Ninguém foi eleito para Belém, para a Assembleia da República e para o poder local para ser complacente com a revolução contra a democracia parlamentar.
Como os próprios agitadores de extrema-esquerda não se cansam de repetir, a (efectiva) crise na habitação é apenas um pretexto oportuno para defender a revolução e abolir o capitalismo.
Era a actuação proporcional certa para retirar as tendas: os polícias seriam só mais campistas que apreciam música e farra. Até os activistas se queixarem ao Alto Comissariado da ONU para o veganismo.
O jornalismo, se quiser vencer a crise de confiança instalada, não pode comportar-se como um simples megafone ao serviço dos manifestantes, ou numa “caixa de ressonância”.
Nasceu, em pleno coração de Lisboa, a República Popular do Rossio, dotada de território, assembleia deliberativa, política de fronteiras e, aparentemente, de uma Constituição própria.