB+ con motore anteriore e promette di sfruttare meglio gli ingombri rispetto alla sorella a benzina. Dentro è spaziosa addirittura come la Golf e l’altro dato che colpisce è quello del bagagliaio: 441 litri, quasi 60 in più sempre della Golf, che diventano 1.240 abbattendo gli schienali posteriori. Una capacità notevole per una vettura di queste dimensioni, che amplia il suo raggio d’azione ben oltre gli spostamenti quotidiani.

Esteticamente è davvero ben riuscita: niente forme estreme o dettagli da concept car, ma linee essenziali, proporzioni familiari e una firma luminosa che collega i gruppi ottici anteriori e posteriori. Il risultato è un’auto immediatamente riconoscibile come Volkswagen, con un frontale dall’espressione quasi sorridente e il montante posteriore che richiama quello della prima Golf.

Entrando si respira un’aria fatta di materiali di qualità, cura e attenzione per i dettagli. La plancia ospita una strumentazione digitale da 10 pollici e un display centrale da 13, ma non rinuncia ai comandi fisici per le funzioni più utilizzate: ci sono i tasti sul volante, quelli separati per gli alzacristalli, quelli per regolare l’aria condizionata e una manopola nel tunnel centrale per regolare il volume. Una scelta pratica e molto apprezzata, che evita di affidare ogni operazione ai touchscreen.

E poi c’è quello che a Wolfsburg chiamano ingrediente segreto: la modalità Retrò. Si seleziona dal display centrale poi si preme il tasto View sul volante ed ecco che lo schermo dell’infotainment e quello dietro lo sterzo si trasformano con grafiche che sono un omaggio alla memoria automobilistica: appare la strumentazione della Golf di prima generazione restyling. Anche la radio e la navigazione adottano un look ispirato agli apparecchi di un tempo. Un dettaglio molto simpatico, non solo per chi è cresciuto con le Volkswagen degli anni Settanta: aggiunge personalità a un ambiente altrimenti contemporaneo, elemento a cui sono sensibili anche le nuove generazioni. Non mancano materiali riciclati, tra cui tessuti per i sedili che utilizzano filati SEAQUAL ottenuti anche da plastica recuperata dal mare.

La ID. Polo propone due batterie: una da 37 kWh netti con chimica LFP, abbinata a motori da 116 o 135 CV, e una da 52 kWh netti con chimica NMC, riservata alla versione più potente da 211 CV. L’autonomia dichiarata arriva rispettivamente a 331 e 454 chilometri e la ricarica in corrente alternata raggiunge gli 11 kW, mentre alle colonnine rapide si arriva a 88 kW per la batteria più piccola e a 105 kW per quella da 52 kWh, che in condizioni ideali passa dal 10 all’80% in circa 24 minuti. C’è anche la funzione Vehicle-to-Load, che consente di alimentare dispositivi esterni fino a 3,6 kW, utile per esempio per ricaricare una bici elettrica.

La versione da 211 CV sviluppa 290 Nm di coppia, accelera da zero a 100 km/h in 7,1 secondi e raggiunge i 160 km/h. Ma i numeri raccontano solo una parte della storia: al volante, la ID. Polo si dimostra equilibrata, agile e reattiva, con un’erogazione pronta e una risposta vivace quando si affonda l’acceleratore. Abbiamo provato la versione da 52 kWh e 211 CV, in un percorso che si è sviluppato dalla città alle colline intorno a Verona, tra tangenziale e saliscendi e l’auto è piacevole senza riserve. La spinta è più che sufficiente per muoversi con disinvoltura non soltanto nel traffico, ma anche sulle strade extraurbane. Il comfort è uno dei suoi punti di forza: l’abitacolo è silenzioso, le sospensioni assorbono bene le irregolarità dell’asfalto e lo sterzo preciso aiuta a mantenere la traiettoria nei tratti più tortuosi. La risposta dell’impianto frenante è, finalmente, come quella di un’auto con motore termico, con un pedale ben modulabile e una sensazione naturale e non spugnosa.

Quattro i profili di guida disponibili — Eco, Comfort, Sport e Individual — mentre la modalità one-pedal permette di rallentare fino all’arresto del veicolo rilasciando l’acceleratore. Nel corso della prova, in cui non si è certo risparmiato su accelerazioni e riprese anche tra le curve e i saliscendi, il consumo rilevato è stato di 12,1 kWh/100 km, inferiore ai 13,3 kWh/100 km dichiarati dal costruttore per questa configurazione. Un dato interessante, pur tenendo presente che i consumi effettivi variano in base a percorso, temperatura e stile di guida. Q

uando si scende dalla ID. Polo si ha la netta sensazione di non essere stati su una compatta pensata per gli spostamenti urbani ma su un’auto che può osare decisamente di più. Comfort, prestazioni e autonomia la rendono adatta ad affrontare anche tragitti più lunghi senza sentirsi fuori posto. Il pacchetto di assistenza alla guida varia in base all’allestimento e agli optional e può includere il Connected Travel Assist, che supporta il conducente nella gestione di velocità, frenata e sterzo.

La gamma italiana comprende Trend, Life e Style, con prezzi di listino da 26.100 euro con una soglia di ingresso al lancio che scende a 24.900 euro. La Life con batteria da 52 kWh e 211 CV costa 35.000 euro, mentre per la Style con la stessa motorizzazione servono 38.400 euro. Nel 2027 è attesa anche una variante GTI da circa 226 CV. La ID. Polo non sostituisce dunque la Polo tradizionale, ma apre un nuovo capitolo per un nome storico, puntando su ingredienti universali come praticità, tecnologia, bellezza e anche una giusta dose di nostalgia.

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A explosão do enclausuramento em «Boa Noite, Mãe»

Depois da estreia, em setembro, no Centro Cultural Malaposta, a peça Boa Noite, Mãe, da Companhia Cepa Torta, será apresentada em outubro em Portimão. Duas mulheres no espaço da domesticidade. Boa Noite, Mãe, de Marsha Norman, venceu em 1983 o Prémio Pulitzer, na categoria de Drama. Miguel Maia, encenador e diretor da Companhia Cepa Torta, decidiu retomar este atual e lúcido texto sobre o desespero de duas mulheres enclausuradas no universo doméstico, dando-lhe um cunho não naturalista. (…)

- 2026/10
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A escuta dos imigrantes no arranque do Dona Maria

No dia 18 de setembro o Teatro Nacional D. Maria II reabre ao público. Neste contexto, a Sala Estúdio acolherá, de 23 a 27 de setembro, uma peça participativa encenada por Keli Freitas. Um retrato de Lisboa por pessoas que a fazem mover. Em O Último Telefone Público de Lisboa, sete imigrantes tentam ultrapassar a barreira do som: expressão metafórica para a limitação da língua ou das dificuldades laborais e habitacionais com que se deparam aqueles que chegam vindos de outro país. Falamos (…)

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A fabulosa «Gorda» Rueff

A partir da obra homónima de Isabela Figueiredo, a peça A Gorda, encenada por Sofia de Portugal, está em exibição no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Em A Gorda, entramos em casa de Maria Luísa, que é muito mais que o seu refúgio. A dramaturgia da encenadora (e também atriz) Sofia de Portugal apela para uma dinâmica constante da extraordinária Maria Rueff, que, sozinha em palco, no Maria Matos, comanda o barco de um monólogo colossal, focado numa mulher que nunca deixou de «pensar como (…)

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