Policías y guardias civiles se encierran en Interior tras paralizarse la negociación sobre su jubilación


La Habana, 27 oct (Prensa Latina) Los Vegueros de Pinar del Río extendieron hoy su dominio en la 65 Serie Nacional de Béisbol, mientras las Avispas de Santiago de Cuba defendieron la cima oriental ante el empuje de sus perseguidores.
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Viena, 27 oct (Prensa Latina) El peruano Ignacio Buse pasó hoy del dominio absoluto a la despedida en el torneo de tenis de esta capital, al caer ante el francés Adrian Mannarino pese a conquistar el primer set por 6-0.
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Pretoria, 27 oct (Prensa Latina) Sudáfrica anunció hoy sus 24 jugadores para el Mundial de Béisbol Sub-23 de Nicaragua, con una selección que mezclará experiencia internacional y juventud para afrontar un grupo de fuertes adversarios.
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Helena Trindade, antiga diretora adjunta da instituição, acaba de publicar o livro “Memórias de um Museu, um contributo para a História do Museu Nogueira da Silva”.
Em entrevista a O MINHO diz que esta unidade cultural da Universidade do Minho, sita na Avenida Central, em Braga, foi, durante muitos anos, o único espaço a apresentar aos bracarenses, importantes artistas contemporâneos nacionais. A autora realça a importância artística do seu acervo, e as suas vertentes culturais e lembra que estão a ser feitas obras para criação de um auditório.
O MINHO: O que te levou a escrever o livro que vens de publicar sobre o Museu Nogueira da Silva? O que representou o Museu para a cultura de Braga e dos bracarenses, nestes 50 anos?
Helena Trindade: Passados cerca de 50 anos de atividade do Museu Nogueira da Silva pensei ter chegado o momento de registar factos e memórias para que não se esbatam com o passar dos anos.
Este museu foi e é um espaço de Cultura como o desejou o seu doador.
Durante muito tempo foi quase o único espaço a apresentar aos bracarenses, importantes artistas contemporâneos nacionais e não só. Desde a abertura da galeria de exposições temporárias em 1979 acolheu ininterruptamente, artistas como Almada Negreiros, Mário Botas, Álvaro Lapa, Ângelo de Sousa, Fernando Lanhas, Júlio Pomar, Alberto Peixoto, Julião Sarmento, Ana Vidigal, Gaëtan, Valerio Adami, Rui Vasconcelos, Cristina Lamas e muitos, muitos outros.
Também no final dos anos setenta a criação do Centro de Documentação Fotográfica, com o apoio da ASPA, permitiu acolher importantes arquivos fotográficos para a história da cidade e do país.
Em 2012, inaugurava-se o Espaço Maria Ondina Braga cumprindo o compromisso com a família da escritora que depositou no museu o seu arquivo documental que já motivou e serviu de base a vários colóquios e à reedição da sua obra.
Para além da organização de um programa anual de atividades, o museu foi, ao longo do tempo, um espaço anfitrião para artistas, associações, parceiros e outras entidades apresentarem os seus projetos culturais. Nos anos 80 e 90 a Biblioteca Pública de Braga, em parceria com o Museu, organizava encontros com escritores e jornalistas. Acolheram-se e acolhem-se desde o início os Encontros da Imagem, o Sindicato da Poesia, a Arte Total e muitas outras associações culturais. Com a oferta de um piano ao museu abriram-se as portas a intérpretes de música erudita, à música alternativa, a concertos de jazz, tendo, neste caso, como parceiros a Rádio Universitária e o Conselho Cultural.
O Serviço Educativo, com um programa próprio para as escolas, aproximou e aproxima os mais jovens do Museu, das coleções e das atividades.
O que contém a obra, quer em termos de escrita quer de fotografia? Como e onde se adquire?
O texto, bastante ilustrado, está organizado em vários capítulos temáticos correspondentes ao mesmo intervalo temporal entre 1975, data do testamento que lhe deu origem e a atualidade. Mas recuamos um pouco mais, à época do doador para percebermos a sua essência – o colecionador e as coleções, dedicando-lhes o capítulo “António Nogueira da Silva a sua Cidade e o seu País”, referindo o contexto em que viveu e as razões da construção do património que quis oferecer à cidade.
Para uma análise sobre as coleções, sua aquisição, organização, tratamento museológico, estudo e criação de conteúdos, organizamos o capítulo “A Construção de uma Coleção”.
Sobre as questões de abertura e relacionamento do museu com os diferentes públicos, traduzidas em estratégias de mediação e programações específicas, refletimos num outro capítulo – “A Função Educativa”.
Como este, outros setores do museu foram tratados com alguma autonomia entrecruzando-se na mesma cronologia – “O Centro de Documentação Fotográfica”, como nasceu e cresceu; “O Edifício uma Cronologia”, as diferentes fases de construção e de adaptação às novas funções e “Memórias de um Museu”, o tema central dedicado à formação do próprio museu já na posse da Universidade do Minho, narrando os acontecimentos e as dinâmicas implementadas por cada diretor. O livro está à venda no Museu Nogueira da Silva.
Pensa que o acervo/espólio artístico do museu é bem conhecido dos bracarenses? O que tem de característico e diferenciador face a outros museus, nomeadamente os da cidade?
O Museu Nogueira da Silva está aberto para usufruto do público desde o início dos anos oitenta, todos o podem visitar e, para nós técnicos, soa sempre a pouco o número de bracarenses que o visitam, que poderiam ser muitos mais.
A coleção do museu dedicada às artes decorativas, à pintura e à escultura, tem peças de importante valor histórico relacionado com a produção e o uso dos objetos. A coleção de porcelana de encomenda da China é uma das mais importantes desta casa, realçando a riqueza cultural dos objetos, produtos das relações de Portugal com os países do Oriente com quem contactou. Outras coleções como a pintura, a gravura, a escultura, a ourivesaria, a tapeçaria, o mobiliário e o vestuário possuem peças de grande valor histórico e patrimonial.
O edifício, com desenho do arquiteto Rodrigues Lima que marcou a arquitetura do Estado Novo, tem como elementos decorativos obras de artistas como António Lino, Fred Kradofler e Jorge Barradas. Foi palco de várias cerimónias e receções, acolhendo figuras de destaque do Estado e da Igreja nos anos cinquenta, sessenta e inícios de setenta do séc. XX.
O jardim, desenhado por Jorge Segurado nos anos sessenta, pontuado por esculturas e fontes oferece um espaço de tranquilidade, onde regularmente se pode ouvir música ou poesia e saborear um chá na cafetaria.
Quantas pessoas o visitam ou frequentam anualmente?
Uma média de cerca de 16.000 visitantes por ano.
Em termos de estrutura humana e de estrutura física ou edificada. É preciso melhorar ou aumentar os recursos humanos e intervir no edifício?
Nos dois últimos anos, na direção de António Gonçalves, o museu viu a sua equipa renovada com quatro novos elementos, e viu fachadas e coberturas do edifício com intervenções de fundo para solucionar problemas de infiltração de água e melhorar as condições ambientais para as coleções e para as pessoas que o frequentam.
Estas obras foram financiadas pelo Programa Norte 2030 que, numa segunda fase, prevê intervenções ao nível do piso térreo para ampliação da Galeria de Exposições, criação de um espaço para o Serviço Educativo e de um auditório.
Como definiria o homem que doou a casa e o espólio para a criação do museu com o seu nome?
António Nogueira da Silva foi um benemérito que, como referiu num discurso em fevereiro de 1968 (in Correio do Minho, 7 de fevereiro de 1968), quis enriquecer a cidade com um museu, reunindo “peças antigas e de arte, testemunhos de um passado que são, afinal, pequenas páginas da história do mundo”. Oferecia assim a sua residência e as suas coleções à cidade através de uma doação à Universidade do Minho, para que se cumprisse um “serviço público”.
Sobre Nogueira da Silva, como referi, registei neste livro uma pequena análise sobre o contexto em que viveu e em que construiu o que viria a constituir o tal museu que quis oferecer à cidade.
Aposentada desde junho de 2023, Maria Helena Carvalhinho Trindade, colabora com o museu em regime de voluntariado desde novembro de 2024.
Possui o Diploma de Estudos Superiores Especializados em Educação Visual (1991/1993) e Mestrado em Estudos da Criança – Comunicação Visual e Expressão Plástica, desenvolvendo a sua tese na área da apreciação artística, A mediação do olhar: estratégias de apreciação artística no Museu Nogueira da Silva (2004/2006) no Instituto de Estudos da Criança/Universidade do Minho.
Professora do Primeiro Ciclo entre 1979 e 1984, foi colocada no Museu Nogueira da Silva, a partir dessa data, para realizar o inventário das coleções, o registo fotográfico e o apoio à Fototeca. Após a conclusão do inventário iniciou a sua atividade técnico-pedagógica criando o Serviço Educativo do Museu, em 1991, ao qual foi atribuído o Prémio de Melhor Serviço Educativo/Animação de Atividades ex aequo, em 1999, pela APOM (Associação Portuguesa de Museologia).
Simultaneamente apoiou a produção de diferentes exposições realizadas na Galeria da Universidade e dos respetivos catálogos. Também colaborou nas diferentes áreas do Museu, principalmente no que diz respeito à gestão das coleções e à organização e promoção de atividades.
Foi nomeada Diretora Adjunta do Museu entre 2015 e 2017.
Publicou diversos artigos em revistas relacionados com a atividade educativa no museu, a imagem fotográfica e o espólio do Museu Nogueira da Silva.
Participou com diversas comunicações em colóquios (entre 2006 e 2014), com temáticas relacionadas com a educação no museu.
O conteúdo Braga: “Este museu foi e é um espaço de Cultura como o desejou o seu doador” aparece primeiro em O MINHO.
La Habana, 27 oct (Prensa Latina) Cuba anunció hoy los 24 peloteros que disputarán el Campeonato Mundial Sub-23 de béisbol, del 6 al 15 de noviembre en Nicaragua, con la superronda como primera frontera.
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